7.9 C
Nova Iorque
sábado, abril 25, 2026

Buy now

Início Site Página 133

Preciosidades do acervo Assis Ângelo: Licenciosidade na cultura popular (XC)

Por Assis Ângelo

A literatura estrangeira sempre teve espaço no Brasil.

Escritores brasileiros como Guimarães Rosa, Graciliano Ramos, José de Alencar, Machado de Assis, Zé Lins do Rego, Jorge Amado e tantos e tantos também ocupam espaços privilegiados nas estantes de estrangeiros que gostam da boa literatura.

Pouca sabe que o maranhense Coelho Neto (1864-1934) escreveu e publicou mais de uma centena de livros com temática realista e naturalista; até poeta parnasiano ele foi.

Quanto a Audálio Dantas, de quem já falamos na coluna passada, não custa dizer que ele foi bem mais do que um simples e mortal jornalista. Gostava de escrever contos e poemas no estilo cordelista. Uma vez até sugeriu a Geraldo Vandré trocar um verso da canção Fabiana.

Pois é, poetas não faltam no nosso querido Patropi.

Em 2011, o cearense de Fortaleza Celso de Alencar publicou um livro, Poemas Perversos, sobre homens e mulheres de vida fácil ou difícil. Sei lá! Entre seus poemas, As Putas do Jardim da Luz:

 

São velhas e belas as putas do Jardim da Luz.

Elas me amam à tarde

e mastigam docemente as minhas mãos

e colocam-se dentro do meu pênis

como se fossem um oceano suntuoso e perfumado.

Eu caminho sóbrio como os pássaros

para beijar-lhes as bocas de álcool fecundado

entre a língua e a garganta.

 

Elas me amam e são puras

e eu lhes digo que escuro está o dia

e o vento dobra as árvores sobre mim

e o meu coração murmura levemente os meus pecados.

 

Eu as ouço:

Vem comigo!

O vulcão dorme pela manhã

e nos meses em que tudo é noturno.

Olha os nossos nomes que tremulam na

bandeira da estação ferroviária.

Mede a profundidade de nossas vaginas prolongadas.

Escuta o som das flautas e dos trens

que sai de nossas almas.

Ouve as histórias que contamos sobre

a vida breve de nossos filhos acinzentados.

Coloca-te dentro da loucura incandescente e amarga.

 

Eu amo as putas do Jardim da Luz.

Elas são puras e eu ouço as vozes de seus filhos

entre os lençóis que flutuam

como cortinas coloridas

nas portas dos quartos

onde a morte se encontra.

 

A vida tem por costume nos surpreender de tudo quanto é jeito.

Uma Senhora é título de um conto do jornalista carioca Marques Rebelo (1907-1973). Nada a ver com Senhora, de José de Alencar. Rebelo conta o caso de uma mulher que passa o ano todo cuidando da casa, dos filhos e do marido. Seu prazer é desfilar no Carnaval.

Marques Rebelo

Não são poucos os contos e romances que trazem o Carnaval como pano de fundo para personagens de todo tipo se movimentarem, tanto na avenida como nos bares e camas da vida.

Há livros inteiros abordando a temática momesca.

É do baiano Jorge Amado o livro O País do Carnaval. O título já diz tudo. E foi esse livro o primeiro da densa bibliografia de Amado.

Carnaval é fantasia, brincadeira e coisas tais, que podem nos remeter à série monumental de contos e causos que formam As Mil e Uma Noites.

Coisas das Arábias.

Um Beijo no Deserto, que nada tem a ver com folia carnavalesca, traz uma história fantasiosa e mirabolante, capaz de facilmente encantar o leitor ou leitora de qualquer idade.

Começa em Londres e tem desfecho fantástico lá pras bandas de Beirute. A protagonista, Christine, aceita o desafio para passar-se por uma princesa e como tal convence o sheik Abu Hamid a negociar com o irmão Charles e o amigo Michael, esse um conde que pretende realizar uma grande compra de cavalos árabes.

Quanto ao amigo do irmão, esse termina por apaixonar-se por Christine. Os dois pombinhos não se aguentam e dão uma passadinha em Delfos, na Grécia… e mais não digo.

