A Fundação Gabo anunciou os trabalhos vencedores do Prêmio Gabo 2023, em cerimônia realizada durante o 11º Festival Gabo, em Bogotá. Foram premiados trabalhos de Brasil, Espanha, Colômbia e Peru.
Na categoria Cobertura, a vencedora foi a Repórter Brasil, com a reportagem Nome aos Bois, que revela irregularidades ambientais e trabalhistas de dez dos principais pecuaristas do Brasil. Somados, eles registram R$ 639 milhões em multas ambientais e 163 trabalhadores resgatados de condições semelhantes à escravidão. Foram responsáveis pelo conteúdo Ana Magalhães, Marina Rossi, Álvaro Justen, Bruno Ventura, Flávio Vivório, Mario Medina, Andressa Liebermann e Diego Junqueira.
Esta foi a segunda vez que a Repórter Brasil recebeu o Prêmio Gabo. Anteriormente, em 2017, o veículo venceu a categoria Imagem com o documentário Jaci – Sete Pecados de uma Obra Amazônica, sobre os impactos da construção da usina hidrelétrica de Jirau, em Rondônia. O filme está disponível no Globoplay.
Morreu nesta segunda-feira a jornalista Maria Luiza Kfouri, aos 69 anos, vítima de câncer no pâncreas. Era irmã do também jornalista Juca Kfouri. Única menina entre três irmãos, deixa duas sobrinhas órfãs, afilhados e afilhadas.
Além do Jornalismo, era apaixonada pela música brasileira, e colecionava discos desde criança. Em 2005, criou o site Discos do Brasil, que reúne informações preciosas de discos colecionados por ela ao longo de mais de seis décadas, como fichas técnicas completas, títulos, nomes de artistas, anos de lançamento, compositores, instrumentistas, produtores, entre outros dados relevantes. O site permite buscas por diversas categorias.
Além do Discos do Brasil, Maria Luiza foi coordenadora musical da Gazeta FM paulista em 1988. Nessa mesma época, a emissora recebeu o prêmio de melhor programação musical da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA). Foi também diretora da Rádio Cultura AM de São Paulo entre 1989 e 1995.
Em 2002, ela doou sua hemeroteca ao Instituto Moreira Salles (IMS). A coleção inclui diversas edições das revistas Áudio News e Música, releases de artistas, scripts de programas de rádio e cerca de 25 mil artigos de jornais e revistas sobre música brasileira, colecionados entre 1968 e 2001. A coleção pode ser acessada aqui.
Juca Kfouri publicou um texto em homenagem a sua irmã: “Elis Regina perde fã tão ardorosa a ponto de certo dia, depois de ver Mana pela décima vez em show seu, perguntar se ela não tinha mais nada o que fazer – e decretar que, daí em diante, não pagaria mais ingresso”, escreveu.
Globoplay lança documentário sobre a trajetória de Tim Lopes
A série documental original Onde Está Tim Lopes? chegou em 29/6 à plataforma de streaming Globoplay. A obra conta em quatro episódios a trajetória profissional de Arcanjo Antonino Lopes do Nascimento, mais conhecido como Tim Lopes, que foi torturado e assassinado em junho de 2002 no Rio de Janeiro a mando do traficante Elias Maluco.
O repórter tinha o hábito de utilizar disfarces e microcâmeras para se infiltrar em locais perigosos, buscando retratar a realidade, observando-a de perto. O documentário, dirigido e roteirizado pelo jornalista Bruno Quintella, filho de Tim Lopes, reflete sobre como permanecem atuais as injustiças e desigualdades sociais denunciadas na época pelo comunicador.
Em entrevista a Tábata Uchoa, do jornal O Dia, Bruno revela a preocupação do pai em mostrar se as denúncias causavam mudanças: “Eu acho que ele tinha sempre essa preocupação de, em alguns anos depois de ter feito a primeira denúncia, voltar e tentar mostrar o que foi feito. No geral, os problemas do País, em especial o tráfico de drogas, seguem em evidência”.
