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Anunciados os finalistas do +Admirados de Economia 2017

Estão definidos os finalistas que seguirão para o segundo turno de votação do Prêmio Os +Admirados da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças e que concorrerão aos Top 50 e aos Top 10, no caso dos profissionais, e aos vencedores das categorias Jornal, Revista, Rádio, TV, Site/Blog e Agência de Notícia.

A segunda fase de votação vai até 6/10, abrangendo um colégio eleitoral de aproximadamente 53 mil jornalistas e profissionais de comunicação e áreas afins. A premiação, uma iniciativa deste J&Cia em parceria com a Maxpress, conta com o patrocínio de Gerdau e BTG Pactual, apoio da Latam e apoio institucional de Ibri e Abrasca e colaboração da Rede Inform.

Foram indicados livremente no primeiro turno mais de 400 jornalistas de todo o País e das diferentes plataformas editoriais. Destes, pela linha de corte, classificaram-se para a próxima etapa 89 profissionais de redações de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Salvador, Florianópolis e Porto Alegre.

Também foram indicados livremente mais de 40 programas de rádio, mais de 40 de TV, mais de 40 revistas, pouco mais de 20 jornais, quase 30 agências de notícias e mais de 80 sites/blogs. Desses, foram classificados para a fase final oito jornais, 11 revistas, 13 sites/blogs, 12 programas de TV, oito programas de rádio e sete agências de notícias.

Nessa segunda etapa, os eleitores poderão votar em até cinco profissionais na categoria Jornalista; e fazer até três indicações nas categorias Jornal, Revista, Rádio, TV, Site/Blog e Agência de Notícia. A indicação de 1º colocado vale 100 pontos; de 2º, 80 pontos; de 3º, 65 pontos; de 4º, 55 pontos; e de 5º, 50 pontos. Os votos do primeiro turno valerão também no segundo, à razão de dez pontos por voto. Ou seja, quem recebeu dez votos, carrega 100 pontos para esta segunda etapa.

A festa de premiação será em 27/11, num almoço no Renaissance Hotel, em São Paulo, para cerca de 150 convidados.

Confira na edição 1.120 de Jornalistas&Cia a relação completa com os finalistas da edição 2017 do Prêmio Os +Admirados da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças.

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Luiz Sales morre em São Paulo

Morreu nessa sexta-feira (22/9), em São Paulo, aos 83 anos, o publicitário Luiz Sales, que desde 2000 comandava, com Alex Periscinoto, Sérgio Guerreiro e Walter Fontoura, a SPGA Consultoria de Comunicação, atuante nas áreas de relações públicas e seleção de agências, além de prestar serviços de counseling a presidentes de empresas. Ele estava internado no Hospital Sírio Libanês e não resistiu a uma insuficiência respiratória. Seu corpo foi sepultado no Cemitério Gethsêmani. Deixa a esposa Maria Rosa, quatro filhos e 12 netos.

Engenheiro agrônomo de formação, Luiz Sales voltou-se desde cedo para a publicidade. Fundou com o irmão Mauro a Salles Publicidade, agência que presidiu por mais de duas décadas, sempre como uma das cinco maiores do País à época.

Reconhecido por sua extraordinária habilidade para lidar com situações de crise, em 1995, fundou a LMS Counseling para assessorar empresas e oferecer um aconselhamento personalizado de lideranças envolvidas em decisões corporativas complexas, em projetos confidenciais ou em processos de mudança.

Foi o 1º vice-presidente do Conselho Deliberativo da ESPM e consultor da Febraban, do Bradesco, diretor da TV Manchete, membro do Conselho Cultural da Petrobras e do Conselho do Pão de Açúcar, presidente da Federação Nacional das Agências de Publicidade, vice-presidente da Abap (Associação Brasileira das Agências de Propaganda) e vice-presidente do Conselho da Fundação Bienal.

Boris Casoy e Band são condenados por ofensa a gari

Reportagem publicada em 20/9 pelo Diário de Pernambuco informou que o apresentador Boris Casoy e a TV Bandeirantes foram condenados por danos morais em ação movida pelo gari José Domingos de Melo.

