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segunda-feira, abril 20, 2026

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Jornais do Grupo RBS contratam jornalistas

Estratégia faz parte do projeto de investimento em produto com foco no leitor Com foco na melhoria permanente do produto para o leitor, o Grupo RBS abriu em junho 18 vagas para jornalistas em seus jornais. Em 20 dias, 14 delas – que incluem repórteres, analistas, editores e assistentes – foram preenchidas. “Nosso negócio é jornalismo e estamos investindo no que nos diferencia. Queremos manter o patamar de qualidade que conquistamos e ampliá-lo em novas frentes, como conteúdo digital pago e novos formatos, com foco no que é relevante para os nossos leitores”, explicou em nota Andiara Petterle, vice-presidente de Jornais e Mídias Digitais do Grupo. Além do reforço no time de jornalistas e treinamento para os profissionais, a estratégia dos jornais do Grupo RBS contempla integração das redações com as equipes de desenvolvimento de produtos digitais, busca da excelência do modelo de assinaturas online, investimento em jornalismo investigativo, vídeos, cobertura multimídia local e especiais, além de realização de seminários para discutir jornalismo. Estão na lista dos novos contratados: Cintia Colombo, Eduardo Santos Matos Rocha, Eliane Maria de Brum Correa, Francisco Schuler Bonzanini da Luz, Bruna Viesseri, Shallon Hadassa Teobaldo, Anderson Rai Mello. Além deles, fizeram movimentação interna Rossano Machado Gastaldo, Raquel Saliba Moreira Pinto, Arethusa Silvestri Dias, Amanda Munhoz Gonçalves e André Maluf Baibich.

Folha cria editoria de Audiência e Dados

A Folha de S.Paulo conta desde 1º/7 com uma nova editoria, de Audiência e Dados, cujas atribuições são fomentar a audiência, centralizar métricas e incentivar seu uso por toda a redação, cuidar da interlocução com os leitores, e auxiliar a redação nos trabalhos com dados. Ela agrega também o atual núcleo de Mídias Sociais, parte do que hoje forma o Painel do Leitor. Marcelo Soares, até então do núcleo de Novas Plataformas, foi destacado para cuidar especificamente do trabalho com jornalismo de dados, respondendo a Roberto Dias, secretário-assistente de Redação para o Digital. “A editoria concatena várias frentes de trabalho que já vínhamos desenvolvendo separadamente: análise do comportamento da audiência, distribuição de conteúdo, relacionamento com o leitor via mídias sociais e outros canais digitais e preparação de especiais com o uso de dados, estes para publicação”, explica Marcelo. “A parte, digamos, mais ‘nova’ é a análise da audiência, um trabalho que já vínhamos fazendo há três anos, com resultados muito bons em termos de aproveitamento do melhor material que as editorias produzem”, comenta, dizendo ainda que “a demanda pela ampliação disso era crescente. Mídias sociais são um canal cada vez mais importante para que o leitor tenha contato com o que uma empresa jornalística produz – cada vez mais os leitores não entram pela ‘porta’, ou pela primeira página do site, mas também pelas ‘janelas’ e ‘chaminés’ que a internet proporciona. E os especiais feitos a partir de dados são uma oportunidade grande e ainda subaproveitada no Brasil, podendo gerar novas maneiras de organizar e apresentar informação aprofundada ao leitor no ambiente digital. Acreditamos que esse trabalho contribui para refinar a estratégia do jornal para crescer em tempos complicados como este ano”.

Fase de indicação do Prêmio Comunique-se 2015 bate recorde de votação

A fase de indicação do Prêmio Comunique-se 2015, em que usuários do site indicaram os nomes de sua preferência em 26 categorias, contabilizou mais de 50 mil votos, o maior número computado em todas as edições do concurso. Para o editor Anderson Scardoelli, responsável pelo conteúdo do Grupo Comunique-se, o aumento é decorrente da mudança no sistema, que passou a aceitar votos por meio de contas mantidas no facebook ou no Gmail, além do login no portal Comunique-se. Os nomes dos 250 profissionais e das dez agências de comunicação que seguirão na disputa serão revelados em 15 de julho. Dentre esses, o público selecionará 78 finalistas. O terceiro e último período do pleito definirá o grande vencedor de cada categoria e subcategoria.

