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Prêmio Lorenzo Natali de Jornalismo abre inscrições

Prêmio Lorenzo Natali de Jornalismo abre inscrições
Prêmio Lorenzo Natali de Jornalismo abre inscrições

O Prêmio Lorenzo Natali de Jornalismo, patrocinado pela Comissão Europeia, abriu inscrições até 18 de abril. A premiação valoriza reportagens sobre desenvolvimento, democracia e direitos humanos em todo o mundo.

Os inscritos na edição deste ano devem abordar algum dos seguintes temas: desigualdade, erradicação da pobreza, desenvolvimento sustentável, meio ambiente, biodiversidade, ação climática, disparidade digital, conectividade, e-governança, empreendedorismo, empregos, educação e desenvolvimento de habilidades, migração, saúde, paz, democracia e direitos humanos.

O prêmio tem três categorias: Grande Prêmio, para jornalistas cujo veículo está localizado em um dos países parceiros da União Europeia; Prêmio Europa, para profissionais em algum dos países da União Europeia; e Melhor Prêmio Jornalista Emergente, para jornalistas com menos de 30 anos em qualquer país parceiro e nos Estados-Membros da UE. O vencedor de cada categoria receberá EUR 10 mil (aproximadamente R$ 66 mil).

Os trabalhos devem ter sido publicados entre 10 de março de 2020 e 9 de março de 2021. As inscrições são aceitas em todos os idiomas, mas devem incluir uma tradução em inglês, francês ou espanhol, se não estiverem escritas em um desses idiomas.

Confira outras informações e inscreva-se no Prêmio Lorenzo Natali de Jornalismo aqui (em inglês).

Trump vai lançar sua plataforma digital em breve, diz ex-assessor

Jason Miller, ex-assessor de Donald Trump, revelou em entrevista que o ex-presidente dos Estados Unidos pretende lançar nos próximos meses uma nova plataforma própria, que deve abrigar os milhões de seguidores que ficaram “órfãos” após o banimento de Trump das principais redes sociais.

A plataforma deve representar a retomada dos ataques frequentes à imprensa americana. Vale lembrar que em cinco anos e meio Trump tuitou mais de 2 vezes e meia por dia contra a mídia. Veja mais detalhes do assunto em MediaTalks by J&Cia.

Prêmio Abracopel de Jornalismo anuncia vencedores

Prêmio Abracopel de Jornalismo anuncia vencedores
Prêmio Abracopel de Jornalismo anuncia vencedores

A Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade (Abracopel) anunciou os vencedores da 14ª edição do Prêmio Abracopel de Jornalismo, que incentiva a produção de matérias sobre eletricidade segura.

Na categoria Mídia Impressa e Digital, a vencedora foi Bianca Vallant (Folha Vitória-ES), com a matéria Mais de 3000 crianças morrem todos os anos, vítimas de acidentes domésticos no Brasil.

Em Mídia Digital Rádio, a matéria Cuidado: o choque elétrico por estar logo aí” chegou junto com outras duas, mas no desempate foi a campeã; Lorena Pelanda, da (Band News Curitiba-PR), levou o prêmio para casa.

Na categoria Assessoria de Comunicação, a vencedora foi Patrícia Stédile, da Engenharia de Comunicação (Curitiba-PR), com a matéria Mortes por eletricidade superam as por dengue no Brasil.

E Danilo Girundi (MG1-Globo Minas) venceu a categoria Mídia Eletrônica Televisão, com a matéria Choques elétricos causaram a morte de 17 pessoas no 1° semestre de 2020.

Nas premiações especiais, o Prêmio Especial José Rubens Alves de Souza foi para o engenheiro Danilo Ferreira de Souza, com o artigo A tomada de três pinos deve deixar de existir?, publicado pela Editora da UFMT. E o novo Prêmio Especial Anuário Estatístico de Acidentes, que premia qualquer matéria inscrita nesta edição e que tenha privilegiado os dados lançados no Anuário Estatístico do ano anterior, foi para o casal Leno Falk e Tereza Klein, da Agência RadioWeb.

Confira as menções honrosas do prêmio.

Brasil é um dos países sem negros na liderança das redações

Brasil é um dos países sem negros na liderança das redações, segundo Instituto Reuters
Brasil é um dos países sem negros na liderança das redações, segundo Instituto Reuters

O Instituto Reuters para o Estudo do Jornalismo divulgou no Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial o relatório Raça e Liderança na Mídia, que analisou a presença de pessoas não brancas como diretores de redação dos principais veículos de 100 países. Brasil, Reino Unido e Alemanha foram os únicos países sem jornalistas não brancos no comando das empresas de mídia analisadas.

