Josué Suzuki, diretor de Rádios e Mídias Digitais do Grupo EP (ex-EPTV, que atua no interior de São Paulo e Sul de Minas), informou ao mercado que deixará a empresa em outubro, após 12 anos de casa, completados agora em agosto.
Pelas rádios, coordenava as CBNs Ribeirão Preto, Araraquara e São Carlos, esta inaugurada em dezembro de 2019, a mais nova do grupo. Pelas mídias digitais, era responsável por ACidade ON, rede de portais hiperlocais em Ribeirão Preto, Araraquara, São Carlos e Campinas.
“Aliás, estamos lançando em agosto mais um portal, ACidade ON Circuito das Águas, o primeiro no modelo de afiliadas”, informa Josué. “Também lançamos este ano, pelo ACidade ON, o projeto de verticais de nichos pela Home + (acidadeon.com)”.
Segundo ele, outros diretores do grupo vão acumular suas funções: “Estou em transição e fico no grupo até outubro. Depois, pronto para novos desafios”.
Estreou em junho no YouTube o programa MídiaMundo, que traz discussões sobre a grande quantidade de informações que circulam na sociedade contemporânea. Apresentado por Maria Cristina Poli(ex-TV Cultura, Globo e Band) e Alexandre Sayad (Futura), MídiaMundo aborda assuntos como tecnologia e comunicação, hiperinformação, educação midiática, fake news, hiperconectividade e cultura digital. A direção é de Luciano Cury (ex-Academia de Filmes, Bandeirantes e canal Arte1).
O programa, que vai ao ar toda segunda-feira, às 10h, no canal do YouTube do MídiaMundo, dura cerca de quatro minutos e tem participações especiais de jornalistas, educadores, políticos, analistas e especialistas. A primeira temporada do projeto terá 24 episódios.
O episódio de 3/8, sobre Fontes: onde nasce a notícia, contou com a participação de Sônia Racy (O Estado de S. Paulo), Leão Serva (diretor de Jornalismo da TV Cultura) e Valmir Salaro (TV Globo). Confira!
Alessandra Ber é a nova gerente executiva de Relações com a Imprensa da TIM. Chega com mais de 20 anos de experiência em comunicação corporativa, com passagens por Santander, McDonald’s e, mais recentemente, Via Varejo. Tem especialização em marketing e governança corporativa. Ela comenta as novas funções: “Queremos ser mais proativos, explorando para o público externo assuntos como employer branding e diversidade, além dos temas relacionados a telecom”.
Alessandra e sua equipe estão sob o comando de Mário Girasole, VP de Regulatório, Institucional e Relações com a Imprensa. Na sede da TIM, no Rio, ela conta com Kaliandra Sá, Débora Proença, Juliana Isidoro e Caroline Pimentel. Nas regionais, estão Roberta Câmara e Fernanda Veiga (Norte e Nordeste), Sheyla Modesto (São Paulo), Rafael Guimarães (Centro-oeste) e Silvia Bica (Sul).
Com Alessandra, chega também nova agência de comunicação da operadora. Depois de seis anos respondendo por mensuração de dados de imprensa e consultoria para a TIM, a MassMedia conquistou a conta e vai responder pelo trabalho de assessoria de imprensa e relações públicas da empresa. Serão dez profissionais dela no atendimento, distribuídos entre São Paulo, Rio, Brasília e Belo Horizonte. No Sul, terá como parceira a Zigg Comunicação e, no interior de São Paulo, a ComTexto.
A CNN Brasil está em negociações avançadas com grupos de mídia para lançar uma rádio de notícias em FM. A informação é do colunista do UOL Ricardo Feltrin. Esse pode ser o primeiro projeto em rádio da marca CNN.
Segundo Feltrin apurou, a rádio terá participação de toda a equipe da emissora de TV, incluindo repórteres e comentaristas, além de contratados exclusivos. Já estariam garantidos na futura FM nomes como William Waack, Monalisa Perrone, Daniela Lima, Evaristo Costa, Rafael Colombo, Mari Palma, Leandro Karnal, Alexandre Garcia, Gabriela Prioli, Sidney Resende, Thais Herédia, além dos jornalistas políticos e de economia de Brasília e Rio de Janeiro.
