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Joel Pinheiro deixa a Jovem Pan

Joel Pinheiro deixa a Jovem Pan

O comentarista Joel Pinheiro, participante fixo do programa Morning Show, da Jovem Pan, anunciou em 31/12 sua saída da emissora. Segundo apurou Maurício Stycer (UOL), a decisão foi do próprio comentarista, comunicada à empresa já há dois meses. Ele continua como colunista da Folha de S.Paulo e comentarista do UOL News.

Joel, uma das poucas vozes não governistas na Jovem Pan, anunciou que pretende focar em projetos pessoais, como o livro que está escrevendo, e em suas redes sociais: “E eu sentia que o tempo que a presença diária na mídia me cobrava, fora a energia mental, todo dia ali nas discussões, acabava me tirando muito a concentração”.

Frequentemente, lembra a coluna de Stycer, Joel debatia com outros comentaristas assumidamente bolsonaristas, o que o fez ser submetido a algumas situações de desrespeito. Na véspera de sua saída, por exemplo, foi chamado pelo ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles de “Marino Silva”, após um comentário sobre as enchentes na Bahia e as mudanças climáticas ao redor do mundo.

Questionado por Stycer se tais situações influenciaram em sua saída, Joel respondeu que “o debate ficava muito acalorado de um jeito muito desagradável para os dois lados. Sem sombra de dúvida era uma situação desagradável quando acontecia, não era sempre, mas não foi fundamentalmente esse o motivo da saída”.

O adeus a Flávio Andrade, fundador do jornal Em Tempo

O adeus a Flávio Andrade, fundador do jornal Em Tempo

Morreu em 24 de dezembro, aos 70 anos, o jornalista Flávio Andrade no sertão do Una, no litoral de São Paulo, onde vivia desde os anos 1990. Ele estava acamado havia nove anos, após sofrer um grave Acidente Vascular Cerebral (AVC). Deixa a esposa Paula Menezes, quatro filhos e quatro netos.

Militante, participou ativamente da reconstrução do movimento rstudantil em Minas Gerais nos anos 1970, “quando quase toda a esquerda estava ou presa ou no exílio”, lembra Petra Costa, cineasta e sobrinha de Flávio, diretora do documentário Democracia em Vertigem (2019).

Oito anos mais tarde, então jovem professor de Economia, demitiu-se da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), junto de sua companheira na época, Virgínia Pinheiro, para criarem o jornal Em Tempo, em São Paulo, cobrindo intensamente as greves no ABC e os movimentos que levaram à queda da ditadura.

“Participaram das articulações iniciais para a criação do PT. Flávio fez parte da executiva do partido, e criou uma editora e gráfica com importância decisiva imprimindo jornais da esquerda que gráfica nenhuma queria imprimir”, escreveu Petra no Twitter.

O jornal Em Tempo publicou uma lista com os nomes de uma centena de torturadores, o que gerou atentados a bomba a diversas bancas de jornais e na invasão da redação do jornal.

Colegas do meio prestaram homenagens a Flávio. O Sindicato dos Jornalistas de São Paulo descreveu-o como “um guerreiro contra a ditadura, presente hoje e sempre. (…) O Em Tempo, do qual Flávio foi editor, junto com Virginia Pinheiro, sua mulher e sempre companheira de todas as horas, foi um jornal aguerrido e corajoso. Denunciava tanto os horrores da ditadura quanto divulgava as conquistas dos trabalhadores e as ações corajosas da resistência e os debates na política internacional”.

Poder360 aponta 17 veículos que fecharam as portas nos últimos quatro anos

Um levantamento divulgado nessa quinta-feira (30/12) pelo Poder360, com base em informações do Atlas da Notícia, aponta que ao menos 17 veículos de médio e grande portes encerraram suas atividades no Brasil desde 2018. Só neste ano, foram cinco casos, o mais recente do El País Brasil, que interrompeu suas atividades em 14 de dezembro, após oito anos de operação.

Além do jornal espanhol, que só contava com a versão digital no Brasil, deixaram de operar em 2021 o jornal Agora, do Grupo Folha, a revista Época, do Grupo Globo, a versão impressa do Diário do Nordeste e o site Terça Livre.