O caso ganhou notoriedade quando, no final de 2009, Melo concedeu uma rápida entrevista ao Jornal da Band, na época comandado por Boris, desejando Feliz Natal aos telespectadores. Logo após, uma falha técnica fez com que vazasse um áudio em que o jornalista ridicularizava a participação de Melo: “Que merda, dois lixeiros desejando felicidades do alto das suas vassouras. O mais baixo da escala do trabalho”.

O valor inicial do processo era de R$ 21 mil, mas foi corrigido e o pagamento, já feito, chegou a R$ 60 mil. “Sempre acreditei na justiça. Sabia que uma hora ou outra isso iria acontecer”, disse Melo, que segue atuando como gari. “Muitos colegas diziam que era para eu desistir, que não ia dar em nada e que nós, trabalhadores, somos invisíveis perante a sociedade. Mas eu insisti, acreditei no sindicato e na Justiça”.

Segundo ele, com a indenização pagará algumas dívidas, ajudará a mãe que vive em Pernambuco e reformará sua casa. O trabalhador manifestou ainda o desejo de promover um churrasco para os amigos do trabalho. “Nossa profissão é digna e merece respeito como qualquer outra. Não é justo alguém nos tratar com desdém, desmerecendo a atividade que exercemos. Espero que isso sirva de lição”, concluiu.

Atualmente, Boris Casoy comanda o Rede TV News, na Rede TV.

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João Gabriel de Lima deixa Época para se dedicar à área acadêmica

João Gabriel de Lima durante a Flip 2017 - Foto: Ricardo Gaspar
João Gabriel de Lima durante a Flip 2017 – Foto: Ricardo Gaspar

João Gabriel de Lima, diretor de Redação da Época desde o início de 2015, deixará a Editora Globo em 30/9 a fim de se dedicar à criação de um curso de Jornalismo no Insper e a projetos acadêmicos na USP e na Faap. Ele está na revista há cinco anos, em sua segunda passagem por lá, onde havia sido editor executivo em 2006. Pós-graduado em Jornalismo Cultural, também atuou em Folha de S.Paulo, Placar, Veja e Bravo.

Em comunicado interno, Frederic Kachar, diretor-geral de Mídia Impressa do Grupo Globo, disse que, à frente de Época, João Gabriel teve como prioridade desenvolver vocações autorais, “o que resultou em maior valorização dos jornalistas da casa, além de vários prêmios nacionais e internacionais para a revista”. Também aprofundou a missão editorial de Época com furos e reportagens profundas e explicativas, no impresso e no digital.

“Manter o alto nível de um título tão importante como Época foi um desafio empolgante — e vitorioso”, disse Gabriel a J&Cia. “O sucesso se deve aos jornalistas com quem trabalhei, uma das equipes mais talentosas e engajadas que já esteve sob meu comando, e que nunca esmoreceu mesmo em tempos de crise. Agora, o desafio é atuar na fronteira do mundo digital, ajudar a criar o jornalismo do futuro. Estou igualmente empolgado”.

Diego Escosteguy, editor-chefe de Época, assumirá interinamente o comando da redação. A expectativa é de que até o final do ano seja anunciado o novo diretor — Diego ou outro profissional.

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Memórias da Redação – Mário Eugênio morreu

* Por Eduardo Brito

 

Mário Eugênio Rafael de Oliveira, repórter policial conhecido apenas como Mário Eugênio, era a grande atração do Correio Braziliense no final dos anos 1970 e começo dos 1980. Era alto, elegante no porte, atrevido e absolutamente irresponsável no que se referia à sua segurança pessoal. Sim, ele corria perigo permanente pela ousadia. E, sim, para falar a verdade, era irresponsável também no que escrevia e no que dizia em seu programa de rádio, o Gogó das Sete, na Rádio Planalto, que pertencia aos Diários Associados assim como o Correio Braziliense.

