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sábado, abril 11, 2026

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A imprensa esportiva e o coronavírus (III)

Foto: Shutterstock/Reprodução
Foto: Shutterstock/Reprodução

Por Victor Félix, da equipe de J&Cia

Em meio à pandemia do coronavírus, editorias como Política, Economia, Saúde, Ciência e Cidades cresceram exponencialmente no que se refere à audiência, número de cliques e visualizações. Nesse contexto, seguindo os mesmos padrões, os veículos noticiosos de internet também obtiveram um aumento grande de audiência. Mas será que isso se aplica à editoria de Esportes desses veículos que utilizam a internet e as redes sociais como principal meio de propagação de informações?

Gabriel Carneiro

Gabriel Carneiro, repórter esportivo do UOL, conversou com J&Cia sobre os impactos do coronavírus no site. Em relação ao conteúdo produzido, contou que, em reunião, a equipe de Esportes decidiu o que era relevante produzir neste momento, uma vez que os eventos e competições esportivas estão suspensos: “Nós definimos quatro pilares principais de conteúdo. sssO primeiro dele refere-se a entrevistas e perfis de jogadores, treinadores e todas as outras pessoas envolvidas com esporte, além de histórias pouco conhecidas. O segundo pilar é composto por matérias de números, dados e curiosidades, como, por exemplo, quantos gols determinado jogador fez naquele campeonato, quem é o maior pontuador desta liga, quem tem mais assistências, entre outros. O terceiro pilar são listas, enquetes, lembranças de acontecimentos, vídeos especiais, lances memoráveis, em resumo, conteúdo para ser consumido mais rapidamente. E, por fim, histórias relacionadas ao coronavírus, misturando hard news, impactos no mundo dos esportes, análises, mas também matérias especiais que trazem uma perspectiva mais humana sobre o assunto”.

O repórter do UOL também contou que a equipe de Esportes está trabalhando em um novo projeto chamado Futebol Moleque, que mistura futebol com humor. Serão vídeos engraçados e curtos, com conteúdo das redes sociais, dirigido a um público mais jovem, com o objetivo de atingir novos segmentos. A atração também terá a participação do humorista Rudy Landucci.

Sobre mudanças no dia a dia dos profissionais, Gabriel disse que toda a equipe do UOL está em home office: “Nas primeiras semanas de março, foi decretado home office, mas estamos conseguindo manter o ritmo, a qualidade e intensidade de trabalho mesmo em casa; as escalas seguem normais, o grupo da manhã, da tarde e da noite; fazemos reuniões semanais sobre conteúdo e audiência; enfim, tudo segue normal na medida do possível”.

Talyta Vespa

No UOL, a grande maioria da equipe de Esportes foi mantida. Apenas os repórteres Talyta Vespa e Arthur Sandes foram deslocados para Notícias, porém os dois foram consultados antes da mudança ocorrer. Talyta comentou esse processo de transição do trabalho presencial para o home office: “O UOL nos forneceu computadores e notebooks para trabalhar, além da possibilidade de levar o próprio desktop para casa. E para as reportagens de rua, temos acesso a máscaras, luvas e todos os equipamentos de segurança. Em relação à comunicação trabalhando de casa, creio que estamos bem organizados, utilizamos a plataforma Microsoft Teams para conversar e fazer reuniões”.

Em relação aos impactos econômicos causados pela pandemia no UOL, incluindo possíveis cortes de salário ou demissões, tanto Gabriel como Talyta disseram que, até onde sabem, não houve nada do tipo e ninguém foi afetado.

Embora outras editorias tenham ganhado audiência nesse período, Gabriel afirmou que o número de visualizações e cliques em Esportes não aumentou, mas também não teve uma queda drástica: “Pelo que eu vejo, a audiência varia bastante de acordo com o conteúdo de outras editorias no dia. Por exemplo, se em um determinado dia houver notícias relevantes e em grande quantidade em Política, Saúde e Economia, a audiência da parte esportiva cai, pois essas matérias serão destacadas na home, ficarão no topo. Na minha opinião, essa queda é normal e está ocorrendo em diversos veículos jornalísticos do País. Mas em alguns dias conseguimos manter a audiência no mesmo patamar, dentro do esperado; depende bastante do conteúdo produzido no dia”. 

Talyta contou que os números de audiência nas outras editorias seguem aumentando: “Em abril, o UOL bateu um recorde histórico de audiência, com mais de um bilhão de acessos. Em março, chegamos perto dessa marca, com aproximadamente 950 milhões, então seguimos mantendo um índice interessante de audiência. Antes, o recorde de audiência tinha sido em 2018, durante as eleições”. Segundo ela, a cobertura do UOL sobre a pandemia do novo coronavírus e outras notícias, como as saídas de Sérgio Moro do Ministério da Justiça e de Luiz Henrique Mandetta, do Ministério da Saúde, fizeram o site bater a marca de 200 milhões de acessos, estabelecida em 2018.


