5.7 C
Nova Iorque
domingo, abril 26, 2026

Buy now

Início Site Página 574

Morre Francisco Gracioso, da ESPM, aos 90 anos

Francisco Gracioso

Morreu em 10/9 em São Paulo Francisco Gracioso, ex-presidente da ESPM, aos 90 anos. Ele estava internado no Hospital Albert Einstein por causa de um acidente doméstico, e teve complicações no quadro de saúde. Com mais de 40 anos em cargos de liderança, ele comandou a ESPM por 26 anos.

Nascido em São Paulo, formou-se na Escola de Propaganda do Museu de Arte de São Paulo. Posteriormente, José Kfouri, chefe de Redação da J. Walter Thompson na época, convidou-o para trabalhar na agência como redator. Atuou por muito tempo na McCann Erickson em São Paulo nos cargos de chefe de Redação, atendimento e conquista de contas, e Gerência-Geral.

Fundou a agência Tempo, que foi vendida para a FCB alguns anos depois. Foi eleito presidente do Conselho da ESPM e depois assumiu a Presidência da escola.

Em nota, a ESPM escreveu que Gracioso foi “um dos maiores responsáveis pelo reconhecimento conquistado pela instituição e pelo orgulho que dela sentem alunos, professores e colaboradores. Seu legado permanece como inspiração para todos nós”.

Com informações do Meio&Mensagem.

Glenda Kozlowski assina com a Band; Michelle Trombelli e Henrique Pereira deixam a emissora

Glenda Kozlowski

A Bandeirantes fez mudanças em seu Jornalismo nos últimos dias. Segundo Flávio Ricco (R7), a apresentadora Glenda Kozlowski assinou com a emissora nesta sexta-feira (11/9), para reforçar a equipe de Esportes. Ela estará à frente do Show do Esporte, criado no início dos anos 1980 por Luciano do Valle, e que voltará em 20/9, de forma renovada, das 10h às 18h30.

Contratada em dezembro de 2019 pelo SBT para apresentar um reality show de futebol, Glenda deixou o canal em junho, após o programa ser adiado por causa da pandemia de coronavírus.

Ainda na Band, a repórter Michelle Trombelli e o produtor Henrique Pereira, ambos do Jornal da Band, foram dispensados. Os dois tinham vários anos de casa. 

+Admirados da Imprensa Automotiva serão homenageados na próxima segunda-feira (14/9)

Está marcada para a próxima segunda-feira (14/9) a cerimônia de premiação dos +Admirados da Imprensa Automotiva. O evento, online, com início às 19h, terá transmissão pelo canal do Portal dos Jornalistas no YouTube.

Além de destacar os vencedores das categorias temáticas e os 25 jornalistas mais votados na eleição promovida por J&Cia Auto, a cerimônia, que terá apresentação de Anelisa Lopes (Estadão e Webmotors), divulgará os cinco primeiros colocados entre os +Admirados da Imprensa Automotiva. “Será uma cerimônia bastante dinâmica, mas sem deixar de destacar o excelente trabalho de todos os profissionais e publicações homenageadas”, explica o editor do J&Cia Auto Fernando Soares.

A eleição dos +Admirados da Imprensa Automotiva conta com patrocínios de BMW, General Motors e Scania, e apoios de Bosch, Honda e Volkswagen. A produção audiovisual da cerimônia, que foi gravada nos estúdios da Imagem Corporativa, em São Paulo, está a cargo da Ali Produções.

Mariana Godoy terá talk show na Band; matinal é cancelado

Mariana Godoy

Mariana Godoy apresentará um programa de entrevistas em formato talk show na Band. A atração, que ainda não tem nome, quadros ou data de estreia definidos, irá ao ar às segundas-feiras. As informações são de Ricardo Feltrin (UOL).

Segundo o colunista, Mariana, contratada pela Band em junho, seria âncora de um novo programa matinal que substituiria o Aqui na Band, mas a emissora optou por cancelar a estreia por não conseguir um patrocínio master para bancar o programa diário.

