O Comitê de Proteção aos Jornalistas (CPJ) divulgou relatório especial em que aponta os países com maior índice de assassinatos em jornalistas em 2014. Na conta, apenas os casos em que há fortes indícios de que o homicídio tem relação com a atividade jornalística do profissional. No Brasil, o CPJ confirmou a morte de dois jornalistas no Rio de Janeiro em função de seu trabalho. O primeiro, Pedro Palma, proprietário do jornal Panorama Regional, foi morto a tiros em frente de casa em fevereiro. Sua morte provavelmente está ligada à cobertura local de fatos políticos. O segundo caso foi do cinegrafista da Band Santiago Andrade, que difere das outras mortes nessa lista por ter acontecido durante um protesto, ambiente particularmente perigoso para jornalistas brasileiros no ano. No Paraguai, país mais perigoso da América Latina para jornalistas, foram três casos de assassinato em 2014. O mais recente é de Pablo Medina Velázquez, correspondente regional do jornal ABC Color, baleado diversas vezes no departamento de Canindeyú, enquanto trabalhava. Uma assistente também foi morta no ataque. Medina cobria a produção de maconha e o tráfico de drogas próximo à fronteira com o Brasil, e editores disseram que ele recebia ameaças frequentes por causa disso. Seu irmão e parceiro de trabalho Salvador Medina foi morto na mesma região, em 2001, por suas reportagens. Ainda estão na lista paraguaia Fausto Gabriel Alcaraz Garay, da Radio Amambay, e Edgar Pantaleón Fernández Fleitas, da Belén Comunicaciones, também baleados e mortos perto da fronteira com o Brasil em maio e junho, respectivamente. CPJ relatou que Alcaraz denunciava regularmente atividades criminosas e tráfico de drogas em seu programa de rádio. Fernández, que também era advogado, apresentava um programa crítico a juízes locais, advogados e funcionários do gabinete do procurador-geral. No México, o repórter Octavio Rojas Hernández, que havia começado a trabalhar para o jornal El Buen Tono, em Córdoba, Veracruz, foi assassinado na porta de casa em agosto. De acordo com o diretor de Redação do veículo, a morte está relacionada a uma matéria que ligava um diretor da polícia municipal a uma quadrilha de roubo de gás. Também em Veracruz, o repórter Gregorio Jiménez de la Cruz foi morto após ter sido sequestrado em fevereiro por homens armados perto de Coatzacoalcos. Jiménez cobria crime e segurança para os jornais Notisur e Liberal del Sur, segundo o CPJ. O Comitê identifica também uma tendência à impunidade no que diz respeito aos assassinatos de jornalistas da região, com raros casos em que os responsáveis pelos crimes são identificados e punidos.
Portal Coletiva.net começa o ano com novidades
O portal gaúcho Coletiva.net, especializado em jornalismo e comunicação, deu início a um processo de modernização e apresentou nesta 2ª.feira (5/1) novo leiaute, com um mosaico de imagens na home, além de novos recursos, como design responsivo, que se adapta ao formato de tela do usuário, em computador ou dispositivos móveis. O portal ganhou ainda novos recursos de interação, integrados às redes sociais Facebook, Twitter, Google+ e Pinterest, para que o leitor compartilhe o conteúdo com mais facilidade e agilidade, e um espaço destinado ao anúncio de vagas de emprego. Já na seção Agenda, o usuário tem a possibilidade de acrescentar os eventos de seu interesse a aplicativos de gerenciamento de agenda, como o Google Calendar. Outra mudança no site está na lógica de busca: ao procurar por um termo específico, o leitor encontra, em ordem cronológica, todo o conteúdo relacionado ao assunto publicado no portal, independentemente da seção em que a notícia, o artigo ou a coluna está localizado. As edições da revista Coletiva Tendências podem ser conferidas em versão digital.
