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Carla Jimenez é a nova editora-chefe do UOL

Carla Jimenez - Arquivo Pessoal

O UOL anunciou a chegada de Carla Jimenez como nova editora-chefe. Com mais de 30 anos de carreira, grande parte em cargos de edição e gestão de equipes, Carla vinha de um período sabático na carreira, após anuncias no começo do ano sua saída da Sumaúma Jornalismo, plataforma dedicada à cobertura da Amazônia fundada por ela em 2022 em parceria com Eliane Brum e Jonathan Watts.

“Desafio enorme entrar para o UOL, portal referência de todo o Brasil desde os anos 1990, quando o assunto é jornalismo digital”, comentou Carla, que em seu novo desafio atuará sob a coordenação do gerente geral de Conteúdo Alexandre Gimenez. “Começo a trabalhar quando o ano está acabando. Ciente de que 2024 pode definir o futuro do país. Os meses sabáticos foram especiais, felizes e muito ricos. Fiz cursos, vivências, assisti a debates sobre o momento da nossa profissão. Conversei com muitos colegas da área para entender nosso momento”.

Apesar do sabático, ela vinha atuando como colunista na CartaCapital, e antes da Sumaúma foi diretora executiva do El País Brasil e editora de Economia da IstoÉ Dinheiro. Passou ainda por Estadão, The Intercept Brasil e pela revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios.

Carla Jimenez – Arquivo Pessoal

“Num mundo mais hostil, como o de 2023, nossa profissão ganha novos desafios, pensar o novo. O UOL chegou no meio desse debate interno. Não resisti à tentação de aprender essa cultura, nessa máquina de notícias que é o portal que fala com metade do Brasil. Frio na barriga define. Mas como diz o meu povo, ‘vai com medo mesmo’. E lá vamos nós. Axé”, concluiu.

Paulo Andreoli reassume controle societário da MSL Andreoli

Paulo Andreoli reassume controle societário da MSL Andreoli
Crédito: Reprodução/MSL Andreoli/Facebook

Paulo Andreoli está reassumindo o controle societário da MSL Andreoli – nascida Paulo Andreoli – Corporate Affairs, em 1997 – após 20 anos no Publicis Groupe. A agência, conforme comunicado divulgado na tarde dessa terça-feira (12/12), passará por processo de rebranding e reestruturação estratégica. “As mudanças incluem a criação de nova marca, revisão de ofertas e nova estrutura organizacional e as novidades serão comunicadas ainda em janeiro do próximo ano”, destaca o informe.

Sócio-fundador da agência, Andreoli enfatiza: “A movimentação não impactará os atuais clientes e colaboradores da MSL Andreoli, que seguirão para a nova agência. Quanto à estrutura, seguiremos contando com os 18 escritórios espalhados pela América Latina, que compõem a rede exclusiva da agência na região há mais de 20 anos, e continuarão associados à Andreoli e atendendo à rede global da MSL.

Na troca de agradecimentos, Gabriela Onofre, CEO do Publicis Groupe Brasil, diz: “Paulo construiu e consolidou, com seu time, fortes laços de mais de duas décadas de parceria, os quais serão mantidos dentro da nova fase do seu negócio. Os clientes da nova agência continuarão a se beneficiar da expertise das agências do Publicis Groupe”. Paulo retribui: “Após 20 anos, posso assegurar que elegi o melhor parceiro de negócios. O Publicis Groupe sempre me apoiou, incentivou e contribuiu para meu crescimento profissional e pessoal. Esta operação traduz o respeito que eles têm com as decisões e iniciativas dos seus líderes. Certamente, continuaremos a trabalhar juntos”.

“A transação”, consensual, como frisa Gabriela, “está alinhada aos interesses estratégicos das duas partes e mantém em bons termos os mais de 20 anos de parceria entre os sócios: “O Publicis Groupe passa por importantes transformações globalmente. A partir de um novo direcionamento estratégico de negócios, acordamos a venda da nossa participação na MSL Andreoli para concentrar nossos esforços em criatividade, dados, tecnologia e mídia”.

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Novo Especial do MediaTalks traz os impactos da COP28

Novo Especial do MediaTalks traz os impactos da COP28

Por Luciana Gurgel, editora executiva (*)

O MediaTalks, braço internacional do J&Cia, produziu um Especial sobre os impactos da COP28, que acaba de ser encerrada nesta quarta-feira (13/12). Ele apresenta um balanço da conferência e aborda como foi a repercussão em países como Estados Unidos, Reino Unido, Suécia, Itália e Argentina, graças à participação mais do que inestimável dos correspondentes Claudia Wallin, Eloá Orazem, Fernanda Massarotto, Márcia Carmo, Luciana Gurgel e Aldo de Luca. A edição tem apoio de GM, Banco BV, Suzano, Cummins, Anglo American, Itaú, GBR, BCW / Máquina, BRF e TekBond.

