A versão impressa do jornal O Progresso, de Dourados (MS), sairá pela última vez nesta sexta-feira (27/9), após 68 anos de circulação. A versão online, O Progresso Digital, será mantida. O anúncio foi feito no próprio site do jornal, nessa terça-feira (24/9).
Adiles do Amaral Torres,
diretora-presidente do jornal, explicou que os motivos para o fim da versão
impressa são mudanças no conteúdo e as tendências da era digital: “Foi uma
decisão difícil, mas pensada para o melhor de todos. Quero agradecer do fundo
do meu coração a os nossos leitores e anunciantes que estiveram conosco durante
todos esses anos e dizer que a marca permanece viva através de O Progresso
Digital”.
A 2ª Vara de Falência e Recuperações Judiciais do Tribunal de Justiça de São Paulo publicou em 17/9, com ressalvas, o Plano de Recuperação da Editora Abril, aprovado na assembleia de credores em 27 de agosto.
As ressalvas não afetam os credores trabalhistas. Com a homologação, abriu-se o prazo de 15 dias para que os credores apresentem recursos. Caso haja algum até 2/10, o prazo inicial de pagamento dos créditos será suspenso. Para os créditos trabalhistas, o prazo final de pagamento está fixado em 16/2/2020, conforme acordo entre a empresa e os trabalhadores.
A PR Newswire está lançando no Brasil uma tecnologia que permite amplo monitoramento de redes sociais, incluindo a ferramenta de Stories, extremamente popular hoje em dia.
O monitoramento oferece às empresas uma análise do impacto
de suas publicações nas redes sociais e um feedback sobre investimentos
em influenciadores.
Este serviço é realizado 24 horas por dia, sete dias da
semana, com ferramenta de captura de foto e gravação de vídeos. Todo o material
é armazenado na nuvem e o cliente recebe um relatório com todas as informações
do monitoramento consolidadas.
Thais Antoniolli, presidente
da PR Newswire na América Latina, afirma que a ferramenta faz com que as
empresas tenham um panorama completo de como são vistas pelo mercado, permitindo
que ajustem suas estratégias de negócios.
“Todos os dias, as redes sociais se reinventam e surgem
novas funcionalidades. Os Stories são
um bom exemplo de como simples atualizações desses canais conquistam
rapidamente o público. A publicação, com duração de 24 horas, permite a
inclusão de fotos, vídeos e é uma potente forma de comunicação com os mais
diversos públicos”, analisa Thais.
Para mais informações, acesse o site da PR Newswire.
O Edital de Jornalismo de Educação encerra suas inscrições nesta quarta-feira (25/9). A iniciativa é da Associação de Jornalistas de Educação (Jeduca), em parceria com o Itaú Social. O edital visa a auxiliar produções jornalísticas sobre temas de relevância para a educação pública brasileira.
Para a categoria Jornalista, podem ser enviadas
pautas de reportagens em veículos impressos, portais, sites, emissoras de rádio
ou TV. Os interessados devem comprovar que exercem a profissão há, pelo menos,
dois anos. Cada participante poderá apresentar duas propostas de pauta, desde
que abordem temas diferentes em cada uma delas. As pautas selecionadas serão
anunciadas até 21 de outubro. Serão oferecidas, no mínimo, quatro bolsas de R$ 8
mil cada.
O edital conta também com a categoria Estudante, que
premiará Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs) sobre temas relacionados a
educação. O vencedor ganhará R$ 3 mil, enquanto que o segundo e terceiro
colocados receberão, respectivamente, R$ 2 mil e R$ 1 mil. Serão aceitos TCCs
em diferentes formatos jornalísticos.
Antônio Gois, presidente da Jeduca,
explica a importância da iniciativa: “A
missão da Jeduca é apoiar jornalistas com o objetivo de ampliar e qualificar o
debate sobre educação no Brasil, respeitando a pluralidade e a independência. O
apoio à produção de reportagens em educação é, portanto, uma estratégia
coerente com nossa missão e nossos valores”.
A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) criticaram a ministra Damares Alves, da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, por ter denunciado ao STF reportagem da revista AzMina sobre o aborto e todas as questões que envolvem o tema, principalmente em países onde a prática não é legalizada (como o Brasil). As entidades também repudiaram os ataques feitos às responsáveis pela reportagem.