Estadão relança banco de dados sobre corrupção no Brasil

Em parceria com o Núcleo de Pesquisa de Políticas Públicas da USP, o Estadão relançou durante a Festa Literária Internacional de Paraty a Corrupteca, biblioteca digital especializada em corrupção no Brasil. O projeto, criado em 2012, teve sua base de itens pesquisáveis ampliada de 90 mil para mais de 8 milhões, integrando 5,4 mil fontes de dados, entre periódicos, bibliotecas, universidades e outras instituições do Brasil e do mundo. Entre outras, foram integradas a hemeroteca do Senado Federal, que armazena 226 mil itens produzidos pelo Legislativo, e as estrangeiras de Espanha, Congresso Americano e França, além dos acervos das universidades de Harvard, Yale e MIT. “A ampliação do repositório de dados foi possível por causa da adoção de outras instituições ao protocolo Open Archive”, explica Giovanni Eldasi, diretor de Tecnologia da Corrupteca. Com o protocolo, os materiais das instituições ficam visíveis na rede e permitem a integração com outras bases. “Os novos acervos digitais integrados potencializam enormemente a pesquisa científica e as propostas de soluções na área de corrupção, que é o objetivo primordial da Corrupteca”, completa.

Nossa repórter no Congresso da Abraji

Mais uma vez o Portal dos Jornalistas deu apoio de divulgação ao Congresso da Abraji, realizado no campus Vila Olímpia da Universidade Anhembi-Morumbi, em São Paulo, de 2 a 4/7, que reuniu cerca de 850 pessoas durante seus três dias de duração. Além da participação do editor executivo Wilson Baroncelli, que mediou o painel Cobertura de segurança pública em profundidade, com os palestrantes Álvaro Magalhães e André Caramante, a repórter Georgia Aliperti cobriu algumas das palestras. É dela o relato a seguir: O frio e a chuva de São Paulo não foram suficientemente significativos para tolher o anseio por conhecimento, e talvez até direcionamento profissional, daqueles que passaram pelo Congresso. Com predomínio de jovens, era chamativo número de estudantes ou recém-formados andando pelos corredores da faculdade, como se ali encontrassem uma extensão do curso de Jornalismo, com informação mais prática e fundamentada. Esses que, possivelmente como eu, angustiaram-se na hora de escolher qual tema assistir, considerando a média de 11 palestras simultâneas em cada horário, com renomados nomes do jornalismo expondo suas experiências, aprendizados e avaliações da área. Porém, viam-se também veteranos aprendendo com Paulo Totti que a apuração é a parte principal de uma boa matéria, e que o fundamental para melhorar o texto jornalístico é “abordar todos os lados da história, mas não só isso, também dar a devida riqueza de detalhes do ambiente, clima e sentimentos que envolvem o fato, dando brilho à reportagem”. Muitos encheram o auditório para ouvir Evan Smith contar como o Texas Tribune sobrevive financeiramente com jornalismo independente, bem como outros tantos procuraram na recente experiência de Roberto Dias e Katia Militello com a publicidade nativa um possível meio de se fazer jornalismo em tempos de crise nas redações. Outros vários ouviram – e tiraram fotos, muitas fotos – na sessão especial em que Sérgio Moro falou sobre sua história, cargo e responsabilidades. E ficaram curiosos para saber as opiniões pessoais do juiz e detalhes sobre o caso Lava Jato e seus envolvidos. Indagações que permaneceram, pois Moro, absolutamente profissional, não revelou nada que pudesse comprometer o caso ou a sua imagem. Nem mesmo posicionou-se sobre comentários feitos por ministros, políticos ou até mesmo afirmações da presidente Dilma Roussef. Todavia, pediu desculpas por não poder responder à maioria das perguntas, esclareceu que sua presença no Congresso visava também a desmistificar a imagem que a imprensa tem feito dele e ainda brincou – ou não – que seu maior anseio é pelo encerramento do caso e as longas férias que tirará quando isso ocorrer. Entre tantas coisas que vi e ouvi durante o evento, uma é certa: após o término de cada circuito de palestras, ouviam-se, em sotaques variados, de diversas cidades e estados, comentários animados de que as palestras superaram as expectativas. Os elogios dominavam os corredores, as escadas, o espaço do UOL com carregadores de celulares, as filas dos food trucks estacionados dentro da faculdade, e onde quer que estivessem dois ou mais participantes do Congresso.  