Certo dia, apareceu na redação do Correio um homenzarrão enfurecido. Queria porque queria falar com Mário Eugênio. Certamente não era para entregar-lhe flores. Estava furioso porque sofrera um roubo e, ao contar a história na sua página, Marão se referira a ele várias vezes como “o otário”. O secretário de Redação Renato Riella e o editor de Economia levaram mais de uma hora para demover o cidadão, que era serralheiro, nessa época uma raridade em Brasília. Depois de muita história conseguiram convencê-lo de que o repórter não fizera por mal. O serralheiro se enturmou e fez trabalhos para muitos dos jornalistas do Correio.

Visitas como essa eram comuns. Mário Eugênio não primava pela discrição. Contou em detalhes como a viúva de uma vítima de homicídio, bissexual, referia-se à dupla vida do marido, inclusive com pormenores, digamos, anatômicos. Veio daí mais uma ameaça agressiva na redação, agora dos filhos. Isso era o dia a dia do repórter. De tanta encrenca, Marão passou a andar armado.

Ao que se sabe, a única vez em que a arma disparou foi na redação do próprio Correio Braziliense. Mário Eugênio sentava-se na mesa mais próxima à entrada, a dois metros da parede que separava a redação da sala do diretor Ari Cunha. Ao chegar, tirou o coldre e jogou-o sobre o tampo da mesa após manipular a arma. Ninguém sabe o que ele tinha feito, mas ao bater na mesa o revólver disparou. O buraco da bala, na altura da barriga de um colega, ficou por lá durante anos, como um registro da maluquice do repórter.

Os colegas não sabiam, porém, que Mário Eugênio estava comprando brigas muito maiores. Supunham, e estavam corretos, que ele contava com uma rede de informantes no meio policial, o que lhe rendia também certa cobertura. Marão denunciava ocasionalmente abusos de autoridades, assim como malfeitos de policiais, mas havia a presunção de que contava com mais amigos do que inimigos nessa área. Não se contava, porém, com a inata audácia do repórter que, como dissemos, beirava a irresponsabilidade.

Em meados de 1984, Marão andava em grande forma. Sua página no Correio Braziliense era frequentada por figuras impressionantes, como a Loura do Trezoitão, que comandava assaltos por todo o Distrito Federal. Nunca se soube se a Loura existia ou não. Suspeita-se que fosse um travesti, que acabou preso. O programa de rádio era campeão de audiência. O Gogó das Sete normalmente era gravado, pois Mário Eugênio não gostava de acordar cedo, mas procurava dar-lhe o máximo de atualidade, aparecendo no estúdio quando fechava seu espaço no Correio, tarde da noite.

A essa altura, Marão começou a falar em um esquadrão da morte. Seria financiado por comerciantes locais para liquidar assaltantes pés-de-chinelo, que invadiam lojas e, principalmente, furtavam carros em zonas nobres do Distrito Federal. No jornal e principalmente na Rádio Planalto, o repórter dizia que estava cada vez mais perto de descobrir os integrantes do esquadrão e prometia revelações estrondosas para os dias que se seguiriam.

Na noite de 11 de novembro de 1984, Mário Eugênio deixou o Correio Braziliense, no Setor Gráfico, pelas 22h e foi para a Rádio Planalto, que ficava em um edifício isolado, perto da W3, zona central da cidade. A essa hora, a área ficava deserta. Gravou o programa e deixou o prédio às 23h55. Foi assassinado com sete tiros na cabeça.

O secretário de Segurança, Lauro Rieth, era um coronel do Exército. Prometeu apuração severa e rápida. Claro, nada aconteceu. O Correio Braziliense contratou um bravo advogado, Aidano Farias, só para acompanhar o caso. Mobilizou, claro, toda a equipe. Mas a coisa não andava. A polícia aparecia com uma série de pistas, todas conduzindo a lugar nenhum.

Foi então que o Correio trouxe a Brasília um grande jornalista policial, Octávio Ribeiro, conhecido como Pena Branca, por ter uma mecha branca em sua cabeleira escura. A essa altura Pena Branca já tinha certa idade, que não revelava, e uma experiência inigualável. Saiu a campo e horas depois encontrou o fio da meada. Em questão de dias, tudo estava esclarecido.

