A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) divulgará durante seu 21º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo os resultados do estudo Ataques gerais e violência de gênero contra jornalistas no Brasil. A pesquisa registrou 204 ataques contra profissionais de imprensa no País em 2025.

Segundo a entidade, os números registrados representam uma queda de 2,9% em relação a 2024, que marcou 210 ataques. Apesar da diminuição no número, o cenário segue preocupante no que se refere à segurança dos jornalistas no exercício da profissão. Os principais alvos dos ataques foram repórteres e analistas, presentes em 68,6% dos alertas. O tipo mais frequente de violência foi de agressões verbais, escritas e digitais, registradas em mais de 36% dos casos. Na sequência, aparecem agressões físicas (27%) e discursos estigmatizantes (25%).

A violência explícita de gênero esteve presente em 31 dos 204 ataques, o equivalente a 15,2% dos alertas. Mulheres representaram 30,2% das vítimas com gênero identificado. Entre esses ataques, 77,4% envolveram comentários machistas, misóginos ou LGBTfóbicos, enquanto 16,1% corresponderam a atos discriminatórios diretos.

A maior parte dos ataques aconteceu na região Sudeste, que registrou 35,3% dos casos, seguido por Nordeste (19,6%) e Centro-Oeste (17,2%). O estado com o maior número de alertas foi São Paulo, com 39 ataques. Na sequência, estão Rio de Janeiro, com 26 casos, e Distrito Federal, com 20.

A Abraji deve divulgar o relatório completo nos próximos dias. Confira mais dados do estud aqui.

0 0 votos
Article Rating
Inscrever-se
Notificar de
guest
0 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários