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sábado, abril 25, 2026

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Maior parte de ataques online contra jornalistas mulheres mira credibilidade, inteligência e reputação

Crédito: Christina Morillo/Wocintechchat.com/Unsplash

O estudo Ataques relacionados a gênero e desinformação, da organização #ShePersisted e da empresa de análise de dados The Nerve, mostrou que a maior parte dos ataques online direcionados a jornalistas e políticas mulheres mira a credibilidade, a inteligência e a reputação dessas mulheres. A repórter Patrícia Campos Mello, da Folha de S.Paulo, fez uma reportagem destacando os principais resultados do estudo. 

The Nerve, uma das empresas responsáveis pelo estudo, foi fundada pela jornalista filipino-americana Maria Ressa, vencedora do Nobel da Paz em 2021. O estudo analisou mais de 1,15 milhão de publicações de X (ex-Twitter), Facebook e YouTube entre 2019 e 2024 para detectar os tipos de ataques online e estratégias de conteúdos de ódio contra jornalistas e políticas.

A maioria das postagens ofensivas eram comentários feitos após essas mulheres fazerem críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O principal tipo de ofensa detectado foi o que ataca a credibilidade, a inteligência e a reputação desses alvos. Esse tipo de ataque corresponde a 75% dos conteúdos ofensivos ligados a gênero no YouTube, 41% no X e 24% no Facebook.

Outro tipo de ataque detectado tentava diminuir a confiança pública nessas jornalistas e políticas, com comentários chamando-as de “antipatrióticas”, “comunistas”, “bandidas” ou “traidoras”. Esse tipo de postagem correspondeu a 60% dos ataques de gênero no Facebook, 31% no X, e 15% nos comentários no YouTube.

Também foram detectados ataques referentes à aparência física dessas mulheres: foram 10% dos posts agressivos ligados a gênero no X, 4,8% no Facebook e 0,26% nos comentários do YouTube. “Feia”, “bruxa”, “fez plástica” e “gorda” eram alguns dos insultos.

No estudo, foram observados posts com menções às jornalistas Daniela Lima, da GloboNews; Amanda Klein, de Rede TV! e Jovem Pan; Vera Magalhães, de TV Cultura e O Globo; Miriam Leitão, do Grupo Globo; Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo; além da antropóloga e acadêmica Debora Diniz.

O relatório vai ser lançado na reunião paralela ao G20 sobre integridade da informação, em São Paulo, na quarta-feira (1/5), com participação de Maria Ressa.

Confira mais detalhes do estudo na reportagem de Patrícia Campos Mello. 

Abraji lança curso de checagem de fatos nas eleições municipais com foco em IA

Abraji lança curso de checagem de fatos nas eleições municipais com foco em IA
Crédito: Scott Graham/Unsplash

Estão abertas as inscrições para o curso Verificação e checagem de fatos nas eleições municipais − ênfase em Inteligência Artificial. Promovida pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), a iniciativa visa a preparar jornalistas para lidar com a desinformação durante a cobertura das eleições municipais de outubro.

O treinamento, online e gratuito, trará métodos de checagem e abordará o uso da inteligência artificial na criação e detecção de desinformações. As aulas serão publicadas diariamente entre 13 e 25 de maio. O programa contará com dez sessões conduzidas por instrutores do Brasil e dos Estados Unidos com experiência em fact-checking e verificação de conteúdo.

Entre os instrutores estão as brasileiras Tai Nalon e Cristina Tardáguila, fundadoras de Aos Fatos e Agência Lupa, e os estadunidenses Aimee Rinehart, da AP, e Craig Silverman, da ProPublica.

Profissionais e estudantes interessados em participar devem preencher o formulário de inscrição até 8 de maio.

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Marcos Strecker substituirá Celso Masson na Editora Três

Marcos Strecker (esq.) substituirá Celso Masson no comando do Núcleo de Negócios da Editora Três

O Núcleo de Negócios da Editora Três, que engloba as versões impressas das revistas IstoÉ Dinheiro, Dinheiro Rural e Motor Show, terá novo comando a partir de sexta-feira (3/5). Celso Masson, que dirigiu a área nos últimos cinco anos e estava na empresa há oito, aceitou um novo desafio profissional e deixará a casa.

