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Prêmio Gabo anuncia os 40 melhores trabalhos; 11 são brasileiros

Prêmio Gabo anuncia os 40 melhores trabalhos; 11 são brasileiros

A Fundação Gabo anunciou os 40 melhores trabalhos da nona edição do Prêmio Gabo. Onze dos selecionados são brasileiros, divididos nas categorias Texto, Cobertura, Imagem e Inovação. Do total, serão selecionados três de cada categoria, totalizando um total de 12 finalistas. Os quatro vencedores serão anunciados no Festival Gabo, em 18 de novembro.

Dos brasileiros, concorrem na categoria Texto reportagens da série À Espera da água, do Marco Zero Conteúdo, de Sérgio Miguel Buarque e Inês Campelo. O projeto traz relatos de famílias afetadas pela obra de transposição do Rio São Francisco.

Na mesma categoria, é finalista a reportagem Da tortura à loucura: ditadura internou 24 presos políticos em manicômios, do UOL Notícias. O texto, escrito por Amanda Rossi e Flávio VM Costa, revela um novo capítulo de violações de direitos humanos durante a ditadura militar.

Em Cobertura, está concorrendo a série Prisioneiros Inocentes, da Folha de S.Paulo, que aborda o encarceramento de inocentes no Brasil, mostrando como negros e pobres são injustamente levados à prisão.

Também é finalista o especial Mercúrio: Uma chaga na floresta, que trata do submundo do mercúrio em Guiana, Suriname, Venezuela e Brasil, mostrando uma indústria que ameaça a Amazônia. O projeto reúne a organização brasileira InfoAmazonia.org, o Fantástico, da TV Globo, e o site Armando.info.

Na categoria Imagem, concorrem duas séries documentais do Globoplay: A Corrida das Vacinas, sobre os esforços da ciência e da humanidade para o desenvolvimento da vacina contra a Covid-19; e Cercados, que mostra o trabalho da imprensa brasileira no combate ao negacionismo durante a pandemia.

Outra finalista é a série fotográfica Pantanal em Chamas, de Lalo de Almeida, para a Folha de S.Paulo. As imagens mostram os impactos do incêndio que atingiu o Pantanal em 2020.

Em Inovação concorrem quatro trabalhos: o projeto Cartas na pandemia, reportagem multimídia do Diário Catarinense, sobre crianças e adolescentes que, em meio à pandemia, trocavam cartas com jovens refugiados palestinos e libaneses; No Epicentro, da Agência Lupa, que mostra o mapa da região do usuário se todos os mortos por Covid-19 no Brasil fossem seus vizinhos, em uma iniciativa de conscientização sobre a doença e empatia com quem perdeu a vida para ela; o especial Onde vai parar o lixo reciclável, do Metrópoles, que acompanhou por um mês as rotas de caminhões para saber para onde vai o lixo que reciclamos; e a reportagem multimídia Territórios de Exceção, do Medialab.UFRJ. O trabalho, de autoria de Adriano Belisario, Fernanda Bruno e Paulo Tavares, mostra violações de direitos no uso de helicópteros no Rio de Janeiro.

Confira a lista completa dos 40 finalistas (em espanhol).

Agência Lupa celebra seis anos com novidades

Agência Lupa celebra seis anos com novidades

A Agência Lupa, especialista em checagem de fatos, comemora nesta semana seis anos de existência. Para celebrar o marco, a empresa anunciou três novidades: uma reformulação em seu programa de membros, e a criação de um programa de estágio em Produto e de um treinamento em checagem de fatos.

Com base em respostas a um questionário enviado na newsletter semanal Lente, o programa de membros Contexto passa a ter apenas um plano, de R$ 9,90 por mês, com a opção de contribuições maiores. A Lupa criou também um sistema de recompensas, que beneficia membros com uma newsletter exclusiva, resumo das principais verificações da semana, curadoria com dicas de filmes, livros e artigos sobre desinformação, entre outros.

Além disso, quem indicar cinco pessoas para que se tornem membros ganha um mês de graça do Contexto. Com dez amigos, a recompensa é um brinde a escolher, e ao indicar 20 pessoas, o membro receberá um ano de graça do Contexto.

Outra novidade é o lançamento do programa de estágio em Produto. Os estudantes terão a oportunidade de vivenciar a rotina da Lupa nas áreas de Jornalismo, Educação e Audiência & Engajamento. São três vagas de estágio remuneradas, uma em cada área da editoria de Produto, nas quais os estagiários irão se revezar ao longo de 18 meses.

