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domingo, abril 12, 2026

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Correio Braziliense veicula especial sobre a Coreia do Norte

Renato Alves, repórter do Correio Braziliense, passou dez dias na Coreia do Norte.
Renato Alves, repórter do Correio Braziliense, passou dez dias na Coreia do Norte.

O Correio Braziliense iniciou em 17/9 e publicou até domingo (1º/10) a série Passaporte para o segredo, sobre a Coreia do Norte, comandada por uma dinastia comunista totalitária que, hoje, com sua bomba atômica, provoca apreensão em todo o mundo. As reportagens são produzidas por Renato Alves.

Segundo o jornal, o repórter estava no país no dia 3, data do sexto e, até então, mais potente teste nuclear feito pelo regime de Kim Jong-un. E diferentemente da maioria dos poucos estrangeiros que conseguem entrar na nação asiática, ele não se infiltrou em uma das excursões organizadas por empresas parceiras, com pacotes vendidos na vizinha China. Obteve um visto especial de jornalista, conseguindo deixar a parte norte da Península Coreana com material farto e inédito no mundo ocidental. São mais de 500 fotografias e dezenas de vídeos.

O trabalho tem na equipe a diretora de Redação Ana Dubeux, os editores executivos Plácito Fernandes e Vicente Nunes, a editora de Mundo Ana Paula Macedo, os editores de internet Anderson Costolli e Humberto Rezende, fotos e vídeos de Renato Alves, revisão de textos de Ailon Pedrosa e Rubens Leal, e edição de vídeo da estagiária Jéssica Marschner, sob supervisão de Humberto Rezende. Renato também contou bastidores de sua viagem ao programa CB Poder, da TV Brasília. Confira!

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Gilberto Scofield deixa a Máquina

Gilberto Scofield - Reprodução: Facebook
Gilberto Scofield – Reprodução: Facebook

* Por Cristina Vaz de Carvalho, editora de Jornalistas&Cia no Rio de Janeiro

Gilberto Scofield Jr. deixou a Máquina Cohn & Wolfe na semana passada. Uma reestruturação na empresa tornou-o “disponível para trabalhos de comunicação de qualquer complexidade e natureza”, como ele mesmo definiu nas redes sociais. E prossegue, elencando as habilidades que aperfeiçoou no cargo: “Hoje, mais do que nunca, sou um profissional completo e apaixonado pelo que faz”.

Sem dúvida, a bagagem de Scofield tem peso. Antes de ser diretor na Máquina, prestou consultoria em comunicação à Presidência da República, em Brasília. Nas redações, foram 15 anos em O Globo, algum tempo como correspondente na China e depois em Washington. Simultaneamente, era comentarista da CBN e GloboNews. Antes disso, foi do JB, das revistas Época e Exame. Seus novos contatos são [email protected] e 21-992-749-568.

Justiça rejeita ação de Alexandre Frota contra Mário Magalhães e UOL

Mário Magalhães
Mário Magalhães

A juíza Luciana Antoni Pagano, da 1ª Vara do Juizado Especial Cível de São Paulo, julgou improcedente a ação que o ator Alexandre Frota moveu contra Mário Magalhães e o portal UOL. Frota pediu indenização por dano moral por causa do artigo O que a audiência a Alexandre Frota tem a ver com o estupro coletivo no Rio.

“O post foi publicado no meu antigo blog em 27 de maio do ano passado”, explicou Magalhães em sua página do Facebook. “No texto, emiti opinião a respeito de uma audiência concedida ao ator pelo ministro da Educação, Mendonça Filho”.

Na sentença, a juíza afirmou “que não restou suficientemente demonstrado nos autos que a matéria veiculada no blog tenha ultrapassado a liberdade de expressão e crítica, ainda que manifestando opinião polêmica”. A juíza citou ainda decisão do STF que enfatiza “plena legitimidade do direito constitucional de crítica a figuras públicas ou notórias, ainda que de seu exercício resulte opinião jornalística extremamente dura e contundente”.

“A decisão da Justiça constitui uma vitória da liberdade de imprensa, da liberdade de expressão e do direito à opinião. Em um tempo de tantas ameaças e intimidações ao jornalismo e à democracia, merece comemoração”, comentou o jornalista.

 

Clube da Imprensa divulga primeiros convidados para debates no Bar Brahma

Os organizadores do Clube da Imprensa anunciaram os primeiros nomes para os debates que realizarão todas as terças-feiras de outubro no Bar Brahma (av. São João, 677, 11-2039-1250). Marcelo Tas (GNT), Marcelo Duarte (Grupo Bandeirantes e Panda Books), Sérgio Martins (Veja), André Forastieri (R7) e Marcelo Forlani (Omelete) já confirmaram presença nos painéis de discussão sobre o presente e o futuro do jornalismo e da mídia no Brasil.