Ele será substituído por Marcos Strecker, atual redator-chefe da IstoÉ, que também ocupava a função há cinco anos, e que antes foi editorialista, correspondente-bolsista em Paris, repórter, editor-assistente de Internacional e editor de Mídias Sociais da Folha de S.Paulo, diretor editorial da Globo Livros, e editor da revista Lide. Ele é autor da biografia Na Estrada – O Cinema de Walter Salles (2010) e dirigiu o documentário Julia Mann (2005).

Marcos Strecker (esq.) substituirá Celso Masson no comando do Núcleo de Negócios da Editora Três

Em um momento de virada em sua carreira, Masson será head de experiências do grupo GJP Hotels & Resorts, com a missão de ampliar a oferta de atividades voltadas para atrair clientes de alta renda, especialmente do Castelo Saint Andrews, em Gramado, além de coordenar eventos enogastronômicos no hotel.

“Entre os planos de médio prazo está a criação de uma revista própria”, explica Celso, que antes de sua passagem pela Editora Três foi redator-chefe e editor de Cultura da IstoÉ, diretor de Redação da Época São Paulo, editor executivo dos telejornais SBT Brasil e Jornal do SBT, e editor-assistente de artes e espetáculo da Veja.

Abraji lança Monitor de Assédio Judicial

Abraji lança Monitor de Assédio Judicial

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) lançou em 24/4 o Monitor de Assédio Judicial contra Jornalistas no Brasil. O relatório busca sistematizar ações judiciais abusivas, usadas para intimidar, perseguir e calar jornalistas. O lançamento foi realizado durante um evento na Faculdade de Direito da USP, em São Paulo.

O relatório define assédio judicial como “o uso de medidas judiciais de efeitos intimidatórios contra o jornalista, em reação desproporcional à atuação jornalística lícita sobre temas de interesse público”. O fenômeno decorre de processos movidos por pessoa física ou jurídica que exploram a desigualdade de poderes para impor consequências judiciais intimidatórias à vítima.

É ressaltado que a ação judicial deve ser visivelmente infundada ou que os meios processuais utilizados sejam abusivos, gerando exaustão e prejuízo no exercício do direito de defesa da vítima.

O estudo registrou, classificou e analisou casos desde 2008 até março de 2024, levando em consideração os poderes envolvidos, os tipos de assédio, o conteúdo das publicações-alvo e os resultados dos processos. Os dados foram obtidos pelo registro de casos notórios, denúncias compartilhadas por profissionais e organizações, assim como pela extração de processos por meio do acervo de jurisprudência do Tribunal de Justiça de São Paulo.

As informações foram coletadas e analisadas por uma equipe sob o comando de Letícia Kleim, coordenadora jurídica da Abraji. O material foi disponibilizado ao público nos idiomas português, inglês e espanhol.

Acesse o relatório aqui.

Leia também: Ricardo Nóbrega é nomeado coordenador-geral da OnBoard Sports

Ricardo Nóbrega é nomeado coordenador-geral da OnBoard Sports

Ricardo Nóbrega é nomeado coordenador-geral da OnBoard Sports

Ricardo Nóbrega, líder da DeuClick Comunicação, assumiu o cargo de coordenador-geral na OnBoard Sports, agência especializada em assessoria de imprensa e marketing esportivo, comandada por Flávio Perez.

Nóbrega será responsável por liderar os processos internos e externos da agência, garantindo a implementação de um plano que inclua conteúdo textual, fotográfico e em vídeo para plataformas de redes sociais, sites, veículos de imprensa e jornalistas especializados.

Também fornecerá consultoria estratégica e supervisionará a cobertura de eventos, promovendo uma abordagem holística e unificada para os clientes da agência. Cumulativamente, permanecerá liderando a DeuClick Comunicação.

Questionado sobre a novidade, o profissional declarou estar empolgado em atuar na equipe: “É uma oportunidade única de combinar minha paixão pelo esporte com minha experiência em comunicação, marketing com os jovens, entretenimento, outras editorias e lidar com as principais agências do País. Estou ansioso para trabalhar ao lado de Flávio Perez e toda a equipe, impulsionando ainda mais o sucesso da agência”.

