Luis Joly, MaurÍcio Fogaça, Regina Augusto e Flávio Valsani
Regina Augusto, sócia fundadora da agência Gume e que por 19 anos dirigiu a área editorial do Meio & Mensagem, começou como diretora executiva de Estratégia e Conteúdo da área de PR & Influência da Ogilvy PR Brasil. Ela vai gerir a operação junto com outros três diretores que já estavam na casa: Luis Joly, agora líder de Atendimento; Maurício Fogaça; líder de Desenvolvimento de Negócios; e Flávio Valsani, líder de Reputação e Gestão de Crises. Com esse movimento, os clientes da Gume – Serasa Experian, FTD Educação, David, Eventim, Vevo e Hyper Island – passam a ser atendidos pela Ogilvy. Renata Saraiva, que dirigia a Ogilvy PR desde 2008, deixou a empresa no início de outubro.
Segundo Eduardo Vieira, sócio de Ricardo Cesar no Grupo Ideal, que controla as operações da Ogilvy PR no País, a agência está se integrando cada vez mais às empresas e operações do Grupo Ogilvy como um todo, apostando na soma de forças de todas as disciplinas – PR, publicidade, conteúdo, digital – para gerar ainda mais negócios: “É um movimento global, que vai em linha da tão falada convergência entre as mídias (conquistada, paga e proprietária) que vem mudando a cara do mercado de comunicação nos últimos anos”.
Paulo Mancha e Eduardo Zolin - Reprodução: Facebook
Está chegando às livrarias de todo o Brasil o livro Guerreiros da NFL (Panda Books). A obra, produzida pelos comentaristas de futebol americano da ESPN Paulo Mancha e Eduardo Zolin, vasculha quase 100 anos da mais bem-sucedida liga esportiva dos Estados Unidos, e traz uma série de histórias e curiosidades do esporte.
São 32 times da atualidade e 52 do passado expostos por meio de sua história, seu uniformes e fotos de seus principais ídolos. Cada capítulo traz a ficha do time com dados sobre fundação, sede e cores da equipe. Ao final, uma tabela expõe todos os campeões – desde a primeira competição, em 1920 – e um glossário completo para o leitor ficar por dentro do universo do futebol americano.
O livro é também recheado de histórias, ora épicas ora bizarras, mas muito ricas e sempre cheias de curiosidades e surpresas. “O futebol americano é muito mais do que um jogo de intensidade física e disputa por território”, destaca na orelha do livro Rômulo Mendonça, narrador dos canais ESPN. “Realmente, não faltam casos surpreendentes”.
Dentre as curiosidades, conta a história do atleta negro que foi astro do primeiro time campeão, em meio ao racismo institucionalizado nos Estados Unidos; de uma das equipes pioneiras da competição, que acabou extinta por causa de uma aposta; de um time profissional composto apenas de índios; e a presença de uma camisa do Corinthians no museu do atual campeão da competição.
Especializado em Turismo e Futebol Americano, Paulo Mancha é o criador e editor do blog Viajando por Esporte, e atuou como repórter e editor em publicações das editoras Abril, Globo e Peixes. Ex-árbitro de futebol americano, Eduardo Zolin foi também editor-chefe do site especializado SNAP-Futebol Americano.
Com 152 páginas, a obra chega ao mercado com preço de capa de R$ 79,90, e pode ser adquirida nos sites da Panda Books e Saraiva.
Paulo Mancha e Eduardo Zolin – Reprodução: Facebook
A Rede Globo decidiu nessa quarta-feira (8/11) pelo afastamento por tempo indeterminado do âncora do Jornal da GloboWilliam Waack. O anúncio foi realizado poucas horas depois do vazamento de um vídeo em que o jornalista, durante a cobertura das eleições presidenciais dos Estados Unidos em 2016, atribuiu a um “preto” um barulho de buzina próximo ao local da transmissão.
Sem saber que estava sendo filmado, Waack reclamou após o barulho. “Está buzinando por que, ô seu merda do cacete? Vou nem falar porque eu sei quem é né”. Em seguida ele baixa o volume da voz e fala para o comentarista ao seu lado: “Preto. É preto, né?”