Entre os temas abordados estão os rumos do ativismo ambiental, a preferência cada vez maior dos funcionários em trabalhar para empresas preocupadas com o clima, o chamamento do Papa à “conversão ecológica”, o discurso do Rei Charles III pedindo transformações que são difíceis de acontecer em seu próprio reino, a ciência da atribuição que demonstra a conexão entre os eventos extremos e as mudanças climáticas.

Também são debatidos o preocupante movimento contra a avaliação das práticas de ESG, a necessidade de apoio às pequenas empresas na elaboração de relatórios de sustentabilidade para que elas possam saber o que fazer para mudar o quadro e o papel que se espera das grandes corporações e dos governos nesse grande esforço.

Tudo isso apoiado por pesquisas, como a da Universidade de Yale, que mostrou que os brasileiros estão entre os que mais se preocupam com os danos das mudanças climáticas às gerações futuras e entre os que mais acham que o tema deve ser uma prioridade do governo. O dado mais preocupante do estudo é o de que quatro em cada dez dos entrevistados nem conhecem o termo “mudanças climáticas”.

A conscientização, portanto, continua a ser essencial nesse esforço global, dependendo cada vez mais do papel decisivo de jornalistas, comunicadores corporativos, organizações de mídia, influenciadores das redes sociais, ONGs, celebridades, autoridades e lideranças governamentais.

Mas as dificuldades para a ação do jornalismo ambiental persistem. Outra pesquisa apresentada no Especial aponta as barreiras para a cobertura ambiental na América Latina. Também é abordado um estudo apresentado na COP27 mostrando que 62% das 229 notícias ambientais latino-americanas pesquisadas tinham sido distribuídas por uma agência de notícias europeia.

Nesse sentido, é valioso um artigo do Especial escrito por Marina Amaral, cofundadora da Agência Pública. Do tempo em que os jornalistas que reportavam a Amazônia eram descritos pelos grandes jornais como aqueles que tinham se embrenhado no “Brasil profundo”, Marina exalta a importância do advento da mídia digital para colocar os problemas ambientais na pauta do País.

De Londres, Yula Rocha destaca o uso das manifestações culturais como instrumento de conscientização na luta contra as mudanças climáticas, que foi um legado deixado pela COP28. A ideia é usar a emoção de quem consome cultura para refletir sobre a causa, agir e cobrar ações, fazendo com que as manifestações artísticas ligadas à causa atuem como ferramenta de transformação das mentes.

Duas entrevistas publicadas no Especial discutem o tom correto para abordar o tema. De um lado, a diplomata costarriquenha Christiana Figueres, aclamada como arquiteta do Acordo de Paris, pede maior equilíbrio entre a indignação e o otimismo. Do outro lado, Erika Bjerström, uma das principais jornalistas ambientais da Suécia, diz que não é papel da imprensa manter a audiência de bom humor de maneira falsa.

Nesse cenário, o Especial mostra o poder do caminho do meio, representado pela rede SJN (Solutions Journalism Network). O jornalismo de soluções aborda temas como as mudanças climáticas mostrando sua gravidade, junto com exemplos de respostas ao problema, e o que se aprendeu com sucessos e fracassos.

Outro esforço importante é o da CCN (Covering Climate Now), da qual o MediaTalks faz parte, que compartilha pela rede as matérias produzidas por seus membros, de maneira a alcançar um impacto global para o conteúdo produzido em cada país.

O cenário é complexo, os desafios são muitos, mas boas iniciativas estão em andamento. O Especial busca mostrar caminhos para os profissionais, veículos e empresas que queiram se engajar nesse esforço. Vale a leitura!

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Pela primeira vez, Abraji elege diretoria majoritariamente de mulheres

Associados e associadas da Abraji elegeram entre 1 e 4/12 a diretoria da organização para o biênio 2024-25, que tomará posse em janeiro. Foram 159 eleitores, entre 243 aptos a votar (65%). A chapa única foi eleita com 145 votos (91,2% do eleitorado). Houve 13 votos nulos e um voto em branco, representando 8,2% e 0,6% do total, respectivamente.

