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Regina Augusto deixa o Meio&Mensagem

Regina Augusto, diretora Editorial do Grupo Meio & Mensagem, anunciou nesta 6a.feira (27/2) sua saída da empresa após 19 anos. Ela deverá permanecer à frente da Redação até 31/3, quando passará a dedicar-se ao lançamento de seu próprio negócio, uma agência de reputação e engajamento de marcas, a ser apresentada ao mercado ainda neste primeiro semestre. Jonas Furtado será o editor-chefe da publicação  a partir de 1o de abril. Formado em Jornalismo pela Universidade Metodista, com especialização em Jornalismo Econômico pela PUC-Cogeae e MBA em Ciências do Consumo Aplicadas pela ESPM, Furtado está no grupo desde 2009, onde entrou como repórter e, dois anos depois, foi promovido a editor de Marketing. Antes do M&M, atuou nas editoras Três (revistas IstoÉ Gente e IstoÉ), Abril (Guia QuatroRodas, SuperSurf e Superinteressante) e Peixes (Fluir).  Regina começou no M&M em 1996, como repórter, aos 25 anos. Vencedora de duas edições do Prêmio Comunique-se (em 2008 e 2013), na categoria Melhor Jornalista de Comunicação, é formada em Jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero com pós-graduação em Marketing pela ESPM. Também é escritora e professora do curso de pós-graduação em Gestão da Comunicação e Marketing Digital da Faap. Estreou como autora em 2012, com o lançamento do livro No centro do poder (editora Livros de Safra), que conta a trajetória de Petrônio Corrêa, cofundador da agência de publicidade MPM. “Saio com a certeza de que estou deixando um legado importante para a construção da principal marca editorial do nosso trade e com um misto de sentimentos. Toda minha identidade profissional foi construída nesta casa, que comunga comigo de princípios éticos e profissionais. Por isso, essa parceria foi tão profícua e duradoura. No entanto, é chegada a hora de alçar novos voos”, disse em nota. “Regina cresceu junto com o Meio & Mensagem e soube sempre se colocar de maneira séria e profissional em momentos importantes para nosso mercado, sendo a sua voz. É um belo ciclo que se encerra com sua saída”, comentou José Carlos de Salles Gomes Neto, presidente do grupo. Além da promoção de Jonas Furtado a editor-chefe, os jornalistas Alexandre Zaghi Lemos e Igor Ribeiro assumem novas funções: respectivamente, editor executivo e editor.

Heródoto Barbeiro e Alexandre Caldini Neto participam de bate-papo na Livraria Cultura, neste sábado (28/2), em SP

Bella Editora, Planeta e Livraria Cultura convidam para o bate-papo Como viver em equilibrio na cidade grande, com a presença dos jornalistas Heródoto Barbeiro e Alexandre Caldini Neto, além de monja Cohen, Luc Bouveret, Maria Eugenia Rudge e David Arzel. O evento será em São Paulo neste sábado (28/2), das 11h às 12h30, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional (av. Paulista, 2.073).

