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Conselho de Ética abre processo contra Eduardo Bolsonaro por ataque a Miriam Leitão

O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados abriu nesta quarta-feira (4/5) um processo para investigar a conduta do deputado Eduardo Bolsonaro após atacar Miriam Leitão, do Grupo Globo, no mês passado. Irritado com um artigo da jornalista, o parlamentar debochou da tortura sofrida por Miriam durante a ditadura militar.

Em seu Twitter, Eduardo compartilhou uma postagem de Miriam e escreveu “ainda com pena da cobra”, em clara referência ao caso em que Miriam foi presa na década de 1970 em uma cela com uma jiboia. Dezenas de colegas de profissão de diferentes publicações e entidades defensoras do jornalismo repudiaram o ataque e se solidarizaram com Miriam.

O deputado não compareceu ao conselho. Foram sorteados como potenciais relatores do caso os deputados Mauro Lopes (PP-MG), Pinheirinho (PP-MG) e Vanda Milani (Pros-AC). Após o relator ser escolhido, este terá um prazo de dez dias para apresentar um parecer preliminar pelo prosseguimento ou arquivamento do caso.

Caso o conselho decida pelo prosseguimento, Eduardo será notificado e terá dez dias úteis para apresentar a defesa por escrito. Em seguida, haverá coleta de provas e depoimentos de testemunhas da acusação e da defesa, o que dura, no máximo, 40 dias úteis.

Ao final desse prazo, o relator tem mais dez dias úteis para apresentar o parecer, que deve ser votado pelo Conselho de Ética. O relatório pode ser pela absolvição ou aplicação de punição, que vai de censura à perda do mandato parlamentar. O prazo máximo de tramitação no conselho é de 90 dias úteis (Com informações do g1).

Instagram bloqueia conta de publicação por “ter menos de 13 anos”

Gênero e Número tem conta do Instagram bloqueada por “ser menor de 13 anos”

A Gênero e Número (GN), especializada em análise sobre questões urgentes de gênero e raça, teve sua conta bloqueada no Instagram por “não ter idade suficiente para estar na plataforma” (13 anos). A idade registrada no perfil é de seis anos, referente a quando a organização foi fundada, em 2016. Após entrar em contato com a equipe da Meta, o acesso à conta foi recuperado.

Maria Martha Bruno, diretora de conteúdo da Gênero e Número, contou que a equipe do site entrou no Instagram nessa terça-feira (3/5), Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, para fazer uma postagem, mas havia uma tela dizendo que a conta seria bloqueada por ter menos de 13 anos.

“No final da tela havia dois botões: para tentar recorrer ou para sair. Vitória Regia, nossa editora assistente, clicou para recorrer e entrou na central de ajuda, que pedia informações da GN e comprovação por documentos que tínhamos mais do que essa idade”, explicou Maria. “Em uma caixa de texto, ela escreveu que somos uma organização de mídia e não uma pessoa. No entanto, quando tentou enviar a solicitação, apareceu uma mensagem de que havia um problema e que a solicitação não poderia ser enviada. Ela tentou três vezes depois foi deslogada da conta, e não conseguiu fazer login novamente”.

Após entrar em contato com o suporte da Meta, o problema foi resolvido em poucas horas. Segundo a diretora de conteúdo da Gênero e Número, a recomendação é que organizações coloquem uma idade de mais de 15 anos para utilizar o Instagram.

O Portal dos Jornalistas entrou em contato com a equipe do Instagram para pedir um posicionamento sobre o caso e saber o que fazer em casos semelhantes, mas não obteve retorno até a publicação deste texto.

CDI Comunicação anuncia quatro novos sócios

CDI Comunicação anuncia quatro novos sócios

A CDI Comunicação conta a partir de agora com quatro novos sócios, todos já integrantes do board da agência: Anaísa Silva, diretora de Atendimento, Gestão de Imagem e ESG; Everton Vasconcelos, diretor de Atendimento e Conteúdo; Graziela Voltarelli, diretora de Atendimento e Novos Negócios; e Soraia Brito, CFO. Eles passam a ser responsáveis por decisões estratégicas sobre o futuro da agência.

Em pé, Everton (esq.), Salvador e Anaísa; sentadas, Soraia e Graziela

O novo passo, poucas semanas após o Grupo CDI ter incorporado as agências NR-7 e Seven PR, é, segundo seu presidente Antonio Salvador Silva, “um reconhecimento ao trabalho desses profissionais que evoluíram junto com a CDI. É um investimento e uma aposta no crescimento da agência, com o apoio de especialistas com ampla experiência e conhecimento do mercado”.