Fórum da Comunicação Corporativa tem início na próxima quinta-feira (17/9)

A Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje), em parceria com o Valor Econômico, realiza a primeira edição do Fórum Aberje Valor Econômico de Comunicação Corporativa, evento online que discutirá as novas tendências e estratégias de negócios durante a pandemia. A inscrição é gratuita, e associados da Aberje têm prioridade no acesso ao evento.

O Fórum terá ao todo quatro sessões, que reunirão especialistas, CEOs, diretores e vice-presidentes de Comunicação das maiores empresas do Brasil para debater o assunto.

A sessão de abertura será na próxima quinta-feira (17/9), com o tema Comunicação da empresa com a sociedade. O evento tem curadoria de Paulo Nassar, diretor-presidente da Aberje, e Tania Nogueira, editora de revistas do Valor Econômico.

As sessões serão transmitidas ao vivo pelos perfis da Aberje em YouTube, LinkedIn e Facebook. O Valor Econômico também transmitirá o evento em suas redes.

Facebook lança treinamento gratuito para veículos sobre negócios e receitas

O Projeto Facebook para Jornalismo (FJP) lançou o Reader Revenue Series, treinamento online e gratuito para veículos de notícias, que oferece dicas sobre como expandir negócios por meio do modelo de receitas de leitores.

O projeto foi desenvolvido e é ministrado por Tim Griggs, diretor executivo do Acelerador de Notícias Locais do Facebook e consultor de mídia e ex-executivo do New York Times. O treinamento tem cinco episódios, nos quais Griggs fala sobre retenção de assinaturas, uso de anúncios para atrair novos assinantes, e os princípios básicos do modelo de receitas de leitores.

Confira o treinamento aqui.

Série, site e live com Fernando Rodrigues, Leão Serva, Sérgio Dávila e Washington Olivetto marcam a estreia de Media Talks by J&Cia

Plataforma será lançada nesta sexta-feira (11/9). A meta é acompanhar o estado da arte do jornalismo no mundo. E o objetivo, contribuir para o aprimoramento e a sustentabilidade da atividade jornalística no Brasil

Após quase seis meses de preparação e de um profundo mergulho na saga e evoluções do jornalismo mundial, sobretudo em decorrência da pandemia da Covid-19, nasce oficialmente nesta sexta-feira (11/9) a plataforma bilíngue (português e inglês) MediaTalks by J&Cia, integrada por série especial, site e uma live histórica. Esta reunirá, num debate sobre o futuro do jornalismo, na próxima terça-feira (15/9), das 11h às 12h30, três nomes do primeiro time da atividade no Brasil, Fernando Rodrigues, diretor de Redação do jornal digital Poder360; Leão Serva, diretor de Jornalismo da TV Cultura, de São Paulo; e Sérgio Dávila, diretor de Redação da Folha de S.Paulo; e o mais celebrado publicitário da história do País, Washington Olivetto, hoje vivendo no Reino Unido.

No Reino Unido também está a coordenação do projeto, sob a liderança de Luciana Gurgel, correspondente há dois anos deste J&Cia, e Aldo de Luca. A eles se associaram experientes jornalistas brasileiros que vivem e atuam no exterior para aportar ao MediaTalks um olhar local dos principais acontecimentos que impactaram o jornalismo em várias partes do mundo.

A live, gratuita, será na plataforma de lives do Comunique-se, com apresentação de Luciana e de Eduardo Ribeiro, publisher de J&Cia, Portal dos Jornalistas e MediaTalks, que se destina a compartilhar ideias, experiências e opiniões sobre o presente e o futuro do jornalismo sob uma ótica global, a partir de Londres e de São Paulo.

Fernando, Leão, Sérgio e Washington debaterão como a crise do novo coronavírus atingiu em cheio a indústria de mídia e a prática do jornalismo em todo o mundo, sem fazer distinção entre países mais ou menos desenvolvidos, organizações seculares ou nativas digitais, empresas grandes ou pequenas. E revolucionou a forma de trabalho dos profissionais.

