O Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) pediu a suspensão duas peças publicitárias da campanha A Gente Banca, do banco Santander, por depreciar jornais e bancas. Segundo a entidade, os vídeos divulgados na TV e nas redes sociais apresentam informações cuja veracidade precisa ser comprovada, além de irem contra o código de conduta do Conar.
As propagandas continham os dizeres como “nos últimos anos, mais gente comprava jornal para catar sujeira de bicho de estimação do que para ler” e “ninguém mais compra jornal em banca, todo mundo lê notícia pelo celular”. Segundo o Conar, tais peças apresentam potencial depreciativo, num período de aumento da audiência dos meios de comunicação.
A conselheira relatora Adriana Pinheiro Machado declarou que “é inegável constatar que, pelo menos, em duas peças – o filme intitulado A gente banca-manicure e o de nome A gente banca-assistência técnica – há a necessidade de se demonstrar a veracidade das informações apresentadas como fatos”. Marcelo Rech, presidente da Associação Nacional de Jornais (ANJ), disse há duas semanas, em entrevista a J&Cia, que os anúncios são “desinformação evidente, uma campanha depreciativa aos jornais, tanto na estética como no roteiro. Não entendemos a razão desse ataque ao defender o banco”.
O Santander declarou que retirou tais trechos do ar após receber diversas críticas, mesmo antes da ação do Conar. Em nota, o banco escreveu que “o projeto foi criado para oferecer aos donos de bancas de jornais “assessoramento, capacitação e apoio financeiro para fortalecer a sua atividade principal, nas cidades onde a legislação local permite a sua aplicação”.
Como último capítulo desta série sobre os impactos do coronavírus na imprensa esportiva, não poderia deixar de abordar o setor televisivo de esportes, que mudou drasticamente com a pandemia. A partir do momento em que os campeonatos foram suspensos, as tevês do País tiveram que revisar todo o seu conteúdo esportivo, uma vez que jogos e análise de resultados, que lhes davam muita audiência, não aconteciam. Consequentemente, uma queda no número de telespectadores foi inevitável.
Os espaços dos jogos foram substituídos por conteúdo produzido à distância, como lives, debates e especiais, mas talvez um dos diferenciais da TV esportiva neste momento seja o uso de reprises de jogos históricos, clássicos, conquista de títulos, entre outros. Sobre o assunto, J&Cia conversou com Renato Ribeiro, diretor de conteúdo do Esporte da Globo, que contou como foi esse processo de reformulação de conteúdo na emissora.
Renato Ribeiro (Crédito: Reprodução / TV Globo)
Em primeiro lugar, ele destacou que a equipe segue trabalhando na redação, mas com um número reduzido de pessoas, e tomando os devidos cuidados para evitar o contágio. A maior parte dos profissionais está em home office. Além disso, segundo ele, cerca de 80 profissionais foram cedidos a outras editorias para reforçar a cobertura do coronavírus: “Desde o início da pandemia, a Globo adotou medidas voltadas para a segurança de seus funcionários e isso, claro, incluiu a equipe do Esporte. Apesar de as competições esportivas estarem suspensas, mantivemos nosso compromisso de levar a emoção do esporte aos fãs de diferentes modalidades”.
Renato também explicou que alguns programas, como o Redação SporTV e o Seleção SporTV, passaram a ser produzidos de forma remota, com os apresentadores em suas casas e convidados entrando por vídeo. Já outras atrações, como o Bem, amigos e o Troca de Passes, seguem com equipes presenciais muito enxutas, trazendo as últimas notícias sobre esportes na atualidade.