A história por trás de Belo Monte
Os bastidores da reportagem multimídia que colocou 19 jornalistas da Folha entre os dez mais premiados do ano Em 15 de dezembro de 2013 ia à rede A batalha de Belo Monte. Com alto investimento e uma volumosa equipe, a reportagem era importante aposta da Folha de S.Paulo para a produção de uma reportagem multiplataforma, envolvendo jornal impresso, site e TV Folha. Durante 15 dias os enviados especiais Dimmi Amora, Lalo de Almeida, Marcelo Leite, Morris Kachani e Rodrigo Machado visitaram as obras da usina às margens do Rio Xingu, no Pará, e conheceram esta que será a terceira maior hidrelétrica do mundo e que desde a sua concepção tem gerado controvérsias. Nesse período, também analisaram o impacto da construção no município vizinho de Altamira e em comunidades ribeirinhas. “Ficou evidente que um só repórter, em poucos dias, não daria conta de abarcar todos os aspectos do empreendimento controverso, que enfrenta resistências desde os anos 1980”, explicou Marcelo na época da apresentação do projeto. “Planejou-se enviar quatro ou cinco jornalistas à área, em agosto (estação seca), por duas semanas. Uma decisão acertada. (…) Em paralelo, aprofundavam-se as pesquisas para produzir os infográficos sobre a intrincada engenharia da usina. (…) Altamira, rio acima, viu sua população aumentar pelo menos 40% em dois anos. ’Caos‘ é a palavra que mais se ouve – no trânsito, na violência, nas obras de saneamento que rasgam as ruas da noite para o dia. Isso para não falar do despreparo do poder público em mitigar os previsíveis impactos sociais do empreendimento. (…) Uma extensa reportagem, acompanhada de gráficos dinâmicos, vídeos e fotos para mostrar todas as facetas da maior obra em curso no País”. Na sede do jornal, outros 14 profissionais trabalharam entre pesquisa, produção e edição do material, que foi dividido em cinco capítulos: Obra, Ambiente, Sociedade, Povos indígenas e História. Integraram o time Rony Maltz (gravou imagens de vídeo no Rio), Eduardo Knapp (fotos e vídeos), Fábio Marra (editor de Arte), Mário Kanno (Coordenação de Arte), Pilker, Rubens Alencar e Lucas Zimmermann (Design e programação), Simon Ducroquet (Infografia, animação e Folhacóptero interativo), Douglas Lambert (Edição de vídeo), Demétrius Daffara (Pós-produção e motion graphics do Folhacóptero), Melina Cardoso (Narração), Marcelo Soares (Cronologia), Giuliana Miranda (repórter de Ciência, colaborou na pesquisa para produção de infográficos) e Michael Kepp (tradução do texto para o inglês). Conversamos com Sérgio Dávila, editor-executivo da Folha de S.Paulo, que falou sobre os investimentos da publicação em reportagens como a de Belo Monte. Portal dos Jornalistas – Como você analisa os resultados de A batalha de Belo Monte um ano após sua veiculação? Valeu a aposta? Sérgio Dávila – O resultado compensou o investimento, principalmente por mostrar ao leitor todas as possibilidades de uma boa narrativa jornalística em plataformas diversas. Investimentos assim devem se tornar a marca do jornalismo profissional, algo que o leitor só encontrará em sites noticiosos. Portal dos Jornalistas – Olhando para esses resultados é de se esperar que trabalhos como esse sejam tendência ou o atual momento do mercado jornalístico não permite isso? Sérgio – Eles já são tendência. Portal dos Jornalistas – O que podemos esperar para os próximos anos? Sérgio – Acho que o futuro reforçará o tripé do jornalismo profissional, que é formado por: 1. Informações exclusivas checadas e comprovadas – no cipoal de desinformações que toma as redes sociais, sites com informações confiáveis ganharão mais importância; 2. Curadoria – a internet é uma cacofonia informativa, onde tudo é manchete; neste ambiente, deve crescer o papel do jornalista na hierarquização editorial, com mandato do leitor; 3. Resumo, interpretação e análise – com mais atores disputando sua atenção, o leitor não tem tempo a perder, por isso tenderá a valorizar quem der a informação de seu interesse de maneira clara e contextualizada. Veja quem são os cem mais premiados jornalistas de 2014
Dimmi Amora ? No lugar certo e na hora certa
Para quem defende que o bom jornalista é aquele que está no lugar certo e na hora certa, o repórter da Folha de S.Paulo no Distrito Federal Dimmi Amora pode servir como um ótimo exemplo. Em mais um ano vitorioso para a publicação paulista, que em 2013 já havia recebido o título de veículo mais premiado do ano, Dimmi foi nome comum em três reportagens de impacto, que resultaram em diversos prêmios nacionais e internacionais. Na primeira, publicada ainda no ano passado, ao lado de Cátia Seabra, Flavio Ferreira e Julianna Sofia, ele ajudou a desvendar como funciona o cartel ferroviário brasileiro na reportagem Fora dos Trilhos. Com ela conquistou prêmios no próprio ano de 2013 – CNH de Jornalismo (categoria Jornal) e o Grande Prêmio CNT – e em 2014 – Folha de Jornalismo (categoria Reportagem) e SIP (Cobertura Noticiosa). “Foi um trabalho que surgiu após uma operação do Cade sobre as empresas do cartel”, explica Dimmi. “Nossa equipe conseguiu os primeiros documentos que revelavam a formação de preços por essas companhias nessa operação. Com extremo cuidado, trabalhamos