Entidades defendem continuidade de Ricardo Melo à frente da empresa O Diario Oficial da União publicou nesta terça-feira (17/5) decreto assinado pelo presidente interino Michel Temer em que exonera o jornalista Ricardo Melo das funções de presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), o que seria vedado pelo parágrafo 2° do artigo 19 da Lei 11.652/2008, que criou a EBC. No final da tarde, Ricardo impetrou mandado de segurança com pedido de liminar no STF a fim de garantir o seu mandato. No final da semana passada, ante as notícias de que Temer substituiria Ricardo por um profissional da sua confiança, Laerte Rímoli, a Fenaj e tanto a Diretoria Executiva da EBC quanto seu Conselho Curador emitiram notas contrárias à possibilidade. Em sua manifestação, a Fenaj chama a atenção para o fato de que, “independentemente das qualificações profissionais dos jornalistas Ricardo Melo e Laerte Rímoli, a Lei 11.652/2008, em seu artigo 19, parágrafo 2º, dispõe que o mandato do diretor-presidente da EBC, de livre nomeação por parte do presidente da República, será de quatro anos. O jornalista Ricardo Melo foi nomeado pela presidente Dilma Rousseff no dia 3 de maio e, portanto, está iniciando o seu mandato, que não poderá ser interrompido, a não ser nas condições estabelecidas pela mesma lei”. A nota da Diretoria Executiva da EBC vai na mesma direção, acrescentando que a nomeação de novo presidente antes de término do atual mandato “violará um ato jurídico perfeito, princípio fundamental do Estado de Direito, bem como um dos princípios específicos da Radiodifusão Pública, relacionado com sua autonomia em relação ao Governo Federal”. Já o Conselho Curador da empresa, citado no noticiário como instância para decidir sobre uma eventual substituição, não apenas reforçou aqueles argumentos como foi taxativo ao refutá-la: “O Conselho Curador da EBC, no dever de zelar pela independência editorial e caráter público da EBC, esclarece que os cargos de Diretor-Presidente e Diretor-Geral da EBC estão ocupados, respectivamente, pelos jornalistas Ricardo Melo e Pedro Varoni, no pleno exercício de suas funções, não havendo portanto amparo legal para substituições extemporâneas”. Ricardo está na EBC há oito meses, onde segue respondendo também pela Diretoria de Jornalismo. Rímoli, ex-assessor de Aécio Neves na campanha à Presidência da República em 2014, comandou a TV Câmara e a Assessoria de Comunicação da Presidência da Câmara dos Deputados na gestão de Eduardo Cunha. Até o fechamento desta nota a Secom-PR não se havia manifestado sobre as contestações à exoneração de Ricardo Melo.
Foco do Prêmio Abrafarma é o varejo farmacêutico
O Prêmio Abrafarma de Jornalismo, que tem inscrições abertas até 21/10, quer valorizar trabalhos jornalísticos focados em inovações, modernização, regulamentação e, sobretudo, avanços e melhorias no atendimento à população pelo varejo farmacêutico. Segundo Sérgio Mena Barreto, presidente da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), nas grandes redes há uma nova formatação no atendimento que traz para o consumidor opções em prestação de serviços: “Na esteira das grandes transformações da nova realidade do mercado está a migração do consumidor para compras que se agregam ao remédio, como artigos de higiene, beleza e bem-estar. Em números, o segmento mostra que é impermeável à crise: cresceu 14% no primeiro bimestre de 2016. A rede nacional registra uma frequência entre 60 a 70 milhões de pessoas por mês”. Sérgio aponta que existem inovações como a Farmácia Clínica, que recomenda alternativas em programas para emagrecer, parar de fumar, acompanhamento do diabetes, colesterol e hipertensão, além de orientação quanto à reação aos remédios e o abandono dos tratamentos por pacientes crônicos: “A Abrafarma valoriza esse prêmio porque ele traz a possibilidade de mostrar ações como essas, que colaboram com a vida do consumidor e do governo frente ao desafio do momento em atender à população com a agilidade que ela requer”. Podem concorrer trabalhos veiculados originalmente e de forma inédita entre 17/10/2015 e até 16/10/2016, em jornal, revista, rádio, televisão ou internet e em qualquer região do País. Serão contemplados os três primeiros colocados, com, respectivamente R$ 5 mil, R$ 3 mil e R$ 2 mil. A iniciativa tem gestão da Jornalistas Editora.
