O comentarista João Borges pediu demissão da GloboNews após 17 anos na emissora. Um dos principais destaques do canal, principalmente por suas participações no Jornal das 10, a decisão surpreendeu os colegas, segundo apurou Leo Dias (UOL). Em revezamento, Camila Bomfim e Marina Franceschini o substituem interinamente na GN.
Borges será o novo porta-voz da Federação Brasileira de
Bancos (Febraban). A entidade afirmou que o comentarista “chega em um momento
de grandes desafios e decisivo para o futuro do País”.
O portal Grande Prêmio ganhou nova programação, com mudanças em algumas atrações já tradicionais, como os programas Paddock GP e Paddockast, por causa do impacto da pandemia do coronavírus, além de três novas atrações.
Em 30/2 estreou o Fala y Fala. No formato de talk show, exibido às segundas e quintas-feiras, sempre às 21h, o programa apresentado por Victor Martins e Gabriel Curty traz convidados que não necessariamente têm a ver com o esporte a motor, como jornalistas do ramo do esporte, da política, entretenimento ou economia, assim como comediantes, escritores e atletas de outras categorias.
A conversa aborda histórias de vida e carreira, assim como uma discussão franca sobre o momento em que vivemos no mundo, medidas contra a pandemia e projeções para o que será da Terra quando tudo isso passar. A edição de abertura teve uma roda de conversas com Flavio Gomes, João Carlos Albuquerque, Mauro Cézar Pereira e Lúcio de Castro.
Nesta terça-feira (7/4), às 21h, será a vez do Cadeira Cativa, programa que trará grandes nomes do jornalismo automobilístico para discutir momentos marcantes do esporte a motor, contar histórias, relembrar coberturas, discutir um pouco de atualidade e falar da vida. Entre os convidados estão Edgard Mello Filho, Rodrigo Mattar e Américo Teixeira Jr.
Outra novidade será o game showPassa ou Ultrapassa, apresentado por Felipe Noronha, em que membros do Grande
Prêmio receberão assinantes do site para responderem a uma série de
perguntas em busca de pontos e prêmios, sempre às quartas-feiras, ocupando uma
faixa que, tradicionalmente, é do futebol na televisão.
E a partir de 17/4, às 21h, o canal do GP
trará um programa com foco nos eSports.
Apesar do cunho virtual, é voltado a todos os fãs do esporte a motor, que poderão
acompanhar o desempenho de importantes pilotos do cenário nacional dando voltas
rápidas em simuladores. A apresentação será de Thiago Izequiel.
O Cannes Lions Festival Internacional de Criatividade no Brasil 2020 foi cancelado oficialmente. Em comunicado, o Estadão, representante oficial do evento no Brasil, afirmou que a decisão foi tomada por causa do atual contexto pandêmico.
“As prioridades de nossos clientes mudaram para a
necessidade de proteger as pessoas, para atender os consumidores com itens
essenciais e focar na preservação de empresas, sociedade e economias”, diz o
texto. O festival, que seria realizado em outubro, foi remarcado para de 21 a
25 de junho de 2021.
O portal Comunique-se e a consultoria em gestão de talentos Etalent realizam na terça-feira (7/4) uma videoconferência para apresentar os dados da pesquisa Talento Brasileiro da Comunicação, que estuda o comportamento e o perfil dos comunicadores brasileiros. O webinar é gratuito e terá início às 14 horas.
O evento será conduzido por Rodrigo Azevedo, CEO e fundador do Grupo Comunique-se, e Jorge Matos, CEO e fundador da Etalent. Dirigida a profissionais das mais diversas áreas da comunicação, a videoconferência terá como pontos centrais as tendências do perfil comportamental na comunicação; a importância do comportamento no sucesso do profissional; inspirações para os profissionais lidarem com os desafios da transformação digital; modelos, ferramentas e dicas, entre outros. Inscreva-se!
A Agência Pública lançou o podcastA vida nos tempos de corona, que conta a história das vítimas da Covid-19. O objetivo do projeto é mostrar que existem vidas por trás dos números, dados e estatísticas. O podcast vai ao ar às sextas-feiras.
