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sexta-feira, maio 1, 2026

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100 Anos de Rádio no Brasil: a mudança silenciosa do dial para o 100% digital

Por Álvaro Bufarah (*)

O rádio que pensamos ontem – microfone, antena, fone de ouvido – está sendo redesenhado por bits, clicks e dados. O segundo trimestre de 2025 nos EUA ofereceu uma fotografia clara: a receita digital para emissoras de rádio não é mais “opção” ou “futuro”, é estratégia central. Grupos como iHeartMedia, Beasley Media Group, MediaCo Holding e Townsquare Media mostraram nos resultados financeiros que a parte digital da operação já sustenta – ou ao menos equilibra – a queda da transmissão tradicional. Para o Brasil, esse movimento serve de alerta e de roteiro.

A iHeartMedia relatou que a receita de áudio digital aumentou 13% e que os podcasts cresceram 28%, enquanto o rádio AM/FM tradicional caiu. A receita totalizou US$ 934 milhões, com o segmento digital atingindo US$ 324 milhões. Já a MediaCo viu sua receita digital subir de US$ 3,4 milhões para US$ 9,4 milhões e reduziu perdas de US$ 49,3 milhões para US$ 9,1 milhões em um ano. A Townsquare afirmou que mais da metade de sua receita em 2025 já vem do digital. Essas empresas movem o rádio para o eixo “digital-first”.

A proporção de gastos com publicidade local de rádio nos EUA que era digital (19% em 2022) está projetada para subir para 25,1% até final de 2025. Essa migração de verba mostra que os anunciantes não estão abandonando o rádio – estão exigindo que o rádio esteja no digital, no streaming, no podcast, no ecossistema online.

A receita digital permite modelos mais flexíveis: streaming ao vivo da emissora, inserções de anúncios no player, banners em apps, podcasts próprios, branded content, redes sociais monetizadas e até compra programática de mídia fora do inventário da estação. Emissoras menores, comuns no Brasil, geralmente trabalham com streaming simples + site + post patrocinado; os grandes grupos já oferecem pacotes 360°, com rádio, digital, social, CTV, programática.

Para quem produz rádio, a consequência é dupla: precisa manter a excelência da transmissão tradicional (porque o alcance ao vivo importa) e ao mesmo tempo investir em formatos digitais – podcast, streaming, app – com monetização e venda de inventário digital. Quem ignorar o digital “complementar” corre risco de ver a base de anunciantes migrar para canais que entregam dados, interação, segmentação.

No Brasil, a rádio ainda domina grandes audiências locais e a publicidade tradicional permanece relevante. Mas se os EUA já mostram o digital encurtando caminho, o Brasil tem vantagem: pode saltar etapas. Em vez de “apenas rádio com streaming”, pode imaginar “rádio + podcast + serviço de dados + publicidade digital regional”. A tecnologia e os modelos estão disponíveis – cabe à emissora local adotá-los.

É preciso coragem para rever modelos de venda, treinar equipes de comercialização, abraçar dados de audiência sob demanda, entender perfil da escuta digital, e vender como “plataforma de mídia” e não apenas “espaço no ar”. O ouvinte que ouvia no carro agora ouve no app, no celular, no smart speaker – e exige formatos curtos, personalização, interação.

Pense em uma estação comunitária de cidade média: o técnico liga o servidor, aciona o streaming, lança podcast semanal, oferece app de escuta e ativa banner digital no site. Um anunciante local compra spot no ar, streaming, publicação no Instagram da rádio e podcast patrocinado. A conta fecha. Antes a venda era “um spot às 8 h”; agora é “pacote digital + rádio + podcast + interatividade”. O microfone continua, mas o login, o click e o dado passam a contar.

A audiência, por sua vez, mudou: a pessoa não espera mais o horário da rádio; ela abre o app, escolhe episódio, volta episódio, comenta no chat, aumenta a velocidade, pula o bloco. O rádio não perdeu sentido – apenas se integrou ao mundo digital que já existe. E a receita do rádio sobrevive, cresce, se transforma – se souber acompanhar.

A revolução é silenciosa, sem antena pegando fogo, sem companhia de “mais ou menos audiência”. É na taxa de retenção, no app rodando em segundo plano, no podcast patrocinado por marca regional, no banner exibido enquanto a música toca. É no clique que escolhe e no dado que monitora. O rádio que escolhe não desaparecerá – se adaptar, prosperará.