Turma de 1975 da Cásper Líbero organiza encontro e busca desgarrados
Vem aí um encontro para celebrar os 40 anos (na verdade 40 anos e meio) dos formandos de 1975 do curso de Jornalismo da Faculdade Cásper Líbero. Os organizadores querem realizá-lo num sábado, em local a ser ainda definido, entre 20/5 e 10 de junho. “Abrimos página no feicebúqui, Cásper Líbero75, e conseguimos reunir rapidamente quase 25 ex-colegas de uma turma de 47 que fez a colação de grau”, conta Bia Bansen, uma das organizadoras, na companhia de Lígia Sanches, Marcelo Bairão e Vicente Alessi, filho. “Mas ainda nos faltam alguns, que estamos muito empenhados em localizar…” Lígia é quem enumera: Carlos Roberto Silveira, Denise de Camargo Arruda, Eduardo Dantas Santos, Eduardo della Colleta, Enrique Callejas Brias, Elizabeth Amarante, Hipólito Oshiro, o pastor luterano Johannes, José Edivaldo Teixeira, Leila Nawaf Hardan, Maria Antônia Brown, Maria Cristina Falasca Megido, Neide Chagas Wacker, Olga Maria Campello, Paulo Felipe Mendrone, Sônia Maria Abraão, Ubirajara Telles Ferreira e Veralice Cesar de Faria. Alguns dos ex-colegas residem fora de São Paulo, caso de Joana Puntel, que vive em Porto Alegre, e outros no exterior, como Bernadete Piassa, que mora em Tucson, Arizona, e Íris Pontim, na Colômbia. Outros, já se foram para o outro plano fora do combinado, como Arthur Cidrin, Gabriel Junqueira de Carvalho, José Luiz Godoy, Ricardo Ferraz Vespucci e o pastor luterano Rodolfo Warth. Já confirmaram presença, segundo Marcelo Bairão, o professor Gaudêncio Torquato (estão também buscando localizar José Luiz Proença e Ebrahim Ramadan) e os ex-colegas Adélia Adaime, Anabela Rebellato, Araceles Prado Stamatiu, Cacilda Rodrigues Alves, Carlos Moraes, Doramaria Tavares de Lima, Eleta Maciel, Eliana Gianoccaro, Hosana Pedroso, Janete Gutierre, Castilho de Andrade, José Fernando Lefcadito Álvares, Josias Marques Coutinho, Maria Regina Finardi Messina, Marlene dos Santos Pinol, Marilda Rodella, Mauro Queiroz, Moacir Amâncio, Paulo Vieira Lima, Pedro Arnaldo Fornacialli, Sílvia Block-Quintrick e Wílson Moherdaui. Quem tiver notícias pode entrar em contato com Bia Bansen, pelo 11-5539-2344, ou Vicente Alessi, filho, 5189-8900.
TV Cultura convida o público para conhecer sua sede
A TV Cultura participa até 20/5 da 14ª Semana de Museus: Museus e paisagens culturais, organizada pelo Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM) e realizada em diversas instituições culturais do Brasil. Durante esses cinco dias, a Fundação Padre Anchieta abre suas portas para as pessoas que desejam conhecer um pouco de sua história e saber como é o dia a dia de uma emissora de rádio e televisão. Duas exposições integram o evento: Fernando Faro, com fotografias, objetos pessoais e documentos do maior produtor musical brasileiro, e Senta que lá vem memória, composta por figurinos, documentos, dentre outras peças. O visitante também terá a oportunidade de apreciar as obras de arte que formam o acervo da FPA e passar por alguns setores relevantes para a produção e exibição de programas. Os horários das visitas – que duram em média duas horas – são 11h e 15h, com exceção do dia 20/5, em que ocorrerá apenas às 11 horas. Saiba como participar.
Roda Viva entrevista ex-senador Delcídio do Amaral
O programa Roda Viva desta segunda-feira (16/5) entrevista ao vivo, a partir das 22h, o ex-senador Delcídio do Amaral. Ele falará sobre a Operação Lava Jato, a crise política no País e as perspectivas do governo Michel Temer. Com apresentação de Augusto Nunes, o programa terá na bancada Eliane Cantanhêde (colunista do jornal O Estado de S. Paulo), Vera Magalhães (editora executiva e colunista da Revista Veja), Natuza Nery (editora da coluna Painel da Folha de S. Paulo), André Guilherme Vieira (repórter do Valor Econômico) e Flávio Freire (coordenador nacional e de política da sucursal de O Globo em São Paulo). O Roda Viva tem participação fixa do cartunista Paulo Caruso.