Entre os tópicos em discussão estarão: a crise foi mesmo um “cataclisma” para o jornalismo, como alguns previram? Como manter os índices de confiança conquistados na crise? Como esse capital pode ser aproveitado para amenizar os impactos financeiros na indústria? Pode a Covid-19 ter ajudado a conscientizar sobre o flagelo das fake news? Qual o legado da crise e como ele contribuirá para um novo ciclo no jornalismo? Exatos seis meses depois que a pandemia foi decretada, o que se pode esperar para o futuro?

O lançamento de MediaTalks integra as comemorações pelo 25º aniversário da newsletter Jornalistas&Cia, constituindo-se também no primeiro produto internacional da Jornalistas Editora. Ele inclui o Capítulo 1 da série especial Efeitos da pandemia do novo coronavírus sobre o jornalismo – Uma visão global, com textos informativos e analíticos sobre a atuação da mídia, do jornalismo e dos jornalistas na cobertura da pandemia, nos cinco continentes. Eles foram produzidos com a colaboração de correspondentes, que dão a visão a partir de diferentes realidades.

O projeto, que conta com o apoio institucional de Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), Associação Nacional dos Editores de Revistas (Aner) e Associação Nacional de Jornais (ANJ), já tem perfis ativos em InstagramTwitter e Facebook.

Revista brasileira celebra 25 anos de circulação nos Estados Unidos

Linha Aberta Magazine circula há 25 anos no sul da Flórida, nos Estados Unidos. A publicação, direcionada aos brasileiros que escolheram essa região para viver e trabalhar, traz notícias da comunidade local, mensalmente, em português. Circula por cerca de 450 mil brasileiros na Flórida, um contingente que se aproxima de uma cidade média no Brasil.

Laine Furtado

Comanda a revista a jornalista e empreendedora mineira Laine Furtado, formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Juiz de Fora e que chegou à Flórida em 1991. Logo percebeu a quantidade de brasileiros que viviam na região e a carência em informações em português para esse público. A revista reúne notícias locais e artigos de fundo, com um projeto gráfico contemporâneo. Laine busca as pautas relevantes, que vão de comportamento a imigração, passando por cultura, política e economia, até turismo, moda e saúde, todas abordadas de maneira distinta.

A revista contou muitas histórias: “Passamos por governos favoráveis e contra a imigração nos EUA, enfrentamos crises como a queda das torres gêmeas em Nova York, a bolha do mercado imobiliário de 2007 e, agora, a pandemia do coronavírus. Em situações como essas, a comunidade brasileira imigrante é muito afetada, por ser minoria, e com isso, os negócios brasileiros nos Estados Unidos”, afirma Laine. Na comemoração dos 25 anos, Linha Aberta recebeuum prêmio da empresa local de produção de eventos Focus Brasil.

Últimos dias para votar no TOP Mega Brasil

Top Mega Brasil

Segundo turno da premiação vai até esta sexta (11/9)

Top Mega Brasil

O segundo turno de votação da edição 2020 do TOP Mega Brasil encerra-se nesta sexta-feira, 11 de setembro. Serão escolhidos os TOP 10 Brasil e os TOP 5 das regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste, nas categorias Agências de Comunicação, Executivos de Comunicação Corporativa e, pela primeira vez, Comunicadores do Serviço Público.

Outra novidade da premiação é a votação aberta. Para participar basta cadastrar-se no site, sendo que quem já se cadastrou poderá votar usando a mesma senha do primeiro turno.

No segmento Agências de Comunicação, foram classificadas, em função do número de indicações recebidas, 50 empresas para os TOP 10 Brasil, dez para os TOP 5 Norte, 13 para os TOP 5 Nordeste, 18 para os TOP 5 Centro-Oeste, 25 para os TOP 5 Sudeste e 16 para os TOP 5 Sul.

No segmento Executivos de Comunicação Corporativa, 43 foram os profissionais que passaram para a segunda fase, disputando os TOP 10 Brasil, seis para os TOP 5 Norte, dez para os TOP 5 Nordeste, 13 para os TOP 5 Centro-Oeste, 28 para os TOP 5 Sudeste e 22 para os TOP 5 Sul.