para obter mais provas de que esse cartel beneficiava grupos políticos e essa informação só foi publicada quando tínhamos elementos suficientes para demonstrá-la”. Em 2014, veio o bicampeonato do Grande Prêmio CNT, desta vez com a reportagem Entupiu, mas pode melhorar, que discutiu os problemas de mobilidade em São Paulo após os protestos de junho de 2013. “Foi um trabalho que surgiu na editoria de Cotidiano e agregou alguns dos melhores profissionais de áreas diferentes do jornal, como saúde, engenharia etc., para falar sobre o impacto do transporte na vida das pessoas, com um resultado de alta qualidade”. No total, 15 profissionais participaram da produção do caderno especial. Mas o grande reconhecimento viria mesmo com um trabalho que levou dez meses para ficar pronto e envolveu 19 profissionais de diferentes editorias do jornal: o especial multimídia A batalha de Belo Monte, que já recebeu cinco prêmios, o que lhe está valendo o título de a mais premiada reportagem do ano. Foram eles os Grandes Prêmios Folha, Libero Badaró e CNI, e os internacionais SIP (Cobertura Multimídia) e Wash Media Awards (Água e Energia). “O projeto começou a ser desenhado um ano antes do trabalho de campo, sob a coordenação de Marcelo Leite e Vinicius Mota. Reunimos o maior número possível de informações e aí seguimos em cinco jornalistas para um período de quase quinze dias na cidade de Altamira (PA), com a missão de investigar os efeitos da construção. Toda a equipe mobilizada nesse projeto assumiu ainda o desafio de produzir uma grande reportagem nas diversas plataformas editoriais, o que acabou consumindo outros três meses de trabalho, resultando de fato em uma maneira revolucionária de comunicação jornalística”, assinala Dimmi. Nascido em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, Dimmi é formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e pós-graduado em Letras pela PUC-RJ. Começou a carreira no jornal ZM Notícias, em 1994. Passou por O Dia, onde foi repórter de Cidades e de Política, e O Globo. Desde 2010 é repórter da sucursal da Folha de S.Paulo em Brasília, e com a primeira posição no ranking de 2014 fecha com louvor um ano que marcou ainda o lançamento de seu segundo romance, intitulado Fora do Ar. Confira o pingue-pongue do Portal dos Jornalistas com o mais premiado jornalista brasileiro de 2014: Portal dos Jornalistas – Nos últimos anos tem sido possível perceber na Folha um movimento para produção de reportagens com time numeroso. Como funciona essa interação entre diferentes equipes? Dimmi Amora – O jornalismo da empresa vem-se direcionando para isso. A coordenação é um dos pontos fortes e, a partir do momento em que há a decisão de fazer determinado produto, o processo de produção ganha um fluxo que consegue agregar os melhores profissionais em cada área. Mas, antes de tudo, é preciso ter profissionais treinados e qualificados para realizar cada etapa, o que a empresa possui. Portal dos Jornalistas – Num cenário de equipes cada vez mais enxutas e repórteres se desdobrando para produzir o máximo de pautas no mínimo de tempo possível, ainda há espaço para produção de grandes reportagens multiplataforma como Belo Monte, que levou dez meses de produção e envolveu tantos profissionais? Dimmi – Será cada vez mais difícil se não encontrarmos um modelo econômico que sustente esse tipo de iniciativa. Por enquanto, o modelo está baseado nos anúncios em várias páginas impressas de jornal, concentrados em grandes companhias, o que vem cada vez mais se mostrando insustentável para o futuro. Acho que, de alguma forma, um novo modelo será criado. Torço para que ele seja rentável o suficiente para bancar esse tipo de inciativa, que custa caro, muito mais pelo custo humano do que pelo investimento na produção. Mas estamos num processo de transição e é difícil, para quem está nesse ponto, vislumbrar o que virá. Portal dos Jornalistas – Como você analisa o retorno que esse tipo de matéria traz às publicações? Dimmi – O que posso analisar é o retorno para a marca. O que testemunhei é que a empresa passa a ser percebida pelos leitores como uma companhia de excelência, pela qualidade do trabalho. Acho que esse aspecto é fundamental, visto que, não importa qual será o formato no futuro, o que sempre fica é a marca. Portal dos Jornalistas – Você acredita que resultados como esse ajudam de alguma forma a incentivar a direção dos jornais a apostar em grandes produções jornalísticas? Dimmi – Sem dúvida. Os prêmios ajudam a estabelecer um novo patamar de qualidade para o jornalismo e acredito que todos passam a querer superar esse patamar. Veja quem são os cem mais premiados jornalistas de 2014
José Hamilton Ribeiro, Líder Hors Concours dos Mais Premiados Jornalistas Brasileiros
Título é concedido pelo Conselho Consultivo do Ranking J&Cia, numa homenagem a um dos mais celebrados e respeitados jornalistas brasileiros
A trajetória profissional e as numerosas e celebradas conquistas do eterno repórter José Hamilton Ribeiro estarão a partir de agora eternizadas no Centro de Memória dos Prêmios de Jornalismo deste Jornalistas&Cia com a concessão simbólica a ele do título Líder Hors Concours dos Mais Premiados Jornalistas Brasileiros.