No que se refere ao uso de reprises no horário de jogos, explica que, “graças ao nosso extenso acervo e a acordos firmados com diferentes entidades esportivas internacionais, estamos investindo em reprises de momentos históricos do esporte, seja em Copas do Mundo, Jogos Olímpicos e em outras competições importantes. Acreditamos que a história do esporte está repleta de exemplos de superação que podem ser inspiradores neste momento tão difícil”. Ele citou a Faixa Especial do SporTV, atração criada especialmente para esse período, que exibe jogos históricos com narrações e comentários inéditos. Já na TV aberta, a Globo segue investindo em conquistas da Seleção Brasileira de Futebol, corridas marcantes do ídolo de Fórmula1 Ayrton Senna e, mais recentemente, em conquistas relevantes dos times nacionais. No próximo fim de semana (domingo, 31/5), será exibida a conquista da Libertadores pelo Palmeiras contra o Deportivo Calli (Colômbia), em 1999. A audiência, segundo Ribeiro, tem sido alta: “Os resultados de audiência, engajamento e repercussão têm sido bastante positivos”.
No Globoesporte.com, ele explicou que o foco é na interação com o público, com quizzes, jogos de memória e enquetes históricas: “Foram criados também dois programas para o Digital: o Caioba Game Show, um talk show de Caio Ribeiro com jogadores e ex-jogadores, exibido ao vivo; e o GE Divide Tela, com entrevistas remotas”.
Outro projeto da Globo foi o FC: Futebol em Casa, torneio de PES 2020 (jogo de futebol virtual) entre jogadores de times brasileiros. O evento teve uma cobertura semanal do programa Globo Esporte e contou com os comentários do youtuber Muuh Pro. A final ocorre no domingo (31/5). O projeto foi realizado com o objetivo de, nas palavras de Renato Ribeiro, “reaproximar ídolos do futebol e torcedores”. É possível destacar também que o campeonato evidencia a alta nos e-Sports e no universo dos games como um todo durante a pandemia.
Para finalizar, Renato Ribeiro disse que a emissora está atenta à retomada dos eventos esportivos. Em 9/5, o UFC Combate, canal da Globo voltado a lutas, transmitiu o UFC 249. Vale lembrar que o campeonato alemão retornou em 16/5, e o Globoesporte.com está cobrindo os jogos e analisando os resultados.
O ditado “não há nada tão ruim que não possa piorar” aplica-se bem ao terremoto que sacudiu o Reino Unido nos últimos dias. A crise política disparada pela revelação de que Dominic Cummings, o principal assessor do primeiro-ministro Boris Johnson, quebrou as duras regras de isolamento social impostas desde março no país acirrou ainda mais a tensão entre Governo e imprensa. E a condução do caso não tem sido exatamente um exemplo de gestão de crises.
Cummings é um eficiente estrategista, responsável pelo sucesso da campanha do Brexit e por bloquear as tentativas da oposição de impedir a saída do país da União Europeia, levando Boris Johnson a uma esmagadora vitória nas eleições gerais de 2019. Ao mesmo tempo, conquistou desafetos na política por seu estilo outsider e ascendência sobre o primeiro-ministro sem ser parlamentar eleito, algo atípico na Grã-Bretanha. E esnoba solenemente a imprensa, sendo apontado como o mentor de iniciativas de bloqueio do acesso de jornalistas que cobrem o Governo.
O risco de não colecionar amigos cobrou seu preço quando The Guardian e Daily Mirror denunciaram na noite de 21/5 uma viagem do assessor a Durham, distante 260 milhas de Londres, para visitar os pais idosos junto com a mulher − jornalista do The Spectator − e o filho. Era um momento em que ninguém podia viajar, nem visitar parentes. Para piorar, ambos estavam com sintomas do vírus.
Passos incertos na crise − O episódio deixou o Governo sob artilharia pesada, obrigado a fazer as escolhas complexas que se apresentam em crises. Deixar o caso esfriar sozinho? Jogar o assessor ao mar? Organizar uma saída honrosa? Pedir desculpas e tentar o perdão do povo?
Quem milita em comunicação sabe que gestão de crises não é ciência exata. Mas há experiências demonstrando o que pode ou não dar certo.
