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+Admirados de Economia divulga vencedores

Foram definidos em 1º/11 os vencedores da edição 2019 do Prêmio Os +Admirados da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças, iniciativa do Jornalistas&Cia e do Portal dos Jornalistas, em parceria com a Maxpress.

Após dois turnos de votação junto a um colégio eleitoral integrado por 58 mil nomes – o primeiro turno de livre indicação e o segundo, reunindo os finalistas –, foram eleitos os profissionais TOP 50 e os veículos de comunicação campeões nas categorias Jornal, Revista, Programa de Rádio, Programa de TV, Site/Blog e Agência de Notícias. Em função de empates na pontuação, os TOP 50 de 2019 contemplam 54 profissionais.

A premiação, com entrega de diplomas e troféus, será realizada em 25 de novembro, em almoço para 120 convidados no Renaissance Hotel, em São Paulo. A iniciativa conta com o patrocínio das marcas BTG Pactual, Captalys, Deloitte, Gerdau e Telefônica | Vivo, apoio da GOL, apoio institucional de Abracom, Abrasca, Codim e Ibri, e colaboração da Mestieri PR.

Confira o nome dos vencedores:

Veículos

  • Programa de Rádio: Jornal da CBN – Rádio CBN
  • Programa de TV: Jornal das Dez – GloboNews – Grupo Globo
  • Site/Blog: Valor Online – Grupo Globo
  • Agência de Notícias: Agência Estado – Grupo O Estado de S. Paulo
  • Revista: Exame – Editora Abril
  • Jornal: Valor Econômico – Grupo Globo

Profissionais (em ordem alfabética)

  • Adalberto Piotto
  • Adriana Fernandes
  • Adriana Mattos
  • Alexa Salomão
  • Aline Bronzati
  • André Lahoz
  • Ângelo Pavini
  • Anna Carolina Papp
  • Bruno Rosa
  • Carlos Alberto Sardenberg
  • Carlos Sambrana
  • Célia Rosemblum
  • Celso Ming
  • Cida Damasco
  • Cláudia Safatle
  • Cleide Silva
  • Cristiane Barbieri
  • Daniela Chiaretti
  • Danylo Martins
  • Denise Campos de Toledo
  • Erica Fraga
  • Fernando Torres
  • Flávia Oliveira
  • Geraldo Samor
  • Giane Guerra
  • Hugo Cilo
  • Ivo Ribeiro
  • João Borges
  • José Paulo Kupfer
  • Liliana Lavoratti
  • Lu Aiko Otta
  • Luís Artur Nogueira
  • Luis Nassif
  • Márcio Kroehn
  • Maria Cristina Fernandes
  • Maria Luiza Filgueiras
  • Marli Olmos
  • Marta Sfredo
  • Mauro Zafalon
  • Miriam Leitão
  • Moacir Drska
  • Mônica Scaramuzzo
  • Natália Flach
  • Ralphe Manzoni jr.
  • Raquel Landim
  • Ricardo Amorim
  • Ricardo Grinbaum
  • Rolf Kuntz
  • Sandra Bóccia
  • Stela Campos
  • Stella Fontes
  • Thais Herédia
  • Vera Brandimarte
  • Vicente Nunes

A ordem com os Top 10 +Admirados Jornalistas será conhecida em 25/11, durante cerimônia de premiação, em São Paulo.

Universidade de Stanford oferece bolsas de pesquisa em jornalismo

O Centro de Pesquisa em Jornalismo John S. Knight da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, oferece 20 bolsas para jornalistas desenvolverem projetos em suas dependências. Os selecionados participarão de aulas e eventos promovidos pela universidade de setembro de 2020 a julho de 2021.

Eles receberão auxílio mensal de aproximadamente R$ 34 mil, sendo que profissionais casados ou que tenham filhos receberão auxílios específicos.

Para participar do processo seletivo é necessário ter pelo menos cinco anos de experiência profissional e apresentar um projeto com potencial sobre os temas: desafios da desinformação, vigilância do poder, desertos de notícias e jornalismo local, enviesamento, intolerância, e injustiça.

As inscrições vão até 4 de dezembro. Mais informações no site do JSK (em inglês).