Confira as outras matérias da série

Pesquisa aponta ao menos 64 jornalistas mortos por Covid-19 em 24 países

A organização Press Emblem Campaign (PEC) apurou o número de profissionais de imprensa que morreram infectados pelo novo coronavírus. A pesquisa detectou 64 mortes em 24 países ao redor do globo até a última terça-feira (5/5), mas esse número pode ser ainda maior.

A PEC lembra que, assim como a contagem de infectados e mortos em cada país, o índice de profissionais de imprensa que morreram por causa da doença também tem problemas no que se refere a números oficiais. Por isso, enfatiza que é provável que o número de repórteres, fotógrafos, cinegrafistas e outros profissionais mortos por decorrência da Covid-19 seja maior.

“A segurança dos trabalhadores da mídia está particularmente em risco nesta crise, porque eles devem continuar a fornecer informações e testemunhos locais, visitando hospitais, entrevistando políticos, economistas, cientistas, médicos e pacientes”, diz o relatório.

Com informações da ANJ.

O coronavírus e os veículos de comunicação − IX

Federação Internacional dos Jornalistas identifica restrições e intimidação na cobertura da Covid-19

A Federação Internacional dos Jornalistas (FIJ) detectou dificuldades, obstruções, restrições e intimidações enfrentadas pelos profissionais de imprensa durante seu trabalho de cobertura do novo coronavírus.

De acordo com enquete realizada pela entidade – que levou em conta respostas de aproximadamente 1,3 mil jornalistas de 77 países, incluindo o Brasil –, três em cada quatro dos participantes afirmaram que já tiveram dificuldades enquanto cobriam o tema. O estudo, realizado de 26 a 28 de abril, indicou que dois terços dos jornalistas empregados e freelances sofreram cortes salariais, redução de renda, perda de empregos, cancelamento de empregos ou agravamento de suas condições de trabalho.

Anthony Bellanger, secretário-geral da FIJ, explicou que a pesquisa “revela uma tendência preocupante de deterioração da liberdade de mídia e cortes no jornalismo no momento em que o acesso a informações e jornalismo de qualidade é crucial. O jornalismo é um bem público e merece o apoio das autoridades e o fim das pressões e obstruções políticas”. No Brasil, pesquisa foi aplicada pela Fenaj, afiliada da FIJ.

Os resultados indicaram que quase todos os jornalistas freelances perderam renda ou oportunidades de emprego; mais da metade sofreu estresse e ansiedade; mais de um quarto não tem o equipamento necessário para trabalhar com segurança em casa; um em cada quatro não tem equipamento de proteção para trabalhar em campo; dezenas de jornalistas foram presos, denunciados ou agredidos; e mais de um terço dos profissionais tiveram que mudar seu foco jornalístico para abranger informações relacionadas à pandemia.

No que se refere à liberdade de imprensa, profissionais de Grécia, Indonésia, Portugal, Peru, Chade, entre outros, descreveram a situação de seus respectivos países com os termos “precária”, “problemática”, “terrível”, “pior”, “em declínio” ou “restrita”. No caso do Brasil, um jornalista disse que “o governo federal despreza jornalistas. Ataca a imprensa todos os dias pelas informações que publica, desacredita e humilha os profissionais da mídia”. Com informações da Fenaj.

E mais…

Nas ruas de São Paulo desde o início da pandemia, onde vem realizando um importante trabalho de cobertura do impacto do coronavírus na vida do cidadão comum, o repórter Yan Boechat deu um depoimento emocionante ao GGN sobre o que presenciou nestes quase dois meses. Confira.

Na comunicação corporativa

Na crença de que é tempo de unir forças na comunicação, os membros da Rede de Afiliadas da Weber Shandwick, composta por agências de todo o País, criaram uma campanha para motivar seus clientes e empresas do mercado, além de ajudá-los a superar a crise provocada pelo novo coronavírus. Assim, um time, representado pelos CEOs e diretores das agências de comunicação e marketing, produziu um vídeo, destacando a importância da comunicação em tempos de pandemia. Segundo os profissionais, a comunicação será o grande diferencial das marcas para superar a crise que assola o mundo. 

A Rede de Afiliadas é formada por 20 agências espalhadas em todo o território nacional e integra o Interpublic Group, no Brasil representado pela Weber Shandwick. O vídeo pode ser conferido aqui.

A Comunicação da Votorantim Cimentos acaba de lançar o podcast da empresa, disponível nas plataformas Spotify e Deezer. O primeiro programa já está no ar, com uma entrevista de Monyque Gerbelli, gerente de Medicina do Trabalho, falando de ações de combate ao coronavírus.

