Marcelo Mota passou a integrar o grupo de diretores da FleishmanHillard, que completa três anos no início de dezembro. O executivo assume a gestão do núcleo de Negócios e Finanças e a direção da conta de Fibria.
Formado em Jornalismo pela PUC-Rio, com MBA em Derivativos e Informações Financeiras pela FIA, Marcelo tem mais de 20 anos de experiência em comunicação e marketing. Iniciou a carreira em redação, tendo trabalhado por dez anos em veículos como Valor Econômico, Reuters, Folha de S.Paulo e Gazeta Mercantil antes de migrar para a área corporativa. Foi Head de Comunicação & Marketing do J.P. Morgan no Brasil e gerenciou as áreas de relacionamento com a Imprensa de Unibanco e Itaú BBA.
Como consultor, atuou no planejamento estratégico de relacionamento com a mídia para o Banco de Tokyo-Mitsubishi UFJ Brasil, na oferta pública de troca de dívida da GOL e na gestão da crise da desapropriação da Refinaria de Manguinhos. Os novos contatos dele são [email protected], 11-3185-9939 e 991-271-779.
O que está acontecendo com a indústria da comunicação no mundo? Para onde vão as verbas, quais são as tendências? Vivemos na era do conteúdo e da comunicação nas mídias e redes sociais? Empresas de publicidade, PR e digital estão disputando os mesmos espaços dentro das organizações? Para saber um pouco mais do mercado de comunicação em escala global, a Associação Brasileira das Agências de Comunicação (Abracom) promove no Centro Brasileiro Britânico (rua Ferreira de Araújo, 741), na próxima quarta-feira (6/12), a partir das 18h, debate com Steve Barrett, editor da PR Week, principal publicação do mundo especializada em comunicação corporativa.
No evento, que também marca os 15 anos de fundação da Abracom, Barrett fará uma apresentação sobre as tendências da comunicação corporativa e uma análise do ambiente de negócios nos principais mercados. Claudia Rondon, presidente do Conselho Diretivo da entidade, falará sobre os 15 anos da Abracom. A entidade também homenageará Eduardo Ribeiro, diretor deste J&Cia e da Mega Brasil, pelo papel decisivo que teve na sua criação.
Profissional que ocupou posições executivas em comunicação no Brasil e na América Latina em multinacionais como Telefonica e PepsiCo, além de assessorar inúmeras outras quando trabalhou nas agências The Jeffrey Group e Imagem Corporativa, Ediana Balleroni está deixando o Brasil e a área. “Decidi investir em um doutorado que me abra outras possibilidades. Estou indo para Portugal, onde fui aceita no curso Impactos Sociais da Ciência e Tecnologia, da Faculdade de Economia de Coimbra. A tese que irei desenvolver propõe analisar o provável fim do trabalho, seu impacto sobre a sociedade e a Renda Básica Universal como uma alternativa para endereçá-lo”, explica ela.
Segundo Ediana, a automação, combinada com a inteligência artificial, a Internet das Coisas (IoT) e o Big Data, deverá impactar profundamente o setor industrial em um curto espaço de tempo: “A área de serviços virá em seguida. A comunicação será algo totalmente diferente na próxima década. Um cenário global combinando maciça redução de empregos e de trabalho disponível é concreto, não é fantasioso. Pessoas que hoje têm dez, 15 anos provavelmente nunca terão emprego fixo. Não é à toa que Mark Zuckerberg, Elon Musk e Richard Branson passaram a defender a Renda Básica Universal. Tratar dessa questão é urgente, até mesmo para garantir a estabilidade social no mundo. A sociedade precisa se preparar para essa mudança, que não é apenas econômica, é também psicológica, social e política”.
Após o curso, ela diz que pretende voltar às suas origens de advogada, atuando como consultora em questões relacionadas à Renda Básica Universal. Para isso, reativou seu registro na OAB no início do ano e associou-se ao escritório de advocacia Loturco, Borja & Neiva. “É um escritório-butique, com larga experiência em Direito Público e Administrativo, Direito do Trabalho e Direito de Família – áreas que terão de ser acessadas na construção de programas de Renda Básica Universal”, explicou. “As grandes consultorias – como McKinsey, PwC, Accenture e outras – já começaram a integrar serviços de comunicação oferecidos por agências dentro dos seus pacotes de análise de gerenciamento, compliance, M&As. Reputação, construção de marca, mídias sociais, awareness e relacionamento com diferentes stakeholders tornaram-se itens de uma oferta de valor bem mais ampla. Creio que o mercado de comunicação será bastante reduzido nos próximos anos devido a essa combinação de fatores”.
Ediana formou-se em Direito pela USP, onde também cursou mestrado em Direito do Trabalho. O contato dela é [email protected].
*Por Cristina Vaz de Carvalho, editora de Jornalistas&Cia no Rio de Janeiro.
A Agência Pública começou a veicular esta semana a coletânea Coleção particular, que combina jornalismo investigativo, desenvolvimento tecnológico e criação artística, sob a coordenação de Natália Viana. São praias, ruas e vistas tratadas como se fossem propriedade particular, fechadas ao público, só atravessadas por convidados VIPs.
Composta por dez reportagens de Rogério Daflon, que passou quatro meses pesquisando como acontece a usurpação de bens públicos nas cidades, a série procura responder à questão: por que a apropriação de dinheiro público causa tanta indignação e a apropriação de espaços públicos não?
O artista plástico Cassiano Reis criou ilustrações para cada uma dessas reportagens. Alexandre Vogler e Guga Ferraz fizeram o caminho oposto, e levaram sua arte às ruas do Rio de Janeiro, chamando atenção para o roubo de bens públicos. Essa intervenção artística começou em 24/11 e segue nas próximas semanas. O holandês Babak Fakhamzadeh fez o design e desenvolvimento do site; a direção de arte é de Veruscka Girio.
Octavio Guedes, diretor de Redação do Extra, não deve continuar no cargo no ano que vem. A notícia não é oficial, mas a informação circula com insistência no mercado carioca.
Octavio está no Extra desde a fundação do jornal, há 20 anos. Entrou como editor executivo, foi editor-chefe e, nos últimos quatro anos, diretor de Redação. Esteve à frente de vários prêmios que o veículo recebeu pelo jornalismo investigativo. Notabilizou-se também por capas críticas e criativas, que lhe renderam três prêmios Esso e um da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP). É comentarista do programa Estúdio i, na GloboNews. Apresentou o programa CBN Rio, na rádio. Naquela ocasião, já se comentava na redação que ele pretendia sair. Mas aparentemente aguardou a integração das redações da Infoglobo.
Ainda no Extra, em sua gestão, a equipe inovou na área digital. Foi a primeira a utilizar o WhatsApp para interagir com os leitores. Tamanha novidade em âmbito mundial, levou, na época, um dos criadores do WhatsApp a fazer contato com Fábio Gusmão, encarregado do projeto no jornal, para saber como o processo funcionava, e a elevar o Extra à categoria VIP do aplicativo. Em termos de produção de notícias, o jornal também foi pioneiro em estabelecer os chamados “repórteres 3G”, que respondessem não apenas pelo texto, mas fossem multimídia.
A se confirmar a saída, informaremos aos leitores os planos de Octavio após deixar o jornal e quem a Infoglobo indicará para o substituir.
Monica Saccarelli e Frederico Meinberg, ex-sócios da Rico Corretora, assinaram acordo com Gustavo Kahil para comprar uma participação minoritária no site independente de jornalismo econômico e financeiro Money Times. O portal contabiliza hoje dois milhões de pageviews e 100 mil usuários únicos por mês.
Com larga experiência em serviços para pessoa física, Monica e Frederico veem no Money Times a possibilidade de explorar o universo da educação financeira. “O que me atrai é poder, cada vez mais, informar melhor as pessoas para que elas tracem o melhor caminho no seu investimento. E a independência é fundamental”, diz Monica. Ela foi sócia-fundadora da Rico, responsável pela aquisição de clientes e atendimento, atuando ao lado de Frederico, também fundador da Rico e da Link Investimentos.
“A chegada da Monica e do Fred, que juntos têm uma experiência de sucesso no mercado financeiro, reforça o compromisso de que o jornalismo financeiro independente é o caminho correto para tratar deste tema no Brasil”, afirma o editor e fundador do Money Times Gustavo Kahil.
O site nasceu em dezembro de 2016 com o objetivo de fazer jornalismo econômico independente na internet. Em agosto passado Gustavo anunciou o reforço de Conrado Mazzoni, que tem mais de dez anos de noticiário financeiro na bagagem. Renato Del Rio e Francisco Kahil são os programadores e desenvolvedores.
Jornalistas de todo o Brasil são convidadas e convidados a participar das ações dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres, que se iniciaram em 20/11 e continuarão até 10/12, Dia Internacional dos Direitos Humanos. Em artigo publicado no site da Fenaj, Maria José Braga, presidente da entidade, destacou a importância dessa mobilização, o papel da imprensa e a violência contra as jornalistas no exercício das atividades profissionais.
Nas próximas segunda e terça-feiras (4 e 5/12), São Paulo sediará a primeira edição do Mega Brasil Benchmarking, encontro que reunirá as experiências de comunicação corporativa de 31 das principais organizações empresariais brasileiras, em apresentações dos titulares da área. O encontro, no hotel Tulip Inn São Paulo Paulista (rua Apeninos, 1.070), no bairro do Paraíso, conta com apoio de Abracom, Conrerp 2ª Região e deste Jornalistas&Cia.
