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sábado, abril 25, 2026

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Direitos autorais ampliam cerco sobre plataformas digitais

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Especial Reino Unido

Luciana Gurgel

Por Luciana Gurgel (@lcnqgur), especial para o J&Cia

O movimento para limitar o impacto das plataformas digitais sobre o jornalismo tradicional ganhou um importante capítulo na semana passada, com a aprovação de uma nova legislação de direitos autorais pelo Parlamento Europeu. Embora não entre imediatamente em vigor, ela confirma os prognósticos de que vai mudar muito a forma como as empresas de tecnologia e mídias sociais vêm atuando.

O pacote vem somar-se às muitas iniciativas isoladas que países da Europa adotaram ou já anunciaram a intenção de adotar, sobre as quais temos falado aqui. A diferença desta vez é que, em sendo uma legislação da União Europeia, todos os integrantes do bloco serão obrigados a implementá-la. No dia 9 de abril a nova lei será referendada pela UE, e em dois anos todos os países devem completar a implantação, criando legislações locais em linha com o texto geral.

A aprovação dessa nova lei na íntegra foi considerada surpreendente, e causou enorme polêmica. Foram 348 votos a favor e 274 contrários, com 36 abstenções. Sinal do grau de sensibilidade do tema.

Em pé de guerra – Empresas jornalísticas e associações do setor comemoraram. Carlo Perrone, presidente da Associação Europeia de Empresas Jornalísticas, classificou a decisão como “um voto histórico para a cultura e para a alma da Europa, trazendo uma reforma na legislação de direitos autorais essencial para o futuro da Imprensa e do jornalismo profissional”.

Do outro lado, plataformas digitais e produtores independentes de conteúdo não gostaram nem um pouco, pois esperavam que alguns dos artigos mais controversos ficassem de fora do texto final. Houve até manifestações de rua contra a nova lei.

Uma das principais mudanças introduzidas está no Artigo 11 da nova legislação.  Ele dispõe que plataformas digitais só poderão reproduzir livremente trechos pequenos de notícias, ou palavras-chave. A partir de um determinado tamanho (a ser definido), elas precisarão obter autorização e pagar à empresa jornalística um valor pelo uso do material, a ser compartilhado também com o autor. Esse ponto muda radicalmente a forma como hoje, por exemplo, notícias aparecem nas ferramentas de busca.

Mas o maior embate está sendo provocado pelo Artigo 13. Ele estabelece que as plataformas online ficam obrigadas a garantir, no momento do upload, que o conteúdo esteja em linha com a lei de direitos autorais, tornando-as legalmente responsáveis pelo que é veiculado. O chamado “filtro de upload” colocou as empresas digitais e os produtores independentes de conteúdo do mesmo lado da trincheira, no ataque à nova legislação.

Eles alegam que os filtros podem não conseguir identificar com precisão o conteúdo que não respeita os direitos de autor, e, ao travar a publicação, acabar funcionando como censura ao que é criado por fontes independentes, prejudicando sua liberdade de expressão. Nessa linha, o YouTube manifestou-se logo após a votação, apontando que as regras “podem ter consequências involuntárias capazes de prejudicar a economia criativa digital europeia”.

Liberdade de expressão x responsabilização, eis a questão – Embora esteja no contexto da proteção dos direitos autorais, a responsabilidade maior das plataformas digitais sobre o que nelas é veiculado poderia contribuir para estabelecer limites no caso de conteúdos irresponsáveis, como os que promovem crimes de ódio. A onda ultranacionalista na Europa é uma questão delicada, e muitos desses grupos veiculam atualmente conteúdo agressivo contra minorias sem que as plataformas assumam qualquer responsabilidade.

No Reino Unido essa questão tem provocado pressão contra as mídias sociais, especialmente no que diz respeito ao acesso de crianças e jovens a conteúdos ligados a suicídio e automutilação. O caso do atentado na Nova Zelândia igualmente agravou esse debate, com fortes questionamentos sobre o papel das empresas digitais na transmissão do ataque via streaming e no compartilhamento do vídeo nos dias seguintes.