O esquadrão da morte denunciado por Mário Eugênio era comandado por policiais, que recrutavam soldados do Exército como peões. Os tais bandidos pés-de-chinelo que volta e meia apareciam em desovas eram recolhidos nas celas de delegacias onde aguardavam ser colocados para “puxar” veículos. Após um tempo eram mortos.

O primeiro peixe grande a ser pego foi o policial civil Moacir Loiola. Foi preso em Luziânia, vizinha a Brasília, chegou a prestar depoimento e foi encontrado morto logo depois, na delegacia. Suspeita de suicídio, nunca provado. Apesar de todas as tentativas, não se conseguiu mais barrar o inquérito policial. Com base nesse inquérito, o juiz Edson Smaniotto decretou a prisão de ninguém menos do que o delegado coordenador de Polícia Especializada, Ary Sardella, e do próprio secretário Lauro Rieth, além de outros policiais e recrutas do Exército.

O coronel Rieth entrou com sucessivos habeas corpus. Foram negados, mas o Supremo Tribunal Federal acabou decidindo que ele deveria ser julgado em foro especial. O procurador-geral evitou apresentar denúncia. Rieth não chegou a ser condenado, mas nunca mais teve cargo público. Virou uma espécie de fantasma a circular por Brasília. Os peixes menores foram condenados.

O assassino, autor dos disparos, era o policial Divino José de Matos, o Divino 45. Estava afastado, com um atestado de insanidade. Entrou-se em uma batalha judicial que ilustra a fragilidade do sistema policial brasileiro.

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) só foi condenar Divino a 14 anos de prisão em março de 2001. Pena confirmada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) em maio do mesmo ano. No entanto, o ex-policial passou dois anos foragido. Em 2004, enfim, foi levado por colegas de profissão para o Complexo Penitenciário da Papuda. Mas ficou atrás das grades, dividindo cela com outro acusado em uma ala só para policiais, somente até o início de 2008, quando ganhou direito ao regime semiaberto. Logo em seguida, recebeu a liberdade condicional.

Um conjunto de reportagens do Correio Braziliense, reunido sob o título O Esquadrão da Morte em Brasília e o assassinato do jornalista Mário Eugênio deu ao jornal o Prêmio Esso de Jornalismo em 1985.

 

* Eduardo Brito ([email protected]) é editor executivo do Jornal de Brasília.

Veríssimo diz que saída de ZH foi “decisão administrativa”

Veríssimo: "Foi uma decisão administrativa, estão fazendo muito isso com os velhos, que têm salários mais altos. Mas não ficou nenhum trauma, não" - Crédito: Igor Sperotto
Veríssimo: “Foi uma decisão administrativa, estão fazendo muito isso com os velhos, que têm salários mais altos. Mas não ficou nenhum trauma, não” – Crédito: Igor Sperotto

Prestes a completar 81 anos (no próximo dia 26/9), Luis Fernando Veríssimo está oficialmente fora do Grupo RBS desde 1º de setembro. Demitido de ZH depois de mais de 40 anos de contribuição quase diária, ele deixou de fazer as tiras Família Brasil.

Em entrevista a Rafael Ilha, do jornal Extra Classe, do Sindicato dos Professores do Rio Grande do Sul, em 15/9, disse que realmente estava trabalhando com coisas demais, “então, foi só para trabalhar menos. Como fui demitido da Zero Hora, não tinha mais sentido manter só para um jornal (O Estado de S. Paulo)”.

Sobre a demissão, garantiu que foi um processo normal: “Apenas deixei de ter vínculo com a empresa, agora eles compram meu material da Agência Globo. Foi uma decisão administrativa, estão fazendo muito isso com os velhos, que têm salários mais altos. Mas não ficou nenhum trauma, não”.

Escritor, cronista, músico, desenhista e pensador, ele tem agora o desafio de manter atualizado o recente contrato de comodato que firmou com a Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos).

