Dib Carneiro Neto lançou recentemente o site Pecinha é a vovozinha!, em que usa todo o seu conhecimento de mais de 26 anos dedicados à crítica de teatro infanto-juvenil. Ele segue assinando uma coluna na revista Crescer, da Editora Globo. O novo site traz entrevistas, perfis, artigos, bastidores, críticas, galerias de fotos, enquetes, vídeos e reportagens, além de manter um roteiro seletivo de peças em cartaz. Aos 55 anos, natural de São José do Rio Preto, Dib é radicado em São Paulo desde 1979 e formado pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, em 1982. Foi editor-chefe do Caderno 2 do Estadão, função que exerceu por oito anos, até fevereiro de 2011. Atuou ainda em Veja São Paulo por quatro anos e na Gazeta de Pinheiros por sete.
Fotografe Melhor completa 20 anos
Aydano Roriz, presidente da Editora Europa, e Sérgio Branco, editor da revista, contam curiosidades dessa trajetória A revista Fotografe Melhor, da Editora Europa, completa 20 anos neste mês de setembro e além de uma edição recheada, com 160 páginas e 30 mil exemplares, estreará a nova versão do site Fotografe. Ao olhar o sucesso e a consolidação de um título segmentado, num dos mercados mais afetados pela crise (tanto a econômica quanto a de modelo de negócio), não se tem ideia da série de percalços que a publicação enfrentou desde o seu lançamento, acumulando prejuízos e fracassos ao longo de seus primeiros anos. A história da revista é contada em dobradinha pelo presidente da empresa e seu editor, respectivamente, Aydano Roriz e Sérgio Branco. Portal dos Jornalistas – Como foram os primeiros tempos de Fotografe Melhor? Aydano Roriz – A Fotografe nos deu muito prejuízo nos primeiros anos. Na publicidade, apanhávamos de lavada da Iris Foto e demoramos muito para ajustar a fórmula editorial. Apenas a partir da chegada do Sérgio Branco é que fomos aos poucos chegando à formula certa e, consequentemente, ao respeito e sucesso que gozamos hoje. Portal dos Jornalistas – Mas vocês tiveram a oportunidade de comprar a Iris Foto, não é verdade? Aydano – Sim, com a morte do fundador e da sua filha e sucessora, os herdeiros queriam nos vender o título. Só que, antes de me meter a fazer revistas de fotografia, fui a Colônia, na Alemanha, visitar a Photokina (“The world’s leading trade fair for photo and video”). E foi lá que vislumbrei, pela primeira vez, o potencial desse mercado. No regresso, analisei criteriosamente a revista e joguei aberto com os herdeiros. A Iris Foto não me parecia uma revista dedicada ao leitor, e sim aos anunciantes. Admitiram. Contudo, era uma revista consagrada – disseram eles –, a revista mais antiga do Brasil de circulação contínua. Verdade. Salvo erro, à época, já estava no nº 500 e tal. Fiz com que eles vissem a dificuldade de mudar, perante o leitor, a imagem de uma revista tão antiga, e os convidei a nos associarmos para lançar uma nova revista de fotografia. Deixei o Nilton Pilz (o viúvo) e a cunhada (Bia Marques – minha amiga até hoje) sozinhos na sala para discutirem. Resumindo: não tinham condições de se associar. Porém, o Nilton topava ser o diretor de Redação da nova revista (Fotografe Melhor), enquanto a Bia continuaria tocando a Iris Foto ou tentando vendê-la. Portal dos Jornalistas – Em termos de publicidade, esse era então um bom mercado? Aydano – Quando a edição nº 1 da Fotografe Melhor estava impressa, pedi ao nosso gerente de publicidade para marcar reuniões com os dois maiores anunciantes potenciais da época: Kodak e Fuji. Fomos atendidos pelo diretor de Marketing da Kodak e não esqueço uma frase que ele disse: “Essa sua revista vai ser amarela ou verde? Você precisa escolher. Eu, Kodak, não anuncio se tiver anúncios da Fuji. E desconfio que a recíproca seja verdadeira”. Eu respondi que a revista não seria nem amarela (Kodak), nem verde (Fuji), muito menos azul (Konica) ou vermelha (Agfa). Seria uma revista branca, que se propunha prestar serviços ao leitor, de modo a alavancar o mercado de fotografia