A autora dessa história é Barbara Cartland.

Barbara Cartland

Histórias do Oriente sempre mexeram com a cabeça de todo mundo, principalmente da molecadinha, dos jovens em formação.

Quanto à molecada mais robusta o que mais encanta hoje tem a ver com histórias cujos roteiros são permeados por personagens vagando por mundos desconhecidos, muito além desse nosso mundinho besta, esculhambado e sem futuro que estamos destruindo ao destruirmos o meio ambiente.

Há escritores de ficção científica, incluindo mulheres: Octavia Butler, Connie Willis e Carol Façanha.

A afro-norte-americana Octavia Butler (1947-2006) ficou conhecida pelos livros de ficção científica que escreveu. No livro Kindred − Ligações de Sangue (1979), ela cria personagens que têm tudo a ver com o racismo ainda reinante no mundo todo.

A escritora Carol Façanha, doutora em Literatura Inglesa pela UFRJ, tem vários livros publicados, entre os quais Não Esqueça (2021). A história que insere nesse livro se passa numa imaginária São Paulo do futuro. A personagem principal, Pandora, enfrenta problemas de todos os tipos. Perde a memória e corre risco de morte.

Juízo Final (1992), de Connie Willis, é um mergulho no passado e no futuro. Vai até a Idade Média e num salto maior chega ao ano de 2050. A personagem Kivrin faz uma incrível viagem de pesquisa em campo, colhendo informações sobre doenças que afetam e afetaram a humanidade, como a Peste Negra. Em Juízo Final, a protagonista corre um grande perigo.


Foto e ilustrações de Flor Maria e Anna da Hora

Contatos pelos [email protected], http://assisangelo.blogspot.com, 11-3661-4561 e 11-98549-0333

Record faz novas demissões em São Paulo

Record faz novas demissões em São Paulo

A Record TV fez novos cortes em sua sede em São Paulo. Entre os nomes dispensados está Cleisla Garcia, repórter especial do Jornal da Record que estava há quase 20 anos na emissora. No Instagram, ela publicou um vídeo sobre “fins de ciclos” e agradeceu a colegas, amigos e gestores pelo trabalho no canal. Venceu em 2007 o Prêmio Vladimir Herzog e é autora do livro Sobre Viver.

Segundo informações de Márcia Pereira, colunista do Notícias da TV, além de Cleisla, também foram demitidos Rosana Simões, chefe de reportagem do Jornal da Record; Kiko Ribeiro, repórter especial do Jornal da Record e que estava na emissora desde 2005; Matheus Munin, ex-chefe de produção do núcleo de reportagens da Record; Luanna Barros, repórter investigativa e pauteira do núcleo de reportagens desde 2020; e as editoras do núcleo de reportagens Aline Bertoli e Lais Dapper.

Vale lembrar que a Record TV já havia feito cortes em sua sede em São Paulo no final de novembro. Na ocasião, o Portal dos Jornalistas entrou em contato com a emissora, que confirmou as “demissões pontuais”, mas negou o fim do Repórter Record Investigação e do Núcleo de Reportagens Especiais.

Bianca Forçan deixa Fato Relevante e vai para Grupo Rái

Bianca Forçan deixa Fato Relevante e vai para Grupo Rái
Crédito: Reprodução/Linkedin

Bianca Forçan, executiva de PR que esteve no atendimento à Braskem, despediu-se em novembro da Fato Relevante, após 11 meses de casa, e começou como executiva de PR no Grupo Rái, para as contas de Blueshift, BigDataCorp e Centro Universitário Newton Paiva. Antes, foi estagiária na Máquina por 1 ano e 7 meses.

Em seu Linkedin, Bianca expressou gratidão pela experiência na antiga empresa: “Foram 11 meses intensos atuando como atendimento da Braskem, um período de grandes aprendizados e evolução, tanto profissional quanto pessoal. Saio com o coração cheio de reconhecimento e prontos para novos desafios que me aguardam”.

