O narrador esportivo Hércules Santos faleceu, aos 45 anos, na madrugada desta quinta-feira (3/10), vítima de pneumonia. Ele estava internado desde segunda-feira e teve complicações durante a madrugada.
Hércules era conhecido por suas narrações esportivas e uma
referência na locução de Minas Gerais. Comandava o programa esportivo Super FC, na rádio Super FM, e era
responsável pela narração dos jogos do Atlético Mineiro..Antes, trabalhou na
CBN/Sistema Globo de Rádio e na rádio Mineira, onde iniciou a carreira como
locutor.
Os principais times de Minas Gerais (Cruzeiro, Atlético
Mineiro e América Mineiro) lamentaram a morte do narrador. Outros jornalistas
também se pronunciaram nas redes sociais.
Hércules deixa a esposa, Daniela Cristina Dias, e dois
filhos, Bernardo (três anos) e Ulisses (um ano e quatro meses).
A Confederação Nacional do Transporte (CNT) anunciou em 26/9 os 31 finalistas da 26ª edição do Prêmio CNT de Jornalismo. Foram selecionadas as melhores produções jornalísticas sobre transporte e sociedade, nas categorias Impresso, Internet, Televisão, Rádio, Fotografia, e Meio Ambiente e Transporte. O trabalho com a maior nota receberá o Grande Prêmio CNT de Jornalismo e R$ 60 mil. O vencedor de cada categoria receberá R$ 35 mil.
O corpo de jurados deste ano é formado por André Luiz
Costa (diretor de jornalismo da Band), Alexandre Calais (editor de
economia no Estadão), Eduardo Costa (apresentador da TV Record), Lilian
Tahan (diretora executiva do portal Metrópole) e Amir Mattar
(professor da UFSC).
O resultado será divulgado em novembro, e a cerimônia de
premiação será no dia 4/12, em Brasília.
Confira os finalistas
Rádio
Só
chamando Jesus – Agostinho Luiz Gouveia Teixeira
(Bandeirantes – SP)
A emissora pública britânica BBC tem sido alvejada por petardos como a migração da audiência para canais de streaming, críticas aos altos salários de suas estrelas e acusações de parcialidade na cobertura política – contra ou a favor do Governo, dependendo da opinião do freguês. Não bastasse tudo isso, acaba de se enredar numa enorme controvérsia sobre racismo.
O estopim foi a reprimenda pública determinada
pela ECU (Editorial Complaints Unit) a Naga
Munchetty, jornalista com ancestralidade indiana, por comentários sobre a manifestação de Donald Trump feita em julho sugerindo que opositoras democratas deveriam “voltar para o
lugar de onde tinham vindo”, referindo-se aos países de origem de suas
famílias.
O caso ultrapassou as fronteiras dos meios
jornalísticos e ganhou a imprensa geral. A pressão foi tão grande que a BBC
acabou compelida a voltar atrás. Mas a história provocou discussões sobre
diversidade e imparcialidade que ainda devem render.
Racismo no café da manhã – A simpática Naga Munchetty é uma das apresentadoras do descontraído
noticiário matinal Breakfast.
Frequentemente, os dois apresentadores comentam as notícias, sem roteiro. Seu
companheiro de bancada naquele dia, Dan
Walker, entabulou uma conversa sobre a experiência dela com racismo, no contexto
da notícia que acabara de ser exibida sobre a fala do presidente americano.
Naga foi dura, como seria de se esperar, já que a
declaração de Donald Trump escandalizou meio mundo. Mas nada diferente de tudo
o que muita gente vinha falando sobre o caso. Tanto que foi registrada apenas
uma reclamação de espectador sobre a forma como a jornalista se expressou.
Ainda assim, a ECU abriu uma análise. Na semana
passada anunciou o veredito: ela não teria respeitado os princípios de
imparcialidade da emissora, razão pela qual a reclamação foi parcialmente
acatada.
Mesmo sem resultar em punição, o caldo entornou.
Uma avalanche de críticas à BBC iniciou-se imediatamente, envolvendo estrelas
da casa, jornalistas de outras emissoras, celebridades negras e políticos, como
o líder da oposição Jeremy Corbyn, que tuitou declarando apoio a Munchetty e
cobrando explicações da BBC.
Parlamentares escreveram a Tony Hall,
diretor-geral da emissora, exigindo revisão do caso. Uma petição online foi
aberta em desagravo à profissional. Sindicatos entraram na história.
Na sexta-feira (27/9), o jornal The Guardian
trouxe uma carta aberta protestando contra a decisão, assinada por jornalistas
e personalidades representando minorias étnicas. Segundo os signatários, o
veredito teria sido motivado por discriminação.
Tese que ganhou corpo na segunda-feira (29/9),
quando o mesmo The Guardian revelou que a reclamação que deu origem à análise
envolvia também o colega que dividia a bancada com Munchetty e dialogou com ela
no ar. No entanto, a BBC repreendeu apenas a ela, deixando de fora Dan Walker,
homem e branco.