O título foi concedido com o apoio do Conselho Consultivo integrado por Ari Schneider, Audálio Dantas, Carlos Chaparro, Celso Kinjô, Fátima Turci, Francisco Ornellas, Junia Nogueira de Sá, Leão Serva, Luciano Martins Costa, Roseli Tardelli e Wilson Marini.
Profissional fora de série e permanente inspiração para as novas gerações, Zé Hamilton fez da atividade de repórter sua profissão de fé no jornalismo. São mais de 60 anos de carreira gastando sola de sapato nas ruas do Brasil e exterior, com raríssimas e curtas interrupções para atividades de chefia, que exerceu no interior paulista.
Há mais de 30 primaveras, dedica-se às reportagens no campo para o Globo Rural, programa dominical que ajudou a eternizar na mente dos brasileiros e que com suas reportagens vem há mais de três décadas mostrando as imensas e preciosas potencialidades de um Brasil rural moderno e progressista.
O Conselho Consultivo do Ranking entendeu que Zé Hamilton já não depende de novas conquistas para que continue a ser visto como líder, um exemplo para velhos e novos jornalistas por tudo o que já fez e continua a fazer pelo Jornalismo, nas redações e entidades associativas, e para o próprio País.
Certamente ele continuará a ser premiado e reconhecido, como aconteceu recentemente, ao receber o troféu de um dos dez mais admirados jornalistas brasileiros, concedido por Jornalistas&Cia, numa eleição em dois turnos de votação pelos profissionais de comunicação corporativa. Outros virão, com certeza, para ampliar a sua já vasta galeria de prêmios.
Mas, independentemente deles, Zé Hamilton a partir de agora é o Líder Hors Concours dos Mais Premiados Jornalistas Brasileiros de Todos os Tempos.
José Hamilton Ribeiro e Miriam Leitão empatam na liderança de todos os tempos
Os números falam por si: 4ª jornalista mais premiada em 2011, 1ª em 2012, 7ª em 2013 e 6ª nesta edição. Nesse ritmo era questão de tempo Miriam Leitão chegar à liderança dos mais premiados jornalistas brasileiros. E a conquista não poderia ser mais emblemática e honrosa, pois ela divide o posto com José Hamilton Ribeiro, líder em duas das três edições anteriores. Com os quatro prêmios conquistados em 2014: dois Comunique-se (da qual ela é recordista ao lado de Ricardo Boechat, com nove prêmios), um Troféu Mulher Imprensa e um Personalidade da Comunicação, Miriam somou mais 135 pontos, exatamente a diferença que a separava do topo do ranking, com 965 pontos. Fora do dia a dia das redações desde sua saída de Época, em setembro de 2013, mas na ativa com seu blog Desacontecimentos e envolvida em projetos literários, Eliane Brum completa o pódio na 3ª posição, com 885 pontos. Do 4º ao 10º lugar, poucas mudanças em relação ao ano passado. Caco Barcellos e Mauri König seguem na 4ª e 5ª posições, com 805 e 740 pontos, respectivamente. Com a conquista do Embratel/Claro (categoria Jornal), pela série 50 anos do Golpe Militar, João Antônio Barros ganhou uma posição e termina em 6º lugar, com 717,5 pontos. Em seguida aparecem Cid Martins (7º – 702,5 pontos), Carlos Wagner (8º – 660 pontos), Giovani Grizotti (9º – 647,5 pontos) e fechando os Top 10 um estreante: com os 205 pontos conquistados neste ano, Dimmi Amora saltou da 29ª posição em 2013 para a 10ª neste ano, com 560 pontos. O ranking segue ainda com Marcelo Canellas (11º – 557,5), Clóvis Rossi (12º – 550 pontos), Fernando Rodrigues (13º – 515 pontos), Gilberto Dimenstein (14º – 510 pontos), Humberto Trezzi e Mônica Bergamo (15º – 492,5 pontos), Nilson Mariano (17º –465 pontos), Juca Kfouri (18º – 412,5 pontos), Ricardo Boechat e Sérgio Ramalho (19º –402,5 pontos). Veja quem são os 200 jornalistas mais premiados de todos os tempos
Conselho Consultivo
Saiba quem são os 11 integrantes do Conselho Consultivo Criado para debater, orientar e dar seu aval aos critérios e à metodologia aplicados, o Conselho Consultivo do Ranking dos Mais Premiados Jornalistas Brasileiros é integrado por alguns dos mais experientes jornalistas brasileiros.