O comentarista então ri por um instante, e Waack pergunta novamente: “É coisa de preto, né?”. E o comentarista responde, “sim”. O apresentador então finaliza: “Com certeza”.
No comunicado divulgado pelo G1, a emissora elogiou a carreira do apresentador, mas condenou qualquer tipo de comentário racista e, diante do vídeo, anunciou o afastamento de Waack até que a situação seja esclarecida. Confira a íntegra:
“A Globo é visceralmente contra o racismo em todas as suas formas e manifestações. Nenhuma circunstância pode servir de atenuante. Diante disso, a Globo está afastando o apresentador William Waack de suas funções em decorrência do vídeo que passou hoje a circular na internet, até que a situação esteja esclarecida.
Nele, minutos antes de ir ao ar num vivo durante a cobertura das eleições americanas do ano passado, alguém na rua dispara a buzina e, Waack, contrariado, faz comentários, ao que tudo indica, de cunho racista. Waack afirma não se lembrar do que disse, já que o áudio não tem clareza, mas pede sinceras desculpas àqueles que se sentiram ultrajados pela situação.
William Waack é um dos mais respeitados profissionais brasileiros, com um extenso currículo de serviços ao jornalismo. A Globo, a partir de amanhã, iniciará conversas com ele para decidir como se desenrolarão os próximos passos”.
Em comentário sobre o episódio no seu Telepadi, Cristina Padiglione cita outros dois exemplos da incontinência verbal de Waak: o de ter chamado a repórter Zelda Mello de “Zelda Merda” (que ela reputa acidental) e o bate-boca com a também repórter Cris Dias durante a cobertura das Olimpíadas. Padi igualmente especula que, “sem empatia com o público”, William já estaria na alça de mira na emissora. Confira!
Relembre outros casos
A polêmica com William Waack é certamente uma das mais impactantes nesse sentido envolvendo jornalistas brasileiros, porém não é um episódio isolado. Nos últimos anos alguns casos ficaram célebres após comentários serem divulgados, de forma proposital ou não, e que causaram algumas saias justas.
Boris Casoy – Em um dos casos mais famosos, ocorrido em 2009, uma falha técnica durante a apresentação do Jornal da Band fez com que vazasse ao vivo um comentário ofensivo a um gari proferido pelo então apresentador Boris Casoy. Após desejar Feliz Natal aos telespectadores, na chamada para o intervalo do jornal, pode-se ouvir o jornalista ridicularizando a participação do gari: “Que merda, dois lixeiros desejando felicidades do alto das suas vassouras. O mais baixo da escala do trabalho”. Em setembro deste ano a justiça condenou a emissora e o jornalista por danos morais.
Milton Leite – O narrador do SporTV também foi vítima de um áudio vazado enquanto se preparava para uma transmissão em 2007. Em uma conversa com o comentarista André Rizek, ele afirmou que Rogério Ceni, então goleiro do São Paulo, “era chato para caralho”. O vídeo vazou apenas dois anos mais tarde, e apesar de não causar nenhuma reação por parte do atleta, dificultou a vida do narrador, que chegou a ser ameaçado durante a cobertura de algumas partidas do clube paulista.
Christiane Pelajo – Em 2016, durante uma transmissão ao vivo da GloboNews, a apresentadora se exaltou com a equipe por causa de problemas no áudio. A jornalista conversava com uma correspondente em Orlando, sobre a passagem do furacão Matthew, quando reclamou em tom áspero: “Gente, eu não tenho condição de fazer o jornal…”. Nesse momento o áudio foi interrompido e a transmissão ficou muda por alguns instantes. O acesso de raiva não passou despercebido pela direção da emissora, que repreendeu a jornalista.
O Poder360, de Fernando Rodrigues, iniciou em 5/11 a publicação da série Paradise Papers. A apuração se baseia em um acervo de cerca de 13,4 milhões de arquivos de dois escritórios especializados em abrir offshores, Appleby e Asiaciti Trust, e em bancos de dados de 19 paraísos fiscais.
Participaram da reportagem 382 jornalistas de 67 países, que atuam em 96 veículos de mídia. O material está sendo analisado e investigado há cerca de um ano para a preparação da série. Veja mais detalhes.