Em entrevista ao Poder360, Marcelo Rech, presidente da ANJ (Associação Nacional dos Jornais), disse que o principal motivo para o fechamento das empresas jornalísticas é o “duopólio” formado pelo Google e pelo Facebook. Segundo ele, as duas gigantes “engolem” as verbas de publicidade mundiais.

Ele explica ainda que, se não houver um modelo de remuneração das atividades jornalísticas pelas big techs em questão, a erosão do jornalismo será “gradual”, com fechamento de veículos e dificuldades para a criação de novas iniciativas. Entre as consequências do “desaparecimento do jornalismo” citadas por Rech, está a eleição de governantes autoritários, autocratas e populistas e o crescimento da desinformação e de discursos de ódio.

Confira mais detalhes na reportagem do Poder360.

Mais um mês para concorrer ao Prêmio SIP

Sociedade Interamericana de Imprensa recebe até 30 de janeiro inscrições para seu prêmio anual de Excelência em Jornalismo, tradicionalmente conhecido como Prêmio SIP.

A premiação vai contemplar trabalhos jornalísticos em 14 categorias: Caricatura, Cobertura Digital, Cobertura Factual, Entrevista, Crônica, Direitos Humanos e Serviço Comunitário, Fotografia, Infografia, Opinião, Jornalismo de Dados, Jornalismo Investigativo, Jornalismo Ambiental, Jornalismo de Saúde e Jornalismo Universitário.

Podem concorrer jornalistas de América Latina, Caribe, América do Norte e Espanha. O vencedor de cada categoria vai receber US$ 2 mil. Mais informações e inscrições no site da SIP (em inglês).

O adeus a José Maria Rabelo

Morreu na madrugada desta quarta-feira (29/12) o jornalista e escritor José Maria Rabelo. Um dos fundadores do Partido Democrático Trabalhista (PDT), ele estava internado há um mês no Hospital Felício Rocho, em Belo Horizonte, onde sofreu falência múltipla de órgãos.

Mineiro de Campos Gerais, Rabelo fundou o semanário Binômio, que circulou semanalmente de 1952 até 1964, já na época da ditadura militar. Ele foi considerado um dos precursores da imprensa alternativa no Brasil, e acabou exilado por suas atividades jornalísticas e políticas. Por 18 anos presidiu o PDT em Minas Gerais, e foi vice-presidente do Banco do Estado do Rio de Janeiro (Banerj), nos dois governos de Leonel Brizola (1983 a 1987 e 1991 a 1994).

No ramo da literatura, é autor dos livros Binômio – O jornal que virou Minas de cabeça para baixo, Diáspora – Os longos caminho do exílio, Residência Provisória, Belo Horizonte – Do arraial à metrópole – 300 anos de história e Cores e Luzes de Belo Horizonte.

“A morte de José Maria Rabelo é perda irreparável”, destacou o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi. “A história da democracia brasileira perdeu hoje um dos seus mais brilhantes e corajosos líderes. Jornalista combatente contra a ditadura, trabalhista que junto com Brizola ajudou a construir o nosso PDT. Esse mineiro único agora é uma estrela a nos guiar. Minha ampla, total e irrrestrita solidariedade a sua família nesta hora de dor”.

Viúvo, deixa seis filhos, entre eles o fotógrafo Fernando Rabelo. O corpo está sendo velado, até as 20h, na Casa do Jornalista, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte.

Presidente da Fenaj defende “Campanha Salarial Unificada” em 2022

Maria José Braga, presidente da Fenaj
Maria José Braga, presidente da Fenaj
* Por Katia Morais, editora do Jornalistas&Cia em Brasília
Em live sobre o lançamento da Campanha Salarial Unificada 2022, Maria José Braga, presidente da Fenaj, destacou a iniciativa pioneira dos sindicatos do Nordeste, que se uniram em torno de uma pauta comum para promover a luta contra a precarização do trabalho jornalístico.

