O Governo britânico anunciou nesta sexta-feira (27/11) a criação de um órgão regulador para as plataformas digitais globais, que entrará em funcionamento em abril de 2021 − antes do prazo inicialmente previsto. A Unidade de Mercados Digitais ficará alocada dentro da agência reguladora de concorrência do país, a CMA (Consumer Markets Authority), equivalente ao brasileiro Cade.
Ela será responsável por criar e aplicar um código de conduta para governar a atuação das empresas de tecnologia digital, sobretudo Google e Facebook. E deverá ter poderes para bloquear e reverter decisões das companhias, impor medidas e multar por descumprimento.
O documento afirma que o código buscará garantir que as plataformas não apliquem termos, condições ou políticas injustas a clientes comerciais, incluindo empresas jornalísticas.
A proteção da indústria de mídia é citada como um dos principais objetivos da iniciativa. O texto diz que “o novo código regerá os acordos comerciais entre empresas jornalísticas e plataformas, contribuindo para aumentar a sustentabilidade do jornalismo online e para garantir que os meios de comunicação não sejam expulsos por seus rivais maiores”.
Assinado em conjunto pelas secretarias responsáveis pelas áreas de Negócios e de Mídia do Reino Unido, o anúncio destaca também que o novo regime terá medidas destinadas a dar aos consumidores mais escolha e controle sobre seus dados e a assegurar a pequenas empresas um acesso justo aos serviços das plataformas, incluindo publicidade online, permitindo que aumentem sua presença online.
Embora as medidas a serem implantadas pela unidade anunciada pelo governo britânico sejam restritas ao Reino Unido, a dificuldade tecnológica de restringir o alcance de serviços ao país pode fazer com que seus efeitos estendam-se a outras nações. E que sirvam como referência para o desenvolvimento de legislações locais.
Veja em MediaTalks mais detalhes sobre como vai funcionar o novo órgão de controle das plataformas digitais e sobre o relatório da autoridade de controle de concorrência que deu origem a ele.
A Fundamento deu início às celebrações de seus 30 anos com uma série de ações relembrando histórias de sucesso de sua trajetória.
Marta Dourado
Fundada em 1990 por Marta Dourado, a agência, hoje com sede na av. Santo Amaro, zona sul de São Paulo, é há anos uma das mais tradicionais do País, com trabalhos que marcaram pela relevância e repercussão, caso do lançamento do primeiro modelo de computador para uso doméstico no Brasil.
Entre as iniciativas criadas para celebrar a data, estão a construção de uma landing page com momentos marcantes de clientes, ex-clientes e a equipe que esteve presente ao longo desses anos; e o lançamento de um vídeo institucional com o sloganFundamento que se vê, com roteiro criado a partir de uma oficina de crônicas mediada por Silvia Angerami. O texto conta com a contribuição de universitários que participaram do encontro e apresenta um percurso pela cidade de São Paulo, passando pelos endereços que a Fundamento ocupou nesse período.
“É uma grande vitória para uma organização manter-se relevante por tanto tempo, ainda mais em uma cidade tão competitiva como São Paulo”, afirma Marta Dourado. “Queremos comemorar o que construímos nesses anos e relembrar todos os que fizeram parte dessa trajetória. Tudo o que conquistamos foi por causa do trabalho coletivo e queremos agradecer a todos que tiveram envolvimento”.
A TV Gazeta contratou em 25/11 Boris Casoy, que estava há quase dois meses trabalhando para seu canal no YouTube, após deixar a RedeTV. Ele comandará um telejornal matinal, que irá ao ar das 8h45 às 9h15. A estreia na emissora será na próxima segunda-feira (30/11).
Aos 79 anos, Casoy passou anteriormente por Record, Band e SBT. Criou o seu próprio telejornal no YouTube, onde comentava os principais assuntos do dia.
Em entrevista ao Notícias da TV, o âncora declarou: “Aposentadoria é a morte. Eu imaginava que ia me aposentar, viajar e ter uma vida sossegada. Tenho uma casa em Ubatuba (São Paulo). Mas depois das férias e na pandemia, eu vi que não aguento. Primeiro, sou movido a trabalho. E sou muito movido a desafio. Quero produzir”.
Os organizadores do Prêmio SAE Brasil de Jornalismo Mercedes-Benz anunciaram em 24/11, em cerimônia online, os vencedores da 14ª edição. O prêmio reconhece trabalhos sobre temas relacionados à tecnologia da mobilidade no Brasil. O primeiro colocado em cada uma das três categorias recebeu R$ 3.000 e duas matérias por categoria receberam menção honrosa no valor de R$ 1.000 cada, totalizando R$ 15.000 em prêmios. Além disso, duas reportagens em cada categoria foram certificadas como destaque.
