Da esquerda para a direita: Elaine Rodrigues, Martin Montoya, Simone Iwasso e Rosa Vanzell (Crédito: BCW)
A Burson Cohn & Wolfe (BCW) anunciou nesta segunda-feira (23/11) a criação do Grupo BCW Brasil, sob o qual irão operar as marcas BCW e Máquina Cohn & Wolfe. Ambas as marcas serão mantidas e continuarão operando de forma independente, mas em parceria.
No Grupo BCW Brasil, os clientes terão acesso a serviços de pesquisa, análise de dados, publicidade, mídia espontânea e paga, bem como a uma equipe de especialistas com expertise global e local. Rosa Vanzella e Simone Iwasso, vice-presidentes executivas da Máquina Cohn & Wolfe, foram nomeadas copresidentes do Grupo BCW Brasil. Elaine Rodrigues será a diretora-geral. O presidente é Martin Montoya.
Mais informações com Paloma Vega (11-971-147-602 e [email protected]).
O Manhattan Connection, no ar há nove anos na GloboNews, deixou a grade da emissora. No último domingo (22/11), foi ao ar a última edição do programa, que passará a ser exibido na TV Cultura em janeiro do ano que vem. O elenco deverá ser mantido, com Lucas Mendes, Caio Blinder, Diogo Mainardi, Pedro Andrade e Ricardo Amorim.
O programa estreou no GNT em 1993. Após 18 anos no ar, migrou para a GloboNews, onde permaneceu até agora. Ao todo, são mais de 27 anos em emissoras do Grupo Globo.
Ali Kamel, diretor de Jornalismo da Globo, escreveu em nota que “o programa praticamente se confunde com a história da TV por assinatura no País. (…) Esses meus e-mails demorados, vocês sabem, escrevo quando é o momento de comunicar mudanças. E de exaltar a trajetória de colegas queridos, profissionais exemplares. E para agradecer. Agradecer muito. (…) Em nome da Globo e no meu, o meu muito obrigado ao Lucas, ao Caio, ao Diogo, ao Ricardo, ao Pedro e à Angélica”.
A quarta edição do seminário Mega Brasil Benchmarking começa nesta terça-feira (24) e vai até quinta-feira (26), das 10h20 às 12h30. O evento, online e gratuito, terá como tema Sustentabilidade, com grandes marcas apresentando suas políticas cidadãs sobre o assunto.
Entre os convidados estão Alfredo Miguel Neto, Diretor de Assuntos Corporativos para América Latina na John Deere; Claudia Leite, responsável pela área de sustentabilidade da Nespresso; Eleni Gritzapis, Diretora de Comunicação Corporativa e de Crise na Dow; Fabio Toreta, Superintendente de Comunicação da Sabesp; Luciana Nicola, Superintendente de Relações Institucionais, Sustentabilidade e Negócios Inclusivos no Itaú Unibanco; Mariana Modesto, Gerente Executiva de Sustentabilidade e Bem-estar animal Corporativo na BRF; e Raphael Lafeta, que está à frente do Instituto MRV.
Quando era repórter de Veja, eu costumava visitar semanalmente o Deic, o delegado-geral, algumas delegacias especializadas, a Polícia Federal e o Tribunal de Justiça, onde o corregedor Walter Maierovitch tinha sempre a melhor conversa e o café fresco. Às vezes, no inverno, parava um pouco na Praça da Sé, sentava num banco e ficava observando os pregadores, os vendedores ambulantes e os batedores de carteira. Mas isso é outra história.
Um dia, numa delegacia especializada, estava jogando conversa fora com o delegado e vi um relatório sobre a mesa. Comecei a ler disfarçadamente, mas ele notou e virou o papel. Em seguida, perguntou se eu aceitaria água e café, eu disse que sim. Quando saiu, peguei o relatório, li e, enquanto tomava o café, propus a ele uma negociação: eu publicaria o que sabia sobre o caso Hebe Camargo [NdaR: que teve joias furtadas em sua casa em abril de 2008] e diria que a fonte era a delegacia dele, ou ele me contava tudo e eu protegeria a fonte. Ele topou, porque evidentemente queria que eu publicasse a história, que estava interditada pelo governador [NdaR: José Serra].