São profissionais com atuação em múltiplas áreas, como televisão, rádio, jornal, revista, mídia digital, imprensa regional, academia, crítica, comunicação corporativa etc. A esse grupo Jornalistas&Cia submete suas sugestões e pareceres, sempre com o objetivo de aprimorar o projeto. A maior preocupação é que o ranking seja justo, transparente, coerente e relevante para os próprios profissionais. Ao compartilhar com o Conselho toda a metodologia e critérios adotados, J&Cia busca diminuir o grau de subjetividade das decisões e dar a elas maior precisão e representatividade.
Integrantes Ari Schneider tem longa história no jornalismo brasileiro, admirado por dez entre dez profissionais. Esteve à frente de projetos editoriais do target jornalístico, dirigindo as revistas Imprensa e Jornal dos Jornais. Em seu retorno à grande imprensa, no Estadão, foi coordenador da editoria de Economia, de onde saiu para atuar na coordenação de Projetos Especiais do próprio Grupo Estado, onde está há vários anos.
Audálio Dantas Decano do Conselho, é um dos mais celebrados e respeitados profissionais da história do jornalismo brasileiro, vencedor, em 2013, do Troféu Juca Pato, como Intelectual do Ano, e do Jabuti, em que levou o prêmio de Livro Reportagem e também o de Livro do Ano de Não Ficção, com As duas guerras de Vlado Herzog. Audálio integra atualmente a Comissão da Memória e Verdade do Município de São Paulo e dedica-se à organização de projetos culturais, como curador e organizador de debates, exposições, projetos editoriais, literários etc. Paralelamente, percorre o Brasil com suas palestras sobre imprensa, jornalismo, literatura, democracia e o Caso Vladimir Herzog. Na eleição dos Cem+Admirados Jornalistas Brasileiros, realizada por este J&Cia em parceria com a Maxpress, ocupou o 17º lugar.
Carlos Chaparro, português de nascimento e detentor de três prêmios Esso, conquistados nos anos 1960, quando ainda morava em Recife, é o representante da Academia no Conselho. Foi por muitos anos professor da ECA/USP, onde se aposentou anos atrás e na qual, profissional já experiente, voltou aos bancos escolares para um curso de graduação. Mentor do blog O xis da questão, é um dos mais respeitados e admirados pensadores do jornalismo brasileiro, condição conquistada por seus escritos e análises que fogem da crítica e do elogio fáceis e mergulham na gênese das transformações que atingem o Jornalismo e os jornalistas. Inquieto e realizador, acaba de criar seu próprio selo editorial, Edições Chaparro, pelo qual relançou, em versão atualizada e ampliada, Jornalismo – Linguagem dos conflitos.
Celso Kinjô Atual editor-chefe da revista Negócios da Comunicação, tem uma rica trajetória profissional em diferentes plataformas informativas, como a revista Placar, do qual foi chefe de Redação, TV Globo, onde também ocupou cargos de chefia, Jornal da Tarde, em que esteve até um ano antes de ser extinto, e TV Cultura, onde dirigiu o Jornalismo até o final de 2013. Coordenou, para este Jornalistas&Cia, um especial sobre a celebração do centenário da imigração japonesa para o Brasil.