9º Prêmio Sebrae de Jornalismo tem inscrições abertas até 30/6

9º Prêmio Sebrae de Jornalismo abre inscrições até 30/6

Estão abertas até 30/6 as inscrições para o Prêmio Sebrae de Jornalismo, organizado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, que premia as melhores notícias sobre empreendedorismo e pequenos negócios.

Além das categorias principais Jornalismo em Texto, Jornalismo em Áudio, Jornalismo em Vídeo, Fotojornalismo e Grande Prêmio Sebrae de Jornalismo, serão concedidas as premiações especiais Jornalista Revelação, Jornalista Empreendedor e Jornalista Influenciador Digital.

Nesta edição, o tema principal será “A importância dos pequenos negócios para a economia do País”. O prêmio incentiva a produção de matérias que abordem tópicos como empreendedorismo, produtividade e competividade, inovação e startups, inclusão produtiva, sustentabilidade, transformação digital, políticas públicas, entre outros.

O prêmio será dividido em três etapas: primeiramente serão selecionados os melhores trabalhos em nível estadual, que serão classificados para a etapa regional. E então, serão conhecidos os finalistas nacionais. Podem concorrer ao prêmio trabalhos veiculados entre 1º de setembro de 2021 e 29 de junho de 2022.

O vencedor de cada uma das quatro categorias principais receberá um notebook de última geração. O mesmo prêmio será concedido ao primeiro colocado em cada categoria especial. Já o vencedor do Grande Prêmio Sebrae levará um celular de última geração, com câmera e capacidade de edição de vídeos e fotos, mais um notebook (recebido como prêmio vencedor em sua categoria).

Matheus Ribeiro estreia coluna no Portal iG

Matheus Ribeiro é o novo colunista do Portal iG. O apresentador estreou o espaço, que leva seu nome, no último domingo (1°/5).
Matheus Ribeiro é o novo colunista do Portal iG. O apresentador estreou o espaço, que leva seu nome, no último domingo (1°/5).

Matheus Ribeiro é o novo colunista do Portal iG. O apresentador estreou o espaço, que leva seu nome, no último domingo (1°/5), Dia do Trabalhador.

“Num país com 12 milhões de pessoas desempregadas, sem uma agenda clara de recuperação econômica pós-pandemia e imerso em cortinas de fumaça no debate político, temos urgência em pensar e implantar políticas públicas de geração de renda”, escreveu.

Além de textos opinativos sobre fatos da vida política e cotidiana, Matheus vai disponibilizar vídeos do Se Liga, projeto multiplataforma que ele comanda na TV Goiânia Band, na Interativa FM, no YouTube e nas redes sociais.

“Acredito que no iG vou poder alcançar um outro público, que ainda não acompanha meu trabalho, e poder me posicionar de forma mais direta e mostrar para as pessoas um pouco mais daquilo que eu penso, de quem eu sou”, comemorou.

Especial Jornalismo nas veias: De pequenina que se forma contadora de histórias

Especial Jornalismo nas veias: De pequenina que se forma contadora de histórias

Marlyana Tavares, integrante da Assessoria de Imprensa/coordenadora do Portal e Redes Sociais do TJMG, diretora do blog de viagens De Saias pelo Mundo e diretora da MMTavares Comunicação, e a filha Joana Gontijo

O jornalismo sempre foi a minha paixão. Descobri a profissão quase por acaso. Não sabia o que queria fazer, até que um amigo me sugeriu tentar o vestibular de Comunicação. Fiz, passei e seis meses depois de formada comecei a trabalhar no antigo e hoje inexistente Jornal de Minas, onde muito jornalista teve o primeiro emprego. Minha filha, Joana Gontijo, tinha pouco mais de um ano. Pra falar a verdade, não sei como consegui conciliar a profissão com a maternidade – ela, tão pequenininha, e eu trabalhando em dois empregos.

Quando comecei, era máquina de escrever, laudas, pautas (no mínimo, três por dia) escritas pelo editor e entregues em mãos, um por um. Depois de sair para as entrevistas e com a matéria apurada, eu destruía algumas laudas antes de achar o lide que considerasse perfeito. E isso às seis da tarde, no meio da barulhada das máquinas e da falação de repórteres, editores e diagramadores que hoje não há mais nas assépticas redações informatizadas.

Pois a Joana desde muito pequena ia comigo para a redação do jornal Estado de Minas, para onde fui depois, e me contou que mais adorava ver descer e subir o pequeno elevador por onde eram enviadas, para a montagem, as páginas diagramadas naquele papel quadriculado com as fotos. Sim, ela pegou essa fase.