A Abracom promove na próxima quarta-feira (13/5), das 9h30 às 13h30, o curso online Como sugerir pautas e gerenciar crises em tempos de coronavírus?, com Verônica Mendes, jornalista com experiência em gestão de pessoas e gestão de crises na imprensa. Inscrições pelo [email protected]. Após confirmação, os inscritos receberão o link para acesso ao curso. Uma inscrição dá direito a cinco acessos ao curso. (Veja+)

Internacionais

Pesquisa revela “cansaço” com notícias sobre o coronavírus em jornais americanos

Pesquisa do Pew Research Center indicou um “cansaço” por parte de leitores de jornais americanos em relação a notícias sobre o novo coronavírus. O estudo, realizado entre 20 e 26 de abril, revelou que sete em cada dez entrevistados (71%) dizem estar cansados do tema. Além disso, 41% dos participantes acreditam que tais notícias fazem com que se sintam pior emocionalmente.

O motivo para esse “cansaço” está relacionado principalmente às fake news sobre a pandemia. Quase dois terços dos participantes da pesquisa (64%) afirmaram que já viram informações e notícias sobre o assunto que pareciam completamente inventadas. E cerca de metade relevou que acha difícil classificar o conteúdo como verdadeiro ou falso.

Em contrapartida, o interesse pela doença segue sendo muito grande: nove em cada dez americanos (87%) afirmaram que estão acompanhando o tema de forma frequente. Outro dado relevante é que 56% dos entrevistados classificam os veículos de notícias como fontes confiáveis, percentual maior do que entidades de saúde (51%). Confira a pesquisa na íntegra.

Com informações da ANJ.

INMA promove encontro online sobre indústria jornalística

A International News Media Association (INMA) promove desde essa terça-feira (5/5) até 28/5 um evento virtual com a participação 46 palestrantes e moderadores, e cerca de 18 horas de programação, divididos em nove módulos. O projeto serve para substituir em parte o 90º Congresso Mundial de Mídia da INMA, que seria realizado em abril, mas foi cancelado por causa do coronavírus.

O evento virtual, que tenta seguir os moldes do congresso cancelado, visa a discutir os impactos da pandemia na indústria jornalística, levando em conta as principais tendências e estratégias de notícias no cenário atual. O conteúdo do encontro será gravado e estará disponível para os participantes. Para conferir a programação completa e inscrever-se, clique aqui.

Outras

Paulo Markun começou esta semana em seu canal no YouTube a série de entrevistas Conversa na crise – Depois do futuro, sempre às quartas e sextas-feiras, às 16h (horário de Brasília). A primeira, com Rubens Ricupero, foi nesta quarta (6/5); às próximas serão com Luiz Gonzaga Belluzzo (8/5), João Carlos Salles (13/5), Mozart Ramos (15/5), Sérgio Mamberti (20/5), Ciro Gomes (22/5) e Marina Silva (27/5).

O site do Itaú Cultural deu início em 24/4 a uma série chamada Olhares sobre a covid-19, marco zero, dedicada à publicação semanal de relatos e imagens de fotógrafos profissionais que residem em 12 países, entre estes alguns dos mais atingidos pela pandemia do novo coronavírus, como EUA e Itália. O primeiro texto da série traz o ponto de vista do fotógrafo Zeng Jia, de Pequim, na China.

Ele fala sobre como chineses se reuniram na Praça da Paz Celestial (de máscara e mantendo distância entre si) em 4/4, dois meses após a quarentena decretada na cidade de Wuhan, e permaneceram em silêncio por três minutos por aqueles que foram mortos pelo vírus. A data marca o Qingming, feriado em que se reverencia os mortos e antepassados.

Praça da Paz Celestial. Crédito: Zeng Jia

O projeto é resultado da correspondência mantida com os fotógrafos desde março por Cassiano Viana, jornalista radicado no Rio de Janeiro. “Quase nunca conversávamos sobre técnica ou sobre o ato fotográfico, mas sobre como estava a semana, as dificuldades do isolamento, o medo do vírus”, disse Viana ao Nexo. “É uma troca. Todos perguntam como está a situação no Brasil e como eu estou”.

Os próximos contarão com depoimentos de fotógrafos de Alemanha, Áustria, Argentina, Brasil, EUA, Espanha, França, Inglaterra, Itália, Portugal e Rússia. (Veja+)

Estreou nessa terça-feira (5/5) o projeto Corona Verificado, plataforma em língua portuguesa que compila todas as checagens sobre a pandemia de Covid-19 publicadas por verificadores de fatos em 18 países ibero-americanos. A base é fruto de uma parceria do Aos Fatos com Agência Lupa, Estadão Verifica e as iniciativas de fact-checking Observador e Polígrafo, de Portugal. Primeira plataforma que congrega conteúdo verificado sobre o novo coronavírus em português, o Corona Verificado já nasce com mais de duas mil checagens e informações sobre as medidas adotadas para conter o novo coronavírus pelos governos de 16 países da América Latina, incluindo o Brasil, e de Portugal e Espanha. A base de dados será atualizada diariamente enquanto durar a pandemia. (Veja+)

