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segunda-feira, abril 27, 2026

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ONU busca assessor de comunicação sênior no Rio

O Centro de Informação da ONU para o Brasil, com sede no Rio de Janeiro, está à procura de um assessor de comunicação sênior para substituir Valeria Schilling, que vai se aposentar no final se setembro. A entidade busca um profissional experiente, com vivência internacional, fluência em inglês e português, texto impecável, capacidade de criar parcerias e manter relações de alto nível em redações, ministérios e universidades, além de organizar eventos, produzir notas e supervisionar a redação do site www.onu.org.br. Além do salário – que a ONU promete ser bastante competitivo –, há no pacote de benefícios plano de saúde, plano de aposentadoria e seis semanas de férias por ano. O prazo para as candidaturas se encerra nesta 6ª.feira, 14 de agosto.

Jornalismo, profissão de risco

* Por Paula Vasconcelos, correspondente de J&Cia em Belo Horizonte

 

A ONG Artigo 19 lançou no início de julho o documentário Impunidade mata, sobre a história do jornalista Rodrigo Neto, assassinado em decorrência de investigações e denúncias sobre o envolvimento de policiais em crimes na região do Vale do Aço, em março de 2013, na cidade de Ipatinga.

O documentário discute não apenas o assassinato de Rodrigo, mas o que pode ser feito de forma a coibir casos de violência e morte semelhantes. De acordo com a apuração da ONG, 14 comunicadores foram assassinados entre 2012 e 2014 no Brasil. As investigações não avançaram em 58% dos casos graves nos últimos dois anos.

Em Minas Gerais, tivemos também o caso recente do jornalista Evany José Metzker, morto decapitado em Padre Paraíso. A suspeita é de que o assassinato tenha sido motivado pelas investigações que ele fazia sobre organizações criminosas e crimes políticos na região do Vale do Jequitinhonha.

Camila Dias, repórter investigativa da rádio Itatiaia, afirma já ter passado por situações de perigo no exercício da profissão: “Um exemplo é um caso emblemático que aconteceu aqui em Belo Horizonte, em que duas pessoas, em princípio inocentes, foram mortas por quatro policiais, gerando muita manifestação. Os repórteres que estavam nessas manifestações e eu, inclusive, fomos apedrejados. Muitas pessoas, sem capacete, sem nada, levaram pedradas na cabeça. Pensando nisso, recentemente a Polícia Militar passou a oferecer um curso sobre como atuar na cobertura de manifestações”.

Camila acredita ser necessária a criação de uma lei para os jornalistas em situação de perigo: “Acho que o nosso sindicato deveria ser mais atuante para cobrar do legislativo a orientação ou criação de uma lei que coloque no jornalismo um adicional de periculosidade, porque estamos expostos a diversos tipos de perigo”.

Em depoimento ao documentário, Kerisson Lopes, presidente do Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais, explica que o profissional que receber ameaças deve denunciá-las prontamente: “A primeira coisa é denunciar. Isso deve ser feito no Ministério Público local, nas autoridades competentes ou no Sindicato. A partir de casos recorrentes, criamos uma força-tarefa. Temos relação direta com a Secretaria de Defesa do Estado, assim, qualquer tipo de ameaça ou denúncia que chega ao Sindicato comunicamos imediatamente para haver um acompanhamento das autoridades estaduais”.

O Projeto de Lei 114/2014 do Senado, de autoria da senadora Angela Portela (PT-RR), atualmente em análise na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, prevê que jornalistas devem ser beneficiados com o adicional de periculosidade. O benefício de 10% sobre o salário seria destinado aos profissionais que trabalham na cobertura de eventos de risco durante, pelo menos, três jornadas diárias no mês da remuneração. Segundo pesquisa produzida pela ONG Repórteres Sem Fronteiras, o Brasil é o terceiro país com maior número de jornalistas mortos na América Latina. Ainda temos muito que avançar no sentido de valorizar a profissão e dar garantias para que os profissionais tenham mais segurança para exercer suas funções. A aprovação dessa lei já seria um progresso e uma forma de a sociedade afirmar o valor que a profissão tem para o exercício da democracia brasileira.

José Hamilton Ribeiro será homenageado na segunda edição de Repórter

Idealizada por Eliane Brum, a série Repórter, promovida pelo Itaú Cultural, terá sua segunda edição em setembro, celebrando os 60 anos de reportagem de José Hamilton Ribeiro.

O objetivo do projeto é “registrar a memória de quem conta a história do hoje, transformando-a em documento histórico para a consulta das gerações futuras. E, ao mesmo tempo, a ousadia de também construir memória, ao pensar sobre os desafios de fazer reportagem nesta época, na qual jovens jornalistas precisam encontrar um modo de fazer seu trabalho no contexto de um modelo de negócio em crise, assim como repórteres experientes confrontam-se com o imperativo de criar alternativas para continuar narrando o presente com toda a complexidade, as nuances e o respeito à alteridade que a reportagem exige”.

