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Joice Hasselmann demite 62 funcionários da Secretaria de Comunicação da Câmara dos Deputados

A deputada Joice Hasselmann (PSL) demitiu em 24/7 62 funcionários terceirizados da Secretaria de Comunicação da Câmara dos Deputados. O corte representa mais de 20% da equipe, formada por 289 pessoas dos setores Técnico e de Jornalismo, divididas nos veículos comandados pelo órgão (TV e Rádio Câmara, Voz do Brasil, redes sociais, Secretaria de Participação, Interação e Mídias Digitais, portal, eventos, visitas guiadas, plenário e comissões). Na lista, 38 profissionais da área técnica da TV e da Rádio, e 14 jornalistas, distribuídos entre as funções de produção, direção e edição de imagens, muitos deles com anos de trabalho na Secom − todos contratados pela empresa Plansul.

Hasselmann disse que a Secretaria precisa de uma reformulação e que vai mudar toda a programação. Ela declarou que, “em função da pandemia e da redução de conteúdo da rádio e da TV Câmara, pedi readequação dos contratos pelo bom zelo do dinheiro público. Essa demanda de redução da conta dos veículos de comunicação da Casa estava parada na Secretaria de Comunicação há mais de um ano. É preciso responsabilidade com cada centavo do dinheiro do contribuinte”.

A medida teve repercussão não só pela dispensa em plena pandemia, mas também porque informou-se que a lista incluía intérpretes de libras da TV Câmara. O fato fez com que Joice publicasse no Twitter a manutenção desses profissionais.

Ivan Martinez-Vargas deixa a Folha e começa na Infoglobo

Ivan Martinez-Vargas / Crédito: Octavio Valle

Ivan Martínez-Vargas deixou em 24/7 a Folha de S.Paulo, onde estava desde 2016, no último ano e meio no caderno de Mercado, cobrindo infraestrutura, aviação e litígios. Na próxima segunda-feira (3/8) ele começa como repórter de O Globo e Época em São Paulo, cobrindo as mesmas áreas e eventualmente política, na equipe liderada por Letícia Sander e Renato Andrade.

Na Folha, Ivan foi repórter de Mercado Aberto, coluna editada pela então diretora de redação Maria Cristina Frias, de 2017 até o final do espaço, em março de 2019. Também passou pela coluna Painel S.A. e pela homepage. Esteve ainda na TV Record e no Estadão.

Orbis Media Review – Além do novo trabalho, na área acadêmica Ivan assumiu agora em julho a função de pesquisador associado do think thank Orbis Media Review, da ISE Business School, sob a batuta de Carlos Alberto Di Franco e Ana Brambilla.

Nos próximos meses, ele vai desenvolver um estudo sobre modelos de negócios de startups no jornalismo brasileiro. Empresas interessadas em participar da pesquisa podem contatá-lo pelo e-mail [email protected].

Ivan foi bolsista do tradicional Máster em Jornalismo da ISE, em 2018. É mestre em Relações Internacionais pela Universidade Autônoma de Barcelona (UAB), onde foi bolsista da Fundação Escola de Sociologia e Política.

Em tempos de pandemia e racismo

Por Ubirajara Júnior

A morte do negro George Floyd nos Estados Unidos detonou mais uma bomba de protesto naquele país, cujos estilhaços alcançaram vários países. O assassinato, cometido por um branco, foi mais um de uma vasta coleção da Polícia norte-americana. Diversas mortes desencadearam movimentos sociais que transbordaram para diversos Estados, mas Floyd foi o primeiro, que me lembre, a reverberar em outros idiomas com o mesmo leiaute.

Racismo é uma coisa execrável em qualquer sociedade humana. Todavia, a mim parece que a questão, como num caleidoscópio, tem nuances, coloridos e formatos variáveis. Portanto, não pode nem deve ser vista e discutida com um único diapasão. Na minha visão, por exemplo, a questão do racismo deve ser encabeçada pelos brancos que são devedores e não credores de uma fatura em aberto.

Os ecos dos apelos de Floyd antes de morrer chegaram até nós, mas esvaeceram céleres porque o momento político tinha outros interesses e já existia a pandemia.

Retido por mais tempo dentro de casa em função da Covid-19 deparei-me com memórias já bem descoloridas pelo tempo, mas significativas neste momento. Algumas tiveram como espaço redações por onde passei.

Por exemplo. Em meados dos anos 70 do milênio passado, quando cheguei ao mercado a presença de negros nas redações de São Paulo era praticamente nula. Apenas os dedos de uma das mãos eram suficientes para fazer a contagem. Hoje, acho que já dá para usar as duas.