Por enquanto essa lei vale apenas para a União Europeia, mas pode acabar afetando o mundo todo, não só pela inspiração de leis semelhantes, mas pelo alcance das empresas afetadas. Afinal, a forma como as plataformas digitais vão ser obrigadas a operar a partir de sua implantação pode acabar se estendendo globalmente, já que os acessos não obedecem a fronteiras geográficas.

Canázio vai para a Paradiso FM – RJ

Roberto Canazio
Roberto Canazio

Roberto Canázio não teve seu contrato renovado na rádio Globo, depois de 12 anos. Com passagens anteriores pelas rádios Tupi, Manchete e Nacional, ficou conhecido por seus comentários polêmicos. Ele está agora na rádio SulAmérica Paradiso.

Seu programa, com estreia marcada para 15/4, das 8h às 10h, terá o título de Manhã Paradiso. Na rádio Globo, Vanessa Riche o substituiu no programa Revista Rádio Globo.

Aberto o credenciamento para cobertura da Agrishow 2019

Logo Agrishow

Está aberto até 25/4 no site do evento o credenciamento para cobertura da Agrishow 2019  – 26ª Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação. Após essa data o credenciamento será realizado apenas na Sala de Imprensa da feira (rodovia Antônio Duarte Nogueira, km 321 – Ribeirão Preto), a partir de 29/4, às 7h30.

Após receber a aprovação do credenciamento, o profissional de imprensa receberá a credencial em seu e-mail. Para ter acesso à feira, é necessário realizar a impressão. O porta-crachá deve ser retirado na Sala de Imprensa.

Bruno Astuto começa na JHSF

Bruno Astuto
Bruno Astuto

Bruno Astuto é o novo Chief Creative Officer (CCO) do grupo JHSF, tendo entre suas atribuições as áreas de criação, branding e comunicação de Shopping Cidade Jardim, Catarina Fashion Outlet e Cidade Jardim Shops, assim como das operações de varejo. Incluem-se nessa categoria o market place CJ Fashion e as marcas Aquazzura, Balmain, Chloé, Emilio Pucci e René Caovilla.

Bruno vem do jornal O Globo, onde atuou como editor-chefe da revista Ela, ajudando a repaginar a tradicional publicação carioca. Passou ainda pelas redações do jornal O Dia e da revista Época e presidiu por dez anos a instituição Nosso Mundo, dedicada a atender a pessoas com necessidades educacionais específicas. Colunista de Vogue e do programa Mais Você, é especialista em moda e mercado de luxo. Assinou também a curadoria histórica das exposições Maria Antonieta (2006, Rio) e Mulheres Reais (2008, Casa França-Brasil, Rio) e é autor dos livros In The Spirit of Rio (Assouline) e Catarina de Médicis (Lacerda).

Abracom divulga manifesto pelo direito à comunicação

Logo Abracom

Com o pressuposto de que empresas, governos, associações e ONGs têm o dever de se comunicar com a sociedade, prestar contas de seus atos e o direito de veicular suas mensagens para vender produtos e serviços divulgar ideias, promover causas; e de que esses deveres e direitos ficam sob ameaça quando há incompreensão sobre o trabalho dos profissionais e das empresas especializadas em comunicação estratégica; a Associação Brasileira das Agências de Comunicação (Abracom) divulgou um manifesto em defesa do direito à comunicação.

Representante de mais de 170 empresas de um setor que gera 16 mil empregos diretos em todo o País, ela prega a legitimidade e a legalidade das atividades de consultoria estratégica em uma sociedade democrática, pautada pela liberdade de expressão e pela livre circulação de ideias e debates. Leia o manifesto na íntegra.