A primeira sessão será realizada em 3/10, a partir das 18h, no histórico bar paulistano. Além dos debates, os presentes também poderão conferir as imagens da exposição O melhor do fotojornalismo 2016, gentilmente cedida pela Arfoc-SP. Colegas jornalistas comandarão as pick-ups até o início dos debates, por volta das 20 horas.

A iniciativa não tem fins lucrativos, mas um couvert voluntário e sem valor pré-determinado poderá ser pago como forma de apoio. O primeiro chope será cortesia do Bar Brahma a todos os jornalistas, fotógrafos, designers, ilustradores, editores e cinegrafistas que comparecerem.

Os debates do Clube da Imprensa serão transmitidos ao vivo pelo Facebook e contam com o apoio deste Portal dos Jornalistas.

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G1 monitora por uma semana mortes violentas no Brasil

O G1, em parceria com o Núcleo de Estudos da Violência da USP e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, divulgou na última segunda-feira (25/9) o resultado do projeto Monitor da Violência.

Com a participação de 230 jornalistas de todas as redações do portal, o levantamento apurou histórias sobre todos os casos de mortes violentas registrados no País entre 21 e 27 de agosto. Além disso, foi montada uma força-tarefa em São Paulo com jornalistas de todas as editorias para tabular os dados e montar um mapa com todas as vítimas.

Segundo a publicação, foram registradas no período 1.195 mortes em 546 cidades brasileiras. Do total de vítimas, 89% são homens e negros correspondem a 2/3 dos casos em que a etnia foi informada. A coordenação do projeto foi de Athos Sampaio e Thiago Reis.

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Jatobá PR tem pacote de vantagens para agências-butique

O Prêmio Excelência e Inovação em PR – Troféu Jatobá PR tem uma boa notícia para as agências-butique (pequenas e médias agências que atuam em nichos, determinadas áreas geográficas ou são especializadas em serviços específicos) interessadas em participar: a redução no valor das inscrições de R$ 950 para R$ 450.

A segunda boa notícia é que todos os cases inscritos no Jatobá PR vão compor, a partir de janeiro, o Banco de Cases da premiação, por especialidade ou área de atuação. Ele ficará alojado no site e será aberto ao mercado, para consultas. A medida, que atende a pleitos de inúmeras agências de pequeno porte, dispostas e com bons cases para participar, mas que consideravam o valor elevado para a realidade delas, foi tomada em acordo com a Abracom, tendo em vista que ela própria tem mensalidades diferenciadas e de acordo com a faixa de faturamento das agências.

A terceira boa notícia é que as agências-butique vão concorrer apenas entre si e não com as grandes agências, elas também concorrendo entre si. E isso nas 18 categorias destinadas exclusivamente às agências de comunicação. Ou seja, será sempre um troféu para a grande agência e outro para a agência-butique – fato inédito no mundo no campo de PR.

As grandes, para as quais os valores de inscrição permanecem inalterados – R$ 900 para a primeira inscrição; R$ 650, da segunda à quinta inscrição; e R$ 450, a partir da sexta –, continuam tendo no Jatobá PR um prêmio de alcance internacional por valores muito menores do que outras premiações nacionais e internacionais da atividade.

A decisão vale a partir desta quinta-feira (28/9). Sempre lembrando que as agências associadas à Abracom têm desconto de 20%; e inscrições de agências não associadas, 10%, desde que feitas até este sábado, 30 de setembro. O prazo final de inscrições é 31 de outubro.

Memórias da Redação – Foi um banho…

Denise de Kalafe
Denise de Kalafe

* Por Laís de Castro

Um dia fomos cobrir pela Intervalo (*) o lançamento de um disco da cantora De Kalafe no chique Tênis Clube de São Paulo, numa noite bacana, com jantar e tudo. O pessoal da Manchete também foi. E onde o nosso fotógrafo Paulo Salomão (grande amigo, falecido) ia, o fotógrafo da Manchete ia atrás.

Ele me dizia: “Deixa menininha (ele me chamava assim) que nós vamos ter uma exclusiva aqui”.

Vale lembrar que De Kalafe havia estourado cantando descalça a música “Era um garoto que, como eu, amava os Beatles…”. Tinha filas de fãs atrás dela.