Fátima Turci Titular há mais de uma década do programa Economia e Negócios, atualmente na Record News, participou de um dos mais importantes momentos da Agência Estado, nos anos 1980, com o lançamento de vários projetos de vanguarda, como FaxPaper e News Paper, entre outros. Passou pelas redações de Estadão e Jornal do Brasil, foi assessora de imprensa de Sindipeças (Sindicato Nacional das Indústrias de Autopeças) e Pão de Açúcar e também sócia da CDI – Casa da Imprensa, uma das mais importantes agências de comunicação do País. Na eleição dos Cem+Admirados Jornalistas Brasileiros, realizada por este J&Cia em parceria com a Maxpress, ocupou o 40º lugar.
Francisco Ornellas Mentor e condutor por décadas do Curso Estado de Jornalismo, mais conhecido como Curso de Focas do Estadão, sempre dividiu seu tempo entre a grande imprensa, particularmente no Grupo Estado, e a imprensa regional, em que atua desde 1965 como diretor Editorial do Diário de Mogi, de Mogi das Cruzes. Também foi professor da Cásper Líbero, dirigiu os cursos de Jornalismo da Universidade Braz Cubas (UBC/SP) e das Faculdades Integradas Rio Branco (SP), além de ter uma passagem pela comunicação corporativa, na Salles Interamericana.
Junia Nogueira de Sá Ex-ombudsman da Folha de S.Paulo, passou por Exame, Veja e Folha da Tarde, migrando posteriormente para a Comunicação Corporativa, dirigindo as áreas de comunicação de Editora Abril, Volkswagen e Telefônica, de onde saiu para coordenar a Comunicação do Governo do Estado de São Paulo, na gestão de José Serra. Coordenou por um período a Comunicação da Fiesp e em outubro deste ano foi confirmada à frente das operações da filial brasileira da FleishmanHillard, agência de relações públicas do Grupo Omnicom que chega ao País em sociedade com a In Press.
Leão Serva Passou pelos principais diários de São Paulo, como Folha de S.Paulo, Jornal da Tarde, Diário de S.Paulo e Lance, em que participou da elaboração de um ranking de clubes de futebol. Esteve também nas redações da revista Placar e do portal iG e atuou por um período como assessor de imprensa do prefeito Gilberto Kassab, em São Paulo. Escritor, dedica-se atualmente a estudar questões urbanas das grandes metrópoles, tema sobre o qual escreve para a Folha de S.Paulo, como colunista. Foi premiado com o Esso de Criação Gráfica 1995 e o Jabuti 1997. Consultor de jornalismo e de projetos editoriais diversos, fundou e dirige a Santa Clara Ideias.
Luciano Martins Costa Âncora há anos dos programas de rádio do Observatório da Imprensa e um dos editores do site, foi pioneiro no Brasil na implantação da mídia digital, pelo Grupo Estado, onde atuou por largo período. Entre as suas áreas de interesse, além da crítica da mídia, está a Sustentabilidade, sobre a qual pesquisa e escreve com frequência e que também lhe valeu o convite para ser o curador, por quatro anos seguidos, do Prêmio Jornalistas&Cia de Imprensa e Sustentabilidade. Na eleição dos Cem+Admirados Jornalistas Brasileiros, realizada por este J&Cia em parceria com a Maxpress, ocupou o 69º lugar.
Roseli Tardelli Incansável ativista de causas sociais, em especial da Aids, fundou e dirige há mais de uma década a Agência Aids, que se dedica à prevenção e ao combate da doença. Ela passou grande parte de sua carreira na mídia eletrônica, entre o rádio, particularmente na Eldorado, e a televisão, tendo sido âncora do Roda Viva, um dos mais tradicionais e prestigiados programas de entrevistas do País. Aonde vai, leva uma flor, para presentear seus amigos e levar sorte aos ambientes que frequenta. Wilson Marini Um dos mais experientes profissionais do País em jornalismo regional, esteve no Estadão no início de carreira e depois seguiu para diversas experiências editoriais em cidades como Campinas, onde dirigiu o Correio Popular, Bauru (Jornal da Cidade), Araçatuba (Diário da Região), Santos (A Tribuna), entre outros. Atualmente, atua como coordenador de Comunicação da APJ – Associação Paulista de Jornais, que reúne alguns dos mais importantes diários do interior paulista.
