Reginaldo Leme, comentarista de Formula 1 da TV Globo, está deixando a emissora, onde atua desde 1978. Segundo o Yahoo, ele comunicou sua decisão na terça-feira (26/11), embora tivesse mais um ano de contrato.
Ele já não estará no GP de Abu Dhabi, neste próximo fim de semana. Com isso, a última participação foi na etapa da Stock Car do último domingo (24/11), em Goiânia.
A Comunicação da Globo confirmou a saída. O substituto dele no GP de Abu Dhabi ainda não foi definido.
Leme iniciou sua carreira no jornalismo automotivo no Estadão, em 1972.
Patrícia Campos Mello, repórter e colunista da Folha de S.Paulo, foi um dos homenageados pelo Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) com um anúncio de página inteira na edição de 21/11 do Washington Post. Ela e jornalistas de Índia, Nicarágua e Tanzânia receberam em Nova York naquela data o Prêmio Internacional de Liberdade de Imprensa 2019. Os profissionais enfrentaram prisão, assédio online e/ou ameaças legais e físicas em sua busca por notícias.
Em 2018, durante a campanha presidencial, Patrícia sofreu ameaças de agressão e linchamento virtual. As reportagens dela relataram como apoiadores do então candidato a presidente Jair Bolsonaro financiaram de forma massiva mensagens, muitas delas falsas, no aplicativo de mensagens WhatsApp.
Também foram homenageados Neha Dixit, jornalista investigativa independente na Índia que cobre direitos humanos; Maxence Melo Mubyazi, cofundador e diretor-gerente do Jamii Forums, site de discussão online e fonte de notícias de última hora na Tanzânia; e Lucía Pineda Ubau e Miguel Mora, respectivamente diretora de notícias e fundador e editor da emissora nicaraguense 100% Noticias. A dupla foi presa em dezembro de 2018 por sua cobertura de distúrbios políticos e só libertada em 11 de junho, depois de seis meses atrás das grades.
Patrícia é a terceira brasileira a ser homenageada pelo CPJ. Os outros dois foram o paraense Lúcio Flavio Pinto, em 2005, e o paranaense Maury König, em 2012.
Cida Damasco publicou em 25/11 sua última coluna no Estadão. Ela ocupava o espaço desde meados de 2016, quando deixou de ser editora-chefe, após 15 anos no jornal. Nesse período, também foi editora de Economia.
No Facebook, ela escreveu: “Recado aos leitores, na minha última coluna no Estadão, um resumo do que pude acompanhar no cenário econômico e político a partir deste privilegiado observatório. Espero ter contribuído para o debate de ideias, num tempo em que sobressaem os extremismos e as crenças cegas. Está no ar uma esperança de que o consumo de fim de ano, turbinado pelos incentivos de curto prazo providenciados pela equipe econômica sob forte pressão, anuncie uma entrada em 2020 num astral mais favorável. Mas uma virada no cenário econômico para valer, consistente e duradoura, ainda depende da retomada dos investimentos. E estes continuam à espera de um quadro político mais pacificado, mais seguro, mais consequente. A pergunta é uma só: demora? Pelo que se tem visto nos últimos tempos, falta sobretudo juízo aos chamados ‘atores’ da cena política para que a resposta seja animadora”.
O Supremo Tribunal Federal acatou nesta quarta-feira (27/11) representação de Luis Nassif (Jornal GGN) contra o governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel por ameaça e intimidação.
O pedido de representação ocorreu após Nassif tomar
conhecimento de que Witzel o havia denunciado por “crime de injúria”. Segundo o
UOL, o jornalista nega ter ofendido o governador. O editor-chefe do GGN
criticou Witzel por suas políticas de segurança pública, especialmente um vídeo,
publicado pelo governador em suas redes sociais, onde aparece dentro de um
helicóptero durante uma ação policial, sobrevoando comunidades em Angra dos
Reis. No vídeo, policiais disparam tiros contra casas da comunidade, que seriam
para supostos encontros de traficantes. Mas os tiros acertaram uma casa de
orações, que estava vazia no momento do ocorrido. Nassif gravou um vídeo
criticando o governador, no qual classificou Witzel como “genocida”.