“É muito bom para a Federação ver que, em meio a tantas demandas e dificuldades, os sindicatos do Nordeste dão um passo além da contrarreforma trabalhista, além da crise econômica, política e sanitária que estamos vivendo, estão avançando”, afirmou Zequinha.

Para ela, cada jornalista deveria acompanhar pelo menos uma negociação salarial na vida para valorizar o seu sindicato e entender que cada centavo e cada conquista é adquirida com muito suor das pessoas que estão ali. E citou o exemplo recente dos jornalistas da EBC: “Fizeram uma greve longa e forçaram a empresa, comandada por bolsonaristas, a conceder aumentos, terminar com assédios morais e garantir reajuste. A partir da união, podemos dizer que tivemos uma greve vitoriosa. A greve continua, mas em outras condições de negociação”.

Maria José também citou os jornalistas do Estadão. “Com paralisações pontuais, mostraram para os patrões que os trabalhadores não iriam mais aceitar serem tratados como dispensáveis, com rebaixamento tão grande de salário. Assim, conquistaram o reajuste integral da inflação. Isso mostra que só a luta muda a vida. E precisamos fazer com que toda a categoria seja apoiadora da luta sindical”.

BM&C News deve estrear na tevê paga

Paula Moraes, apresentadora e CEO da BM&C News
Paula Moraes, apresentadora e CEO da BM&C News

Paula Moraes, ex-repórter, apresentadora e correspondente da Record TV nos Estados Unidos, deve levar para a tevê paga, ainda no primeiro semestre de 2022, o BM&C News, canal que ela fundou em 2020 no YouTube. A informação é do Notícias da TV, de Daniel Castro.

Com foco em análise econômica e investimentos no mercado financeiro, o BM&C News conta atualmente com cerca de 40 mil inscritos, e 12 horas de programação ao vivo. Além de Paula, o canal que tem sede no bairro do Itaim Bibi, em São Paulo, conta como um dos chefes do projeto Rodrigo Mariz, executivo que já passou por SBT, Band, Globo e Jovem Pan. Com o novo braço, a ideia é tentar ampliar o espaço de notícias em tempo real.

Segundo apurou o Notícias da TV, já existem conversas com a Claro e a Sky, as duas maiores operadoras de TV paga no Brasil e que, juntas, alcançam quase 80% dos 16,3 milhões de assinantes dos canais pagos no Brasil. A expectativa é conseguir acordos até junho.

Paula Moraes, apresentadora e CEO da BM&C News
Paula Moraes, apresentadora e CEO da BM&C News

Caso o projeto se concretize, a tevê paga brasileira passará a ter seis canais nacionais dedicados a noticiário. A líder em audiência e repercussão é a GloboNews. CNN Brasil, Jovem Pan News, Band News e Record News são os outros. Desses, Record e Jovem Pan também estão em tevê aberta, por meio de antenas parabólicas.

Morre Dirceu Lopes, jornalista e professor aposentado da ECA/USP

Faleceu em 22/12, aos 81 anos, Dirceu Fernandes Lopes. Ex-diretor da Regional de Santos do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, ele convivia com sequelas de alguns acidentes vasculares cerebrais que sofreu nos últimos anos.

“Dono de um faro jornalístico marcante”, como destacou em nota o Sindicato, Dirceu era formado em Jornalismo pela Universidade Católica de Santos. Iniciou a carreira no jornal Cidade de Santos, e depois atuou por anos em A Tribuna, mas foi lecionando que deixou seu principal legado.

Era mestre e doutor em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo, e professor doutor aposentado da mesma universidade, além de ter lecionado também na Universidade Católica de Santos.

Dirceu Lopes deixa o filho, Diogo, e a mulher, a professora Terezinha Tagé, também educadora aposentada da ECA/USP.

Fernanda Bianchini assume a Comunicação da Petrobras

Fernanda Bianchini assume a Comunicação da Petrobras

Fernanda Bianchini será a nova gerente de Comunicação da Petrobras, a partir do ano que vem. Substituirá a Flávia da Justa, gerente executiva de Comunicação e Marcas na empresa desde 2019, que deixa a companhia no final deste mês. Um comunicado interno, na sexta-feira (17/12), informou aos funcionários a nomeação.