O convite era inusitado: uma feijoada oferecida neste sábado em homenagem a Audálio Dantas nos jardins de um hospital.
Aos poucos, os amigos foram chegando para a festa-surpresa, recebidos pelo dr. Samir Salman, fundador e diretor do Hospital Premier, pioneiro e referência em cuidados paliativos.
Foi um reencontro da minha geração de jornalistas e, conversando com um e outro, descobri que ninguém mais trabalhava nas grandes redações da mídia onde fizemos nossas carreiras. A única e honrosa exceção era o premiado repórter José Hamilton Ribeiro, 82 anos, 63 de profissão, que continua bravamente trabalhando no Globo Rural. Os demais mudaram de ramo ou continuam escrevendo nas novas mídias eletrônicas alternativas.
Pelas conversas que ouvi, o afastamento desta geração das redações não se deve apenas à idade, o ciclo natural da vida que leva a uma troca geracional no mundo do trabalho. No caso dos jornalistas, isso já vem acontecendo há algum tempo, e não apenas devido ao agravamento da crise econômica enfrentada pelo setor, nem pela revolução da internet, mas a um novo padrão editorial que não aceita mais contrapontos, posições independentes e opiniões divergentes. Vivemos a era do pensamento único, em que todas as publicações da grande mídia familiar são indiferenciadas, e parecem ser pautadas e editadas pela mesma pessoa.
Em breve, a seguir nesse passo, o que se chamava de jornalismo poderá ser executado por robôs. O resultado seria praticamente o mesmo e sairia mais barato.
Simplesmente, não há mais espaço na imprensa hegemônica dominada pelos oligopólios para os Audálio Dantas da vida. Acima de tudo um brasileiro de caráter, fiel a seus princípios, Audálio fez história no jornalismo brasileiro com reportagens antológicas antes de comandar o Sindicato dos Jornalistas de São Paulo no dramático episódio do assassinato do Vladimir Herzog, em meados dos anos 70 do século passado. Depois, exerceu um mandato de deputado federal e participou de todos os movimentos em defesa da democracia, da liberdade de expressão, dos direitos humanos, como faz até hoje.
Não recusa convites para palestras e debates e certamente é o campeão de atividades não remuneradas. Vive de trabalhos eventuais, com muitas dificuldades, mas nunca o vi reclamar da vida.
Nada mais justo que ele fosse contemplado com o Prêmio Averroes, concedido anualmente pelo Hospital Premier para enaltecer a generosidade intelectual e a solidariedade.
Nascido em Tanque d´Arca, no sertão alagoano, começou na Folha ainda moleque como laboratorista, logo virou repórter e fotógrafo autodidata numa turma de novatos de que fazia parte José Hamilton Ribeiro, entre outros profissionais que ganhariam destaque na imprensa brasileira.
Se fosse hoje, talvez Audálio não passasse no teste. Ele sempre foi um jornalista com opinião própria.
É muito bom poder dizer que sou velho amigo dele, embora nunca tenhamos trabalhado na mesma redação. E aquelas redações não existem mais.
Beatriz Buarque, idealizadora do portal de combate ao extremismo Words Heal the World, participou recentemente em Praga de um seminário sobre a utilização de mídias sociais na prevenção à radicalização.
Católica, descendente de libaneses e apaixonada pela cultura árabe, ela confessa sua maior motivação com o portal: “Algumas pessoas me perguntam por que me preocupo tanto com a escalada de violência no mundo se o Brasil nunca sofreu um atentado terrorista. A resposta é simples: somos todos irmãos. Não importa a raça nem a religião. Somos seres humanos e, numa sociedade marcada pela conectividade, os jornalistas têm um papel de extrema importância. Algo precisa ser feito. E se eu conseguir dar mais visibilidade às instituições que têm se esforçado para criar mensagens de paz, estarei feliz”.
Carlos Fernández Carrasco chega como diretor financeiro da LL&C para o Cone Sul
Cleber Martins é o novo diretor-geral da operação brasileira da S/A Llorente & Cuenca. Com a nomeação dele, Juan Carlos Gozzer foi promovido à recém-criada Diretoria Regional de Inovação para a América do Sul. Martins é jornalista e advogado, com passagens por Folha de S.Paulo, na área de economia e negócios, e como vice-presidente da Máquina Cohn & Wolfe.