Para meu gáudio, quando fui encaminhado pelo saudoso José Louzeiro ao Adilson Laranjeiras, um dos chefes de Reportagem da Agência Folhas, este defendia a tese de que a Folha devia contratar jornalistas negros. Com o passar dos primeiros meses percebi que não fora fácil quebrar a resistência de muitos na casa, ainda mais num momento em que a presença dos diplomados era rigidamente rejeitada pelos veteranos, forjados pelas aldravas das redações.

Poucos anos depois, vencidas várias investidas racistas, fui cumprir uma pauta na então Emurb, empresa municipal que cuidava do urbanismo paulistano. À medida que os repórteres chegavam para uma coletiva eram acomodados num grande sofá na sala de espera.

Quando já éramos quase 20 pessoas, a secretária do diretor chamou pela copeira, uma negra com mais ou menos uns 40 anos, e pediu que servisse café para os jornalistas.

Com um carrinho de copa, a mulher começou a servir as pessoas que estavam sentadas no sofá. Depois de servir o colega que estava à minha direita passou por mim e serviu o seguinte. Percebendo o fato, a secretária interveio.

− Dona Cláudia, a senhora esqueceu-se de servir o Bira.

− A senhora disse que era para servir os jornalistas − retrucou.

− Está certo, mas ele também é jornalista.

A copeira não se alegrou com a informação. Afinal, ali estava um negro que conseguira atravessar a borrasca e seria tratado com a mesma reverência. Ao contrário, fechou o semblante e me serviu sem me levantar os olhos.

De todos os gestos de racismo que sofri esse foi o único que me feriu. Não porque foi um golpe desferido por alguém da mesma cor, mas porque lançado por uma pessoa cuja falta de instrução e formação incorporou e assimilou a mensagem de inferioridade e incapacidade apresentada aos negros desde há muitos séculos, como se fora uma sina a ser aceita sem discussão.

A meu ver, esse axioma é que deveria ser o fulcro das diversas entidades que defendem a causa negra no País. Esclarecer os negros informá-los, prepará-los, educá-los deveria, creio, ser o principal item de suas cartilhas de ação. Mas, infelizmente, outras questões são prioritárias, até porque transitar pela periferia é cansativo e empoeira muito os sapatos.

Ubirajara Júnior

A história desta semana é uma colaboração de Ubirajara Júnior, que teve passagens por Folha de S.Paulo, Diário Popular, TV Globo, TV Gazeta, SBT, Rádio Gazeta, Autolatina, Radiobras (Brasília), Secretaria Estadual de Esporte e Turismo (S. Paulo), Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Jornal da Ciência (SBPC) e Agência Espacial Brasileira (AEB). Diz que depois de 41 anos de atividade resolveu cuidar só da própria vida e se aposentou.


Tem alguma história de redação interessante para contar? Mande para [email protected].

STJ determina retorno de Arimateia Azevedo à prisão domiciliar

O Superior Tribunal de Justiça concedeu em 24/7 liminar para que o jornalista Arimateia Azevedo, criador e diretor do Portal AZ, retorne à prisão domiciliar.

A medida revogou a decisão da última quarta-feira (22), do Tribunal de Justiça do Piauí, que determinou que ele fosse encaminhado a um presídio e ainda “o afastamento da direção e de qualquer participação – administrativa, jornalística, ou qualquer outra”, do jornalista, de qualquer veículo de imprensa, incluindo o de propriedade do comunicador.

Ele é investigado por suspeita de extorsão, segundo a Polícia Civil do Piauí, e está preso preventivamente desde 12 de junho. O motivo seria um possível acerto com o cirurgião plástico Alexandre Andrade, para que o Arimateia não publicasse notícias sobre um caso de erro médico que quase resultou na morte de uma paciente.

Segundo a defesa de Arimateia, a acusação apoia-se exclusivamente na palavra do médico, que teria procurado o jornalista para evitar publicações que mostravam o caso. Insiste ainda que há ausência de justa causa para a ação penal e para a prisão preventiva, decretada sob a alegação de risco para a ordem pública. Os advogados entendem que o caso também causa perplexidade porque se trata de prisão preventiva de um jornalista conhecido, sem antecedentes criminais e com endereço fixo.

Grupo Diário pede à PF apuração em caso de atentado contra apresentador Alex Braga

Agressores chegaram a roubar objetos do interior do veículo do apresentador Alex Braga

Em resposta ao ataque sofrido na última quinta-feira (23/7) pelo jornalista Alex Braga, apresentador do programa Amazonas Diário (Record News AM), o Grupo Diário de Comunicação encaminhou documento ao Ministério da Justiça solicitando que a Polícia Federal assuma as investigações sobre o crime.

O documento, encaminhado ao ministro da Justiça e da Segurança Pública André Mendonça, relata a agressão e ameaças sofridas pelo jornalista, explicando ainda o risco de deixar as investigações sob responsabilidade das Forças de Segurança do Estado do Amazonas.

Alex Braga

Braga, que vem fazendo em seu programa uma série de denúncias sobre fraudes em contratos envolvendo diversas secretarias do Governo do Amazonas, em especial a de Saúde, sofreu uma emboscada que iniciou com uma colisão proposital na traseira de seu veículo, por volta das 21h15, na Avenida Djalma Batista, em Manaus. Ao sair do veículo, foi agredido por dois homens que o intimidaram e mostraram as armas na cintura. Um segundo veículo também participou da ação, e deu cobertura aos agressores.

“Quando vinha aqui (pela via), veio outro (homem) por de trás de mim e me deu um murro”, recorda do jornalista. Eu fui para cima dele para me defender. Ele pensou que eu ia revidar e me intimidou, dizendo: ‘Ei, ei, não reage, se não vou te matar’, relatou o apresentador. “Tu tá devendo pra muita gente e tá falando demais no teu programa”, ameaçou um dos agressores.

Na solicitação enviada ao governo, o GDC alerta sobre a pressão que vem recebendo do governo estadual pela cobertura dos casos de escândalo, que levaram inclusive a um pedido de impeachment do governador (e jornalista) Wilson Lima.

“Registramos que tais veículos enfrentam forte pressão do Executivo Estadual após ampla cobertura jornalística de série de denúncias”. E continua: “Pelo exposto, solicita a Vossa Excelência seja determinada a apuração desta nefasta tentativa de tolher a liberdade de imprensa e do direito básico da sociedade de ser informada, pela Polícia Federal, não apenas por agressão a um dos mais expressivos pilares da democracia, fixado na Constituição Federal, mas, também, pelo justificável temor do Grupo de Comunicação requerente, de que, nas circunstâncias, o aparato policial do Estado não dê a devida atenção ao caso”.

Diversas entidades, entre elas ANJ, Abraji, Abratel, Fenaj e Sindicato dos Jornalistas do Amazonas emitiram notas repudiando o ataque e cobrando uma resposta das autoridades.

Morre Armando Gomes, aos 77 anos

Morreu em 26/7 o apresentador e cronista Armando Gomes, aos 77 anos. Ele enfrentava um câncer. Seu último trabalho foi como apresentador programa Esporte por Esporte, da TV Santa Cecília, em Santos.

Nascido nessa cidade paulista, Armando iniciou a carreira no programa Resenha Esportiva, da Rádio Clube, onde cobria o dia-a-dia do Santos Futebol Clube. Passou por diversas rádios locais, até chegar à Rádio Gazeta de São Paulo. Foi convidado a participar do programa Futebol é com 11, precursor do que é hoje o Mesa Redonda Futebol Debate. Em 1983, voltou a Santos, contratado pela rádio A Tribuna AM. Quatro anos depois, foi para a extinta TV Litoral, onde apresentou o primeiro programa esportivo exclusivo para a Baixada Santista.

Em 1993, criou o programa Esporte por esporte, em que permaneceu até agora. A sala de imprensa do Estádio Urbano Caldeira (Vila Belmiro) leva o nome de Armando, em homenagem à sua carreira, sempre dedicada a cobrir o dia a dia do Santos FC.  

Webinar do Poder360 em 28/7 discute liberdade de expressão

O Poder360 e o Observatório de Liberdade de Imprensa do Conselho Federal da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) realizam na próxima terça-feira (28/7), às 11h, um webinar para debater a liberdade de expressão no canal do YouTube do Poder360.

O evento terá a participação do ministro Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF). Também participam Pierpaolo Cruz Bottini, advogado integrante do Observatório de Liberdade de Imprensa do Conselho Federal da OAB; Eugênio Bucci, professor da USP; Mônica Bergamo, jornalista da Folha de S.Paulo; e Fernando Rodrigues, diretor de Redação do Poder360.

Jornalistas contam as dificuldades de produzir imagens durante a pandemia

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) entrevistou cinco jornalistas de Rio de Janeiro, Manaus e São Paulo sobre a captura de imagens durante a pandemia, algo que mexeu com ética, segurança e conduta dos fotojornalistas. Os profissionais precisam ter disciplina rígida para evitar contaminação, e, ao mesmo tempo, respeitar a privacidade e direitos dos pacientes atingidos pela Covid-19.