A ECU tentou se defender. Argumentou que, na troca
de mensagens com o espectador que abriu a reclamação, a conversa acabou se
concentrando na apresentadora, razão pela qual a reprimenda teria sido apenas
contra Naga. Lendo-se o conteúdo obtido pelo The Guardian, porém, não parece haver dúvidas de que o autor
referiu-se a ambos – e até começou o texto falando primeiro de Walker, e não de
Munchetty. Uma trapalhada.
No fim do dia, depois de quase uma semana
sangrando, veio a capitulação. O diretor-geral mandou um e-mail aos
funcionários informando que o veredito tinha sido revertido. Afirmou que a
emissora não é imparcial sobre racismo, e que discorda da análise da comissão,
por não ver impropriedade nas palavras da jornalista.
O episódio dá margem a discussões acerca de
imparcialidade no jornalismo. Pode um jornalista expressar opinião diante de um
tema tão óbvio, já que a própria ECU admitiu que a declaração de Donald Trump
foi racista? Qual o limite aceitável para um comentário dessa natureza? O
jornalista pode condenar a fala e não o seu autor? É legítimo elaborar sobre
suas motivações? E sendo o jornalista um
âncora, e não um locutor, de quem é esperado que vá além da simples leitura de
um texto pronto, seria errado expressar sua opinião pessoal sobre Donald Trump
no contexto do racismo praticado?
Há ainda a questão do racismo e da discriminação
no jornalismo. Nesse caso, dupla, já que envolveu uma mulher integrante de
minoria étnica. Teria sido ela de fato julgada por sua condição e não somente
pelo que falou?
Muito ainda deve se debater sobre esse caso. Mas
não há dúvidas de que a admirável BBC saiu arranhada da história. E demorou
demais a reagir.
A Secretaria de Comunicação da Presidência da República desmentiu a este J&Cia a informação, veiculada pelo Estadão, de que o Palácio do Planalto teria montado uma “central anti-fake news” para responder às notícias tidas como falsas sobre o presidente Bolsonaro. Segundo o jornal, ela estaria funcionando com cerca de 50 profissionais de comunicação, que submeteriam as “falsas notícias” à Chefia da Secom e, em alguns casos, ao próprio presidente.
Consultada, a Secom respondeu por e-mail que “não procede a informação de uma ‘central anti-fake news’ gerenciada pelo Governo Federal para monitorar notícias falsas, nem mesmo a contratação de ‘50 jornalistas’ para prestar algum tipo de serviço parecido. Cabe reforçar que a comunicação de governo tem princípios baseados na verdade e na transparência de informações”.
E mais…
Já a Secretaria de Comunicação do Senado desmentiu notícia que está circulando pelo WhatsApp de que a TV Senado teria censurado o vídeo de atores da TV Globo defendendo o projeto Dez Medidas contra a Corrupção, como ficou conhecido o PL 27/2017.
Em compensação, a Câmara dos Deputados lançou em 25/9 um canal para checagem de notícias, o Comprove. Por meio do WhatsApp 61-996-602-003, o usuário pode consultar a veracidade de informações relacionadas à atividade, à estrutura e à administração da Casa e aos deputados federais no desempenho de suas funções. Além de responder ao cidadão pelo mesmo canal, a Câmara publicará as demandas de maior interesse na página do Comprove, no portal da instituição e nas redes sociais, facilitando o processo de verificação das fake news. A ferramenta está disponível de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, exceto feriados.
Newton Carlos Pereira de Figueiredo, ou apenas Newton Carlos, como ficou conhecido, morreu no Rio de Janeiro em 30/9, aos 91 anos, depois de ter sido internado, no final de semana, com pneumonia.
Ele nasceu em Macaé, no Estado do Rio, e mudou-se para a capital para estudar Contabilidade, profissão que logo deixou. Começou nos anos 1940 no Correio da Manhã. Na década seguinte, passou à análise da política internacional no Jornal do Brasil, setor em que teria reconhecimento dali em diante.
Trabalhou na Organização Internacional dos Sindicatos Livres, em Bruxelas, a convite do governo espanhol no exílio. De volta ao Brasil, na década de 1960, foi chefe de Reportagem da revista Manchete, na Bloch Editores; no Jornal do Brasil, a convite de Jânio de Freitas, montou a primeira editoria de Internacional do País; e na Folha de S.Paulo, foi colunista de política internacional por 25 anos.
Esteve também no Diário de Notícias, na Última Hora e em O Pasquim. Escreveu para veículos internacionais, como o italiano Il Manifesto e o argentino Clarín, além de publicações peruanas e mexicanas. Teve carreira ainda na televisão (TV Rio e Globo) e no rádio (Excelsior), e como comentarista na Band. Sempre em atividade, até o início deste ano colaborou com o Correio Braziliense.
Publicou vários livros, entre eles: Chile com Allende para onde vai?; América Latina dois pontos; Camelot, uma guerra americana; e Bush e a doutrina das guerras sem fim. Como escritor, ganhou o Prêmio Rei da Espanha.