Prêmio CNH Industrial de Jornalismo Econômico tem novas categorias

A 23ª edição do Prêmio CNH Industrial de Jornalismo Econômico tem novidades: a partir de agora, a iniciativa lançada em 1993 como Prêmio Fiat Allis, passará a premiar apenas reportagens econômicas que abordem os segmentos de atuação da empresa. Com isso, deixam de existir as premiações por plataforma (Jornal, Revista e Online), substituídas por categorias temáticas, sempre com viés econômico: Agronegócio, Construção, Transporte e Macroeconomia. Segundo comunicado da empresa, “o objetivo da mudança é reforçar a importância de cada uma dessas áreas para o desenvolvimento do Brasil e prestigiar os profissionais que ajudam a explicar e traduzir os fatos e as transformações que acontecem diariamente em todos esses setores”. As reportagens deverão ter sido veiculadas entre 1º de outubro de 2014 e 30 de setembro de 2015, em jornais, revistas ou sites e as inscrições vão até 2 de outubro. Serão R$ 15 mil para o primeiro colocado de cada uma das quatro categorias, totalizando R$ 60 mil em prêmios.

Papel do jornalismo é tema de novo romance do italiano Umberto Eco

Número zero, o novo romance de Umberto Eco, lançado na Itália em janeiro, chegou às livrarias brasileiras pela Editora Record. A obra é centrada em um repórter obcecado por teorias da conspiração e seu cotidiano em um jornal criado para difamar, em que os jornalistas devem fazer 12 números zero, edições teste, com reportagens cuidadosamente escolhidas para difamar ou amedrontar os inimigos de seu editor. Por trás da trama, Eco procura trazer uma reflexão sobre verdades e mentiras, o papel do jornalismo, e quase reconstruir alguns fatos misteriosos da história recente da Itália, como os ocorridos em 1992 durante a Operação Mãos Limpas, uma investigação em que a Justiça vasculhou a vida de empresários e políticos envolvidos em escândalos de corrupção que abrangiam a máfia e até o Banco do Vaticano. Umberto é também autor de O nome da rosa, seu romance mais importante, O pêndulo de Foucault, História da beleza e História da feiúra. 

Memórias da Redação – Lembranças da Editora Abril

Sede da Editora Abril
Abril na Marginal Tietê – Crédito Onildo Lima

Começamos a nova série com uma colaboração de José Maria dos Santos sobre uma Editora Abril que não mais existe, onde ele foi repórter de Quatro Rodas, editor de Claudia, Veja, Placar, Manequim e Guia Quatro Rodas.

Lembranças da Editora Abril

Prédio da Editora Abril na Marginal Tietê – Crédito Onildo Lima

Se não me trai a memória, em 1989 fui entrevistar “seu” Victor Civita (1907-1990) na sala dele, na sede de Editora Abril, Marginal do Tietê. Deveria recolher sua memória a respeito do Guia Quatro Rodas Brasil, que seria publicada na edição especial do jubileu de prata, a ser comemorado no ano seguinte.

Fazia sentido, pois o guia fora uma criação exclusivamente dele, na qual se empenhou pessoalmente, fazendo inclusive avaliação de equipamentos turísticos como um repórter. Reconhecia sua dificuldade em examinar restaurantes porque não morria de amores por alho e cebola. Durante a entrevista, salvo engano a última que deu, fez vários comentários à margem da matéria.

O mais divertido foi inspirado respectivamente pela culinária, seu bolso e Claudia, introduzida na conversa depois de lhe informar que eu fora editor da revista nos anos 1970. Ele riu e disse. “Quando a prestação de contas das viagens de Claudia vinha à minha mesa, eu ficava aflito. Nossa! Quanto dinheiro”. Convém esclarecer duas coisas: ele não gostava de gastar e as célebres viagens de Claudia eram realmente milionárias.

Apontavam para os destinos mais sofisticados do Brasil e do planeta. A equipe, por baixo, era constituída por umas dez pessoas, deixando dólares a cada passo, entre modelos (masculinos e femininos), jornalistas, produtoras, maquiladores, assistentes… Feita a ressalva, voltemos ao “seu” Victor: “Quando era em Paris, as contas de restaurantes iam às alturas. E olha que eu e a Silvana (a esposa) vamos comer na Pino”. (Pronuncia-se Pinô e batiza uma rede de pizzas e massas que continua em pleno funcionamento).

A queixa bem-humorada, e mordaz, era um retrato dos cuidados, melhor dizendo, das condições de trabalho que a casa oferecia aos seus funcionários em geral, e aos jornalistas em particular. Na revista Quatro Rodas, por exemplo, onde também trabalhei, a editora religiosamente, e na condição de cliente comum, em todo início de ano comprava os carros lançados que seriam utilizados em seus testes.