no Brasil. Essa minha fala nos custou vários meses sem anúncios da Kodak. Acabaram, todavia, rendendo-se ao bom senso. Portal dos Jornalistas – Algumas tragédias perseguiram a revista nos primeiros anos. Pode relembrá-las? Aydano – O Nilton Pilz e eu fizemos juntos as cinco primeiras edições da Fotografe. Até que, enquanto acompanhava uma produção de capa, ele sofreu um infarto fulminante. E quem me avisou foi a Bia, a cunhada dele. Deixou mulher jovem, crianças… Uma desgraça! Na noite em que comemorávamos o quinto aniversário, numa alegre festa na nova sede própria da Editora Europa, um dos nossos mais promissores profissionais, um jovem de 20 e poucos anos, autêntico gênio da informática, gênio mesmo!, estava cometendo suicídio em seu apartamento. Traumas com o pai e a mãe, com a namorada… Com a Editora Europa é que não foi. Eu, pessoalmente, o admirava tanto (admiro, ainda), que sempre o tratei com deferência. A partir daí, felizmente, acabaram-se as tragédias. Mas o Sérgio Branco também tem algumas curiosidades sobre o Pilz. Sérgio Branco – Logo que a revista foi criada, em 1996, recebi uma ligação do Pilz. Eu era o editor-chefe da revista Duas Rodas e o Pilz queria entrevistar um fotógrafo da revista para uma pauta sobre fotos de ação e movimento, que foi publicada na edição número 2. Indiquei a ele o Manzi, que cobria provas de motociclismo de velocidade e motocross. Entrevista feita, Pilz me pediu alguns cromos do Manzi. Selecionei uma cartela e enviei para a Editora Europa. O Roberto Araújo, diretor editorial, que já trabalhava com o Aydano nessa época, foi quem indicou a Duas Rodas ao Pilz, pois fora editor-chefe da revista durante 17 anos (aliás, comecei na área de revistas com ele, em novembro de 1989, ao deixar a Folha de S.Paulo). O tempo passou e nada dos cromos de volta. Tentei falar um dia na redação da Fotografe, mas ninguém atendeu. Pedi para falar com o Roberto, o único que conhecia na Editora Europa. Foi então que ele me informou sobre a morte do Pilz, um choque para todos. Disse que localizaria os cromos e me devolveria, o que ocorreu dias depois. Na época, jamais imaginaria que um dia daria sequência ao que Pilz e o Aydano começaram. Portal dos Jornalistas – E como foi a sua transferência para a revista? Sérgio – No final de 2000 decidi deixar a Duas Rodas. Comuniquei ao Josias Silveira, diretor da revista, que fecharia a edição de dezembro e que em janeiro de 2001 estaria fora. Preparei-me para um período sabático de três meses. Só voltaria a procurar emprego em março. Mas no dia 27 de janeiro de 2001, o Roberto Araújo me ligou pedindo para ajudá-lo a apagar um incêndio: ele havia assumido como diretor editorial da Editora Europa, demitido quase toda a equipe de Fotografe e precisava de alguém para fechar a edição de fevereiro, que estava atrasada. Relutei, mas decidi ajudá-lo. Fechei a edição de fevereiro, ele me pediu para fechar a de março também, depois a de abril… E lá se foi meu período sabático. Gostei do astral da empresa, o tema me interessava (pois fotografava amadoristicamente desde os 17 anos) e percebi que ali havia chance de fazer uma revista segmentada como jamais havia sido realizada por aqui. Com o apoio do Aydano e do Roberto, fiz um novo projeto editorial e usei minha experiência de editor especializado em veículos a motor para implementar testes independentes de câmeras, lentes e filmes na revista, algo inédito no Brasil. Isso deu um grande diferencial para a Fotografe no mercado. Portal dos Jornalistas – E qual a importância da Fotografe para o meio? Aydano – Em que pese a minha suspeição, considero essa revista um braço extremamente importante do jornalismo. Até mesmo por causa do anuário O Melhor do Fotojornalismo Brasileiro, já em sua sétima edição. Afinal de contas, convenhamos, o trabalho desses nossos coleguinhas é um tanto ingrato. Quando conseguem fazer fotos espetaculares, a vida dessas suas obras é um tanto fugaz. Em princípio, dura no máximo uma semana, se