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Daniel Bergamasco deixa a GQ

Daniel Bergamasco deixa a GQ
Daniel Bergamasco deixa a GQ

Daniel Bergamasco despediu-se na última semana da GQ Brasil, onde vinha atuando como diretor de Conteúdo desde dezembro de 2020. “Saio para embarcar em um sonho profissional, mas isso fica para um próximo post”, explicou o jornalista em seu perfil no Linkedin. “Levo a GQ Brasil como a memória de uma grande paixão, de realizações, aprendizados, aventuras, muitas emoções vividas”. 

Autor de Da Ideia Ao Bilhão − Estratégias, Conflitos e Aprendizados das Primeiras Startups Unicórnio do Brasil (Portfolio Penguin), Daniel foi editor-chefe do site da Veja, editor e redator-chefe da Veja São Paulo, e repórter, editor-adjunto e correspondente em Nova York da Folha de S.Paulo.

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Cristina Padiglione deixa as redações e começa na GBR Comunicação

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Cristina Padiglione, uma das mais conceituadas colunistas de televisão do País, que só no Estadão ficou mais de 16 anos e meio, além de quase sete de Folha de S.Paulo, em duas passagens por lá, anunciou esta semana no Linkedin seu novo desafio profissional: deixa a redação da Folha para trabalhar com comunicação corporativa, contratada pela GBR Comunicação, de Guilherme Barros, na função de jornalista de relações públicas.

Na GBR Comunicação, será responsável pela produção de textos, gestão de imagem e assessoria de imprensa e mídia. Padiglione é também d

Os jornalistas na Bienal do Livro 2023

Este ano a Bienal Internacional do Livro do Rio completa quatro décadas. Organizada pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel), vai reunir, nos primeiros dez dias de setembro, mais de 300 autores, em 200 horas de programação, para receber cerca de 600 mil visitantes no RioCentro.

Segundo os próprios organizadores, o evento deixou de ser uma feira de livros e se transformou em festival de cultura e entretenimento, oferecendo experiências que ultrapassam o formato do livro físico para um conceito de leituras elásticas, sem limites entre audiovisual, teatro, música e games. Estão programados palcos inéditos e interativos com o público. Entre as novidades, destaque para os formatos Em primeira pessoa e Páginas no palco, que vão ocupar o tradicional Café literário – e o Páginas na tela, na Estação plural. Há ainda um novo espaço de animação batizado de Palavra-chave.

Curadoria

Stephanie, Clara e Mateus

Clara Alves, Mateus Baldi e Stephanie Borges formam um coletivo curador, que se propõe a apresentar, de forma integrada, o conteúdo sobre temas variados. Assim, os espaços Café literário e Palavra-chave recebem autores para conversar a respeito de assuntos da atualidade. As mesas reúnem personalidades negras, LGTBQIAPN+ e feministas, em busca da diversidade de perspectivas.

Formada em Jornalismo pela Uerj, Clara Alves é romancista e trabalha como assistente editorial. Mateus Baldi, que se apresenta no gênero feminino, é escritora, crítica literária, jornalista formada em Comunicação Social pela PUC-RJ e em Roteiro Cinematográfico pela Escola Darcy Ribeiro. Colabora para veículos como O Estado de S.Paulo, O Globo e as revistas Época e piauí. Stephanie Borges, jornalista pela UFF, é poeta e tradutora. Trabalhou em agências de comunicação e nas editoras Cosac Naify e Globo Livros.

Os espaços

Painéis sobre produções audiovisuais, com curadoria de Rosane Svartman, compõem o novo formato, chamado Páginas na tela, apresentado no espaço Estação plural. São painéis sobre obras literárias que originaram filmes, novelas, séries e minisséries, as várias maneiras de se trabalhar o conteúdo, as adaptações de obras literárias para a TV, o cinema e o streaming.

Eliana Alves Cruz

Café literário vem com uma proposta mais intimista, em que outras formas de contar histórias ganharão evidência em formatos inéditos. No Em primeira pessoa, autores consagrados conversam com o público, no modelo TedTalks, com mediação da jornalista Eliana Alves Cruz, revelação da literatura afro-brasileira. No Páginas no palco, personalidades do teatro apresentam-se sob a direção de Bianca Ramoneda.

Entra na roda é inspirado no programa Roda Viva, em que grandes autores são entrevistados por formadores de opinião, em formato similar ao que ficou conhecido: o convidado no centro de um círculo, com os mediadores em volta. Participam Felipe Cabral, jornalista pela PUC-Rio, e Giu (de Giulianna) Domingues, autora e marqueteira, entre outros. Em todos os casos, sob mediação do autor iraniano Abdi Nazemian.

O Espaço infantil imersivo tem curadoria da empresa LerConecta, das jornalista Carolina Sanches, editora Martha Ribas e pedagoga Rona Hanning, pela terceira vez na Bienal.

Fórum de Editores

De 4 a 6/9, a Bienal vai abrigar também o Fórum Internacional de Editores (Rio International Publishers Summit). Os temas vão dos desafios da transformação tecnológica até o uso de inteligência artificial e a preservação do direito autoral, num cenário regulatório de muitas indefinições, além das práticas ESG.

Sheikha Bodour bint Sultan Al Qasimi

PublisHer, ação mundial liderada por mulheres do mercado editorial, trará Sheikha Bodour bint Sultan Al Qasimi para falar da experiência de empoderamento feminino no mercado editorial. E o PublishNews, pioneiro da mídia especializada do setor no País, fará provocações do cenário editorial brasileiro e mundial.

Sob curadoria da livreira Martha Ribas, o Fórum terá como mestre de cerimônias Leonardo Neto, jornalista especializado no mercado editorial e cultural. Das 9h às 18h, no Mezanino 2 do Pavilhão Verde.

Na ABL, jornalistas conversam com jornalistas

q A Academia Brasileira de Letras escalou um time de jornalistas para bate-papos com alguns imortais, eles mesmos muitas vezes também jornalistas. Assim, teremos, diariamente, sempre às 17h, no Pavilhão Verde, estande S33, este elenco:

2/9, sábado, Cristina Aragão conversa com Rosiska Darcy de Oliveira sobre a Revista Brasileira.

3/9, domingo, Flávia Oliveira conversa com Heloísa Teixeira (ex-Buarque de Hollanda).

4/9, segunda-feira, Christian Lynch conversa com o jurista Joaquim Falcão. 

5/9, terça-feira, Fernando Dantas conversa com os economistas Pedro Malan e Edmar Bacha.

6/9, quarta-feira, Andréa Sadi conversa com Ruy Castro.

7/9, quinta-feira, Pedro Bial conversa com Ana Maria Machado.

8/9, sexta-feira, Roberto D’Ávila conversa com Merval Pereira.

9/9, sábado, Ancelmo Gois conversa com o educador Arnaldo Niskier.

Ruy Castro

Fora do estande, na abertura, dia 1º/9, sexta-feira, a mesa-redonda comemorativa dos 40 anos da Bienal terá, às 17h, Ruy Castro e Ana Maria Machado, ao lado de Thalita Rebouças, Mauricio de Sousa e Clara Alves.

No encerramento, dia 10/9, domingo, às 16h, a ABL tem Ciranda literária, com apresentação de Fernanda Montenegro e participação de dez acadêmicos eleitos mais recentemente, como Gilberto Gil e Geraldo Carneiro.