Diante da impossibilidade de cumprir o cronograma proposto no regulamento dos prêmios Empreendedor Social, Empreendedor Social de Futuro e Troféu Grão, a Folha de S.Paulo e a Fundação Schwab tomaram a decisão de suspender a premiação, que ainda está em fase de inscrições. O concurso ficará pausado e os empreendedores que já fizeram as inscrições estão automaticamente credenciados a participar da 16ª edição, assim que for retomada. Em virtude da pausa, a Folha promoverá uma premiação especial em 2020:  Empreendedor do Ano no Combate ao Coronavírus, que reconhecerá liderança de destaque em meio à pandemia. Entre junho e julho de 2020, o jornal anunciará detalhes da premiação e divulgará o regulamento e o cronograma do concurso

A Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner – [email protected]) adotou temporariamente este mês novos horários de trabalho: segundas e terças-feiras, das 9h às 18h; quartas e quintas, das 9h às 17h; nas sextas não haverá expediente. A entidade continua realizando suas atividades a distância, já que sua sede em Brasília e o escritório de São Paulo estão fechados. Os contatos devem ser feitos preferencialmente por e-mail, pois as ligações telefônicas não foram transferidas para os celulares pessoais.

Com as férias da assessora da diretoria Raquel Fernandes, os contatos são Juliana Toscano (diretora executiva – [email protected] e 61-981-910-137) e Luiza Silveira (assessora financeira – [email protected] e 982-783-131).

O Laboratório de Jornalismo da Faculdade Armando Alvares Penteado (LabJor Faap), coordenado por Luciana Garbin, fez cobertura especial sobre a pandemia do novo coronavírus. Entre os destaques da edição, reportagens sobre as aventuras de brasileiros viajantes que estavam em trânsito quando a Covid-19 começou; o depoimento de um médico à filha sobre seu cotidiano de enfrentamento da doença em sua cidade; e uma entrevista com Colbert Soares Pinto Júnior, embaixador do Brasil na Zâmbia, sobre o impacto do novo coronavírus no país africano e a vulnerabilidade dos locais mais pobres no enfrentamento da pandemia. Os jovens profissionais também relataram a vida na pequena cidade de Itambaracá, que tem menos de sete mil habitantes; a rotina no Aeroporto de Congonhas desde o início da pandemia; e entrevistaram o poeta e pesquisador de etnopoesia Douglas Diegues, que cumpre o isolamento cuidando das plantas, convivendo com animais e escrevendo poesia em sua casa, em Campo Grande (MS). Confira!

Em resposta à emergência sanitária da Covid-19 e à crise econômica que atingiu redações e jornalistas, a diretoria da Abraji decidiu que o 15º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo será online, com duração de dois dias: 11 e 12/9, sexta-feira e sábado. A entidade está desenhando a programação e em breve divulgará mais detalhes.

Caio Coppolla

O comentarista da CNN Caio Coppolla testou positivo para Covid-19. Afastado da emissora desde março, por ter sintomas suspeitos, só agora teve a confirmação do diagnóstico. Ele mesmo comentou o resultado de seus exames no programa O grande debate.

De próprio punho

“Na luta silenciosa contra o vírus, senti o medo de quem vê a peste crescer”

Por Aziz Filho

Fiquei febril em um domingo. Era o 20º dia de quarentena com a família, e me isolei no quarto. Não tive tosse, dor no corpo, não perdi olfato, paladar ou apetite (isso seria gravíssimo). Tomava dipirona à noite, quando a febre chegava a 37,8 graus, e pronto, ela caía. O que ligou o alerta vermelho foi quando um enjoo permanente, chato, foi me deixando prostrado ao ponto de olhar atravessado para as refeições e os livros. Fiz o exame PCR no quinto dia, e o resultado, quatro dias depois, deu positivo, exatamente quando a inspiração mais longa começou a dar uma travada na garganta, provocando uma tosse curta, aparentemente inofensiva.

Na primeira tomografia, a pneumonia estava lá. A segunda bateria de exames, após três dias de antibióticos combinados, indicou estabilidade na imagem, mas agravamento dos indicadores no sangue. A saturação de oxigênio caiu de 97 para 93. Foi muito esquisito entrar em uma ambulância para passar uma temporada na UTI. Durou uma semana, e voltei ontem à noite para casa, vitorioso. Foram dias de quietude, saudades e dedicação. Devo tudo aos profissionais da Rede D’Or – especialmente ao dr. Arthur Vianna, pneumologista que me acompanhou com assertividade e atenção – e aos amigos que mandaram energia boa e me envolveram em oraçōes. A primeira noite em casa, de volta, foi inesquecível. Acordei várias vezes só pra sentir o corpo livre de agulhas, eletrodos, medidores de pressão e saturação. O melhor de tudo, um dos segundos mais felizes da vida, foi acordar hoje com a voz de princesa da Júlia, minha filha de dois anos, batendo na porta: ‘Papai, acorda, o café tá pronto’. Nunca darei conta de descrever a intensidade de um momento tão prosaico.

