Daniel Castro publicou no último dia 9/2 em seu site Notícias da TV que a demissão dele e dos comentaristas Carlos Chagas, Denise Campos de Toledo e José Nêumanne Pinto, ocorrida em 7/2, já estava definida pelo SBT desde outubro. Castro escreveu que, “antes de viajar para as férias na Flórida, no final de dezembro, Silvio Santos concordou com os cortes. Não houve, aparentemente, nenhuma motivação política, apesar de Carlos Chagas e Nêumane Pinto serem críticos do governo Dilma (PT). O fato de o afastamento de Carlos Chagas ter ocorrido na mesma semana em que sua filha, Helena Chagas, perdeu o cargo de ministra-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, teria sido apenas coincidência. No SBT, avaliava-se que os três comentaristas já não tinham função. Primeiro, no começo do segundo semestre do ano passado, eles deixaram de aparecer na principal vitrine da emissora, o SBT Brasil, porque o excesso de comentaristas prejudicava a dinâmica do telejornal. Foram para outros telejornais, mas, na avaliação interna, não acrescentaram nada. Optou-se por usar o dinheiro de seus salários (quase R$ 50 mil mensais) na contratação de repórteres e no investimento em produção”. Na realidade, a nota de Castro teve como foco principal uma pretensa dificuldade para encontrar substituto para Carlos Nascimento, âncora do SBT Brasil, afastado desde setembro para tratamento de um câncer e que ainda não tem prazo para regressar. A evolução de seu tratamento, a propósito, vem sendo tratada por todos com muita discrição. Nêumanne: “Não questionarei essa deselegância na justiça, pois meus acertos foram feitos de boca com Sílvio Santos” “Na sexta-feira passada, dia 7 de fevereiro, após gravar os comentários para os três jornais do SBT, fui comunicado pelo diretor de Jornalismo Marcelo Parada que o “comitê de programação do SBT” havia decidido extinguir comentários na emissora. Nunca, em momento nenhum, desde que assumiu o lugar, Parada – que conheci no começo da carreira dele na Jovem Pan, onde até hoje sou comentarista – e seu lugar-tenente Ricardo Melo me abordaram a respeito de qualquer aspecto de forma, conteúdo, tom ou estilo que dissesse respeito à minha participação nos três telejornais da casa. Parada mantinha (e não tem por que deixar de manter) uma relação cordial comigo, mas sempre superficial e esporádica, de vez que nossos horários não combinavam. Dificilmente o encontrava em seu gabinete de 2ª a 6ª, entre 4 e 6 da tarde, horário de minhas gravações. Ricardo Melo, cujo comportamento brusco é lamentado entre outros colegas, ao contrário, sempre estava em sua mesa e costumávamos trocar farpas bem-humoradas sobre nossas diferenças ideológicas. Melo é assumidamente trostkista e na juventude também tive simpatia pelo fundador da IV Internacional. E, mesmo tido pelos companheiros dele como membro do Partido da Imprensa Golpista (PIG), dei-lhe de presente de Natal o romance policial O homem que amava os cachorros, do cubano Leonardo Padura, sobre um dos meus temas prediletos, quase obsessivos, o assassinato de Lev Trotsky. Melo nunca demonstrou atenção especial pelo Jornal do SBT, que era ancorado por Carlos Nascimento, nem pelo Jornal do SBT Manhã, comandado por Hermano Henning. Concentrava-se no SBT Brasil, apresentado por Rachel Sheherazade e Joseval Peixoto. Quando a dupla assumiu, o tempo de meu comentário foi reduzido de 40 para 30 segundos, mas Sílvio Santos resolveu dar mais dez minutos ao jornal do horário nobre para garantir a edição dos três comentaristas da Pan que ele havia contratado: Carlos Chagas e Denise Campos de Toledo, além de mim. Passei a fazer comentários de 1 minuto de duração, que nem sempre eram levados ao ar, apesar de gravados diariamente. Melo sempre assumiu a responsabilidade pelas decisões de supressão (não seria o caso de usar a palavra censura). Uma vez, por exemplo, ele vetou um comentário meu crítico contra Dilma Rousseff porque ouviu a palavra “merda” quando eu havia dito “meta”. Depois da crise provocada pelo jornal policial tirado da grade por falta de audiência, nunca mais os comentários que eu gravava para o SBT Brasil foram ao ar, apesar de religiosamente gravados, inclusive na 6ª, dia 7, quando fui sumariamente demitido sem nenhum aviso prévio nem tentativa de evitar que meu trabalho prejudicasse a dinâmica do noticiário, como vi alegado nas notas publicadas pela imprensa. Da sala de Parada fui direto ao RH, onde fui comunicado que receberia os sete dias trabalhados no mês de fevereiro. Não questionarei essa deselegância na justiça, pois meus acertos foram feitos de boca com Sílvio Santos, que está de férias na Flórida. Apenas registro em nome da verdade dos fatos. Li também nas redes sociais que meus comentários não estavam sendo mais aproveitados no carro-chefe da programação jornalística da casa. De fato. Cheguei a consultar Melo sobre isso. E ele me respondeu: “É um acordo que tenho com Sílvio Santos. Ele lhe paga, você grava e ele me paga para decidir se seu comentário vai ao ar”. Agradeci a sinceridade, porque dessa forma ele me liberou da obrigação diária de ver o jornal. “Mas a única coisa que lhe interessa no jornal é seu comentário?”, ele perguntou, com sarcasmo. Respondi sinceramente: “Certamente. Nada mais no jornal me interessa”. Não discordo radicalmente de Melo e Parada em relação ao excesso de comentaristas no SBT Brasil. Cheguei a comentar isso com Sílvio Santos quando este me pediu para gravar comentários para esse telejornal à época em que meu compromisso se limitava aos outros dois. Mas o patrão discordou veementemente e passei a gravar, como ele havia me pedido, até porque àquela época o tal “comitê de programação do SBT” era composto por apenas quatro pessoas: Senor, Abravanel, Sílvio e seu Santos. Pelo visto, algo deve ter mudado. De qualquer maneira, o papel de locomotiva jornalística não cabe bem ao SBT Brasil, a não ser que se considere apenas o horário da exibição. Pois seus índices de audiência não são propriamente espetaculares. E nunca em nenhum dia os Jornal do SBT e Jornal do SBT Manhã deixou de levar ao ar um comentário meu. Espero que a informação tenha sido mal interpretada por quem a deu. Não acredito que a cúpula do Jornalismo do SBT fosse deselegante, como foi comigo, com colegas como Carlos Nascimento e Hermano Henning. Melo não faz mais parte dela, porque seu estilo franco e desabusado o levou a se exceder numa discussão com um funcionário do RH e isso provocou sua demissão na 2ª.feira, 3 de fevereiro. Duvido que ele tenha exacerbado tal estilo fazendo alguma referência desairosa a dois produtos que também estavam sob sua chefia. O mesmo vale para Marcelo Parada. Não acredito que ele tenha explicitado tal discriminação contra colegas de profissão cujos currículos não merecem dele tal desrespeito”.
Com 81 anos de idade e 25 de casa, Fernando Solera deixa a TV Gazeta
Em função de processo de reformulação do Departamento de Esporte da TV Gazeta, o narrador esportivo Fernando Solera deixou a emissora na semana passada, aos 81 anos de idade e com 25 de casa. Antes da Gazeta Solera teve passagens pelas tevês Globo, Record e Bandeirantes.
Além dele, saiu nesta 2ª.feira (10/2) Fernando Camargo, subeditor dos programas Super Esporte e Mesa Redonda, que estava na emissora havia quase dez anos.
Em novembro, havia saído Thiago Oliveira, apresentador do Super Esporte.
Prêmio Sebrae de Jornalismo prorroga inscrições
Foram prorrogadas até 28/2 as inscrições para a sexta edição do Prêmio Sebrae de Jornalismo, que reconhece matérias com foco nos pequenos negócios, veiculadas em 2013. Com distibuição total de R$ 120 mil aos vencedores, o prêmio é dividido em Jornalismo Impresso, Radiojornalismo, Telejornalismo, Webjornalismo, Fotojornalismo e Reportagem Cinematográfica, além do Jornalista Parceiro do Empreendedor e do Grande Prêmio Sebrae de Jornalismo. As inscrições devem ser feitas por meio de cadastro dos trabalhos no http://bit.ly/Mj4Fuv.