Memórias de redação ? Carnaval é na Manchete. Saíamos todos no Adolpho Bloco 

A história desta semana, que furou a fila por motivos carnavalescos, é de Roberto Muggiati, que começou em 1954 na Gazeta do Povo, de Curitiba, teve passagens por revista Senhor, BBC de Londres, Bloch (Manchete, Fatos&Fotos), Abril (Veja, Realidade, em 1968-69, em SP) e desde 2000 atua como frila. Escritor e colunista de rock, edita o blog Panis Cum Ovum, onde em 18/2 foi originalmente publicado este texto. Carnaval é na Manchete. Saíamos todos no Adolpho Bloco Nos meus tempos de rapaz, eu adorava Carnaval. Coisa curiosa, na última 6ª.feira, o Rio já tomado pela folia, de repente me vi no final da Rua da Lapa, já na Glória, a caminho da casa de jazz TribOz. Dei-me conta então de que, 60 anos antes, eu caminhava pelo mesmo lugar, à mesma hora, no meu primeiro dia de Rio de Janeiro. Esbaldei-me no baile de domingo do Clube Curitibano e saí direto para o aeroporto Afonso Pena. Lá, pelas sete da manhã, peguei um Douglas DC3 no voo Curitiba-Rio e me hospedei no Hotel Regina, no Flamengo. Nada de descansar. Deixei as malas no quarto e sai pelas ruas do centro para acompanhar o Carnaval. No fim da tarde, naquele mesmo local na divisa Lapa-Glória, uma traveca mulata de dois metros de altura me deu uma patolada inesquecível, uma verdadeira epifania momesca. Enfim, vale esse nariz-e-cera para dizer que eu adorava o Carnaval. Foi a partir de 1975 que começou minha overdose de Carnaval. Investido da função de diretor da revista Manchete – no lugar de Justino Martins – passei a ficar aqueles três dias prisioneiro das edições de Carnaval. Sim, naqueles tempos nós esgotávamos três edições seguidas: a pré-carnavalesca, a de Carnaval e ainda a de pós-Carnaval. A pré se valia de um evento que era um factoide criado pela própria revista. Com a cumplicidade do Comodoro do Iate Clube do Rio de Janeiro – que era amigo do Adolpho Bloch –, a Manchete promovia o baile “Uma Noite no Havaí”. As mais bonitas garotas de programa da Zona Sul eram arrebanhadas pela produção da Manchete, enfiadas em ônibus fretados e desovadas no entorno da piscina do Iate, na Urca. Havia peitinhos à mostra, mas não se publicavam tais fotos – a revista seria recolhida. Ficávamos no limiar entre o erótico e o pornô. Para as garotas, aquilo era o seu catálogo – uma foto de página inteira valia um considerável aumento de michê. Fechávamos no sábado, com uma foto do baile na capa. Muitos cavalheiros nos telefonavam ou até procuravam na redação, temerosos de que publicássemos sua foto abraçado a uma “havaiana” – que certamente não era a sua “legítima metade.” (Na época, durante o verão, o Rio ficava entregue não às baratas, mas às “cigarras” – aqueles maridos que, pretextando negócios e trabalho, despachavam a família para a Serra, ou para a Região dos Lagos, e ficavam na calorenta metrópole… se esbaldando, é claro.) Descansávamos até o sábado de Carnaval, quando começava a verdadeira pauleira. Resumindo: era preciso muita rapidez e jogo de cintura para editar uma revista em três dias e meio. Quilômetros de celuloide eram expostos e revelados. A qualidade exigia fotos em grande formato da Hasselblad, a sucessora da Rolleiflex. Cromos em 6×6 ou até em 7×5. As cenas mais dinâmicas eram flagradas em 35 milímetros. Os rolos de filmes dos diferentes eventos eram recolhidos por motoqueiros e trazidos para serem revelados no laboratório. Os banhos das emulsões químicas tinham de ser vigiados atentamente para evitar qualquer queima de filme. A edição das fotos era uma epopeia. As tiras de cromos subiam do laboratório envolvidas em plástico protetor. O Alberto de Carvalho fazia a pré-seleção, com seu lápis de cera vermelho, marcando um X nas melhores fotos. Uma equipe cortava cada cromo e o emoldurava para a projeção. Os cromos grandes eram colocados na travessa linear; os 35 mm, no carrossel. Todo mundo assistia à projeção – da alta diretoria aos contínuos. A reação daquela vintena de pessoas – de diferentes classes sociais – servia como uma espécie de pesquisa de opinião para o editor. Ele anotava mentalmente as imagens campeãs; e o Alberto anotava o número de cada foto e já colocava uma seleção das melhores na “churrasqueira”, uma mesa de quase dez metros de comprimento