Na luta silenciosa contra o vírus, senti o medo de quem vê a peste crescer e sabe que não haverá vagas para tratamento. Se eu puder deixar uma mensagem, é para que todos cuidem-se com exagero, pelo menos até a vacina chegar. Como relatei, quando fiquei febril, já vivíamos em quarentena radical há 20 dias. Ninguém ia à rua, tomávamos sol pela janela. O vírus só pode ter entrado em sacolas e produtos de mercado e farmácia. Lavem tudo, usem máscaras, não economizem em cuidados. Outra coisa. Se você precisa sair de casa por qualquer motivo, vá sozinho, preserve o outro, e vice-versa. O vírus nos obriga a rever alguns conceitos. Amar não é querer adoecer junto, mas proteger-se ao máximo para ter condições de cuidar do outro, se preciso for.

Também refleti sobre o erro dos que olham para a política como se todos fossem iguais, votam de qualquer jeito. O vírus tem ensinado ao mundo que não é bem assim. Muitas vidas têm sido salvas por governantes humanos, inteligentes e capazes de conduzir políticas públicas. E outras são jogadas fora, em proporções impensáveis. Isso sempre fará a diferença, especialmente nos momentos dramáticos para os povos, como este. Que Deus nos proteja, nos ajude a suportar os dias duros pela frente e nos dêsabedoria para aprender.”

Aziz Filho. Crédito: Renato Velasco

Aziz Filho é especialista em Políticas Públicas. Foi diretor de Redação dos jornais O Dia e Meia Hora, chefe da sucursal de IstoÉ no Rio, gerente de conteúdo da TV Brasil, repórter de O Globo (quando conquistou um Esso), da Folha de S.Paulo e do JB, e presidente do Sindicato dos Jornalistas do Rio. Dirige hoje sua Avenida Comunicação. Publicado originalmente no site de Lu Lacerda

O risco das teleconferências e o inferno astral do Financial Times

Mark Di Stefano

Por Luciana Gurgel, especial para o J&Cia

Luciana Gurgel

Enquanto os meios jornalísticos e jurídicos britânicos acompanham os desdobramentos do processo movido por Megan Markle contra o Mail on Sunday por causa da publicação de uma carta por ela enviada ao pai, que pode estabelecer jurisprudência para casos semelhantes, outra controvérsia envolvendo práticas da imprensa movimentou o país semana passada. Só que desta vez o protagonista não foi um tabloide sensacionalista, e sim o Financial Times, que teve um repórter pego com a boca na botija ao infiltrar-se em uma conferência via Zoom reunindo equipe de funcionários do The Independent para tratar de cortes de pessoal.

O episódio coloca em pauta várias questões importantes. Uma é o risco a que indivíduos e corporações estão submetidos ao utilizar serviços de conferência online, tão necessários nesses tempos de pandemia. Foi mais uma evidência de que não há segurança plena nesse tipo de comunicação, sujeita ao chamado “Zoom bombing”.

Várias empresas e organizações jornalísticas já trocaram o Zoom por ferramentas mais confiáveis. Ainda assim todo cuidado é pouco com temas sigilosos, pois os riscos, ainda que reduzidos, existem.

Vale tudo pelo furo? – A história também faz refletir sobre a delicada fronteira entre atitudes individuais de um profissional e a reputação da organização que representa. E só reforça a necessidade de vigilância estreita sobre os padrões de conduta, para que um deslize não estrague uma imagem bem construída.

E que imagem! O Financial Times dispensa adjetivos. Sua excelência levou à conquista inédita do título máximo do British Press Awards por dois anos consecutivos. É fora de questão imaginar que a atitude do repórter tenha contado com apoio da direção, diferentemente do caso clássico do News of The World há alguns anos.

Mark Di Stefano, australiano, fora contratado em janeiro, vindo do Buzzfeed, para cobrir assuntos de mídia em Londres. A ânsia pelo furo, tentando descobrir em primeira mão os planos da empresa que edita o Evening Standard e o Independent, acabou custando-lhe o emprego.

Ele chegou ao extremo de publicar a notícia sobre os cortes na equipe em sua conta no Twitter ao mesmo tempo em que a equipe do jornal estava sendo informada. Mas a alegria durou pouco. Foi suspenso, e na última sexta-feira (1º/5) apresentou a demissão.

Pela ingenuidade, até que foi merecido. Tendo recebido o link de alguém do jornal, entrou na conferência com sua própria identidade – que apareceu na tela – sem ativar o vídeo. Depois de alguns minutos, talvez alertado por algum amigo, desconectou-se e voltou a conectar com outro telefone, sem nome.