Com apresentação de Ricardo Terto e participação de Mariana Simões, o episódio de estreia conta a história da primeira vítima da pandemia no Rio de Janeiro: uma empregada doméstica de 63 anos contaminada pela patroa, que não a informou sobre a importância do distanciamento social como medida de prevenção. O termo distância é analisado e discutido ao longo do episódio. Ouça na íntegra.
Com base no formato da CNN americana, a emissora dará
espaço em horário nobre para Gabriela fazer comentários sobre política e
atualidades. Enquanto a atração não estreia, a comentarista volta à ativa na
próxima semana no projeto multiplataforma da CNN Brasil.
“Meu compromisso na comunicação sempre foi e sempre será o
de promover uma discussão de qualidade”, diz Gabriela na nota. “Fico feliz por,
agora no horário nobre e em um formato pensado com muito carinho, poder ocupar
um espaço que vai além do debate e prestigia a profundidade das discussões e o
conhecimento científico no canal que me deu voz”.
Vale destacar que a comentarista é um dos principais
destaques da CNN Brasil desde a estreia no País e conquistou muitos seguidores
e apoiadores nas redes sociais.
A organização internacional Repórteres Sem Fronteiras (RSF) lançou a ferramenta Tracker-19 para monitorar e avaliar o impacto que a censura de governos à imprensa e a desinformação trazem à liberdade de imprensa e de expressão. O objetivo é analisar como o jornalismo perde credibilidade e confiabilidade em meio à pandemia do novo coronavírus com o compartilhamento desenfreado de fake news, e ao ter suas notícias censuradas e desacreditadas por governos e autoridades.
Segundo Christophe Deloire, secretário-geral da RSF,
o contexto pandêmico atual reforça a importância do jornalismo: “A censura não
pode ser considerada um assunto interno de um país. O controle da informação em
um determinado país pode ter consequências em todo o planeta e estamos sofrendo
os efeitos disso hoje. O mesmo vale para desinformação e rumores. Eles fazem as
pessoas tomarem más decisões, limitam o livre arbítrio e minam a inteligência”.
Os dados coletados formam um mapa-múndi interativo que
mostra a situação da liberdade de imprensa ao redor do globo. Além disso, a RSF
está oferecendo apoio financeiro aos profissionais de imprensa que foram
infectados pelo coronavírus e que sofrem represálias ou sentem-se ameaçados por
causa de seu trabalho. Para solicitar apoio, é preciso enviar o pedido para os
e-mails [email protected] e [email protected].
A Civilização Brasileira, braço da editora Record, lança A memória e o guardião, de Juremir Machado da Silva, sobre o acervo de cartas recebidas por João Goulart no período em que ocupou a Presidência da República. Garimpando curiosidades entre quase mil itens e mais de duas mil páginas, guardados em duas malas por cinco décadas depois do golpe de 1964, escancara vícios da forma brasileira de fazer política e revela a conduta de traidores.
Juremir é escritor, tradutor, jornalista e professor universitário. Graduado em História e em Jornalismo pela PUC-RS, fez doutorado e pós-doutorado em sociologia na Université Paris V – Sorbonne, e publicou mais de 30 livros, entre ficção, ensaio e tradução. Recebeu, entre outros prêmios, o Bienal do Livro de Brasília, em 2014, por Jango, a vida e a morte no exílio; e o Associação Paulista dos Críticos de Arte, em 2018, por Raízes do conservadorismo no Brasil.
Sempre gostei de cobrir jogos de futebol in loco. Meu começo foi em O Diário, em Ribeirão Preto, no final dos anos 1950. Como eu morava na rua Barão de Cotegipe, atrás do antigo campo do Botafogo, na Vila Tibério, sempre era escalado para assistir às partidas do Pantera da Mogiana e passar os dados por telefone para a redação.