O estágio poderá ser feito em formato presencial ou online, de modo que estudantes de qualquer região do Brasil possam se inscrever. O edital será publicado em dezembro, e as atividades começam em fevereiro de 2022.

Por fim, a Lupa anunciou o Mirante, programa de treinamento em checagem de fatos, aberto a estudantes e profissionais. Serão 15 vagas para aulas que envolvem capacitação em técnicas jornalísticas de combate à desinformação, checagem de fatos, monitoramento de conteúdos falsos e iniciativas de distribuição de conteúdo verificado em plataformas digitais. O treinamento é gratuito e será feito remotamente.

As inscrições abrem em 17/11, com o anúncio dos selecionados em 13 de janeiro. Após o treinamento, parte deles atuará na redação da Lupa durante a cobertura eleitoral do próximo ano.

Pública cria podcast sobre inocentes que foram encarcerados

Pública cria podcast sobre inocentes que foram encarcerados

A Agência Pública lançou o podcast semanal Até Que Se Prove O Contrário, minissérie documental que conta ao longo de seis episódios a história de pessoas inocentes que foram encarceradas e debate problemas estruturais de injustiça no Brasil. A produção faz parte da Rede Guarda Chuva de podcasts.

Os repórteres Ciro Barros e José Cícero falam sobre a luta de familiares na condução de investigações por conta própria, e ouvem relatos de pessoas que sofreram impactos físicos e psicológicos por terem sido presas injustamente. Durante mais de um ano, eles conversaram com ex-detentos, especialistas, juristas e pesquisadores que convivem com a injustiça.

A ideia é que o podcast possa buscar respostas para perguntas essenciais que circulam o tema, como o papel da imprensa, da polícia e da sociedade nesse ciclo de injustiça, e o porquê de falhas da lei sempre pesarem mais sobre jovens e negros.

O primeiro episódio aborda a história de quatro jovens que foram presos injustamente após terem sido reconhecidos incorretamente por vítimas. Barros e Cícero apontam falhas no processo de reconhecimento e como tais falhas se relacionam com memórias falsas e estereótipos.

Até 9 de dezembro, a Pública postará um episódio por semana, sempre à meia-noite de quinta-feira.

Superinteressante retira do acervo edição que questionava vacinas

Superinteressante retira do acervo edição que questionava vacinas

A revista Superinteressante excluiu de seu acervo a edição de fevereiro de 2001, que trazia questionamentos sobre a eficácia de vacinas. A informação é de Maurício Stycer, colunista do UOL.

Na capa, havia uma criança com uma venda nos olhos, e o título Vacinas: a cura ou a doença?, acompanhada da seguinte frase: “A vacinação, ferramenta básica de saúde pública, enfrenta no mundo inteiro uma onda crescente de críticas e desconfianças. A questão: será que as vacinas fazem mais mal do que bem?”.

Procurado pela coluna de Stycer, Alexandre Versignassi, atual diretor de Redação da Superinteressante, explicou que “nada se provou” sobre as dúvidas levantadas em 2001. Após conversa com a direção da Editora Abril, ele achou melhor excluir a edição: “Num período de pandemia e de vacinação, poderia ser um desserviço”.

Versignassi reiterou, no entanto, que a capa poderá voltar ao acervo futuramente. “Não é apagar a história. É uma questão de saúde pública”, disse.

A coluna também conversou com Adriano Silva, que dirigiu a revista no começo dos anos 2000. Segundo ele, a capa sobre vacinas fez parte de uma reforma editorial que liderou: “A revista era muito reverente ao cânone oficial da ciência. Resolvemos ampliar”.

Era dessa fase outra edição da Superinteressante também excluída do acervo. Ela trazia uma entrevista com o biólogo e químico Peter Duesberg, que defendia a tese de que a Aids não era causada pelo vírus HIV. Em 2013, a revista publicou em sua versão online um esclarecimento, alertando que “as teses de Duesberg caíram em descrédito e hoje temos muita clareza de que não deveríamos ter dado espaço a elas”.

Lula, de Fernando Morais, entra em pré-venda

Já está em pré-venda o primeiro volume da biografia do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, de autoria de Fernando Morais, publicada pela Companhia das Letras. A obra é fruto de dez anos de trabalho do autor, que viajou com Lula para quase todos os continentes.