Mas esqueceu que estava lidando com uma plateia de jornalistas tão – ou mais – espertos do que ele, que foram atrás e comprovaram que aquele número também era dele. Para piorar, o número foi identificado como o que também entrara em uma conferência do Evening Standard, editado pelo mesmo grupo.

O Financial Times não pestanejou em assumir a culpa. Pediu desculpas ao concorrente, que decidiu não tomar outras atitudes. Mas não há dúvidas de que a situação deixa uma mancha em uma trajetória de seriedade.

Que pode se agravar, caso se confirme uma notícia publicada em 30/4 pelo Daily Telegraph, dando conta de que um editor do FT em Nova York estaria respondendo a um processo disciplinar devido a acusações de plágio. O jornal parece estar vivendo um inferno astral, ainda que venha entregando uma elogiada cobertura sobre a pandemia, reconhecida pelo público por meio de altos índices de acesso.

Mocinhos e bandidos à parte, o imbroglio veio em má hora, pois o que a imprensa britânica menos precisa agora é de controvérsia a respeito de suas práticas. As receitas publicitárias continuam em queda, jornalistas estão sendo demitidos ou colocados em licença até mesmo nos grandes jornais, e o cenário não apresenta sinais de melhora a curto prazo, com o país tendendo a continuar por muitos meses mais em lockdown parcial. Desunião não ajuda nessa hora.

Ida B. Wells, pioneira do jornalismo investigativo, recebe homenagem póstuma do Pulitzer

Ida B. Wells

Em transmissão no YouTube na segunda-feira (4/5), Dana Canedy, organizadora dos Prêmios Pulitzer anunciou os vencedores de 2020. O evento virtual teve uma homenagem póstuma a Ida B.Wells, pioneira do jornalismo investigativo e ícone da luta por direitos civis nos Estados Unidos.

A premiação homenageou Ida “por sua notável e corajosa reportagem sobre a violência horrível e cruel contra os afro-americanos durante a era dos linchamentos”. Ela nasceu como escrava em 1862, no Mississipi. Tornou-se escritora e editora, denunciando os bárbaros ataques e linchamentos de homens negros nos estados do sul dos Estados Unidos. Utilizava pesquisas de registros e entrevistas pessoais, técnicas que mais tarde se tornariam a base do jornalismo investigativo atual.

Aos 30 anos, ela desmentiu a falsa alegação de que os linchamentos eram represálias a estupros de mulheres brancas por homens negros. Ida faleceu em 1931, aos 68 anos. Michelle Duster, bisneta da jornalista, declarou que “o fato de seu trabalho ainda ser relevante hoje, tantas décadas depois, é uma prova de quão importantes são as contribuições que ela deu a este país”.

O jornal The New York Times, com três prêmios, foi o principal ganhador deste ano. Confira!

Com informações da ANJ.

Getty Images anuncia bolsas para apoiar fotógrafos na cobertura da pandemia

A Getty Images anunciou oito bolsas de US$ 5 mil para ajudar e incentivar fotógrafos na cobertura do coronavírus em suas comunidades. A iniciativa é parte da série Reportage Grant, que neste ano foca na Covid-19 e todos os obstáculos, desafios e restrições que ela trouxe para o trabalho de fotografia no mundo inteiro. A empresa premiará oitos fotógrafos que conseguirem reportar histórias relacionadas à pandemia, com especial consideração para aqueles que trabalham em seus locais de origem ou regiões próximas a estas. As inscrições vão até 15/5.

Ken Mainardis, vice-presidente sênior de Conteúdo da Getty Images, afirmou que, “em meio às incertezas globais que apresentam desafios sem precedentes, a narrativa torna-se mais importante do que nunca, pois o conteúdo visual é capaz de demonstrar de maneira exclusiva como esse vírus está afetando a vida cotidiana em todo o mundo”. 

Cade aprova fusão entre Disney e Fox no Brasil e ESPN poderá transmitir a Libertadores

Em reunião nesta quarta-feira (6/5), o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou a fusão entre as empresas Disney e Fox no Brasil. Em princípio, o canal Fox Sports deveria ser vendido, mas nenhum interessado na compra apresentou os requisitos estabelecidos pelo Cade, o que acabou gerando um impasse na negociação. A solução encontrada foi que o canal deve ser mantido e cumprir seus contratos de transmissão até o final.

Com isso, a Disney deve comprometer-se a manter a Fox Sports no ar até janeiro de 2022, sendo obrigatória a transmissão da Copa Libertadores da América no canal. Porém, o Cade aprovou que os direitos de transmissão sejam aproveitados nos outros canais da empresa, ou seja, a ESPN está liberada para transmitir a Libertadores.

Depois de cumprir os contratos de transmissão, a Disney poderá liberar a marca Fox Sports ao mercado, oferecendo-a para compra por outras empresas. Todos os profissionais da Fox Sports pertencem agora à Disney.

Com informações do UOL.