publicadas em revistas semanais; em jornais, o tempo de vida é ainda mais curto. E o nosso papel é reconhecer-lhes o valor, eternizando-as em um belo livro capa dura. Não é à toa que, a cada ano, “chovem” na redação da Fotografe Melhor milhares, talvez milhões, de imagens capturadas por jornalistas e fotojornalistas do Brasil inteiro, candidatando-se a participar do Anuário. Portal dos Jornalistas – E a questão comercial? Vocês conseguiram solucionar? Aydano – Como todas da Editora Europa, a Fotografe é totalmente independente de anunciantes. Claro que anúncios são sempre bem-vindos. Porém, a redação não poupa críticas a quem merece críticas. Nosso maior compromisso é, e sempre foi, com o leitor. Portal dos Jornalistas – E qual o perfil atual da publicação? Sérgio – Com o tempo, fomos implementado matérias culturais (o Juan Esteves, com quem trabalhara na Folha, virou articulista) e espaços para interagir com o leitor, marca forte da Fotografe. Hoje há quatro seções dedicadas aos leitores: Revele-se (são selecionadas seis fotos de leitores a cada edição), Portfólio do Leitor (o leitor monta seu portfólio e a revista seleciona e publica um por edição), Raio X (o leitor envia fotos e um especialista, o fotógrafo e professor Laurent Guerinaud, comenta erros e acertos de cada imagem, num total de 20 comentários por edição) e Lição de Casa (a revista informa um tema que será comentado por Laurent Guerinaud na edição seguinte e os leitores enviam fotos sobre o tema; as melhores ilustram o artigo na revista). Portal dos Jornalistas – Que outras preocupações editoriais permeiam a publicação? Sérgio – A revista busca manter-se atenta às tendências do mercado, tanto que uma reportagem na edição 98, com a cobertura da Photokina de 2004 (a maior feira do setor fotográfico no mundo) bancou a informação de que a era digital era um caminho sem volta, mesmo diante de desconfianças no meio fotográfico. O tempo comprovou que a revista estava correta na avaliação que fez sobre o futuro da fotografia no mundo. Outro pilar do projeto editorial é dar oportunidade a talentos da fotografia de todas as regiões do Brasil. E um dos principais meios para revelar esses talentos foi a criação de concursos. Primeiro, o Leica-Fotografe, que ocorreu de 2003 a 2013. Depois, o Concurso Universitário de Fotografia, realizado de 2007 a 2013. Uma mudança feita pela Receita Federal nas regras para concursos culturais inviabilizou a continuidade desses eventos. Mas conseguimos voltar a realizá-los, e lançamos para a edição especial de vigésimo aniversário, agora de setembro de 2016, o Concurso Fotografe 20 Anos, patrocinado pela Nikon. A edição ainda terá uma série de matérias especiais. Portal dos Jornalistas – Como a revista encara e se relaciona com os muitos eventos de fotografia existentes? Sérgio – Temos um grande envolvimento em projetos culturais e já apoiamos, com divulgação, centenas de eventos fotográficos pelo Brasil afora. Mantemos parcerias com os dois principais festivais de fotografia do Brasil, o Paraty em Foco e o Foto em Pauta Tiradentes, com participação ativa em ambos, levando a cada um deles convidado especial da revista (este ano, no Paraty em Foco, nosso convidado será Walter Carvalho, fotógrafo e diretor de cinema e TV). Portal dos Jornalistas – E a fórmula editorial tem mudado muito, buscando adaptar-se aos novos tempos? Sérgio – Fomos ajustando no decorrer dos anos e hoje acredito que podemos ser considerados uma revista de variedades dentro do segmento de fotografia, já que buscamos mesclar todo tipo de informações técnicas e dicas de especialistas com informações culturais, seja por meio de perfis de fotógrafos ou por intermédio de resenhas de livros. Outro diferencial são os testes de câmeras e objetivas feitos com o uso do software Imatest. Essa inovação ocorreu a partir da edição 170, de novembro de 2010. Antes, durante quase dez anos, os testes eram de uso prático e capitaneados pelo experiente fotógrafo Mário Bock.
