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quarta-feira, abril 15, 2026

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Prêmio Anamatra de Direitos Humanos divulga vencedores

Trabalhos de Brasil de Fato, A Gazeta (ES), Portal Vós e Record TV venceram a categoria Imprensa do Prêmio Anamatra de Direitos Humanos 2022, realizado pela Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra).

Em sua 10ª edição, o prêmio valoriza ações de pessoas físicas e jurídicas na defesa dos direitos humanos no mundo do trabalho. A cerimônia de premiação será em 29/9, no Rio de Janeiro.

Na subcategoria Mídia Impressa ou Eletrônica, o vencedor foi o Brasil de Fato, com a reportagem Mortes, sequelas e trabalho exaustivo: o rastro da Covid-19 em grandes frigoríficos, publicada em novembro de 2021, com autoria de Daniel Giovanaz, Vanessa Ramos e Renan Xavier.

A foto vencedora da subcategoria Fotografia foi A Fome Dói, registrada por Ricardo Vervloet Medeiros, do jornal A Gazeta (ES). Nela, André Alves da Silva, de 59 anos, viúvo e pai de três filhos, está num cruzamento em Vitória (ES) segurando um cartaz relatando seu sofrimento e pedindo dinheiro.

Em Rádio, o trabalho vencedor foi Coronavírus: A luta por sobrevivência do Brasil que anda de moto, publicado pelo Portal Vós. A reportagem, que mostra o dia a dia de motofretistas e entregadores de delivery e os impactos da pandemia na vida deles, teve participação de Geórgia Santos, Flávia Cunha e Tércio Saccol.

E na subcategoria Televisão, a reportagem vencedora foi Sisal, de Mariana Castagna Ferrari, da Record TV, que mostra a situação degradante de adultos e crianças no cultivo, no semiárido nordestino, do sisal, planta que serve de matéria-prima para a produção de cordas, chapéus e tapetes.

Mudam os atores, mas o enredo se repete mais uma vez

Vera Magalhães, da TV Cultura, foi vítima de mais um ataque, desta vez realizado por deputado apoiador do presidente Jair Bolsonaro

Apresentadora do Roda Viva, colunista de O Globo e comentarista da CBN, Vera Magalhães foi vítima de um novo ataque covarde. Desta vez, a ofensiva aconteceu logo após o debate entre os candidatos ao Governo de São Paulo, promovido pela TV Cultura na noite desta terça-feira (13/9).

Com um celular em punho, o Deputado Estadual Douglas Garcia (Republicanos) se aproximou de Vera e disse que ela é “uma vergonha para o jornalismo”. Ele era um dos convidados do candidato a governador Tarcísio de Freitas, do mesmo partido.

“Eu estava sentada na primeira fileira vendo meu celular. Vou registrar um boletim de ocorrência de ameaça contra o deputado Douglas Garcia, do PL. Há centenas de testemunhas. Usou o convite no estafe de Tarcisio Freitas no debate apenas para vir mentir e me acossar e ameaçar”, relatou a jornalista em sua conta no Twitter.

A frase utilizada pelo político é a mesma dita pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) contra Vera durante o debate da Band entre candidatos à Presidência, realizado em 28 de agosto, e repetida nas ações de campanha de Bolsonaro durante o 7 de setembro. Naquele dia, uma faixa com a foto de Vera e a frase foram expostas em um cartaz erguido por um guindaste no Rio de Janeiro. Tanto Garcia, quanto Tarcísio, apoiam e são apoiados por Bolsonaro em São Paulo.

Desta vez, porém, ao perceber o ataque, Leão Serva, diretor de Jornalismo da TV Cultura, arrancou o celular da mão do deputado e atirou para longe e contra-atacou o assédio do parlamentar: “Vai pra puta que te pariu, filha da puta”.

A reação, bastante elogiada por outros jornalistas nas redes sociais, é um divisor de águas para o jornalismo. Pela primeira vez um dirigente da tevê brasileira se rebelou fisicamente para impedir um ataque contra algum de seus jornalistas.

“Ele veio aqui visivelmente com a intenção de ‘lacrar’. A única solução possível naquele momento era afastá-lo da ‘lacração’”, disse Leão Serva, em entrevista para o UOL, sobre o momento em que tirou o celular da mão de Douglas Garcia, que, segundo ele, “já tem uma prática de assédio a Vera Magalhães há um bom tempo”.

Vale lembrar que em 2018, Garcia foi um dos organizadores do bloco de carnaval Os Porões do DOPS, criado para homenagear o torturador Carlos Brilhante Ustra e o Departamento de Ordem Política e Social, órgão do governo responsável pelo assassinato de Vladimir Herzog durante a Ditadura Militar. À época, Herzog era diretor de Jornalismo da TV Cultura.

Segundo levantamento publicado em 9 de setembro pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), pelo menos 13 casos de violações à liberdade de imprensa haviam sido registrados no país nas duas semanas anteriores. Eles se somam aos mais de 330 alertas registrados em 2022, segundo o monitoramento de ataques a jornalistas e comunicadores/as feito pela organização em parceria com a rede internacional Voces del Sur.