Era o seguinte: um advogado com escritório na Faria Lima, ex-genro de um ex-prefeito de São Paulo, era chefe de uma quadrilha. Sócio de um clube de elite e filho de uma senhora que tinha uma butique de especiarias de moda, ele pegava a agenda da mãe, anotava as festas e recepções da elite paulistana e fazia o projeto do roubo para os ladrões, que eram clientes de seu escritório. Assim, furtaram Hebe Camargo, Sig Bergamin e outros socialites. Publiquei a história na Veja.
O advogado me processou, a mãe dele me processou, e de repente me vi com quatro processos nas costas. Elio Gaspari me chamou e disse: nosso advogado está cuidando disso, mas se quiser, tire uns dias e ajude a reforçar as provas contra ele. Passei a perseguir o sujeito.
Um dia, ele tinha um almoço com o presidente do tribunal no Jóquei Clube. Fui até lá, dei uma gorjeta pro garçom e ele me contou o que a dupla tinha comido, que vinho tinham bebido etc. Saí de lá, fui ao tribunal, esperei o magistrado chegar e lhe perguntei quais eram suas relações com o elemento. Ele disse que conhecia apenas socialmente. Eu disse: “O salmão à belle meunière e o chianti de hoje são parte desse relacionamento? O senhor também é relacionado com um advogado chamado Romano, não é?” (O presidente do TJ era sócio de um mafioso chamado Romano, coisa que eu soubera por acaso no gabinete de Maierovitch). Bom, pra resumir, consegui que ele não interferisse no processo em favor do bandido.
Também fui à PF e levantei citações de casos de traficantes que eram clientes dele. Mas não precisei fazer nada. Ele era viciado em jogo, estava envolvido num plano de financiamento do tráfico de cocaína organizado pela máfia americana, com a participação de bicheiros (história que pretendo contar) e a Interpol já estava de olho. Nesse período, foi preso em Atlantic City comprando fichas no cassino com notas falsas de dólar, que certamente foram plantadas pela DEA. Fez um acordo de delação dos traficantes e acabou assassinado.
O advogado que ele tinha contratado também estava envolvido e tentou se candidatar a deputado, mas fui ao TRE e, por meio do saudoso jornalista Paulo de Tarso Costa, do Estadão, encaminhei um processo de anulação da candidatura. Esse advogado também foi assassinado logo depois.
Quando soube disso, o editor Tales Alvarenga me chamou e perguntou se eu tinha feito algum trabalho na encruzilhada. Eu disse: “Não, é tudo coincidência. Meus desafetos têm a boa educação de morrer cedo”.
Daí o Augusto Nunes só me chamava de “marginal”. Elio Gaspari me chamava de “intelectual”.
Luciano Martins-Costa
A história desta semana é de Luciano Martins-Costa, que teve passagens por Estadão, Folha de S.Paulo e Abril, além de ter atuado em comunicação corporativa e como coordenador de Curso de Extensão Universitária na FGV – GVPEC, entre outras atividades.
Tem alguma história de redação interessante para contar? Mande para [email protected].
O Instituto Reuters para estudos do jornalismo na Universidade de Oxford publicou em 19 de novembro uma pesquisa demonstrando que os podcasts de notícias estão mais vivos do que nunca. E que seu crescimento não foi afetado pela pandemia.
Mesmo com boa parte da população dos grandes centros confinada em casa, o hábito de ouvir as notícias do dia por meio de podcasts cresceu ainda mais, mostrando que eles não são uma alternativa apenas para pessoas em deslocamento para o trabalho ou praticando exercícios.
O estudo avaliou profundamente podcasts de notícias de seis países: Estados Unidos, Reino Unido, Austrália, França, Dinamarca e Suécia. A partir de entrevistas com editores e executivos de veículos de comunicação e coleta de dados de audiência, quantificou o tamanho do mercado e identificou as principais tendências.