Vera Magalhães começa como colunista do Estadão
Vera Magalhães estrou nessa quinta-feira (1º/9) como colunista do Estadão. Sua coluna sobre Política e Economia será publicada semanalmente às segundas-feiras, mas é apresentada de forma excepcional pela dimensão histórica – com o impeachment de Dilma Rousseff – da última quarta-feira (31/8).
Vera também passa a ser colunista do Broadcast Político, serviço de notícias da Agência Estado, e a assinar um blog no Estadão.com.br. “A minha ideia é fazer uma análise semanal de fatos que mesclem política e economia, mostrando como as duas áreas estão interligadas, além de, claro, antecipar decisões políticas”, disse a jornalista em nota.
Aguirre Talento deixa a Folha de S.Paulo e segue para IstoÉ
Depois de cinco anos de trabalho, Aguirre Talento deixou a sucursal da Folha de S.Paulo em Brasília e começou em 29/8 na equipe de Débora Bergamasco na IstoÉ. Na revista, assumiu o posto de editor com a função de repórter investigativo, como já vinha fazendo no jornal. Acompanhará, entre outros, o processo da Lava Jato e o Ministério Público. Ainda na Folha, registro para a chegada, em setembro, de Camila Mattoso, que vinha cobrindo Esportes pelo jornal, como os recentes Jogos Olímpicos. Ela está na Folha desde o ano passado. Antes, teve passagens por ESPN e Lance. É autora do livro Tite, sobre o técnico da seleção e ex-técnico do Corinthians, lançado este ano.
DCI abre sucursal no Rio
O DCI – Diário Comércio Indústria & Serviços, com sede em São Paulo, abre uma sucursal e vai ter um caderno no Rio. O lançamento faz parte do planejamento da empresa desde o ano passado, quando foram feitas sondagens no mercado local.
A ideia partiu da percepção de que há espaço para a divulgação de informações sobre a economia local, especialmente na área de negócios: aparecem os fatos e dados nacionais, como IBGE, FGV, CVM, BNDES e Petrobras, mas pouca coisa específica sobre indústria, comércio e serviços que mostrem o dinamismo da economia local, na cidade e no Estado.
A situação das contas públicas no Estado também estará em foco. Há já dois meses, o DCI publica uma página semanal com essa abordagem e a recepção tem sido boa. O diretor comercial Martim Novaes, falando do Meio&Mensagem, afirmou que “os três pilares do DCI para circulação nacional são as praças de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Por conta disso, já tínhamos este plano. É um eixo importante de negócios”.
A redação carioca vai funcionar na av. Rio Branco, no centro da cidade, com um editor e uma repórter. O processo de seleção foi fechado na semana passada: o caderno ficará sob a responsabilidade de Fernando Miragaya, ex-O Globo e Extra, além de passagem pelo Jornal do Brasil. A repórter será Thaise Constancio Temoteo, que estava no Diário Oficial do Rio de Janeiro e foi da sucursal do Estadão.
Eles vão se reportar ao diretor de Redação Roberto Lira, em reuniões de pauta virtuais diárias. Ao diretor executivo Raphael Müller coube a idealização das páginas, além da implementação do projeto. A previsão de lançamento do caderno é 12 de setembro. Porém, já nesta quinta-feira (1º/9) a dupla inicia a produção de pautas e os primeiros contatos. Começarão a circular, em princípio, duas páginas diárias exclusivas sobre economia e negócios no Estado do Rio.
Os anúncios e balanços da publicidade legal completam um caderno de quatro páginas. Desde 2014, quando o DCI fez uma reformulação gráfica, o jornal aposta em pautas sobre o dia a dia das empresas de grande, médio e pequeno portes. Foram introduzidas algumas páginas temáticas sobre Sustentabilidade, Gestão e Carreiras, Inovação e Tecnologia, Finanças Pessoais e perfil de empreendedores que possam servir de inspiração para quem quiser se manter e crescer no mundo dos negócios. O espírito da cobertura no Rio deverá ser o mesmo.