A história mostra que esperar um escândalo evaporar por conta própria é arriscado. Ainda mais em um tema sensível por envolver saúde pública, famílias separadas por meses, gente que perdeu parentes para a doença. No entanto, foi o que o Governo tentou primeiro, sem sucesso.
Passou então à defesa incondicional do assessor pelo primeiro-ministro, que se expôs em um pronunciamento formal na TV na noite de domingo garantindo a permanência de Cummings no cargo. Manobra discutível, que acabou arrastando o líder do país para o epicentro da indignação, pelo desrespeito de um poderoso às regras que valiam para todos.
Transparência é recomendável nessas horas, dizem os manuais. Seja com defesa fundamentada, ou admitindo-se as falhas e assumindo compromisso de correção. Não foi o que aconteceu.
A coletiva que Cummings deu em 24/5 virou um tiro pela culatra. Foram 70 minutos de sabatina diante dos principais jornalistas do país, transmitida ao vivo, com o assessor solitário usando argumentos frágeis para justificar o motivo de ter quebrado o isolamento social.
E o principal risco assumido foi não usar aquela palavrinha mágica: “desculpe”. O resultado foi um massacre, com uma avalanche de posts nas redes sociais e capas dos jornais salientando justamente a falta de arrependimento.
Para não dizer que isso é coisa de jornalista implicante, vale observar o que pensa o povo. Uma pesquisa do Instituto YouGov apontou que 59% da população acham que ele deve renunciar, e apenas 27% pensam que deve ficar. E 57% acham que a imprensa foi muito justa ou justa, contra 33% que acham que foi injusta ou muito injusta.
Declaração de guerra − Mas quando a notícia é ruim, mate-se o mensageiro. O relacionamento com a mídia, que já não andava bem, piorou após a declaração do Governo de que não perderia tempo respondendo ao que classificou de campaigning newspapers. E que a culpa de a população estar enraivecida era da imprensa.
A postura motivou uma reação da Society of Editors, que enviou uma carta de protesto ao Governo, instando-o a responder a todos os veículos, mesmo os que considere hostis.
Independentemente do que aconteça com Cummings, o episódio proporciona reflexões sobre práticas de administração de crises. E mostra que equilíbrio em vez de combate na relação com a imprensa, mesmo quando a notícia não agrada, tem mais chances de funcionar. Além de ser melhor para a sociedade.
A TV Globo anunciou nesta quarta-feira (27/5) que não renovará o contrato de Zeca Camargo, que deixa a emissora após 24 anos de casa. Em nota, a emissora informou que a decisão foi em comum acordo e que “continuará de portas abertas para possíveis projetos, em todas as plataformas”.
Zeca chegou à Globo em 1996, como apresentador e coordenador de novos projetos do Fantástico. No programa, fez entrevistas com artistas internacionais como Paul McCartney, Mick Jagger, Madonna e Lady Gaga, além de reportagens e séries especiais sobre viagens. Em 2013, ingressou o setor de Entretenimento e comandou o Video Show. Era desde 2015 um dos apresentadores do É de Casa.
Morreu nesta quarta-feira (27/5) no Rio de Janeiro, aos 91 anos, o jornalista, escritor e advogado Murilo Melo Filho, vítima de falência múltipla de órgãos. O sepultamento será no mausoléu da Academia Brasileira de Letras (ABL), da qual era membro.
Em nota, o presidente da ABL Marco Lucchesi escreveu que Murilo “foi um dos grandes jornalistas brasileiros da segunda metade do século XX. Acompanhou de perto a política nacional, a construção de Brasília e a Guerra do Vietnã. Conheceu inúmeros chefes de Estado, a quem dedicou páginas antológicas, dos mais variados espectros políticos. Foi também um acadêmico exemplar, assíduo, com a disposição de emprestar seu talento aos mais diversos cargos e serviços na Academia. Guardo a imagem de um homem bom, de uma alta sensibilidade humana, voltada sobretudo para os mais vulneráveis e desprovidos. Um momento de tristeza”.