Fontes:

  • Radio Ink – “Digital se consolida como fonte estratégica de receita para as emissoras de rádio” (12 out. 2025)
  • iHeartMedia – Relatório 2T2025 (US$ 324 mi de áudio digital; podcasts +28%)
  • MediaCo Holding – Resultados 2T2025 (digital US$ 9,4 mi)
  • Townsquare Media – Relatório 2T2025 (digital >50% da receita)
  • eMarketer / Insider Intelligence – Previsão de publicidade no rádio local digital: 25,1% até 2025

Você pode ler e ouvir este e outros conteúdos na íntegra no RadioFrequencia, um blog que teve início como uma coluna semanal na newsletter Jornalistas&Cia para tratar sobre temas da rádio e mídia sonora. As entrevistas também podem ser ouvidas em formato de podcast neste link.

Álvaro Bufarah

(*) Jornalista e professor da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap) e do Mackenzie, pesquisador do tema, integra um grupo criado pela Intercom com outros cem professores de várias universidades e regiões do País. Ao longo da carreira, dedicou quase duas décadas ao rádio, em emissoras como CBN, EBC e Globo.

Fundação FEAC anuncia vencedores de seu 25º Prêmio de Jornalismo

Foram anunciados os vencedores da 25ª edição do Prêmio Fundação FEAC de Jornalismo, que valoriza e reconhece trabalhos jornalísticos sobre iniciativas e ações capazes de impulsionar melhorias estruturais na Região Metropolitana de Campinas. Nesta edição, o tema era Desenvolvimento Territorial – Integrando Esforços para Alavancar Transformações Duradouras.

Em Online, o primeiro lugar ficou com Heitor Moreira, do g1 Campinas, com a reportagem Outra Campinas’: distritos de Ouro Verde e Campo Grande completam 10 anos com avanços, mas ainda esperam cartório e bombeiros, que fala sobre como os distritos, apesar de melhorias, ainda ainda carecem de serviços essenciais.

Na categoria Televisão, a vencedora foi Nathália Henrique, da Educa TV Campinas, com a reportagem Horta comunitária de Campinas é premiada por semear transformação social, sobre a horta comunitária do Jardim Florence, espaço que promove convivência, bem-estar e desenvolvimento local.

O Cinegrafista premiado foi Vilson Smanhoto, da TV Band Campinas, com a matéria Projeto social de esporte transforma comunidade de Campinas.

Em Impresso, a vencedora foi Carolina Alvarez, do Diário Campineiro, com a matéria Comunidade feminista consolida missão de reconstruir vidas e espera regularização , sobre histórias de violência e resiliência da comunidade Menino Chorão, no Campo Belo, formada majoritariamente por mulheres.

Na categoria Fotojornalismo, o primeiro lugar foi para Adriano Roberto Moreira Rosa, do site da Sanasa Campinas, com os registros que ilustram a reportagem Individualização das ligações de água transforma realidade dos moradores de núcleo residencial.

E em Rádio, a vencedora foi Thalita de Souza, da CBN Campinas, com a reportagem Parque Linear da Lagoa: a transformação que nasce do cuidado, sobre a criação do Parque Linear da Lagoa, nos Amarais.

Lideranças de redações discutem Inteligência Artificial nas redações

A Associação Nacional de Jornais (ANJ) realizou o painel “IA e o futuro do jornalismo”, que reuniu lideranças de redações para debater o uso da Inteligência Artificial nos veículos jornalísticos do País. O evento ocorreu durante a cerimônia de premiação do Prêmio ANJ de Liberdade de Imprensa de 2025, na ESPM Tech, em São Paulo.

Participaram do debate Alan Gripp, diretor de Redação de O Globo; Sérgio Dávila, diretor de Redação da Folha de S.Paulo; Eurípedes Alcântara, diretor de Jornalismo do Estadão; e Patricia Blanco, presidente do Instituto Palavra Aberta. A mediação foi de Marta Gleich, diretora-executiva de Jornalismo e Esporte do Grupo RBS.

Os participantes falaram sobre dois princípios básicos do uso de IA nas redações: supervisão humana, verificando as informações geradas pela tecnologia, e transparência total, apontando com clareza onde e como a IA foi utilizada. Além disso, foi debatido um importante tópico, que é a importância de não só pensar em como as redações usarão IA, mas também refletir como a sociedade será treinada para consumir conteúdo gerado ou manipulado por IA.