com visor de acrílico iluminado por lâmpadas frias (que faziam um calor danado). Aí o editor (eu) escolhia as fotos e desenhava a paginação para o chefe de Arte, o grande Wilson Passos. Não era só o desfile das escolas do Rio e de São Paulo (que construiu o seu sambódromo também), havia ainda o tititi dos camarotes, o desfile de fantasias do Hotel Glória, os Galas Gays e Scalas da vida e os bailes do Copacabana Palace e do Morro da Urca, a Feijoada do Amaral etc. Tinha também a Bahia com seus afoxés e trios elétricos; e Olinda e Recife, com os bonecos e a apoteose do Galo da Madrugada. Todo esse material se deslocava fisicamente, nos primeiros voos, dentro de malotes, para ser revelado no Rio. Acompanhávamos o desfile das escolas de samba (Rio e São Paulo) e fechávamos as últimas páginas na manhã de 3ª.feira com as escolas cariocas da noite de 2ª. Lembro que chegávamos à redação às quatro ou cinco da manhã e começávamos a esquadrinhar as fotos das últimas escolas. De repente, um sol rubro se erguia sobre a linha do horizonte marcada pelo mar na entrada da baía de Guanabara e banhava com seus primeiros raios as madeiras nobres e o assoalho em tábua corrida. Não tínhamos tempo de admirar a vista, mas ela estava ali, ao nosso alcance: o Pão de Açúcar à direita, a Fortaleza de São João à esquerda. Era a hora clássica do pão com ovo – nosso emblema gastronômico, que nomeia esse blog. Um prato dividido por um acirrado cisma ideológico: a natureza do pão era uma em Manchete, outra em Fatos&Fotos (o pão de forma versus o pão francês, já contamos essa história antes…) Lá pelas onze da manhã, voltávamos para casa, com a consciência do dever cumprido. Às vezes, Adolpho Bloch nos levava, em petit comité, para almoçar em algum restaurante caro e arcava com a conta. A revista pós-Carnaval tinha uma capa definida. Reuníamos numa foto de estúdio cerca de dez destaques do Carnaval, das escolas, dos desfiles de fantasias e outras freguesias (um ano, por exemplo, a musa do Carnaval foi a estrelinha que acompanhava o presidente Itamar Franco no camarote presidencial e, no calor do samba, ergueu os braços num gesto que, suspendendo a camiseta, revelou que a moça esquecera as calcinhas em casa… ou em algum outro lugar.) O Tarlis Baptista, encarregado da produção, tornava-se naqueles dias a pessoa mais procurada do Rio de Janeiro: todo mundo queria sair naquela capa. E assim se passaram 21 anos, até que, em 1996 – Adolpho Bloch morto no anterior – o Jaquito [N.daR.: Pedro Jack Kapeller, que assumiu a editora] contratou uma troika de São Paulo para salvar a revista. Pela primeira vez em 21 anos, deixei a direção da Manchete. Vi-me investido da função de editor de Projetos Especiais e deslocado para a cobertura do terceiro prédio do Russell, uma sala imensa que eu dividia com o Mauro Costa, da tevê, também jogado para escanteio. Foi a melhor época da minha vida na Bloch, longe daquele insensato mundo, esquecido dos chatos – minha sala era acessada através de uma escada em caracol que só pessoas em plena forma física podiam galgar. Mas o sonho durou pouco. Quando chegou o Carnaval de 1997, Jaquito deu férias aos paulistas e me convocou para fazer a edição de Carnaval. Alegou: “Esses caras não entendem nada de Carnaval…”. Ainda fechei as edições carnavalescas de 1998 e 1999. Em 2000, com o pé quebrado, fechei as edições de Fatos&Fotos – tinha a Fatos&Fotos Gay, bilíngue, um hit, lembro de uma madrugada, revendo os últimos leiautes, a perna sobre uma cadeira, a muleta canadense ao lado – e passa pelo corredor das redações uma figura fantasmagórica, uma sílfide deslizando como se fosse alçar voo. Era a Isabelita dos Patins, sobre as rodinhas como sempre, e nos ajudando na consultoria de assuntos e gírias gays. Todo esse trabalho, o desencanto com as engrenagens sórdidas do Carnaval comercializado, transformado em programa de TV, a euforia fingida das celebridades, me fez cansar do Carnaval. Sem mencionar que o de hoje, com subvenções até de um ditador de um país africano faminto, nada tem a ver com aquele de 1966, quando fui escalado para entrevistar um jovem talento da Princesa Isabel, Martinho da Vila. Seja como for, vale a lembrança: além de outras áreas, a Manchete pontificou – e muito – também no Carnaval.