Os entrevistados foram Mauro Pimentel, fotógrafo da Agência France-Presse; Alexandro Pereira, cinegrafista da Rede Amazônica, afiliada da Rede Globo; Matheus Guimarães, fotógrafo e cinegrafista do portal Voz das Comunidades, Naná Prudêncio, fundadora da Zalika Produções; e Eduardo Anizelli, fotógrafo da Folhapress.

Os entrevistados falaram sobre fotos tiradas de hospitais de campanha, UTIs, agentes desinfectando vias, ruas vazias, aglomerações, vidas e mortes. Como se arriscaram para levar informações sobre a pandemia e mostrar a situação da doença em lugares de pouca visibilidade, destacam a necessidade de avaliar muito bem a pauta, priorizando a saúde e seguindo as recomendações de higiene; além de analisar a relevância e o respeito às fontes, pois, ao mesmo tempo em que é importante que as pessoas saibam o que está acontecendo na região onde moram, é preciso respeitar o luto e a privacidade das vítimas e familiares, e sempre pedir autorização para divulgação.

Confira a reportagem na íntegra.

Coronavírus aumentou desigualdade de gênero nas redações, diz FIJ

A Federação Internacional de Jornalistas (FIJ) fez uma pesquisa sobre as condições de trabalho de mulheres jornalistas em meio à pandemia. Os resultados indicam que mais da metade das entrevistadas não consegue conciliar vida profissional e pessoal (62%); também quase metade teve consequências severas em suas responsabilidades profissionais (46%); e cerca de 27% tiveram alterações no salário.

A FIJ entrevistou 558 mulheres jornalistas, em 52 países, de 19 a 30 de junho. Os dados revelam também que aproximadamente 75% das participantes declararam aumento de estresse por causa de múltiplas tarefas; quase 70% afirmaram que os níveis de assédio e intimidação não mudaram durante a pandemia; mais da metade teve a saúde mental afetada e problemas com insônia; e apenas quatro de cada dez receberam equipamento de proteção de suas empresas.

As entrevistadas enumeraram alguns motivos para o aumento de estresse: trabalho em isolamento, assédio dos chefes, cuidado da família e da educação domiciliar, tensões domésticas, aumento da carga de trabalho e habituais ajustes de prazo, longas jornadas de trabalho, impacto psicológico da cobertura da Covid-19 e temor de perder o emprego. Em geral, elas concordam que a melhor forma de resolver a desigualdade de gênero é promover mais financiamento, melhores salários e mais oportunidades de ascensão profissional.

Maria Angeles Samperio, presidente do Conselho de Gênero da FIJ, declarou que “os meios de comunicação e os sindicatos devem fazer muito mais para abordar as desigualdades de gênero e ter em conta a conciliação da vida laboral e privada nestes tempos turbulentos. Devem escutar os pedidos das mulheres que têm sido profundamente afetadas pelo estresse durante a Covid-19 e responder a elas. É hora de estabelecer políticas adequadas de teletrabalho, garantir o apoio às mulheres em suas tarefas familiares e proporcionar-lhes um trabalho decente e com igualdade de remuneração”.

Retaliação ou reestruturação? Caso Ellen Ferreira ganha destaque nacional

Ellen Ferreira apresentou o Jornal Nacional em outubro de 2019

Ganhou grande repercussão nacional o caso da demissão da apresentadora Ellen Ferreira, pela Globo em Roraima. Desligada da emissora na manhã dessa quinta-feira (23/7), depois de um período afastada por ter contraído o novo coronavírus, ela justificou a decisão da emissora como sendo uma retaliação por ter acusado um de seus diretores por assédio.

Em entrevista à coluna de Leo Dias, no Metrópoles, Ellen, que entrou no rodízio de apresentadores do Jornal Nacional em outubro do ano passado, durante as comemorações de 50 anos do programa, fez duras críticas ao jornalista Edison Castro, acusado por ela de ser “homofóbico, racista e gordofóbico”.

Em nota, o Grupo Rede Amazônica, que atua nos estados de Roraima, Rondônia, Amapá, Acre e Amazonas, afirmou que a demissão é fruto de um longo processo de reestruturação pelo qual vem passando, e que neste momento teria chegado à sede roraimense.

Vale destacar que Castro foi demitido no final de junho, após um grupo de funcionários da emissora montar um dossiê com diversas denúncias de assédio, que foi enviado ao Sindicato dos Jornalistas do Estado.

Mesmo assim, Ellen acredita que a influência dele foi mantida e, por isso, ela acabou sendo demitida. Ela alega ainda que, durante as denúncias, sem receber apoio de outros chefes dentro da Rede Amazônica, enviou um e-mail a Ali Kamel, diretor de Jornalismo da Rede Globo, relatando tudo o que acontecia. Ela acredita que isso também ajudou a fazer com que seu nome ficasse cotado para demissão.