Programação

Para os que quiserem rever amigos, ou conhecer as caras novas do métier, eles estarão assim distribuídos:

Dia 1º/9, sexta-feira

17h – 40 anos de Bienal: uma celebração

18h – O professor e autor Luiz Antônio Simas transforma o Café literário em botequim carioca, no Sextou com Simas. Tem bate-papo sobre a sabedoria das ruas e como a cidade compartilha as frestas nas encruzilhadas do cotidiano. Com Marcelo Moutinho, Clara Alves e outros.

Paulo Lins

19h – No Palavra-chave, a importância das culturas dos povos africanos na construção do Brasil. A mesa As muitas cores de um defeito de cor vem com Ana Maria Gonçalves, Alexandre dos Santos e Paulo Lins, autor do livro que deu origem ao filme Cidade de Deus.

 

Dia 2/9, sábado

11h – No Estação plural, Sidney Gusman, jornalista especializado em quadrinhos, entre outros, veem como os personagens discutem racismo, ancestralidade e igualdade nas HQ.

12h – A mesa Contar e escrever, no Café literário, tem Flávia Oliveira, Tiago Rogero, o repórter Chico Felitti e Lola Ferreira numa conversa sobre a cultura podcaster e seu impacto na sociedade. Expoentes dos podcasts, eles conversam sobre seus projetos de sucessos e os bastidores da atividade.

Fábio Gusmão

13h – Fábio Gusmão e Giampaolo Braga autografam Pedofilia na Igreja. A Máquina de Livros, editora de jornalistas e que reúne basicamente autores jornalistas, está no Pavilhão Verde, estande T18.

14h – Maria Fortuna e outros discutem cuidados, mudanças e a experiência do luto, na mesa Muito mais que saudade, do Café literário.

16h – Manya Millen está entre os debatedores da mesa Novos centros, muitas vozes, no Café literário. O tema são os romances que nos convidam a pensar diferentes experiências de ser brasileiro, de se relacionar com a terra e contar histórias.

17h – Ciça Guedes e Murilo Fiuza de Melo estão com o livro Janja, a militante que se tornou primeira-dama, no estande da Máquina (Verde T18).

18h – Thalita Rebouças, mais quatro autoras e o ator Lázaro Ramos, falam sobre histórias que estão por toda parte: nos livros, nas telas, em todas as mídias. No Páginas na tela, do Estação plural.

19h – Taiana Jung, da comunicação corporativa, e Rui Marcos, têm sessão de autógrafos de Contos de vinho, no estande da Máquina (Verde T18).

 

Dia 3/9, domingo

13h – Frini Georgakopoulos, jornalista e editora de aquisições da Editora Arqueiro, entrevista a autora americana Julia Quinn sobre adaptações da Netflix para os livros dela. No espaço Palavra-chave.

14h – Caio Tozzi, no espaço Infantil, tem Mesa do autor para falar sobre suas narrativas criadas para pré-adolescentes, adolescentes e jovens adultos.

Octavio Guedes

15h – Sessão de autógrafos de Octavio Guedes e Daniel Sousa, com Essa República vale uma nota. No estande da Máquina (Verde T18).

17h – Cristina Serra, também autora da Máquina de Livros, autografa Nós, sobreviventes do ódio.

18h – O painel de g1 e GloboNews, com a repórter Beth Pacheco, tem conversa com Dora Kaufman e Lucas Herdy sobre Inteligência Artificial. No Café literário

19h – Rafaella Machado apresenta um evento inusitado, o desfile e concurso de fantasias de personagens dos fãs das americanas – que vendem milhões de livros YA no Brasil – Cassandra Clare e Holly Black. O prêmio é uma visita ao Grupo Editorial Record, acompanhando as autoras. Rafaella é editora da Galera Record e da Versus Editora. 

 

Dia 4/9 segunda-feira

16h – Com outros convidados, Cláudia Lamego participa da mesa Livros que me [trans] formaram. Eles falam, no Café literário, sobre livros que trouxeram, acima de tudo, outras formas de ver o mundo.

18h – Leonardo Marona, jornalista e livreiro na Travessa, está na mesa Mais que poema, sobre as possibilidades do poema na música, na performance e nas redes sociais. No Café literário.

 

Dia 5/9, terça-feira

19h – Cláudia Lamego volta na Palavra-chave com convidados e discute Para sonhar um mundo novo, um encontro entre ficção e ciência.

 

Dia 6/9, quarta-feira

15h – Carolina Sanchez conduz a conversa Enaldinho: a lenda da internet, com o youtuber criador de conteúdo para seus 25 milhões de inscritos, no Palavra-chave.

16h – Bianca Ramoneda recebe atrizes para interpretações de Clarice Lispector em leituras dramatizadas, música e conversa. No Café literário, na mesa Páginas no palco − Clarices.

17h – A mesa Maternidades reais, da Palavra-chave, reúne mães com diferentes experiências. Com Daiana Garbin, Gabi Oliveira, Isabela Reis e a advogada Ruth Manus.

18h – Bruno Levinson e Edu Carvalho, e outras, estão no Café literário. A mesa Medicinal, recreativa e industrial: a cannabis hoje reflete o impacto da cannabis em nosso cotidiano.

Nath Finanças

19h – A empresária, escritora e influenciadora digital Nathalia Rodrigues, que usa o nome de Nath Finanças, abre a participação da Editora Intrínseca no evento. A mesa Dinheiro é coisa séria, do Palavra-chave, é um bate-papo sobre organização financeira. Nath é autora de Orçamento sem falhas, um guia prático e didático de educação financeira, que ela autografa após a mesa. O estande da Intrínseca (Pavilhão Azul M13/N12) vem com uma programação de autores da casa. 

 

Dia 7/9, quinta-feira

12h – No Café literário, a mesa Nossa língua recebe quatro professores doutores e autores, que pensam a história, os usos e as transformações da língua portuguesa.

Míriam Leitão (Crédito: Rafaela Cassiano)

13h – Míriam Leitão fala sobre seu novo livro, Amazônia na encruzilhada, que chega às livrarias às vésperas da Bienal. A obra aborda bastidores da luta do Brasil contra o desmatamento da região, e a autora estará em sessão de autógrafos após a mesa. A mesa Amazônia agora e sempre, no Palavra-chave, tem também Eliane Brum, Cristina Serra e a ativista indígena Márcia Kambeba.

14h – Anderson Sanchez autografa dois livros-reportagens, O carcereiro do Cabral e Polícia Federal, no estande da Máquina de Livros (Verde T18).

15h – Valter Hugo Mãe, com mais dois autores, discute a importância de escrever sobre os sentimentos, levando para o Palavra-chave uma literatura voltada para a sensibilidade do cotidiano.

Às 16h, temos muitos jornalistas:

− No espaço Infantil, Helen Pomposelli tem sua Mesa do autor.

Paolla Serra autografa a última edição de Caso Henry: morte anunciada, no estande da Máquina de Livros.

− No Café literário, a mesa O avesso da pele em cena, do Páginas no palco, une teatro e bate-papo. Edu Carvalho e Jeferson Tenório compartilham seus processos de criação.