Ricardo Gallo lança livro sobre brasileiro fuzilado na Indonésia

Com um debate que terá a participação de Sérgio Dávila, editor executivo da Folha de S.Paulo, Ricardo Gallo, repórter do caderno Cotidiano do jornal, lança na capital paulista na próxima 4ª.feira (4/3), às 18h30, na Livraria da Vila do Shopping Pátio Higienópolis (av. Higienópolis, 618 – Piso Pacaembu), o livro Condenado à morte – A história do primeiro brasileiro a receber a pena capital e ser executado no exterior (Três Estrelas/Publifolha). A obra, com tiragem inicial de cinco mil exemplares, tem com base cinco anos de pesquisas sobre a vida de Marco Archer Cardoso Moreira, o primeiro brasileiro a ter sido executado no exterior em tempos de paz, além de uma entrevista que Ricardo fez com o condenado na prisão, na Indonésia. O autor falou ao Portal dos Jornalistas sobre o livro: Portal dos Jornalistas – O que o levou a escolher essa história para transformar em livro? Chegou a acompanhar de perto a cobertura do episódio? Ricardo Gallo – Em agosto de 2009, a Folha me indicou para representar o jornal em um fórum econômico e de turismo na Indonésia. Comecei, então, a procurar pautas relacionadas ao país e encontrei a história do Marco Archer Cardoso Moreira, na ocasião já condenado à morte por tráfico de drogas. Minha ideia inicial era fazer uma reportagem para a Folha. Passei a tentar entrar em contato com a mãe do Marco e, em janeiro de 2010, consegui enfim entrevistá-lo, por telefone, o que resultou em uma reportagem publicada no caderno Cotidiano. Mantive contato com o Marco por telefone e notei que a história dele rendia mais do que uma reportagem. Ele próprio achava que a história dele valia um livro – e então levei essa proposta adiante. Primeiro, procurei o editor da Publifolha Alcino Leite Neto, que gostou da história; em agosto de 2010, tirei três meses de licença do jornal e fui para Indonésia, Holanda, Cingapura, Rio e Manaus apurar a história dele. Na Indonésia, estive na prisão de Pasir Putih, na cidade de Cilacap, onde entrevistei o Marco pessoalmente. Depois, ao voltar, comecei a escrever o livro e apurá-lo mais. Aqui no jornal, cobri essa história desde 2010, com todos os desdobramentos. Fui o único na grande imprensa a entrevistá-lo desde então, tanto para o jornal quanto para o livro. Em janeiro de 2015, voltei a Cilacap para cobrir, para a Folha, a execução dele. Portal dos Jornalistas – Quais as maiores dificuldades enfrentadas e o que fez para superá-las? Ricardo – As maiores dificuldades foram apurar muitas das informações do caso à distância (a Indonésia fica a dois dias de viagem, de avião) e o contato com o governo indonésio. Contei com ajuda de jornalistas locais para falar com autoridades de lá e usei conhecidos para traduzir documentos em bahasa, a língua indonésia. Outra dificuldade foi obter informações com o Itamaraty, que não tinha nem tem interesse em dar exposição ao caso. Mas durante a apuração veio a Lei de Acesso à Informação e, por meio dela, obtive telegramas trocados entre a embaixada do Brasil em Jacarta e a sede do Itamaraty, em Brasília, sobre o caso do Marco. Pesquisei também centenas de documentos de entidades como ONU e Anistia Internacional. Portal dos Jornalistas – O que mais o impressionou nesse episódio todo? Ricardo – A ousadia do Marco ao fugir, logo depois de ter sido flagrado com droga no aeroporto na Indonésia. Ele ficou duas semanas foragido. Outra coisa foi a corrupção do sistema judiciário indonésio. Entrevistei um prisioneiro que entrou no país com cocaína, tal qual o Marco, mas que pagou a um juiz para não ser condenado à morte. Esse prisioneiro hoje está solto, enquanto o Marco foi fuzilado. Outro episódio que chama a atenção é a crueldade da execução da pena: o Marco foi posto em uma cruz para ser fuzilado. Ele, paradoxalmente, até receber a notícia de que seria executado, não achava que ia morrer. Portal dos Jornalistas – Pode falar um pouco dos bastidores, citando alguma curiosidade do trabalho de campo e das pesquisas? Ricardo – Eu não contava que o Marco fosse ser morto. Em 2014, concluí o livro com o último capítulo batizado de Condenado ao esquecimento. Esse capítulo contava que o Marco não seria solto, mas tampouco seria morto. Era essa a realidade durante a gestão do presidente indonésio Susilo Bambang Yudhoyono. O presidente era linha dura no discurso mas moderado na prática, e se comprometeu com o governo brasileiro a não executar o Marco. Ocorre que o presidente deixou o cargo em outubro de 2014 e o sucessor, Joko Widodo, assumiu disposto a fuzilar quem estivesse condenado à morte por tráfico de drogas. Foi então que a situação do Marco começou a se complicar. Em janeiro, eu soube por uma autoridade indonésia que o Marco seria executado. Procurei imediatamente o editor do livro, o Alcino, que interrompeu os planos de impressão. Logo depois que o Marco foi fuzilado, alterei os dois últimos capítulos e ele foi impresso. Portal dos Jornalistas – Como conseguiu compatibilizar o dia a dia de repórter com o projeto do livro? Ricardo – Foi um pouco puxado. Em 2010, fiquei três meses fora do jornal para apurar o livro. Depois, voltei a trabalhar e fui apurando o restante e escrevendo aos poucos. Usei parte de duas férias para concluir o livro. Está chegando às livrarias e em e-book O segredo da casa de Deus (Copacabana), romance de estreia de Neuza Sanches, que traz a história da misteriosa morte de um papa e sua investigação por um cardeal com a saúde abalada. Com passagens por Folha de S.Paulo, Estadão, O Globo, Veja e Época, Neuza é também autora do livro de não-ficção Saúde para executivos.