O acervo de textos, rascunhos, traduções, cartuns e outras criações está sendo transferido para a biblioteca do novíssimo campus de Porto Alegre. São 382 livros, entre títulos do autor, antologias e edições estrangeiras, mais de mil títulos de periódicos, além de troféus, quadros, esculturas e outros objetos recebidos pelo escritor como forma de homenagem. Difícil porque Verissimo ainda está em pleno exercício produtivo. E também porque não pretende morrer tão cedo.

“Eu acho que o acervo devia ser apenas de obra acabada, o que evidentemente não é o caso. Então, digamos que seja um meio acervo de um autor meio vivo”, disse ele a Ilha com sua costumeira ironia. O acervo vai ocupar, segundo Verissimo, “um cantinho” da biblioteca da Unisinos e estará disponível para consulta por estudantes, pesquisadores e público em geral.

Na entrevista, ele relatou um pouco sua relação com a escrita, as preocupações com a onda reacionária que toma conta do País e o arrependimento por não ter seguido a carreira de músico – é saxofonista amador desde os 16 anos.

Confira a entrevista.

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Os 40 anos da invasão da PUC-SP pela ditadura. Você estava lá?

Nesta sexta-feira (22/9) completam-se 40 anos da invasão do campus da PUC-SP pelas forças da ditadura militar, comandadas na ocasião pelo coronel Antonio Erasmo Dias, então secretário da Segurança de São Paulo. Foram quase mil presos – muitos deles feridos por espancamento ou queimaduras de bombas – e diversas instalações da universidade depredadas pelos policiais.

O motivo de tanta violência foi um ato público que estudantes faziam na porta do teatro da universidade (Tuca) para celebrar a realização do 3º Encontro Nacional de Estudantes, que havia sido proibido pelos militares. Comemoravam também a reorganização do movimento estudantil e da União Nacional dos Estudantes, que atuava na clandestinidade.

Portal dos Jornalistas teve acesso a um álbum do Departamento de Ordem Política e Social (Dops) da época com fotos e dados de perto de 400 estudantes de diversas escolas que foram fichados na ocasião. Identificamos nesse chamado “carômetro” 14 estudantes da ECA-USP que viriam a ser jornalistas ou a ter atividades relacionadas ao jornalismo.

São eles: Eduardo Gianetti da Fonseca (economista), Alberto Gaspar Filho (TV Globo), Cesar Augusto Nogueira (assessor de imprensa), Demétrio Magnoli (colunista da Folha de S.Paulo e comentarista da GloboNews), Edmundo Machado de Oliveira (Pesão – ex-Estadão), Edson Celulari (ator – TV Globo), Fábio Malavoglia (âncora do programa Metrópoles, da Cultura FM/SP), José Américo Assencio Dias (deputado estadual – PT/SP), Josimar Moreira de Melo (crítico de gastronomia), Maria Inês Nassif (Jornal GGN), Mário Sérgio Marques Conti (GloboNews, colunista da Folha de S. Paulo, ex-Veja), Maurício José Ielo (ex-Estadão, já falecido), Milton Assi Hatoum (escritor) e Orlando Barrozo do Nascimento (revista Hometeather). Mas com certeza há outros, e se você estava lá ou quer ver se tem algum conhecido, confira o documento original.

São Paulo, 22 de setembro de 1977

 

Tropas da Polícia Militar invadem o campus da PUC-SP, no campus Monte Alegre, e prendem estudantes, professores e funcionários. À frente da ação, o coronel Erasmo Dias, secretário de Segurança Pública do Estado. Diante de quase mil pessoas – entre alunos, professores e funcionários – duramente arrancadas de suas rotinas e acuadas em um estacionamento em frente à Reitoria, o coronel berrou: “É proibido falar. Só quem fala aqui sou eu”.

Não, a PUC não se calou. E 40 anos depois faz questão de “lembrar para resistir”.

Eram por volta das 21h quando estudantes faziam um ato público na porta do Tuca para celebrar a realização do 3º Encontro Nacional de Estudantes, que havia sido proibido pelo regime militar. Comemoravam também a reorganização do movimento estudantil e da União Nacional dos Estudantes, que atuava na clandestinidade.