Ele garante que a nova rádio terá programas exclusivos, mas que deve aproveitar o conteúdo veiculado em outras plataformas. Boletins diários exibidos na TV devem ser reproduzidos noa rádio. Alguns programas, como o Grande Debate, podem ter transmissão simultânea.
Procurada por Feltrin, a CNN Brasil emitiu a seguinte nota:
“Estudamos todas as possibilidades de novos negócios de mídia porque desenvolve um projeto de comunicação sólido, estável e de longo prazo no Brasil. Consideramos essas iniciativas como naturais resultados da operação bem-sucedida do lançamento da CNN no País, tanto no alcance de audiência do seu público-alvo como com os anunciantes, apesar de ter apenas cinco meses de existência, contra concorrentes com décadas de atuação no mercado”.
Em 1987, quando Dino Magnoni me resgatou e me levou para Bauru, e Eduardo Nasralla acreditou nele e me contratou, o Diário de Bauru ficava na rua Azarias Leite, em frente à polícia, ao lado da Câmara, vizinho do Pão de Queijo (na esquina com a Rodrigues Alves), a meia quadra da Pizzaria Vila Rica, a umas três quadras do Molina (onde comíamos aquele poderoso marmitex), e bem perto de bares subindo a rua, descendo, bares para qualquer lado que você fosse. O prédio do jornal era mal ajambrado, o estacionamento ficava no meio de dois blocos antigos, sendo à direita, como quem subisse até a Bandeirantes, o administrativo, o comercial e, acreditem, as instalações quentes e abafadas da linotipo. Já a redação (com Carlos Torrente, Erlinton Goulart, Heliana De Souza DeWeese, João Willian Ranazzi, Maria America Ferreira, e depois ainda com o Japonês, o Aceituno Junior e o Eder Azevedo) e aqueles banheiros velhos (que a Dona Ana Camargo odiava limpar) ocupavam umas salas à esquerda, como quem descesse na direção da Rodrigues.
Numa dessas salas ficava o Milton Bill Oliveira, o Bill e sua enorme prancha de diagramação, o Bill e seu enorme talento. Foi lá que o conheci. Eu entrava na sala à tardezinha para ver quantas laudas seriam necessárias para encher a página (cálculo em paicas, claro).
Um dia, saí para cobrir um acidente. Um caminhão de bebidas havia tombado na área urbana, atrapalhando o trânsito. Apenas isso. Ninguém ferido. Só as garrafas de cerveja esparramadas no meio da rua. “Caiu o anúncio”, me disse o Bill. “Você vai ter que escrever sete laudas”. Se não me engano, traduzindo para os padrões atuais, isso dá mais ou menos dez ou onze mil caracteres.
Ficamos amigos, depois eu saí de Bauru, voltei dois anos mais tarde, acabamos nos tornando ainda mais íntimos, viajávamos juntos, bebíamos juntos. Fizemos vários projetos juntos, o Bill sempre com suas ideias diferentonas!, às vezes tão sonhador!, às vezes tão amargurado por não poder levá-las adiante em razão da quadradice alheia!
Hoje (24/7), quando João Pedro Feza e Gilmar Dias me avisaram sobre a morte dele, em vez de rememorar todos os trabalhos e todos os encontros de uma época em que os encontros, apesar dos desencontros, pareciam ser uma coisa mais simples, em vez disso, uma pergunta badalou aqui dentro: como a gente pode se afastar de amigos tão queridos? O Bill e eu fomos amigos de verdade, e mesmo assim talvez eu não o visse há mais de uma década.
Foi essa coisa obscura e dolorosa que se alojou em mim. Um desejo de estar mais triste pela morte dele do que pelo sentido impiedoso desse raciocínio, um sentimento de dívida com o Bill, de quem me afastei há mais de vinte anos e com quem não trocava palavra fazia dez anos ou mais. A dívida por não poder me sentir tão desolado, pois há tempos não tínhamos mais qualquer relação. Nem mesmo o recorte feliz de uma noite em que um amigo fotógrafo (que agora também me escapa à memória) registrou nossa amizade num dos bares da vida eu tenho mais. Tomando emprestado um versinho de Adoniran: Bill, eu perdi o seu retrato.