Em nota, a Abraji afirma que “se solidariza com todas as jornalistas da AzMina e repudia o assédio digital de que são vítimas, e apela aos Ministérios Públicos Federal e paulista que não deem seguimento a eventuais representações criminais contra as profissionais e a revista, em cumprimento a seu papel de salvaguardar a liberdade de expressão”.
A Fenaj reiterou a importância da liberdade de expressão e de imprensa, colocando-se ao lado das jornalistas da revista AzMina e exigindo às autoridades públicas que “preservem os direitos constitucionais, garantindo aos jornalistas o direito ao livre exercício da profissão para o cumprimento do dever de informar, sem qualquer impedimento”.
Thais Folego, editora-chefe da revista, afirma que está confiante de que as jornalistas não cometeram crime e que estão “protegidas pela liberdade de imprensa de divulgar informações que já são públicas e de fonte confiável, como é a OMS”.
A reportagem, de 19/9, teve grande repercussão e chegou até
Damares Alves, que classificou a publicação como “apologia ao crime e que pode
colocar tantas meninas e mulheres em risco”. Ela encaminhou uma denúncia ao
Supremo Tribunal Federal, afirmando que a reportagem poderia incitar práticas
clandestinas, pois apresenta “receitas de como praticar um aborto”.
Após a publicação da reportagem, as jornalistas da revista
AzMina sofreram inúmeros ataques nas redes sociais e tiveram fotos, endereços e
dados divulgados na internet por usuários contrários ao aborto.
* Por Cristina Vaz de Carvalho, editora de Jornalistas&Cia no Rio de Janeiro
O Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio, um dos apoiadores do Festival 3i – Jornalismo inovador, inspirador e independente, oferece um desconto na inscrição para jornalistas sindicalizados e com as mensalidades em dia. Os interessados devem enviar mensagem pelo WhatsApp 21-981-049-636 para receber o código do desconto. Com ele, é só entrar no link do Festival e fazer a inscrição.
Em sua terceira edição, o 3i está marcado para 18 a 20/10, na Fundição Progresso. É organizado por um conselho composto por 13 veículos com o perfil do título: Poder 360, ((o)) eco, Congresso em Foco, ÉNois, Marco Zero Conteúdo, Projeto #Colabora, Agência Lupa, Agência Pública, Jota, Nexo, Nova Escola, Ponte e Repórter Brasil. O primeiro dia será totalmente dedicado a workshops. Depois, oito painéis, quatro em cada dia, vão debater temas como os vazamentos, colaboração entre veículos, dados e tecnologia, modelos de negócio, desinformação e os riscos da profissão.
A mídia tradicional estará representada por Chico Otávio (O Globo), Paula Cesarino (Folha de S.Paulo), José Roberto de Toledo (piauí), e Elvira Lobato, entre outros. Serão 25 palestrantes, quase a metade dos quais editores e acadêmicos estrangeiros, e ainda Glenn Greenwald (The Intercep).
Casais Renato Weil/Glória Tupinambás e Marden Couto/Luana Bastos são hoje referências em Minas com seus blogs especializados
Que o turismo sempre foi um tema de primeira grandeza para o jornalismo é coisa que se sabe há décadas e estão aí para comprovar os cadernos especializados e inúmeros programas de rádio e TV sobre esse universo. Com a internet, isso se acentuou, pela facilidade de criar sites e blogs de prestação de serviço e orientação ao público. No caso do jornalismo, sempre foi muito atrativa a ideia de trabalhar viajando, conhecendo diferentes lugares em passeios, tanto que vários jornalistas têm deixado seus empregos em redação para viajar, criando uma nova opção de trabalho direto na estrada.
Jornalistas&Cia foi atrás de dois casais que hoje dedicam boa parte de seu tempo para a produção de conteúdos de turismo para os blogs que criaram. Um deles é formado por Renato Weil e Glória Tupinambás, criadores do site A casa nômade, que reporta viagens e aventuras na chamada “casa móvel”. O mais incrível é que eles se conheceram em 2005, quando trabalhavam como repórteres no Estado de Minas.
