O Itaú Cultural realiza em São Paulo nesta terça-feira (11/12), em parceria com o Instituto Vladimir Herzog, uma programação de leituras, debates e show para celebrar os 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, adotada e proclamada em 10 de dezembro de 1948 pela Assembleia Geral das Nações Unidas.
Em homenagem ao aniversário, a partir das 16h, compõem duas mesas de debate sobre o tema Edmundo Antonio Dias (procurador da República), Denice Santiago (major da Polícia Militar de São Paulo), Ronilso Pacheco (teólogo), Maria Clara Araújo (estudante de Pedagogia e afrotransfeminista), Fernanda Kaingáng (advogada e militante do movimento indígena), Monique Evelle (empreendedora social), Rebeca Lerer (jornalista e ativista), Rubens Ricupero (jurista, historiador e diplomata), Teixeira Coelho (professor da USP) e Rincon Sapiência (rapper e poeta). Um show com o rapper encerra a programação especial, na Sala do Itaú Cultural (av. Paulista, 149 – SP), com distribuição de ingressos gratuitos uma hora antes da sessão. As atividades terão transmissão pelo site do Itaú Cultural.
A plataforma de financiamento coletivo Catarse lançou a primeira fase do Multidão, fundo coletivo que financiará projetos jornalísticos. Essa etapa da iniciativa pretende alcançar o maior número possível de interessados, e a intenção é que o fundo seja lançado em 2019, ainda sem data determinada.
Apesar de ainda não ter um modelo fechado, vai ser diferente do financiamento coletivo tradicional, em que os realizadores tentam atrair apoiadores. No caso do Multidão, o objetivo será agregar apoiadores que queiram financiar projetos de determinados temas. Por ainda se tratar de uma iniciativa em desenvolvimento, a equipe do Catarse não definiu quantos projetos serão contemplados.
“Isso irá depender muito do tamanho do fundo que formos capazes de levantar, portanto proporcionalmente ligado ao número de pessoas que se mobilizarem”, explica Luís Ribeiro, diretor de estratégia do Catarse. Segundo ele, parte do arrecadado será destinado para cobrir custos operacionais e de desenvolvimento da plataforma, além de pagar pelas transações financeiras. O procedimento é comum a todos os projetos que utilizam o Catarse. (Com informações a Abraji)
Dal Marcondes está buscando apoio financeiro para terminar o último semestre do seu Mestrado em Produção Jornalística e Mercado pela ESPM-SP e sua pesquisa sobre modelos de financiamento para projetos jornalísticos nativos em ambiente digital. O recurso solicitado será utilizado para ajudar a custear o último semestre de curso e produzir o livro Como financiar o Jornalismo Digital.
Dal tem mais de 20 anos de experiência em produção de jornalismo nativo digital e atua como consultor do Centro Sebrae de Sustentabilidade. Com experiência em empreendedorismo e especialmente na área digital, dirigindo desde 1998 a Envolverde –Revista Digital, o produto do seu mestrado será uma publicação com informações e dicas de como empreendedores em jornalismo podem se beneficiar de formatos inovadores de busca de financiamento para a produção de jornalismo no ecossistema digital. Mais informações e contribuições pelo link.
Por sugestão da conselheira Maria José Braga, presidente da Fenaj, o Conselho de Comunicação do Congresso Nacional decidiu, em reunião realizada nessa segunda-feira (3/12), traçar uma radiografia do sistema público de radiodifusão no País. De acordo com a Agência Senado, a ideia é fazer a primeira reunião para tratar o assunto em 11/2, na sede da EBC, quando o conselho retomará seus trabalhos.
Maria José e o conselheiro Davi Emerich propuseram ao órgão que definisse na reunião uma posição formal sobre a possível extinção da EBC, defendida pelo governo Bolsonaro. Murillo de Aragão, presidente do Conselho, ressaltou que o fechamento da emissora não ocorreria em um processo “açodado”, já que o sistema é regido por lei. E explicou ainda que um dos principais focos da análise do Conselho estará no financiamento do sistema público de radiodifusão, suas estruturas administrativas e de produção de conteúdos, impactos na audiência e sua relevância para o País. “(…) O sistema EBC atinge 70 milhões de brasileiros. Muita gente não sabe disso, prevalece uma visão de que ele seria irrelevante, o que não é verdade (…)”.
A Llorente & Cuenca anunciou a contratação de Mike Fernandez como novo CEO para suas operações nos Estados Unidos. Ele entra no lugar de Erich de la Fuente, que continua como sócio e chairman da agência nos EUA. Com mais de 20 anos de experiência como diretor de comunicação em grandes corporações norte-americanas, dentre elas Cargill, State Farm e US West, Fernandez vinha ocupando o cargo de CEO da Burson-Marsteller nos Estados Unidos antes da fusão da empresa com a Cohn & Wolfe. Também é professor de Comunicação Estratégica na Universidade de Boston.
A última edição do ano do Café Exame está marcada para terça-feira (11/12), das 8h às 10h30, no Palácio Tangará (rua. Dep. Laércio Corte, 1.501, no Panamby). Reunirá convidados da redação e especialistas em Economia para debater O governo Bolsonaro e o novo ciclo e A agenda econômica necessária para o Brasil voltar a crescer.
A programação contará com as participações de Rafael Cortez (Tendências Consultoria), Fernando Limongi (USP), Celso Toledo (LCA) e Maurício Molan (Santander).