LabPop Group arrenda o título Gula

Principal e mais tradicional título da gastronomia brasileira, a revista Gula – que vinha enfrentando uma grave crise – passa a ser gerida pelo LabPop Group, constituído por cinco empresas: LabPop Agency, MusicBuzz, MPM Neto Editora, Futebol 360 e, a mais recente, Gema Custom Mags, em que Gula estará inserida. Como a Gema, especializada em revistas customizadas, ainda está sendo constituída, nos próximos dois ou três meses Gula estará sob tutela da MPM Neto Editora, que cuidará dessa transição. A queda na receita de publicidade em 2014 teria sido o principal estopim da crise e a responsável por levar a direção da revista, então comandada pela Editora Preta, a buscar investidores interessados em arrendar ou comprar o título, justamente em 2015, quando a publicação completa 25 anos. Foi aí que entraram os jornalistas Mario Marques e Robert Halfoun, sócios-diretores da Gema, com a proposta de arrendamento da marca – não do ramo, diga-se. “É importante ressaltar que estamos arrendando a marca, não estamos sucedendo o negócio. O negócio passivo é da editoria Preta”, salienta Halfoun, ex-diretor de Redação da Editora Preta, da qual se desligou em agosto passado para ingressar no LabPop Group. “Arrendamos a marca por sete anos. Vamos operar a revista, lógico, mas também teremos outros produtos para explorar essa marca”, ressalta Marques. Os produtos aos quais ele se refere são investimento pesado na versão digital para tablets e mobile, o Clube Gula – cartão de benefícios e descontos e restaurantes, que os assinantes receberão automaticamente –, um novo portal de notícias e receitas, e a ampliação do Prêmio Gula. “Temos um escritório em Nova York e vamos fazer com que ele trabalhe em função da Gula lá fora. Vamos usar nossa expertise para desenvolver um pouco mais essa plataforma”, diz Marques. Ele afirma ainda que outra empresa do grupo, a LabPop Agency, trabalhará com Gula: “A LabPopAgency é muito forte no segmento digital. Vamos usar toda a nossa equipe de digital, que vai tratar a Gula como cliente”. Dentre as metas a serem atingidas pelo trabalho em conjunto com a agência digital está o ousado aumento de 50 mil para um milhão de seguidores no facebook até o fim do ano. “Todo o nosso processo vai ser muito acelerado no âmbito digital”, afirma o diretor. > “A grande novidade que temos no momento é o que chamamos de Gula 5.0, que é a Gula multiplataforma”, complementa Halfoun. “A revista tem 25 anos de existência, megacredibilidade, referência na área de Gastronomia, top of mind. O que aconteceu nos últimos anos é que a Gula deixou de acompanhar os movimentos digitais, que são importantes neste momento. O que estamos fazendo agora é usar a vocação do LabPop Group, um grupo de empresas que trabalham com crossmedia, exatamente para fazer essa Gula 5.0 deslanchar. A ideia é que a audiência da Gula seja quintuplicada com o uso dessas tecnologias. E como temos know-how para isso, estamos bastante seguros em relação a esse desenvolvimento”. Além de Marques e Halfoun, estão no time da nova Gula a editora-chefe Clara Passi (profissional com passagens por Editora Abril, JB e Quem); Luís Otávio Fernandes (diretor Comercial); Vitor Alexandre (gerente de Atendimento ao Assinante) e Tatiana Schmitt (desenvolvimento do Clube Gula). “Ao longo desses anos, desenvolvemos um processo de produção editorial [da revista], e esse processo de produção vai continuar existindo. Temos um corpo de curadores e pensadores que pautam a revista – eu faço parte desse grupo – e a partir disso passamos a colaboradores envolvidos com gastronomia”, explica Halfoun sobre a produção editorial da revista. “Como arrendamos a marca, e não compramos a editora, a antiga equipe é funcionária da Editora Preta. São pessoas que ficaram agregadas à Editora Preta. E, por razões jurídicas, estamos usando uma nova equipe para trabalhar nesse novo produto. Vamos fazer uma adequação dos nossos funcionários, pegando alguns de nossas empresas e realocá-los na Gema”, complementa Marques. A próxima edição de Gula – que seguirá mensal – está prevista para 15/3, com capa dedicada ao bacalhau.