“Aqui está a primeira parte da incomparável história deste brasileiro singular, que mudou a face do Brasil e dos brasileiros”, escreveu Morais. “Uma história que começo a contar de trás para a frente, com a decretação de sua prisão por Sérgio Moro e seus 581 dias na prisão, e volto no tempo até outra prisão, que testemunhei de perto: a de 1980, durante as greves do ABC”.

A pesquisa para o volume dois, segundo o autor, já está sendo feita. A segunda parte abordará as campanhas presidenciais de Lula, nos anos 1980 e 90 até os dias de hoje, passando por seus dois mandatos presidenciais, o Mensalão, a eleição e reeleição de Dilma Rousseff, o impeachment dela, a Lava Jato e a prisão e libertação de Lula.

Nascido em Mariana (MG), Morais recebeu três vezes o Esso de Jornalismo e quatro vezes o Prêmio Abril de Jornalismo. É autor de outros livros, como A Ilha, Cem quilos de ouro, Olga, Os últimos soldados da Guerra Fria, Corações Sujos e Chatô, o Rei do Brasil.

Confira no site da Companhia das Letras um trecho da obra e adquira um volume em pré-venda.

PT processa Record por associar partido a narcotráfico em reportagens

PT processa Record por associar partido a narcotráfico em reportagens

O Partido dos Trabalhadores (PT) entrou com ação na Justiça do Distrito Federal contra a Record TV por difamação e calúnia em cinco reportagens exibidas no intervalo de 22 dias, em outubro, nos telejornais Jornal da Record e Domingo Espetacular. A informação é de Maurício Stycer, do UOL.

Segundo o partido, os programas acusaram, sem provas, o PT e seus dirigentes de terem sido financiados pelo narcotráfico. A emissora baseou-se em informações da jornalista espanhola Cristina Seguí, que o PT chama de “pseudojornalista”.

O partido pede uma indenização por danos morais no valor de R$ 100 mil e que a emissora seja proibida de divulgar novas reportagens com base nas mesmas fontes citadas. Na ação, o PT escreveu que a jornalista espanhola seria “conhecida por espalhar fake news e teorias conspiratórias na Europa”.

Segundo o PT, a Record constrói um “roteiro fictício de uma novela”: “A cada matéria sobre o tema traz mais informações caluniosas e difamatórias, de forma a despertar a curiosidade dos cidadãos sobre quais seriam os fatos revelados no próximo capítulo”.

Na ação, o partido afirma que a emissora “ultrapassou o direito ao antagonismo político e livre opinião, ofendendo até mesmo qualquer senso de civilidade no debate político em plena ebulição no País” e “propaga discurso de ódio ao imputar o crime de narcotráfico e o recebimento de dinheiro estrangeiro ilegal bem como subordinação a governo estrangeiro”.

Procurada pela coluna de Stycer, a Record declarou que não comenta decisões que dependem da Justiça.

Entidades repudiam ameaças virtuais a jornalistas

Entidades repudiam ameaças virtuais a jornalistas

Entidades defensoras da liberdade de imprensa repudiaram as ameaças e ataques direcionados nos últimos dias aos jornalistas Marcelo Hailer e Priscila Ipirajá.

Após a publicação da reportagem Massacre: Operação policial em Minas deixa 25 mortos e nenhum deles policial, na Revista Fórum, Marcelo sofreu diversos ataques, que vão desde rastrear a vida do jornalista, ameaça de execução dele e de seus familiares, além de insultos homofóbicos, que se intensificaram após postagens nas redes sociais do deputado federal Eduardo Bolsonaro.

Em nota, o Sindicato dos Jornalistas de São Paulo escreveu que “a reação criminosa contra a atividade do jornalista é reflexo do ódio promovido pelo governo Bolsonaro contra os profissionais da imprensa e à liberdade de expressão. Inadmissível e repugnante”.

Priscila recebeu milhares de ataques virtuais, incluindo ameaças de morte, após publicar em suas redes fotos e vídeos sobre o cenário de uma festa de Halloween com cerca de dez amigos. A decoração continha, entre outros elementos, imagens satíricas do presidente Jair Bolsonaro e um de seus filhos, com seus nomes escritos em lápides.

A jornalista foi alvo de mensagens ofensivas a sua honra e dignidade, além das ameaças de morte. Algumas palavras utilizadas contra ela foram “prostituta”, “ratazana”, “lixo humano. Espero que você morra”, “jornazista”, “putinha, piranha”, “morre, petista de merda” e “vou acabar com a tua vida”. Mesmo após apagar as fotos e vídeos, continuou recebendo ataques.