Vale lembrar que, no começo do mês (7/11), foi realizada
uma ação de policiais
que foram até a casa de Nassif para entregar-lhe uma intimação,
obrigando-o a comparecer ao Serviço de Polícia Interestadual (Polinter). Os agentes
estavam fortemente armados. Segundo Nassif, a ação teve o objetivo de
intimidá-lo e constrangê-lo.
A Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo (Aceesp) divulgou em 19/11 os vencedores do Troféu Aceesp 2019, principal premiação de jornalismo esportivo em São Paulo. Confira os vencedores:
Em carta enviada a Sirley Batista e Christiane Samarco, respectivamente diretora de Jornalismo e ombudsman da EBC, jornalistas da emissora pública questionam sobre uma possível censura que estariam sofrendo na cobertura dos recentes desdobramentos do assassinato de Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.
No documento, os profissionais reclamam da demora em noticiar o pronunciamento de Jair Bolsonaro sobre o caso, que, segundo eles, teria ocorrido mais de 15 horas após a fala do presidente. A revelação partiu da coluna Radar, de Veja, que teve acesso a carta em primeira mão.
Vale lembrar que em agosto uma rápida exibição da imagem da vereadora assassinada em um programa da TV Brasil resultou na demissão do diretor da atração e da saída do programa da grade da emissora.
Imagem de Marielle Franco apareceu em xilografia no programa Antenize. Vídeo foi editado e imagem retirada
Confira a íntegra da carta:
“Prezadas Sirley Batista e Cristiane Samarco,
Os jornalistas da Empresa Brasil de Comunicação vêm, por meio deste,
questionar o motivo que levou os veículos da EBC a entrarem tão tardiamente na
cobertura da repercussão sobre as investigações dos assassinatos da vereadora
Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.
Levamos mais de 15 horas depois da fala do presidente da República, que
veio a público dar suas explicações, por meio de uma transmissão ao vivo nas
redes sociais, para publicar a primeira reportagem sobre o assunto na Agência
Brasil. Passadas mais de 17 horas o tema continua silenciado nas nossas rádios.
Importante lembrar que se as reportagens de outros veículos nem sempre
viram pauta na EBC, as transmissões da Presidência da República são,
constantemente, cobertas pelos nossos veículos e estão sempre nas pautas. É
grave a postura da empresa que foge do seu papel de noticiar oportunamente, com
credibilidade e isenção esta informação. Tanto a sociedade brasileira como
agências e veículos internacionais de notícias procuram a EBC como fonte de
notícia.
Exigimos respostas da direção e repudiamos mais uma vez a censura a que
estão submetidos os veículos da empresa, que os impede de noticiar questões
relevantes como essa. Nesse sentido, solicitamos uma audiência com a diretora
de jornalismo com participação da ouvidoria da empresa para debater o silêncio,
em alguns casos, e a demora em relação a esta pauta.
Mais uma vez lembramos que a EBC é uma empresa de comunicação pública,
com missão definida, função constitucional assegurada e um manual de jornalismo
que deve nortear todas as nossas coberturas e não ser esquecido no fundo da
gaveta quando convém.
A decisão editorial equivocada de silenciar, ou avaliar com longa espera,
sobre a notícia mais importante do dia faz com que a EBC perca o respeito e a
credibilidade perante a sociedade, a quem devemos servir. Incapaz de fazer a
pauta sumir dos noticiários, o silêncio da EBC sobre ela apenas torna patente
para o cidadão a linha editorial chapa-branca que hoje vigora no jornalismo da
empresa. Aguardamos uma resposta sobre nosso pedido de audiência.
A Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo) divulgou em 18/11, durante almoço no Salão Duas Rodas, em São Paulo, os vencedores do Prêmio Abraciclo de Jornalismo 2019.
Esta edição do concurso bienal contou com quase 300 matérias inscritas, e premiou reportagens em quatro categorias:
Motocicletas – Impressa & Digital: Roberto Dutra, pela reportagem Minha primeira moto, publicada no jornal O Globo.
Motocicletas – Som & Imagem: Fabio Ramalho de Araújo e Silva, pela reportagem Achamos no Rio: conheça o museu de motos em Petrópolis (RJ), veiculada no programa Balanço Geral, da Record TV.
Bicicletas: Marcos Adami, pela reportagem E-bike, a reinvenção da bicicleta, publicada na Bike Magazine.