Na categoria Mídia Impressa, a reportagem vencedora foi O desafio da mobilidade segura para todos, da equipe da Revista Autoesporte: Thiago Tanji, André Schaun, Julio Cabral, Marcelo Serikaku, Marcus Vinicius Gasques, Mel Trench Lima, Michelle Ferreira, Raphael Panaro, Renan Sousa, Rodrigo Ribeiro, Thais Villaça e Ulisses Maeda. As duas menções honrosas foram para Julio Cabral (também da Revista Autoesporte), com a reportagem Cadê a tomada?, e para Rodrigo Ribeiro (Quatro Rodas), pela matéria Longe da tomada.
Em Mídia Eletrônica, a vencedora foi Rafaela Borges (UOL), com a reportagem Carro autônomo − Montadoras e empresas de tecnologia disputam corrida para dispensar motorista. As menções honrosas foram para Brasil pode ser hub de exportação para hidrogênio, de Henrique Faerman (Canal Energia), e Estes itens não estão no carro para te agradar, mas para reduzir impostos, de Henrique Alves Rodriguez (Quatro Rodas).
E a reportagem G1 acompanha produção do novo Volkswagen Nivus, na mesma fábrica que já foi do Fusca, de André Paixão (G1 Carros), foi o trabalho vencedor na categoria Vídeo. Paulo Campo Grande (Quatro Rodas), com a reportagem Mansão sobre rodas: andamos no motorhome de R$ 500.000!, e Leonardo Müller (TecMundo), com a matéria Primeiro carro elétrico e autônomo do Brasil! Fomos conferir, receberam as menções honrosas.
Camilo Adas, presidente do Conselho da SAE Brasil, ressaltou que, “apesar da Covid-19 e de todas as notícias tristes que ela trouxe, conseguimos estar aqui conectados com o Brasil inteiro. Nós, engenheiros, somos limitados para explicar o universo da tecnologia para o público em geral e vocês, jornalistas, têm o dom da palavra. São vocês que podem traduzir o que nós criamos de uma forma que faça sentido para as pessoas. Vocês fazem isso com maestria. O Prêmio é uma forma de agradecer, principalmente pelo trabalho de socialização do conhecimento, que é fazer com que esse conhecimento tácito chegue de forma explicita a todos”.
A expressão soa medieval, mas voltou à moda na Europa: se a notícia não é boa, mate o mensageiro. A região vive uma onda de ataques a jornalistas perpetrados por cidadãos comuns e por grupos organizados na esteira da ressurgência da Covid-19, que desencadeou enorme frustração pela volta das medidas restritivas.
Em alguns países o ódio estende-se a profissionais de saúde. É o caso da Itália, onde manifestações de médicos nas redes sobre normas de proteção provocam reação de insatisfeitos e de negacionistas, com mensagens criticando ”a propaganda terrorista de sempre”.
E sucedem-se casos de agressão física e vandalismo. Em Rimini, 70 carros foram danificados no estacionamento de um hospital, num ataque aos que deixaram a condição de heróis e passaram a ser vistos como inimigos ao incentivarem cuidados que implicam em medidas impopulares.
Mas não é só na Itália que os jornalistas estão na mira. O International Press Institute, que monitora ameaças à liberdade de imprensa, registrou nas últimas semanas episódios em Áustria, Eslovênia e no Brasil (como no caso da repórter Bárbara Barbosa, da NSC em Florianópolis, ferida por populares durante uma reportagem).
Na Alemanha, a Repórteres Sem Fronteiras emitiu um apelo às autoridades para que garantam a segurança dos profissionais. O sindicato contabilizou 100 incidentes em protestos contra o lockdown somente em Berlim nos últimos seis meses.
Desinformação incita violência
Há fatores associados contribuindo para o quadro. Um deles é a resistência da desinformação relacionada à Covid-19. Grupos como o QAnon e conspiracionistas permanecem presentes em redes sociais e na internet.
É o caso do britânico David Icke, banido de Facebook, YouTube e Twitter por pregar insanidades como a de que o mundo é governado por alienígenas reptilianos e que a radiação das torres de 5G favoreceria a propagação do vírus, fazendo com que mais de 70 delas fossem vandalizadas no país.
Nesta quarta-feira (25/11), no entanto, uma busca no Google levava ao site de Icke, no qual seus vídeos − aqueles removidos do YouTube, que pertence ao mesmo Google − podiam ser assistidos. Na home, o destaque era um post sobre o mito de que o fundador da Microsoft usaria a vacina do coronavírus para implantar chips nas pessoas. Uma ajuda perigosa ao movimento antivacina.