Após as denúncias, a direção nacional da Globo pediu esclarecimentos a Rede Amazônica sobre o caso. Em nota a emissora destacou que, apesar de seguirem os mesmos princípios editoriais, as afiliadas são independentes.

Confira à seguir a íntegra da nota do Grupo Rede Amazônica e o relato enviado por Ellen Ferreira a Ali Kamel:

Nota oficial

O Grupo Rede Amazônica atua na Região Norte, nos estados de Roraima, Rondônia, Amapá, Acre e Amazonas, há quase meio século, contando a história, a política, a cultura e a economia do povo amazônida para o Brasil e para o mundo.

Nos últimos três anos, a disrupção do setor de comunicação tem obrigado o Grupo a promover a devida readequação dos processos internos, dentre eles o ajuste no quadro de pessoal em todas as suas filiais. O redesenho está permitindo que o grupo se ajuste as necessidades para superação dos novos desafios do mercado, garantindo a sua consolidação sem comprometer os princípios que balizam a essência da Rede, consolidados no Código de Ética e Conduta do Grupo.

A reestruturação de pessoal tem sido realizada em todos os Estados de atuação do Grupo, tendo chegado neste momento ao Estado de Roraima, sendo este, o único motivo que levou à readequação do quadro de pessoal no Estado.

E-mail

“Essa mensagem é um desabafo. Apenas um breve relato do que a praça de Roraima tem vivido.  Eu ainda estou de luto em família. Estamos no limite com a situação de coronavírus e estamos trabalhando com muita garra diante de um fade grande, no meu caso de 1h20 minutos.

Com tantas coisas acontecendo, o Edison, chefe de Roraima, ameaça, cria briga entre funcionários, deturpa as coisas e situações e estamos exaustos de tanta pressão psicológica.  Ele repete que vai me demitir (também ameaça a outras pessoas ) e, no meu plantão de sábado passado, repetiu todo tempo que ia me demitir e que minha situação ‘estava complicada ‘. Não sou de faltar, cumpro minhas obrigações, produzo, apresento, faço reportagens, e nunca me vi como agora com pavor e mandando mensagens de ajuda. E me sinto sozinha e oprimida.

Se ouvissem os funcionários, mas não nos ouvem, estamos no limite. Reforço que estamos dando o nosso máximo na cobertura jornalística. Mas viver com medo e sensação de que vamos perder emprego é algo sufocante e ruim.

Ele faz fofocas, intrigas, joga um contra o outro. Estou esgotada.  Quando ele chegou a Roraima, pensávamos que seria uma nova era e estamos frustrados com tanta humilhação. Comigo fez uma fofoca e sou a bola da vez, onde me trata um dia bem, outro não, vira a cara e faz ameaças. Para os chefes maiores, é o cara, lúcido, visionário e persuasivo. Pra nós, meros funcionários, perseguidor e eu estou à base de remédios.

De fato, ele entende de TV. Mas com as pessoas tem criado clima insustentável e não podemos falar, fazer nada, porque somos oprimidos. Ele afirma às pessoas: ‘A empresa tá do meu lado’, e a gente engole seco.  Quando me deu aumento de 500 reais, fiquei feliz demais, mas repetidas vezes jogou na minha cara o aumento e pensei em ir no RH pra voltar meu salário antigo.

Ele reverte tudo. Ele faz uma artimanha de humilhar, bater na pessoa e, no dia seguinte da flores, elogiar. Isso é desgastante. Doentio. É acusado de assédio sexual também, a moça levou pro RH de Manaus, mas acabou desistindo por medo dele. E eu só quero trabalhar em paz, sem pressão e humilhação, assim como os funcionários desta emissora que vivem com medo.

Na quinta feira, durante uma entrevista pela internet, ele que cria situações pra me desestabilizar no JRR1 , mandou eu repetir sobrenome do entrevistado que eu tinha dito certo. Pois ele atrapalhou duas vezes a minha entrevista indo ao estúdio dizer que quem manda é ele.

Eu apresentei por 1h20 querendo chorar. Angustiada e pedindo força pra Deus. Quem vê, não mexe porque ele disse que a empresa está do lado dele. Por fim, pedi ajuda de Manaus, daqui de Roraima e só me sugeriram demissão. E segunda-feira eu terei a resposta. Jamais imaginei enfrentar tudo isso e me sentir só mesmo sabendo que não sou errada e estou sendo assediada mas não tenho voz . Estou em pânico. Não sei mais o que fazer. Obrigada”.

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