Uma delas é o potencial de os podcasts de notícias atrairem audiência jovem e de alto nível educacional. O estudo mapeou os tipos de podcasts de notícias existentes, mostrou a estrutura que os veículos têm empregado para produzi-los e traz lições importantes para quem tem ou pretende ter um podcast.
A Verizon Media anunciou nessa quinta-feira (19/11) que vai vender o site de notícias HuffPost para o BuzzFeed. Em comunicado, as empresas explicaram que distribuirão conteúdo entre suas plataformas, com o objetivo de explorar oportunidades de monetização e alavancar formatos de anúncios emergentes.
Jonah Peretti, CEO e fundador do BuzzFeed, disse que, “com a adição do HuffPost, nossa rede de mídia terá mais usuários, gastando muito mais tempo com nosso conteúdo do que qualquer um de nossos colegas”. Ele ocupará a função de presidente da empresa combinada. O BuzzFeed vai liderar a busca por um novo editor-chefe do HuffPost. As empresas declararam também que “têm públicos complementares e se beneficiarão da maior escala”.
Em entrevista ao The Wall Street Journal, Peretti explicou que ele esteve ao lado Arianna Huffington e Kenneth Lerer, fundadores do HuffPost, em 2005: “Por vários anos, passei todos os meus momentos no HuffPost focado em como fazê-lo crescer e como transformá-lo em uma marca líder de mídia na internet. Mas não se trata de nostalgia para mim, é sobre o futuro, a marca e o público”.
Cezar Motta lança, pela Máquina de Livros, de Bruno Thys e Luiz André Alzer, Por trás das palavras – As intrigas e disputas que marcaram a criação do dicionário ‘Aurélio’, o maior fenômeno do mercado editorial brasileiro. E tenta explicar como um livro de referência transformou-se no maior best seller brasileiro de todos os tempos, com mais de 15 milhões de exemplares vendidos.
O personagem central do livro é o Dicionário Aurélio e os bastidores da obra, revelados em detalhes pelo autor. Num trabalho de reportagem minucioso, Motta descreve a dinâmica de produção da mais ambiciosa obra de referência do País. Ele colheu depoimentos de quem esteve na linha de frente do dicionário e construiu uma narrativa que lembra o romance, não fossem reais os personagens. Foram escritores, acadêmicos, editores, jornalistas, políticos e empresários – um painel da intelectualidade do País – que participaram ou testemunharam os momentos determinantes de Aurélio Buarque de Holanda e sua equipe.
Cezar Motta é formado em Jornalismo pela UFF, trabalhou nas rádios Nacional e JB, na TV Globo, na revista Veja, e nos jornais O Fluminense, O Globo, Jornal do Brasil, Folha de S.Paulo, Correio Braziliense e Zero Hora. Passou ainda pela Comunicação Social do Senado Federal. É autor de Até a última página: uma história do Jornal do Brasil, de 2018.
Carlos Henrique Schroder, até aqui diretor de Criação e Produção de Conteúdo da Globo, respondendo por Entretenimento, Jornalismo e Esporte, deixa o cargo em 1º de dezembro. Uma parte de suas funções, a que se refere especificamente ao Entretenimento, terá como diretor Ricardo Waddington. Até meados do ano que vem, Schroder fará a transição e, depois disso, deixa a empresa. Um comunicado a esse respeito foi divulgado nessa quinta-feira (19/11).
Em 35 anos de casa,Schroder galgou posições e chegou a diretor-geral da TV Globo em 2013. Com a reformulação do final de 2019, passou ao cargo atual, de diretor-executivo de Criação e Produção de Conteúdo. No Entretenimento da TV Globo há 37 anos, Waddington dirigiu produções importantes, foi diretor de núcleo e do gênero e, por último, diretor de Produção.
Prossegue, assim, a movimentação de um ano atrás na cúpula do Grupo Globo, quando teve início o processo Uma só Globo. Houve a fusão de cinco empresas – TVs aberta (Globo), paga (Globosat) e streaming (Globoplay); Globo.com; DGCorp (Direção de Gestão Corporativa) – e uma deslocada Som Livre. O SGR (Sistema Globo de Rádio) e a Editora Globo (jornais e revistas) continuaram com gestão independente e ligados diretamente ao poder central.
