O site PCWorld, voltado ao mercado de tecnologia, relançou seu canal no YouTube, apresentando resenhas de produtos e novidades do universo geek. O canal é comandado pela editora-chefe Joyce Macedo e pelo repórter Caio Carvalho.
Vitor Cavalcanti, CEO da IT Trends (responsável pela PCWorld no Brasil), apresentou os objetivos da iniciativa: “A PCWorld quer ser o consultor para a vida digital do seu leitor, trazendo os principais lançamentos, antecipando tendências e todas as notícias que movimentam o mercado”.
Além de reviews de produtos e pautas ligadas ao universo geek, o canal trará, toda sexta-feira, um resumo das principais notícias de tecnologia ao redor do mundo.
A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) emitiu em 29/10 uma nota de repúdio à violência policial no Chile, que atingiu o jornalista brasileiro Victor Manuel Caricari Saavedra (Carta Maior). Ele está naquele país para cobrir as manifestações populares.
Victor
levou um tiro na perna, após um momento de repressão por parte de policiais aos
jornalistas. O repórter da Carta Maior mostrou a eles seus documentos e sua
câmera fotográfica, para provar que era jornalista, mas mesmo assim acabou
sendo atacado. Segundo relatou à Fenaj, os policiais sabiam que ele era
jornalista, e mesmo assim atiraram.
Em
nota, a Fenaj repudiou os ataques da polícia chilena e está solidária “a Victor
e também aos jornalistas chilenos e estrangeiros que estão igualmente sob
ameaça, em razão da violenta repressão do Estado chileno às manifestações
populares”.
Gonçalo Júnior (ex-Gazeta Mercantil, Diário de S.Paulo e Brasileiros) lançou Famigerado! – A história de Luz Vermelha, o bandido que aterrorizou São Paulo na década de 1960 (Editora Noir), biografia de João Acácio Pereira da Costa, então conhecido como o Bandido da Luz Vermelha.
O livro busca desmentir a imagem que Luz
Vermelha passava: um bandido sedutor, que conquistava suas vítimas, e criticava
o sistema e a elite. Na verdade, segundo Gonçalo Júnior, João era um criminoso
capaz de cometer as mais diversas atrocidades com suas vítimas. “Não restam
dúvidas de que ele foi um psicopata, adorava subjugar suas vítimas e tinha
enorme satisfação em fazer isso”.
Para fazer a biografia, consultou mais de 23
mil documentos, desde laudos psiquiátricos, processos judiciais e entrevistas
com o bandido. Para o autor, a enorme quantidade de dados, como o número de
crimes e vítimas, dificultou o processo de escrita.
Um destaque da obra é a entrevista com a
bióloga Ingrid Yazbek Assad, que levou um tiro próximo ao coração e quase foi
estuprada por Acácio.
A Society of Professional Journalists (SPJ), entidade de jornalismo nos Estados Unidos, formulou um pedido de registro do termo fake news ao escritório de patentes norte-americano, com o objetivo de evitar equívocos no emprego do termo, algo que ocorre com certa frequência.
O presidente norte-americano Donald Trump, por exemplo,
utiliza o termo fake news para falar
sobre notícias que o criticam, veiculadas na grande mídia americana. O emprego
do termo, neste caso, segundo a SPJ, é equivocado.
Emily
Bloch, presidente da entidade, reflete sobre as falas de Trump nesse
contexto: “Trump popularizou a ideia de que toda a mídia tradicional é
mentirosa e corrupta. Rotular histórias que o criticam como ‘fake news’ é uma
arma poderosa”.
O objetivo da ação da SPJ é, além do registro do termo,
evitar ambiguidades em seu emprego e sentido, pois muitas pessoas o utilizam
para desmerecer fatos verídicos, apenas por se tratar de algo que é contrário à
sua ideologia ou opinião.
“Agora vemos pessoas usando o termo para desacreditar
histórias verdadeiras que não estão alinhadas com suas opiniões políticas. E
esse é um grande problema para um discurso saudável numa democracia”, reflete
Emily Bloch.