Jornalistas eram proibidos de se identificar nos restaurantes e hotéis que frequentavam, para não terem informações maquiadas dos serviços oferecidos. Na redação de Veja, na qual, igualmente, batuquei matérias, sobressaia a figura do Sandrini, gerente administrativo, em cujo cofre havia dinheiro vivo de várias partes do mundo, passaportes em dia e tudo o que fosse necessário para uma viagem de emergência.

Lembro-me que, certa noite, nos dias da assustadora enchente de Santa Catarina, em 1983, dali saiu o dinheiro cash com o qual a equipe de enviados contrataria um helicóptero assim que descesse em Curitiba, para sobrevoar o estado e voltar à capital paranaense, uma vez que os pousos estavam interrompidos por lá.

Este perfil da Editora Abril, que tentei resumir nos dois exemplos acima, permite especular que a empresa profissionalizou a imprensa brasileira. Antes dela, e dos seus bons salários, era de praxe que, para sobreviver, jornalistas tivessem dois ou três empregos – muitas vezes sinecuras em secretarias de governo. Salários atrasados eram rotina de várias redações.

Nos Diários Associados, com frequência, equipes que iam viajar aguardavam a chegada da venda do Diário da Noite e Diário de São Paulo para viajar com os bolsos abarrotados de notas miúdas. Mas, sobretudo, com a introdução do jornalismo de serviço, importado da competente imprensa norte-americana, fez a mídia brasileira entrar no século XX, que já ia ao meio por ocasião da sua fundação.

Embora pareça estranho de dizer, a principal inovação da Abril não repousa nas páginas da lendária Realidade ou de Veja, mas em Manequim, Claudia, Quatro Rodas, nos fascículos dos grandes mestres da pintura ou da música clássica. Tratava-se de um novo cardápio jornalístico-cultural que era oferecido aos leitores. Não seria exagero dizer que a Editora Abril modelou a moderna classe média urbana brasileira.

Quem ler os artigos mensais de Carmen da Silva (1919-1981) na revista Claudia, já nos anos 1960, vai verificar que, bem antes da explosão do feminismo, as teses básicas já se disseminavam entre nós. Este texto que vocês estão lendo vem a propósito dos novos rumos que a Editora Abril está tomando. Não é caso de se entrar no mérito desses caminhos, pois foram impostos pelo processo inexorável de um (belo) ciclo que está chegando ao fim.

Mas os ex-abrilianos dos anos 1950 a 80 provavelmente estão, como eu, atônitos diante das mudanças, bem representadas pelos logotipos históricos passados para a frente.

PS – As quatro unidades da Rede Pino de Paris – Champs Elysées, République, Opéra e Montparnasse – continuam com preços convidativos. No chamado Menu Généroso, uma refeição completa, a escolher entre várias opções, custa 19 euros, cerca de R$ 70. Exemplo: entrée: salada caprese; plat: pene aos quatro queijos; dessert: musse de chocolate. Também há promoções: um aniversariante do dia ganha sobremesa de graça; o freguês que retorna, terá desconto de 20% na visita seguinte.

Livro sobre brasileiro executado na Indonésia vai virar filme

O livro Condenado à morte, de Ricardo Gallo, em breve ganhará versão para o cinema. Baseada na trajetória de Marco Archer, o primeiro brasileiro sentenciado à pena capital e executado em um país estrangeiro, a Indonésia, a versão fictícia para as telonas terá direção de Guga Sander, da Sentimental Filme, em parceria com a Querosene Filmes. Esse é o primeiro longa de ficção de Sander, que adquiriu os direitos da obra.  

Hermínia Carvalho começa no Tancredi Group, em Londres

Hermínia Moreira de Carvalho, que há pouco mais de um ano fixou residência na capital britânica, acertou há algumas semanas sua entrada como diretora executiva no Tancredi Group, agência internacional com sede na cidade e operações em Itália e Arábia Saudita. O objetivo é atrair organizações brasileiras interessadas em expandir negócios e intensificar relações com os mercados de Europa e Oriente Médio. Formada em Relações Públicas com especialização em Jornalismo Econômico pela USP, Hermínia tem 20 anos de carreira, tendo atuado em CDN e Burson-Marsteller e no Teconistemi Group.

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