No segmento Comunicadores do Serviço Público, 47 foram eleitos para disputar os TOP 10 Brasil, 12 para os TOP 5 Norte, 12 para os TOP 5 Nordeste, 20 para os TOP 5 Centro-Oeste, 23 para os TOP 5 Sudeste e 17 para os TOP 5 Sul.

A cerimônia de premiação será online, pelo canal da Mega Brasil no YouTube, em 24 de setembro, às 10 horas. E ali serão anunciados o pódio Brasil (1º, 2º e 3º colocados) e os campeões das cinco regiões.

Confira os finalistas. E para votar no segundo turno clique aqui.

Iara Lemos denuncia em livro religiosos pedófilos no Haiti

Iara Lemos

Iara Lemos, atualmente na Folha de S.Paulo em Brasília, lança seu primeiro livro, A Cruz Haitiana − Como a Igreja Católica usou de seu poder para esconder religiosos pedófilos no Haiti, que sai pela Tagore Editora e chega às livrarias em 18 de setembro. Já em pré-venda, o livro-reportagem trata da violência sofrida por crianças haitianas, vítimas de religiosos da Igreja Católica que atuam ou atuaram no país. Foram mais de dez anos de pesquisas, em três países, nos quais Iara contou inclusive com o apoio de Mitchell Garabedian, celebridade mundial quando o assunto envolve denúncias de abusos ligados ao catolicismo, no resgate de documentos do Vaticano e das cortes canadenses e americanas. Ele é o advogado responsável pelas ações que fortaleceram a investigação do caso Spotlight, no início dos anos 2002, que descortinou as violações consumadas por padres na região de Boston, com a conivência, ao longo de 20 anos, do cardeal Bernard Francis Law.

Iara traz, na obra, entrevistas com vítimas e jornalistas do Haiti, como Cyrus Sibert. Para ele, como a escravidão, a exploração sexual de crianças e sua escravidão (restavek,em crioulo) são práticas inaceitáveis: “Neste livro, Iara conta a história das vítimas e dos fracos. Permite que pessoas ‘sem voz’ contem sua história, sua dor. Tive o privilégio de compartilhar com ela minhas experiências, meu testemunho e minhas opiniões sobre uma realidade complexa, às vezes impensável, mas que causa muito sofrimento”. Sibert corajosamente expôs o americano Douglas Perlitz (condenado a quase 20 anos de prisão por ter abusado sexualmente de crianças no Haiti) em seus blogs e ex-programa de rádio em Cap-Haitien.

Apesar de ser um livro que apresenta realidades duríssimas, Iara consegue costurar a narrativa sem perder o olhar nas coisas boas do país, mostrando equilíbrio e amor pelo povo e pela brava forma como convive com suas mazelas. “É um livro indispensável!”, ressalta na contracapa Ricardo Seitenfus, doutor em Relações Internacionais pelo Instituto de Altos Estudos Internacionais da Universidade de Genebra, ex-representante da OEA no Haiti. Matheus Leitão Netto assina o prefácio. O lançamento, em 18/9, será com uma live no Instagram (@iarablemos), às 19h, quando Iara será entrevistada por Marcos Linhares, seu assessor de imprensa e agente literário.

Gaúcha de Alegrete radicada em Brasília, Iara é graduada pela UFSM e especialista em História Política. Com mais de 18 anos de experiência em TV, impresso, internet e rádio, atuou ainda em assessorias de imprensa, com foco em gerenciamento de crise. Atualmente, é repórter de Política na Folha de S.Paulo na Capital Federal. Foi editora-chefe do jornal Destak no Brasil, repórter do G1 e do Grupo RBS. Ganhou, entre outros, o Esso, categoria Interior, e menção honrosa no Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo.

Ela conversou sobre o livro com Kátia Morais, editora de J&Cia em Brasília:

Jornalistas&Cia − Que tipo de violência sofriam as crianças haitianas? Elas também envolviam freiras brasileiras? E desde quando ocorriam?