Marcelo Lins media fala do psiquiatra Augusto Cury no Estação plural, Páginas na tela

Laurentino Gomes (Crédito: Vilma Slomp)

17h – Olívia Pilar recebe os leitores no espaço Palavra-chave, para uma conversa sobre clichês literários e representatividade nos romances contemporâneos. A mesa Clichê sim, com orgulho, tem ainda Felipe Cabral. Olívia é autora de Um traço até você, que ela autografa após a mesa, e suas histórias têm protagonistas negras e garotas que gostam de garotas.

19h – Laurentino Gomes, com Tiago Rogero, comemora o feriado no Café literário, na mesa Uma nova independência. Eles discutem, com uma professora de História, como a sociedade brasileira precisa entender suas origens para definir novos caminhos.

 

Dia 8/9, sexta-feira 

Thalita Rebouças

11h – Thalita Rebouças e mais três autores, na mesa Com outros olhos, do Palavra-chave, debatem o que é ter uma leitura da sensibilidade para os temas atuais.

12h – Ana Paula Araújo é uma das autoras da mesa Na rua a gente se encontra, do Café literário. Elas procuram ampliar o que se entende como vida urbana.

14h – Na mesa Quem tem medo de você, IA?, Bruno Natal, jornalista especializado em tecnologia, reflete sobre regulamentação, criatividade e ética, no uso da inteligência artificial, com pesquisadores e artistas. No Café literário. 

19h – No mesmo horário, Kika Gama Lobo, hoje youtuber, com Juliana Leite, da UERJ, e Bianca Ramoneda, estão na mesa Conversa entre gerações, que reúne mulheres de diferentes gerações para debater os estereótipos negativos associados ao envelhecimento e celebrar a diversidade de experiências. No Palavra-chave.

 

Dia 9/9, sábado

11h – A hoje editora Cinthia Zagatto e outros conversam, na mesa Mais que autor, sobre suas experiências em outras áreas da produção do livro, e como esse envolvimento no mercado editorial pode influenciar sua obra. No Palavra-chave.

15h – Xico Sá e Manuela Dias, no Páginas na tela, do Estação plural, falam sobre as historias que estão em todas as mídias.

Maria Beltrão

17h – Maria Beltrão leva seu livro O amor não se isola para a Praça de Autógrafos, no Pavilhão Azul.

− Também às 17h, Roberta de Souza autografa novos livros no estande do Grupo Gaia (Pavilhão Verde Q22). O grupo reúne dez autores de Maricá (RJ) nos selos Serpentine Editorial e Afeto Editora.

18h – No Café literário, a mesa Meditação: uma pausa para o cuidado tem Helena Galante entrevistando a monja Coen Roshi.

− No mesmo horário, Tatiana Siciliano, diretora da Comunicação Social da PUC-Rio, discute com roteiristas a relação do imaginário moderno com as narrativas ficcionais. No Páginas na tela, do Estação plural.

19h – Livros & Música & Festa, no Palavra-chave, o inusitado. Pedro Rhuas e Vinicius Grossos conduzem festa sobre literatura jovem-adulta YA, que revoluciona o mercado editorial, e as músicas que inspiram essas obras. Para participar da festa, é preciso retirar senhas, a partir das 11h30, na Central de Senhas.


Dia 10/9, domingo

12h – Bianca Santana, de Faap e FGV-SP, fala sobre negritude na literatura para crianças, na Mesa do autor, espaço Infantil.

− Também às 12h, Claudia Lamego recebe roteirista e artista visual para compartilharem suas experiências ao usar a memória familiar como procedimento de escrita, criando a ficção a partir de pessoas reais. Na mesa Memórias afetivas do Café literário.

Lynn Painter (Crédito: Jackson Okun)

13h – Lynn Painter, da Intrínseca, volta para a mesa O romance é pop. Autora best-seller de comédias românticas para leitores jovens e adultos, ela tem uma coluna no jornal Omaha World-Herald, em que fala sobre família e comportamento parental. 

Raffa Fustagno media as falas da convidada sobre suas próprias referências e como elas influenciam suas obras. No Palavra-chave.

14h – Sílvio Barsetti autografa seus livros-reportagens O outro lado do poder e A farra dos guardanapos, no estande da Máquina de Livros. 

− No mesmo horário, 14h, Stephanie Borges e Bianca Santana comentam temas como legados familiares, memória e pertencimento, na mesa Diáspora e raízes, do Café literário.

15h – Eduardo Spohr; Affonso Solano, comunicador da cultura geek, e a crítica e editora Ronize Aline são referências da literatura fantástica nacional e exploram a construção de universos expandidos na mesa [Re]Criando Mundos, do Estação plural.

− Ainda às 15h, Ivan Mizanzuk, e outros, no Palavra-chave, comentam Do romance policial ao true crime: por que os crimes nos fascinam?, e como esse tema aparece em diversos gêneros literários.

16h – Ciranda literária da Academia, no Café literário.

19h – Guilherme Samora, editor das obras de Rita Lee na GloboLivros, e Kamille Viola, repórter da Veja Rio e autora sobre MPB, entre outros, comandam a mesa Rita Lee: uma homenagem, no Palavra-chave.

TOP Mega Brasil homenageia as feras da Comunicação Corporativa

TOP Mega Brasil homenageia as feras da Comunicação Corporativa
TOP Mega Brasil homenageia as feras da Comunicação Corporativa

A Unibes Cultural foi palco, na noite desta quarta-feira (30/8), da entrega do TOP Mega Brasil – 2023, premiação que celebra as feras da comunicação corporativa nas verticais Agências de Comunicação e Profissionais de Comunicação Corporativa.

Cerca de 200 convidados participaram do coquetel de confraternização e acompanharam a cerimônia de premiação, sob a condução do mestre de cerimônias Júlio Santos.

TOP 10 e Pódio Brasil

Nos TOP 10 Brasil a agência vencedora foi a FSB Comunicação, que já havia chegado ao Pódio, porém sem nunca ter vencido a premiação. Ela foi seguida da Edelman, a vice-campeã, e da Approach, a terceira colocada no certame. 

E entre os executivos houve, pela primeira vez na história da premiação, um empate. Com isso, Viviane Mansi, da Toyota, e Pâmela Vaiano, do Itaú Unibanco, dividiram as honras de campeãs da edição. Em segundo lugar ficou Marcelo Gentil, da Novonor, único dos TOP 10 (em verdade 11, por causa do empate na primeira colocação) de fora de São Paulo, ele que atua na Bahia e que havia sido o campeão em 2022. E, em terceiro, ficou Mariana Scalzo, da Arcos Dorados/McDonalds.

As outras agências que integraram os TOP 10 Brasil foram: AD2M Comunicação, BCW Brasil, CDN Comunicação, Fato Relevante, JeffreyGroup, Loures, Oficina Consultoria e RPMA.

E os executivos foram: Bruno Rossini (Quinto Andar), Carolina Prado (Intel), Debora Pratali (Hospital Israelita Albert Einstein), Glauco Lucena (Anfavea), Jorge Görgen (Iveco Group), Malu Weber (Bayer) e Matheus Lombardi (XP Inc.)