O pedido “please share” mostra que Icke confia no compartilhamento para propagar suas teses. O site revela outro sinal do descontrole: expulso das plataformas convencionais, ele convida para segui-lo na Parler, rede social americana que virou paraíso dos extremistas devido à ausência de moderação.
Radicais aproveitam a pandemia
A onda de ódio reflete também a ascensão do autoritarismo. Líderes que desqualificam a ciência e se mostram intolerantes a imigrantes e minorias acabam alimentando grupos radicais. Eles se aproveitam da exasperação com a crise para arrebanhar adeptos entre os insatisfeitos com as medidas de isolamento. E para organizar agressões.
Segundo a RSF, é o que acontece na Alemanha. Segundo a entidade, “neonazistas e hooligans usam as manifestações para atacar brutalmente a mídia sob o disfarce de protesto de cidadãos”.
A tristeza é que, justamente quando são anunciados resultados promissores de três vacinas contra a Covid-19, a falta de controle sobre o discurso de ódio na rede e sobre os que propagam inverdades podem colocar a perder o avanço da ciência. Estudos como o da London School of Tropical Medicine and Hygiene mostram que a doença só estará sob controle se mais de 55% da população de cada país aceitarem ser imunizados.
Não bastassem os desafios que já tinha pela frente, o jornalismo ganhou mais um: a reconquista da confiança dessa parcela da população contaminada por idéias de radicais e de lunáticos. Será que vamos sentir saudades dos tempos em que ameaças à liberdade de imprensa vinham apenas de governos autoritários?
A rádio NovaBrasil chega a 20 anos de existência com diversas novidades. Com o slogan “Aqui se ouve e se vê”, a rede anunciou reforços de peso como Adriana Couto, Vinicius Torres Freire, Cida Damasco, João Gabriel de Lima e especialistas nas áreas de finanças e de consumo como Fábio Gallo, Márcia Dessen e Fábio Mariani Borges.
Já presente em São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Recife, Brasília e Campinas (emissoras próprias), além de Aracaju, Birigui, Fortaleza e Maceió (emissoras afiliadas), e sob gestão do Grupo Thathi desde 1º de novembro, a NovaBrasil também expandirá sua área de atuação para as regiões de Araçatuba e Ribeirão Preto (antigas rádios Cultura e Thathi FM), no interior de São Paulo. A Nova FM, de Campinas, também passa a fazer parte da programação musical da rede.
Adriana Couto, que há mais de dez anos apresenta o Metrópolis, da TV Cultura, passa a integrar a bancada do matinal Nova Manhã. Cida Damasco, ex-Estadão, e Vinicius Torres Freire, colunista da Folha, terão uma coluna diária sobre Economia e Negócios. A pauta de finanças pessoais fica sob responsabilidade de Fabio Gallo, colunista do Estadão, e Marcia Dessen, que escreve para a Folha. João Gabriel de Lima, também colunista do Estadão, comentará política no programa matinal. E o professor Fabio Mariano Borges terá uma coluna sobre sustentabilidade, consumo e diversidade.
Decisão unânime proferida nessa terça-feira (24/11) classificou como drástica e desproporcional a prisão preventiva do jornalista
O Superior Tribunal de Justiça aprovou, por unanimidade, na tarde dessa terça-feira (24/11), o habeas corpus que dá liberdade ao jornalista piauiense Arimatéia Azevedo. Diretor do Portal AZ, ele cumpria prisão preventiva desde 12/6 sob acusação de extorsão contra o cirurgião plástico Alexandre Andrade. O motivo seria um acerto para que não publicasse notícias sobre um caso de erro médico envolvendo Alexandre, que quase resultou na morte de uma paciente.
Segundo a defesa de Arimateia, há falta de provas concretas contra ele e falta de razão para sua prisão preventiva, uma vez que se trata de um profissional conhecido, sem antecedentes criminais e com endereço fixo.
Em sua fala, o ministro Rogerio Schietti Cruz ressaltou que a prisão preventiva foi uma medida muito drástica, “sem até que se explicasse a insuficiência ou a inadequação de outras cautelas alternativas à medida mais gravosa”. Afirmou ainda não ser proporcional a proibição do exercício da profissão, submetida a Arimatéia Azevedo pelo Tribunal de Justiça do Piauí. Segundo Schietti, medida essa das mais contestáveis no processo.
Em seu voto, a ministra Laurita Vaz reforçou a desproporção e ressaltou a fragilidade dos elementos elencados. “Não são suficientes para a manutenção da custódia extrema, notadamente porque o crime não foi cometido com violência”, pontuou.
Com a aprovação do habeas corpus, Arimatéia responderá o processo em liberdade e no pleno exercício de sua profissão.