ABI e Unesco discutem acordos de cooperação

Como o Portal dos Jornalistas informou há duas semanas, a ABI recebeu em 23/2 Adauto Cândido Soares, coordenador de Comunicação e Informação da Unesco no Brasil, para tratar dos detalhes da parceria entre as duas entidades para a celebração do Dia Mundial da Liberdade de Expressão e Direitos Humanos, que se realizará no dia 4 de maio na sede da entidade, no Rio de Janeiro. Pela ABI, participaram da reunião o presidente Domingos Meirelles, o vice-presidente Paulo Jerônimo de Sousa, o Pajê, e a presidente do Conselho Deliberativo Joseti Marques. Soares frisou que um dos pontos de maior relevância para a entidade é a defesa da liberdade de expressão como um direito humano fundamental, garantidor dos demais direitos, lembrando que é alto o número de assassinatos de jornalistas no Brasil. Pajê, que é também presidente da Comissão de Liberdade de Imprensa e Direitos Humanos, afirmou que em 2015 o foco de luta dessa comissão será a segurança dos jornalistas no exercício da profissão e que formará grupos de trabalho para monitorar, no País, o quadro de violência contra jornalistas, visando a discutir e propor medidas que promovam a segurança dos profissionais. Domingos propôs a extensão da parceria com a Unesco para além da data em que celebrarão em conjunto o Dia Mundial da Liberdade de Expressão e Direitos Humanos. E Joseti afirmou ser preciso reunir esforços com as instituições que refletem os mesmos valores que a ABI professa há 107 anos e que não apenas os jornalistas, mas a sociedade, espera isso da entidade.

TV Gazeta SP contrata Josias de Souza e Denise Campos de Toledo

Após a contratação de Rodolpho Gamberini na semana passada, a TV Gazeta de São Paulo anuncia a chegada de Josias de Souza e Denise Campos de Toledo à sua redação.  Josias, que esteve por 25 anos na Folha de S. Paulo e mantém o Blog do Josias, no UOL, será comentarista diário de Política Nacional, a partir de Brasília, do Jornal da Gazeta. Denise, que também atua como comentarista e editora da rádio Jovem Pan, ficará responsável pela área de Economia Popular, participando do telejornal duas vezes por semana. Autora do livro Assuma o controle das suas finanças, ela esteve por mais de dez anos no SBT, de onde saiu em fevereiro de 2014.   Leia mais + Justiça proíbe Conrerp4 de exigir inscrição de assessoria de imprensa + Dez saem do Valor Econômico + Folha de S.Paulo forma comissões para cuidar de Inovação e do novo Manual de Redação