Campeões Regionais

Os campeões regionais do TOP Mega Brasil 2023 foram os seguintes:

Entre os executivos, os primeiros colocados foram:

  • Região NorteRoseane Mota (Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano-AM)
    • Os outros eleitos foram: Adriana Monteiro (Vale), Elena Brito (Norsk Hydro), Eunice Venturi (Fundação Amazônia Sustentável) e Viviane Cavalcante (Grupo Nova Era)
  • Região NordesteDaniela Franco Verhine (VINCI Airports-BA)
    • Os outros eleitos foram: Amine Darzé (Neonergia-BA), Délia Coutinho (Fecomércio-BA), Neliza Ferraz (Grupo Aço Cearense-CE) e Thaise Muniz (Itaipava Arena Fonte Nova-BA)
  • Região Centro-OesteAnderson Polarini (Suzano-MS)
    • Os outros eleitos foram: Aline Guedes (Grupo Flamboyand-GO), Ana Angélica Teixeira (Oba Hortifruti-DF), Ruy Conde (Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania-DF) e Sidnei Ramos (Eldorado Brasil Celulose-MS)
  • Região SudesteShirley Nara Pinho de Araújo (Instituto Butantan-SP) 
    • Os outros eleitos foram: Amanda Brum (Anbima-SP), Cristiano Caporici (Tecnobank-SP), Gabriela Lobo (CNH Industrial-MG), Pedro Henrique (Peagá) Oliveira (unico IDtech-SP) e Simone Maia (MRV&CO)
  • Região SulThais Fontes (Melnick)
    • Os outros eleitos foram: Ariana Russi Deschamps (Grupo Boticário-SC), Bianca Franchini (Sicredi-RS), Bruna Brassalotti (Paraná Clínicas-PR) e Sayonara Moreira (Tupy-SC)

Entre as Agências, as primeiras colocadas foram:

  • Região NorteTrês Comunicação e Marketing (AM)
    • As outras eleitas foram: Eko Agência (PA), Gaby Comunicação (PA), Gamma Comunicação (PA) e Jambo Comunicação (PA)
  • Região NordesteComunic,ativa Agência de Comunicação (BA)
    • As outras eleitas foram: ATcom Comunicação Corporativa (BA), Darana RP (BA), Marketing Real (RN) e Texto & Cia − Assessoria de Comunicação (BA)
  • Região Centro-OesteDGBB Comunicação & Estratégia (DF)
    • As outras eleitas foram: Contexto Mídia (MS), Fato Mais Comunicação (GO), Proativa Comunicação (DF) e Re9 Comunicação (DF)
  • Região SudesteÁrvore (MG)
    • As outras eleitas foram: Casa9 Agência de Comunicação (SP), ETC Comunicação (MG), Giusti Creative PR (SP) e In Press Porter Novelli (RJ)
  • Região SulCentral Press (PR)
    • As outras eleitas foram: Excom Comunicação (PR), Martha Becker Connections (RS), Oficina das Palavras (SC) e V3COM (PR)

A jornada

Foram dois turnos de votação e milhares de votos de todo o País, resultando na indicação de mais de 1.000 agências e mais de 1.000 executivos, dos quais cerca de cem de cada uma das verticais seguiram para a final, no segundo turno, que elegeu os TOP 10 Brasil e os TOP 5 das cinco regiões. E desses saíram os campeões regionais e o Pódio Brasil, destacando os 1º, 2º e 3º colocados, que receberam adicionalmente o Troféu da Onça Pintada, felino símbolo da premiação, por representar as feras da comunicação corporativa.

TOP de Ouro 

Ainda durante a premiação, houve a entrega do Troféu TOP de Ouro para a InPress Porter Novelli, por ter conquistado, em 2022, sua quinta onça pintada como campeã dos TOP 10 Brasil. E, pelo Regulamento da Premiação, quem vence em cinco ocasiões – seguidamente ou de forma alternada – ganha o Troféu TOP de Ouro e cumpre quarentena em duas edições da premiação. No caso da InPress, já cumpriu um ano, agora em 2023, e cumprirá novamente em 2024, podendo voltar a competir nesta categoria em 2025. A agência, vale ressaltar, também conquistou o TOP de Ouro na Região Sudeste, e, nessa categoria, já cumpriu quarentena, tendo voltado a concorrer este ano na categoria.

Leia também: Começou em 31/8 a votação do Prêmio +Admirados Jornalistas Negros e Negras da Imprensa Brasileira

Especial do MediaTalks analisa Comunicação, ESG e Inteligência Artificial

Especial do MediaTalks analisa Comunicação, ESG e Inteligência Artificial

A vida das corporações nunca mais foi a mesma desde a chegada da web no final dos anos 1990. Mudou demais com o surgimento e a expansão desenfreada das redes socias e bigtechs, pouco mais de uma década depois. E agora, como a coroar uma das mais profundas transformações tecnológicas já vistas pela humanidade, coloca um ponto de interrogação gigantesco à frente dos mais preparados profissionais sobre o que acontecerá com o mundo do trabalho e dos negócios sob o império e o impacto da IA e de novas ferramentas como o ChatGPT e similares, as ferramentas de inteligência artificial generativa.

Esse é o desafio a que se propôs o MediaTalks by J&Cia neste especial que vai celebrar o seu terceiro aniversário, e que reuniu entrevistas, análises e pesquisas sobre os riscos e oportunidades da inteligência artificial para acelerar a implementação dos compromissos ESG, bem como seu impacto na atividade de promover e proteger marcas.

Conteúdo editado em Londres

Produzido a partir de Londres, sob a liderança dos editores e parceiros deste J&Cia Luciana Gurgel e Aldo De Luca, o especial pode ser lido aqui, trazendo novamente a participação estratégica e oportuna de correspondentes brasileiras que escreveram sobre suas impressões sobre o tema, além de entrevistarem especialistas reconhecidos nos respectivos países em que atuam. São elas rcia Carmo (Argentina), Eloá Orazem (EUA), Fernanda Massarotto (Itália) e Cláudia Wallin (Suécia).

Diversidade de olhares

Entre as fontes entrevistadas para esta edição estão Katie King, CEO da consultoria IA in Business / Reino Unido; Andrew Bruce Smith, Chartered Institute of Public Relations UK; Jonas Valente, pesquisador do Oxford Internet Institute; Nils Köbis, Max Planck Institute ; Dorothy Leidner, professora de Ética nos Negócios da Universidade de Virginia (EUA); Jerry Silfwer, CEO da agência sueca Spin Factory; Santiago Peixoto, diretor da agência argentina Inventia; Alexander Ditzend, presidente da Sociedade Argentina de Inteligência Artificial; e Pablo Fernandes, CEO da agência de fact checking Chequeado.

O olhar brasileiro

Executivos e profissionais de RP brasileiros também compartilharam sua visão sobre os desafios da agenda ESG: Amaury Oliva (Febraban); Beth Garcia e Marcelo Vieira (Approach Comunicação), Jorge Görgen (Iveco América Latina) e Flávia Vígio, executiva de comunicação.

Menu eclético e atraente

Entre os temas em desfile neste especial de terceiro aniversário do MediaTalks destacam-se:

  • O momento ESG no contexto da inteligência artificial generativa: quais são os riscos?
  • Como a IA já está sendo usada em atividades como redação de press releases, produção de postagens para redes sociais, pesquisas e planejamento e as ferramentas disponíveis
  • O valor da tecnologia para introduzir dados no planejamento e mensuração de resultados, tornando as discussões sobre reputação menos abstratas
  • O que os profissionais de comunicação e as empresas devem levar em conta ao usar as ferramentas de inteligência artificial em seu trabalho e os dilemas éticos envolvidos nesse uso
  • Como a adoção da tecnologia pode impactar empregos no setor de comunicação – até mesmo em funções estratégicas e criativas

Audiência qualificada

Além de ser direcionado para o seletivo mailing do MediaTalks, integrado por líderes e executivos do jornalismo e da comunicação corporativa em todo o País, e para os leitores do UOL, do qual MT é parceiro, o especial será adicionalmente distribuído para toda a audiência do J&Cia nas redações e assessorias de comunicação, atingindo mais de 50 mil profissionais.