Daniel Bortoletto e Guilherme Gomes são promovidos no Lance
Mudança provoca outras alterações na estrutura das redações do jornal A partir desta semana, os editores-executivos Daniel Bortoletto e Guilherme Gomes deixam de priorizar as tarefas de fechamento do Lance e assumem o controle da produção de todas as mídias do grupo. Daniel, de manhã, e Guilherme, à tarde, terão funções complementares. Não mais serão apenas os editores do Rio e de São Paulo, respectivamente, mas passam a editores nacionais, com autonomia total e expressa delegação do editor-chefe Luiz Fernando Gomes para atuar nas duas redações. Em função disso, Flavio Garcia, no Rio, e Alessandro Abate, em SP, cuidarão diretamente do fechamento das edições impressas do Lance. O editor-executivo de Mídias Digitais Maurício Louro, que já vinha exercendo a função de coordenar o fechamento, a edição e a distribuição dos conteúdos nas plataformas digitais próprias ou por meio de parcerias, também ganhou plena autonomia para atuar nas duas redações, com o apoio de Valdomiro Neto, em São Paulo, e de Vinicius Perazzini, que substitui a Eduardo Mansell como editor do Lancenet no Rio. Mansell passa a editor da Lance Conteúdos, unidade que está sendo criada em substituição à LancePress e que vai atuar na criação de produtos e na venda de conteúdos do Grupo para os mais diversos canais de distribuição, de veículos de comunicação e clientes institucionais a empresas de outros setores.
André Petry volta a Veja como editor especial
André Petry está de volta a Veja menos de seis meses depois de ter deixado a revista, onde esteve anteriormente por 22 anos, por último atuando como correspondente nos Estados Unidos (ver em http://bit.ly/1ixb8we). Após desligar-se da Abril no começo de agosto de 2013, ele ainda ficou algumas semanas nos Estados Unidos, onde chegou a ter algumas propostas de trabalho, mas optou por regressar ao Brasil e o fez em outubro. Capturado novamente pela revista, como ele mesmo brinca, recomeçou em 3/2 como editor especial.
Brasília sediará a II Bienal do Livro e da Leitura
Brasília sediará de 12 a 21/4 a II Bienal do Livro e da Leitura. Montada na Esplanada dos Ministérios, promete trazer pela primeira vez ao País escritores polêmicos como a norte-americana Naomi Wolf (autora do recente sucesso Vagina), o chinês Murong Xuecun (um dos mais célebres de sua geração), o cubano Leonardo Padura (autor de O homem que amava os cachorros, que tem Trotsky como personagem) e a são-tomense Conceição Lima (considerada a maior poeta viva de seu país), dentre vários outros convidados. Serão dez dias dedicados a seminários, debates, palestras, lançamentos e mostra de cinema. O uruguaio Eduardo Galeano e Ariano Suassuna serão os homenageados deste ano. A passagem dos 50 anos do golpe de 1964 vai receber atenção especial na programação do evento. Grandes escritores estarão juntos no seminário O golpe, a ditadura e o Brasil: 50 anos. Para discutir A produção literária nos anos de chumbo foram convidados, entre outros, Carlos Heitor Cony, João Ubaldo Ribeiro, Thiago de Melo e Antônio Torres. Ainda sobre o tema, serão realizados mostra de cinema, leituras dramáticas e shows que prometem trazer um pouco do clima artístico do período. A Bienal tem coordenação literária de Luiz Fernando Emediato, coordenação geral de Nilson Rodrigues, produção executiva de Eduardo Cabral e realização do ITS – Instituto Terceiro Setor em parceria com as secretarias de Cultura e de Educação do Governo do Distrito Federal. Programação completa no www.bienalbrasildolivro.com.br.
