O hub de conteúdo digital Futuro da Saúde estreia nesta segunda-feira (21/11) seu canal no YouTube, que terá quadros de entrevistas, tendências do setor e análise de notícias sobre saúde no Brasil e no mundo. Serão dois vídeos novos por semana, publicados às segundas e sextas-feiras, às 13 horas.
Futuro Talks é um quadro de entrevistas com personalidades da saúde, lideranças de empresas e entidades ligadas ao setor, representantes de governo, e médicos e especialistas em diversos temas.
Futuro Explica, apresentado por Natalia Cuminale, CEO e diretora do Futuro da Saúde, trará as principais tendências do setor, explicadas de forma didática e contextualizada. Futuro Explica e Futuro Talks serão publicados às segundas-feiras, de forma intercalada.
Radar Saúde analisará os principais acontecimentos no setor de saúde, destacando o que foi mais impactante e os assuntos que estão por vir. O quadro irá ao ar às sextas-feiras, a partir de dezembro.
Natalia, jornalista especializada em saúde com quase 15 anos de atuação na área, explica a criação do canal: “A comunicação tem ganhado tamanha relevância na sociedade, ao ponto de hoje vivermos uma verdadeira pulverização de canais de contato com as pessoas. Desde o nosso surgimento, em 2020, isso já era uma tendência e, por isso, sempre tivemos esse conceito de ser uma startup que entrega conteúdo multiplataforma”.
Criado por Natalia em 2020, o Futuro da Saúde tem a missão de transformar a relação das pessoas com a saúde a partir de informação. Com o novo canal no YouTube, passa a entregar conteúdo em diversos formatos, por meio de reportagens em seu site, newsletter semanal, redes sociais, podcast e agora, vídeo.
Erick Rianelli, repórter da TV Globo, foi agredido em 17/11 com um tapa enquanto realizava uma reportagem sobre Cláudia Alvarim Barroso.
Erick Rianelli, repórter da TV Globo, foi agredido em 17/11 com um tapa enquanto realizava uma reportagem sobre Cláudia Alvarim Barroso, acusada de racismo por chamar um entregador de macaco, em maio passado. Ela também é a autora da agressão.
Em vídeos que circulam nas redes sociais, Cláudia, que é defensora pública, dá um tapa no jornalista ao tentar impedir filmagens na saída da audiência em Niterói, Rio de Janeiro.
Em seu perfl no Twitter, Erick disse não saber o que motiva o ódio: “Esse sentimento não faz parte da minha vida. Como cidadão e jornalista, fiz a minha parte. Fui à delegacia, relatei o que aconteceu. Recebi um tapa e uma chuva de carinho. Obrigado a todos pelas mensagens e pela preocupação. Sei que não estou sozinho!”
A Abraji repudiou em nota a agressão e afirmou que o repórter estava em espaço no qual os jornalistas tinham autorização para trabalhar: “Eles estavam devidamente credenciados e apenas exerciam sua função de acompanhar um caso de crime de racismo, de interesse público”.
Procurada pelo G1, a defesa de Cláudia disse que analisaria os acontecimentos e as circunstâncias em que os fatos se deram.
Três jornalistas brasileiras estão entre os finalistas do Voice Arts Awards, principal premiação mundial da locução, iniciativa da Society of Voice Arts and Sciences (Sovas). As mais de 100 categorias do prêmio incluem locução comercial, locução institucional, dublagem, audiodescrição, apresentação de podcasts, entre outras.
Entre os brasileiros indicados estão:
− Helena Fruet, ex-Editora Abril, Terra e Record TV, finalista como Melhor Apresentadora de Podcast Internacional, com Histórias em Inglês no aplicativo Duolingo;
− Simone Kliass, ex-TV Cultura, finalista em Melhor locução comercial em português, com Honda HRV, Melhor promo para televisão em português, com GNT – Bem Juntinhos, e Melhor locução institucional em português, com um vídeo corporativo da LATAM Airlines;
− Renata Lourenço, ex-FSB e TV Globo, finalista em Melhor promo para televisão em português, com JC Decaux – A Magia de Viajar Está de Volta.