Core e Versátil fundem operações e formam o Core Group
As agências de comunicação Core e Versátil Comunicação fundiram suas operações e formaram em julho o Core Group (11-2832-5507), que reúne ainda as marcas 7CoSocial Intelligence, de marketing digital, e a Social Lounge, franquia de mídias sociais. Com exceção desta última, as demais empresas passaram a utilizar a nova denominação. Com uma equipe de 30 colaboradores diretos, o Core Group nasce com um portfólio de 32 clientes e a expectativa de ampliar em cerca de 40% o faturamento em 2016. A nova agência tem no comando os jornalistas Mônica Lobenschuss ([email protected]), Sandra Takata (sandra@) e Cícero Vieira (cicero@), que assumiram, respectivamente, os cargos nas áreas de Marketing e Vendas, Operacional, e Administrativo e Financeiro. Com a integração, a empresa multiplataforma oferece, além da comunicação tradicional e o marketing digital, serviços como inbound marketing, publicidade e eventos.
Com a saída de Márcio Aith, Cleber Mata assume interinamente a Comunicação do Governo Alckmin
A Comunicação do Governo Alckmin está temporariamente com um novo titular. Com a saída de Márcio Aith, há algumas semanas, responde pela área, na condição de interino e nos assuntos que envolvem imprensa, Cléber Mata, que ocupa oficialmente o cargo de coordenador de imprensa.
Sabe-se que o governo está atrás de um novo titular para a área e tem conversado inclusive com as agências que dividem as várias contas do Palácio (o que inclui as secretarias) para encontrar um bom nome, estando à frente desse processo o secretário de Governo Samuel Moreira, mais o secretário Saulo Gomes.
Além de afinidade política, o novo titular terá de ser alguém em condições de trabalhar a reputação do governo, que sofreu reveses, como apontaram pesquisas recentes. Mas também não se descarta a hipótese de ficar desse modo por um período.
Enquanto isso, Cléber, que é prata da casa, toca o barco. Vale ressaltar que ele começou a trabalhar no Palácio dos Bandeirantes em 2006, no então Governo de Cláudio Lembo, passando depois pelas administrações de José Serra, Alberto Goldman e mais diretamente com Geraldo Alckmin.
Formado em Jornalismo pela PUC Campinas, com especialização em Marketing Político pela ECA-USP, morou nos Estados Unidos por quatro anos e lá trabalhou em jornais dirigidos à comunidade brasileira que reside no país. Em 2014, coordenou o conteúdo da campanha que reelegeu Alckmin.
Aith, que era também vice-presidente da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, deixa o governo após cinco anos e o faz, como diz, “para realizar o sonho da minha vida”. Vai fazer uma pós-graduação em Londres, no Kings College, com uma bolsa de estudos Chevening.
A área escolhida é Demografia (Ageing and Society), tema que considera estratégico, dados os impactos políticos, sociais e econômicos do envelhecimento da população. De malas prontas, ele embarca neste domingo (4/9) para a capital inglesa, onde permanecerá por um ano. O curso começa no dia 26.
Esta será a terceira experiência dele no exterior e a primeira para estudar. Anteriormente, morou dois anos em Tóquio e cinco em Washington, como correspondente de veículos da grande imprensa, entre eles, Veja e Folha de S.Paulo. A diferença é que nas outras vezes ainda não tinha filhos e agora tem duas meninas, que ficarão por aqui.
Rodolfo Lucena desliga-se definitivamente da Folha de S.Paulo
Rodoldo Lucena, que também é maratonista, desligou-se integralmente da Folha de S.Paulo. A confirmação foi dada por ele em post no facebook, no qual, além de sua experiência no jornal, detalha outros feitos de sua longa trajetória no jornalismo e aproveita para buscar novas oportunidades profissionais: Agora é oficial: estou em busca de novos desafios. Assinei a rescisão de meu contrato de produção de conteúdo para a Folha de S.Paulo, onde atuei por 26 anos, dezesseis deles como editor de Informática/Tec. Na Folha, fui repórter, chefe de reportagem, pauteiro, editor,colunista, blogueiro. Criei o Ploing! (edição especial de Informática dedicada a leitores menores de dez anos), a coluna +Corrida e o primeiro blog sobre corridas de rua e qualidade de vida em um portal da grande imprensa, além de ajudar a organizar um coral e montar equipes para disputa de maratona de revezamento. Nos últimos anos, criei projetos especiais combinando corridas e reportagens, como 460 Quilômetros