Jabuti 2016 abre inscrições
Mais tradicional reconhecimento da literatura brasileira, o Prêmio Jabuti abriu nesta segunda-feira (16/5) seu período de inscrições. Em sua 58ª edição, a iniciativa reconhecerá obras em primeira edição publicadas no Brasil entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2015, em língua portuguesa. Assim como nos últimos anos, serão 27 categorias, entre livros de ficção e não ficção: Adaptação; Arquitetura e Urbanismo; Biografia; Capa; Ciências da Natureza, Meio Ambiente e Matemática; Ciências da Saúde; Ciências Humanas; Comunicação; Contos e Crônicas; Didático e Paradidático; Direito; Economia, Administração, Negócios, Turismo, Hotelaria e Lazer; Educação e Pedagogia; Engenharias, Tecnologias e Informática; Gastronomia; Ilustração; Ilustração de Livro Infantil ou Juvenil; Infantil; Infantil Digital; Juvenil; Poesia; Projeto Gráfico; Psicologia, Psicanálise e Comportamento; Reportagem e Documentário; Romance; Teoria/Crítica Literária, Dicionários e Gramáticas; e Tradução. Na primeira etapa da premiação, um corpo de jurados fará a análise das obras e selecionará as dez melhores em cada umas das categorias, enquanto na segunda etapa serão definidos, pela ordem, os três primeiros colocados. Na cerimônia de premiação haverá a entrega das estatuetas e a revelação dos vencedores dos tradicionais Livros do Ano de Ficção e Não Ficção, que premiam os dois principais trabalhos entre todos os ganhadores. Nesta edição, cada um dos 27 vencedores receberá R$ 3.500, e os ganhadores das categorias ficção e não ficção levarão mais R$ 35 mil cada. Apesar da amplitude de temas, obras produzidas por jornalistas são costumeiramente contempladas entre os livros de não ficção. Das últimas dez edições do Jabuti, em oito o vencedor desse grupo era jornalista. Dentre eles, destaque para Laurentino Gomes, tricampeão com a trilogia 1808 (2008), 1822 (2011) e 1889 (2014). Vale lembrar ainda que a premiação integra a base de pesquisas do Ranking dos +Premiados da Imprensa, concedendo 45 pontos para o vencedor da categoria Livro Reportagem e, caso este mesmo ganhador seja laureado com o título de Livro do Ano Não Ficção, sua pontuação sobe para 65 pontos.
Approach tem novo braço de conteúdo audiovisual, a Ponte Filmes
Este mês, a Approach inaugura uma nova empresa do grupo, a Ponte Filmes, de audiovisuais, em associação com A Fábrica, produtora do roteirista e produtor Luiz Noronha (ex-Conspiração Filmes e Zola) e do executivo Luiz Felippe Netto (ex-Ana Couto Branding e Conspiração Filmes), profissionais com grande experiência em geração de negócios em branding e audiovisual.
A Ponte Filmes desenvolverá projetos de conteúdo proprietário de marca (branded content), além de vídeos para uso institucional e comunicação interna. Os formatos podem variar de documentários a animações e webséries.
A agência também comemora a chegada de novas contas de assessoria de imprensa: a marca do torneio de tênis Roland-Garros no Brasil, a rede de hotéis Blue Tree, a Concha Acústica de Salvador e a FMQ Farmoquímica. Para a marca de relógios Casio, assume a gestão de relacionamento com vários grupos de influenciadores, entre eles os profissionais de imprensa.
A agência responde ainda pela divulgação e pelas redes sociais da exposição O poeta voador, Santos Dumont, em cartaz no Museu do Amanhã até o fim de outubro, e pela comunicação da mostra de pós-impressionismo O triunfo da cor, atualmente no CCBB SP e a partir de julho no Rio.
Diário do Nordeste corta dez
O Diário do Nordeste anunciou um enxugamento na Redação e dispensou dez profissionais, entre eles os colunistas Sílvio Carlos e Cláudio Cabral, além de Mário Kempes, Mara Cristina, Ângela Cavalcante, Bruna Salmito, Kiko Silva, Jota Pompílio, Aline Maria e Carol Melo. O jornal também unificou as edições de sábado e domingo.