Cansada de andar atrás de nós, a dupla da Manchete foi embora. Já eram umas 11 da noite…

Limpa a área, Salomão avisou a De Kalafe que ela precisava “cair” na piscina, levar um tombo… Ela riu muito e topou fazer. Pois bem, tínhamos uma puta exclusiva porque a garota da noite levou um tombaço na piscina que a Manchete não tinha. Cobrimos, ele fotografando e eu a “entrevistando” depois do “tombo”.

Bem, a matéria deu chamada de capa e foi o maior auê. Comemos a grande Manchete com farinha, pois quem tem Paulo Salomão não passa fome.

(*) Revista da Editora Abril especializada em televisão, que circulou nos anos 1960.

 

* Laís de Castro ([email protected]) trabalhou em publicações como Realidade, Claudia, Boa Forma (diretora), Corpo a Corpo (diretora), semanais de TV e outras. É autora de dois livros de contos; o terceiro, ainda em produção, vai se chamar Antes que eu me esqueça.

Estadão passa a dar tratamento diferenciado às notícias de última hora

Empresa aumenta o foco no digital, mas sem descuidar do impresso

 

Na última quarta-feira (27/9), o Estadão deu início aos trabalhos de uma nova equipe, denominada Now. São 12 profissionais que vão ficar junto da home do portal cuidando exclusivamente de dar tratamento diferenciado às notícias de última hora, as chamadas breaking news.

Segundo o diretor de Jornalismo João Caminoto, às vezes notícias relevantes vão muito cruas para o portal: “Então, se tem relevância, esse pessoal vai complementar, agregar fotos, vídeo, vai ao acervo ver se há material adicional, põe nas redes sociais… A gente brinca que é um salão de beleza da notícia. Vai funcionar 24 horas. São jovens profissionais, a maioria oriunda do nosso Curso de Focas, um pessoal que estava espalhado e que estamos juntando. Isso até agora era feito de maneira muito diluída. A exemplo do nosso editor de Audiência, que fica monitorando os leitores e os concorrentes na internet (é o rádio-escuta da era web), o pessoal do Now também estará de olho nas redes sociais”.

Em entrevista a J&Cia, Caminoto disse que essa novidade está dentro do contexto de mudanças permanentes pelas quais o jornal vem passando já há bastante tempo: “Mas precisamos acelerar isso, principalmente porque nossa audiência digital é cada vez mais relevante. Pelo Google Analitycs, saltamos de 16 para 22 milhões de usuários únicos por mês nos últimos 18 meses. E isso apesar de termos limitado os acessos grátis a seis por usuário/mês nesse período. Também mudou aquela situação em que era difícil ter feedback dos leitores, saber o que eles queriam. Hoje esse retorno é imediato. Então, dentro dos padrões e filosofia do jornal, temos que atender ao que o leitor quer de nós. Assim, as mudanças que temos feito têm como foco o leitor: o que ele lê, quando, como, sem fugir nos nossos parâmetros. Estamos formando uma equipe de BI (Business Inteligence) para nos ajudar nessa tarefa de conhecer melhor o leitor e seus hábitos”.

Segundo ele, em paralelo, há duas vertentes de mudança na redação: uma, de alteração nos processos, ainda muito atrelados ao impresso: “Até pouco tempo atrás, você entrava aqui de manhã e era um deserto. Isso mudou: vários editores titulares estão chegando às 8h da manhã. Ou o editor ou o sub, e o outro fecha à tarde. Também acabou o conceito das editorias atreladas ao jornal impresso. Elas são produtoras de conteúdo, para podcast, mídias sociais ou impresso. Isso já está bastante solidificado na redação. Perto de 80% das editorias já têm essa mentalidade. Mesmo em Política, em que o timming do noticiário dificulta a implementação, isso já está mudando”

Caminoto afirma que, além disso, tem buscado estimular a criatividade do pessoal, para que eles deem ideias, por exemplo, de novos produtos: “Como resultado disso, há uns dois meses lançamos no Instagram um boletim chamado Drops. Foi feito pela molecada, mistura hard news com o dia a dia e está dando coisa de 500 mil downloads por dia. É claro que fazemos curadoria, mas a linguagem é diferente. Também há cerca de quatro meses começamos com podcasts que já ultrapassaram um milhão de downloads. E outras iniciativas, todas nascidas dentro da redação. É uma permanente efervescência”.