E pegou essa fase depois, adulta, quando entrou como estagiária no Diário da Tarde. Formada em Comunicação Integrada na PUC São Gabriel, ela iria finalmente trabalhar com os “amigos da mamãe”, agora de aprendiz. Confesso que não esperava vê-la com tanta disposição. Hoje perguntei a ela por que cursou Jornalismo. Ela me disse que nunca pensou em fazer outra coisa. Será que foi minha influência? Acho que sim, um pouco.

De lá, foi para a recém-criada plataforma online da empresa, o UAI. Hoje está no online e no papel e faz de tudo. Conta que uma das matérias que mais a emocionou, capa do Estado de Minas e do Aqui, foi reunir pai e filha que não se viam há 20 anos. Matéria para o Dia dos Pais.

É claro que ela sentiu a diferença entre trabalhar no impresso e no online, são linguagens e modos diferentes de fazer. Mas, no final, o que ela gosta, como diz, é de contar histórias e o jornalismo é seu caminho para isso.

Equipe de reportagem da Record é hostilizada e expulsa de protesto no ES

O repórter Alex Pandini e o cinegrafista José Jantorn, da TV Vitória, afiliada da Record no Espírito Santo, foram hostilizados e expulsos por manifestantes bolsonaristas dos protestos contra o Supremo Tribunal Federal em Vitória, no último domingo (1º/5). Os jornalistas precisaram ser escoltados pela Guarda Municipal para não serem agredidos fisicamente.

Segundo a TV Vitória, Pandini e Jantorn entrevistavam uma mulher que pedia intervenção militar no Brasil quando foram intimidados e ameaçados por manifestantes.

Segundo a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Rômulo Lacerda, vereador de Vila Velha pelo PSL, não permitiu a gravação da reportagem e acusou, aos gritos, a emissora de estar fazendo uma cobertura parcial. Além disso, o locutor de um dos trios elétricos usou o microfone para desqualificar o trabalho dos jornalistas. Diante da situação, a Guarda Municipal escoltou o repórter e o cinegrafista para garantir a segurança deles.

Em nota, a entidade e o Sindicato dos Jornalistas do Espírito Santo repudiaram o ocorrido, reiterando que “o trabalho do jornalismo é apurar e relatar os fatos, o que tanto incomoda aos que utilizam de mentiras para se promoverem politicamente. Os profissionais precisam ser respeitados e não cerceados ou ameaçados. Quem perde com esse tipo de atitude é a sociedade, que deixa de ser informada. (…) Agredir jornalista é agredir a democracia. Chega de fakes! Basta de violência!”.

Equipe de reportagem da Record é hostilizada e expulsa por manifestantes de protesto no ES
Alex Pandini hostilizado por manifestantes

Agressão também em São Paulo

Solange Santana, diretora do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, foi agredida enquanto realizava atividades preparatórias da CUT para o 1º de Maio, Dia do Trabalhador. Carlos Amado, dirigente do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), também foi agredido. O agressor, encaminhado à delegacia, também fez agressões verbais e ameaças a outros sindicalistas.

A Fenaj e o Sindicato dos Jornalistas de São Paulo solidarizaram-se com as vítimas e exigiram a devida punição ao agressor, destacando que “tais casos não são isolados e são consequência direta do discurso de ódio destilado por Jair Bolsonaro e seus apoiadores, que veem na figura do jornalista um inimigo”.

“Cerco digital” na mira do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa

Todos os anos a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) escolhe um foco para marcar o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, comemorado em 3 de maio. Neste ano, o tema é Jornalismo sob cerco digital: a era digital e o impacto na liberdade de expressão, na segurança dos jornalistas, no acesso à informação e na privacidade.

Com o apoio de veículos jornalísticos, membros da academia e entidades que representam o jornalismo e os jornalistas brasileiros, a Unesco Brasil está convidando a sociedade civil e todos aqueles que acreditam no valor da democracia a se juntarem em um movimento com o objetivo de chamar a atenção para o valor e o papel essenciais de uma imprensa livre e independente.

“O Dia Mundial da Liberdade de Imprensa nos lembra da importância de respeitarmos o direito fundamental à liberdade de expressão, pilar essencial da democracia”, afirma Marlova Noleto, diretora e representante da Unesco no Brasil. “Precisamos apoiar e defender os profissionais da mídia, para não serem alvos de restrição ou cerceamento de suas atividades, e para garantirmos que tanto os meios de comunicação como os cidadãos possam  expressar-se livremente, sem sofrerem ameaças, ataques ou qualquer tipo de violência ao apurar os fatos e relatar histórias”.