O roteirista também revelou que o título da obra, além de fazer referência à campanha em busca do jornalista, feita antes da confirmação de sua morte, também é uma metáfora: “A gente quis refletir sobre onde Tim estaria nesse momento, dedicando-se a quais pautas? Com os jornalistas contemporâneos e os da sua época? Com os estudantes das novas gerações? A verdade é que tentaram calar uma voz, mas criaram várias novas”.
A produção busca analisar e comentar, por meio de depoimentos de colegas de profissão e familiares, o legado deixado por ele para as próximas gerações de jornalistas.
“Eu acho que o grande legado do Tim Lopes é que você pode até tentar que a mensagem seja interrompida quando você mata o mensageiro… Mas quando mata o mensageiro, a mensagem, na verdade, se multiplica”, afirma Bruno Quintella.
Morreu no último domingo (2/7), em São Paulo, Maria José Sarno, aos 63 anos, vítima de complicações de um câncer na base do crânio. Ela estava há seis dias internada no Hospital A. C. Camargo, mas não resistiu. Deixa o marido, o artista plástico Jorge Taffarel, o filho, Marco Aurélio, e a neta, Helena.
Maria José, ou Zezé, como era chamada nas redações, trabalhou por cerca de 30 anos na Globo. Sempre ativa em causas sociais e na luta pelos direitos das mulheres, iniciou a trajetória na emissora nos anos 1980, como repórter. Posteriormente, foi também editora de texto e editora executiva da GloboNews.
Durante o trabalho como jornalista, se formou em Psicologia. Passou a atuar como terapeuta a partir de 2017, quando deixou a Globo. O velório ocorreu no cemitério de Congonhas.
José Roberto Caetano, gerente de comunicação institucional, deixou o Insper no último dia 20 de junho, após pouco mais de dois anos de casa, para regressar à Editora Abril, mais especificamente à revista Veja, onde já havia atuado, como editor assistente de economia, por cerca de um ano, em 1988.
Regressa a convite do diretor de Redação, Maurício Lima, para integrar-se ao time de redatores-chefes da revista, na sua especialidade, Economia. Apresenta-se à revista no próximo dia 17 de julho.
Segundo disse Maurício Lima a este Portal dos Jornalistas, o objetivo da contratação e da criação dessa nova função na revista, é alargar a cobertura para além da macroeconomia e de Brasília, estreitando conexões jornalísticas com áreas estratégicas como Agronegócios, Finanças, Infraestrutura, além de avançar também na cobertura da Faria Lima e em eventos especializados e mesmo turismo, segmentos em que Beto Caetano, como ele é mais conhecido, tem grande experiência, sobretudo pelos quase 23 anos em que atuou na revista Exame, também à época, na Editora Abril.
Maurício diz que o novo reforço, com quem já havia trabalhado nos tempos de Exame e que desde então admira pelo talento e caráter, terá ainda a missão de coordenar o núcleo digital da vertical de Economia da Veja, que ganhará inclusive uma home própria.
Vale ressaltar que recentemente houve também a troca do editor de economia da revista. Carlos Eduardo Valim saiu, em direção ao Estadão, e em seu lugar assumiu Amauri Barnabe Segalla.
José Roberto Caetano
Sobre a nova jornada na Editora Abril e essa segunda passagem pela Veja, Beto Caetano destaca: “Tudo começou num telefonema do Maurício, convidando para um café, quase três meses atrás. No encontro, veio a surpresa: era um chamado para me juntar à Veja num projeto novo de jornalismo econômico”.
Bem empregado no Insper, acabou não resistindo ao convite e a razão era sua própria história na e com a Abril: “A empresa foi chave na minha trajetória profissional, tive a oportunidade de aprender muito ali. Dá para dizer que foi minha principal escola de jornalismo. Cheguei à Abril pela primeira vez em 1988 para trabalhar como editor assistente de economia, justamente na revista Veja. Fiquei por lá pouco menos de um ano. Voltei à empresa em 1997, desta vez na Exame, e então permaneci por 22 anos e meio, deixando a revista na posição de redator-chefe. Ao todo, portanto, foram mais de 23 anos trabalhados na Abril — e agora vou dar sequência à contagem. Nesta minha terceira ligação com a empresa, estou muito animado por retomar a carreira jornalística numa marca com o prestígio de Veja, e para tocar um projeto tão bacana, liderado pelo Maurício Lima”.