Outros brasileiros concorrem em categorias de língua portuguesa, além de internacionais e de língua inglesa, como André Rinaldi, Carla Martelli, Carolla Parmejano, Carol Lapolli, Christian Jung, Christiano Torreão, Digão Vicente, Fabiano Vieira, Gabriel Barbosa, Jo Pratta, Marcio Lucki, Maria Bernardes, Susie Valerio e Vera Bonilha.
Thais Herédia, âncora do CNN Money e da CNN Rádio na CNN Brasil, será homenageada no Prêmio Tarsila do Amaral na categoria Imprensa. Iniciativa do Conselho da Mulher Empreendedora e da Cultura, da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), a premiação tem o objetivo de homenagear mulheres empreendedoras nas áreas da Cultura e da Arte, e incentivar o empreendedorismo entre as mulheres.
Thais receberá o prêmio por seu trabalho na cobertura de diferentes aspectos da economia brasileira e do mundo. Também serão homenageadas mulheres em mais 12 setores: Agronegócio, Cultura, Educação, Empreendedorismo Social, Esporte, Gastronomia, Inovação e Beleza, Políticas Públicas, Recursos Humanos, Saúde e Beleza, Influencer e Marketing.
Sobre o reconhecimento, Thais Herédia declarou que “tem um valor especial porque está conectada com a força das mulheres na sociedade e no mercado de trabalho. E um reconhecimento não só do meu trabalho, mas de todos que estão comigo há quase 30 anos no jornalismo, me ensinando, provocando e me instigando a seguir em frente”. Thais está entre os finalistas dos +Admirados da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças deste ano, promovido por este Portal dos Jornalistas e pela newsletter Jornalistas&Cia. No ano passado, na mesma premiação, foi eleita a 6ª jornalista +Admirada de Economia do País.
O Prêmio Tarsila do Amaral, como o próprio nome já diz, homenageia a pintora Tarsila do Amaral, uma das figuras centrais da primeira fase do movimento modernista no Brasil, que usou a arte e a cultura para destacar o papel das mulheres na sociedade e no empreendedorismo.
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) condenou o apresentador Sikêra Jr. e a RedeTV por danos morais a Xuxa Meneghel. Eles deverão indenizar a apresentadora em R$ 50 mil. Ainda cabe recurso.
O processo refere-se a uma fala de Sikêra Jr. em 2020. No programa Alerta Nacional, o apresentador disse que o livro Maya: bebê arco-íris, escrito por Xuxa, levaria o público infantil “à travessura, prostituição e suruba”. A obra aborda a criação de crianças por pais do mesmo gênero.
Sikêra declarou também que Xuxa se “autodenominaria rainha, ex-rainha, e que a pedofilia é crime e não prescreve”, e que ela não teria direito de produzir conteúdo para crianças. Ele criticou o filme Amor, estranho amor, no qual Xuxa aparece em cenas de sexo.
Na decisão, o juiz declarou que as falas de Sikêra têm “intuito deliberado de depreciar a dignidade, bem como de ofender a honra subjetiva e objetiva” de Xuxa. Inicialmente, a Justiça havia decretado indenização de R$ 300 mil, mas em segunda instância, o valor foi reduzido.
Começou na semana passada e vai até 24/11 o segundo turno de votação para o Prêmio +Admirados da Imprensa de Tecnologia. Com patrocínio de Hotmart e iFood, além do apoio de divulgação da Press Manager e do Portal dos Jornalistas, a premiação vai eleger os jornalistas TOP 25 +Admirados, além de Colunista, e veículos nas seguintes categorias: Agência de Notícias, Canal Digital, Newsletter Especializada, Podcast, Site, Veículo Especializado em Consumo (B2C), Veículo Especializado em Negócios (B2B) e Veículo Geral.
Dos jornalistas indicados no primeiro turno, 67 passaram para o segundo turno, representando 38 veículos. São 48 homens e 19 mulheres. Os veículos finalistas são 94, dentro das oito categorias. Os que receberam mais indicações foram CanalTech, Techmundo, TechTudo, Tecnoblog e Tilt (UOL). Confira todos os finalistas dos +Admirados da Imprensa de Tecnologia aqui.