Delação é o sexto romance de Márcio ABC 

Capa do livro

Márcio ABC, ex-diretor de Redação da extinta Rede Bom Dia de jornais, do interior paulista, lança na próxima semana Delação, seu sexto romance, em que expõe uma das feridas humanas que mais latejam sem que possa ser efetivamente curada, pois está aberta em um núcleo muitas vezes impenetrável: a própria família.

Segundo ele, a narrativa é inspirada numa história real que ele ouviu em momento de intimidade com uma de suas protagonistas verdadeiras: “Uma história que eu decidi, por muito tempo, apagar da minha mente”, escreve no apêndice do livro. “De fato, os acontecimentos que me foram narrados em cima da cama permaneceram adormecidos, mas, como se sabe, tudo o que é falado vale para sempre. Não tem volta, não se pode simplesmente apagar”. Três décadas depois, ele resolveu revisitar essa história dolorosa, situada em meio aos reflexos da escandalosa política nacional.

A sinopse da obra dá a dica: “O drama aqui escrito pode estar ao lado de qualquer um de nós”. A narração é conduzida por um jovem cineasta, que refaz os passos da época em que foi asfixiado pelo obscuro cotidiano familiar, quando o abuso que vitimava os três irmãos vinha de onde não se podia imaginar. Já adulto, o narrador busca exorcizar os fantasmas que assombraram a infância dele e dos irmãos e continuam a atormentá-los. Toda a trama é perpassada pela tensão resultante de uma delação premiada, como tantas levadas a cabo durante investigações relacionadas a políticos e empresários brasileiros.

Márcio estreou na literatura em 2002, com Parabala. Na sequência, publicou Desrumo (2010), Pater (2012), Na pele dos meninos (2014) e Estado bruto (2018). Delação tem lançamento marcado para 11/4, às 19h, na sede da Editora Kazuá, em São Paulo (rua Ana Cintra, 26, Campos Elíseos).

Inscrições abertas para bolsa de reportagem sobre meio ambiente

Meio Ambiente

Estão abertas até 15/5 as inscrições para bolsas de até US$ 5 mil para a produção de reportagens sobre biodiversidade e desafios enfrentados por comunidades ao redor do mundo. Os candidatos deverão apresentar sua pauta em até 1.000 palavras, um currículo profissional de no máximo duas páginas, uma carta de recomendação e o orçamento da reportagem.

A bolsa cobre custos de viagem, alimentação, tradução, produção multimídia, design gráfico e outros recursos que compõem visualmente a reportagem. Gastos com compra e manutenção de equipamentos não são contemplados.

Membros da Sociedade de Jornalistas Ambientalistas (SEJ, na sigla em inglês) não pagam pela inscrição. Não-membros podem se associar ou pagar taxa de inscrição (US$ 40). Interessados devem submeter suas propostas de reportagem em inglês pelo site.

Gabriel Ferreira é o novo sócio da Pineapple Hub

Gabriel Ferreira ,Helena Prado e Ivan-Netto
Gabriel Ferreira ,Helena Prado e Ivan-Netto

Gabriel Ferreira, Head de Comunicação e Conteúdo da aceleradora Ace, é o novo sócio da agência de relações públicas Pineapple Hub, especializada no ecossistema empreendedor e de inovação. Além dele, Ivan Netto também passa a integrar o quadro societário, deixando a Gerência de Contas da agência e assumindo o cargo de Head de Operações. Comandada há dez anos por Helena Prado, a empresa tem como objetivo ampliar ainda mais a qualidade do atendimento ao cliente, entrega e mensuração de resultados. 

Gabriel, que passou por veículos como Exame, Brasil Econômico e Você S/A, deixa a Ace para responder pela área de negócios e inovação da Pineapple, que tem em seu portfolio empresas como Pipefy, 500 Startups, Duolingo, Social Capital, Omie, Cuponeria, Dunnhumby, além de varejistas como Casa Santa Luzia e supermercado Pague Menos. 

