Plataforma promete novo modelo de negócios para podcasts

Está disponível desde o final do ano passado, ainda em fase de implantação e testes, a Ola Podcasts. A plataforma chega com o desafio de criar diferentes modelos de negócio – além da publicidade – para produtores desse tipo de conteúdo. Entre seus principais diferenciais, o serviço prevê pagamento de royalties a partir de assinaturas para produtores exclusivos, estúdio próprio e equipe comercial para rentabilizar podcasts por meio da já tradicional publicidade.

“Estamos apostando em um produto que é uma das principais tendências no mundo quando falamos em novas mídias”, explica Bruno Venga, sócio do fundo de investimentos Gulf, que criou a plataforma. “Queremos ser um parceiro institucional, que incentive a produção desse tipo de conteúdo, oferecendo uma possibilidade real de monetização, e serviços que facilitem a criação por produtores independentes”.

Bruno Venga, sócio da Gulf Tech, criadora da Ola Podcasts

Especializado nos segmentos financeiro e imobiliário, o fundo criou há dois anos a Gulf Tech para investir no ramo de tecnologia. Segundo Bruno, publicitário com a carreira construída na área de Telecom, o foco da nova empresa será investir em projetos próprios, a partir do zero, e nesse panorama a Ola Podcasts foi a primeira aposta.

Como funciona?

O serviço agregará quatro tipos de podcasts e terá, em princípio, três modelos de monetização, de acordo com a categoria em que os podcasts estão inseridos:

  • Agregados: A partir de RSS Feed, a plataforma agregará todo podcast disponível no Brasil e no mundo. A exceção fica apenas para casos de serviços exclusivos de outras plataformas, como ocorre atualmente com o Café da Manhã, da Folha de S.Paulo, que tem exclusividade com o Spotify;
  • Gratuitos: Qualquer pessoa poderá incluir e até produzir seus programas dentro da plataforma, sem nenhum custo. Os proprietários desses podcasts receberão um RSS Feed que permitirá ainda a publicação do conteúdo em outras plataformas. Ao criar seu canal, o proprietário poderá optar por permitir a monetização publicitária. Nesse caso, uma equipe comercial poderá trazer anúncios de acordo com o perfil do podcast e o foco dos anunciantes;
  • Premium: Conteúdo exclusivo com curadoria da Ola Podcasts, produzido a partir de um estúdio próprio, e que estará disponível exclusivamente para assinantes. Serão aproximadamente 50 podcasts incluídos nesse sistema, que receberão uma parcela do valor angariado com as assinaturas, levando em consideração a relevância e a audiência de cada atração;
  • Freemium: Mescla entre os modelos “Gratuito” e “Premium”. Nele, produtores selecionados poderão utilizar os estúdios da plataforma para produzir seus programas. Esses podcasts também serão rentabilizados a partir de publicidade, mas terão preferência na equipe comercial em relação aos gratuitos.

A assinatura do serviço será de R$ 9,90 por mês ou R$ 79,90 por ano. Como contrapartida, o usuário terá acesso irrestrito aos canais premium, que produzirão a média de 200 episódios inéditos por mês.

Dentre os podcasts já disponíveis na plataforma, destaque para produções jornalísticas, como o Papo de Mãe, com Mariana Kotscho e Roberta Manreza, que traz entrevistas com especialistas e histórias de maternidade/paternidade; Volta ao mundo, com dicas de viagem, de Zeca Camargo; e Vai se food, com Ailin Aleixo.

Outras atrações, também comandadas por jornalistas, que devem estrear em breve são o canal Histórias que não posso contar, de Madeleine Lacsko, e o Mari Mulher, também comandado por Mariana Kotscho, que estreia em 5/3 discutindo violência doméstica com Maria da Penha e a comandante Elza Paulina de Souza, da Guarda Civil Metropolitana de São Paulo.

Mais informações sobre a plataforma pelo contato@olapodcasts.com.

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