Ao final do evento, a ANJ homenageou 13 jornais centenários e entregou ao Instituto Palavra Aberta o Prêmio ANJ de Liberdade de Imprensa 2025. Leia mais sobre o debate aqui.

WAN-IFRA e FIPP anunciam fusão para criar aliança global de mídia

WAN-IFRA e FIPP anunciam fusão para criar aliança global de mídia

A Associação Mundial de Editores de Notícias (WAN-IFRA) e a Federação Internacional de Editores de Periódicos (FIPP) anunciaram no começo da semana a fusão das duas entidades, que passará a valer a partir de janeiro do ano que vem. Juntas, as associações representam uma rede global de mais de 20 mil marcas de mídia e empresas de tecnologia em 120 países.

“As funções essenciais dos negócios, incluindo criação de conteúdo, engajamento do público, estratégias de monetização e adoção de tecnologia, apresentam obstáculos comuns que são melhor superados por meio da inteligência coletiva e do compartilhamento de boas práticas”, diz o texto sobre a fusão. “A expertise da indústria de revistas em otimização comercial e diversificação de receitas pode beneficiar diretamente as editoras de notícias, e as sofisticadas estratégias de assinatura e retenção digital da mídia jornalística podem fornecer modelos valiosos para as marcas de revistas”.

A fusão entre as duas associação será baseada na colaboração, no networking e na troca de informações e experiências, com o objetivo de compartilhar melhores práticas e garantir um ecossistema de mídia sustentável. A nova comunidade, cujo nome é Consumer Lifestyle and Special Interest Media, será comandada por Alastair Lewis, CEO da FIPP. A iniciativa atuará sob a orientação de um Conselho Consultivo, formado por membros da FIPP e WAN-IFRA. Sobre eventos, o FIPP World Media Congress, organizado anualmente pela FIPP, seguirá existindo. Outro eventos da FIPP serão integrados ao portifólio para membros da WAN-IFRA.

“A integração da FIPP à família WAN-IFRA cria uma comunidade global sem precedentes para todos os meios de comunicação”, destacou Ladina Heimgartner, Presidente da WAN-IFRA. “Num ambiente em que a consolidação é fundamental para o fortalecimento, esta fusão consolida todo o ecossistema da mídia. Juntos, estaremos em melhor posição para defender os valores do jornalismo independente e criar novas oportunidades de crescimento e inovação”.

Confira os vencedores do 42º Troféu Aceesp

A Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo anunciou os jornalistas e veículos vencedores da 42ª edição do Troféu Aceesp, que valoriza e reconhece o trabalho de excelência no jornalismo esportivo, em votação feita pela própria categoria.

Além das categorias tradicionais, o prêmio concederá três homenagens especiais: O Troféu Regiani Ritter a Denise Thomaz Bastos, por seu trabalho inspirador no segmento esportivo; o Troféu Ely Coimbra a Helvidio Mattos pela carreira de grade relevância; e o Troféu Honra ao Mérito a Castilho de Andrade e José Isaías, por seus mais de 50 anos de carreira no jornalismo de esportes.

A cerimônia de entrega dos prêmio será na próxima segunda-feira (15/12), a partir das 19h30, no Museu do Futebol, no Pacaembu. Os apresentadores serão Edu Elias, da ESPN, e Duda Gonçalves, da Record TV.

Confira a lista completa dos vencedores do 42º Troféu Aceesp:

 

TV (Aberta e fechada)

Narrador: Everaldo Marques (TV Globo/SporTV)

Comentarista: Maurício Noriega (Record TV)

Repórter: André Hernan (Prime e ESPN)

Apresentadora: Renata Fan (TV Bandeirantes)

 

Rádio

Narrador: Oscar Ulisses (Rádio CBN) e Ulisses Costa (Rádio Bandeirantes)

Comentarista: Raphael Prates (Rádio CBN)

Repórter: Alinne Fanelli (Rádio Bandnews FM ), Maurício Ferreira (Rádio Bandnews FM) e Rafael Esgrilis (Rádio Energia 97 FM)

Apresentador: João Paulo Cappellanes (Rádio Bandeirantes)

 

Mídia digital/Online

Melhor veículo: Voz do Esporte

Melhor profissional do ano: André Hernan (UOL)

 

Opinião – Mídia Escrita (Impressa ou Digital) 