Nesta sexta-feira angustiante, vou diagramar este resto de dia com um copo, uma bebida e uma sincera saudade que não tem mais conserto, Bill.
Márcio ABC
A história desta semana é de Márcio ABC, ex-Diário de Bauru, O Imparcial, TV Globo/TV TEM e Rede Bom Dia de Jornais, entre outros, escritor, que hoje atua em comunicação corporativa.
Tem alguma história de redação interessante para contar? Mande para [email protected].
A repórter especial da Folha de S.Paulo Patrícia Campos Mello lançou em julho o livro A Máquina do Ódio: Notas de uma repórter sobre fake news e violência digital (Companhia das Letras). Baseada na cobertura que ela fez de três eleições presidenciais em Brasil, Estados Unidos e Índia, a obra trata sobre campanhas virtuais, manipulação de redes sociais, fake news e desinformação em geral.
O livro também aborda os diversos ataques direcionados a jornalistas como parte desse sistema de manipulação e campanhas digitais que espalham notícias falsas. A ideia de adicionar este tema ao livro surgiu após os ataques pessoais que sofreu de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro.
O lançamento do livro foi feito em live no canal do YouTube da Cia das Letras. Patrícia conversou com o doutor em sociologia Celso Rocha de Barros. A repórter da Folha também conversou com o Portal Imprensa sobre o livro. Confira!
Demitri Túlio, colunista de O Povo (CE), recebeu diversos ataques nas redes sociais por causa de um artigo com críticas à postura do Colégio Militar de Fortaleza, que planeja a retomada das aulas presenciais – o que vai contra a determinação do Estado – e que ordenou aos professores que não citem o coronavírus em provas. Vale lembrar que o artigo foi publicado em um espaço destinado à opinião de Demitri.
O colunista teve acesso a um documento denominado Orientações para a 2ª AE on-line, assinado pelo coronel Alfredo Ferreira Nunes, chefe da Seção Técnica de Ensino do colégio, onde estava escrito “para a 2ª AE, evitar formular questões relacionadas à Codiv-19”. Demitri também teve acesso a troca de e-mails, lives e mensagens de Whatsapp nas quais havia determinação dos gestores coronéis para evitar também usar nos canais de comunicação do colégio as hashtags #fiqueemcasa e #isolamentosocial.
Em entrevista ao Portal Imprensa, Demitri explicou que, “no artigo, eu opino e digo que o colégio tinha posturas negacionistas e está provado. Mostrei que foi feita uma consulta aos pais, se queriam que voltassem as aulas presenciais, porque o colégio tinha tentado por duas vezes voltar, quando o decreto do governo do Ceará proíbe”. Segundo a consulta, quase 70% dos pais são contrários à retomada das aulas.
O colunista e até o jornal O Povo estão recebendo ataques nas redes sociais por causa do artigo. Um dos pais puxou um abaixo-assinado dizendo que Demitri proferiu calúnias, injúrias, difamação. A foto do jornalista está no documento. Demitri disse que “nunca publiquei conteúdo falso. Estão retirando da comunidade o direito de discutir a Covid. A pandemia não acabou, o debate tem que estar presente”.
O presidente do Sindicato dos Jornalistas do Ceará (Sindjorce) Rafael Mesquita declarou que os ataques a Demitri são “tarefa coletiva de negar a realidade. (…) A onda de ódio que se espalhou pela internet e ataca a honra do jornalista Demitri Túlio ganhou inclusive petição online, e a gente está aqui para defender o jornalismo e o jornalista, para defender o direito de informar do Demitri. Nós confiamos no trabalho do jornalista Demitri Túlio, confiamos na apuração dele e de sua equipe”.
A Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) anunciou em 30/7 os vencedores do VIII Prêmio República, que visa a identificar e dar visibilidade à atuação dos membros do Ministério Público Federal. Na categoria Jornalismo, dividida em Rádio, Televisão, Web e Impresso, os vencedores foram, respectivamente, Rádio Senado, Record TV, Época e Correio Braziliense.
A Rádio Senado foi vencedora com a série Os Sonhos que não envelhecem, produzida por Rodrigo de Castro Resende e Cristiane Calixto Costa Melo, que conta histórias de alfabetização de cidadãos já adultos.