O Sindicato dos Jornalistas de São Paulo e o Coletivo de Jornalistas Sindicato é Pra Lutar! realizam nesta quarta-feira (30/10) o debate Assédio moral e sexual no Jornalismo: como combater, no auditório Vladimir Herzog, na sede da entidade. O objetivo é incentivar o debate sobre o machismo nas redações, assédios, situações constrangedoras e os obstáculos que as mulheres jornalistas enfrentam em seu cotidiano.
Participarão do evento Joana Cortês (Empresa Brasil
de Comunicação), Lílian Parise (secretária de Sindicalização do SJSP), Maria
Teresa Cruz (Ponte Jornalismo), Mariana Pereira (coletivo
#DeixaElaTrabalhar) e Cláudia Lima, psicóloga especialista em saúde
pública e em saúde do trabalhador.
O debate começará às
19h. Inscreva-se
aqui
A consultoria digital Bites lançou em 23/10 uma campanha
para divulgar a nova unidade de negócios que criou em julho para utilizar seu
conhecimento de 13 anos em capturar, analisar e interpretar dados do universo
digital em projetos de advocacy
corporativo. Segundo Manoel Fernandes,
diretor da empresa, “nosso objetivo é permitir a propagação das causas dos
nossos clientes junto à opinião pública digital e stakeholders estratégicos, utilizando recursos de PR, mídia
programática e indexação”.
A campanha, denominada É Fato, busca promover uma série de questões ligadas ao jornalismo, como a valorização das instituições e da democracia, o equilíbrio entres os Três Poderes, o jornalismo profissional, as informações críveis, a liberdade de expressão e a transparência nas questões públicas.
Manoel diz que a Bites sabe da “real importância do jornalismo profissional para a democracia e vida diária dos brasileiros. Jornalismo salva vidas. Jornalismo denuncia abusos das autoridades. Jornalismo é bom para os negócios. Jornalismo contribui para o aumento da transparência na relação do Estado com os cidadãos”.
A JeffreyGroup anunciou nesta terça-feira (29/10) a contratação de Patrícia Ávila para o cargo de diretora-geral no Brasil. Ela substitui a Rodrigo Pinotti, que ocupava o posto desde 2017 e que deixou a companhia. A partir de dezembro, Patrícia será responsável pela maior operação do grupo, que tem no Brasil mais de 150 colaboradores, em escritórios em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.
Patrícia vinha atuando desde o ano passado como CEO da BCW no Brasil, tendo desempenhado anteriormente a mesma função na Burson-Marsteller, onde ingressou em 2010. Sua trajetória inclui ainda cargos executivos em Comunicação na Andreoli MSL, na McKinsey & Company e no Hospital Israelita Albert Einstein, um dos atuais clientes da JeffreyGroup.
“Com sua ampla experiência em estratégias de
comunicação corporativa e negócios, Patrícia agrega uma perspectiva valiosa à
prestação de serviços aos nossos clientes”, afirma Brian Burlingame, CEO da JeffreyGroup. “Queremos aproveitar
essa experiência para impulsionar o crescimento e a evolução de nossa operação
no Brasil e somá-la às competências do nosso time regional de líderes.”
No País, a JeffreyGroup atende ainda marcas como Airbus, Algar, American Airlines, Bayer, Camargo Corrêa Infra, Citibank, GE, Marriott International, MasterCard, Pernod Ricard, Salesforce e Tetra Pak.
Jornalista parece movido a café. No ambiente de trabalho, cada um de nós bebia dezenas de xícaras ou copinhos plásticos ao longo do expediente, com os quais dávamos breves pausas para calibrar o pique na escrita. Sair da cadeira e buscar a bebida quente também era a senha para puxar um ou outro colega até uma reunião informal de pauta ou só para tomar pé do bochicho do dia. Naqueles tempos elegantes, o cafezinho convertia-se ainda em ritual de hora marcada e personagens únicos.