Câmara paulistana comemora hoje Dia Mundial do Rádio
A Câmara Municipal de São Paulo, em parceria com a Unesco e a newsletter Jornalistas&Cia, faz nesta 5ª.feira (13/2) uma homenagem especial ao rádio brasileiro em evento comemorativo ao Dia Mundial do Rádio. O encontro, As muitas vozes no rádio brasileiro, será realizado das 15h às 17h30, no Auditório Prestes Maia (1º andar), com a participação de protagonistas do meio no País. O evento será uma Roda de conversa em que o âncora Carlos Maglio – editor e apresentador da Web-Rádio Câmara São Paulo – fará a mediação, ora convidando um participante a falar, ora entrevistando outro, sobre diversos aspectos do rádio. J&Cia vai aproveitar o evento para reforçar a campanha que move pela inclusão da saga do padre-cientista Roberto Landell de Moura, inventor brasileiro do rádio, no currículo obrigatório do Ensino Fundamental. Confirmaram presença, entre outros, Adauto Cândido Soares (Unesco), Eli Corrêa (Rádio Capital), Oswaldo Luiz Colibri Vitta (Rádio Brasil Atual), Álvaro Bufarah (Uninove), Hamilton Almeida (biógrafo do padre Landell), Márcio Bernardes (Rádio Transamérica), Douglas Ritter, Tania Morales, Cristina Coghi, Tania Casquel e Cátia Toffoletto (CBN), Vanessa Di Sevo e Eliza Marconi (Rádio Globo), Humberto Ascêncio (Rede Record), Haissen Abaki (Rádio Estadão) e Ascendino Mendes (presidente da CCR Nova Dutra). Haverá transmissão direta pela WebRádio Câmara São Paulo (webradio.camara.sp.gov.br) e pelo Portal da Câmara (www.camara.sp.gov.br), em auditórios online, e por outras emissoras que quiserem participar.
Velório de Santiago Andrade será nesta 5ª.feira (13/2)
Está marcado para esta 5ª.feira (13/2), das 7h às 11h, no Memorial do Carmo, no bairro carioca do Caju, o velório de Santiago Andrade, cinegrafista da Band atingido na cabeça por um rojão durante as manifestações no Centro do Rio, na semana passada (6/2). A polícia sabe que dois homens manusearam o rojão que explodiu na cabeça de Santiago. Com os dois suspeitos presos, prosseguem as investigações para comprovar a participação deles no assassinato. Santiago morreu na manhã de 2ª.feira (10/2), depois de quatro dias internado no hospital Souza Aguiar. Carioca, 49 anos, morava em Niterói e deixa viúva e uma filha, Vanessa Andrade, também jornalista. Ele estava na Band havia dez anos, participou de grandes coberturas e ganhou dois prêmios Mobilidade Urbana, da Fetranspor (Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Rio), em 2010 e 2012, por trabalhos sobre o transporte público. Por ironia, foi morto durante manifestação contra o aumento das passagens de ônibus. Entre as muitas notas de protesto emitidas por entidades nacionais e internacionais, a Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) – criada após o assassinato de Tim Lopes e que se destaca pela disseminação das medidas de segurança em coberturas de risco – contabiliza 117 casos de agressão em manifestações, tanto por manifestantes quanto por policiais, desde o início dos protestos de rua de 2013. Diante do primeiro caso fatal, cobra providências das autoridades pelo flagrante atentado à liberdade de imprensa. A nota mais contundente, porém, partiu da Arfoc (Associação dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos), que exige que as autoridades de segurança apurem “quem defende, financia e presta assessoria jurídica a esse grupo de criminosos”. Alberto Jacob, presidente da Arfoc-Rio, lembra que, antes de Santiago, em 2011, morreu Gelson Domingos, também da Band, com um tiro de fuzil durante a cobertura de confronto entre policiais e traficantes. “É mais um morto nas mesmas circunstâncias, sem equipamento, sem proteção. As empresas precisam se conscientizar de que um profissional de imagem não pode sair sozinho. Com aquilo no olho, não vê o que acontece em volta. Precisa ter assistente, tem que estar em grupo, não pode se expor tanto assim”. A repórter Fernanda Corrêa, que trabalhava com Santiago naquele momento, mas estava afastada dele, faz um alerta: “Assim como hoje aconteceu com meu companheiro, amanhã pode ser com o seu. Vamos nos proteger”. Jacob prossegue: “Não podemos ficar só em nota oficial. As instituições que representam os jornalistas vão se reunir para fazer alguma coisa. Ainda não sabemos o quê, mas vamos fazer”. No dia da morte, 50 jornalistas de imagem prestaram uma homenagem a Santiago no Centro do Rio, na Candelária e depois na Central do Brasil, colocando