De início, fizeram algumas viagens pelo interior do Brasil e também pelo exterior, o que os motivou a ampliar a experiência, por meio de um ano sabático. Foi em 2012, quando fizeram um mochilão ao redor do mundo, chegando a alugar um motor home na Austrália. Nascia ali a ideia da casa sobre rodas.
Hoje, com 67 países visitados, além das publicações no próprio site e nos sites de patrocinadores e nas redes sociais, Renato e Glória também produzem uma coluna de turismo na CBN. “Temos uma liberdade grande com relação à escolha das pautas e horário de trabalho, mas sempre dedicamos boa parte do dia para a produção de conteúdo (seja no contato com agências de viagens, hotéis e restaurantes; na realização de passeios; na produção de textos e tratamento de fotos; no envio de material para jornais e blogs de patrocinadores etc.)”, observa Glória.
Renato e Glória
Três anos de mochila nas costas, vivendo em hotéis
Outro casal ouvido por este J&Cia é Marden Couto e Luana Bastos, que também decidiram largar o cotidiano do jornalismo tradicional para cair na estrada. Em 2016, venderam tudo o que tinham e viajaram por 40 cidades de Minas, produzindo conteúdo para o site Turismo de Minas e redes sociais. Nesse período, assinaram um acordo com o Estado de Minas e viveram em hotéis por três anos de mala de mão e mochila nas costas. Antes, Luana era assessora de comunicação na Secretaria de Turismo de Minas Gerais e Marden trabalhou na Belotur, tendo criado em 2005 o Jornal Turismo de Minas.
“Em 2013, começamos a trabalhar juntos e nos dedicamos integralmente ao Turismo de Minas”, conta Luana. “Em 2016”, prossegue, “acompanhando a tendência do mercado de comunicação, migramos do impresso para o online, investimos em marketing digital, criamos outras plataformas de mídia e apostamos numa nova forma de produzir conteúdo, agregando vídeos aos textos e fotos”.
Viajam e produzem tanto que para muitos parecem férias permanentes. É Luana quem conta: “É até engraçado, mas as pessoas pensam que vivemos de férias. Elas não têm a menor ideia do que seja dedicar horas de sua jornada para produzir um bom conteúdo, fazer o planejamento, organizar um atraente roteiro da viagem, gravar, registrar todos os momentos, fazer a pós-produção. Tudo para poder entregar um material de qualidade para o público”.
> Como não param e estão antenados nas tendências, preparam-se, agora, para lançar, ainda este mês, um podcast de viagem.
Luana e Marden
O jornalismo focado em turismo é antigo, mas a forma como a notícia é apurada e distribuída mudou muito nos últimos anos. Glória avalia que o futuro dessa atividade passa por muita criatividade e inovação: “O desafio é sempre experimentar novas culturas, estar abertos a experiências e sensações inusitadas e retratar esse cotidiano com sinceridade e espontaneidade”. Luana também vislumbra a necessidade de mudança e diz que estão trabalhando na criação de outras alternativas para produzir conteúdo e venda de serviços.
Fernando Rodrigues / Crédito: Sérgio Lima/Poder360
Fernando Rodrigues / Crédito: Sérgio Lima/Poder360
O programa de entrevistas Poder em Foco retorna ao SBT em 29/9 (domingo), agora comandado por Fernando Rodrigues diretamente de Brasília e com um novo cenário.
Fernando é o fundador do
jornal digital Poder360 e já foi correspondente em Nova York, Washington e
Tóquio. Acumula alguns prêmios em sua careira, como quatro Esso (1997, 2002, 2003 e 2006) e o Maria Moors Cabot (2018).
O programa irá ao ar todos os
domingos, às 0h00, e nas plataformas digitais do SBT Online e no Poder360,
simultaneamente. Poderá contar, além do entrevistado, com a participação de
jornalistas convidados de acordo com o tema abordado.
A reportagem da agência CanalEnergia Baterias podem chegar mais rápido do que pensamos, escrita por Maurício Godoi, foi uma das vencedoras do prêmio The Energy Of Words International Media Contest, que reconhece anualmente jornalistas que deram uma contribuição significativa ao suporte de informações sobre questões, decisões e tendências no campo da energia global.