Leia a edição completa aqui.

Começou em 31/8 a votação do Prêmio +Admirados Jornalistas Negros e Negras da Imprensa Brasileira

Começa nesta quinta-feira a votação do Prêmio +Admirados Jornalistas Negros e Negras da Imprensa Brasileira

Os veículos Jornalistas&Cia, Neo Mondo e 1 Papo Reto e a Rede JP de Jornalistas pela Diversidade na Comunicação associaram-se para organizar, pela primeira vez no Brasil, o Prêmio +Admirados Jornalistas Negros e Negras da Imprensa Brasileira, que vai eleger os mais admirados jornalistas negros e negras da imprensa do País e os veículos de comunicação com maior aderência à cobertura de pautas raciais e à causa da luta antirracista. A votação em primeiro turno começou em 31/8 e vai até 14 de setembro.

O objetivo da premiação é, de um lado, reconhecer os profissionais e os veículos que se destacam na atividade jornalística e na luta antirracista e, de outro, contribuir para fomentar maior diversidade nas redações e, em consequência, nas pautas e fontes presentes no dia a dia da atividade editorial.

A eleição dos +Admirados será feita por votação direta dos profissionais do ecossistema do Jornalismo e da Comunicação, em dois turnos de votação; o primeiro, de livre indicação, que definirá os finalistas; e o segundo, que elegerá os vencedores do certame.

Os que receberem as maiores votações seguirão para o segundo turno, que definirá os vencedores das seguintes categorias: TOP 50 Profissionais Brasil, TOP 5 Profissionais de Imagem/Foto e Vídeo, e TOP 5 Veículos de Comunicação.

Na última etapa, a da cerimônia de premiação, serão conhecidos também os TOP 10 Profissionais Brasil, o TOP Campeão Profissional de Imagem/Foto e Vídeo, os TOP Campeões Regionais de Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul, e o TOP Campeão Veículo de Comunicação. Haverá ainda três homenagens especiais: Decano do Jornalismo – Troféu Luiz Gama, Revelação do Ano – Troféu Tim Lopes e Personalidade do Ano – Troféu Glória Maria.

A cerimônia de premiação será realizada em novembro, em dia e local a serem divulgados oportunamente.

Confira o regulamento do prêmio aqui. 

Digitalização, Inteligência Artificial, Algoritmo, Redes Sociais… O jornalismo no Fire Festival

Por Victor Félix, especial para o J&Cia

O Fire Festival, realizado pela Hotmart de 24 a 26 de agosto no Expominas, em Belo Horizonte, reuniu centenas de especialistas, pesquisadores, influenciadores e referências em empreendedorismo, conteúdo, marketing digital, inovação, audiência e redes sociais. O evento teve cerca de oito mil participantes, de 26 países, e mais de 160 palestrantes.

As palestras, oficinas e workshops do Fire Festival levantaram questões essenciais também para os jornalistas em seu cotidiano, principalmente ao considerarmos a chamada Era conectada, online, em que a informação está intimamente ligada à internet e às redes sociais.

Digitalização e modernização das redações

No primeiro dia do Fire Festival, na palestra No rádio, no vídeo, nas redes: como um conteúdo pode atingir milhões de pessoas?, os integrantes da mesa discutiram temas recorrentes em todas as redações do Brasil e do mundo: digitalização e inovação. O debate foi mediado por João Vítor Xavier, vice-presidente da rádio Itatiaia, com participação de Sérgio Maria, diretor de digitalização e inovação da CNN Brasil, além de Alexia Duffles, diretora de marketing e comunicação da MRV, e Frederico Montezuma, diretor da Hotmart.

João Xavier comentou que o processo de digitalização da Itatiaia começou há apenas dois anos: “Esse aqui não era o nosso mundo, mas precisava ser. Por isso, estar aqui era tudo o que a Itatiaia precisava. É a concretização daquilo que a gente vem construindo há dois anos para modernizar uma marca tão querida e tão importante para os mineiros, para a gente poder chegar em mais mineiros e mais brasileiros no mundo todo”.

Xavier destacou ainda que Rubens Menin, dono da Itatiaia e da CNN Brasil, insistiu que o foco da emissora fosse a digitalização da empresa: “A gente entendeu que não precisa e não pode ser apenas o radinho. Somos o radinho, o YouTube, o Twitter, o Instagram, o Facebook, o TikTok. Somos tudo mais que acontecer daqui para a frente”.

Digitalização, Inteligência Artificial, Algoritmo, Redes Sociais… O jornalismo no Fire Festival
Frederico Montezuma (esq.), Sérgio Maria, Alexia Duffles e João Vítor Xavier (Crédito: Hotmart/Divulgação)

Algoritmo: o “chefe invisível”

Ainda sobre digitalização e modernização, vemos hoje no jornalismo uma tendência de muitos profissionais abandonarem as redações para se dedicarem a canais no YouTube, lives em plataformas digitais, e redes sociais. E aí enfrentam obstáculos no que se refere ao conteúdo publicado e ao algoritmo.

No segundo dia do Fire Festival, na palestra Exaustão algorítmica: influenciadores digitais, trabalho de plataforma e saúde mental, Issaaf Karhawi, pesquisadora e doutora em comunicação digital pela USP, falou sobre Exaustão Algorítmica, uma espécie de burnout dos influenciadores digitais e dos criadores de conteúdo, um esgotamento dos creators.

Karhawi explicou que a maioria das pessoas que optam por trabalhar com conteúdo e redes sociais o faz pela independência que terá no trabalho – cerca de 78%, segundo pesquisa realizada pela Brunch & Youpix em 2022. Outros motivos são seguir paixões (73%) e horas de trabalho flexíveis (69%).

A pesquisadora destaca que quem vai por esse caminho acredita na falácia de “ser seu próprio chefe, quando na verdade, essas pessoas têm um chefe, que é invisível e maquínico: o próprio algoritmo”.

E o próprio algoritmo das redes é o chefe de quem trabalha com redes, pois ele pune quem deixa de postar com frequência, diminuindo seu alcance, ou se não adere aos formatos específicos, entre várias outras “penalidades” de um chefe em uma empresa.

Os jornalistas que entram no mundo de influenciadores podem estar sujeitos a esses obstáculos, principalmente no que se refere à adaptação do conteúdo informativo para as redes sociais. Os formatos são diferentes daqueles vistos em redações de TV, e o algoritmo pode ser punitivo.

É preciso, portanto, achar um meio termo entre o conteúdo jornalístico e informativo produzido e as métricas, os algoritmos das redes sociais, de modo a evitar “broncas” desse chefe invisível.

Digitalização, Inteligência Artificial, Algoritmo, Redes Sociais… O jornalismo no Fire Festival
Issaaf Karhawi (Crédito: Hotmart/Divulgação)

Inteligência Artificial: Inimiga ou Aliada?