Bolsonaro cancela assinaturas da Folha de S.Paulo em órgãos do governo

O presidente Jair Bolsonaro anunciou nessa quinta-feira (31/10) que ordenou o cancelamento das assinaturas da Folha de S.Paulo em todos os órgãos do governo federal. Em entrevista ao programa Brasil Urgente, da TV Bandeirantes, o mandatário sentenciou: “Nenhum órgão aqui do meu governo vai receber o jornal Folha de S.Paulo aqui em Brasília. Está determinado”.

Perguntado pelo apresentador José Datena se a decisão não poderia ser considerada um ato de censura, o presidente respondeu: “Não é uma forma de censura, nada. Quem quiser comprar a Folha de S.Paulo, compra. Ninguém vai ser punido por isso. Manda o assessor dele, vai lá na banca e compra a Folha de S.Paulo, e se divirta”.

Além disso, Bolsonaro ameaçou os anunciantes da Folha de S.Paulo: “E quem anuncia na Folha de S.Paulo presta atenção, está certo?”.

O caso ocorreu no mesmo dia em que a Folha fez uma reportagem em que revelou que o Ministério Público do Rio de Janeiro ignorou uma possível alteração na gravação da portaria do condomínio em que moram Jair Bolsonaro e Ronnie Lessa, acusado de ser um dos assassinos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

Em nota, a Folha escreveu que “lamenta mais uma atitude abertamente discriminatória do presidente da República contra o jornal e vai continuar fazendo, em relação a seu governo, jornalismo crítico e apartidário que a caracteriza e que praticou em relação a todos os outros governos”.

A atitude de Bolsonaro assemelha-se à tomada por Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, que pediu aos órgãos federais que cancelassem a assinatura dos jornais The New York Times e The Washington Post, pelas críticas a seu governo.

Marcelo Rech, presidente da Associação Nacional de Jornais (ANJ), repudiou a atitude de Bolsonaro: “A ANJ lamenta que, assim como agiu o presidente Donald Trump há poucos dias, o presidente Jair Bolsonaro escolha caminho idêntico, o que significará menos pluralidade e informação profissional para o serviço federal”.

Rech também enfatizou a importância da liberdade de imprensa para a democracia e a sociedade como um todo: “Mesmo que as assinaturas para governos representem uma receita ínfima para jornais, a livre circulação de notícias e ideias ajuda a construir políticas públicas, a corrigir rumos e aperfeiçoar caminhos na administração pública”.

André Petry assumirá a Direção da Piauí

João Moreira Salles, publisher da Piauí, comunicou à equipe há alguns dias que André Petry sucederá a Fernando de Barros e Silva na direção da revista no início de 2020. Petry confirmou a J&Cia a informação e disse que acompanhará os fechamentos de dezembro e janeiro, mas que só assumirá em fevereiro.

Ele havia deixado em 13/5 o comando da Redação de Veja, que ocupava desde fevereiro de 2016. Petry começou na revista no início dos anos 1990, tendo passado pelos cargos de editor, diretor da sucursal de Brasília e correspondente em Nova York. Ficou fora dela apenas entre 2000 e 2001, quando foi editor executivo do Correio Braziliense, e de agosto de 2013, após deixar o posto nos EUA, a fevereiro de 2014.

Segundo J&Cia apurou, Fernando vinha já há alguns meses conversando com Salles sobre a saída. Ele completa em dezembro oito anos como diretor da Piauí, mas deverá seguir no estafe da revista, escrevendo e apresentando o podcast Foro de Teresina, e começará a cuidar do projeto de um livro.

Antes da Piauí, Barros foi por dois anos titular da coluna São Paulo, da Folha de S.Paulo, além de editor dos cadernos Brasil e Painel do jornal. É autor, entre outros, do livro Chico Buarque, lançado em 2004.

O museu mais triste do mundo vai fechar em dezembro

* Por Luiz Roberto de Souza Queiroz, o Bebeto ([email protected])

Pequena nota no Jornalistas&Cia 1.226, anunciando que em 31 de dezembro o Newseum de Washington fechará definitivamente, me fez viajar numa memória triste.

Foi há 15 ou talvez 20 anos que Táta, especialista em descobrir destinos inusitados, me levou a esse então desconhecido Museu do Jornalismo (desculpem a tradução um pouco livre) e, logo na entrada, fiquei chocado com uma imensa espiral ascendente, feita de centenas de placas de vidro. Em cada cantinho, o nome de um jornalista assassinado, o nome do País e a data.