Caso Herzog leva Estado Brasileiro à Corte Interamericana
A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) e a família Herzog reuniram a imprensa em São Paulo na semana passada para informar que enviaram o Caso Vladimir Herzog à Corte Interamericana de Direitos Humanos. O objetivo é que o Estado Brasileiro seja julgado pela ausência de investigação e punição dos responsáveis pela tortura e execução de Vlado em 1975, além de ter apresentado o assassinato para a família e para a sociedade como suposto suicídio. Segundo o Centro pela Justiça e Direito Internacional (CEJIL), representante da família e do Instituto Vladimir Herzog, o tema só chega à Corte porque o Estado Brasileiro não realizou a justiça, mesmo depois do relatório da CIDH determinar a investigação, processamento e punição dos envolvidos. Eles aguardam a notificação da Corte Interamericana sobre o recebimento da demanda para apresentar a denúncia, que inclui peritos e testemunhas, argumentos jurídicos e uma lista de políticas públicas que vai desde mudanças legislativas até reformas institucionais de órgãos de segurança, como a alteração constitucional para que a tortura seja crime imprescritível. “O fato de chegarmos a esse patamar é um avanço histórico”, afirma Ivo Herzog, filho do jornalista e diretor-executivo do IVH. “A sentença trará novamente ao debate a reinterpretação da Lei de Anistia como uma obrigação do Estado Brasileiro, deixando de estender aos torturadores que cometeram graves violações na ditadura a anistia de suas responsabilidades. Nós, os familiares, esperamos que isso encerre uma luta de 40 anos de busca pela verdade e justiça”. Beatriz Affonso, diretora do CEJIL/Brasil, diz que a tramitação do assunto é especialmente emblemática, pois é inegável a importância da provável sentença da Corte no atual contexto que a sociedade brasileira vivencia, em que autoridades de Estado vão a público enaltecer torturadores da ditadura e incitar o crime de tortura: “Os casos que chegam à Corte Interamericana detêm importância histórica e potencial para transformar o contexto em que as graves violações de Direitos Humanos ocorreram. O órgão tem a legitimidade de determinar mudanças estruturais nos países que aceitaram sua jurisdição, como o Brasil, e nos casos cujos fatos e provas são incontestáveis. Nesse sentido, esperamos que a Corte reconheça que o caso Herzog estava inserido em um contexto de crime contra a humanidade”.
A reinvenção do jornalista ? #5 Ajuda internacional
Desenvolver o jornalismo da América Latina e do Caribe, ajudando na criação de organizações e associações de jornalistas independentes. Essa é a missão do Centro Knight para o Jornalismo nas Américas, da Universidade do Texas, em Austin, nos EUA. A instituição – hoje referência em treinamento online para jornalistas – recebeu recentemente 600 mil dólares de John S. e James L. Knight Foundation. A verba é direcionada à expansão de seu programa de educação de jornalismo online pelos próximos quatro anos. “O Centro Knight desenvolveu uma forma extremamente eficaz para conectar jornalistas com a informação atualizada que eles precisam para ter sucesso no meio da rápida transformação do nosso campo”, comenta em nota Jennifer Preston, vice-presidente de jornalismo da Knight Foundation. O programa de cursos online permite que jornalistas repassem ensinamentos a colegas de todo mundo, por meio de videoaulas, testes interativos, leituras indicadas e fóruns de discussão, criando comunidades virtuais de aprendizagem. As tecnologias digitais são o foco da iniciativa. Os MOOCs (massive open online courses) são gratuitos, bastando ao jornalista fazer seu cadastro no site e inscrição no curso de interesse. Aos que fizerem questão de um certificado de participação, é cobrada uma pequena taxa. E só. Nos últimos três anos e meio, mais de 70 mil jornalistas e estudantes de 169 países participaram do programa. A expectativa dos organizadores é que, com o novo aporte, dez mil alunos sejam beneficiados com os oito MOOCs previstos para cada ano. “Os MOOCs democratizam o acesso ao conhecimento de forma sem precedentes”, diz o professor Rosental Calmon Alves, fundador e diretor do Centro Knight, em nota publicada no próprio site. “A magia dos MOOCs é permitir que qualquer pessoa em qualquer lugar do mundo, em uma vila em África ou em uma redação em Nova York, faça o mesmo curso com habilidades ensinadas por seus pares, colegas, jornalistas ou educadores, que são os melhores especialistas nestes temas”. A estreia dos MOOCs, ainda como projeto-piloto, foi em outubro de 2012, com o curso Introdução à visualização de infográficos de dados, ministrado pelo professor Alberto Cairo. Referência mundial em infografia, Cairo é professor da Universidade de Miami e foi diretor de Infográficos da Editora Globo, em São Paulo. Os cursos duram, em geral, de quatro a seis semanas, divididos em módulos semanais. São ministrados em inglês, português ou espanhol, geralmente sobre temas abrangentes e introdutórios, como matemática para jornalistas, jornalismo móvel e cobertura eleitoral. Agora mesmo, estão abertas as inscrições para o MOOC Produção de vídeos jornalísticos para internet, ministrado pelo fotógrafo e documentarista João Wainer. O curso começa no dia 6/6 e se estende até 3 de julho. Além dos MOOCs, o Centro Knight lançou ano passado os BOCs (big online courses), de conteúdo mais avançado e específico. Está previsto também para breve o lançamento dos SOCs (small online courses), personalizados para redações, empresas de mídia etc.. Estes, sim, são cursos pagos. Todos – MOOCs, BOCs e SOCs – são acessados pelo JournalismCourses.org. “Nós usamos a tecnologia digital para ensinar grandes jornalistas como usar a tecnologia digital para fazer um grande jornalismo”, garante o professor Rosental, que também está à frente das cátedras Knight em Jornalismo Internacional e Unesco em Comunicação, na Escola de Jornalismo da Moody College of Communication.