A reportagem A Escravidão no Século XXI, do Câmera Record (Record TV), ganhou o prêmio em Televisão. O trabalho, que denuncia a exploração em plantações de cacau, foi feito por Marcelo Magalhães Menezes, Adriana de Farias, Marcus Fabricio Moraes Reis, Gilson FredySouza de Oliveira, Caio Roberto Pedroso Laronga, Diego William Molina Martins, Rafael Ramos, Gustavo Marcelo Costa, Mateus Bueno Munin, Pablo Toledo Florentino da Silva, Renan Larangeira e Renata Garofano.
Já em Web, a revista Época venceu com a reportagem Sagrado Perseguido, produzida por Juliana Dal Piva, Nicollas Witzel e Cíntia Cruz, que reúne casos de perseguição a praticantes de religiões africanas entre 1890 e 1942, período em que vigorou uma lei no Brasil que proibia professar uma fé que não fosse a católica.
E em Impresso, levou o prêmio a série de reportagens O pomar do Pros, do Correio Braziliense. O trabalho, de Alexandre de Paula Souza e Silva e Ana Louise Nunes Viriato, denuncia irregularidades na prestação de contas do partido Pros nas últimas eleições à Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF).
A National Geographic fornece apoio a projetos jornalísticos que contam histórias de florestas tropicais e apresentem soluções para resolver problemas ambientais nesses ecossistemas. A iniciativa prioriza projetos de jornalistas de regiões relevantes, como bacia do rio Amazonas, bacia do rio Congo e florestas tropicais no sudeste da Ásia. As inscrições vão até 21 de outubro.
Podem inscrever-se jornalistas, contadores de histórias, influenciadores digitais e criadores de conteúdo nos formatos foto, filme, texto, mapas, dados, entre outros. Os candidatos aprovados receberão apoio financeiro de US$ 5 mil a 70 mil e terão um ano para realizar as propostas. O orçamento deve ser claramente justificado na proposta e as candidaturas precisam conter o plano para avaliar o impacto do trabalho. Inscreva-se!
Mariana Godoy e Zeca Camargo (Crédito: Reprodução / Instagram)
A Bandeirantes adiou o novo programa matinal apresentado por Zeca Camargo e Mariana Godoy, que estava previsto para estrear nesta segunda-feira (3/8). Em vídeo publicado em suas redes sociais, Zeca disse: “Aqui é sempre tudo muito transparente então faço questão de contar para vocês que a gente ganhou mais uma semana para fazer esse programa. Vai ficar lindo, incrível, dez. Aliás, vai ficar com a sua cara”. Ele não informou a nova data de estreia.
O programa, que irá ao ar de segunda a sexta-feira, às 9h, ainda não tem um nome definido, que será revelado apenas no momento da estreia, depois de uma votação do público entre quatro opções: Vem com a gente, Nossa manhã, Bom te ver e Melhor agora.
Em live realizada na BandTV em 30/7, Zeca e Mariana deram detalhes do novo programa. Segundo eles, a interação com os telespectadores será o principal pilar da atração, com o objetivo de trazer a visão do brasileiro sobre determinados assuntos de forma interativa. Contará com quadros gastronômico, musical, turístico, humorístico, financeiro e um espaço especial reservado para falar sobre carnaval.
Um dos quadros é Me Dá Uma Chance, que oferece espaço para artistas com menos visibilidade mostrarem seus trabalhos. Zeca comentou: “Nesse isolamento, quantos músicos têm na internet que a gente está descobrindo?”.
Outro será Vem me Visitar, que mostra pontos turísticos sob a perspectiva dos próprios telespectadores. Mariana explicou que “esse é um programa que é feito por você. O que você tiver para mostrar, a gente quer ver. Mas a gente quer que você mostre, porque é você que é o local, você que está fazendo o programa”.
Outras atrações do novo matinal da Band incluem o quadro Nó na Crise, que mostrará histórias de superação alternativas e soluções para lidar com a crise econômica; um espaço para discutir a educação no País; e até um quadro para falar sobre o carnaval, intitulado Cadê Meu Carnaval. Zeca e Mariana disseram também que o programa contará com quatro comentaristas, que vieram da internet.