Eram centenas de nomes e, infelizmente, Brasil era uma palavra muito presente, junto a nomes de alguns companheiros dos quais me lembrava. Não sei se a triste escultura ainda está lá, se será preservada e se será doada à Universidade que receberá o acervo do Newseum.

Lembro também o choque de ver dentro de mostruários as credenciais dos jornalistas mortos no Vietnã, no Líbano, na África, na Síria. Numa delas, pelo menos, enxerguei marcas de sangue.

Como foca que nunca deixei de ser, ofereci-me para mandar minha coleção de credenciais das visitas ao Brasil do rei da Bélgica, do presidente da Itália, de De Gaulle, do senador Kennedy, do Xainxá do Irá, de Miterrand, do príncipe Akihito – que, para comprovar que sou um dinossauro, deixou de ser príncipe, tornou-se rei, envelheceu e já abdicou.

O que podia interessar mesmo ao Newseum eram minhas credenciais dos “anos de chumbo”, quando, em vez das autoridades civis, as credenciais para acompanhar Castelo Branco ao Palácio dos Bandeirantes, Costa e Silva numa visita à área afetada pela seca no Nordeste e Ernesto Geisel acho que na inauguração da Estação Anhangabaú do Metrô, passaram a ser expedidas pela 2ª Seção do II Exército, pelo Gabinete Militar da Presidência, pelo Ministério do Exército e pelo mais antigo Ministério da Guerra.

É claro que de volta ao Brasil percebi que estava me dando muita importância e a coleção de credenciais ficou por aqui, mas um dia Táta me fez uma surpresa: montou as dúzias de credenciais num quadro, hoje visível apenas para os raros amigos que entram no nosso escritório, tugúrio secreto onde continuamos escrevendo, com a graça de Deus.

Da lembrança do Newseum ficaram, entretanto, as vitrines com as fotografias que ganharam os Pulitzer, com as histórias dos grandes jornalistas da história, com a incrível sala onde, quando estivemos lá, eram recebidas e exibidas as primeiras páginas do dia de 800 grandes jornais do mundo, entre eles Estadão, Folha e Jornal do Brasil, naquela época. Hoje, o site do Newseum conta que chegam a mil.

É um acervo que não pode ser perdido, talvez o melhor registro da nossa história. Tomara que a Universidade que vai recebê-lo cuide bem desse registro do que foi o bom combate que tantos lutamos e no qual ainda nos empenhamos. Que a história fique, apesar do aviso triste no site do Newseum, que anuncia, diria mesmo que em oito colunas e corpo 48, como diria o Goés, “We Are in Deadline”. (Veja+)

A história desta semana é novamente de Luiz Roberto de Souza Queiroz, o Bebeto ([email protected]), assíduo colaborador deste espaço, que esteve por muitos anos no Estadão e hoje atua em sua própria empresa de comunicação.

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Tem alguma história de redação interessante para contar? Mande para [email protected] e contribua para elevar o nosso estoque de memórias

Memorial da América Latina expõe fotos sobre o Dia de Los Muertos

Carlos (esq.), Carmen e Leonor

O Memorial da América Latina, em São Paulo (av. Auro Soares de Moura Andrade, 664), expõe neste final de semana (2 e 3/11) a mostra La Fiesta de Los Vivos, de Felipe Machado (Palavra de Homem/R7), ensaio fotográfico sobre o Dia de Los Muertos na Cidade do México. Ele fotografou mexicanos de todas as idades durante o desfile em 2017, na Avenida Reforma, região central da capital do país.

Felipe disse já ter passado no México três vezes o Dia dos Mortos e que essa festa sempre o fascinou: “É muito curioso ver como os mexicanos encaram a morte com alegria, ao contrário da tristeza que ela inspira na maioria dos povos. Eles celebram seus mortos valorizando a vida e acho que foi esse paradoxo que me atraiu na hora de registrar as expressões faciais do povo mexicano durante a festa”.

Além da exposição, haverá também um festival de comida mexicana e apresentações de mariachis e lucha libre.

Nos dois dias o evento vai das 11h às 21h, com entrada gratuita.

Brasil é 9º em ranking sobre impunidade de assassinato de jornalistas

Mapa dos países com maior impunidade de assassinatos de jornalistas. Fonte: CPJ

O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) publicou o Índice Global de Impunidade, que analisa assassinatos de jornalistas ao redor do mundo. Neste ano, o Brasil ocupa a nona posição, com 15 casos não solucionados. A Somália, com 25, encabeça a lista.