O estudo analisou ao todo 20 empresas de mídia brasileiras. Outro dado relevante é que a porcentagem de pessoas que se informam por veículos comandados por pessoas não brancas é zero. Para efeito de comparação, este número chega a 86% na África do Sul.

Confira mais dados do estudo do Instituto Reuters em MediaTalks by J&Cia.

Jornalistas&Cia perde Oswaldo Braglia para a Covid-19

Oswaldo Braglia Júnior
Oswaldo Braglia Júnior

Morreu em Belém na madrugada deste sábado (20/3), aos 63 anos, Oswaldo Braglia Júnior, que desde outubro de 2016 respondia por J&Cia Norte, noticiário da newsletter Jornalistas&Cia sobre a Região Norte. Era também gestor de projetos no Instituto Peabiru. O corpo foi enterrado no mesmo dia, em virtude dos protocolos de controle da doença.

Formado em Economia pelo Mackenzie, de São Paulo, atuou no Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), foi diretor administrativo e comercial do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo durante os anos 1980 e 1990, e a partir de 2008 cuidou das áreas administrativa e de novos negócios da Jornalistas Editora até mudar-se para Belém, em 2013. Deixa a esposa Andrea Coelho, a enteada Dione e os filhos Paulo, Pedro e Thiago, do primeiro casamento.

“Difícil ter palavras para falar de alguém que se ama tanto, sobretudo quando esse alguém é do bem”, lamentou Eduardo Ribeiro, diretor da Jornalistas Editora. “E juro, conheci poucas pessoas na vida que fossem tão do bem como ele. Sofreu muito, nas nunca se entregou. Quis o destino que fosse viver e morrer em Belém. Meu Deus, que tristeza”.

Uma das irmãs, Rita Braglia, escreveu sobre ele no Facebook:

“Meu irmão morreu e como é difícil entender que não nos veremos mais aqui, nesse tempo/espaço, em gloriosos cafés da manhã, em pequenas revoltas contra gente espinhosa e grandes batalhas a favor de um mundo melhor.

Meu irmão morreu em meio à pandemia, levado antes do tempo, com 63 anos de esperança. E não sei o que dizer e não tenho chão… mas quero que o mundo saiba do enorme coração desse cavalheiro chamado Oswaldo Braglia Júnior, nascido no último dia do ano.

O filme que passa em minha cabeça é de um menino grande para a idade (aos seis já passara de mim e muito), como goleiro no quintal de casa, deitado para receber a bola… cantando no chuveiro, fazendo gargarejos sem tirar o ‘sujo’ que escorria pelos braços e correndo da mamãe com a toalha branquíssima emporcalhada… do moço de cabelos loiros, sorrindo e acompanhado por uma roda de amigos (que manteve até hoje)… curando meu coração de desamores… me apertando num abraço aconchegante para matar a distância… dizendo aquele longo ‘ooooo, maninha, tudo bom?’ nesses tempos de horror.

Tem mais, muito mais desse homem rico de amor e de sonhos. E essas lembranças ainda surgem com a dor de não o ter mais aqui, nesse mundico imperfeito. Se posso ter um querer, é que a luz nova hoje além dos céus seja ele brilhando.

Dado, vai por essa luz, penetre no universo e tenha paz… e nós que tanto te amamos só temos a agradecer por sua passagem.”

Polícia investiga incêndio criminoso contra jornal no interior paulista

Incêndio criminoso foi causado por homem em uma moto
Incêndio criminoso foi causado por homem em uma moto

A sede do jornal Folha da Região, de Olímpia, no norte de São Paulo, foi alvo de um incêndio criminoso na madrugada de 17 de março. A polícia suspeita que o ato tenha sido uma resposta ao posicionamento do veículo em defesa de medidas científicas e legais para enfrentar a pandemia.

O caso está sendo investigado pela Delegacia de Polícia da Estância Turística de Olímpia, a cerca de 400 km da capital paulista. Ao UOL, o delegado Marcelo Pupo de Paula contou que câmeras de segurança de uma loja próxima ao jornal flagraram o momento em que um motociclista estacionou, lançou o combustível e ateou fogo no sobrado, onde também vive o dono do jornal, o jornalista José Antônio Arantes.