Melhor colunista: PVC (UOL)

 

Interior

Rádio: Rádio CBN (Campinas)

TV: EPTV (Ribeirão Preto) e THATHI (Ribeirão Preto)

Jornal/site: Correio Popular (Campinas)

 

Litoral

Rádio: Rádio Caraguá FM

TV: TV Tribuna (Santos)

Jornal/site: Diário do Peixe

 

Ex-atletas

Melhor profissional do ano: Craque Neto (TV Bandeirantes)

 

Assessoria de Imprensa

Melhor profissional do ano: Don Roberto Costa (Portuguesa) e Vinícios Oliveira (Corinthians)

 

Destaques Esportivos do Ano

Feminino – Amanda Gutierres (Atacante do Palmeiras / Boston Legacy)

Masculino – João Fonseca (Tenista)

 

Melhores matérias escritas (Mídia Impressa ou Plataformas Online)

Beatriz Coelho Cesarini (UOL), com a reportagem ‘Minha rede não me pertence’: Os ataques sexuais às repórteres de futebol.

Guilherme Ramos e Gabriel Rodrigues (Trivela), com a reportagem ‘525 anos resistindo’ A história e os sonhos do menino que viralizou jogando com pinturas indígenas no corpo.

 

Melhor Imagem do Esporte em 2025

Ricardo Nogueira – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realiza a entrega do troféu ao time do Chelsea (ING), após a conquista da final do 1º Mundial de Clubes da FIFA, ocorrido nos EUA nos meses de junho e  julho de 2025.

 

Homenagens especiais

Denise Thomaz BastosTroféu Regiani Ritter

Helvidio MattosTroféu Ely Coimbra

Castilho de Andrade e José IsaíasTroféu Honra ao Mérito

 


Austrália inova, proibindo contas de crianças nas redes e pode inspirar o mundo

(Crédito: Miran Lesnik/Pixabay)

Por Luciana Gurgel

Luciana Gurgel

Depois de ter sido o primeiro país a obrigar plataformas digitais a pagarem por conteúdo jornalístico, em 2021, a Austrália volta a assumir a dianteira em políticas para o ambiente digital.

Desde 10/12 está em vigor uma lei pioneira no mundo que proíbe crianças e adolescentes com menos de 16 anos de terem contas em redes sociais como Instagram, TikTok, Facebook, YouTube e Snapchat.

A legislação australiana exige que essas plataformas excluam contas de menores e bloqueiem novos cadastros nessa faixa etária, sob pena de multas que podem chegar a US$ 25 milhões. Para isso, as empresas estão autorizadas a verificar a idade dos usuários com base em documentos oficiais, reconhecimento facial ou análise de comportamento – o que também levanta questões sobre privacidade.

Defendida pelo primeiro-ministro Anthony Albanese como uma das maiores mudanças sociais da história do país, a medida já inspira propostas semelhantes em países como França e Dinamarca. O Parlamento Europeu discute uma regulação geral que pode levar esse modelo a todo o bloco.

A aplicação da lei, porém, não será simples. Entre as brechas mais comuns estão o uso de VPNs, perfis falsos e até a permissão dos próprios pais para que os filhos burlem as regras, como mostram pesquisas. Críticos temem ainda que os jovens migrem para espaços digitais mais inseguros.

Mesmo com a oposição de gigantes como Meta, Google/YouTube e TikTok, a Austrália dá um passo decisivo na tentativa de limitar os danos das redes sociais sobre o público infanto-juvenil, que são admitidos até pelas plataformas. Eles incluem incentivo ao suicídio, bullying e agravamento de transtornos alimentares com base em corpos irreais e agora criados por ferramentas de IA, piorando o que já não era bom.

Leia a matéria completa em MediaTalks.


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TV Luso-Brasil vai ao ar para valorizar a língua portuguesa

Aline Castelo Branco (Crédito: LinkedIn)

Foi ao ar em novembro em Portugal a TV Luso-Brasil, iniciativa que visa a valorizar a língua portuguesa e unir falantes de Brasil, Portugal e África. Com sede em Parede, em Cascais, a ideia da iniciativa é reunir em um só lugar a comunidade dos países de língua portuguesa, por meio de uma programação com foco em empreendedorismo, cultura, entretenimento, marketing, imigração e turismo.