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Morre, aos 85 anos, Paulo Totti

Paulo Totti (1938-2024) — Foto: Fulio Bittencourt/Valor Econômico

Faleceu na manhã desta sexta-feira (26/4), em Salvador, Paulo Totti. Profissional que marcou época no jornalismo brasileiro, especialmente por sua atuação na cobertura econômica, comandou e integrou algumas das principais redações e editorias de Economia do País.

Gaúcho de Veranópolis, seu primeiro contato com o Jornalismo foi aos 14 anos, quando começou a trabalhar em uma redação de Passo Fundo (RS). Depois seguiu para Porto Alegre, onde ingressou na Folha da Manhã. Em 1968, fez parte do time que fundou a revista Veja e anos mais tarde chegou à Gazeta Mercantil, onde se tornou um dos principais nomes do jornal. Por lá, foi correspondente em Buenos Aires, Washington e Cidade do México e editor-executivo, até deixar a publicação em 2003 em um dos muitos cortes que antecederam o fim do tradicional jornal.

Ao longo de sua carreira, passou ainda por O Globo, Jornal do Brasil, Última Hora e Valor Econômico, onde foi repórter especial e em 2007 venceu o Prêmio Esso pela série de reportagens China, o império globalizado. Também foi assessor de imprensa do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e comandou a EBC durante a gestão Dilma Roussef.

Totti faria 86 anos em 10 de maio. Seu corpo será cremado hoje às 17h em Salvador, no Jardim da Saudade.

Projeto Legado de Brumadinho lança série de vídeos sobre prevenção contra novos desastres

Rio Paraopeba, onde boa parte da lama decorrente do rompimento da barragem desceu (Crédito: Tânia Rego/Agência Brasil)

O projeto Legado de Brumadinho estreia no sábado (27/4), véspera do Dia Mundial da Segurança e da Saúde no Trabalho e do Dia Nacional em Memória das Vítimas de Acidentes de Trabalho, a série #ElesResponderamAoChamado, que traz relatos de profissionais que atuaram no caso do rompimento da barragem de Brumadinho, em janeiro de 2019.

A série, produzida pela Associação dos Familiares de Vítimas e Atingidos pelo Rompimento da Barragem da Mina Córrego do Feijão (Avabrum), trará relatos de nove profissionais que viram de perto a tragédia, descrevendo os desafios para lidar com o drama humano da comunidade. Serão dois vídeos por semana, publicados nas redes sociais do Legado de Brumadinho e da Avabrum.

Entre os profissionais que fazem seus relatos nos vídeos estão os jornalistas Daniela Arbex e Murilo Rocha, autores de livros sobre o caso de Brumadinho. Além dos dois, estão relatos de pessoas das áreas de medicina, psicologia e direito, além de militares-bombeiros que atuaram no resgate das vítimas.

Arbex escreveu o livro Arrastados, que conta os bastidores do rompimento da barragem. Em seu relato, a jornalista diz que o dia 25 de janeiro de 2019 não termina no dia 25 de janeiro de 2019. A gente nunca sabe quando ele vai terminar. Isso vai reverberar por gerações”.

Rocha, ao lado de Lucas Ragazzi, publicou Brumadinho: a Engenharia de um Crime, sobre a falta de cuidado dos responsáveis pela barragem e a chamada  exploração predatória de minérios. No seu vídeo, o jornalista diz: “Eles sabiam da gravidade do estado da barragem, mas é aquela coisa, deixa pra lá, não vai acontecer… é aquela displicência porque o certo era ter parado as operações, o que seria um grande prejuízo (financeiro para a empresa). Então, ninguém assumiu isso e deixou correr o risco que custou 272 vidas”.

A série #ElesResponderamAoChamado faz parte da segunda fase da campanha #AmanhãPodeSerTarde, também do projeto Legado de Brumadinho. A primeira parte da campanha, lançada em 2022, entrevistou familiares e amigos de vítimas sobre a dor e o luto que enfrentam até hoje.