National Geographic cria fundo de emergência para reportagens sobre o coronavírus

A National Geographic criou um fundo de emergência para ajudar jornalistas do mundo inteiro na produção e reportagens sobre o coronavírus. A iniciativa priorizará comunidades carentes, principalmente em casos de falta e ausência de informações.

A ajuda financeira será de US$ 1 mil a US$ 8 mil. O fundo é destinado a escritores, fotógrafos, videomakers, jornalistas de áudio, cartógrafos, cineastas e especialistas em visualização de dados. Para se inscrever, é preciso enviar a pauta e todo o material em inglês, e é preciso ser maior de 18 anos. (Veja+)

Projeto Terra de Resistentes denuncia ataques a líderes ambientais na América Latina

O projeto Terra de Resistentes – criado em 2018 e que reúne cerca de 50 jornalistas – está cobrindo os ataques a líderes ambientais por toda a América Latina em meio à pandemia do novo coronavírus. Segundo dados, seis líderes foram assassinados desde que a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou o coronavírus como uma pandemia.

Com reportagens especiais, dados e análises, a iniciativa visa a dar mais visibilidade à violência que líderes ambientais sofrem na região, apontada como a mais hostil para ambientalistas segundo a ONU. O projeto conta com 50 jornalistas, fotógrafos, videógrafos e especialistas em dados de dez países diferentes. Fazem parte do projeto as entidades Centro Latinoamericano de Investigación Periodística (CLIP), Mongabay Latam, France 24 Español, Anfibia (Argentina), RunRun.es (Venezuela), Contra Corriente (Honduras), InfoAmazonia (Brasil), GK (Ecuador), Ocote (Guatemala), Convoca.pe (Peru), El Deber (Bolívia), Mexicanos contra la Corrupción y la Impunidad (México), El Espectador, El País de Cali, El Tiempo, Mutante, La Liga contra el Silencio, RCN Noticias, Verdad Abierta, e La Patria y La Silla Vacía (Colômbia)

Um dos diferenciais do projeto é sua base de dados inédita, fruto de muita investigação e reportagens. Nos 11 últimos anos, foram registrados cerca de 2.367 ataques contra líderes ambientais. Confira!

O coronavírus contribui para a cultura da colaboração?

Pedro Torres

Por Ceila Santos

Ceila Santos

Movida pela história de Pedro, da Gerdau, que traz o termo mindset pra contar sua jornada, comecei a refletir sobre as possibilidades de transformar a experiência do isolamento em matéria-prima para a cultura da colaboração. Todos estão vivendo na pele a resistência à mudança. Conhecendo os mínimos detalhes do seu modo de funcionamento. Será que os líderes estão atentos para o registro dessas experiências?

É ouro puro pra quem lidera a partir do desenvolvimento do grupo; afinal, quando teremos uma ebulição tão grande de mudança de hábitos? Trazer a atenção de cada profissional para o funcionamento das suas reações – daquilo que o incomoda, estressa, tensiona ou o agrada, atrai e entusiasma – é uma forma de contribuir para o autoconhecimento necessário que todo adulto necessita pra fazer junto.

Allan Kaplan, consultor de desenvolvimento humano e organizacional, compara nossos apegos às rotinas a um dependente de drogas. “Ficamos presos em campos que padronizam nosso modo de ser e muito pouco do que é novo tem permissão para entrar”.

Kaplan afirma que nossa experiência é mais poderosa que nossa imaginação. Isso significa que, mesmo que você deseje, queira e mentalize mudar, se não houver disciplina para a mudança a experiência será mais forte que o pensamento.

Para sustentar a disciplina da mudança, nada melhor do que ter clareza de onde estamos diante da distância do lugar a que queremos ir. Tomar consciência dessas sutilezas do dia a dia é um presente pra quem deseja se desenvolver rumo ao novo. Não dá pra mudar mindset se não houver clareza de como você funciona.

Possibilidades

Orientar a equipe para que haja essa atenção focada em si: aproveite a mudança pra conhecer como você funciona! Uma das técnicas é anotar no caderninho os sentimentos do dia e o processo que o levou a sentir raiva ou tensão. Ou seja, ligar seu modo de reagir ao evento, que te incita à raiva ou à tentação.

Outro caminho é trazer essa atenção para o começo e final de cada reunião. Em toda pauta – seja operacional, estratégica ou happy-hour –, ter uma palavra de como está se sentindo no check-in e no check-out da reunião. Detalhe: todos participam, mesmo que seja com o silêncio. É importante dar tempo àquele que não consegue identificar uma palavra para classificar seu sentimento, pois a correria nos deixa sem fôlego pra perceber o coração.

