O senador Hamilton Mourão atacou a Agência Pública após a publicação de uma reportagem sobre reunião realizada pelo Conselho Nacional da Amazônia Legal, no ano passado. A matéria mostra que o ex-vice-presidente, que comandou o conselho de 2020 até o fim do governo Bolsonaro, admitiu a necessidade de combater o garimpo em Terra Yanomami, mas não agiu.

A reportagem teve acesso a documentos, obtidos via Lei de Acesso à Informação, sobre uma reunião do Conselho Nacional da Amazônia Legal em 30 de agosto de 2022. Nela, Mourão admitiu que garimpeiros seguiam “invadindo a área Yanomami” e que havia a “necessidade de ser deflagrada uma operação de grande envergadura” na região, o que não ocorreu durante o governo Bolsonaro.

Em reunião anterior, de novembro de 2021, Mourão afirmou que o caso dos Yanomami estava “sendo explorado de forma totalmente inverídica pela mídia”. A Pública entrou em contato com o senador e com sua assessoria antes da publicação da reportagem, nas não obteve retorno.

Após a publicação do texto, Mourão publicou nas redes sociais que as informações veiculadas na Pública são “inverídicas” e fruto de “parcialidade característica do jornalismo de baixa qualidade”.

Em nota, a Pública comentou o ataque: “Investigamos com independência todos os níveis da administração pública e também o setor privado, pautados pela defesa intransigente dos direitos humanos. (…) É lamentável que em vez de responder aos questionamentos que foram feitos pela nossa reportagem, o senador do partido Republicanos tenha decidido usar as redes sociais para atacar o trabalho sério do jornalismo profissional”.

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