por São Paulo, em que mergulhei pela cidade, descobrindo personagens e locais e não aparecem nos roteiros tradicionais. Em Maratonando com o MST, divulgo a corrida como forma de ganhar qualidade de vida e produzo reportagens sobre a ação e os construtores do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. Primeira Maratona Como Aposentado mostra que os veteranos também podem (e devem) correr; e Corrida por Manoel teve 40 corridas e reportagens em memória dos 40 anos do assassinato do metalúrgico Manoel Fiel Filho. Tenho 59 anos, indo celeremente para os sessenta. Jornalista desde 1975, sou formado em Comunicação Social – Jornalismo gráfico e Audiovisual pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Fiz mestrado em teorias da Inteligência e Design Digital na PUC-SP. Minha dissertação,“O Clique da Notícia, acompanha a trajetória da Folha na internet, do nascimento até 2008. No período da ditadura, editei boletins clandestinos, atuei na imprensa sindical e criei o Jornal dos Bairros, da Federação de Associações Comunitárias e de Amigos de Bairro de Porto Alegre. Também trabalhei nas rádios Gaúcha, Continental e da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, além de ter sido repórter do Zero Hora. Participei da criação e fui chefe da sucursal gaúcha do Hora do Povo, no qual segui mais tarde como editor de Nacional, Sindical e Política. Nascido em Porto Alegre em 1957, estou em São Paulo desde 1981. Antes de trabalhar na Folha, fui por quatro anos editor-assistente da revista “Dados & Ideias”, publicação pioneira no jornalismo brasileiro de informática. Aos 41 anos, descobri o mundo das corridas; um ano depois, me tornei maratonista e logo passei a correr o mundo em busca de aventuras que me ajudassem a contar histórias. Escrevi Maratonando (Record,2006); trata-se de livro-reportagem sobre a trajetória de um sedentário que se torna maratonista (eu mesmo). Em 2009, publiquei +Corrida (Publifolha), com uma seleta dos artigos e entrevistas publicados no blog e e na minha coluna de mesmo nome. Antes, em 1976, aos 19 anos, publicara Abertura 1812 (Movimento), uma seleção de contos. E participei em várias antologias. Sou colunista da revista especializada em corridas O2, onde mensalmente publico uma grande reportagem. Tenho uma coluna no site da revista e participo de vídeos da Oxigênio TV. Já escrevi para a Contra-Relógio, a Go Outside e o jornal Atividade Física. Nos últimos anos, tenho feito palestras sobre o mundo das corridas e o mundo do jornalismo, atendendo escolas e empresas. Sou casado e tenho duas filhas.
Sandra Carvalho deixa a Abril depois de quase 30 anos
Sandra Carvalho, que respondia pela área de Mobile da Abril, deixou a empresa após quase 30 anos de casa. Com carreira sempre nas áreas de tecnologia e internet, ela comandou a extinta Info e foi diretora de Exame.com. As funções dela foram absorvidas por Isabel Amorim, que assumiu no início de agosto o cargo de diretora de Estratégia e Produto, ficando responsável por Estratégia e Produtos Digitais, Mobile e Dedoc. Em Exame, a repórter Anna Oliveira deixou a editoria de Brasil. Ex-Você RH, ela ficou poucos meses no posto e decidiu sair para tocar projetos pessoais. Para o lugar dela o editor José Roberto Caetano requisitou Luciano Pádua, repórter que estava no aplicativo Exame Hoje, cuja substituição também foi caseira: o repórter Raphael Martins, que era do site Exame.com. Ambos são jovens talentos de diferentes turmas do Curso Abril de Jornalismo. Luciano, que é um pouco mais velho, passou antes pelo Antagonista e pela Veja. Raphael é da turma do ano passado e ficou no site.
Denize Bacoccina começa na Ruptly
Denize Bacoccina começou na Ruptly, agência internacional de vídeos de notícias sediada em Berlim. Ela será a representante da empresa no País, e vai cuidar da interlocução com os clientes brasileiros, emissoras de tevê e sites de notícias. Com profissionais em mais de 20 países, a Ruptly vende seu material para emissoras de todo o mundo. Antes da Ruptly, Denize ([email protected]) foi superintendente executiva de Agências e Conteúdo Digital da EBC, onde era responsável pelas agências de notícias, de texto, áudio e vídeo, e pelas operações em web e redes sociais da empresa. Também foi chefe da sucursal da IstoÉ Dinheiro em Brasília, correspondente da BBC Brasil em Brasília, Washington, Londres e São Paulo e repórter de Economia do Estadão.