A nova diretoria, com Katia Brembatti na presidência e Maiá Menezes na vice, é composta majoritariamente por mulheres e conta com jornalistas de todas as regiões do País, sendo que 57% se declaram pessoas não brancas. Há também uma pluralidade etária e diferentes trajetórias profissionais, que podem contribuir para uma abordagem mais diversa das questões que dizem respeito ao jornalismo. (Saiba+)

STF derruba decisão que censurou reportagens do Estadão

STF derruba decisão que censurou reportagens do Estadão
Crédito: Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin suspendeu em 8/12 uma decisão da Justiça do Maranhão que determinava a remoção das reportagens do Estadão sobre o ministro das Comunicações, Juscelino Filho.

As publicações denunciavam a concessão de retransmissão de TV por Juscelino a uma emissora ligada ao seu grupo político no Estado. A determinação foi imposta pelo juiz José Eulálio Figueiredo de Almeida, da 8ª Vara Cível de São Luís (MA). Além da retirada, era exigido que o jornal e os autores da publicação publicassem um texto de retratação afirmando que “noticiaram informações falsas”.

Segundo Zanin, não há argumentos concretos que impeçam a divulgação das informações no veículo: “Nota-se que, com o devido respeito, a decisão reclamada utiliza-se de argumentos genéricos, sem justificar suficientemente o motivo da restrição à liberdade de imprensa. Por ora, não há informação nos autos de que a notícia seja falsa ou sabidamente maliciosa”.

De acordo com o ministro do STF, a decisão configura “evidente obstrução ao trabalho investigativo inerente à imprensa livre, além de caracterizar embaraço ao repasse das informações à opinião pública”.

Zanin pediu informações à Justiça do Maranhão antes de tomar uma decisão definitiva sobre o tema.

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Luciana Barreto deixará a CNN Brasil ao final do ano

Em postagem publicada em suas redes sociais, a apresentadora Luciana Barreto anunciou que não seguirá na CNN Brasil a partir de 2024. Contratada ainda durante o período de criação do canal, ela era um dos principais nomes entre os âncoras da casa e desde setembro comandava o Brasil Meio-Dia.

“Aprendi muito por aqui. Agradeço demais o respeito com que estão me tratando neste momento! Seguimos juntos no Brasil Meio-Dia até dia 27. Espero vocês nesses últimos passos dessa jornada. Depois de muitos anos de ponte aérea, volto para o meu Rio de Janeiro”, explicou a jornalista em seu perfil no Linkedin.

De acordo com comunicado interno assinado pelo vice-presidente de Jornalismo Virgílio Abranches, o desejo de deixar a casa partiu de Luciana, que expôs seu desejo de voltar a morar no Rio de Janeiro.

Em entrevista para o especial Subjetividades, do podcast #diversifica, publicada em agosto de 2022, Luciana chegou a comentar os desafios de dividir sua agenda entre os compromissos profissionais, de segunda a sexta-feira na capital paulista, e familiares, aos fins de semana no Rio de Janeiro.

Com a saída de Luciana, Muriel Porfiro assumirá o Brasil Meio-Dia interinamente até a definição de um novo titular, que deverá ocorrer após as festas de fim de ano.

Além do Brasil Meio-Dia, Luciana esteve à frente desde a o lançamento da CNN Brasil dos programas Visão CNN, O Grande Debate e O Mundo Pós-Pandemia, e recentemente lançou Discursos de ódio contra negros nas redes sociais (Pallas Editora), livro que busca documentar o racismo nas redes sociais e mostrar formas de combatê-lo.

Trabalhadores da EBC aprovam Acordo Coletivo 2022-2024

Brasília (DF), 24/10/2023, Totem na fachada da EBC, com a nova logo marca, que fica na entrada da Empresa Brasil de Comunicação, localizado no Venâncio Shopping em Brasília. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Após longo processo de negociação, trabalhadores da EBC aprovaram em 29/11 o acordo coletivo de trabalho 2022-2024. A proposta foi aprovada em assembleia nacional por 262 votos a favor, 96 votos contrários e oito abstenções. Apesar da assinatura do acordo, tanto os sindicatos quanto os trabalhadores não saíram satisfeitos com o resultado final, isso porque se esperava que, com a mudança de governo e de direção da empresa, houvesse uma valorização dos trabalhadores que resistiram a mais de seis anos de desmonte promovido pelos ex-presidentes Temer e Bolsonaro.

Sob a justificativa de baixa arrecadação e da aprovação do novo arcabouço fiscal, a proposta final vinda da SEST (Secretaria de Coordenação das Estatais) e da direção da EBC foi de reajuste de 90% do INPC para os salários nos dois períodos, retroativo a data-base (novembro/2022), 90% do índice nas demais cláusulas econômicas, retroativo a janeiro/2023, além da redução da ocupação de funcionários de carreira nos cargos de chefia e comissão (de 70% para 50%). A assinatura do ACT põe fim a três anos sem acordo vigente, tendo em vista que o último (2000-2022) chegou a ir a dissídio. O imbróglio só teve fim no primeiro semestre deste ano, depois de mais de dois anos e meio de lutas, greve e resistência dos trabalhadores da empresa.