Iara Lemos − Eram de abuso sexual, em troca de cuidados básicos como comida, banho e remédios. Datam desde os anos 1990, segundo documentos a que tive acesso, mas é possível que haja casos antes disso. Mas jamais envolveram religiosas brasileiras. Elas desenvolvem um trabalho social de proporção incrível, que serve de base para as crianças haitianas atendidas. 

J&Cia − Como foi a reação da Igreja Católica diante das denúncias?

Iara − A Igreja Católica tem uma sistemática de esconder religiosos pedófilos. Um dos casos, de Douglas Perlitz, teve inclusive o apoio de um padre para que os crimes fossem cometidos. Ele jamais foi punido. Dos casos que relato no livro, em apenas um há documentos no Vaticano sobre os crimes cometidos pelo ex-núncio da Igreja para Haiti, República Dominicana e Porto Rico. Mesmo assim, ele não foi punido. Morreu sob a guarda do Vaticano, depois de ter fugido da região caribenha. O padre Bruno Eugener, que violentou meninas na escola que ele coordenava no interior do Haiti, jamais foi punido, assim como os demais. Uma de suas vítimas narrou-me ter sido violentada sob a ameaça de uma arma. Ela tem uma filha dele e vive sob ameaça. Cyrus Sibert, jornalista haitiano que muito me auxiliou nas pesquisas, precisou retirar sua família do Haiti depois de ser ameaçado de morte. É, sem dúvida, uma rede proteção aos crimes que precisa ser rompida.

J&Cia − O que mais a impressionou nessa pesquisa, além das tristes constatações, é claro…

Iara − É difícil chegar a essa resposta, mas creio que a inércia do sistema jurídico, atrelado à imensa teia de proteção criada pela Igreja Católica ao longo dos anos, é algo que impressiona. No caso do estado haitiano, ambas se unem em uma engrenagem azeitada pelas dores de suas vítimas. As crianças entravam nas escolas em busca de educação, alimentos e até mesmo a possibilidade de um banho, e eram violentadas. Era cobrado delas o sigilo, sob pena de perderem o pouco que já tinham. É difícil para as vítimas romperem a barreira do silêncio e buscarem apoio. Foi difícil para mim ouvir tantos relatos, descobrir formas de violência contra crianças que deveriam ser protegidas. Eu agradeço a cada um dos que confiaram em mim suas dores na esperança de que possamos, um dia, mudar essa realidade de dor e violência.

J&Cia − Como o povo haitiano reage diante de tais barbaridades?

Iara −A maior parte do povo haitiano vive na pobreza. O Estado depende da Igreja para suprir responsabilidades que eles não têm estrutura para manter, como saúde e educação. A relação estabelecida entre a Igreja Católica e o Estado haitiano é tão grande que o Vodu chegou a ser considerado crime pelo código penal haitiano. Isso só foi revertido em 2004. A Igreja Católica comanda mais de um quarto das escolas que atendem no Haiti. É um trabalho de suma importância dentro de um território extremamente debilitado, e é por isso que não se pode deixar que crimes como os que narro no livro destruam trabalhos que podem resultar em um futuro melhor para a sociedade local. O Haiti precisa dos trabalhos sociais.

J&Cia − Você pretende lançar o livro também nos EUA e no próprio Haiti?  

Iara − Estamos em conversa fora do Brasil, e também já há contatos para que o trabalho se estenda ao Haiti. Lá, contudo, algumas editoras já negaram a publicação devido ao fato de trabalharem com livros da Igreja Católica. Sem dúvida, temos um longo trabalho pela frente. Creio que as conversas nos EUA avancem de forma mais rápida, ainda mais porque contei com o apoio do advogado Garabedian, referência quando se trata de crimes de pedofilia cometidos pela Igreja, que auxiliou também os colegas que revelaram as denúncias no interior dos EUA, conhecido como caso Spotlight. Por meio dele, consegui acesso a documentos da Justiça norte-americana que resultaram em punição de religiosos. Parte das vítimas haitianas, inclusive, já recebeu indenizações pelos crimes de que foram alvo. 

Últimas notícias

pt_BRPortuguese