Tropas policiais chegaram ao campus atirando bombas sobre os manifestantes. Na operação dentro da PUC-SP foram usadas bombas de gás lacrimogêneo e de efeito moral. Em seguida, sob golpes de cassetete e ofensas, as pessoas foram conduzidas para um estacionamento que havia na rua Monte Alegre, esquina com a Bartira. Houve triagem e 900 foram levadas em ônibus para o prédio do Batalhão Tobias de Aguiar.

Naquele período de governo Geisel, a PUC paulista se destacava como um local de resistência à ditadura militar e luta pela redemocratização. Em julho do mesmo ano, havia sediado a 29ª Reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), então proibida pelos militares de ocorrer em universidades públicas.

Os irmãos Luiz Carlos e Márcia Barbel estavam naquele noite e concederam entrevista à TV PUC. O professor de Jornalismo José Arbex, que na época era aluno da Poli-USP, analisou a importância do movimento.

Ao longo desta semana, a Universidade realiza eventos para relembrar o episódio. No primeiro deles, em 18/9, os estudantes Maria Augusta Thomaz, Carlos Eduardo Fleury, Cilon Cunha Brum, José Wilson Lessa Sabbag e Luiz Almeida Araújo, assassinados durante a ditadura militar, receberam diplomas simbólicos dos cursos que jamais puderam concluir. Os corpos de Luiz Almeida (Lula) e de Cilon Brum nunca foram encontrados.

A semana de memória e celebração será encerrada na sexta-feira (22/9), com um ato às 14h30 em frente ao Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo, em apoio à absolvição de estudantes indiciados durante manifestação contra o governo Temer em setembro de 2016. Para a noite do dia 22 está programada uma concentração diante do Tuca e uma passeata em volta da PUC, batizada de Invasão Cultural.

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Gislaine Rossetti assume a presidência do Conselho da Aberje

Novo Conselho Deliberativo da Aberje: Em pé, da esquerda para a direita: Cláudio Viveiros (Wilson Sons); Eraldo Carneiro (Petrobras); Rosana Aguiar (Embraer); Paulo Nassar (ECA-USP e Aberje); Gislaine Rossetti (LATAM); André Senador (Volkswagen); Francisco Bulhões (Grupo CCR); Hélio Muniz (Avon). Sentados, da esquerda para a direita: Cristiana Brito (BASF); Mário Laffitte (Samsung); Hamilton dos Santos (Aberje); Marcela Porto (Suzano Papel e Celulose); Marcelo Behar (Natura). Imagem: Mariana Pekin

Em reunião ordinária realizada na noite de 18/9, o Conselho Deliberativo da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje) elegeu Gislaine Rossetti, responsável pelas áreas de Relações Institucionais e Sustentabilidade da Latam, para o cargo de presidente do Conselho da entidade. A executiva assume a vaga deixada por Paulo Marinho, ex-Itaú, que partiu para um período sabático.

Pós-graduada em Marketing, Administração e Gestão Empresarial pela USP, Gislaine tem quase três décadas de experiência área de comunicação empresarial – a maior parte na Basf, onde atuou por 18 anos até se transferir para a TAM, em 2014, quando a companhia aérea iniciava a sua fusão com chilena Lan.

“Meu objetivo à frente da Aberje é dar continuidade ao ótimo trabalho desenvolvido pelo Paulo Marinho e também focar na consolidação do Lidercom, programa que tem grande potencial de influenciar a sociedade através da promoção da comunicação e da ética na atividade”, afirma a executiva.

Gislaine terá como vice-presidente Paulo Pereira, diretor de Comunicação Corporativa da Bayer, que atua há mais de 30 anos nas áreas de comunicação e relações públicas. Pós-graduado em Propaganda e Marketing pela Universidade de Nova York, ele lidera a comunicação da multinacional alemã desde 2011.

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Prêmio Abear prorroga inscrições até 27/9

Criação da categoria Fotojornalismo é a principal novidade desta edição

 

A Associação Brasileira das Empresas Aéreas prorrogou por mais uma semana o prazo para concorrer ao Prêmio Abear de Jornalismo 2017. O novo prazo de se encerra na próxima quarta-feira (27/9). Em sua quinta edição, a iniciativa traz entre suas novidades a criação da categoria Fotojornalismo e o aumento no valor distribuído, para R$ 57 mil líquidos.

