A Imprensa Oficial do Estado de São Paulo (Imesp) demitiu em 2/6 mais de 150 trabalhadores concursados, entre gráficos e jornalistas. Ao menos 12 deles são profissionais de imprensa.

Os trabalhadores demitidos protestaram em frente à empresa. Muitos estavam surpresos com a decisão e indignados com a forma como foi comunicada a dispensa, em muitos casos enviada via WhatsApp.

A Imesp está sendo incorporada à Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo (Prodesp), com base em lei aprovada em 2019. Os setores de Gráfica e Conteúdo Editorial serão desmantelados sob a alegação de que “não são mais viáveis”.

Na sexta-feira (4/6), diretores de sindicatos e advogados conversaram durante mais de uma hora com uma equipe de assessoria da Imesp. Porém, não houve avanço, com os representantes patronais limitando-se a dizer que o fim dos setores levou às demissões e que tudo foi feito de forma legal.

Os sindicatos exigiam a anulação de todas as demissões e que não haja nenhuma até o fim da vacinação ou da pandemia (nesse período, seria negociada a manutenção da gráfica ou a realocação dos profissionais), além do acesso a um estudo Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) que avaliou a necessidade de extinção dos setores. Esse estudo foi contratado pela Imesp, sem licitação, ao custo aproximado de R$ 9 milhões, e é objeto de investigação do Ministério Público de São Paulo por supostas irregularidades.

O Sindicato dos Jornalistas de São Paulo escreveu que “tem uma posição histórica de defesa da Imesp como empresa pública de comunicação e, particularmente, dos jornalistas que ali trabalham. Por isso, engajou-se desde o início a organizar a luta contra o projeto, dirigindo-se às entidades representativas dos trabalhadores de outras empresas e constituindo a Frente Sindical contra o PL 1/2019. Apesar de manifestações de rua organizadas pela frente e da realização de audiências públicas na Alesp, não conseguimos barrar a aprovação da proposta de Doria”.

Estava marcada para esta terça-feira (8/6) uma reunião do deputado José Américo (PT), solidário ao movimento, com representantes dos trabalhadores, o presidente da Alesp e o líder do governo na Assembleia Legislativa de São Paulo.

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