Outro problema que os jornalistas têm enfrentado nos últimos anos é a possível ameaça da Inteligência Artificial (IA), tema que passou a ser ainda mais discutido com a popularização de ferramentas como ChatGPT. Mas não podemos pensar que a IA é algo exclusivamente ruim para os jornalistas.

No palco Youpix/Fire Festival, na palestra Inteligência Artificial vai matar meu conteúdo?, Luiz Gustavo Pacete, jornalista especializado em tecnologia, editor da Forbes Tech e head de Conteúdo da MMA Latam, falou sobre as novas tecnologias que utilizam Inteligência Artificial, e suas vantagens e desvantagens no mundo dos negócios e do marketing digital.

Em entrevista para este J&Cia, Pacete, que esteve na lista dos +Admirados Jornalistas da Imprensa de Tecnologia de 2022, explicou justamente que, no jornalismo, Inteligência Artificial deve ser vista com cautela, sem extremos, pois não é uma terrível ameaça, como também não pode ser considerada uma aliada.

Ele explicou, por exemplo, que ela é muito útil para o jornalismo em matérias rápidas, de velocidade, em que atrair a audiência e obter métricas relevantes de SEO são as coisas mais importantes. Já matérias mais detalhistas, reportagens de fôlego, devem idealmente permanecer sob o comando de mãos humanas.

“O jornalismo hoje em dia tem uma lógica de produção muito voltada para o algoritmo, para o SEO, para a audiência, precisa de escala e de velocidade. As matérias e os conteúdos em geral se tornaram muito automatizados, e nesse aspecto, a IA é uma aliada”, explicou Pacete. “Podemos direcionar nossos recursos humanos para matérias de mais fôlego, de mais qualidade, de conexões humanas, e não digo nem matérias investigativas, mas matérias que têm esse olhar humano. Agora, nessas matérias rápidas, que exigem velocidade para suprir a parte da audiência, acho que a IA é fundamental, pois, de novo, grande parte do jornalismo produz hoje para algoritmos”.

Para ele, a Inteligência Artificial gera tanto um desafio como uma oportunidade para a imprensa: “É um desafio de checagem, que já vivemos atualmente com fake news e desinformação, mas que será e já está sendo potencializado com a IA. Será cada vez mais frequente a necessidade de checar se determinada imagem foi criada por IA. O olhar do jornalismo sobre a IA deve ser muito reflexivo, não pode ser polarizado. Não podemos pensar que ela vai substituir o jornalismo, como também não podemos achar que será apenas coisas boas, oportunidades. Existe um meio termo nesse assunto”.

Digitalização, Inteligência Artificial, Algoritmo, Redes Sociais… O jornalismo no Fire Festival
Rafa Lotto (esq.) e Luiz Gustavo Pacete (Crédito: YouPix/YouTube)

Os receios da transição para o digital

E falando sobre a era da internet e a transição para o mundo digital, no painel Virou Blogueirinha? Quando a influência muda o jogo de uma carreira tradicional, o debate foi justamente sobre as dificuldades de ingressar no meio das redes sociais, e os obstáculos e preconceitos provenientes dessa escolha.

Mari Palma, jornalista da CNN Brasil, mediou o debate, no terceiro e último dia de Fire Festival, que contou com a participação de Simone Cesar, doutora especializada em odontologia e que faz vídeos sobre saúde bucal para crianças; e Fayda Belo, advogada especializada em crimes de gênero.

Em conversa sobre conciliar carreiras tradicionais e perfis nas redes sociais, Mari falou sobre sua experiência, e como consegue hoje manter tanto o trabalho no jornalismo como as visualizações na internet:

“O julgamento por parte de colegas existe. No meu caso, jornalistas têm certo preconceito com quem faz essa transição para o digital, do tipo ‘agora virou bloqueirinha e abandonou o jornalismo, a credibilidade’. Hoje, quase dez anos depois de iniciar minha trajetória nas redes, muitos jornalistas vêm me perguntar como podem fazer igual, qual caminho seguir para também estarem neste meio digital”, refletiu Mari. “Hoje é a era da internet, e o jornalismo acaba se contaminando com isso também. É possível e relevante para nossas carreiras como comunicadores que consigamos conciliar esses dois mundos”.

A jornalista falou também sobre as diferenças de mentalidade de profissionais que cresceram, no meio digital, como ela, e outros mais “tradicionais”, de veículos não online, como os impressos: “Muitos colegas estão fazendo transição de carreira depois dos 40. Eles pensam que precisam falar apenas com o público jovem, mas não necessariamente, dá para se comunicar com todos”.

“No g1 em um minuto, me deram a liberdade de ser quem eu era, com linguagem informal”, contou Mari. “Não tinha TP, tinha que ter tudo na cabeça. Minha coordenadora veio do impresso, e eu cresci no digital, então ela reclamava da linguagem informal que eu usava, pois tinha medo de que eu não fosse levada a sério. Mas os tempos mudaram, o público quer algo mais rápido. Aprendemos muito uma com a outra, essa troca de experiências de diferentes meios é muito frutífera”.

Simone Cesar (esq.), Fayda Belo e Mari Palma (Crédito: Hotmart/Divulgação)

Troféu Mulher Imprensa anuncia vencedoras

Troféu Mulher Imprensa anuncia vencedoras
Troféu Mulher Imprensa anuncia vencedoras

A Revista e o Portal Imprensa divulgaram as 15 vencedoras do 17º Troféu Mulher Imprensa. A iniciativa visa a premiar o trabalho jornalístico das mulheres dentro e fora das redações brasileiras.

A nova edição traz mais diversidade, com duas comunicadoras indígenas vencendo pela primeira vez na história do troféu: Luciene Kaxinawá ganhou na categoria Regionalidade: Norte enquanto Elizângela Baré, em Programa de Podcast de Jornalismo.

Luciene nasceu em Rondônia, é indígena do povo Huni Kuin, exerce a profissão desde 2014 na Região Norte, formou-se em 2019 e atualmente é editora e apresentadora do Canal Futura.

Elizângela é uma liderança na Terra Indígena Cué-Cué/Marabitanas, no Alto rio Negro, Amazonas. Com mestrado em Saúde Pública na Universidade de São Paulo, é apresentadora da Rádio Sumaúma.

Entre as vencedoras de outras categorias a maioria é de profissionais negras. Nayara Felizardo (The Intercept Brasil) e Flávia Oliveira (Globo News) recebem o troféu pela segunda vez.

A cerimônia de entrega, exclusiva para convidados, será realizada em 28 de setembro, em São Paulo. Confira a relação completa das premiadas aqui.

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Os chatbots podem “enlouquecer” a internet? Pesquisadores alertam que sim

(Crédito: Vectofree)

Por Luciana Gurgel

Luciana Gurgel

A sigla MAD (louco, em inglês), usada em um novo estudo sobre a tecnologia para batizar mais uma preocupação com a inteligência artificial generativa, traduz bem as apreensões que a rondam. MAD é o acrônimo para Model Autophagy Disorder, ou Transtorno de Autofagia do Modelo, em tradução livre.

Trata-se de uma analogia com a doença da vaca louca, invocada para representar o risco de o conteúdo gerado pelos chatbots ter sua precisão ou diversidade comprometidas à medida que os robôs passam a ser alimentados por mais dados gerados pela própria IA (sintéticos) do que por humanos, distanciando-se da realidade. Isso seria “enlouquecer”.