O projeto é tocado por Aline Castelo Branco, CEO e apresentadora, que tem mais de 15 anos de experiência em TV, com passagens por Record, RedeTV e TV Cultura; os sócios Jorge du Lomo, gerente técnico, e Mirian du Lomo, que atua na produção; e a diretora comercial Maria Carol, ex-Globo Internacional.

A TV Luso-Brasil estreia com dois programas: Entre Atlântico, talkshow descontraído de 40 minutos que entrevista políticos, empresários, celebridades e personalidades que fazem Portugal pulsar; e Cascais Life, programa 100% externo que mostra as maravilhas de Cascais, destacando os “protagonistas invisíveis”, as histórias por trás dos lugares, as curiosidades e os detalhes que tornam a cidade única.

Em 2026, a emissora pretende estrear o projeto Startup Luso: O Desafio, programa inspirado em outras atrações internacionais que selecionará 100 empreendedores de diferentes países que terão a oportunidade de apresentar seus projetos e solicitar apoio financeiro para uma bancada de investidores composta por empresários portugueses, brasileiros e africanos.

Confira a programação aqui.

Abracom lança Censo 2025 das agências de comunicação corporativa

Abracom lança Censo 2025 das agências de comunicação corporativa
Crédito: Sigmund/Unsplash

O consórcio formado pela Associação Brasileira das Agências de Comunicação (Abracom) e pelo Grupo Empresarial Gecom – com os portais Jornalistas&Cia e Mega Brasil – lança a terceira edição do Censo Brasileiro das Agências de Comunicação 2025. A pesquisa aponta para um total de 1.013 agências no País, a maioria concentrada na Região Sudeste e atendendo a clientes de diversos setores, com seus times compostos majoritariamente por mulheres.

“A partir dos dados do Censo, orientamos nossas prioridades, desenvolvemos programas de capacitação e propomos políticas de fortalecimento do setor, representando melhor os interesses das associadas”, afirma Fábio Santos, presidente da entidade.

Segundo o levantamento, realizado entre maio e junho de 2025 pelo Instituto Corda – Rede de Projetos e Pesquisas, sob a coordenação de Maurício Bandeira, o serviço mais procurado nas agências é o de assessoria de imprensa, que apareceu em 82,2% das respostas, seguido de gestão de mídias digitais e redes sociais (55,5%).

Apenas 12,7% das agências (38) atuam com alguma segmentação de atendimento, sendo o agronegócio foi o mais citado, seguido de saúde e tecnologia/TI/telecom. Quanto ao número de clientes atendidos por mês, 28,1% das agências apontaram a faixa entre 11 a 20.

Sobre a distribuição geográfica, 75% das agências se concentram na Região Sudeste, sendo a maioria (611) em São Paulo. A maioria (86%) das pesquisadas não possui filiais em outra cidade ou estado, enquanto 39 (13%) também operam em outras localidades.

Segundo Carina Almeida, diretora de Dados e Parâmetros de Mercado da Abracom e sócia-presidente da Textual Comunicação, “o Censo precisa acompanhar a evolução do nosso segmento e a agenda dos grandes temas da sociedade”.

Diversidade

O censo incluiu, nesta edição, um conjunto de perguntas sobre aspectos relativos à diversidade nas agências. Resultado da decisão estratégica da liderança da Abracom em criar a diretoria de Diversidade, Equidade e Inclusão para promover ações táticas sobre o tema e promover igualdade no setor. O objetivo foi traçar um perfil mais preciso relacionado também a aspectos raciais e etários dos colaboradores. Em relação à faixa etária destes, duas em cada três agências (66,9%) afirmaram já ter feito levantamentos a respeito. Os resultados mostraram que 63,5% dos tMichelerabalhadores estão na faixa que vai de 26 a 45 anos, e apenas 8,4% têm mais de 55 anos.

Segundo o estudo, apenas 33,4% das agências contam com políticas de DEI e 28,1% oferecem treinamentos e capacitações sobre o tema para seus colaboradores.

“DEI não é moda. Está dentro dos pilares do negócio e da geração de novas rendas”, afirma Michele Cruz, diretora de Diversidade, Equidade e Inclusão da associação. “Por isso, ampliar a pesquisa nesse sentido veio dessa inquietude, da necessidade de fazer uma radiografia para termos um retrato do nosso mercado e, a partir daí, auxiliar quem não tem a desenvolver seus trabalhos de Diversidade, Equidade e Inclusão. Não é sobre fazer por cota, mas por humanidade e nos qualificarmos sobre esse assunto”.