É a nona vez consecutiva que o Brasil aparece no ranking. No ano passado, o País teve cinco casos de assassinato de jornalistas com impunidade dos responsáveis, ocupando a décima posição. Este ano, foram dez casos a mais do que no anterior.

Vale destacar também o México, que ocupa a sétima posição com 30 casos não solucionados, e que teve 19 casos a mais do que no ano anterior.

O ranking leva em conta a proporção entre assassinatos não solucionados de jornalistas e a população de cada país entre 1/9/2009 e 31/8/2019.

Veja a pesquisa da CPJ na íntegra (em inglês), com dados dos anos anteriores.

NYT, Washington Post e Quartz confirmam presença no Digital Media Latam 2019

Mais três nomes de peso do jornalismo norte-americano confirmaram presença no Digital Media Latam 2019. Anna Dubenko, do The New York Times, Everdeen Mason, do The Washington Post, e Ankur Thakkar, do site Quartz, participarão do encontro, que este ano será no Rio de Janeiro, de 11 a 13/11, e que conta com o apoio deste Jornalistas&Cia.

Editora de Estratégia Off-Plataform, Anna abordará a estratégia do NYT para distribuição de conteúdo nas plataformas a fim de levar seu jornalismo ao maior número de leitores e conectar-se a novas audiências. Everdeen, editora sênior de audiências do The Washington Post, contará como os processos criativos e inovadores são realizados por trás dos projetos que levaram jornal a ser uma das mídias mais premiadas e inovadoras do mundo. E Ankur, diretor de experiência de associação no Quartz, destacará as iniciativas do site noticioso para criar um relacionamento duradouro e especial com leitores por meio de experiências, serviços, espaços de interatividade e participação, que reforçam os laços entre a mídia, sua marca e as pessoas.

A conferência debaterá as mais relevantes tendências do jornalismo digital do momento e contará com a participação de palestrantes internacionais. Em paralelo, serão entregues os prêmios Digital Media Latam 2019 e ANJ de Liberdade de Imprensa 2019.

Parlamentar e agência de RP pisam na bola e mancham as respectivas reputações

* Por Luciana Gurgel, especial para o J&Cia

Luciana Gurgel

A sempre delicada questão do risco de conflito de interesses relacionado a quem exerce função pública causou controvérsia no Reino Unido nos últimos dias. No centro da história está a parlamentar Ruth Davidson, do Partido Conservador da Escócia.

Política respeitada, que defende causas sociais e se notabilizou como a primeira lésbica a assumir a liderança de um partido político no país, ela anunciou semana passada a decisão de assumir um cargo de consultora em uma agência de comunicação especializada em lobby, sem deixar o mandato. A arriscada ideia não durou uma semana. Ela teve que voltar atrás nessa terça-feira (29/10), sucumbindo à pressão externa e também dentro do Parlamento escocês.

Esse é um tema sensível aqui, sobretudo depois de um escândalo em 1994 envolvendo parlamentares que teriam recebido dinheiro de um empresário para fazer perguntas de seu interesse em sessões do Parlamento inglês, em Londres. O caso gerou um movimento para regulamentar o lobby no país. Algumas regras foram adotadas em uma lei em 2015, mas sem o rigor de outros países.

A história do segundo emprego de Ruth Davidson é surpreendente em vários aspectos. A começar por envolver uma agência de comunicação que tem como um de seus servicos o gerenciamento de crises. Os fatos associados à contratação eram suficientes para se suspeitar de que haveria reação contrária, mas isso não parece ter sido previsto.

A agência chama-se Tulchan, e tem como um dos sócios Andrew Feldman, ex-Chairman do próprio Partido Conservador. A parlamentar iria receber um salário expressivo: 50 mil libras por 24 dias de trabalho por ano (já que no restante dos dias úteis ela deveria cumprir expediente no Parlamento de Edimburgo).

Em perspectiva: a remuneração anual de um membro da Câmara dos Comuns no Reino Unido é de 79,5 mil libras (mais auxílios como correio, estafe do gabinete, viagens e moradia). Ela ganharia na agência mais de 60% da remuneração de um ano por tão pouco tempo de trabalho, levando à desconfiança de que a função englobaria também serviços como encontros, reuniões e aconselhamento sem que ela precisasse estar na sede da empresa em Londres.