Newton Carlos deixa viúva Eliana Brazil Protásio e três filhas. Uma delas, Janaína Figueiredo, é jornalista de O Globo.
A PUC-SP promove, de 7 a 11/10 (segunda a sexta-feira), no Campus Monte Alegre (rua Monte Alegre, 984), no bairro paulistano de Perdizes a 41ª edição da sua Semana de Jornalismo, cujo tema será Jornalismo em tempos de cólera – A democracia sob ataque e formas de resistência, com debates e exibições de filmes sobre o assunto.
Entre as atrações do evento, destaca-se a palestra Por
dentro da operação #VAZAJATO, realizada no teatro TUCA (ao lado da PUC),
com presença de Glenn Greenwald (The Intercept).
Em entrevista ao site da PUC-SP, os organizadores da Semana destacam a importância das redes sociais nas discussões políticas: “Os algoritmos e as interações nos lançaram em bolhas de opiniões convergentes às nossas. Ao mesmo tempo, as fake news emergiram, poluindo o debate público, ao ponto de quase tudo perder credibilidade. Nesse contexto, o trabalho da imprensa, antes responsável por equilibrar o balanço dos três poderes, ou até por desequilibrar em favor de seus aliados, ganha novas importantes responsabilidades. Mas quais são elas? Onde está o quarto poder?”.
A Revista AzMina abriu em 30/9 inscrições para a terceira edição de suas bolsas de reportagem, com o tema Violência Doméstica. Repórteres mulheres, que tenham experiência em reportagem, podem enviar sugestões de pauta para o site da revista.
As três pautas escolhidas receberão uma bolsa de R$ 5 mil cada
para produzir a reportagem. Os critérios utilizados para a avaliação serão: originalidade,
viabilidade, relevância da pauta e trabalhos anteriores das repórteres. As
pautas vencedoras serão anunciadas em 18 de outubro.
As inscrições vão
até 11 de outubro. Leia o regulamento na íntegra aqui.
O Centro Knight da Universidade do Texas promove o curso online Jornalismo de dados e visualização com ferramentas gratuitas, com nove instrutores, liderados por Alberto Cairo, ocupante da cadeira Knight na Universidade de Miami, e Simon Rogers, editor de dados do Google News Lab.
O objetivo do curso é ensinar às pessoas a encontrar dados,
analisá-los e prepará-los para exploração e visualização, oferecendo as
ferramentas e dicas necessárias para começar ou aperfeiçoar a atuação no
jornalismo de dados.
Vale lembrar que este curso será o primeiro oferecido em
três idiomas (inglês, português e espanhol), simultaneamente. A iniciativa faz
parte do programa Journalism Courses do Centro Knight, que já alcançou
182 mil estudantes em 200 países nos últimos sete anos.
O curso é gratuito e terá duração de seis semanas, de 14/10
até 24 de novembro.
Justiça aceita recurso contra Aos Fatos por difamação do Jornal da Cidade Online
Logo Aos Fatos
A agência de checagem Aos Fatos lançou em 30/9 o Aos Fatos Mais, programa que visa a beneficiar seus principais apoiadores, como forma de agradecimento pelo suporte dado ao seu trabalho.
Os apoiadores que contribuírem com R$ 20 mensais ou mais
receberão benefícios, como uma newsletter
semanal exclusiva, contendo os bastidores das checagens e reportagens da Aos
Fatos; o direito a conversar com a equipe mensalmente por meio de uma
transmissão online especial; e descontos em livros da editora.
Além disso, os 100 primeiros contribuintes poderão concorrer a um dos cinco livros que serão sorteados. (Veja+)
A 30ª edição do Prêmio Europa de Comunicação, iniciativa da Comissão Europeia de Turismo na América Latina (ETC), prestigiou uma série de produções jornalísticas voltadas ao turismo, com foco na visão dos brasileiros sobre a Europa. A cerimônia de premiação ocorreu em 24/9, no Consulado Geral da Espanha, em São Paulo.
O prêmio tem três categorias: melhor matéria impressa,
melhor matéria online e melhor matéria audiovisual. Segundo os organizadores,
as vencedoras destacam-se pela originalidade com a qual abordaram o tema. São
elas:
Melhor matéria impressa: Diário
de uma bicicleta, por Tales Azzi (Viaje Mais), mostra
uma viagem pela Europa utilizando apenas uma bicicleta e um barco como meios de
transporte.
Melhor matéria online: Islândia e as 7 maravilhas Naturais de Myvatn, por Sidney Michaluate (3 em 3), destaca sete maravilhas naturais da região do Lago de Myvatn, no sexto episódio da websérie da 3 em 3 sobre a Islândia.
Melhor matéria audiovisual: San Marino – País nas alturas, por Daniel Arcanjo (TV Record), mostrando a região de San Marino, na Itália, com todas as suas particularidades, tradições e curiosidades.