Prêmio BNB de Jornalismo 2024 abre inscrições

Prêmio BNB de Jornalismo 2024 abre inscrições

Estão abertas até 30 de junho as inscrições para o Prêmio Banco do Nordeste de Jornalismo 2024. A iniciativa reconhece trabalhos jornalísticos que retratem ações promotoras de desenvolvimento regional dentro da área de atuação do Banco do Nordeste, que inclui os estados nordestinos e parte de Minas Gerais e Espírito Santo.

A premiação é dividida em quatro categorias: Nacional, Estadual, Extrarregional e Universitária. A primeira contempla o Grande Prêmio Nacional de R$ 38 mil. Dentro dela também serão contempladas individualmente produções nos formatos de Texto (R$ 15 mil), Fotografia (R$ 14 mil), Áudio (R$ 16 mil), Audiovisual (R$ 23 mil) e Nacional de Projetos Multimídia (R$ 23 mil).

Já a Estadual premiará um trabalho com o valor de R$ 8 mil para os profissionais de Comunicação e R$ 5 mil para os estudantes universitários dos cursos de Comunicação Social ou Jornalismo. A produção universitária com maior nota ganhará o Nacional Universitário, no valor de R$ 8 mil.

A Extrarregional pagará R$ 12 mil a um trabalho profissional com publicação em um veículo de imprensa que esteja fora da área de atuação do banco. Haverá ainda uma premiação especial de R$ 8 mil para fotografia, denominada Prêmio Fotográfico Júlio Serra, fruto de uma eleição online pelo público.

Todas as produções submetidas deverão ter sido veiculadas em território nacional de 1° de março de 2023 a 30 de junho de 2024.

Mais informações e inscrições aqui.

Primeira turma do STF julgará recurso da Agência Pública sobre estrevista com ex-esposa de Arthur Lira

Tribunal do Distrito Federal mantém proibição de reportagem da Pública sobre Lira
Crédito: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

A primeira turma do Supremo Tribunal Federal (STF) julgará a partir de sexta-feira (26/4) recurso da Agência Pública pelo direito de publicar uma entrevista com Jullyene Lins, ex-esposa de Arthur Lira, presidente da Câmara dos Deputados. Na entrevista, Lins acusa Lira de ter cometido violência sexual contra ela durante o relacionamento, em 2006.

Após pedido da defesa de Lira, a reportagem foi tirada do ar, e a Justiça determinou a exclusão de outras matérias que repercutiam o tema em questão. A Pública entrou com recurso, mas, no começo do mês, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDF) manteve a decisão que determinava a retirada da reportagem do site da Agência, além de impedir que o veículo publique outros textos sobre o assunto. O argumento utilizado foi que Lira já havia sido absolvido do crime de lesão corporal a ele imputado.

A Pública classificou a decisão como censura e um verdadeiro “atentado contra a liberdade de imprensa”. O veículo argumentou que a reportagem é de interesse público e traz novas acusações da ex-esposa que não foram analisadas pelo STF.

Entidades como Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), Associação de Jornalismo Digital (Ajor), Repórteres Sem Fronteiras (RSF) e Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) repudiaram a decisão da Justiça e manifestaram preocupação com o caso e com os desdobramentos para a liberdade de expressão no Brasil.

Conhecimento sobre inteligência artificial no jornalismo é menor entre profissionais mais velhos

Pesquisa ESPM/J&Cia

O portal dos jornalistas divulga o estudo A Inteligência Artificial para Jornalistas Brasileiros, realizado pelo grupo de pesquisa Tecnologias, Processos e Narrativas Midiáticas − ESPM, formado por professores do curso de Jornalismo da ESPM-SP, com parceria, apoio e divulgação do Jornalistas&Cia. A pesquisa foi publicada na edição especial em comemoração ao Dia do Jornalista.

Seus objetivos são identificar o nível de conhecimento da inteligência artificial generativa por jornalistas atuantes no País e conferir o grau de conhecimento e de utilização de suas ferramentas na produção e nos negócios jornalísticos, bem como as preocupações que envolvem seu uso na atividade profissional. Os nomes dos participantes são mantidos em sigilo, e os dados obtidos serão utilizados para trabalhos acadêmicos e para a produção de notícias sobre o tema no J&Cia.