Em José Hamilton Ribeiro: 60 anos de reportagem, quatro grandes repórteres foram convidados para entrevistar “o” grande repórter: Audálio Dantas, Clóvis Rossi, Lúcio Flávio Pinto e Ricardo Kotscho, com mediação de Eliane.

Além da homenagem a Zé Hamilton, Repórter proporcionará, no mesmo dia, um encontro com Lúcio Flávio (às 15h) e o painel Narrativas de Transição (17h), com Bruno Paes Manso (Ponte), Laura Capriglione (Jornalistas Livres), Bruno Torturra (Fluxo), Kátia Brasil (Amazônia Real) e Rene Silva (Voz da Comunidade).

O evento será em 2/9, das 15h às 22h, no auditório do Itaú Cultural em São Paulo (av. Paulista, 149). É aberto ao público, com retirada de senha 30 minutos de antecedência. Haverá transmissão ao vivo pela internet e tradução em Libras.

Conselho de Comunicação Social deverá mudar regimento interno

Reunido pela primeira vez com a nova composição empossada em julho, o Conselho de Comunicação Social decidiu que, até novembro, trabalhará para promover alterações em seu regimento interno. O alcance e os parâmetros dessa revisão ainda serão decididos por uma comissão especial. O vice-presidente Ronaldo Lemos, professor de Direito na Universidade Estadual do RJ, será o relator. Ele e outros dois conselheiros passam a compor um grupo de trabalho que decidirá, até setembro, a dimensão da reforma do regimento. As mudanças têm a ver com a recente polêmica em torno da nova composição do Conselho. Parlamentares e entidades da sociedade civil, liderados pelo Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação, entraram com um mandado de segurança no STF pedindo a anulação do ato de nomeação. Eles alegam irregularidades na sessão do Congresso em que os novos membros foram eleitos. Com a polêmica, o presidente do Conselho, advogado Miguel Ângelo Cançado, informou que dois conselheiros nomeados renunciaram a seus cargos: o jornalista Murilo César Ramos e o representante das empresas da imprensa escrita Lourival Santos. Ambos eram suplentes. Lourival chegou a tomar posse com os demais conselheiros em julho. O Conselho também definiu o funcionamento de suas cinco comissões: Tecnologia da Informação em Comunicação; Conteúdos em Meios de Comunicação; Liberdade de Expressão e Participação Social; Publicidade e Propaganda; e Projetos Legislativos. Esta última era chamada Comissão do Marco Regulatório do Setor das Comunicações, mas os conselheiros decidiram renomeá-la para torná-la mais abrangente. As comissões se reunirão nos mesmos dias dos encontros ordinários do Conselho – a primeira 2ª.feira de cada mês – pela manhã. Porém, apenas duas comissões farão reuniões em cada um desses dias. A próxima está marcada para 14 de setembro.

Alex Solnik fecha com o Brasil 247

Alex Solnik é o mais novo colaborador do Brasil 247, onde, segundo o diretor Leonardo Attuch, irá fazer entrevistas especiais, “resgatando o espírito da antiga Interview. Muitas delas serão capa da nossa revista no Flipboard. O foco maior será em personagens da área cultural e da vida política”. Ucraniano de nascimento mas naturalizado brasileiro desde 1971, Alex também é colaborador da revista Brasileiros, escritor e integrou o primeiro time da revista Imprensa. A propósito de denúncias veiculadas na imprensa em 3/8 de que o Brasil 247 recebeu ao menos R$ 120 mil do dinheiro desviado da Petrobras, por meio da consultoria Jamp, do delator Milton Pacowitch, Attuch disse ao Portal dos Jornalistas que “os donos da Jamp nos procuraram como representantes da Engevix e fizeram uma proposta de parceria para a produção de conteúdo sobre o setor de engenharia. Fizemos um contrato e tudo foi contabilizado, tributado etc.. Foi uma relação comercial legítima, como tantas outras. Vamos manter aqui a mesma linha editorial”.

Mauricio Stycer lança segunda edição de História do Lance

Mauricio Stycer lança a segunda edição, revista e atualizada, de História do Lance! – Projeto e prática de jornalismo esportivo (e-galaxia), agora em versão digital. O preço varia conforme a plataforma. Esta nova edição da obra, que mostra o processo de criação do diário esportivo, ganhou as opiniões de Ugo Giorgetti, Antero Greco, José Geraldo Couto e Matias M. Molina, além de manter as originais de Juca Kfouri, Luiz Henrique de Toledo e Sergio Miceli. Stycer foi o primeiro editor executivo do Lance.