O Flamengo apresentou uma queixa-crime por calúnia e difamação contra 11 jornalistas do UOL, além do engenheiro José Augusto Bezerra, pela matéria Engenheiro acusa: Flamengo adulterou cena do incêndio, publicada em 6 de março deste ano.
Segundo informações do próprio UOL, o Flamengo está processando cada jornalista individualmente, e não o UOL como veículo. O time acusou no processo Léo Burlá, autor da reportagem, além de Alexandre Araújo, Igor Siqueira, Bruna Sanches, René Cardillo, Márcio L. Castro, Lucas Lima, Bruno Doro, Diego Assis, Leonardo Rodrigues e Pedro Lopes, responsáveis pela edição do conteúdo.
A reportagem em questão fala sobre o incêndio no Ninho do Urubu, que matou garotos da base do Flamengo em fevereiro de 2019. O UOL conversou com o engenheiro José Augusto Bezerra, que declarou ter visto o CEO Reinaldo Belotti ordenar a retirada de partes de uma instalação elétrica problemática, o que alteraria a cena do incêndio enquanto a perícia ainda acontecia. O clube nega as acusações.
Em 23 de março, após a publicação da reportagem, o Flamengo barrou a entrada do UOL no Ninho do Urubu para acompanhar um treino do time. Outros veículos foram liberados para cobrir a mesma atividade. O UOL tentou conversar com o clube sobre a proibição, mas sem sucesso. Depois disso, a reportagem do UOL foi barrada em mais cinco treinos abertos, antes de conseguir liminar que permitiria o acesso.
A advogada Taís Gasparian, diretora do Instituto Tornavoz, comentou sobre o caso: “O uso de processos criminais contra jornalistas visa ao constrangimento. Pretender levar jornalistas à prisão pelo exercício da profissão é prática eticamente abusiva”.
Para Luis Francisco Carvalho Filho, advogado do UOL, “este processo mostra como o futebol brasileiro não tem compromisso com a transparência. É uma tentativa bisonha de intimidação”.
Os jornalistas Fábio Gusmão e Giampaolo Morgado Braga lançaram neste mês de junho o livro Pedofilia na Igreja: Um dossiê inédito sobre casos de abusos envolvendo padres católicos no Brasil (ed. Máquina de Livros).
Fruto de mais de três anos de pesquisa, a obra traz um panorama de casos de abusos sexuais cometidos por padres da Igreja Católica contra crianças e adolescentes no Brasil que chegaram à Justiça. O objetivo do livro é ser um passo fundamental para debater a gravidade e a profundidade do assunto. A pesquisa foi baseada em mais de 25 mil páginas de documentos, desde processos em tribunais estaduais, federais, cortes superiores, inquéritos policiais, reportagens de imprensa, até bases de dados estrangeiras.
A investigação revela que, no século XXI, 108 membros do clero brasileiro foram acusados, indiciados, denunciados, condenados ou se tornaram réus por abuso sexual de 148 crianças, adolescentes ou pessoas com deficiência intelectual. O livro apresenta todos os casos identificados e traz detalhes perturbadores de cerca de 20 deles, além de mostrar a condução das denúncias por parte da própria Igreja e da Justiça, e ações do Papa Francisco.
Os autores, que trabalham juntos há quase 20 anos no jornal O Globo, destacam que o que foi levantando no livro é apenas uma parcela do real problema de pedofilia na Igreja Católica no Brasil, além do fato de que o acesso a informações dos casos é restrito, pois muitos correm sob segredo de Justiça, por envolver menores de idade. A obra restringiu-se a casos nos quais houve processos judiciais; suspeitas não judicializadas não foram consideradas.
Está aberta, e vai até 7 de julho, a votação do primeiro turno do prêmio TOP Mega Brasil, que elegerá, pelo oitavo ano, as feras da comunicação corporativa nas categorias Agências de Comunicação e Executivos de Comunicação Corporativa, tanto nacional quanto regionalmente. Neste primeiro turno, a votação é por livre indicação de nomes, tanto de executivos quanto de agências, e cada eleitor poderá indicar até dez nomes de qualquer região do País em cada uma das categorias. Todos os votos serão computados, ainda que parciais, exceção aos votos em duplicidade do mesmo eleitor ou comprovadamente irregulares.