Publicado em 2008, Laowai – Histórias de uma repórter brasileira na China, que conta os bastidores de Sônia Bridi como repórter e o relato da vivência diária em um país completamente desconhecido, ganha agora uma reedição, pela Matrix Editora, com direito a um epílogo com as impressões da autora ao voltar ao país para gravar a série A jornada da vida – Rio Yangts para o Fantástico.
A obra continua atualíssima, mostrando ricos detalhes do país, o estranhamento à cultura e aos hábitos. A dificuldade de lidar com a censura, por mais sutil que seja, onde não é preciso censurar o produto acabado, basta censurar as fontes e restringir o acesso. E as enormes diferenças da cultura oriental, num texto muito agradável, como se estivéssemos vendo uma das grandes reportagens de Sônia.
Atualmente repórter especial do Fantástico, várias vezes premiada ao lado do repórter cinematográfico e marido Paulo Zero, Sônia montou a primeira base da TV Globo no Oriente, entre 2005 e 2006, na China, produziu matérias para todos os telejornais da emissora. No papel de correspondente internacional, atuou em Londres (1995), Nova York (de 1996 a 1999), Pequim (entre 2005 e 2006) e Paris (2008 a 2010). Com 392 páginas, o livro está à venda por R$ 64.
As alterações feitas pela Rede Globo na cúpula do Jornalismo e do Entretenimento prosseguem agora, nas equipes da programação. Com as movimentações então anunciadas, existem agora novos projetos em fase de planejamento.
No próximo domingo (9/12), o Esporte espetacular será o último apresentado por Fernanda Gentil, pois ela passa para a área de Entretenimento da emissora. Em seu lugar, juntamente com Felipe Andreoli na apresentação do programa, em 16/12, entra Bárbara Coelho. Ela apresentava o Tá na área, do SporTV, e já substituía Fernanda nas folgas e férias. A começar em janeiro, Glenda Koslowski passa para o Tá na área, como apresentadora, ao lado de Fred Ring. Glenda participou da cobertura da Copa na Rússia e, na época, esteve à frente do programa Matrioskas.
Renato Ribeiro, diretor de Conteúdo do Esporte, foi quem anunciou as mudanças.
Marcos Troyjo foi escolhido por Paulo Guedes para assumir a Secretaria de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais, no superministério da Economia que congrega várias pastas do governo Jair Bolsonaro. Essa nova secretaria será o antigo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.
Bacharel em Economia pela USP, com mestrado e doutorado em Relações Internacionais, Troyjo tem diplomas do Instituto Rio Branco e da Escola de Sociologia e Política de São Paulo, além de um pós-doutorado na Universidade de Columbia, em International and Public Affairs.
E tem ligação com o jornalismo: durante a gestão de Nelson Tanure no Jornal do Brasil, no início dos anos 2000, foi vice-presidente e respondeu, na época, pela operação do jornal. Restou o gosto de fazer mídia, que ele mantém até hoje, como comentarista da rádio Jovem Pan e colunista da Folha de S.Paulo.
Funcionários protestam em frente a gráfica da Editora Abril
Com a decisão, a empresa tem até 30 dias para reintegrar os demitidos desde julho de 2017 e não pode dispensar em massa sem negociação prévia com os sindicatos
Com informações de Flaviana Serafim, do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo
O juiz Eduardo José Matiota, da 61ª Vara do Trabalho de São Paulo, confirmou nesta semana sua decisão para que a Editora Abril reintegre todos os demitidos em massa desde julho de 2017. A empresa deve cumprir a determinação em até 30 dias a partir da data de publicação oficial da sentença, o que deve ocorrer nos próximos dias. Ainda cabe recurso à editora.
Na primeira decisão, divulgada em 25/9, o juiz havia anulado as demissões e determinado a reintegração dos que tivessem sido demitidos a partir de dezembro do ano passado; na de agora, o mês de julho de 2017 foi reconhecido como marco temporal para a nulidade das dispensas.
A decisão também estabelece que quem não quiser reassumir suas funções na empresa pode converter a reintegração em indenização, com ressarcimento a contar até a data de convocação a ser encaminhada pela Abril; e que a editora não deve fazer novas demissões em massa sem prévia negociação coletiva com os sindicatos de classe.
A medida é resultado de uma ação civil pública movida pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MPT-SP) devido à dispensa coletiva que a empresa fez em dezembro de 2017, sem negociação prévia, e ainda parcelando em até dez vezes as verbas rescisórias dos demitidos.
Recuperação judicial
A decisão do juiz também impacta na recuperação judicial da empresa, iniciada em 15/8, pois terá que ser revista a inclusão, na lista dos credores da empresa, dos cerca de 800 demitidos no início daquele mês – eles foram dispensados sem o pagamento das verbas rescisórias e da multa de 40% do Fundo de Garantia. Por causa de mais essa dispensa coletiva, o SJSP havia entrado com antecipação de tutela da ação civil, reivindicando a anulação das demissões.
Na avaliação do advogado Raphael da Silva Maia, coordenador jurídico do Sindicato dos Jornalistas, “a decisão é importante porque facilita a construção de um acordo para retirada dos créditos trabalhistas do processo de recuperação judicial da Abril”.
No processo, o MPT alegou à Justiça que, além das demissões em massa terem ocorrido sem acordo prévio com o Sindicato, elas foram discriminatórias, pois atingiram principalmente profissionais mais velhos (média de 40 anos, 10 meses e 9 dias) e com maior tempo de trabalho na Abril (média de 11 anos, 6 meses e 14 dias).
Em março deste ano, antes de mover a ação civil pública, o MPT apresentou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) propondo que a editora não fizesse novas demissões sem negociação prévia com os sindicatos, mas a Abril recusou-se a assinar o documento.