Sarahy Editora lança LaPaz, revista sobre dependência química

A Sarahy Editora lança a revista impressa LaPaz, cujo foco principal é a dependência química, o abuso de drogas e álcool. “A demanda por informações, debates e difusão de novos métodos e estudos sobre o tema é enorme e, apesar disso, continua a crescer”, aponta o editor Rogério Menani. Além de Rogério, a equipe é composta por Ana Rita Mazza e Isabele Zavatti Vidoto, na redação, e Ana Paula Veroneze Gonçalves, Carlos Augusto Artioli, Iza Marques, Hélio Navarro, Maria do Carmo Irochi Coelho, Regina Marques, Sérgio Marangoni, Vanessa Terra Pereira, Wagner Damião Cabral de Oliveira, no conselho editorial. A versão digital da edição especial de lançamento da revista pode ser conferida em www.revistalapaz.com.br e no facebook. No site, o leitor ainda encontra mais informações sobre o assunto, e como fazer para assinar ou divulgar produtos e serviços para os profissionais da área.  Leia mais + Dez saem do Valor Econômico + Alessandro Giannini deixa o Estadão + Folha de S.Paulo: comissões cuidam de Inovação e do novo Manual de Redação

Dez saem do Valor Econômico

Nove profissionais deixaram a equipe editorial do Valor Econômico nas últimas semanas e outro sai nos próximos dias. A saída mais recente é a de Juliana Elias, repórter de Brasil, no início desta semana. Nos próximos dias será a vez de Rodrigo Pedroso, este por decisão própria, para uma viagem de estudos ao Chile. Antes, outros profissionais saíram, numa minirreestruturação editorial, que abrangeu em especial a cobertura de Finanças, única que ainda mantinha dupla estrutura, de papel e digital. Conforme apurou o Portal dos Jornalistas, com a necessidade de ajustar os custos, o Valor aproveitou para realinhar a editoria, que passa a operar de forma unitária, como as demais. Também deixaram a empresa Camila Dias (editora do ValorPRO); Gabriel Bueno, Gabrielle Moreira e Ana Cristina Dib (de Inter, na mesa digital); Mônica Izaguirre (uma das coordenadoras de produção em Brasília, em sua segunda passagem pelo jornal); Adauri Antunes (editor-assistente de Politica no ValorPRO); Ligia Tuon (repórter de S.A.); e Carine Ferreira (repórter de Agro). Em alguns casos haverá substituições. Em Mercados Internacionais, por exemplo, o jornal está recontratando Suzi Yumi Katzumata e novas posições estão sendo criadas, mas esse quadro só estará inteiramente fechado na próxima semana.   Leia mais + Justiça proíbe Conrerp4 de exigir inscrição de assessoria de imprensa + Jornalismo++: Brasil ganha agência de jornalismo de dados + Folha de S.Paulo forma comissões para cuidar de Inovação e do novo Manual de Redação

Alessandro Giannini deixa o Estadão

Alessandro Giannini, editor assistente de Internacional, deixou nesta 3ª.feira (24/2) o Estadão. A questão que envolve esta demissão é que ele integra o Conselho de Diretores do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo – o que, em tese, lhe garante estabilidade no emprego. A demissão se soma a outras saídas pontuais, algumas das quais noticiamos nas últimas edições de J&Cia, e segue tendência que vem se consolidando em alguns veículos de comunicação de evitar cortes em escala, a fim de, entre outras razões, não ter que negociar compensações com o Sindicato. Segundo Paulo Zocchi, secretário Jurídico e de Assistência da entidade, o Sindicato não tem um consolidado dessas demissões que vêm sendo feitas a conta-gotas, mas a diretoria está atenta e antes do Carnaval o presidente José Augusto de Camargo pediu uma reunião com o jornal para tratar do assunto, ainda sem sucesso. Os desdobramentos legais da demissão de Alessandro seriam analisados nesta 4ª.feira. Entre as informações que circulam o mercado está a de que os editores receberam a determinação de cortar determinada soma nos seus orçamentos, ficando sob a responsabilidade de cada um os cortes realizados.   Leia mais + Justiça proíbe Conrerp4 de exigir inscrição de assessoria de imprensa + Dez saem do Valor Econômico + Folha de S.Paulo forma comissões para cuidar de Inovação e do novo Manual de Redação

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