Registro também para a chegada de Carlos Fernández Carrasco ao cargo de diretor financeiro da Llorente & Cuenca para o Cone Sul. Ele responderá diretamente a José Luis Di Girolamo, diretor financeiro da América Latina, tendo São Paulo como base. No Brasil desde 2012, Carrasco atuou anteriormente, entre outras, na Weber Shandwick, na Espanha, e na multinacional de de telecomunicações Zed Worldwide.
A primeira gravação em disco do grupo musical Demônios da Garoa, mais antigo conjunto profissional do mundo, foi a rancheira Sanfoneiro Folgado. Ela deu-se a partir de convite de Mário Zan, que acompanhou o grupo tocando a sua sanfona no dia 6 de maio de 1949. O disco de 78 RPM foi à praça em junho com a chancela da extinta gravadora Continental. Um exemplar dele, raríssimo, está no acervo do Instituto Memória Brasil, onde também se acha a gravação do baião Mulher Rendeira, interpretada pelo cantor Homero Marques com acompanhamento do grupo. Essa gravação faz parte da trilha sonora do filme O Cangaceiro (1953), dirigido por Lima Barreto.
O Demônios surgiu por inspiração do Regional Brasil, criado pelo violonista Waldemar Pezzuol, e do Quatro Ases e um Coringa, do Rio de Janeiro, formado por jovens cearenses. Historicamente, o grupo começou a existir a partir do Grupo do Luar (1943-1947), sob a batuta de Arnaldo Rosa. Desde então houve duas dezenas e meia de formações. A história desse grupo eu conto no livro Pascalingundum! Os Eternos Demônios da Garoa.
JCia está divulgando as preciosidades do acervo do Instituto Memória Brasil, o maior no gênero da cultura popular em mãos de particular no País, porque Assis Ângelo, um dos maiores estudiosos do tema, com vários livros publicados sobre o tema, decidiu pô-lo à venda. Cego desde 2013 por causa de descolamento das retinas, não tem mais condições físicas e financeiras de manter o material, que começou a reunir há mais de 40 anos. São cerca de 150 mil itens, entre discos de todos os formatos, fotos, partituras, folhetos de cordel, livros, fitas cassete e MDs.
A Crescer (Editora Globo) está completando 24 anos e adota a assinatura A vida é melhor com os filhos, que traduz seu novo projeto editorial, mais próximo das mães e pais millennials. Comandada pela editora-chefe Ana Paula Pontes, a publicação traz reportagens bem-humoradas, fontes e cores renovadas e capas que darão prioridade a crianças em momentos mais descontraídos. A revista foi dividida em quatro blocos.
A edição de novembro abre com um caderno de notas, com novidades e lançamentos de consumo, além de pesquisas e informações do universo da maternidade/paternidade. As páginas seguintes reúnem reportagens sobre gravidez, saúde, educação e comportamento. O terceiro bloco vai tratar das soluções que facilitam a vida das famílias.
E o último caderno traz uma seção de colunas com mães e pais inspiradores ou influencers: a atriz Denise Fraga, a apresentadora Rafa Brites, o apresentador Marcos Mion e o médico Carlos González. A última página apresenta o Mini Me, que coloca lado a lado as fotos de uma celebridade criança com o filho na mesma idade.
Seis meses após a instalação de escritório na capital paulista, o jornal cearense O Povo anuncia Isabel Filgueiras como sua correspondente local. Ela se une à equipe de Mercado Nacional, composta por Fábio Toreta, Luciana Wensko e Raquel Araújo.
Graduada pela Universidade Federal do Ceará (UFC), Isabel transformou seu interesse por política internacional na pesquisa Com lenço, sem documento: Recortes da diáspora síria em três continentes, que venceu o Prêmio Gandhi na categoria de melhor trabalho de conclusão de curso. Como repórter, colaborou com grandes veículos nacionais e internacionais, como O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo, BBC World News, BBC Brasil, Eder Content e Crickey News. É autora do livro Recortes da diáspora síria, publicado pela Editora Dummar.
O escritório do jornal fica na rua Estados Unidos, 367, Jardim América, CEP 01427-000. O telefone é 11-3051-2326.