A pesquisa tem duas fases. Na primeira, realizada de dezembro de 2023 a fevereiro deste ano, 423 jornalistas de todo o País responderam a um questionário online, com perguntas em escala Likert (com alternativas de discordância a concordância total com as questões). Entre os respondentes, há profissionais das cinco regiões brasileiras, de 21 das 27 unidades da Federação, de diferentes faixas etárias, áreas de atuação, funções e vínculos empregatícios.

Os resultados iniciais da pesquisa mostram que a inteligência artificial não é algo desconhecido para os jornalistas. Diante da questão “Conheço o que é inteligência artificial e como ela se relaciona com o jornalismo”, 86,5% dos respondentes concordam parcial ou totalmente com a afirmação. Os números mostram que a grande maioria acredita conhecer IA e saber como ela se relaciona com o jornalismo. Se considerarmos apenas o índice de concordância total (38,7%), os dados indicam que quase quatro em cada dez profissionais acreditam ter grande conhecimento dessa tecnologia e de suas relações com a profissão.

Do total de jornalistas participantes da pesquisa, 7,1% não concordam nem discordam com a afirmação, o que aponta neutralidade. Discordam parcialmente 4,7%, e apenas 1,7% discorda totalmente. A soma das taxas de discordância mostra que apenas uma pequena parcela dos respondentes (6,4%) desconhece a IA.

Porém, a percepção não é uniforme nas diferentes faixas etárias. O nível de conhecimento diminui conforme a idade dos jornalistas aumenta. O índice de concordância (parcial ou total) sobre o conhecimento de IA chega a 93,2% entre os jornalistas de 25 a 34 anos (percentual mais alto). Nessa faixa etária a taxa de discordância é zero, o que significa que nenhum jornalista diz desconhecer IA. Entre os profissionais de até 24 anos, a taxa de conhecimento é de 84%.

Conforme a faixa etária sobe, a partir dos 35 anos, a taxa de concordância oscila de 85,4% a 88%, até atingir seu patamar mais baixo entre os profissionais de 65 anos ou mais, com 76,4%. Nesta última faixa está também o maior índice de discordância (parcial ou total) com a afirmação, 10,9%, o que mostra que o desconhecimento sobre IA é maior entre os jornalistas mais velhos. A taxa de discordância sobe à medida que a idade avança.

discordo totalmente – 7 (1,7%)

discordo parcialmente – 20 (4,7%)

não concordo nem discordo – 30 (7,1%)

concordo parcialmente – 206 (48,7%)

concordo totalmente – 160 (37,8%)

Destaques por faixa etária

De 25 a 34 anos

discordo totalmente – 0

discordo parcialmente – 0

não concordo nem discordo – 5 (6,8%)

concordo parcialmente – 36 (48,6%)

concordo totalmente – 33 (44,6%)

65 anos ou mais

discordo totalmente – 1 (1,8%)

discordo parcialmente – 5 (9,1%)

não concordo nem discordo – 7 (12,7%)

concordo parcialmente – 28 (50,9%)

concordo totalmente – 14 (25,5%)

Segunda fase

A pesquisa A Inteligência Artificial para Jornalistas Brasileiros terá uma segunda fase, que consistirá em entrevistas abertas, qualitativas, com o propósito de aprofundar respostas relativas ao uso de ferramentas de inteligência artificial na prática jornalística. Os jornalistas serão selecionados por representatividade de perfil. Ao todo, 254 (60%) dos respondentes da primeira fase manifestaram interesse em participar das entrevistas, que serão realizadas nos próximos meses.

Responsável pelo estudo, o grupo de pesquisa Tecnologias, Processos e Narrativas Midiáticas − ESPM é formado pelos jornalistas Antonio Rocha Filho, Cicélia Pincer, Edson Capoano, Maria Elisabete Antonioli e Patrícia Rangel, professores do curso de Jornalismo da ESPM-SP. No J&Cia, a coordenação dos trabalhos referentes à pesquisa é do diretor Eduardo Ribeiro e do editor executivo Wilson Baroncellli.

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