Formada em Economia na UFRJ, com MBA em Finanças pela Coppead, Fernanda está na Petrobras desde 2009. Sempre no Relacionamento com Investidores, chegou a exercer o cargo de gerente por quase dois anos, no escritório de Nova York.

Flávia tinha pouco mais de dois anos e meio de Petrobras e foi por quase um ano diretora de Comunicação e Marketing da Oi.

Abraji protocola ação contra assédio judicial a jornalistas

A Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) requerendo maior proteção para casos de assédio judicial contra jornalistas.

O objetivo é impedir a distribuição coordenada de processos variados contra um mesmo alvo, com o intuito de intimidar profissionais da imprensa. A ação protocolada pela Abraji pede que os Juizados Especiais Cíveis (JECs) não sejam utilizados para perseguir jornalistas e comunicadores.

Usando a técnica da interpretação conforme a Constituição, a Abraji pede para que, sempre que caracterizada uma situação de assédio judicial, os processos em série sejam reunidos e julgados na comarca de residência do réu, isto é, do jornalista ou comunicador. Com isso, será possível evitar que o profissional tenha gastos excessivos com sua defesa para comparecer a JECs situados nos locais mais diversos do País.

“O Brasil lutou muito para que o acesso à Justiça fosse democratizado, e a Abraji não pretende de modo algum diminuir esse acesso”, afirma a advogada Taís Gasparian, do escritório RBMDFG, que representa a Abraji na causa. “O que se pretende é uma ordem para estipular que, em caso de abuso do direito de ação, os processos sejam reunidos e que tenham trâmite perante o foro do domicílio do réu. Dessa forma, já que não se pode evitar o abuso, pelo menos que facilite aos assediados a gestão da sua defesa”,

Marcelo Träsel, presidente da Abraji, diz esperar que a ADI impeça o cerceamento da liberdade de imprensa: “A retaliação contra reportagens investigativas por via judicial vem se tornando cada vez mais frequente no Brasil e, infelizmente, um instrumento de promoção da democracia e do estado de direito, como os JECs, tornou-se uma arma para que pessoas envolvidas em algum tipo de infração ou crime procurem esconder suas atividades do público. Muitas organizações e indivíduos, embora tenham condições financeiras de acessar a justiça comum, dão preferência a esse tipo de juizado, porque lhes permite desestabilizar o cotidiano de seus alvos e atingir o verdadeiro objetivo das ações, que não é demonstrar razão ou reparar um dano, mas intimidar jornalistas”.

Precedentes

O uso dos JECs como ferramenta de assédio judicial a jornalistas tem sido cada vez mais frequente no Brasil. Um dos primeiros casos ocorreu em 2008 e teve como alvo a jornalista Elvira Lobato, à época na Folha de S.Paulo. Lobato respondeu, após publicação de uma reportagem sobre a Igreja Universal, a mais de 100 processos apresentados quase que simultaneamente por pessoas ligadas à igreja, revelando características de um ataque orquestrado.

Em poucas semanas, a jornalista viu-se diante de dezenas de convocações para comparecer a audiências de conciliação em cidades muito distantes até das capitais dos estados. No caso dos JECs, o não comparecimento do réu caracteriza sua revelia, isto é, os processos podem ser julgados sem que a versão da defesa seja ouvida.

Em 2020, o escritor João Paulo Cuenca foi alvo de mais de 150 processos, em razão de um tweet que fazia uma paródia de uma frase histórica. Da mesma maneira, foram orquestradas proposituras simultâneas, em diversas cidades do País, com narrativas e argumentos parecidos.

Tais Gasparian, que defendeu Elvira Lobato, busca desde então alternativas para diminuir o impacto de quem procura instrumentalizar o Poder Judiciário contra a liberdade de expressão: “Não há remédio jurídico para enfrentar o assédio judicial. É necessário que o STF se pronuncie sobre essa questão de modo a mitigar os danos dos que são atacados”. Gasparian ressalta ainda que a ADI apresentada pela Abraji não pretende restringir o direito de ação, um dos pilares do Estado Democrático, e um direito humano.

(* Com informações da Abraji)

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