Coincidentemente, na manhã desta mesma terça-feira, entidades defensoras da liberdade de imprensa manifestaram indignação e preocupação em relação aos ataques a jornalistas e fizeram um apelo para que partidos e presidenciáveis respeitem o trabalho jornalístico durante o período eleitoral.

Assinam o texto ARTIGO 19. Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), Associação de Jornalismo Digital (Ajor), Comitê para a Proteção dos Jornalistas, Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Intervozes, Instituto Palavra Aberta, Instituto Vladimir Herzog, Repórteres sem Fronteiras (RSF) e Tornavoz.

SBT estreia seis boletins diários

SBT estreia seis boletins diários

O SBT inseriu na sua programação seis boletins noticiosos diários. A decisão, segundo as fontes, foi tomada pelo próprio Silvio Santos, e divulgada por um comunicado do diretor nacional de Jornalismo José Occhhiuso, como segue:

“Nesta segunda-feira estrearemos o Repórter SBT, com boletins noticiosos ao longo da programação. A cada duas horas, exibiremos um boletim de dois a dez minutos de duração, com o que tivermos de mais quente no horário. Os repórteres que estiverem na cobertura factual devem enviar stand-ups para os boletins.

“A princípio serão seis edições diárias do Repórter SBT, nos seguintes horários: 14h, 16h, 18, 22h, 24h e 2h. Conto com o habitual empenho de todos para que o Repórter SBT seja bem-sucedido e tenha vida longa.”

O memorando foi enviado na noite de sexta-feira (9/9), para todas as sucursais e afiliadas, e estreou logo na segunda-feira, em seis edições por dia, ainda sem patrocinador. Narrado em estilo radiofônico, com a trilha sonora do Repórter Esso (exibido na Tupi de 1952 a 1970), aparentemente repete o molde do Jornal da Record 24h. Tem apresentação de Marcelo Torres e Mário Resende, este também um dos editores do programa.

Conforme apurou o site TV Pop, os jornalistas da redação não gostaram da novidade, nem da forma súbita como foi implantada. Reclamaram que as novas tarefas vão sobrecarregá-los, pois não haverá contratações para produzir os boletins.

Homenagem a Elifas Andreato no Sindicato dos Jornalistas de SP

O SJSP e o Instituto Elifas Andreato prestarão nesta quarta-feira (14/9), às 19h, uma homenagem póstuma ao ilustrador Elifas Andreato.
O SJSP e o Instituto Elifas Andreato prestarão nesta quarta-feira (14/9), às 19h, uma homenagem póstuma ao ilustrador Elifas Andreato.

O Sindicato dos Jornalistas de São Paulo e o Instituto Elifas Andreato prestarão nesta quarta-feira (14/9), às 19h, uma homenagem póstuma ao ilustrador Elifas Andreato no auditório Vladimir Herzog, sede do Sindicato (rua Rego Freitas, 530, sobreloja).

Conhecido pelo quadro que fez sobre a tortura e morte de Vladimir Herzog e pelas capas de discos que produziu para artistas como Chico Buarque, Adoniram Barbosa, Vinícius de Moraes e Elis Regina, Andreato faleceu aos 76 anos em março de 2022 por complicações em decorrência de um infarto.

O artista paranaense foi também um crítico à ditadura militar e produziu charges e ilustrações para a imprensa sindical, além de atuar em diversas publicações, tanto na grande imprensa quanto na imprensa alternativa.

A homenagem contará com a participação de Raimundo Pereira; do caricaturista Cassio Loredano; do compositor Carlos Azevedo, do presidente do Sindicato dos Jornalistas Thiago Tanji, e de Rose Nogueira e Adelia Borges. Participam ainda os deputados federais Luiza Erundina (PSOL-SP) e Orlando Silva (PCdoB-SP).

O adeus a Silvio Lancellotti

O adeus a Silvio Lancellotti

Morreu nessa terça-feira (13/9), aos 78 anos, em São Paulo, Silvio Lancellotti. Ele estava internado na UTI do Hospital São Paulo desde 6/9 com grave quadro cardíaco. Desde 2016, tinha problemas de locomoção devido a um acidente automobilístico.

Arquiteto de formação, Lancellotti adotou o jornalismo como profissão e tinha mais de 50 anos de trabalho em tevê, jornais e revistas, além de ser também escritor. Fez parte das equipes que lançaram as revistas Veja e IstoÉ, dirigiu a Vogue e foi cronista de esportes e gastronomia da Folha de S.Paulo e do Estadão. Começou na televisão em 1984 e teve passagens por Gazeta, Manchete, Band, Record e ESPN, além apresentar cerca de 5 mil programas de culinária, outra de suas especialidades.

Como comentarista de futebol, participou de oito edições da Copa do Mundo e seis dos Jogos Olímpicos. Escreveu cinco livros sobre esportes, doze de culinária e quatro romances, entre eles Honra ou Vendetta, que se transformou na novela Poder Paralelo, da Rede Record, nos anos de 2009 e 2010.