Este mês, o presidente executivo Jorge Nóbrega toma outras medidas de grande impacto. No organograma extraído de um site da Globo que saiu do ar, e que publicamos em J&Cia 1.231, de 13/11/19, aparece o antigo desenho institucional do Grupo. Agora, há alterações importantes. Análise de Mauricio Stycer mostrou que a “estrutura estabeleceu que a produção de conteúdo seria separada da gestão dos canais e serviços” e, com isso, Schroder perdeu o cargo de diretor-geral. Waddington vai desenvolver projetos tanto para a Globo aberta quanto para a plataforma de streaming Globoplay.
Grupo se despede da Som Livre
O sucesso do streaming da Globoplay não se repetiu na Som Livre. Desde o advento desse formato, a subsidiária revelou-se inviável. Com um acervo de 5 mil títulos, não era possível concorrer com serviços de streaming como Spotify e Deezer, com 5 milhões cada.
Na terça-feira (17/11), foi a vez do anúncio da saída do publicitário Sérgio Valente da Diretoria de Marca & Comunicação, a antiga CGCom (Central Globo de Comunicação), também no final do ano. Para substituí-lo foi escalado Manuel Falcão, diretor de Marketing e Operações da equipe de Valente. Na Globo, diretor de Central é um cargo bem diferente de diretor de Divisão.
Conforme os perfis de Márcio Ehrlich, há oito anos Valente trocou a Presidência da DM9 DDB e uma sociedade com Nizan Guanaes pela Comunicação da Globo. Falcão fez carreira na Globosat, para onde foi recém-formado e chegou a diretor de Marketing em 2016. Mais uma vez, quadros da Globosat, empresa que sempre pagou menores salários do que a Globo aberta, assumem posições na Globo. Novos tempos – há que enxugar.
Por Cristina Vaz de Carvalho, editora de J&Cia no Rio de Janeiro
A jornalista chinesa Zhang Zhan pode pegar de quatro a cinco anos de prisão por publicar notícias sobre a pandemia de coronavírus no país. Ela foi detida há seis meses, acusada de “provocar distúrbios e criar problemas”, crime que é comumente atribuído a críticos e ativistas políticos na China. Zhang será julgada por um tribunal em Xangai. As informações foram divulgadas em 17/11, pela ONG Chinese Human Rights Defenders (CHRD) no Twitter.
No início do ano, a jornalista informou que cidadãos de Wuhan receberam comida estragada durante o confinamento de 11 semanas e foram obrigados a pagar pelos testes de Covid-19. Além disso, ela veiculou que profissionais de imprensa foram detidos e familiares de vítimas foram ameaçados pelas autoridades.
A Repórteres sem Fronteiras (RSF) anunciou a lista de indicados para o Prêmio RSF para a Liberdade de Imprensa2020, que valoriza o trabalho de profissionais de imprensa que defendem o jornalismo em geral. Ao todo, sete jornalistas e cinco veículos de Rússia, Brasil, Filipinas, Índia e França foram indicados.
O prêmio tem três categorias: Prêmio Coragem, Prêmio Independência e Prêmio Impacto. Nesta última, foi indicada a brasileira Cecília Olliveira, do Intercept Brasil, por revelar o interesse econômico de organizações internacionais na guerra de facções no Rio de Janeiro. Nomes de países como Estados Unidos, China, Rússia, Bélgica e até a OTAN estavam estampados em cartuchos de munição coletados nas zonas de conflito.
Cecília também faz parte da plataforma Fogo Cruzado, que lista casos de violência armada no Rio de Janeiro e em Recife, e reúne um banco de dados aberto com informações úteis para o desenvolvimento de políticas de segurança pública.
A cerimônia de premiação será em Taiwan, em 8 de dezembro, na Biblioteca Nacional de Taipei, com transmissão ao vivo no Facebook (em chinês) e no YouTube (em inglês).