O trabalho de pesquisadores das universidades Rice e Stanford apontando o risco do “autoconsumo” no treinamento dos modelos de linguagem baseou-se em imagens largamente utilizadas pela mídia e por organizações que adotam IA em processos diversos, como interação com consumidores, recrutamento, relações públicas e marketing.

Mas esse risco se estende a qualquer tipo de conteúdo, segundo o estudo, entrando para a lista de efeitos potenciais indesejados da IA generativa, que podem afetar notadamente o trabalho da imprensa, da comunicação corporativa e a reputação das empresas, tema do novo especial do MediaTalks.

Os autores afirmam que “em breve haverá mais dados sintéticos do que dados reais na internet”. Esse futuro ainda não chegou. Ainda assim, os dados criados pela IA já alimentam os modelos de linguagem mais do que se supõe, por uma série de razões listadas no trabalho.

Uma delas é facilidade e praticidade, especialmente quando há poucos dados reais disponíveis sobre determinado assunto ou grupo social, por exemplo.

Outra razão apontada é que os dados sintéticos melhoram a performance dos sistemas de IA. Em terceiro lugar está a preocupação com a privacidade em aplicações sensíveis, como imagens ou agregação de dados médicos. Isso faz com que informações artificiais sejam priorizadas, a fim de prevenir questionamentos que podem virar dor de cabeça reputacional ou jurídica.

Em quarto lugar − e, segundo os pesquisadores, mais importante − vem o fato de que, à medida que os modelos de aprendizagem profunda se agigantam, começa a faltar informação real na internet.

(Crédito: Vectofree)

Nesse contexto, os moderadores humanos que guiam tarefas de aprendizagem supervisionada têm usado cada vez mais conteúdo gerado pela IA para aumentar a sua produtividade e rendimento. Uma das características é que muitas vezes eles têm mais qualidade, o que acaba por reduzir ainda mais a diversidade.

O problema é que essa prática se afasta do padrão de treinamento de IA porque, ao gerar conteúdo em cima de conteúdo, cria-se o chamado loop autófago, ou “autoconsumidor”.

A comparação com a doença da vaca louca, que provoca comportamentos atípicos em seus portadores, é justificada: em três experimentos diferentes com modelos de loop autófago, reduzindo-se ou eliminando-se os dados reais a cada geração, os novos modelos mostraram-se “fadados a enlouquecer”, segundo os pesquisadores.

A situação se demonstrou mais grave no caso de conteúdos gerados exclusivamente com base em dados sintéticos. Para acalmar os mais assustados, eles asseguram que, ao treinar modelos generativos reais, os profissionais sempre irão preferir “pelo menos alguns dados reais, quando disponíveis”. E quando não estiverem? E se os profissionais não forem tão profissionais ou comprometidos com a ética?

Trazendo a teoria para a prática, o estudo reafirma a tese de que a inteligência artificial é espetacular, útil, transformadora, revolucionária e todos os demais adjetivos que se possa imaginar − mas dispensar o elemento humano tem consequências.

“Se não for controlado, o MAD poderá envenenar a qualidade e a diversidade dos dados de toda a internet”, dizem os autores na conclusão.

Ao reconhecer que traçaram um cenário apocalíptico, eles alertam que o caos pode ser evitado por meio de ações como moderar o uso de dados sintéticos e tomar muito cuidado quando não houver um conjunto de dados reais disponível, “para evitar a loucura no futuro”.


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Jeduca completa sete anos e busca levar a educação para os destaques da mídia

Jeduca completa sete anos e busca levar a educação para os destaques da mídia

A Associação de Jornalistas de Educação (Jeduca) completou em junho sete anos de atuação. Criada em 2016, a iniciativa visa a ajudar os jornalistas na cobertura de pautas relacionadas à educação, além de mostrar a importância do tema para a sociedade.

A ideia para a criação da associação surgiu de um pequeno grupo de jornalistas que já cobriam educação, mas que identificaram a necessidade de maior especialização por parte dos jornalistas. Era preciso qualificar a cobertura do tema. Com isso em mente, Renata Cafardo, Antônio Gois, Fábio Takahashi, Paulo Saldaña, Mariana Tokarnia, Elisangela Fernandes e Margarida Azevedo fundaram em 2016 a Associação de Jornalistas de Educação.

Jornalistas&Cia conversou com Renata Cafardo, uma das fundadoras e atualmente presidente da Jeduca, sobre os sete anos de atuação da associação. Ela falou sobre a importância do jornalismo de educação para a sociedade, sobre o Congresso de Jornalismo de Educação da Jeduca, e outras ações que a associação faz e fará para valorizar ainda mais esse tema, e trazê-lo para os destaques da imprensa e da mídia como um todo.

Vale lembrar que as inscrições para o 7º Congresso da Jeduca já estão abertas. O evento, que conta com apoio institucional do Jornalistas&Cia, será realizado em 18 e 19 de setembro, na Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (Fecap), em São Paulo. O tema será Que sociedade queremos? O jornalismo de educação no debate nacional.

Confira a entrevista na íntegra a seguir:

Jornalistas&Cia Como ocorreu a criação da Jeduca? Como surgiu a ideia de criar uma associação focada em jornalismo de educação?

Renata Cafardo

Renata Cafardo – A Jeduca foi criada em 2016. Eu e mais um grupo de jornalistas que já cobriam educação há algum tempo percebemos que existia uma dificuldade de se cobrir educação e entender os termos, a importância da educação na sociedade. Notávamos que a cobertura e o interesse no assunto iam crescendo.

Antes, as matérias eram sobre mensalidades, coisas mais básicas, que não se aprofundavam no tema de educação. Nos últimos 20 anos houve esse crescimento, a imprensa começou a escrever sobre políticas públicas e a importância da educação para o País. Sentimos que existia a necessidade de qualificar os jornalistas, pois nem todos são especialistas em educação. Até hoje, temos poucos setoristas na área, entendemos que às vezes uma pauta de educação cai no colo de um jornalista e ele fica perdido, não sabe como fazer a cobertura. Então, tivemos essa ideia de criar uma associação para auxiliar esses jornalistas na cobertura da educação.

Uma das iniciativas da Jeduca foi a contratação de uma editora pública, Marta Vancini, que atende de forma gratuita a qualquer repórter que esteja fazendo matéria sobre educação e tem dúvidas sobre fontes, contexto, entre outros. Os veículos tradicionais, jornais, televisão, rádios, que não têm editor especializado em educação, então nossa editora pública está aí para ajudar esses repórteres.

Além da editora pública, temos também vários guias, sobre primeira infância, ensino técnico, financiamento de educação, entre outros assuntos. A Jeduca tem também uma ferramenta de busca que ajuda os jornalistas a encontrarem dados governamentais sobre determinado assunto relacionado à educação.

Uma das grandes missões da Jeduca é qualificar ainda mais o jornalismo de educação, pois dessa forma estamos contribuindo para a própria educação do Brasil, não só jornalisticamente. Ao mostrarmos para a sociedade uma discussão mais qualificada e fazermos com que a população entenda melhor a educação e possa cobrar melhor a sua educação pública, nós estamos melhorando o País como um todo. Essa é a importância do jornalismo de educação de uma maneira geral, não só para os jornalistas e para a imprensa, mas para toda a sociedade.

J&Cia – Quantos associados a Jeduca tem hoje? E de quais regiões?