Grade de pontos
Consolidada, a grade de pontos não sofreu mudanças para esta edição. Vale lembrar que apenas conquistas individuais rendem ao vencedor 100% da pontuação; as conquistas em equipe (dois ou mais integrantes) rendem metade (50%) dos pontos a cada um deles. 100 pontos – Pontuação atribuída ao Esso de Jornalismo e aos internacionais Maria Moors Cabot, Grande Prêmio Iberoamericano de Jornalismo Rei de Espanha, Grande Prêmio SIP de Liberdade de Imprensa, e à homenagem especial do Prêmio Gabriel Garcia Marquez (antigo Fundación Nuevo Periodismo Iberoamericano). 85 pontos – Recebem os vencedores dos prêmios: Esso de Telejornalismo, Grande Prêmio Barbosa Lima Sobrinho do Embratel/Claro, e as demais categorias dos prêmios Rei de Espanha, Gabriel Garcia Marquez e SIP. 75 pontos – Pontuação exclusiva do Esso de Reportagem. 65 pontos – Atribuídos às demais categorias nacionais do Esso, às categorias nacionais de temática livre do Embratel/Claro, ao Jabuti de Livro do Ano – Não Ficção (quando já tiver ganhado a categoria de Livro-Reportagem), e aos Grandes Prêmios de iniciativas nacionais e internacionais sem tema específico, como nos casos do Lorenzo Natali, Claudio Abramo e Líbero Badaró. 55 pontos – Pontuação atribuída aos Grandes Prêmios Específicos Nacionais: ABCR, ABP, Abrelpe, AMB, Caixa, CNT, Estácio, Jornalistas&Cia/HSBC, Sebrae, CNI, Cbic, Alexandre Adler/Sindhrio, Senai, Setcergs e Fundação Feac. 50 pontos – Pontuação atribuída exclusivamente ao Esso Regional. 45 pontos – Pontuação atribuída a Outros Prêmios Nacionais: Claudio Abramo, Líbero Badaró, Vladimir Herzog, Personalidade da Comunicação, Telesp de Jornalismo e Jabuti – Livro-Reportagem; Prêmios Específicos Internacionais: Citi Journalistic Excellence Award, José Hamilton Ribeiro – Países da Língua Portuguesa, L.A. em Saúde Cardiovascular, New Holland de Fotojornalismo, Câmara Espanhola, Lorenzo Natali – Latin America and the Caribbe, Econômico Iberoamericano, CPJ Internacional Press Freedom e L.A. Jornalismo Investigativo; e Outros Grandes Prêmios Regionais: Braskem – exclusivo para a imprensa alagoana. 30 pontos – Pontuação atribuída a Prêmios Nacionais por Votação Direta: Comunique-se e Troféu Mulher Imprensa. 25 pontos – Pontuação atribuída a Outros Prêmios Regionais: ARI, Engenho, Délio Rocha, Sangue Bom, Braskem e Cristina Tavares; e Prêmios de Votação Direta Regionais: Press. 20 pontos – Pontuação atribuída a Prêmios Específicos/Segmentados Nacionais: 3M, ABCR, Abdias Nascimento, Abecip, Abimilho, ABP, Abraciclo, Abramge, Abrelpe, Allianz, AMB, Andifes, Ayrton Senna, Biodiversidade da Mata Atlântica, BM&F/Bovespa, BNB, Bracelpa de Desenvolvimento Sustentável, Caixa, CET, CNH, CNT, Ecopet de Educação Ambiental, Embrapa, Estácio de Sá, Ethos, Jornalistas&Cia/HSBC, IBGC Itaú, Imprensa de Educação ao Investidor, Itaú de Finanças Sustentáveis, João Valiante, Massey Ferguson, Mongeral, SAE Brasil, Santos Dumont, SBD – Sociedade Brasileira de Diabetes, SBIM, Sebrae, Tim Lopes – Internet, Top Etanol, Unisys, Volvo de Segurança no Trânsito, CNA, Microcamp, Octávio Brandão, Onip, José Reis, CNI, Pecuária Sustentável, Medtronic, Fraterno Vieira, Abracopel, Anamatra. 15 pontos – Pontuação atribuída a Prêmios Específicos/Segmentados Regionais: AMB, BM&F/Bovespa, BNB, CREA-MG, CRO-SC, Jornalistas&Cia/HSBC, Sefin, MP-RS, SETCERGS, CNI e Abag/RP. 10 pontos – Pontuação atribuída a Prêmios Internos de Veículos: Abril, Editora Globo, Folha, Jayme Sirotsky, Zero Hora, Estadão e Agência Estado.