Maurício diz estar muito
orgulhoso de ter a reportagem sobre armazenamento de energia escolhida entre as
vencedoras: “O tema ganha cada vez mais importância no mercado brasileiro, ao
passo que temos o avanço das renováveis em nossa matriz energética. Com a
perspectiva de entrada do preço horário em 2021 na CCEE abre-se uma grande
janela de oportunidade para o segmento”.
A premiação será durante o Global Energy Prize, em Moscou, na
Rússia, na primeira semana de outubro. Clique aqui para
ver a reportagem premiada na íntegra.
Equipe da SHIS Comunicação. Fernando Guedes, Sheila D'Amorim e Isabel Sobral.
Equipe da SHIS Comunicação. Fernando Guedes, Sheila D’Amorim e Isabel Sobral.
Sheila D’Amorim começou efetivamente a operar a sua SHIS Comunicação – agência focada em consultoria, conteúdo e treinamento em comunicação –, em parceria com Fernando Guedes e Isabel Sobral. Ela explica que o modelo de empresa foi desenvolvido em 2016, levando-se em conta um nicho de mercado que exige um novo olhar sobre a comunicação, de forma integrada nas empresas.
Sheila implementou entre 2016 a 2018 o projeto de comunicação integrada no Banco do Brasil. A SHIS, agora, faz o mesmo na Cielo.
Também economista, ela foi repórter nessa área nas sucursais Brasília de Folha de S.Paulo, Estadão, O Globo e Gazeta Mercantil. Atuou como assessora especial no Ministério da Fazenda, na gestão de Guido Mantega, além de ser especializada em coaching, programação neurolinguística e certificada para trabalhar com a metodologia Lego Serious Play. É ainda uma das fundadoras do núcleo DF do grupo Mulheres do Brasil, criado pela empresária Luiza Trajano, e faz palestras sobre a temática diversidade de gênero.
Isabel, ex-O Globo, Estadão e In Press, é especialista em Previdência, mercado de trabalho e defesa da concorrência. Já Fernando trabalhou em TV Globo, SBT, TV Bandeirantes, O Globo, além de ter sido secretário de Imprensa da Secom/PR e coordenado programas para TV em várias campanhas eleitorais
Em conversa com este J&Cia, Sheila deu detalhes do trabalho.
Jornalistas&Cia – Por quê o nome SHIS?
Sheila D’Amorim – Ele nasceu de uma brincadeira. Como nossa expertise é Brasília e foi aqui que nós três desempenhamos nossos trabalhos, na maior parte do tempo, queremos exaltar nosso conhecimento da cidade. Por isso, também, escolhemos as cores azul e verde, que sinalizam os endereços em placas na Capital Federal. SHIS corresponde ao nosso endereço no Setor de Habitações Individuais do (Lago) Sul. É claro que aceitamos trabalhos de fora, mas nossa expertise é Brasília.
J&Cia – E o que é de fato novo na empresa?
Sheila – Pensamos na comunicação de forma integrada. Por exemplo, numa empresa uma área pensa isso, outra pensa aquilo, e é preciso pensar no conteúdo que se quer trabalhar, nas dores do cliente, nas necessidades que eles têm para fora, como com a marca, e também para dentro, com os funcionários. Identificadas as necessidades, exploram-se os canais adequados para trabalhar. Não temos produtos de prateleira, mas eixos de comunicação a desenvolver. O método Lego, por exemplo, criado e aplicado mundialmente, aplica os blocos de Lego para estimular a comunicação, facilitar o pensamento, materializar ideias e encontrar soluções para cada ação específica da comunicação, integrando-as depois. Porque comunicação é a espinha dorsal de uma empresa, e é preciso pesquisar com profundidade as demandas apresentadas, feitas por exemplo, com escuta ativa, compartilhamento de opiniões etc.
J&Cia – E como funciona a prospecção de negócios?
Sheila – Temos uma lista de associados composta por uma rede de profissionais específicos que desempenham determinados trabalhos, na forma de jobs. E a SHIS tem três funcionários fixos: dois que operam em um núcleo de análise; e um de consultoria, que é a Regina Pires, que há duas semanas deixou o Ministério da Agricultura para trabalhar conosco.