Se o aumento exponencial da audiência justifica reforçar o foco no digital, nem por isso o impresso é deixado em segundo plano, diz ele: “Também vai um pouco por esse caminho. Terá uma equipe cada vez mais dedicada a qualificar o produto. Está muito claro que ele precisa ter um diferencial: texto aprimorado, enfoque mais profundo, inovador. E vai chegar o momento, talvez no ano que vem, em que teremos uma equipe para isso, que vai pensar em como entregar um produto diferente no dia seguinte. Vimos tentado trazer mais matérias exclusivas para o impresso, evitar dar manchetes do dia anterior e acho que temos tido algum sucesso. Embora o digital tenha muita audiência, a relevância está no impresso. Por isso acreditamos nele. Ainda é responsável pela maior parte do faturamento”.

Com relação ao que virá, ele considera estar muito claro para a indústria jornalística que o futuro está no aumento da base de assinantes: “E em ter bom jornalismo, de qualidade, analítico, investir em reportagens especiais, no furo. Quando surge uma notícia de impacto as pessoas podem até ver na mídia social, mas vão verificar aquilo junto aos grandes veículos. Essa questão das fake news acabou fortalecendo a posição dos jornais como chanceladores”.

A redação do Estadão tem hoje cerca de 400 profissionais, cem deles na Agência.

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Sobre assédio não há argumentos

Após a publicação de uma crônica pelo jornal Correio Braziliense no início do mês, cujo conteúdo romantizaria o assédio a estagiárias no ambiente de trabalho, o coletivo Jornalistas contra o assédio, promove desde 26/9 uma mobilização virtual de “homens no combate a atitudes constrangedoras que as jornalistas ainda enfrentam no exercício da profissão”.

A campanha #JuntosContraoMachismo vai até 8 de outubro. Foi produzida uma série de seis vídeos com as frases mais chocantes e outras corriqueiras ouvidas por jornalistas mulheres em diversos locais de trabalho da categoria, em diversas empresas. Elas foram gravadas por nomes como Juca Kfouri e Chico Pinheiro.

Guilherme Goulart, cronista responsável pelo texto que motivou a celeuma, publicou um pedido de desculpas no próprio jornal, em que admite ter sido “um erro sem perdão” e uma decepção especialmente para as mulheres de sua vida.

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Especial J&Cia 22 anos – Que tal encapsular o futuro?

Vinte e dois anos atrás, chegava ao mercado a primeira edição do então FaxMOAGEM. Foi um sucesso tão grande, junto às redações e assessorias de comunicação que abortamos a terceira edição zero e fomos direto à edição 1. Em que pese esse êxito inicial, não tínhamos a menor ideia nem planos de onde poderíamos chegar. O Fax era um desdobramento da coluna Moagem, do jornal Unidade, do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, que eu então editava e que levei a cabo por 23 anos ininterruptos, até março de 2014. E seu lançamento foi quase uma imposição do mercado, sobretudo das assessorias, que usavam o vaivém das redações como fonte para atualizar seus mailings de imprensa. Eram outros tempos.

Este ano, porém, mais do que celebrar o passado, olhar para o retrovisor, queremos perscrutar o futuro, entender o que está acontecendo com nossa atividade, com os veículos, com os profissionais. E para enfrentar esse desafio Jornalistas&Cia convidou um dos maiores pesquisadores e estudiosos da nova mídia, do novo jornalismo, o experiente Sérgio Lüdtke, que em um pouco mais de um mês fez uma bateria de entrevistas com os maiores editores desse País, tanto da mídia tradicional quanto da nova mídia, para tentar entender os caminhos que estão colocados à nossa frente. E se a matéria está riquíssima de informações, de análises (e, por isso, um trabalho histórico, que deve ser lido por dez entre dez jornalistas), só pelas declarações de Leonardo Stamillo, diretor editorial do Twitter para a América Latina e responsável pelo relacionamento com veículos de comunicação, já vale como conceito revolucionário de nossa atividade.

Disse ele a Lüdtke: “É necessário uma mudança de mentalidade para que os meios possam aproveitar melhor as ferramentas disponíveis nas plataformas. Os veículos querem que a audiência venha até os seus canais, não ir até onde o público está. É enorme o nível de energia que se gasta para trazer uma pessoa a um ponto específico de uma página. É preciso arrancá-la do ambiente em que está e levá-la para aquele ponto, onde irá gerar uma receita. O que hoje faz sentido, na verdade, é encapsular esse conteúdo de maneira criativa e interessante, de tal forma que essa cápsula de conteúdo viaje na rede, vá ao encontro das pessoas e gere receita nesse caminho”. Se a revolução já chegou ao jornalismo, vê-se que a disrupção está também muito próxima.

Esse é o nosso presente de aniversário aos leitores de Jornalistas&Cia, ao mercado. Confira a reportagem especial na íntegra.

Boa leitura!

Eduardo Ribeiro, diretor da Jornalistas Editora.

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