Líderes que já têm essa prática de cuidar do sentir do grupo no cotidiano podem aproveitar para conversar sobre os mapas que o teste coronavírus proporciona a quem está habituado a partilhar seu modo de funcionamento. Há muitos nomes e jeitos para propiciar um ambiente seguro que motive a partilha verdadeira de cada indivíduo; a dica principal, no entanto, é o interesse verdadeiro pela história do outro. O ideal é oferecer o maravilhamento da escuta, mas ter o interesse já é um começo.

Além de nós

Ouvir a experiência de Pedro pela primeira vez, sem nunca o ter visto e distante da cobertura das indústrias onde ele se moldou, tocou a jornalista que vive em mim porque reconheci padrões fortes de comportamento oriundos dos significados de ser jornalista.

Eu já vinha acendendo a figura desse personagem desde a conversa com Leandro Modé, que tem a mesma idade minha e trouxe uma imagem arquetípica para sintetizar a transformação do jornalista em Corporativo, que despertou minha vontade de pesquisar a linha histórica da imprensa brasileira.

Quando conheci os 20 anos de trilha corporativa de Nelson Silveira, que representa uma geração acima que eu e Leandro, estava imbuída dos três séculos da nossa história, mas sem perceber o peso da influência tecnológica no modo que agimos e a predominância da jornalista na minha linguagem. Nelson, com sua capacidade de análise sobre as mídias, deixou uma pergunta dentro de mim: O jornalismo continua movido pelas invenções tecnológicas?

Quando encontrei Pedro, então, tinha ampliado minha linha de pesquisa até a invenção de Gutemberg e reconhecido o primeiro padrão histórico: jornais fundados em 1850; revistas e TVs, em 1950, o que virá, então, em 2050, quando a invenção da prensa completará seis séculos?

Assim, surgiu a pergunta que me levou, de novo, para o desafio da metamorfose e do autoconhecimento: Quando lê o termo mindset e pensa no profissional de comunicação, você lembra do jornalista? Quem é o ser de comunicação, hoje, pra você? Eis, o desafio que vai além de nós.

Não podemos controlar ou prever a evolução dos padrões que se desenvolvem na linha narrativa da comunicação – é verdade, eles são vivos –, mas podemos nos tornar responsáveis por aquilo que trazemos para eles. Isso também é colaboração!

Por isso, finalizo essa conversa com algumas perguntas pra você iluminar na sua vida: O quanto ser jornalista culmina o ápice da sua biografia? Já olhou para a sua vida a partir deste personagem e reconheceu a estrutura do que aprendeu e deixou de aprender pelo foco desta atuação? Responda para si e aja consciente da parte que lhe cabe para o novo surgir além de nós.


Pedro Torres

Pedro Torres Pinto
Gerdau
Líder:
Cidadão
Insight:
Sensibilidade e abertura para escuta.
Filosofia:  Somos todos líderes e estarmos abertos sempre a aprender, desaprender, reaprender.
Referência:
 Barack Obama

Tempo da Jornada
Jornalismo: não atuou em redações
RP: 4 anos
Destaque: P6 Comunicação
Corporativo: 14 anos
Destaque: Fibria, Suzano e BFR

Formação: Comunicação Social – Jornalismo.

Mineiro da capital, Pedro também se considera capixaba porque foi onde cresceu e se formou em Comunicação Social. Começou a rever suas expectativas durante a faculdade, quando percebeu que o sonho de atuar na redação não era realidade. Aceitou o estágio para atender à Petrobras como assessor de imprensa e, a partir dali, aprendeu a relacionar as habilidades do jornalista com as demandas corporativas.

Sua trajetória conta a evolução da própria área, que, apesar de ter uma associação desde os anos 1970, ganha relevância a partir da geração de profissionais do novo milênio como Pedro. “Observar a crise da imprensa desde quando sai da faculdade contribuiu pra eu reconhecer a mudança de mindset do jornalista para o comunicador”. Ele reconhece que quem sonhou com jornalismo tem uma estrutura de texto em si, mas uma boa equipe é aquela que reúne a tríade do nosso inconsciente (Jornalista + RP + Corporativo), o Marketing e outras áreas pra ser chamada de multidisciplinar.

Seu olhar para a desigualdade social e a diversidade do Brasil ganhou luz a partir da experiência no setor de papel e celulose,  dentro de Fibria e Suzano. Quase uma década. Desse período, destaca seu aprendizado de colocar a sustentabilidade na prática, ao lado de Marcelo Castelli e Luciano Penido (Fibria), que lhe ensinaram a reconhecer essa força como eixo central dos negócios. Resultado: aprendeu o papel das organizações no desenvolvimento social, ganhou seis prêmios da Aberje e foi finalista em duas ocasiões da Fundacom.

Virou pai de gêmeos, Larissa e Vinícius, há cinco anos, e veio para São Paulo movido pelo planejamento de carreira, onde encontrou o propósito da Gerdau, que estava em busca de um perfil conciliador e colaborativo. Encaixou. Faz 11 meses que Pedro lidera uma equipe sem chefe nem hierarquia.

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