O e-book com um extrato do Censo Brasileiro das Agências de Comunicação 2025 está disponível para o mercado no site da Abracom por este link.

Araquém Alcântara lança obra-manifesto da beleza e do horror nas florestas brasileiras

O fotógrafo Araquém Alcântara comemora suas cinco décadas de trajetória com o lançamento de Araquém Alcântara: 50 anos de fotografia (Terra Brasil). Reunindo 220 imagens, em mais de 500 páginas, o livro sintetiza um percurso que começou em Santos, no litoral paulista, nos anos 1970, e atravessou florestas, rios e serras, em um projeto de vida dedicado à documentação e à defesa da natureza brasileira.

Primeiro fotógrafo a registrar todos os parques nacionais do Brasil, Araquém construiu um acervo com cerca de 500 mil imagens, que forma hoje um dos mais importantes patrimônios visuais da biodiversidade do País, desvendando a Mata Atlântica, o Cerrado, a Caatinga, o Pantanal, os Pampas, a Amazônia e seus povos. “Sou um artista de combate, cúmplice dos injustiçados. Minhas fotos são um canto de amor à natureza e ao povo brasileiro”, afirmou. (Com informações da Agência Envolverde)

Grupo Nexcom anuncia parceria com a Tamer Comunicação

Sérgio Tamer e Alcides Ferreira

A chegada da Tamer Comunicação ao Grupo Nexcom, anunciada no início desta semana em primeira mão pelo Brazil Journal, em reportagem de André Jankavski, é o quarto movimento de impacto da holding em 2025 (*). E, com ele, o Grupo Nexcom voltou a agitar o andar de cima do segmento das agências de comunicação, passando a estimar um faturamento superior a R$ 60 milhões, que poderá ascendê-lo ao time dos dez maiores do País, vindos de uma carteira com mais de 300 clientes e da atuação de quase 350 colaboradores (o faturamento da Tamer é da ordem de R$ 17 milhões; a agência conta com uma carteira de 65 clientes e um quadro de 60 funcionários).

Na entrevista ao Brazil Journal, Alcides Ferreira, sócio-diretor do Nexcom e cofundador da Fato Relevante, revelou que essa parceria é ainda um namoro, que poderá virar casamento em breve. Mas não abre detalhes da negociação financeira.

O release distribuído à imprensa informa que a Tamer Comunicação, agência com mais de 30 anos de vida, manterá sua autonomia na gestão e na governança do negócio, e se valerá das sinergias do ecossistema do Grupo Nexcom.

Nas palavras de Sergio Tamer, CEO da Tamer Comunicação, “compartilhamos visão de comunicação que combina propósito, estratégia e inovação. Essa parceria amplia a nossa missão de fazer com que cada marca seja reconhecida como autoridade em seu segmento e permanece sólida em seus valores como comprometimento, proatividade e foco em resultados sustentáveis”.

Sérgio Tamer e Alcides Ferreira

Velhos conhecidos dos tempos em que Alcides integrava a equipe de editores da Agência Estado e Sérgio era executivo da antiga BM&F (atual B3), eles pensam de forma muito parecida, como revelaram ao repórter André Jankavski, do Brazil Journal. Alcides afirmou que “PR virou um negócio de escala e de escopo. Para resolver o problema inteiro do cliente, você precisa ter prateleira de produtos, e uma agência pequena não consegue fazer isso”. Sérgio destacou as dores do crescimento. Disse que “a agência que fundou cresceu bastante nos últimos anos, mas que seria impossível ampliar seu escopo sem montar novas áreas, como dados, publicidade e mídia”.

Atualmente, o Grupo Nexcom é integrado pelas agências Fato Relevante, Charisma BI, Tridente.ag, Avenida, SP4, Conteúdo.Ink, It Comunicação, Zanatta Comunicação e, agora, Tamer Comunicação.

(*) Os três movimentos consolidados pelo Grupo Nexcom em 2025 foram:

  • Em junho, incorporação da Conteúdo.Ink (resultado da fusão das agências Conteúdo e Ink);
  • Em julho, incorporação da It Comunicação Integrada, de Brasília;
  • Em agosto, acordo operacional com a Zanatta Comunicação, de Mauro Zanatta, também de Brasília.

Leia também: Luiz Vassallo é o novo repórter especial do Estadão

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