Por Cristina Vaz de Carvalho, editora de J&Cia no Rio de Janeiro

O Fantástico, da Globo, comemora 50 anos no ar, depois de 2,6 mil edições, mantendo seu tripé de jornalismo, entretenimento e esporte. Desde o início deste mês, são exibidos cinco documentários, um por semana, mostrando as transformações do País e do mundo a cada década, os personagens que ajudaram a construir essa história, os shows, quadros e reportagens marcantes, os repórteres e profissionais reconhecidos e queridos pelo público.

O programa procura dialogar com as famílias brasileiras. No início, era o entretenimento, com muita música e curiosidades, pontuado por notícias. Ao longo dos anos, foi mudando de acordo com as necessidades do tempo e as exigências da audiência. Na entrada dos anos 2000, vieram a investigação, o comportamento, a ciência e materiais comprados da BBC.

Hoje, a pauta tem o aprofundamento dos assuntos mais falados na semana e as reportagens especiais, a música e as entrevistas com grandes talentos, que formam um mosaico, completado pelo esporte, que há 15 anos fecha as edições. Atualmente, o programa é apresentado por duas mulheres, num formato que deu certo: Poliana Abritta chegou em 2014, e Maju Coutinho, sete anos depois. Permanece a música de abertura, com letra criada por Boni e Guto Graça Mello.

Para o futuro, novas séries e quadros vão estrear, ao longo do segundo semestre, com temas como comportamento, saúde, música, entretenimento, diversidade e universo feminino. O estúdio também vai passar pela maior remodelação desde que o cenário atual foi inaugurado, em 2014. O palco será ampliado, contará com LED por baixo do piso e três novas telas, o que por vezes permitirá colocar os entrevistados no palco virtualmente, em forma de holograma. A redação tem novidades: os telões, tela interativa com sistema touch e um controle remoto único.

Bruno Bernardes diretor do programa desde 2017, há 24 anos na Globo, resume seu trabalho: “Não temos a pressão do dia a dia de colocar matéria como os telejornais, mas tem a cobrança e a obrigação de fazer a matéria mais elaborada, com mais profundidade. Esse é o desafio do Fantástico: fazer o diferente, procurar um ângulo novo, aprofundar, ir mais longe, conseguir o inédito, o exclusivo”.

Em 22 de setembro, a emissora inaugura em São Paulo a exposição Fantástico, o Show da Vida, no Solar Fábio Prado (antigo Museu da Casa Brasileira), com a celebração das cinco décadas do programa e as inspirações para o futuro.

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