A lembrança mais briosa que guardo do velho hábito de ofício é o cortejo
do carrinho prateado do Jair pelos corredores das redações do Jornal do
Comércio e do Jornal de Casa, em Belo Horizonte. Religiosamente, às 14h, o
senhor simpático de camisa social branca e gravatinha borboleta preta passava
de mesa em mesa com seu fumegante bule, servindo repórteres e editores em
porcelanas timbradas. Elvira Santos
festejava. Eu sempre pedia meu café sem açúcar ou adoçante. “Para mim, cowboy, por favor”, brincava.
Em outras empresas que labutei, a busca rotineira pelo outrora ouro
negro do “Brazil” repetia-se noutros formatos, com espaços e utensílios
próprios. Na sede paulistana do extinto Brasil Econômico, por exemplo, havia
uma copa self service
ajeitadinha, onde acionávamos máquinas que preparam nosso essencial café. Era
um cantinho no polo oposto ao dos aquários dos chefes, bom para todos
conversarem em pé. É. Aqueles em cujas veias corriam tinta de jornal e cafeína
sempre valorizavam uma boa prosa.
Na antessala estreita da redação do Correio Braziliense, a maior da
capital federal, que dá para um dos elevadores, havia garrafas térmicas para
jornalistas e visitantes, aos quais advertíamos (com exagero) que café de
redação era “o pior do mundo”, embora fosse também o mais consumido. As opções
binárias – com e sem açúcar – juntavam-se a uma terceira, com apenas água
quente, para quem tivesse saquinhos de chá. Tudo do bom e do melhor, sem correr
o risco de heresias como a do café descafeinado.
Meu editor Adilson Borges é
quem me ensinou o caminho do estimulante aroma n’A Tarde, em Salvador. Até as
17h, pegávamos o café na copa e nos sentávamos num sofá defronte a ela. A
partir daí, restavam-nos garrafas térmicas colocadas sobre uma mesa bem no meio
da redação, que também era usada em aniversários e despedidas. No Estado de
Minas, por sua vez, o ponto de encontro era uma máquina italiana ao lado do
bebedouro, na entrada dos banheiros. Café liberado, só na área externa
reservada aos fumantes, que depois ganhou a companhia de uma lanchonete. Papo
bom.
Muito antes da proliferação das máquinas de expresso pelas editorias,
com cartuchos variados, já desfrutávamos do fator gregário do café. Seu
espírito comunitário turbinava-se nos fumódromos, em parceria com cigarros. Até
quem não fumava era tentado a desfrutar de encontros enfumaçados onde irrompiam
ricos debates em torno da conjuntura. As tertúlias espraiavam-se por pequenas
cafeterias, com ou sem livros, que surgiam no entorno dos prédios dos jornais,
onde íamos atrás de… prosa.
Então, vamos tomar café?
Silvio Ribas
Sílvio Ribas é assessor do senador Lasier Martins (PSD-RS), e voltou a colaborar com este espaço.
A Comunicação do Governo do Estado de São Paulo abriu em 24/10 um edital para prestação de serviços relacionados a comunicação digital, como planejamento, desenvolvimento e execução de soluções de inteligência.
A primeira entrega dos envelopes ocorrerá em 12/12, às 15h30,
no Palácio dos Bandeirantes (av. Morumbi, 4500). A entrega do edital e o
recebimento da proposta serão, respectivamente, às 15h20 e às 15h25. O edital está
disponível no mesmo endereço, das 10h às 16h, e no site www.imesp.com.br, em e-negócios
públicos.
A revista Rolling Stone lança nessa segunda-feira (28/10) a Rolling Stone Country, dirigida ao público do sertanejo e do country americano, em todas as plataformas. Terá notícias, entrevistas, reportagens, análises de álbuns e novidades sobre a carreira e a vida dos principais nomes desse universo e outras personalidades relacionadas, como atletas e produtores musicais.