Depois, já no Jornal da Cidade, de Jundiaí, nos primeiros anos da década
seguinte, fazia questão de dividir, primeiro com o cargo de editor de Esportes
e depois com o de editor-chefe, a função de repórter. Cobria jogos dos
campeonatos amador e varzeano da cidade e do time profissional do Paulista no
Jaime Cintra, e até mesmo viajava para outras cidades em que ele jogasse pelos
campeonatos da FPF.
Mais tarde, levado por Ademir
Fernandes e Sidney Mazzoni para fazer frilas na histórica
Edição de Esportes do falecido Jornal da Tarde, que circulava às
segundas-feiras, sempre pedia aos editores Roberto Avallone, Vital Bataglia e Mário
Marinho permissão para cobrir
jogos menores. Como, por exemplo, os do Juventus, na rua Javari, ou da
Portuguesa, no Canindé. De volta à redação e entregue a matéria, dedicava-me então
a ajudar no fechamento, agora como copidesque.
Não me afastei desse hobby mesmo
depois de ingressar no Estadão, em 1979. Primeiro na editoria de Política e
mais tarde na Chefia de Reportagem. Já credenciado pela Aceesp como jornalista
esportivo, sempre que possível pedia ao saudoso Fran Augusti – que trocara com Luiz Carlos Ramos, meu querido amigão “Barriga”, a editoria de Geral pela de Esportes –
para ir aos estádios cobrir jogos menos importantes. Mesmo porque cobrir os
mais importantes era tarefa para os grandes repórteres do jornal, como Faustão e Antero
Grecco.
O tempo voou, a vida seguiu seu curso e eu, como quis o destino, vim
parar em Boa Vista em 12 de abril de 1984, fugindo das ameaças do Comando de
Caça aos Comunistas, o CCC portenho, que, para revidar a séries de reportagens
que fizemos – eu, Marcos
Wilson, Luiz Fernando Emediato, José Maria
Mayrink e Roberto Godoy – publicada em janeiro de 1983 sob o título de Holocausto argentino, resolveu atazanar a nossa vida. Afinal, essas
matérias contribuíram, de alguma forma, e creio que mesmo decisivamente, para a
queda da ditadura militar no então país vizinho.
Até hoje o futebol aqui em Roraima, embora profissionalizado, continua
semiamador, paupérrimo e com alguns vislumbres de esperança no futuro. Como o de
agora, em que o São Raimundo, tetracampeão local, empatou recentemente (13/2)
com o Cruzeiro, de Minas, pela Copa do Brasil.
Quando cheguei a Boa Vista e fui me enturmar com o pessoal do futebol
local, encantei-me com o Estádio 13 de Setembro, apelidado Canarinho, nome do
bairro onde foi construído pelos governos militares daquela época. Mais tarde,
foi rebatizado com justiça, por força de lei estadual, ganhando o nome de Flamarion Vasconcelos, o mais importante repórter esportivo da história de Roraima, a quem
tive a honra de ensinar a profissão e de quem me tornei amigo e companheiro de
beira de campo.
Acumulando minhas funções de correspondente do Grupo Estado e de editor
da Folha de Boa Vista, cobri muitas competições até que as sequelas da polio
não mais me permitiram. Não só no Canarinho, mas nos terrões da cidade. Afinal,
é neles que encontramos a verdadeira alma do futebol tupiniquim.
Um dia, ao me visitar na redação, um diretor do Náutico, uma das oito equipes do futebol local, convidou-me para viajar com a delegação ao município de Mucajaí, distante pouco mais de 50 km de Boa Vista. O jogo não seria na cidade, que abriga o Progresso E. C., mas um pouco mais adiante, na Vila Iracema, assentamento agrícola do Incra, cuja sede fica às margens da rodovia BR-174, que liga a capital roraimense a Manaus.