9º Congresso de Jornais Populares será em setembro

O Instituto de Imprensa da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) realiza de 2 a 4/9 o 9º Encontro de Jornais Populares, no hotel Golden Tulip Regente, em Copacabana (RJ). Entre os temas que serão abordados estão ética jornalística nos diários populares e gratuitos; novidades da imprensa popular europeia; a gestão moderna nas redações e diários populares; conteúdo e circulação; e o uso de blogs e redes sociais na estratégia dos jornais populares. A inscrição, que requer o preenchimento de formulário, custa U$ 700 por participante. Mais informações com Alfonso Juárez, coordenador de logística do seminário, no [email protected] ou [email protected].

Curitiba recebe lançamento de Malala, de Adriana Carranca, neste sábado

A repórter especial do Estadão Adriana Carranca lança neste sábado (8/8), a partir das 16h, na Livraria da Cultura do Shopping Curitiba (rua Brigadeiro Franco, 2.300), Malala – A menina que queria ir para a escola (Cia. das Letrinhas), primeiro livro-reportagem dirigido ao público infantil. Na obra, que tem ilustrações de Bruna Assis Brasil, Adriana conta a história da paquistanesa Malala Yousafzai, que virou símbolo da luta pelo direito das meninas estudarem em seu país. Em outubro de 2012, ela levou um tiro na cabeça quando voltava da escola. Esteve entre a vida e a morte e sobreviveu para contar sua história ao mundo. Pouco depois do atentado, Adriana visitou o Vale do Swat, onde a menina nasceu e morou.

Reestruturação do Terra praticamente extingue a área de Conteúdo

Saíram perto de 60 profissionais. Remanescentes vão atuar como curadores de conteúdo externo

 

O Terra oficializou nesta 5ª.feira (6/8), embora sem citar nomes ou números, uma reestruturação de seus negócios e praticamente extinguiu a sua área de Conteúdo, o que já era comentado no mercado há alguns dias. Como este próprio Portal dos Jornalistas adiantou na nota sobre a saída do diretor de Conteúdo Hélio Gomes em 3/8, o motivo principal foi a receita publicitária ter sido desproporcionalmente inferior aos investimentos que o portal fez em geração de conteúdo nos últimos três anos.

Vale lembrar que tanto o Terra quanto o iG foram os únicos portais não vinculados a marcas tradicionais da imprensa nacional a investir maciçamente na produção de conteúdo. Embora não tenha refluído na mesma proporção que o Terra, também o iG já reduziu a sua estrutura nessa área.

Em entrevista ao Portal Imprensa, Paulo Castro, CEO do Terra, confirmou que a reestruturação se deve à mudança na forma como o mercado contrata publicidade e remunera a atividade de mídia. Ressalvou, porém, que a empresa percebeu essa tendência anos atrás mas decidiu apostar que haveria mudança na forma de remuneração, o que acabou não acontecendo. Daí a decisão de reduzir drasticamente o investimento na criação de conteúdo próprio e optar pelo enxugamento da redação.

Com isso, fechou a área de Conteúdo da sucursal de Porto Alegre (que contava com quatro jornalistas), encerrou as atividades das sucursais do Rio (onde havia dois) e de Brasília (um) e cortou 80% da redação de São Paulo, o que significou a saída de quase 60 profissionais (comenta-se que o total de demissões, que atingiram também as áreas de Publicidade e Tecnologia, seja mais do que o dobro disso).

Castro disse na entrevista que “vamos continuar tendo um portal e uma equipe de conteúdo, só que ela terá um papel muito mais de curadoria, de enriquecer a oferta de parceiros, de agências, correspondentes e terceiros e muito menos de ser um protagonista na criação de conteúdo autoral independente”.

Essa tarefa será realizada por perto de dez jornalistas, segundo estimativas com base no total de demitidos. Este Portal dos Jornalistas conseguiu confirmar os nomes de alguns deles.

Dos cinco gerentes que atuavam com Hélio Gomes, permanece apenas Lidiane Oliveira; saíram Edson Franco, Fernanda Colavitti, Anderson Régio e José Queiróz. Na lista estão ainda Felipe Oliveira, João Victor Vieira, Mariane De Luca, Fábio Santos, Jana Garcia e Celso Paiva.

Radialista é assassinado durante apresentação de programa no Ceará

O radialista Gleydson Carvalho – proprietário da Rádio Liberdade 90,3, em Camocim (CE) – foi morto com dois tiros na cabeça enquanto apresentava seu programa na tarde desta 5ª.feira (6/8). A informação é do Diário do Nordeste. De acordo com a nota do jornal, dois homens chegaram de moto e atiraram contra Carvalho, que há meses vinha recebendo ameaças pelo facebook.

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