Globo demite Wilson Kirsche após 28 anos

Wilson Kirsche (Crédito: Instagram)

Wilson Kirsche, repórter da RPC, afiliada da Globo no Paraná, foi demitido da emissora após 28 anos de casa. Ele fazia entradas em jornais como o Bom Dia Brasil e o Jornal Nacional. No Instagram, o jornalista comentou que sai “sem rancores nem remorso”, e que sua dispensa já era esperada: “Não dá para alegar surpresa. Havia um climão e dezembro é o mês em que, tradicionalmente, a firma sempre chacoalha o cajueiro. Não falha um. E, dessa vez, quem caiu fui eu”.

Formado pela Universidade Estadual de Londrina, Wilson gravou diversas reportagens para praticamente todos os telejornais da Globo durante sua trajetória na RPC. Percorreu 20 Estados do Brasil. Cobriu importantes eventos como crises no Paraguai e Argentina, quarteladas em Bolívia e Paraguai e cúpulas de chefes de Estado em Argentina, Colômbia e Paraguai.

Revista Abrati recicla conteúdo e visual

Revista Abrati recicla conteúdo e visual
Crédito: Revista Abrati

A revista Abrati lança sua última edição em dezembro com reformulação gráfica e editorial.

Editada pela Associação Brasileira das Empresas de Transporte Terrestre de Passageiros (Abrati), tem circulação nacional, com 2,5 mil exemplares na edição física e, na digital, 6,8 mil contatos via e-mail e WhatsApp. Na pauta, o transporte rodoviário interestadual e internacional de passageiros em linhas regulares – infraestrutura, legislação, inovação tecnológica, sustentabilidade e desempenho do setor.

A revista existe desde 1998, voltada para o transporte e a indústria e os serviços do setor. A remodelagem ganhou seções fixas e editorias novas, com divisões por segmentos, ouvindo vários players – associados e fornecedores – para trazer mais prestação de serviço e informação. A linha editorial tem conteúdo mais leve e moderno, abrindo espaço a vários temas, de forma parecida com revistas especializadas do setor. À frente da publicação estão Maria Fernanda Mota, editora executiva; Beatriz Lima, redatora; Glaymerson Moisés, projeto gráfico, e Letícia Pineschi, publisher. Sugestões de pauta podem ser enviadas para [email protected].

Fabíola Corrêa vai para o SBT

Fabíola Corrêa deixa a Record e vai para o SBT
Crédito: Reprodução/Instagram

Fabíola Corrêa é a nova contratada do SBT. A repórter estreou em 11/12 na emissora, no programa Tá na Hora, comandado por José Luiz Datena. Na última semana, ela foi desligada da Record, onde atuou por 19 anos, tendo trabalhado mais recentemente no Cidade Alerta, apresentado por Luiz Bacci.

Formada em Jornalismo pela Universidade Metodista de São Paulo, Fabíola também desempenhou diversas funções nos bastidores da Record, como editora e produtora de reportagens. Além disso, foi produtora de Marcelo Rezende até 2017, ano do falecimento do jornalista. Conforme a coluna F5, da Folha de S.Paulo, a contratação de novos profissionais foi uma das condições estabelecidas para a entrada de Datena no SBT.

Ângela Bastos deixa jornalismo diário da NSC após 30 anos

Crédito: J.Somensi/Divulgação

Ângela Bastos despediu-se da produção diária de conteúdo na NSC após 30 anos de casa para dedicar-se a projetos especiais. Segundo release enviado à imprensa, a saída da jornalista é resultado de um processo que vinha sendo construído há cerca de um ano. Ela ainda não anunciou seus novos rumos profissionais.

“Foram 30 anos de uma relação de trabalho marcada por uma confiança mútua”, declarou Ângela. “Nunca baixei a guarda na defesa do jornalismo que acredito: ser útil para as pessoas. (…) Sou grata à NSC por ter me dado a oportunidade de fazer o que sempre quis: grandes reportagens”.

Ao longo da trajetória na NSC, Ângela atuou como repórter especial, e assinou um blog e uma coluna sobre carnaval em Santa Catarina. Produziu conteúdo para impresso, digital, TV e rádio. É uma das jornalistas mais premiadas do estado, com mais de 30 prêmios, incluindo Vladimir Herzog, Tim Lopes e Gabo.