“Fica claro que a pessoa joga um líquido por baixo da porta, coloca fogo e foge na sequência. Há fortes indícios de que tenha sido criminoso, mas ainda estamos trabalhando para tentar identificar esse motoqueiro”, informou o delegado ao UOL.

Por volta das 4h30, Arantes, sua mulher e sua neta acordaram com latidos dos cachorros da família e perceberam que estavam sendo sufocados pela fumaça. Mesmo depois de se deparar com chamas muito altas, pai e neta se salvaram sem ferimentos. A esposa de Arantes teve queimaduras leves em um dos braços ao tentar salvar objetos de casa.

Além de abrigar a redação do jornal mais antigo da cidade, o único que circula em papel, na sede funcionam o portal IFolha e uma rádio comunitária do mesmo grupo. Arantes apresenta um programa com ênfase em notícias locais, de segunda a sexta-feira, transmitido pelo Facebook, YouTube, e também pela rádio Cidade.

Sequência do ataque registrada por câmera de segurança / Montagem: Folha da Região

Desde que publicou artigos condenando o comportamento negacionista do presidente Jair Bolsonaro e seus aliados sobre a Covid-19, o jornalista diz que tem sido vítima de intimidações e ameaças.

Dias antes, em 12 de março, um carro do jornal que levava as edições impressas a São José do Rio Preto, começou a ser seguido numa rodovia. O homem chegou a ameaçar encostar na lateral do veículo. “Achei que fosse uma brincadeira de mau gosto. Depois descobrimos que o carro do jornal amanheceu com pneu furado e os parafusos das quatro rodas tinham sido afrouxados”, comentou Arantes.

“Estou há 40 anos na profissão, comecei minha carreira já no final da ditadura e não vou abrir mão de lutar pelo meu povo e contra qualquer tipo de terrorismo e pensamento político que visem tirar a liberdade e suprir os direitos de minha população. Eu não iria morrer na fogueira da inquisição, e sim na fogueira do ódio”.

A Abraji informou que enviará ofícios às autoridades pedindo celeridade nas investigações, enquanto o Sindicato dos Jornalistas de SP e a Fenaj afirmaram que o caso tem características de atentado à vida e à liberdade de imprensa. Não há informações sobre prisão ou danos causados pelo incêndio à sede do jornal e à casa do jornalista.

* Com informações da Abraji e UOL

Adriana Araújo deixa a Record após 15 anos

Adriana Araújo deixa a Record após 15 anos
Adriana Araújo deixa a Record após 15 anos

Encerrou-se nesta sexta-feira (19/3) o contrato da apresentadora Adriana Araújo com a Record TV. Ela estava na emissora há 15 anos, ultimamente à frente do programa Repórter Record Investigação, que passará a ser comandado por Roberto Cabrini.

Adriana começou a carreira em 1995 como repórter da TV Globo em Belo Horizonte e depois foi transferida para Brasília. Em 2006, mudou-se para a Record. Ela esteve à frente do Jornal da Record por mais de uma década. Em junho do ano passado, foi afastada por discordar da linha editorial do programa. Na visão dela, o telejornal estava amenizando os impactos da pandemia. Foi substituída por Christina Lemos. Desde então, comandou o Repórter Record Investigação.

Em carta enviada a colegas, Adriana Araújo valorizou o tempo que ficou na Record: “Fui repórter do começo ao fim desse ciclo, ao persistir na defesa da notícia, da verdade. E quero me lembrar daqui 20 ou 30 anos que, num dos momentos mais dramáticos da humanidade, me posicionei ao lado da ciência e da vida. E lutei por preservar a dignidade profissional da qual não se pode abrir mão. Vou sempre me lembrar de quem caminhou junto comigo nessa jornada. Felizmente todos eles sabem quem são”.

A apresentadora vai agora se dedicar à divulgação de seu livro Sou a Mãe Dela, no qual conta a história de sua filha, Giovanna, que nasceu com uma deformidade ortopédica rara e de efeitos muito dolorosos.

Editora negra da Teen Vogue deixa cargo por tweets antigos contra asiáticos

Alexi McCammond, editora negra anunciada para liderar a Teen Vogue, renunciou antes de assumir o cargo por causa de tweets racistas contra asiáticos que publicou em 2011.

Na época, McCarmmond tinha 17 anos e era caloura na Universidade de Chicago. Funcionários da Teen Vogue assinaram carta em protesto à postura da futura chefe. A polêmica fez com que a empresa perdesse o patrocínio da Ulta Beauty.

Leia em MediaTalks mais detalhes do polêmico caso.