Em nota assinada por mais de 20 entidades, o Sindicato dos Jornalistas do Ceará (Sindjorce) destacou que Priscila, “em momento algum, desejou a morte ou fez apologia ao crime. Suas postagens reproduziram o cenário do local, entendido como forma de protesto”. A entidade vem prestando apoio psicológico à jornalista e exige das autoridades providências contra os ataques.

Maurício Stycer substituirá a Artur Xexéo em biografia de Gilberto Braga

Mauricio Stycer
Mauricio Stycer

Mauricio Stycer, colunista do UOL, será responsável por finalizar e lançar a biografia do autor de novelas e jornalista Gilberto Braga, que morreu em 26/10, aos 75 anos, em decorrência de uma infecção sistêmica. O projeto havia sido iniciado por Artur Xexéo, falecido em junho deste ano, aos 69 anos, vítima de um câncer.

“Quando o Xexéo morreu, em junho, o Gilberto me procurou me convidando para continuar com o projeto”, explica Stycer. “Fui uma indicação do Paulo Severo, que era o marido do Xexéo. Eu conhecia ele [Xexéo] desde a década de 80. Acho que por isso o Paulo sabia que tinha uma afinidade entre a gente, indicou para o Gilberto o meu nome, e o Gilberto me ligou me convidando para continuar com a pesquisa e fazer o livro”.

O material iniciado por Xexéo conta com cerca de 15 horas de entrevista com Gilberto Braga e mais de 20 entrevistas com pessoas que ajudam a contar a história do novelista. O jornalista, inclusive, havia deixado uma lista de tarefas que faltavam. Foi a partir daí que Mauricio Stycer começou seu trabalho no projeto. Segundo ele, algumas entrevistas já foram feitas, mas antes de concluir a fase de pesquisa e entrar na da escrita do livro, ainda precisa “preencher alguns buracos”.

“Para mim já tinha uma coisa muito emotiva que era fazer o livro. E ele vai ser assinado pelo Xexéo e por mim, é um livro de nós dois. Isso já tinha um peso e agora ficou mais, porque perdi agora a chance de completar o livro com Gilberto. Tinha algumas questões que eu queria ainda tratar com ele e não tive tempo, porque ainda não tinha mergulhado totalmente no processo de fazer o livro”, completa o jornalista que garantiu ainda que a obra, publicada pela Intrínseca, terá novidades sobre todo o processo de criação de Gilberto Braga, sua carreira como crítico teatral, a história familiar do autor e seu relacionamento com o decorador Edgard Moura Brasil.

O Brasil não é o governo

Por Luciana Gurgel

Luciana Gurgel

Para quem tem apreço pelo Brasil e mora fora ou se informa pela mídia internacional, dói ver o País tão associado a notícias negativas como nos últimos dias.

A ausência do presidente Bolsonaro em Glasgow foi tratada como incompreensível, sendo a COP26 um encontro que reuniu 120 líderes globais, incluindo alguns inicialmente relutantes em participar, como o indiano Narendra Modi.

A correspondente brasileira Cláudia Wallin, que colabora com o MediaTalks a partir da Suécia, contou que a notícia apareceu no principal telejornal rede pública, equivalente à BBC, com a crítica: “Em vez de ir a Glasgow, Bolsonaro viajou para Anguillara Veneta para se tornar cidadão honorário”.

Bolsonaro na TV sueca SVT

Os abalos não vieram só de Glasgow. A agressão a jornalistas na visita do presidente à Itália exibiu ao mundo uma truculência assustadora.

Brasil ou governo do Brasil?

Não é a primeira vez que o País enfrenta cobertura negativa capaz de arranhar sua imagem externa.

Mas há agora uma uma diferença sutil. A generalização de país desorganizado ou pouco sério parece estar dando lugar a uma outra impressão: a de que o Brasil é uma coisa e atual governo é outra.

Pode ser pensamento mágico, um desejo de que a instituição Brasil não seja tão atingida.

Mas alguns fatos ajudam a acreditar na ideia. Reportagens sobre o caso da Itália apresentaram o presidente como figura isolada. A da Reuters é um exemplo: “O ex-capitão do Exército viu seu apoio internacional diminuir desde que Donald Trump perdeu sua candidatura à reeleição, enquanto o ceticismo de Bolsonaro em relação à Covid-19, vacinas e questões ambientais lhe rendeu poucos amigos no cenário global”.