104 jornalistas foram assassinados em 2024, diz relatório da FIJ

A Federação Internacional de Jornalistas (FIJ) divulgou seu relatório anual sobre jornalistas assassinados e presos ao redor do globo. Segundo os dados do levantamento, até 10 de dezembro deste ano, 104 profissionais de imprensa foram assassinados no mundo inteiro. Em 2023, foram registradas 129 mortes de jornalistas.

A região mais mortífera para jornalistas foi pela segunda vez seguida a do Oriente Médio e do Mundo Árabe, que contabilizou 66 dos 104 assassinatos em 2024. Os números evidenciam a gravidade da Guerra entre Israel e o Hamas. Só em Gaza, na Palestina, 55 profissionais perderam a vida durante o exercício de seu trabalho. Segundo a FIJ, desde o início da guerra, em outubro de 2023, o número de jornalistas palestinos mortos chega a pelo menos 138.

Mapa de jornalistas mortos em 2024 (Crédito: FIJ)

Na Ásia-Pacífico, foram 20 mortos em 2024, número consideravelmente superior ao de 2023 (12) e 2022 (16). Segundo o relatório, o crescimento no número de mortos aconteceu devido ao aumento da violência no Sul da Ásia, principalmente em Paquistão, Bangladesh e Índia. Além disso, o regime militar de Myanmar continua a caçar jornalistas.

O relatório trouxe também os números de assassinatos nas outras regiões do mundo. Na África, foram oito mortes; nas Américas, 6; e na Europa, 4 jornalistas mortos.

Em 2024, foram registrados 520 jornalistas presos, o que representa um aumento grande em relação a 2023, que contabilizou 427 prisões, e 2022, com 375 presos. A China registrou 135 jornalistas presos, tornando-se o país com o maior número de profissionais de imprensa atrás das grades, à frente de outras nações como Israel (59 jornalistas palestinos) e de Mianmar (44). Só na região Ásia-Pacífico há 254 jornalistas presos.

“Estes números tristes mostram mais uma vez quão frágil é a liberdade de imprensa e quão arriscada e perigosa é a profissão de jornalista”, declarou Anthony Bellanger, secretário-geral da FIJ. “Numa altura em que regimes autoritários estão a desenvolver-se em todo o mundo, é crucial que os cidadãos sejam informados. Precisamos de maior vigilância por parte da nossa profissão. É por isso que instamos os Estados-Membros das Nações Unidas a agir para adotar uma convenção vinculativa sobre a segurança das pessoas, pôr fim às mortes e aos feridos que ocorrem todos os anos”.

Confira aqui a lista completa dos jornalistas assassinados e aqui a lista dos jornalistas presos.

Lula quer mudança na estratégia de comunicação e promete mudanças para 2025

Lula quer mudança na estratégia de comunicação e promete mudanças para 2025
Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente Lula deixou dura mensagem sobre a comunicação do governo no encerramento de seminário organizado pelo PT em Brasília na semana passada. Ele acredita que aparece pouco na imprensa, o que abre espaço para que a extrema-direita cresça nas redes sociais. “Há um erro no governo na questão da comunicação, e eu sou obrigado a fazer as correções necessárias para que a gente não reclame de que não estamos nos comunicando bem”, disse o presidente.

“O PT tem culpa, o meu governo tem culpa, porque a gente não pode permitir, em nenhum momento, que alguém que pensa como a extrema-direita tenha mais espaço nas redes sociais do que nós, mais informações nas redes sociais do que nós, e que consiga projetar as suas maldades mais do que a gente consegue projetar as nossas bondades”, acrescentou.

Lula admitiu ainda que há participação dele na situação, em recado endereçado ao chefe da Secom, Paulo Pimenta. E citou o secretário de Produção e Divulgação de Conteúdo Audiovisual, Ricardo Stuckert, que é também seu fotógrafo oficial: “Há um equívoco meu na comunicação, o [Ricardo] Stuckert costuma dizer ‘presidente, o senhor é o maior comunicador do nosso partido, o senhor tem que falar mais’. E a verdade é que eu não tenho organizado as entrevistas coletivas, elas não têm sido organizadas. Eu adoro falar em rádio. E é preciso que a partir de agora a gente comece a fazer as coisas do jeito que precisa ser feito, porque não serão os nossos adversários que vão falar bem de nós”. O presidente também prometeu que a estratégia de comunicação vai mudar a partir do ano que vem.