Leitor fiel do Jornalistas&Cia desde seu lançamento, Lancellotti foi um dos jornalistas que contribuiu com uma história para o especial sobre o leilão do Edifício Abril, veiculado em maio de 2021. Em sua colaboração, relembrou alguns momentos vividos na editora, como o lançamento da revista Veja.

Entidades pedem que partidos e presidenciáveis respeitem jornalistas nas próximas sabatinas

Entidades defensoras da liberdade de imprensa manifestaram indignação e preocupação em relação aos recentes ataques a jornalistas e fazem um apelo para que partidos e presidenciáveis respeitem o trabalho jornalístico durante o período eleitoral.

As entidades destacam a Carta Compromisso com a Liberdade de Imprensa e a Segurança de Jornalistas nas Eleições 2022, lançada no mês passado, que lista recomendações aos presidenciáveis para que garantam condições seguras para a cobertura eleitoral, como adotar discurso público que contribua para prevenir a violência contra jornalistas e condenar publicamente qualquer forma de violência.

“Infelizmente, as recomendações vêm sendo desrespeitadas de maneira sistemática”, destacam as entidades. “Assim, reforçamos o pedido para que todas as candidaturas, seus partidos e coligações, assinem e acatem a carta compromisso. (…) As organizações destacam que, durante o período eleitoral, o papel da imprensa se torna ainda mais relevante para garantir o acesso à informação necessária para uma participação cidadã no debate público e nas eleições, de forma consciente e crítica”.

Assinam o texto ARTIGO 19. Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), Associação de Jornalismo Digital (Ajor), Comitê para a Proteção dos Jornalistas, Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Intervozes, Instituto Palavra Aberta, Instituto Vladimir Herzog, Repórteres sem Fronteiras (RSF) e Tornavoz.

Roberto Jardim lança livro de crônicas sobre futebol e política

Roberto Jardim lança livro de crônicas sobre futebol e política

Roberto Jardim lança o livro Um outro futebol − pequenas histórias da bola, que reúne mais de uma centena de crônicas e fragmentos sobre futebol e política, com o objetivo de mostrar que ambos os temas andam juntos.

Divididas em cinco capítulos, as histórias são dispostas seguindo uma linha cronológica, desde quando as regras do futebol surgiram na Inglaterra até a atualidade, mostrando como esse esporte surgiu de forma elitista, machista e preconceituosa e posteriormente virou campo de luta de operários, negros e mulheres. Xico Sá, que assina o prefácio, diz que o livro “nos brinda com dribles e firulas de um lirismo que tanto faz falta na crônica brasileira. (…) ”Política e futebol não se misturam. São uma coisa só. Da origem do universo à derradeira discussão de botequim sobre futebol raiz x futebol moderno”. Para Jardim, a obra é essencial no contexto atual, em ano de Copa do Mundo, que se envolve com todo o cenário geopolítico.

Ele é também autor de outras obras que relacionam o futebol com temas extra-campo, como Além das 4 Linhas, de 2016, e Democracia Fútbol Club, de 2018. Um outro futebol já está em pré-venda.

Nova série do Globoplay é inspirada no livro Rota 66, de Caco Barcellos

Em uma adaptação do livro-reportagem Rota 66, de Caco Barcellos, a nova série do Globoplay trará Humberto Carrão interpretando Caco.
Em uma adaptação do livro-reportagem Rota 66, de Caco Barcellos, a nova série do Globoplay trará Humberto Carrão interpretando Caco.

Humberto Carrão fará o papel do autor

Em uma adaptação do livro-reportagem Rota 66, de Caco Barcellos, a nova série do Globoplay Rota 66 – A polícia que mata, trará o ator Humberto Carrão interpretando o jornalista durante as investigações que revelaram violências policiais contra jovens negros periféricos em São Paulo.

Com estreia em 22/9 e direção de Philippe Barcinski e Diego Martins, a história narrará a trajetória profissional de Caco, que foi marcada por grandes investigações jornalísticas. Lara Tremouroux, Juan Queiroz, Adriano Garib, Rômulo Braga, Gabriel Godoy, Ricardo Gelli e Aílton Graça também fazem parte do elenco.

Editado pela primeira vez em 1992, no ano seguinte o livro rendeu a Caco o Prêmio Jabuti na categoria Reportagem.

Américo Martins assumirá como correspondente sênior da CNN em Londres

Américo Martins, vice-presidente de Conteúdo da CNN Brasil, está se despedindo do posto para assumir como correspondente sênior em Londres.
Américo Martins, vice-presidente de Conteúdo da CNN Brasil, está se despedindo do posto para assumir como correspondente sênior em Londres.

Américo Martins, vice-presidente de Conteúdo da CNN Brasil, está se despedindo do posto para assumir como correspondente sênior do canal em Londres. Nessa nova fase, o cargo será incorporado pela Vice-Presidência de Jornalismo, sob o comando de Leandro Cipoloni. Ele assumirá a nova cadeira logo após as eleições.

Américo morou em Londres por 16 anos, tendo ocupado diversos cargos na BBC, entre eles de diretor de Parcerias Globais e diretor para as Américas e Europa. No Brasil, foi também presidente e CEO da EBC e superintendente de Jornalismo e Esportes da RedeTV.

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