O site
da Rolling Stone Country já está no ar, com leiaute moderno e menu
reduzido para facilitar a o acesso. As editorias são: Notícias, Mais Lidas, Internacional,
Entrevistas e Bombando.
A redação da Rolling Stone Country é integrada à da Rolling
Stone, localizada em São Paulo, liderada por Pedro Antunes, editor-chefe,
e Felipe Branco Cruz, editor assistente responsável pela produção do
conteúdo da Rolling Stone Country no portal e nas redes sociais.
Luis Maluf, diretor-geral da
marca Rolling Stone no Brasil, conversou com o Portal dos Jornalistas sobre a
nova versão, qual a sua importância/relevância, a equipe responsável e qual tem
sido a repercussão do projeto.
Portal dos Jornalistas − Como
surgiu a ideia para a Rolling Stone Country?
Luis Maluf − A marca Rolling Stone
é referência mundial em informação de qualidade sobre música, cultura,
comportamento e política. Ao mesmo tempo, o universo country, que no
Brasil contempla a música sertaneja, é interesse de milhões de pessoas. Há
anos, a música sertaneja é a mais ouvida no País, os shows arrastam multidões,
os artistas do gênero influenciam um número gigantesco de seguidores nas redes
sociais, por exemplo. A proposta da Rolling Stone Country é oferecer para esse público
informações relevantes, atuais, escritas com imparcialidade, sobre o country-americano,
o sertanejo e todo esse universo. Dessa forma, estamos unindo nossa maneira de
fazer jornalismo com o interesse desses milhões de brasileiros.
Portal − Qual a importância
de dedicar uma publicação exclusivamente ao universo sertanejo?
Maluf – O universo country
merece um espaço só dele. Optamos por uma plataforma separada pelo tamanho do
mercado e pela diversificação de temas e abordagens que podemos ter. O volume
de assuntos é imenso e não seria justo com o público, com os artistas e outros
personagens desse mercado que o country fosse uma editoria dentro da
nossa plataforma. Acreditamos que com uma plataforma dedicada será possível
entregar uma experiência de conteúdo totalmente diferente da qual o público que
gosta do estilo sertanejo está acostumado a receber.
Portal − Quem
são os jornalistas que integrarão a equipe? Quais serão suas funções?
Maluf − Inicialmente, a redação
contará com cinco jornalistas dedicados exclusivamente à produção de conteúdo
para a Rolling Stone Country. A redação é liderada pelo nosso editor-chefe
Pedro Antunes, experiente jornalista musical, com passagem pelo jornal O Estado
de S. Paulo, que desde novembro do ano passado é responsável pelo conteúdo do
site da Rolling Stone. A lado dele está Felipe Branco Cruz, nosso editor assistente,
que cuidará da produção de todo o conteúdo da Rolling Stone Country, tanto no
portal quanto nas redes sociais, além de repórteres focados no assunto. Com experiência
em música e entretenimento, antes de assumir essa função na RS Country Felipe
passou pelas redações de O Estado de S. Paulo, R7 e UOL.
Portal − Você
não tem medo de associar o sertanejo a um nome tão tradicional para o rock,
como é Rolling Stone? Poderia haver uma repercussão negativa por parte desses fãs
especificamente?
Maluf − Como eu disse, a Rolling
Stone é uma das principais publicações do mundo sobre cultura, comportamento e
música, especialmente o rock. Ao criarmos a Rolling Stone Country estamos
levando para um outro público, que é o que curte o country-americano e o
sertanejo, nossa expertise, nossa forma de informar. Ao utilizarmos uma
plataforma separada da tradicional Rolling Stone, respeitamos e atendemos os
dois públicos. São canais diferentes com conteúdo diferentes, mas com a mesma
qualidade, a mesma preocupação com o respeito aos artistas, credibilidade e
imparcialidade. Acho que todo mundo ganha com isso e todas preferências musicais
devem ser respeitadas. Além disso, para 2020 planejamos lançar aqui no Brasil
novas plataformas da Rolling Stone, expandido a marca para outros segmentos e
temas.