O profeta

Por Marco Antonio Zanfra

Ele certamente tinha um nome, um registro civil, uma família, um lugar para morar, mas para nós não importava nada disso. Ele era simplesmente o Profeta, ou o Dito – o que sugeria que seu nome poderia ser efetivamente Benedito –, e era uma companhia inseparável da marquise do prédio da Folha, na Barão de Limeira. Era folclórico, chegava a ser um ponto turístico, com um detalhe interessante: parece que cumpria expediente, chegando de manhã e indo embora à noite, para dormir sabe-se lá onde.

Maltrapilho, barbudo, dentes podres, ele tinha, contudo, os olhos verdes e os traços de quem poderia ter sido outrora muito bem cuidado. Brincavam que ele tinha sido jornalista e enlouquecido em razão da profissão, mas contavam também que o Dito era de uma família abastada da Zona Norte de São Paulo e dono de uma casa ampla na Freguesia do Ó, mas havia optado pela vida nas ruas. Podia ter uma briga de família pela posse de bens envolvida na história, mas isso não vinha ao caso.

Conto nos dedos os dias em que, no início dos anos 1980, não nos cumprimentávamos quando eu chegava para trabalhar. Falhava às vezes porque, bêbado, ela havia dormido em seu cantinho, uns vinte ou trinta metros à esquerda da porta de número 425, mais perto do prédio vizinho do que da entrada do jornal. Apesar de ter sido ‘adotado’ pelo reportariado da Folha, ele não era exclusividade nossa: tinha um carro chique, não me lembro da marca (mas era importado), que todos os dias parava nas proximidades, para que seus ocupantes lhe deixassem uns trocados.

Dito tinha uma risada barulhenta, a pele curtida pela sujeira e um bafo misto de cachaça e podridão de dentes, mas era inofensivo, não fazia mal a ninguém. Por isso estranhamos quando, num início de noite, no meio da semana, um carro de polícia veio e o levou embora. Foram acionados por um vizinho, disse um policial, embora não apresentasse justificativa para que ele fosse preso – no mínimo, poderia ser levado ao serviço social.

Mas, logo que a viatura saiu, fomos atrás, com destino ao 3º Distrito Policial, perto de esquina da Rio Branco com a rua Aurora. Não foi difícil resgatá-lo: assinei um termo de responsabilidade por ele – coisa que, sóbrio, não faria jamais – e voltamos todos juntos para a marquise da Folha. No bar do Mané/Luiz/Juvenal, prometi pagar-lhe uma 51 para rebater o susto por ter sido preso. “Em vez de uma 51, paga duas pingas vagabundas”, ele pediu, matreiramente.

Dito, ou Profeta, foi figura constante por um par de anos na Barão de Limeira, mas acho que não cumpria os requisitos para fazer parte do Projeto Folha, pois desapareceu. Nunca mais soubemos dele. Seria injusto, porém, que essa editoria que homenageia em seu centenário os antigos personagens do jornal não o colocasse entre os ícones marcantes que povoaram, ainda que apenas do lado de fora, o prédio da Empresa Folha da Manhã.

(Em tempo: não encontrei foto real de nosso mendigo favorito; sei que foi feita, mas possivelmente não chegou a ser digitalizada; essa que ilustra o texto é a que mais lembra a imagem do Profeta, embora o rosto dele não fosse tão vincado.)


Marco Antonio Zanfra

Ainda em continuidade às comemorações pelo centenário da Folha de S.Paulo, reproduzimos texto que Marco Antonio Zanfra publicou no espaço Humanos da Folha, do próprio jornal, em 2 de março. O especial de J&Cia sobre o centenário da Folha está disponível na internet.


Tem alguma história de redação interessante para contar? Mande para [email protected].

Plano do Daily Telegraph de remunerar jornalistas com base na audiência das matérias gera reação negativa no UK

Provocou reação negativa no meio jornalístico do Reino Unido a ideia de remunerar jornalistas com base na audiência de suas matérias e em cliques para assinaturas a partir delas, apresentada pelo editor do Daily Telegraph em um e-mail enviado à equipe da redação.

O concorrente The Guardian publicou matéria criticando o projeto e informando que os profissionais da redação reagiram com indignação, por temerem privilégio aos que cobrem pautas melhores e estímulo ao clickbait. O sindicato de jornalistas do país classificou a ideia como “insensível”.

Veja detalhes da ideia do Daily Telegraph em MediaTalks by J&Cia.

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