Por Luciana Gurgel

A Federação Internacional de Jornalistas (IFJ) publicou nesta quarta-feira (25/2) seu relatório anual sobre mortes de profissionais de imprensa associadas ao trabalho em 2025. O documento contabiliza 128 vítimas, incluindo11 mulheres. Apenas nove das fatalidades foram consideradas acidentais.
A entidade afirma que os números mostram uma tendência global: matar jornalistas virou ferramenta de guerra, repressão e controle da informação.
Pelo terceiro ano consecutivo, o Oriente Médio, especialmente o Mundo Árabe, foi a região mais letal, principalmente por causa da guerra em Gaza: 74 jornalistas morreram na região (56 na Palestina), além de uma morte acidental no Irã – 58% do total global. As demais mortes ocorreram na África (18), na região Ásia-Pacífico (15), nas Américas (11) e na Europa (10), que ainda vive o drama da guerra na Ucrânia.

Para dar rosto às estatísticas, a IFJ destacou no documento cinco histórias, uma de cada região.
No Sudão, uma equipe inteira da TV estatal – três profissionais e um motorista – morreu em ataque de drone enquanto cobria os acontecimentos em Cartum. No Peru, um radialista conhecido por denunciar suposta corrupção local foi baleado ao sair de casa e morreu dias depois.
Na Índia, um freelancer foi encontrado morto em uma fossa séptica após ter publicado reportagem sobre supostas irregularidades em obras. Na Ucrânia, uma repórter de guerra e um cinegrafista morreram quando um drone atingiu deliberadamente o carro durante uma apuração. Em Gaza, uma jornalista grávida morreu junto com o marido e os quatro filhos quando sua casa foi atingida por um ataque aéreo de Israel.
Leia a matéria completa e veja a íntegra do relatório em MediaTalks.
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