Foi lançado na quinta-feira, 8/10, o livro A Voz das Marcas – Comunicação Empresarial no Brasil do Século XIX ao XXI, de autoria do jornalista e escritor Dario Palhares, com curadoria dos jornalistas Eduardo Ribeiro e Marco Antonio Rossi. Editada pela Mega Brasil, a obra faz um acompanhamento de todo o ciclo de desenvolvimento da comunicação empresarial no Brasil, desde o início, no século XIX, com o surgimento dos primeiros almanaques de laboratórios americanos, seguidos pelos brasileiros, até o surgimento da internet, das redes sociais e da inteligência artificial nos dias atuais, fenômenos que estão revolucionando de forma permanente a atividade.
Com farta documentação histórica, o livro vai às origens, debruçando-se sobre as primeiras iniciativas no campo da comunicação em solo brasileiro, de marcas nacionais e internacionais. E faz uma ampla viagem por toda a evolução até chegar aos dias atuais.

A Voz das Marcas mostra inúmeras curiosidades das primeiras publicações empresariais editadas no Brasil e como se sofisticaram entre os séculos XIX e XX. Destaca também a febre dos almanaques (genéricos e corporativos), os bastidores dos primeiros movimentos de relacionamento com a imprensa, os movimentos iniciais do lobby no País, a expansão das grandes revistas corporativas, as múltiplas tentativas de organização setorial, o “nascimento” da moderna comunicação empresarial, e chega aos dias atuais dando conta do quanto a atividade cresceu e se transformou.
“Há décadas sonhávamos em editar um livro que mostrasse com propriedade e consistência todo o ciclo histórico da comunicação empresarial no Brasil”, dizem os curadores Eduardo Ribeiro e Marco Antonio Rossi. “Somos de certo modo protagonistas contemporâneos dessa história, com as múltiplas atividades realizadas ao longo de quase 35 anos de vida de nossa empresa, mas faltava o livro para gravar em pedra tudo o que se passou por aqui. Agora não falta mais”.
Dario Palhares, autor da obra, deparou-se, em suas pesquisas, com material riquíssimo, pouco ou nada conhecido pelas escolas e profissionais da área. Ele lembra, a propósito, que a longa trajetória da comunicação empresarial no Brasil é frequentemente relacionada a três marcos das relações públicas: a criação do Departamento de RP da Light de São Paulo, em 1914; o famoso curso da Fundação Getulio Vargas, de 1953, que contou com professores estrangeiros; e a fundação da ABRP, em 1954.
“Sem menosprezar esse trio”, diz, “saí à caça de outras iniciativas na área e logo de início deparei-me com o riquíssimo caso da Antarctica, que, para vencer as reservas dos brasileiros em relação à cerveja, investiu em cultura e lazer, inaugurando em 1892 o Teatro Polythema – marco inaugural de uma série de casas de espetáculos da marca em São Paulo. Depois, a empresa tirou da cartola o Parque Antarctica e a sua “filial”, o Bosque da Saúde, e a revista Antarctica Illustrada, lançada em 1904. Foi a primeira de muitas descobertas saborosas”.
Entre elas ele lembra também da descoberta do “avô” dos jingles publicitários (a partitura da polca Salsa, Caroba e Manacá, publicada em 1881 pelo Almanak, da Flora Brasileira, que menciona um dos produtos do laboratório). E duas iniciativas da Light no apagar das luzes do século XIX: a apresentação ao público e à imprensa, em maio de 1900, de um ouvidor e porta-voz da casa em São Paulo; e a clipagem e análise editorial do noticiário sobre a empresa em jornais e revistas, iniciada em julho do mesmo ano.
O preço promocional de lançamento é R$ 120,00. Depois, será vendido exclusivamente na Mega Brasil por R$ 150,00, mais custo de postagem.