Segundo Marco Rossi, diretor da Mega Brasil e um dos organizadores da premiação, “o sistema desenvolvido para a plataforma de votação permite identificar e-mails e CPFs inexistentes, em geral usados por robôs ou em tentativas de burlar a votação, garantindo, desse modo, plena lisura ao pleito”.
Sobre quem pode ser indicado na categoria Executivos de Comunicação Corporativa, Rossi explica: “Essa categoria é exclusiva para colegas que atuam diretamente nas organizações clientes, ou seja, em empresas e instituições públicas e privadas e não nas agências. Nossa opção, desde o início, foi distinguir as agências coletivamente, celebrando as respectivas equipes, e a comunicação das organizações pelos profissionais que lideram e têm protagonismo na atividade.
Deste primeiro turno sairão os finalistas das duas categorias que, na sequência, em segundo turno, disputarão um lugar entre os TOP 10 Brasil e os TOP 5 das cinco regiões do País.
Segundo o regulamento, as agências e executivos que conquistarem cinco premiações ao longo dos anos são obrigados a cumprir dois anos de quarentena na categoria em que venceram. Essa regra, em relação à premiação de 2023, abrange as seguintes agências:
Temple, que tem sede em Belém e que conquistou os TOP 5 Região Norte nos anos de 2015, 2016, 2017, 2018 e 2020, cumpriu quarentena em 2022, mas continuará de fora este ano, para cumprir o segundo ano de quarentena. Estará liberada para concorrer novamente nos TOP 5 Norte em 2024. Poderá concorrer normalmente este ano ao TOP 10 Brasil.
AD2M, sediada em Fortaleza e que conquistou os TOP 5 Região Nordeste nos anos de 2015, 2016, 2018, 2019 e 2022, terá de cumprir quarentena neste ano e em 2024, podendo voltar a concorrer em 2025. Segue liberada para concorrer aos TOP 10 Brasil.
InPress Oficina (atual Oficina Consultoria), com sede em Brasília e que conquistou os TOP 5 Centro-Oeste nos anos de 2016, 2017, 2018, 2019 e 2020, já cumpriu um ano de quarentena em 2022 e continuará em quarentena neste 2023, podendo concorrer novamente em 2024. Não há restrições para concorrer nos TOP 10 Brasil.
InPress Porter Novelli, que tem sede no Rio de Janeiro e que conquistou os TOP 5 Região Sudeste nos anos de 2015, 2016, 2017, 2018 e 2019, está apta a concorrer novamente, por já ter cumprido a quarentena nos anos de 2020 e 2022 (não houve premiação em 2021). A agência permanece apta a concorrer também nos TOP 10 Brasil.
Na semana passada, o grupo alemão Axel Springer tornou concreta a ameaça que assombra o jornalismo há tempos: a perda de empregos devido ao uso da inteligência artificial.
A IA não é novidade nas redações. Publicações de vários países já a utilizam de forma pontual para processos como redação de notas com resultados de eleições a partir de comunicados oficiais ou produção de textos com base em releases de administrações locais.
O movimento do Axel Springer foi diferente. O grupo, dono do Bild, tabloide mais vendido na Europa, e do Politico, entre outros títulos importantes, anunciou o corte de 200 vagas para economizar € 200 milhões, atribuindo parte das demissões à oportunidade de utilizar máquinas para tarefas hoje executadas por humanos.
Foi a primeira vez que um grande grupo de mídia assume que a adoção da IA resultará em cortes. Embora o Axel Springer tenha tentado amenizar o choque, sinalizando depois que apenas “algumas funções” seriam afetadas pela IA, o anúncio é um marco, capaz de dar a outras empresas jornalísticas confiança para seguir os passos.
Jornalistas não são os únicos sob risco de perder o emprego para a IA generativa, que se tornou hype há menos de um ano com o lançamento do ChatGPT.
Embora ele seja a face mais pop, não é o único com potencial de ameaçar empregos.
Nesta semana, o Deepgram, plataforma de transcrição de áudio, anunciou a ferramenta Speech Summarization. Mais do que transcrever, o sistema faz um resumo do que foi transcrito.