O concurso tem como objetivo estimular, reconhecer e valorizar matérias jornalísticas que focalizem a aviação e que possibilitem, direta ou indiretamente, maior conhecimento sobre a aviação civil comercial nacional, contribuindo para o desenvolvimento do setor e também estimulando o hábito de voar.

Podem concorrer reportagens publicadas entre 21 de setembro de 2016 e 20 de setembro de 2017. Já a categoria Fotojornalismo, criada para celebrar os cinco anos do concurso e da própria Abear, premiará cinco trabalhos de destaque veiculados a partir de 21 de agosto de 2012.

Os trabalhos podem ser inscritos nas categorias Temáticas (Cargas, Competitividade, Experiência de Voo ou Inovação e Sustentabilidade), em Imprensa Setorizada e no Especial de Fotojornalismo. Além delas, reportagens publicadas em veículos de fora das cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, concorrerão ao Prêmio Especial Imprensa Regional.

Outra novidade da edição está no Grande Prêmio Abear, que neste ano será conhecido apenas durante a cerimônia de premiação. Ele será entregue ao trabalho que obtiver maior pontuação dentre os vencedores de uma das categorias Temáticas ou Setorizada.

Os vencedores das categorias de reportagem receberão R$ 6 mil; o trabalho que receber o Grande Prêmio acumulará mais R$ 6 mil, faturando um total de R$ 12 mil. Para o Especial de Fotojornalismo serão entregues cinco prêmios de R$ 3 mil, sem distinção de posição entre os ganhadores.

No site do prêmio estão disponíveis a ficha de inscrição e o regulamento da competição. Mais informações pelo [email protected].

Onda de aplicativos chega à comunicação interna

Diversidade e aposta em ações digitais também despontam como forças dentro da atividade

 

Realizado em 12/9, em São Paulo, com a participação de cerca de 80 pessoas, o 7º Seminário Mega Brasil de Comunicação Interna apontou alguns dos caminhos priorizados por grandes e médias organizações na condução de sua comunicação com os empregados.

A adoção de aplicativos customizados para a área e desenhados para informar, integrar e engajar a força de trabalho tem sido uma das inovações adotadas com grande sucesso por inúmeras organizações, cumprindo papel estratégico de interlocução.

André Franco, diretor de Operações e Tecnologia da Critical Mass (agência ligada ao Grupo In Press), apresentou no evento as plataformas que sua equipe desenvolveu para a comunicação corporativa, em que uma das estrelas é o Dialog, app inspirado nas funcionalidades das redes sociais, mas com foco no ambiente de trabalho.

“É uma plataforma intuitiva, lúdica, com inúmeras possibilidades de segmentação – seja de conteúdo e mesmo de públicos – e que permite mensuração integral. Nosso primeiro cliente foi a Pepsico, mas com o sucesso fechamos contrato com outras organizações, como Unilever e Votorantim. E por que ele tem sido esse sucesso? Porque foi concebido e desenvolvido a partir do elemento comum dos tempos modernos, o smartphone”.

Com o mesmo objetivo, porém apostando num desenvolvimento próprio, doméstico, com apoio da área de TI, a Duratex também estreou recentemente seu app para os empregados, conseguindo a proeza de 1.229 usuários em apenas 15 dias de uso.

Segundo Renata Pedroso Pupo Nogueira, coordenadora de Comunicação Interna e Externa da empresa, o app consolida o trabalho de reestruturação dos canais de comunicação interna da companhia, feito a partir de uma pesquisa com os funcionários. Diferentemente da plataforma da Critical Mass, o app da Duratex cumpre o papel essencial de informar, não tendo nessa fase inicial pretensões de rede social.

“Com ele”, afirma Renata, “queremos manter os funcionários informados de tudo o que de mais importante acontece na empresa, em primeira mão. São pelo menos cinco novas notícias por dia que ele pode acompanhar, produzidas por nossa equipe. O próximo passo é dar protagonismo nesse noticiário às notícias geradas pelos próprios empregados”.