Omnicom adquire Interpublic Group e redefine a indústria global de publicidade e comunicação

Omnicom adquire Interpublic Group e redefine a indústria global de publicidade e comunicação

Por Luciana Gurgel

Luciana Gurgel

Em um movimento que altera o equilíbrio de forças na indústria global de publicidade e comunicação, o Omnicom anunciou em 9/12 a aquisição do Interpublic Group, em uma transação bilionária.

A fusão, já aprovada pelos conselhos de administração de ambas as empresas, resultará no maior conglomerado do setor no mundo. A receita combinada dos dois grupos ultrapassou US$ 25,6 bilhões em 2023, enquanto o atual líder de mercado, WPP, faturou US$ 17,3 bilhões no mesmo período.

Impacto no mercado de relações públicas

A fusão deverá impactar o segmento de relações públicas, já que ambas as holdings possuem agências renomadas, algumas operando no Brasil.

O Omnicom é proprietário de FleishmanHillard, Ketchum, Porter Novelli e MMC, enquanto o Interpublic controla The Weber Shandwick Collective (incluindo a Weber Shandwick) e Golin. Segundo o Anuário de Comunicação Corporativa 2024, as agências do Omnicom lideram em faturamento entre as internacionais que atuam no mercado brasileiro, com as do Interpublic em terceiro lugar.

Negociações reveladas pelo The Wall Street Journal

No domingo (8/12), o The Wall Street Journal revelou que as negociações estavam avançadas. No dia seguinte, o acordo foi oficialmente anunciado, sendo descrito por analistas e publicações especializadas como a maior transformação do setor em décadas.

Omnicom e Interpublic são integrantes do grupo conhecido como Big Six, que inclui ainda o britânico WPP, os franceses Publicis e Havas, e o japonês Dentsu.

No campo de propaganda e marketing, o Interpublic controla agências como McCann, FutureBrand e MullenLowe, enquanto o Omnicom é responsável por marcas como BBDO e TBWA.

Detalhes da aquisição

A transação será realizada por troca de ações. Após a conclusão, os acionistas do Omnicom deterão 60,6% da nova empresa, enquanto os do Interpublic ficarão com 39,4%.

A operação está sujeita à aprovação de autoridades regulatórias nos Estados Unidos, onde ambos os grupos estão sediados e empregam, juntos, mais de 100 mil pessoas. A conclusão está prevista para o segundo semestre de 2025.

Sinergias e desafios à frente

Embora o comunicado oficial não mencione cortes, fusões de marcas ou mudanças na operação atual, a expectativa de sinergias anuais de US$ 750 milhões levanta especulações sobre possíveis transformações estruturais.

Agências que oferecem serviços semelhantes ou que competem pelos mesmos clientes podem ser impactadas, como ocorre frequentemente em fusões desse porte.

Por outro lado, integrações no setor de publicidade e comunicação enfrentam o risco de perda de clientes devido a conflitos entre marcas concorrentes. Assim, cada passo deve ser cuidadosamente estudado para não gerar perdas significativas que afetem as receitas.

Liderança da nova empresa

John Wren, atual presidente e CEO da Omnicom, continuará no cargo, enquanto o vice-presidente e CFO Phil Angelastro também permanecerá em sua posição.

Philippe Krakowsky, CEO do Interpublic, e Daryl Simm ocuparão os cargos de copresidentes e COOs da Omnicom. Krakowsky também será copresidente do comitê de integração pós-fusão.

Rumo à nova era do marketing

A aquisição reforça a estratégia de consolidação das duas empresas em um mercado publicitário e de relações públicas moldado pela transformação tecnológica e pelo avanço da inteligência artificial.

“Juntos, Omnicom e Interpublic estarão fortemente posicionados para crescer na nova era do marketing”, destacou o comunicado que confirmou a transação.


Para receber as notícias de MediaTalks em sua caixa postal ou se deixou de receber nossos comunicados, envie-nos um e-mail para incluir ou reativar seu endereço.

Últimas notícias

pt_BRPortuguese