O exemplo usado no lançamento foi o de uma ligação de call center. Um longo diálogo entre um cliente e o serviço de atendimento de uma marca de automóveis, em que dúvidas sobre o modelo são esclarecidas e um test-drive é agendado, virou um resumo de cinco linhas com tudo o que importava ser registrado no sistema.
O Deepgram não sugere que a novidade seja usada para cortar atendentes, e sim que proporciona mais tempo para “contatos estratégicos”. Mas não é difícil imaginar que o efeito colateral da redução de tempo pode ser redução da equipe.
Sem querer alarmar mais ainda, esse tipo de sistema bem pode ser usado no jornalismo, para transcrições de lives, discursos ou mesmo entrevistas, resumidas de forma ágil.
O jornalista não seria dispensado. Alguém precisa pautar, avaliar o texto final “sugerido” pelo robô e editar. Mas há um processo intermediário entre a pauta e o texto bruto que pode ser encurtado.
Sistemas como o ChatGPT e as soluções do Deepgram também são capazes de afetar funções na comunicação corporativa e nas agências, como produção de análises de cobertura de mídia e de conversas nas redes sociais.
A intenção não era mesmo alarmar. Mas se isso tiver acontecido, é bom saber que os preocupados com a IA generativa ao alcance de todos não estão sozinhos.
Depois da ansiedade climática, já temos a “ansiedade por IA”. Em um artigo sobre o tema no portal de textos acadêmicos The Conversation, a pesquisadora de Ciência do Comportamento e Psicologia da Universidade das Nações Unidas Sanae Okamoto descreve o sentimento.
Ela compara o medo da IA a outros transtornos de ansiedade relacionados à dificuldade de lidar com incerteza e ambiguidade.
Entre os motivos para essa ansiedade estão o medo da desinformação, além do óbvio temor de perder o emprego.
Ainda não há remédio, mas Okamoto dá quatro conselhos − alguns desafiantes.
Um deles é fazer uma pausa da IA, usando sistemas como o Digital Detox. Mas pausar não significa que a IA irá embora..
É isso que ela diz em outro conselho: “Admita que a inteligência artificial já está entre nós”, em situações corriqueiras como a seleção de um programa na Netflix ou uso do Google Maps.
Outra recomendação desafiante é acompanhar a legislação, que ainda engatinha no mundo − e isso pode causar mais ansiedade, sobretudo em países onde não há ainda sinalização sobre como a AI será regulada.
O quarto conselho é o mais importante e necessário: “Prepare-se para novas perspectivas de carreira”, aprendendo a usar a IA em seu trabalho e investindo “nas habilidades humanas que ela não pode ainda [o grifo não é meu] substituir”.
Os conselhos são válidos, porque não vai ser fácil controlar a ansiedade por IA.
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A Agência Pública, em parceria com o Instituto Pro Bono, está lançando a 18ª edição de seu programa de microbolsas. A iniciativa vai distribuir quatro bolsas de R$ 8 mil para a produção de reportagens sobre a situação de egressos do sistema prisional no Brasil.
A ideia é incentivar repórteres a investigar histórias de indivíduos que deixaram o sistema prisional após o cumprimento de suas penas, mostrando como é a vida após o cárcere, se as pessoas voltam normalmente para suas famílias e círculo social, se conseguem emprego facilmente, entre outras questões que abordam o assunto.
Reportagem da Pública abordou justamente a questão dos egressos do sistema prisional. Em muitos casos, além da sentença de prisão, há também a pena de multa, e desde 2019, o não pagamento dessas multas impede a extinção da pena, mesmo que o tempo na prisão tenha sido cumprido. O número de pessoas com penas de multa em aberto em São Paulo aumentou muito em dois anos, o que faz com que a “população egressa do sistema prisional viva um ciclo de criminalização e pobreza”, explica a Pública.
Interessados em fazer a inscrição devem enviar uma apresentação profissional, exemplos de trabalhos realizados, a pauta que pretendem investigar, além de pré-apuração, plano de trabalho, possíveis fontes, cronograma e plano de orçamento. As inscrições vão até 28 de julho e os nomes selecionados serão divulgados no final de agosto.