Na cobertura da COP26, a separação entre passado e presente tem sido constante.

Em um artigo explicando a questão do desmatamento produzido pelo The Guardian e compartilhado pelos integrantes da coalizão Covering Climate Now (incluindo o MediaTalks), elaborado com ajuda de um grupo de cientistas, a política ambiental do País é assim descrita: “O Brasil teve sucesso considerável na redução do desmatamento na Amazônia no final dos anos 2000 e início dos anos 2010. No entanto, desde então houve grandes picos de desmatamento na maior floresta tropical do mundo sob a presidência de Jair Bolsonaro”.

No dia abertura da conferência, Mary Robinson, ex-presidente da Irlanda, autora do livro Justiça Climática (publicado em português) falou à Sky News sobre a decepção com a participação do Brasil na COP26.

Entretanto, fez a ressalva de era um momento infeliz, citando o nome da ex-ministra Isabela Teixeira como exemplo de ocupante de cargo público que contribuiu para mitigar os problemas em sua gestão.

Só que esses lampejos podem não ser suficientes para compensar a avalanche de cobertura negativa. Quase todas as matérias sobre o acordo do desmatamento salientaram que ele estava sendo assinado “inclusive pelo Brasil”, inferindo surpresa diante do histórico nada abonador.

Por mais que diplomatas e empresários se empenhem para desconstruir a má reputação do País, a questão da Amazônia tem um peso difícil de equilibrar, quando um nome como Al Gore diz que não confia no presidente Bolsonaro e em seus compromissos.

No Reino Unido, o massacre diário tem hora certa para acontecer. Patrocinadora da cúpula, a SkyNews criou um “estúdio ao ar livre” em Manaus, de onde o jornalista Mike Stone coancora diariamente o principal noticiário da rede.

Mike Stone faz entrevistas ao ar livre em Manaus

Da beira do rio ele entrevista pessoas comuns, cientistas, líderes indígenas e de ONGs, unânimes em condenar a condução governamental.

Se serve de consolo, pelo menos mostra ao mundo vozes sensatas, com argumentos baseados na ciência e não na política.

Em outubro, a consultoria Brand Finance revelou em seu estudo Nation Brands que o Brasil perdeu 12% do valor de sua marca nacional em 2021, devido sobretudo à resposta falha à Covid-19.

Diante da onda de críticas, só resta torcer para que a percepção de que uma coisa é o governo e outra coisa é o País ajude a suavizar o que nos espera depois da COP26.


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ANJ homenageará Consórcio de Veículos de Imprensa e Projeto Comprova

Prêmio ANJ de Liberdade de Imprensa
Prêmio ANJ de Liberdade de Imprensa

A Associação Nacional de Jornais irá entregar o Prêmio ANJ de Liberdade de Imprensa 2021 ao Consórcio de Veículos de Imprensa e ao Projeto Comprova. As duas iniciativas foram criadas a partir da cooperação de diversos veículos jornalísticos para mapear a situação do Brasil durante a pandemia da Covid-19 e checar fatos para combater a desinformação, respectivamente.

Formado por Estadão, Folha de S.Paulo, O Globo, Extra, UOL e G1, o Consórcio de Veículos de Imprensa foi formado para reunir e divulgar dados confiáveis a respeito da pandemia no país, depois que ficou evidente que o governo federal poderia manipular ou omitir informações sobre as consequências da Covid-19 no Brasil.

Lançado em 2018, o Projeto Comprova realiza trabalho de checagem de fatos como forma de combater a desinformação. Reúne dezenas de jornalistas de mais de 30 veículos de todo o país e tem sido fundamental também no esclarecimento das informações a respeito da pandemia no Brasil.

“Ao dividirmos o prêmio entre o Comprova e o Consórcio estamos destacando para o país que as empresas jornalísticas e seus profissionais vêm cumprindo com grande eficiência a missão de trazer a público o que interessa aos cidadãos”, destaca Marcelo Rech, presidente da ANJ. “Num momento de tanta desinformação, o jornalismo ganha relevância como antídoto contra a manipulação dos fatos com objetivos autoritários e obscurantistas”.

O prêmio ANJ de Liberdade de Imprensa de 2021 será entregue a representantes do Projeto Comprova e do Consórcio de Veículos de Imprensa no dia 1º de dezembro.


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