Veículos de notícias digitais unem-se para expor prejuízos do afundamento do solo em Maceió

Veículos de notícias digitais unem-se para expor prejuízos do afundamento do solo em Maceió
Crédito: Reprodução/Jornal da Record/Youtube

Com vistas a cobrir as consequências das atividades de mineração da Braskem em Maceió (AL), as plataformas digitais Marco Zero Conteúdo, Mídia Caeté e Olhos Jornalismo criaram a Redação Nordeste!, projeto que dá voz às vítimas impactadas pelo afundamento do solo.

A iniciativa pretende unir recursos e conhecimento para a produção de reportagens que mostrem os efeitos de décadas de extração do sal-gema no local. O desastre causado pelo afundamento já provocou o abandono de 15 mil residências e expulsão de 60 mil moradores. Foram atingidos bairros tradicionais como Pinheiro, Mutange, Bebedouro e Bom Parto.

Para realizar a apuração e desenvolver as produções jornalísticas, formam uma equipe em Maceió os profissionais Sergio Miguel Buarque e Inês Campelo, da Marco Zero Contéudo; Wanessa Oliveira e Marcel Leite, da Mídia Caeté; e Géssika Costa, da Olhos Jornalismo.

As reportagens estão sendo publicadas nos três veículos. Uma delas expõe o descontentamento dos moradores, assim como dos movimentos sociais, que cobram justiça e a devida responsabilização da Braskem

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PF prende dois suspeitos que planejavam assassinato de Giovani Grizotti

Além de prender os suspeitos, a operação da PF identificou que o esquema movimentou R$ 3,5 bilhões em cinco anos (Foto: Divulgação/Polícia Federal)

A Polícia Federal prendeu na última semana dois suspeitos de planejar o assassinato de Giovani Grizotti, repórter da RBS TV e décimo jornalista mais premiado do Brasil, segundo a última edição do Ranking dos +Premiados da Imprensa.

A prisão ocorreu após a polícia interceptar mensagens em que os suspeitos sugeriam o crime por conta de uma série de reportagens feitas por Grizotti – popularmente conhecido como Repórter sem Rosto por não revelar sua identidade –, sobre contrabando de milho e soja na fronteira do Rio Grande do Sul com a Argentina.

Veiculadas em outubro de 2022 no RBS Notícias e no Jornal Nacional, da TV Globo, as reportagens mostravam que o esquema de contrabando fraudava notas fiscais e transportava os grãos pelo rio Uruguai.

Além de prender os suspeitos, a operação da PF identificou que o esquema movimentou R$ 3,5 bilhões em cinco anos. Com base nas investigações, foram executados 59 mandados de busca e apreensão e 16 mandados de prisão em cinco estados brasileiros. A operação também bloqueou R$ 58 milhões, apreendeu veículos, imóveis e uma aeronave.

Além de prender os suspeitos da planejar o assassinato de Giovani Grizotti, operação da PF identificou esquema que movimentou R$ 3,5 bilhões em cinco anos (Foto: Divulgação/Polícia Federal)

(* Com informações do Portal Imprensa)

Morreu Ricardo Pereira, ex-diretor da Globo Portugal

Morreu Ricardo Pereira, ex-diretor da Globo Portugal
Crédito: Reprodução/Bom Dia Brasil/ Globo

O ex-diretor da Globo Portugal, Ricardo Pereira morreu aos 72 anos na noite do último domingo (10/12). Pereira enfrentava há quatro anos um tratamento contra câncer no pâncreas e no fígado. Com mais de 40 anos de carreira, cobriu eventos históricos como o terremoto do sul da Itália, a Guerra das Malvinas e a Guerra Irã-Iraque.

Ele iniciou a carreira no jornalismo fazendo traduções para veículos de comunicação. Depois fez reportagens como freelancer para a Globo e entrou oficialmente no veículo em 1977, onde foi repórter do Jornal Nacional e do Fantástico.

Aposentado em setembro, planejava lançar um documentário no Globoplay sobre um diário de guerra encontrado durante uma de suas viagens.

Ricardo Leitão de Paiva Pereira nasceu no Rio de Janeiro em 13 de outubro de 1951. Formou-se em Comunicação Social na Universidade Federal Fluminense (UFF) e também cursou Administração na Escola Brasileira de Administração Pública da Fundação Getulio Vargas (EBAP-FGV).

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