Diversidade foi outro tema predominante no evento, abordado tanto pelo diretor de Comunicação Corporativa da Bayer Paulo Pereira quanto pela diretora de Comunicação e Relações Governamentais para a América Latina da Cummins Luciana Giles.

Pereira enfatizou o desafio de mudar cultura e comportamento dos empregados nesse campo e que por isso a empresa se mantém aberta e com vários grupos de discussão, como os de LGBT, Pessoas com necessidades especiais, Gênero e Igualdade Racial: “Criamos até um grupo de estagiários, o Bayer Jovens, e estamos estudando a criação de alguma ação também para a melhor idade”.

Luciana, que integra também o Grupo de Equidade de Gênero da Empresa e é vice-presidente do Comitê Executivo do Centro Comunitário J. Erwin Miller, braço social da Cummins, exaltou o engajamento da alta direção da organização com a causa, que é histórica e nasceu com a própria empresa, já em sua fundação, e o trabalho permanente de conscientização, sobretudo das lideranças. “Adicionalmente”, enfatizou, “é preciso uma política clara de RH e o reforço do código de conduta para que o tema tenha protagonismo e relevância em toda a empresa”.

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Ricardo Júlio, responsável pela gestão da comunicação corporativa da Volkswagen, falou sobre Comunicação Interna Digital: as pessoas no centro da estratégia. Em sua exposição, fez um paralelo entre o que vai acontecer com os carros dentro de alguns anos e o que também começa a acontecer com as pessoas: todos serão cada vez mais digitais e o trabalho da comunicação tem de estar alinhado com isso, dar o suporte e as ferramentas necessárias para a transformação.

Entre as mudanças em curso, segundo informou, estão a criação de mídias digitais, combinando informação e prestação de serviços, histórias reais, uso intensivo de vídeos e imagens e focus group para avaliar o impacto dessas inovações.

Na abertura do evento, Luci Molina, coordenadora de Comunicação Interna e da Intranet Espaço do Servidor da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, mostrou como tem conseguido vencer a burocracia, a falta de recursos e baixa autoestima dos servidores públicos (no caso dela, os professores), com uma pequena equipe, criatividade e obstinação.

“Construímos uma rede praticamente 100% na base de parcerias e demos protagonismo aos 260 mil professores da rede estadual. Montamos um ambiente digital moderno, interativo; avançamos de forma espetacular nos benefícios; e com isso conseguimos um índice de audiência e fidelização excepcional para a Secretaria”. A joia da coroa do projeto são os sorteios, que vão desde entradas para teatro ou cinema a descontos em pousadas e restaurantes e até cursos de pós-graduação. “Dos 500 itens sorteados em 2014, quando iniciamos o programa, saltamos este ano para cerca de 31 mil, até agora. Ganham os parceiros, que veem suas marcas divulgadas junto a esse grande contingente de formadores de opinião; e os servidores, pelas múltiplas oportunidades oferecidas e a que dificilmente teriam acesso”.

Também se apresentou no evento André Andrade, CEO da Zumpy, startup de mobilidade, que desenvolveu um aplicativo para caronas solidárias, batizado de Rotas Compartilhadas, adotado por grandes corporações como Fiat e Copasa: “O aplicativo é grátis e seu uso nas grandes corporações contribui não só para maior integração dos colaboradores como também para menor emissão de CO2, pela diminuição de automóveis nas ruas. E, adicionalmente, menor uso de estacionamento. Já temos 85 mil usuários e 1,2 milhão de rotas consolidadas. No caso de motoristas que querem usar o aplicativo para compartilhar custos, os valores cobrados são ligeiramente superiores aos do transporte público, mas menores do que alternativas como Uber, Cabify e táxi. O detalhe é que, neste caso, esse recurso é direcionado e condicionado para uso exclusivo na manutenção do veículo, seja abastecimento, oficina e mesmo pagamento de IPVA. Nunca para remuneração do serviço que vai prestar”.

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