A mobilização, que poderá ser vista ao longo desta terça-feira em vários perfis nas redes sociais, pretende incentivar uma contribuição multilateral com com ideias e iniciativas para garantir um ambiente de trabalho seguro em todas as suas etapas para toda a imprensa.

O Portal dos Jornalistas é um dos veículos que apoia as ações do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa 2022

Jornalismo sob cerco digital

A informação é um bem público, e a imprensa livre e independente é o seu guardião. No entanto, o jornalismo profissional nunca esteve tão ameaçado. Cada vez mais profissionais e organizações de notícias sofrem com todo tipo de violações. Agora, entretanto, o cerco é digital.

Aos ataques, ameaças, prisões e atentados, juntam-se a violência virtual (principalmente contra as mulheres), a vigilância e o hackeamento de dados de jornalistas por parte de atores estatais e não estatais. O cenário se completa com a falta de transparência e de responsabilização das empresas de tecnologia, o que contribui para a proliferação de desinformação e discurso de ódio.

Sobre a data 

O Dia Mundial da Liberdade de Imprensa é comemorado no dia 3 de maio. A data foi instituída pela Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) em 1993. No mesmo dia é também celebrada a assinatura da Declaração de Windhoek, capital da Namíbia, que foi sede de um seminário realizado por jornalistas africanos em 1991. A data celebra a luta pelo direito à liberdade aos profissionais de imprensa de divulgar, investigar e trazer ao conhecimento público informações de forma imparcial e independente.

Ajor comemora 1 ano de fundação neste Dia Mundial da Liberdade de Imprensa

Ajor comemora 1 ano de fundação neste Dia Mundial da Liberdade de Imprensa

Por Associação de Jornalismo Digital

Neste 3 de maio é celebrado o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, data que relembra a importância da defesa do jornalismo profissional para uma sociedade mais justa e democrática. O dia também marca o aniversário de um ano de fundação da Associação de Jornalismo Digital (Ajor), organização que já reúne 82 veículos digitais de todo o País.

“Vínhamos acompanhando há anos o surgimento de muitas organizações jornalísticas nativas digitais pelo Brasil afora, que promovem um jornalismo sério e independente. Ficamos muito felizes, no Centro Knight, quando líderes de algumas dessas organizações nos pediram ajuda na formação de uma associação, aproveitando nossa longa experiência dar assistência a jornalistas latino-americanos na formação de associações, como a Abraji no Brasil ou a Fopea na Argentina”, lembrou o professor Rosental Calmon Alves, fundador do Centro Knight.

Em 2021, com apoio do Centro Knight para o Jornalismo nas Américas, 30 iniciativas de jornalismo digital se reuniram para criar a Ajor,  uma organização pioneira focada no  jornalismo nativo digital — um ecossistema em constante ampliação e diversificação e que está fazendo a diferença na redução dos desertos de notícias e ampliação do acesso à informação. De acordo com o novo Atlas da Notícia, o segmento online já lidera o  jornalismo local no Brasil.

“Graças a uma subvenção da Google News Initiative, tivemos a honra de poder trabalhar por meses, assessorando e dando o primeiro empurrãozinho para formação da Ajor. Estamos muito orgulhosos ao ver os impressionantes resultados do primeiro ano da Ajor, que se consolidou rapidamente como uma associação independente, comprometida com princípios éticos, com a diversidade, com a democracia e com a autossustentabilidade de suas associadas”, acrescentou o professor Rosental Alves.

Para Guilherme Alpendre, vice-presidente do conselho da Ajor, o surgimento da organização foi um passo importante para o reconhecimento de iniciativas de mídia digital, de organizações de jornalismo periférico e também das que atuam fora do eixo Rio-SP. “Faz parte da nossa missão dar visibilidade ao trabalho destes meios, que é de altíssima qualidade, e ajudar na construção de redações mais profissionais e sustentáveis”, afirmou.

Durante seu primeiro ano de funcionamento, a Ajor teve foco na sua apresentação institucional e constituição de uma rede de parceiros, além da prospecção de novas associadas e consolidação da sua estrutura e equipe. Por meio do site e das redes sociais, a organização se posicionou em relação a diversas situações que impactam diretamente o ecossistema de jornalismo digital e seus profissionais.

Nesse período, a associação também começou a desenvolver projetos, sempre com o objetivo de promover o jornalismo de qualidade e apoiar suas associadas. Conheça algumas das iniciativas no site da Ajor.

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