A posição de Davidson ficou ainda mais frágil porque em agosto ela havia renunciado à liderança do Partido Conservador Escocês, sob o argumento de que precisaria dedicar mais tempo à família (teve um bebê ano passado). A contradição agravou-se ao surgir a informação de que poucos dias antes de a contratação ser anunciada ela registrara uma empresa de consultoria em seu nome. Prato cheio para os adversários da ideia inferirem que estava tudo planejado.

Uma das principais vozes a se levantar contra a ida de uma parlamentar em pleno mandato para uma agência de comunicação foi a PRCA (Associação de Relações Públicas e Comunicação), que reúne as principais empresas do setor no país. A decisão foi classificada como “desgraça” e “totalmente antiética”.

A Tulchan ignorou, já que não faz parte dos quadros da entidade e não é signatária do código de conduta. Mas a PRCA soltou uma nota congratulando Ruth Davidson por ter mudado de ideia tão logo ela voltou atrás – um belo tapa de luva de pelica.

Para tornar o caso mais intrincado, não seria a única atividade paralela da parlamentar. Ela trabalhou como jornalista no início da carreira, e mantém uma coluna semanal no jornal Scottish Mail. Recentemente entrou para o conselho consultivo sobre saúde mental da ITV. Haja tempo para tanto trabalho extra, ainda mais com bebê pequeno em casa.

Pode soar estranho um parlamentar fazer parte da folha de pagamento de uma organização de mídia. Mas é uma situação tolerada por aqui, apesar de críticas veladas. O mais conhecido exemplo é o de Boris Johnson, primeiro-ministro britânico, que antes de entrar para a política era jornalista. Até assumir o atual posto, e mesmo durante a campanha para ocupar o lugar de Theresa May, ele  escrevia uma coluna semanal remunerada no The Daily Telegraph, interrompida enquanto integrou o gabinete da ex-primeira-ministra. Recebia £ 275 mil por ano, uma bela remuneração para um texto semanal de 1,1 mil palavras.

Os que mantém essa prática garantem a independência. Mas é notório que o Daily Telegraph adota uma posição aberta pró-Governo. Suas manchetes favoráveis ao Brexit quase poderiam fazer parte de um manifesto do Partido, de tão alinhadas ao pensamento de Johnson.

O episódio de Ruth Davidson, no entanto, é mais complexo. A função de consultora de uma agência de especializada em lobby e aconselhamento de clientes interessados em informações ou decisões do Governo ou Parlamento ao mesmo tempo em que exerce mandato na casa é de uma vulnerabilidade enorme. Muito além da manifestação de uma opinião nas páginas de um jornal.

Mesmo com o plano abandonado, o estrago para a reputação de Ruth Davidson e para a própria Tulchan está feito. Não foi um movimento seguro para uma agência de Relações Públicas e nem para quem quer construir uma carreira no ramo da comunicação, no qual a credibilidade é tão necessária.

Confira os vencedores do prêmio José Lutzenberger

A organização do Prêmio José Lutzenberger de Jornalismo Ambiental entregou os prêmios aos vencedores, em cerimônia realizada em 22/10, na Nau Live Spaces, em Porto Alegre.

O prêmio visa reconhecer produções jornalísticas que abordem temas relevantes sobre preservação do meio ambiente, nas categorias Jornalismo Impresso, Radiojornalismo, Telejornalismo, Webjornalismo, Fotojornalismo, além do Prêmio Brasken de Jornalismo Universitário, voltado aos concorrentes universitários.

Confira a lista de vencedores:

Jornalismo Impresso

Quando o ciclo se fecha Franceli Stefani (Correio do Povo)

Radiojornalismo

Raio X do tratamento de esgoto no Litoral – Eduardo Matos e Cid Martins (Rádio Gaúcha)

Telejornalismo

Arado Velho: Obras seguem proibidas pela justiçaFelipe Valli e Marcelo Chemale (SBT RS)

Webjornalismo

Sementes Crioulas mobilizam produtores do Vale do TaquariGilson Camargo (Jornal Extra Classe)

Fotojornalismo

Arroio “Lixão” Passo FundoTadeu Vilani (Diário Gaúcho)

Prêmio Braskem de Jornalismo Universitário

Seja a mudança Camila Andrade Pires, Hebert Kiniphoff Garcia, Luana Bublitz Martins, Lucas Picarelli Canever, Lourenço Moreira Marchezan, Maria Eduarda Nascimento da Rocha, Manuela Neves Ribeiro (PUC – RS)

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