Polo Industrial de Manaus (PIM): Adneison Severiano, pela reportagem Polo Industrial de Manaus na trilha da Indústria 4.0: nova era da manufatura avançada, publicada no portal Brasil Hoje.
“A qualidade das reportagens superou nossas expectativas, dando bastante trabalho para comissão julgadora”, destacou Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo. “E é exatamente esse o nosso objetivo: estimular a criatividade e o talento dos jornalistas na elaboração de pautas diferenciadas sobre mobilidade urbana e lazer a partir do uso eficiente e consciente dos veículos de duas rodas”.
Integraram a comissão julgadora do concurso Andressa Rogê, Celso Miranda, Fausto Macieira, George Guimarães e Sérgio Quintanilha.
Kitty Balieiro morreu no último sábado (23/11) em São Paulo, aos 62 anos, vítima de um infarto. Ela foi uma das primeiras mulheres a trabalhar com jornalismo esportivo, cobrindo algumas edições dos Jogos Olímpicos e a Copa do Mundo de 1990, na Itália.
Kitty iniciou sua carreira no jornalismo na TV TEM (na
época, TV Bauru), afiliada da TV Globo no interior de São Paulo. Em 1983, foi
para a TV Globo, onde permaneceu até 2008. Nesse período, cobriu as Olimpíadas
de Los Angeles (1984), Barcelona (1992) e Seul (1998), além da Copa do Mundo na
Itália, em 1990.
Em 2011, recebeu o Prêmio Regiani Ritter, por sua contribuição ao jornalismo esportivo e à inclusão das mulheres na área.
A juíza Sueli Zeraik de Oliveira Armani, da comarca de São José dos Campos (SP), determinou a censura prévia de um livro-reportagem sobre Suzane Von Richthofen e o assassinato de seus pais, pelo qual ela foi condenada. A obra, de Ulisses Campbell, tinha previsão de lançamento para janeiro.
A juíza proibiu a publicação, divulgação e comercialização do livro sob a justificativa de que “não é de interesse público e expõe a presa a inconveniente notoriedade, durante o cumprimento da pena”. Segundo ela, também pesaram na decisão os fatos de que o livro apresenta dados sigilosos sobre a vida e o assassinato que envolvem Von Richthofen, e de que Campbell não obteve autorização para expor a história dela.
Em nota, a Associação Brasileira de Jornalismo
Investigativo (Abraji) repudiou a decisão da juíza e afirmou que se trata de
uma “grave ameaça à liberdade de expressão e uma inaceitável violação da
Constituição Federal”. Ainda segundo a nota, “o argumento de que a divulgação
de informações sigilosas por meio do livro seria ilícita, por sua vez, é
absurdo: o dever de sigilo é de servidores públicos que têm acesso a
informações resguardadas, não de jornalistas que as obtenham”.
Eduardo Barão é um dos autores de "Eu sou Ricardo Boechat"
Eduardo Barão é um dos autores de “Eu sou Ricardo Boechat”
Eduardo Barão e Pablo Fernandez lançam em 9/12, em São Paulo (Livraria da Vila, da al. Lorena), e em 11/12, no Rio (Livraria da Travessa, do Shopping Leblon), o livro Eu sou Ricardo Boechat (Panda Books), com 100 histórias inéditas, divertidas e algumas até “vergonhosas” sobre Ricardo Boechat, apresentador da Band falecido num desastre de helicóptero em 11 de fevereiro passado.
A família de Boechat aprovou e cedeu fotos para a obra, que tem prefácio da viúva Veruska Seibel Boechat, um texto da mãe de Ricardo, Mercedes, e depoimentos de dezenas de amigos.
Barão, aliás, estava ancorando o noticiário da BandNews TV no momento do acidente e transmitiu a informação sem saber que o amigo e companheiro de trabalho por 12 anos era um dos mortos. Pablo, coordenador de Redação e editor da manhã na BandNews FM, ajudava Boechat na coluna que este mantinha na IstoÉ
Em entrevista exclusiva ao colunista Ricardo Feltrin, do UOL, Barão adiantou algumas histórias envolvendo o Careca – como os amigos chamavam Boechat – e relatou o que aconteceu nas redações da Band quando souberam da morte.