Vale lembrar que no mês passado a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, cassou uma decisão que impedia a publicação, pelo Portal AZ, de quaisquer informações sobre o caso envolvendo o cirurgião plástico e sobre o Grupo de Repressão ao Crime Organizado do Piauí (Greco), que investiga o caso. Segundo a magistrada, a liminar do juiz Valdemir Ferreira dos Santos, da Central de Inquéritos de Teresina, desrespeitava decisões anteriores do Supremo e colocava em risco a garantia constitucional da liberdade de informar e de ser informado.
Lalo Homrich, publicitário e roteirista da Rede Globo, vai lançar até 27/11, em seu Instagram, o livro Transexuais em telenovelas: a construção de personagens na Rede Globo (Editora Insular de Florianópolis). Ao longo da semana, às 20h, Lalo conversa com profissionais da Globo entrevistados para a obra e especialistas sobre a importância da representatividade da transexualidade na televisão brasileira.
O livro destaca o processo de construção de personagens transexuais, com entrevistas com 16 atores, autores, diretores e gestores da Globo, além de referências bibliográficas sobre o tema, com o objetivo de estabelecer reflexões e os caminhos para que o tema seja cada vez mais frequente em telenovelas brasileiras.
Nessa segunda-feira (23/11), a organização britânica Marketers for Open Web (MOW) solicitou formalmente à Competitions Markets Authority (CMA), agência reguladora de concorrência do país, que determine ao Google adiar o lançamento da tecnologia Privacy Sandbox, prevista para ser introduzida em no início de 2021.
A organização diz que, ao substituir por um sistema proprietário alguns dos cookies cuja tecnologia é baseada em padrões não controlados por empresas comerciais, a Privacy Sandbox dará ao Google o controle sobre como os sites podem monetizar e operar seus negócios.
A entidade vê riscos para as empresas jornalísticas ao privá-las de acesso aos cookies, o que, segundo um relatório elaborado pela CMA para fundamentar a proposta de regulação das redes sociais no Reino Unido, é capaz de reduzir as receitas em dois terços.
James Roswell, diretor da entidade, afirmou que a introdução da tecnologia nada tem a ver privacidade, apesar do nome. E que ela seria uma forma de tirar a publicidade digital da web aberta.
Após lembrar que tanto a própria CMA britânica quanto o Departamento de Justiça dos Estados Unidos e a Comissão Europeia estão neste momento desenvolvendo mecanismos para mitigar o poder do Google sobre a cadeia de valor da web, a entidade pede que a introdução da Privacy Sandbox seja suspensa até que tais medidas sejam implementadas.
Já na França, o Google anunciou em 19/11 um acordo com seis veículos − Le Monde, Le Figaro e Liberation − e as revistas L’Express, L’Obs e Courrier International estabelecendo pagamento de direitos autorais pelo conteúdo veiculado na plataforma.
Segundo a agência Reuters, o acordo chegou após meses de discussões entre o Google e empresas jornalísticas francesas sobre como aplicar as regras de direitos autorais renovadas da União Europeia, que permite às editoras exigir pagamento pela exibição de trechos de notícias. Há um mês a justiça francesa ordenou que a empresa americana abrisse negociações com as empresas jornalísticas.
O Instagram também estaria cogitando remunerar empresas jornalísticas por conteúdo, segundo o site americano Axios. Isso chegou a ser anunciado para 2020, mas os planos não seguiram adiante. Mesmo sem um programa formal, a plataforma fechou contratos com alguns provedores de notícias para desenvolver produtos específicos. Um deles é o BuzzFeed, que lançou na semana passada uma série no IGTV chamada BuzzFeed’s Show Off, com suporte do Instagram.
Leia em mediatalk.com.br mais sobre a Privacy Sandbox e sobre as medidas regulatórias para Google e Facebook propostas pelo órgão de controle de concorrência britânico.
A ONG Repórteres Sem Fronteiras (RSF) reuniu cinco recomendações aos vereadores eleitos para a preservação dos princípios da liberdade de imprensa. O objetivo é incentivar que os políticos incluam o tema em suas propostas.
A RSF recomenda que eles abordem assuntos como o direito à informação, transparência, combate à perseguição de profissionais de imprensa, garantia da segurança dos jornalistas, uso ético da verba publicitária, relacionamento adequado e respeitoso com a imprensa, e o incentivo ao jornalismo independente.
O texto destaca que o Brasil caiu duas posições no Ranking Mundial da Liberdade de Imprensa (107ª posição, de 180), elaborado pela própria RSF. A ONG destaca que “as eleições municipais podem ser uma nova oportunidade para combater esse cenário de violações a direitos tão básicos. Estão à mão de prefeitos e vereadores diversas ferramentas para não só proteger jornalistas e comunicadores, mas também para promover o entendimento na sociedade de que uma imprensa livre é pré-requisito para uma democracia plena”.