Nascido em Natal, Murilo iniciou a carreira aos 12 anos no Diário de Natal. Aos 18, foi para o Rio de Janeiro e ingressou no Correio da Noite. Trabalhou em Tribuna da Imprensa, O Estado de S. Paulo e Manchete. Formou-se em Direito pela Universidade do Rio de Janeiro. Entre seus trabalhos jornalísticos destacam-se as coberturas de viagens internacionais dos ex-presidentes Juscelino Kubitschek, Jânio Quadros, João Goulart, Ernesto Geisel e José Sarney; e as coberturas da Guerra do Vietnã e da Guerra do Camboja. Foi o sexto ocupante da Cadeira nº 20 da ABL.
O Twitter classificou postagens do presidente dos Estados Unidos Donald Trump nessa terça-feira (26/5) como possivelmente falsas ou enganosas. Ao comentar um plano da Califórnia para o período eleitoral, que visa a expandir a votação por correio por causa da pandemia do coronavírus, Trump escreveu que o sistema é “fraudulento”, que “as caixas de correio serão roubadas” e que “as cédulas serão falsificadas”.
A rede social inseriu um ponto de exclamação azul nos tuítes, que aconselham os usuários a “obter informações sobre as cédulas por correio”. O ícone direciona as pessoas para uma mensagem do próprio Twitter, que contém links de notícias de veículos como The Washington Post e CNN abordando o assunto.
A mensagem do Twitter diz que, “na terça-feira, o presidente Trump fez uma série de alegações sobre possíveis fraudes eleitorais depois que o governador da Califórnia, Gavin Newsom, anunciou um esforço para expandir a votação por correio no Estado durante a pandemia da Covid-19. Essas reivindicações não têm fundamento, de acordo com CNN, Washington Post e outros. Especialistas dizem que as cédulas por correspondência raramente são vinculadas a fraude eleitoral”.
Foi a primeira vez que a rede social alertou sobre os tuítes do Trump. A ação faz parte das novas regras de combate a fake news do Twitter, introduzidas neste ano. Depois do ocorrido, o presidente dos Estados Unidos, que tem mais de 80 milhões de seguidores em seu perfil, postou que “o Twitter está sufocando completamente a liberdade de expressão, e eu, como presidente, não vou permitir isso!”.
A Frente em Defesa da EBC e da Comunicação Pública, que reúne dezenas de entidades da sociedade civil e de trabalhadores da empresa, incluindo a Fenaj, repudiou em nota a intenção do presidente Bolsonaro em privatizar a EBC. Em decreto publicado em 21/5, o governo federal incluiu a EBC no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), nome adotado pela gestão Bolsonaro para seu programa de privatizações.
Segundo o texto, o decreto visa a “possibilitar a realização de estudos e a avaliação de alternativas de parceria com a iniciativa privada” e que “o prazo para conclusão dos trabalhos do Comitê Interministerial será de 180 dias, contado da data de contratação dos estudos”. Diz trecho da nota da Frente: “A qualificação, portanto, da EBC no PPI do governo federa0l, significa um desrespeito à Constituição, um ataque ao direito à informação da sociedade brasileira e uma redução da transparência do Poder Executivo. Conclamamos a sociedade a lutar conosco para reverter esta medida”.
Mariana Kotscho e Roberta Manreza (Crédito: Nadja Kouchi)
A TV Cultura promoverá na próxima segunda-feira (1º/6) mais uma edição do Encontros Digitais Cultura, com foco nas famílias em quarentena. Desta vez, as apresentadoras Mariana Kotscho e Roberta Manreza, do Papo de Mãe, conduzirão uma live sobre a importância da rotina durante o isolamento social. As convidadas são a publicitária Patrícia Marinho e a jornalista Patrícia Camargo, mães, amigas e idealizadoras do projeto Tempojunto, um blog em que criam e sugerem tarefas e atividades para serem feitas quando a família está reunida, além de darem diversas dicas a respeito do desenvolvimento infantil e da importância das brincadeiras na vida das crianças.
