Por Luciana Gurgel

O primeiro turno das eleições brasileiras deu mais uma demonstração da força das redes sociais na política contemporânea. Candidatos com milhões de seguidores – alguns sem experiência executiva ou legislativa – foram eleitos com votações expressivas, enquanto personalidades lendárias da política brasileira viram-se humilhadas nas urnas.
O comportamento do eleitor brasileiro confirma que as mídias digitais, incluindo redes sociais e serviços de mensagem como o WhatsApp, estão consolidados como ambiente para formação da imagem dos candidatos e como canais de relação direta com o eleitor. É um caminho sem volta.
Mas o impacto dessas plataformas sobre a democracia é visto de forma muito diferente no mundo. Uma pesquisa do Pew Research Center envolvendo 37 países, divulgada poucos dias antes das eleições no Brasil, constatou que, em muitos deles, cresceu a parcela da população que considera as redes sociais prejudiciais para a democracia.
O Brasil aparece na contramão dessa tendência: 65% dos brasileiros dizem que elas têm um efeito positivo, enquanto 29% avaliam o impacto como negativo.
Embora a visão geral seja favorável, as preocupações existem. No Brasil, 78% dos entrevistados pelo Pew disseram temer que a internet e as redes sociais facilitem a disseminação de informações falsas, e 64% acreditam que elas contribuem para aumentar as divisões políticas.
Ao mesmo tempo, 73% afirmam que elas ajudam as pessoas a ficarem mais bem informadas e 60% dizem que ampliam sua voz na política.
Leia mais sobre a pesquisa em MediaTalks.
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