Para votar basta preencher um cadastro simples e curto (ou fazer login caso já tenha participado de outras votações) e indicar a colocação dos finalistas em cada categoria. Importante ressaltar que não é necessário indicar em todas as categorias nem ter todas as indicações para cada uma delas. Todos os votos, ainda que parciais, serão computados.
Iniciativa global do Google, visa a apoiar com um investimento os veículos de notícias que atendem a comunidades sub-representadas.
O Fundo de Equidade para o Jornalismo selecionou 35 veículos brasileiros. Iniciativa global do Google, visa a apoiar com um investimento os veículos de notícias que atendem a comunidades sub-representadas, para que possam ter possibilidade de expandir suas operações.
O objetivo do projeto é impulsionar a produção de conteúdos que tenham como premissa a representatividade, como por exemplo comunidades periféricas, jornalismo descentralizado e feminismo. Foram selecionadas 450 organizações, de 52 países.
Morreu nessa quarta-feira (16/11) Estevam Roitman, aos 66 anos, vítima de um infarto fulminante. Desde maio ele era editor de textos no programa Repórter Eco, da TV Cultura. Tinha mais de 46 anos de profissão. Estava na redação quando passou mal e chegou a ser socorrido, mas não resistiu.
Roitman trabalhou por 20 anos na Bandeirantes, atuando no Brasil Urgente, também editor de textos. Carinhosamente conhecido como “vô” na redação, era criterioso e detalhista, e a quem os colegas recorriam quando tinham dúvidas de gramática.
José Luiz Datena, apresentador do Brasil Urgente, comentou a morte de Roitman durante o programa: “Com muita dor hoje pela morte de nosso Estevam Roitman. Trabalhou por muitos anos conosco aqui no Brasil Urgente, e morreu em pleno trabalho. Era uma figura doce, maravilhosa, competente, um cara que eu gostava de verdade. Uma pena”.
A Fundação Padre Anchieta (FPA) emitiu nota lamentando a morte do jornalista, e se solidarizando com familiares e amigos. A família de Roitman não havia divulgado informações sobre velório e sepultamento até a publicação deste texto.
Após a realização do censo sobre o Perfil Racial da Imprensa Brasileira, de 2021, do Projeto #Diversifica e da parceria editorial com a Jornalistas Pretos – Rede de Jornalistas pela Diversidade na Comunicação, ambos de 2022, J&Cia dedica este seu especial sobre o Dia da Consciência Negra, celebrado em 20/11, à saga dos negros e negras no jornalismo brasileiro ao longo da História, desde os que iniciaram essa jornada de lutas, sacrifícios, desafios e conquistas, séculos atrás, até os que hoje dão continuidade ao esforço de seus antepassados, buscando avançar no equilíbrio racial das redações do País.
É um trabalho autoral do paraibano Assis Ângelo, colaborador deste J&Cia há quase uma década, que ficou cego em 2013 em decorrência do descolamento da retina em ambos os olhos. Assis foi o mentor do especial sobre o centenário de nascimento do jornalista negro João do Rio, celebrado em junho de 2021, que à época também rendeu um especial deste J&Cia, na celebração do Dia da Imprensa. Além disso, os textos de Assis, sejam em prosa ou poesia, sempre se mostram atentos e reservam aos negros um lugar especial, no blog que leva seu nome e que ele atualiza diariamente ou em trabalhos editoriais, literários e musicais produzidos ao longo de sua profícua carreira.
Na segunda semana da COP27, 30 veículos de 23 países − nenhum do Brasil − publicaram um editorial conjunto que tem a justiça climática como alvo.
O texto, que saiu em 15 de novembro, diz que “em vez de abandonar os combustíveis fósseis e adotar energia limpa, nações ricas estão reinvestindo em petróleo e gás, falhando na promessa de reduzir as emissões com rapidez suficiente e regateando a ajuda que estão capacitadas a enviar aos países pobres”.
Desde os primeiros dias da cúpula da ONU no Egito − que será tema de uma edição especial do MediaTalks − o debate sobre quem paga a conta toma conta das conversas.
Alguns governos fingem que não é com eles. É o caso do Reino Unido. O primeiro-ministro Rishi Sunak chegou a anunciar que não iria ao Egito. Mas mudou de ideia depois que seu antecessor, Boris Johnson, resolveu aparecer lá.
Os dois viraram inimigos depois que Sunak se desgarrou do antigo chefe. Mas em uma coisa parecem concordar: o país não quer colocar a mão no bolso.
Em um discurso-relâmpago na semana passada na COP27, parecendo querer livrar-se da batata quente do clima, Sunak usou uma retórica que ilustra a distância entre teoria e prática. Ele disse que é “moralmente certo” que a Grã-Bretanha honre seus compromissos. Mas não falou em dinheiro.
Antes, em um encontro não-oficial, Johnson foi mais direto e adotou o estilo “devo-não-nego-mas-pago-quando-puder”.
Ele admitiu que o país havia despejado “uma quantidade terrível de carbono na atmosfera”, mas afirmou: “O que não podemos fazer é compensar isso com algum tipo de reparação. Nós simplesmente não temos os recursos financeiros – e nenhum país pode”.
Várias nações estão sendo cobradas a rever posição sobre o lost and damage (perdas e danos). E isso pode não acabar quando as cortinas se fecharem em Sharm El-Sheikh.
O editorial dos 30 jornais é um sinal de que uma parte da mídia internacional não deve deixar o assunto esfriar, mantendo a crise do clima como risco de prejuízos à imagem de governos e empresas que não atenderem às expectativas da sociedade, dos cientistas e dos ativistas.
The Guardian, talvez o jornal internacional que mais espaço dedica ao clima − é um dos fundadores da coalizão Covering Climate Now, da qual o MediaTalks faz parte −, deu metade de sua capa ao editorial e incorporou-o à testeira, diagramação carregada de simbolismo.
Chamada para o editorial na testeira do Guardian
É mais do que uma matéria. É “o” jornal que tem um compromisso com a cobertura climática publicado e atualizado regularmente. E contabiliza mais de quatro mil matérias sobre o clima, lidas por 65 milhões de pessoas em 2021.
Em uma reportagem sobre a iniciativa, Katharine Viner, editora-chefe do Guardian, que liderou o movimento, disse que o editorial “é uma demonstração poderosa de como as organizações de notícias de todo o mundo podem se unir para colaborar no interesse público”.
O texto diz que os 30 que publicaram o manifesto têm uma visão comum sobre o que precisa ser feito, criticando nações que pouco agiram para mitigar os efeitos das mudanças associadas a catástrofes ambientais registradas este ano. E aponta que essas mesmas nações seguem investindo em combustíveis fósseis, tendência chamada de “nova corrida do ouro”.
Os editorial cobra os investimentos de US$ 100 bilhões por ano por parte das nações mais ricas e um imposto sobre os lucros combinados das maiores empresas de petróleo e gás.
A COP27 começou meio esquisita, com pressões sobre o Egito pelas violações aos direitos humanos e restrições a manifestações de rua. Muitos líderes globais não foram, nem Greta Thunberg, o que parecia ser um sinal de esvaziamento.
É fato que nem todos os países estão vendo a mídia local cobrir a COP27 com destaque. Um exemplo são os EUA. Na terça-feira em que o editorial foi publicado, nenhum dos jornais mais influentes − Washington Post, New York Times, Los Angeles Times, Chicago Tribune − trouxe chamadas de capa sobre a conferência da ONU, nem um rodapé.
Dos grandes jornais do país, apenas o Miami Herald republicou o editorial. Junto com eles a revista The Nation, também uma das fundadoras da Covering Climate Now, e a Rolling Stone.
Em outros países, no entanto, os debates da conferência estão sendo acompanhados atentamente, incluindo no Brasil.
Em entrevista para o Especial COP27 deste MT, as pesquisadoras Sanae Okamoto, líder da Iniciativa de Resistência Climática da Universidade das Nações Unidas, e Nidhi Nagabhatla, da mesma universidade, observaram que o trabalho da mídia como formadora de opinião sobre a crise climática é uma obrigação social e moral. E recomendaram cautela com o tratamento do tema: “É necessário certificar-se de que os ‘fatos’ relativos à mudança climática sejam reportados com clareza, destacando a realidade, os riscos e também as soluções para mitigar seus impactos”.
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