As apresentações serão em quatro salas simultaneamente, com a presença máxima de 30 pessoas por sala. Inscrições e informações no www.megabrasil.com.br ou 11-5576-5600.
Foi realizada nessa quarta-feira (22/11), em Canoas(RS), a cerimônia de entrega da 16ª edição do Prêmio de Jornalismo da Massey Ferguson aconteceu, que prestigia conteúdos jornalísticos relacionados ao agronegócio. Os trabalhos concorreram nascategorias Jornal, Revista, Multimídia, TV, Fotojornalismo, Estudantes e América do Sul, Central e Caribe, escolhidos pela Comissão Julgadora em outubro. Confira os vencedores:
Jornal: Agronegócio entra na era da agricultura digital, de Clarice Couto, para O Estado de S.Paulo.
Revista: A carne no olho do furacão, de Cristiano Dias Vieira, para a Press Agrobusiness.
Multimídia: Sozinhas – A história de mulheres que sofrem violência no campo, de Ângela Bastos, para o Diário Catarinense.
TV: Sons do campo – Máquinas e ferramentas”, de Ronaldo Ragadali, para a RPC Foz do Iguaçu.
Fotojornalismo: Domínio da uva”, de Sergio Raghin Ranalli, para a Folha de Londrina.
Estudante: Campo e ideias”, de Ronaldo Fontana de Faria, para o Canal Universitário da TV UFSC.
América do Sul, Central e Caribe: ARenovarse o Morir, de Maria Eugenia Fernández, para a Revista MundoAgro.
O conferencista, escritor, jornalista e publicitário José Luiz Tejon recebeu a homenagem especial Destaque AGCO do Agrojornalismo Brasileiro, como reconhecimento por sua contribuição para o desenvolvimento, promoção e valorização do agrojornalismo brasileiro.
Foram 774 conteúdos inscritos, o que representa um aumento de 20% em comparação com a edição anterior.
Está marcada para 11/12, às 20h, no Cine Belas Artes, na capital paulista (rua da Consolação, 2.423), a pré-estreia de Coragem! As muitas vidas do cardeal Dom Paulo Evaristo Arns, documentário de Ricardo Carvalho sobre o religioso que, por sua atuação na defesa dos direitos humanos, especialmente no período da ditadura militar, vem sendo considerado o mais importante cardeal brasileiro do século XX. No dia 14 completa-se um ano do falecimento dele. Cardeal arcebispo de São Paulo de 1970 a 1998, Dom Paulo teve papel preponderante nos desdobramentos da morte de Vladimir Herzog sob tortura, nos porões da ditadura, em outubro de 1975
Com 1h15’, o filme é resultado de um trabalho de quatro anos de Ricardo Carvalho. Com mais de três décadas de atuação, ele foi repórter dedicado ao segmento de direitos humanos na Folha de S.Paulo. Também trabalhou na TV Cultura e na TV Globo. Mais recentemente tornou-se dono de uma produtora independente.
“Por causa de minha experiência profissional acumulada em tantos anos de trabalho, achei que era hora de escrever e dirigir um documentário que pudesse expandir ainda mais o trabalho de Dom Paulo”, conta. Tomada a decisão, somou às informações já guardadas (reportagens, encontros com o cardeal, fotos, gravações) o vasto material garimpado graças a colaboradores como Maria Angélica Borsoi (secretária de Dom Paulo por mais de 40 anos), que lhe deu acesso à Sala Cardeal Arns; a família do religioso; veículos de informação como Folha, TV Globo, TV Cultura, TV PUC e Rede Rua, que cederam material de arquivo. E ainda o Instituto Vladimir Herzog e a Globo Filmes, esta coprodutora do documentário. “Foi um trabalho de ourivesaria, buscando a melhor fala, descobrindo coisas pouco conhecidas, entrevistando pessoas-chave”.
Entre as revelações, o filme aborda o encontro de Dom Paulo com o general Emílio Garrastazú Médici (presidente do Brasil entre outubro de 1969 e março de 1974); a correspondência com Fidel Castro; as visitas aos porões da ditadura militar em busca de presos; e reuniões em Brasília em busca de desaparecidos.
Três meses antes de morrer, Dom Paulo assistiu a uma das versões quase prontas do filme. Ricardo lembra da emoção do “cardeal da esperança” ao abraçá-lo e a Ivo Herzog, diretor do Instituto Vladimir Herzog, que apoiou a realização.
Coragem tem roteiro e direção de Ricardo, narração de Paulo Betti e produção da TVM-documentários, com apoio de Globo Filmes, GloboNews, Itaú e Instituto Arrapya. Ricardo também é autor de dois livros sobre Dom Paulo.