Renata – Atualmente, temos o total de 1.736 associados, sendo que quase 68% deles são do Sudeste, pouco mais de 10% do Sul, também próximo de 10% no Nordeste, e mais de 11% somando os associados do Centro-Oeste e do Norte do Brasil.

Nossa intenção é justamente chegar a outras regiões. Além dos associados, temos também embaixadores da Jeduca, que são jornalistas de todas as regiões que divulgam a entidade em seus estados. Uma de nossas grandes preocupações sempre foi sair desse eixo-Rio-São Paulo-Brasília, que é onde está a maioria dos jornalistas de educação. Em todas as nossas ações buscamos diversidade. Por exemplo, no Congresso estamos dando 30 bolsas para jornalistas comparecerem, nós financiamos tudo para que essas pessoas venham e assistam ao evento. E selecionamos esses jornalistas a partir de critérios de raça e gênero, mas também pensando na diversidade regional; por isso, entre esses jornalistas estão pessoas de quase todos os estados do Brasil.

J&Cia – Fale um pouco sobre o Congresso, como surgiu a iniciativa, e quais são as novidades para a edição de 2023?

Renata – Logo no começo percebemos que precisávamos de um encontro para debater o jornalismo de educação. Antes, só existia o congresso da Abraji como referência de encontro de jornalistas, e nos inspiramos nele para fazer um congresso sobre educação. Surgiu dessa ideia de trocar experiências e discutir o trabalho do jornalismo de educação, além da oportunidade de trazer pessoas de outras regiões, com diferentes ideias. Tanto o jornalismo como a educação são essenciais para uma sociedade mais justa, democrática, ambos têm essa importância, então quisemos juntar essas duas áreas.

Sobre o Congresso de 2023, uma das mesas abordará educação antirracial, com Nikole Hannah-Jones, jornalista do New York Times que criou o podcast The 1619 Project, sobre o primeiro navio negreiro que aportou nos Estados Unidos; Tiago Rogero, criador do Projeto Querino, da Rádio Novelo. Eles conversarão sobre educação antirracista, sobre as similaridades da história dos negros dos Estados Unidos e do Brasil, e como fomos tirando os negros da nossa história e contando nas escolas uma história que não era verdadeira.

Depois, teremos um debate sobre ataques violentos a escolas, tema que tomou muito a cobertura de educação no primeiro semestre, e algo sobre o que a Jeduca se posicionou muito fortemente. Fizemos recomendações sobre a cobertura de ataques a escolas, e essas recomendações foram seguidas por veículos do Brasil inteiro, alterando totalmente a forma como cobrem esses acontecimentos, com mais cuidado, sem colocar fotos do agressor, sem muitos detalhes sobre os ocorridos, pois pesquisas indicam que essa grande exposição da mídia acaba contagiando outros criminosos, e a probabilidade de novos ataques acontecerem é alta.

Por isso, nesse debate, traremos Sherry Towers, pesquisadora americana/canadense que estuda justamente esse efeito de contágio, e que é autora de uma das pesquisas mais importantes sobre o tema, que serviu de base para organizações e veículos do mundo inteiro. A pesquisadora Telma Vinha também estará presente para mostrar o lado do Brasil nesse assunto.

Teremos ainda outras mesas sobre ataques a escolas, como uma só de professores, que falarão sobre como é enfrentar esses casos de violência. Traremos também jornalistas de outras áreas, de política e economia, para discutir por que educação não entra tanto nos destaques, por que economia e política têm muito mais destaque. Será que são os leitores que não se interessam ou os próprios jornalistas que não têm muito conhecimento sobre a área? Então, será uma mesa com jornalistas que não são de educação para falar sobre como a educação pode estar mais na pauta de todo mundo.

J&Cia – Esses dois temas que você citou, educação antirracial e cobertura de ataques violentos a escolas, são pautas que estiveram em grande evidência nos últimos meses. Além das mesas do Congresso, o que a Jeduca vem fazendo para debater esses temas?

Renata – A educação antirracista é importante em todos os aspectos, é mais do que fazer mesas de debate. Sempre pensamos na diversidade na hora de organizar o Congresso, e também na composição dos próprios debates, isso também faz parte de educação antirracista. Fora do Congresso, fizemos webinars, temos um guia sobre Diversidade, mas não especificamente sobre a questão racial, mas pensamos em elaborar um conteúdo do tipo mais para frente. O jornalismo discutir a educação antirracista é essencial, e por isso é um dos grandes temas do nosso Congresso.

Em relação aos ataques às escolas, também, além das mesas, fizemos as recomendações com pesquisas e estudos sobre o impacto da cobertura da imprensa sobre o tema, fizemos uma ação grande de divulgação desse conteúdo em nossas redes sociais, enviamos a todos os nossos associados. Tudo isso movimentou muito a Jeduca, fez inclusive ela ficar mais conhecida, e ficamos muito felizes que muitos veículos por todo o Brasil passaram a adotar as recomendações, e alteraram a cobertura desses ataques.

J&Cia – Na sua opinião, como presidente e uma das fundadoras da Jeduca, qual a importância do jornalismo de educação para o Brasil e para o mundo?

Renata – Acredito que, quanto mais discutirmos educação de maneira qualificada na imprensa, melhor será a educação em nosso País, pois a sociedade, vai estar melhor informada sobre esse tema e terá subsídios para cobrar, para criticar, para buscar uma melhor educação pública.

Então, acho que é papel crucial do jornalismo de educação trazer a educação para a discussão pública, de uma maneira qualificada, com boas fontes, boas pesquisas, dados corretos e relevantes, ouvindo sempre os dois lados.

Um país que discute pouco a educação na imprensa, obviamente não avança em sua própria educação. No caso do Brasil, temos inúmeros problemas em nossa educação, então, não é só apontar os problemas, e sim apresentar soluções, o que pode dar certo, discutir a educação de maneira geral. Não basta criticar o que está sendo feito. Nosso sonho é que a educação seja um assunto tão discutido e seja considerada de forma tão relevante quanto outros temas, como política e economia, na imprensa como um todo. Queremos a mesma quantidade de manchetes para a educação, porque é uma área crucial para o desenvolvimento do nosso país e para o desenvolvimento de cada cidadão.

J&Cia – O que você enxerga no futuro da Jeduca para os próximos sete anos?

Renata – Esperamos que a gente tenha cada vez mais interesse por jornalismo de educação, que tenhamos cada vez mais estudantes se interessando por educação, desde a faculdade. Quando eu fiz faculdade, não tinha disciplina sobre esse tema, e hoje continua não tendo. Mas, antes, não havia nenhum interesse em jornalismo de educação, já hoje percebemos que o interesse cresceu muito. A Jeduca tem até um edital que premia TCCs sobre educação.

Muitos estudantes vão também ao nosso Congresso, a educação já é uma área de interesse das novas gerações. Então, nosso objetivo é seguir atuando cada vez mais com estudantes de jornalismo, para aumentar ainda mais o interesse na área e para que no futuro tenhamos mais jornalistas de educação querendo cobrir a área. Queremos também chegar a todos os estados, ajudar os jornalistas dessas regiões a se interessarem por educação. A ideia é que a educação sempre esteja em pauta, nos próximos anos, queremos que o tema só cresça na pauta jornalística, e assim a gente consiga, de alguma forma, ajudar também a educação pública brasileira, que é nosso grande foco.


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