no chão as câmeras, capacetes e máscaras de gás, e fazendo um minuto de silêncio. Esse gesto foi repetido outras vezes, no dia seguinte, no local da morte e em frente à delegacia que apura o caso. Em Brasília, cinegrafistas, auxiliares e fotógrafos que trabalham na cobertura do Congresso Nacional também fizeram, na tarde de 2ª.feira, um ato pelo fim da violência contra jornalistas. Posicionados na rampa do Congresso, 20 profissionais cruzaram os braços e depuseram suas câmeras no chão. Ao longo do dia, parlamentares se revezaram em plenário para lamentar a morte de Santiago. Alguns senadores defenderam a aprovação imediata do Projeto da Lei Antiterrorismo (PLS 499/13), para punir crimes contra jornalistas. “Nós poderíamos ver a possibilidade de um entendimento de líderes para colocarmos essa matéria em apreciação já”, defendeu o senador Jorge Viana (PT-AC). “Ela precisa de dois turnos. Não é uma resposta direta porque houve uma morte hoje. Nós estamos debatendo isso desde o ano passado”. O projeto inclui como ato típico de terrorismo “provocar ou difundir terror ou pânico generalizado mediante ofensa ou tentativa de ofensa à vida, à integridade física ou à saúde ou à privação da liberdade de pessoa” e estabelece penas de 15 a 30 anos de reclusão ou de 24 a 30 anos se resultar em morte. O PL também estabelece punição para quem financia esse tipo de crime ou custeia a prática de alguma forma. A proposta foi encaminhada pela comissão do Senado criada para regulamentar dispositivos constitucionais. Depois de aprovada, ela seguirá para a Câmara dos Deputados.
André Caramante deixa o Grupo Folha após mais de 14 anos de casa
O repórter André Caramante deixou nesta 2ª.feira (10/2) o Grupo Folha, após 14 anos e meio na casa, os últimos oito na Folha de S.Paulo. Sua demissão teve como explicação a necessidade de contenção de despesas, mas também sabe-se que a transferência de área, por razões de segurança e em função das matérias investigativas que vinha fazendo, não o deixaram à vontade no jornal. André, que começou no Grupo em 1998, como repórter de Geral do extinto Notícias Populares, onde passou a cobrir assuntos de segurança pública, e entre 2002 e o início de 2006 trabalhou no Agora São Paulo na mesma função, teve que sair do Brasil com a família em setembro de 2012 por causa de ameaças pelas denúncias que fazia sobre a existência de grupos de extermínio na Polícia Militar. Por acordo com o jornal ficou afastado 90 dias. Importantes homenagens lhe foram prestadas em solidariedade às ameaças que vinha sofrendo, entre elas a do 34º Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos, em outubro, e a da Assembleia Legislativa de São Paulo, em dezembro, quando recebeu o prêmio Santo Dias da Silva. De volta ao Brasil nesse mesmo mês, acordou com o jornal afastar-se por um período da cobertura da segurança pública. Ficou na Agência Folha até agosto de 2013, de onde seguiu para a editoria de Esportes. No final de 2013, a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República concedeu-lhe o Prêmio Nacional de Direitos Humanos, que recebeu das mãos da presidente Dilma Rousseff, em Brasília. De férias, em seu retorno, na 2ª.feira (10/2), o jornal o comunicou sobre sua saída. Segundo apurou J&Cia, as saídas dele e de Sheila D’Amorim (ver abaixo), de Brasília, mais as de Laura Capriglione e Patrícia Trudes da Veiga há duas semanas (ver em http://migre.me/hOSTu), não representaram corte de vagas, pois deverão ser preenchidas. DF – Após oito anos e meio na Folha de S. Paulo, a repórter especial de Economia Sheila D’Amorin despediu-se do jornal em 7/2 e pretende a partir de agora cuidar de projetos pessoais. A substituição dela ainda não foi definida.
Prêmio CNI de Jornalismo abre inscrições
Estão abertas as inscrições para o Prêmio CNI de Jornalismo 2014. Serão aceitos trabalhos publicados entre 1º/4/2013 e 25/5/2014. As matérias devem abordar desafios e realizações do setor industrial, tendo como base os dez fatores-chave para o Brasil aumentar a produtividade e a competitividade, apontados pelo Mapa Estratégico da Indústria 2013-2022. Serão premiadas as melhores reportagens de tevê, rádio, revista, jornal e internet (sites e blogs). Há também dois prêmios especiais: Educação e Inovação, além do Grande Prêmio José Alencar, que será entregue ao melhor entre todos os trabalhos inscritos. Inscrições e informações pelo www.premiocnidejornalismo.com.br.