Mauri König protagoniza documentário sobre jornalismo investigativo

Mauri König
Mauri König

O ex-diretor da Abraji Mauri König foi escolhido como protagonista do primeiro de uma série de documentários sobre jornalismo investigativo ao redor do mundo.

O longa The Thinnest Border (A fronteira mais tênue, em tradução livre) contará a história da investigação feita por König, Diego Ribeiro, Felippe Aníbal e Albari Rosa sobre irregularidades no gerenciamento de recursos da Polícia Civil no Paraná, que resultou na reportagem Polícia fora da lei, publicada na Gazeta do Povo em 2012.

O filme foi produzido pela Ecocinema, plataforma de comunicação que atua em diversos países da América Latina, com o apoio da Transparência Internacional, entidade que luta contra a corrupção, e o Ministério de Relações Exteriores do Canadá. O lançamento está previsto para junho.

Antecipe-se, a chave da nova comunicação da Llorente & Cuenca

Antecipe-se

A Llorente y Cuenca apresentou na última terça-feira (2/4) sua nova proposta: Antecipe-se. Embrace Disruption. Com ela, resume a forma pela qual considera que as organizações devam encarar a incerteza do cenário atual, com o objetivo de aproveitar as oportunidades e minimizar os riscos implicados pela disrupção na maneira como nos relacionamos em um mundo de mudança permanente.

Para acompanhar essa evolução, a agência adota uma marca mais curta e mais forte, LLYC, que também traz uma nova identidade visual; e implementa um novo foco em suas credenciais (por exemplo, em seu novo site) sobre o que faz hoje para centenas de empresas nas 16 unidades de negócio dos 13 países em que opera.

Nas palavras do presidente José Antonio Llorente, “desde 1995, quando nasceu a agência, nunca deixamos de evoluir e de planejar como nos tornar a consultoria de comunicação e assuntos públicos de que nossos clientes precisam. Neste momento, no qual nossos clientes, o mercado e nosso setor atravessam mudanças profundas, foi preciso refletir e questionar se estávamos nas melhores condições para seguir como uma marca insubstituível. O resultado dessa reflexão é uma proposta de valor muito mais afinada ao contexto disruptivo, que se antecipa para oferecer as melhores soluções aos desafios de nossos clientes. Antecipe-se é a resposta”.

Segundo ele, vivemos em um mundo volátil, incerto, complexo e ambíguo, no qual estar um passo à frente é essencial: “A profunda transformação oferece enormes oportunidades. Ao mesmo tempo, implica riscos inéditos que ameaçam os negócios que não evoluem e não reaprendem com suficiente flexibilidade e sentido de urgência. As empresas líderes, seus executivos e administradores estão conscientes de que a natureza dessa mudança é essencialmente comunicacional. As receitas que serviam há apenas uma década já não funcionam para estabelecer relações. As líderes procuram novas fórmulas porque sabem que dependem dessa habilidade, de encontrá-las e colocá-las em prática, para alcançar as metas de negócio, crescer, proteger sua reputação e conseguir licença social para operar. As que atingem esse objetivo crescem de forma exponencial, defendem melhor sua licença para operar e melhoram seu prestígio”.

A nova oferta comercial inclui a integração completa de duas empresas incorporadas recentemente, Impossible Tellers e Arenalia. “Impossible Tellers se integra na LLYC através de uma nova área de especialidade que lhe permitirá crescer e executá-la de maneira mais orgânica, à qual chamamos Estúdio Criativo, seguindo nossa aposta pela criatividade e serviço end to end”, diz Llorente. “A experiência destes quatro anos foi tão positiva que a equipe integra-se na cadeia de valor da LLYC como uma nova linha de negócio que oferece soluções de visual experience através de projeto gráfico, produção e consultoria audiovisual. Já a Arenalia, com equipe dirigida por Oscar Iniesta, fornece sua experiência em Product PR, seu talento e criatividade a um novo setor, Lifestyle, que reforçará nossa oferta de Consumer Engagement e a competitividade de nosso escritório em Barcelona”.

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