Várzea. Foto: Luís Neto
Era um sábado à tarde e, como decidi levar meus três filhos pequenos,
viajei no meu carro. Estacionei sob uma frondosa castanheira, ao lado do meio
do campo, e aproveitamos para assistir dali mesmo ao que seria a mais pândega
das partidas de futebol que cobri nos meus 60 anos de jornalismo. Foram vários
os fatos que mereceriam uma abordagem nesta crônica, como tropeços nos pés de
juquira que se misturavam à tiririca, jogadores descalços tropicando em bosta
de vaca etc. Todavia, tomariam muito espaço e então resolvi ficar com dois
deles, os que mais marcaram os jogadores, eu e os meus filhos na tarde daquele
20 setembro de 1986.
O primeiro ocorreu lá pela metade do primeiro tempo. Num dos ataques do
time local, a bola foi chutada acima do gol e foi cair num matagal atrás da
meta defendida pelo goleiro do Náutico, Rancho – ainda vivo para não me deixar
mentir −, mais de 1,90 de altura e quase 90 kg. Ele entrou carrascal adentro e
de repente ouviu-se um grito desesperado. Os jogadores dos dois times correram
em seu socorro e somente depois de uns dez minutos é que ele reapareceu, todo
sujo. Caíra em uma das muitas covas que testemunhavam existir um velho
cemitério abandonado. Depois de algumas cargas com água de balde e sabão,
manteve-se firmemente destemido a defender os três paus, garantindo a vitória
de seu time.
O segundo fato, este mais grave, passou a se manifestar lá pelos 30
minutos do segundo tempo. Vários jogadores começaram a se coçar. Coceira que
também nos pegou – eu e meus filhos -, subindo pelas pernas e chegando às
entranhas. O jogo acabou, todo mundo tratou de ir embora o mais rápido possível
e eu mais depressa ainda pelo asfalto da BR.
Quando chegamos em casa, relatei o problema à minha esposa e ela fez eu e
os meninos tirarmos a roupa. Diagnóstico: estávamos os quatro infestado por
mucuins, segundo o Dicionário Aurélio, “Acarídeo trombidiforme (Tetranychus
molestissimus), cuja mordedura provoca intensas coceiras” e que atacam
principalmente a região pubiana.
Resultado: tive que ir à farmácia buscar uma pomada própria para passar depois do banho e imediatamente dona Salete queimou toda a roupa, a minha e a dos filhos. Hoje, quando passo em frente ao antigo assentamento, agora município emancipado de Mucajaí, não paro! É um trauma que ainda guardo daquele ataque dos mucuins da Vila Iracema…
Plínio Vicente da Silva
Plínio Vicente da Silva, editor de Opinião, Economia e Mundo do diário Roraima em Tempo, em Boa Vista, para onde se mudou em 1984, assíduo colaborador deste espaço, brinda-nos com mais história.
O Google está oferecendo um fundo de US$ 6,5 milhões para agências de checagem de fatos e organizações sem fins lucrativos do mundo todo que lutam contra fake news e desinformação sobre a Covid-19.
Pelo projeto Google News Iniciative, a empresa está
apoiando iniciativas importantes e relevantes no contexto atual, como a First
Draft, que oferece recursos, treinamentos e simulações de crise a
jornalistas do mundo inteiro. Especificamente na América Latina, o Google
renovou o apoio ao projeto brasileiro Comprova, que está agora focado na
checagem de fatos sobre o coronavírus.
A iniciativa apoia também a LatamChequea, que reúne
e destaca o trabalho de análise de notícias de 21 organizações em 15 países
latino-americanos e de língua espanhola: Agência Lupa, do Brasil; Bolivia
Verifica, da Bolívia; La Silla Vacía e ColombiaCheck, da Colômbia; La Nación e
La Voz de Guanacaste, da Costa Rica; Periodismo de Barrio e El Toque, de Cuba;
Ecuador Chequea e GK, do Equador; Maldita, da Espanha; Agencia Ocote, da
Guatemala; Animal Político e Verificado, do México; El Surtidor, do Paraguai;
Ojo Público e Convoca, do Peru; PoletikaRD, da República Dominicana; UyCheck,
do Uruguai; Efecto Cocuyo, da Venezuela; e Salud con Lupa, para toda a região.