O encontro digital contará ainda com a presença de Miguel Ângelo Boarati, psiquiatra da infância e da adolescência, formado pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, que alertará sobre os sinais da depressão. A partir das 16h, no Facebook e no canal oficial da TV Cultura no YouTube.
Mariana e Roberta também estrearam boletins na rádio Cultura, às terças e quintas-feiras, às 11h45.
A repórter do UOL Beatriz Sanz é a idealizadora do Banco de Talentos Negros, projeto que disponibiliza currículos de profissionais negros para vagas em comunicação, aumentando as chances de inserção no mercado. Diferentemente de uma agência de empregos, o banco visa a aumentar a diversidade nas redações. Beatriz integra a Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojira) do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, entidade parceira do projeto.
Segundo dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), apenas cerca de 22% dos jornalistas com postos formais são negros (dados de 2015). E em São Paulo os números são ainda menores: menos de 15% dos jornalistas com carteira assinada são negros.
A iniciativa foi inspirada em um projeto desenvolvido pela publicitária Angel Pinheiro na agência onde trabalha, também para contratação de profissionais negros. Ruam Oliveira é o jornalista que se dedica, voluntariamente, a organizar os currículos.
O acesso ao banco, disponível na plataforma Google Drive, é gratuito para candidatos e empregadores. Currículos de 11 estados mais Distrito Federal já estão cadastrados.
O apresentador e editor-chefe do Jornal Nacional William Bonner foi alvo de uma campanha de intimidação anônima na última semana. Ele recebeu mensagem de um telefone de Brasília que continha dados fiscais sigilosos dele e de sua família. O próprio Bonner denunciou o fato publicamente em sua conta no Twitter.
Dentre as informações, estava o uso indevido do CPF do filho do jornalista por um fraudador que inscreveu o jovem no programa de auxílio emergencial do governo a pessoas vulneráveis que perderam renda na pandemia.
Falhas no sistema de checagem do benefício tornam possível a ação de estelionatários. No caso do filho de Bonner, sua renda familiar nem permitiria a concessão do benefício, mas o site da Dataprev informava que o pedido fraudulento havia sido aprovado. Alertada por seus advogados, a Caixa suspendeu o processo de pagamento, que se daria numa conta virtual criada para o estelionatário.
Na manhã desta terça-feira (26/5) o Globo divulgou uma nota de repúdio ao caso, informando ainda que o jornalista e uma de suas filhas também receberam mensagens de WhatsApp, originadas de número telefônico com o prefixo 61, e declarou apoio da empresa na busca e na punição dos responsáveis pelo ato.
Confira a íntegra:
“A Globo repudia a campanha de intimidação que vem sofrendo o jornalista William Bonner e se solidariza com ele de forma irrestrita. Há dias, um fraudador usou de forma indevida o CPF do filho do jornalista para inscrever o jovem no programa de ajuda emergencial do governo para os mais vulneráveis da pandemia, para isso se aproveitando de falhas no sistema, que não checa na Receita Federal se pessoas sem renda são dependentes de alguém com renda, fato denunciado publicamente pelo próprio jornalista que apresentou notícia crime junto ao Ministério Público Federal no Rio de Janeiro.
Agora, tanto o jornalista quando a sua filha receberam por WhatsApp em seus telefones pessoais mensagem vinda de um número de Brasília com uma lista de endereços relacionados a ele e os números de CPFs dele, de sua mulher, seus filhos, pai, mãe e irmãos, o que abre a porta para toda sorte de fraudes.
A Globo o apoiará para que os autores dessa divulgação de seus dados fiscais, protegidos pela Constituição, sejam encontrados e punidos. William Bonner é um dos mais respeitados jornalistas brasileiros e nenhuma campanha de intimidação o impedirá de continuar a fazer o seu trabalho correto e isento. Ele conta com o apoio integral da Globo e de seus colegas e está amparado pela Constituição e leis desse país.”