Com mais 12 iniciativas, base de prêmios sobe para 128
Ranking praticamente dobra o número de concursos analisados desde sua primeira edição, em 2011 Desde o lançamento em 2011, o Ranking J&Cia dos Mais Premiados Jornalistas Brasileiros viu crescer consideravelmente a cada edição o número de iniciativas analisadas. Foram 65 em 2011, 94 em 2012, 116 em 2013 e em 2014 chega a 128 premiações, o que faz dele uma referência para o jornalismo brasileiro, por organizar, sistematizar e jogar luzes sobre um universo fragmentado que hoje faz parte do cotidiano jornalístico. Desde então, dezenas de profissionais atentos e interessados nas respectivas classificações, passaram a abastecer a coordenação do prêmio com suas conquistas, o que facilitou muito o trabalho de consolidação das informações. Graças a essas intervenções, por exemplo, foi possível identificar inúmeros prêmios que estavam fora do radar do ranking, beneficiando não só os próprios interessados, como também dezenas de outros jornalistas que haviam conquistado premiações sem que os pontos tivessem sido computados. Com essa ampliação da base de dados, o ranking ganhou consistência e seus resultados, maior representatividade. É compromisso de J&Cia continuar a vasculhar o passado, na busca de premiações ausentes, mas elas agora mostram-se cada vez mais raras. Em compensação, os novos prêmios e as novas edições de prêmios já existentes vão garantindo, ano a ano, uma imensa corrida por melhores posições, seja no ranking de todos os tempos, seja no do ano em curso. Prêmio Petrobras continua fora Embora tenha nascido em 2013 como o maior prêmio de jornalismo do País em valor, com seus mais de R$ 400 mil distribuídos a diversas categorias, o Prêmio Petrobras de Jornalismo ainda não foi agregado ao Ranking J&Cia. Em decisão unânime, o Conselho Consultivo decidiu mantê-lo de fora, seguindo o regulamento que determina que para ser incluído um prêmio novo precisa completar uma segunda edição. Como a Petrobras não realizou a segunda edição em 2014, postergando-a para 2015, sua inclusão se dará apenas no ranking do próximo ano. Iniciativas regionais, nacionais e internacionais estão entre os novos prêmios Entre os prêmios que chegaram em 2014 à sua segunda edição, ou iniciativas mais antigas sugeridas por leitores deste J&Cia, 12 foram incluídos no ranking. Há prêmios internacionais, como Roche de Jornalismo em Saúde e Wash Media Awards; nacionais como ABCZ, Abear, IGE, Abrapp e Mobilidade Urbana Sustentável; e regionais como Fiesc, Fenabrave-SC, Mobilidade Urbana, Águas Guariroba de Jornalismo Ambiental-MS e CDL/BH de Jornalismo. Confira a seguir, a lista dos 128 prêmios que integraram o Ranking 2014: 3M ABAG/RP ABCR ABCZ ABDIAS NASCIMENTO ABEAR ABECIP ABIMILHO ABP ABRACICLO ABRACOPEL ABRAJI ABRAMGE ABRAPP ABRELPE ABRIL ACEESP ACIE ADPERGS AGÊNCIA ESTADO ÁGUAS GUARIROBA DE JORNALISMO AMBIENTAL-MS AIMEX/DANILO REMOR ALEXANDRE ADLER/SINDHRIO ALLIANZ SEGUROS AMB AMRIGS/TROFÉU MOACYR SCLIAR ANAMATRA DE DIREITOS HUMANOS ANDIFES ANTF ARI AUTOMAÇÃO IMPRENSA AYRTON SENNA BIODIVERSIDADE DA MATA ATLÂNTICA BM&FBOVESPA BNB BRACELPA DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL BRASIL AMBIENTAL BRASKEM CAIXA CBIC CDL/BH CET CITIGROUP JOURNALISTIC EXCELENCE AWARDS CLÁUDIO ABRAMO CNA CNH CNI CNT COMUNIQUE-SE CORECON-MG CORECON-RJ CPJ – INTERNACIONAL PRESS FREEDOM CREA-MG CRISTINA TAVARES CRO-SC DE JORNALISMO DA CÂMARA ESPANHOLA DE JORNALISMO DO MINISTÉRIO PÚBLICO-RS DÉLIO ROCHA DIREITOS HUMANOS/MJDH ECONÔMICO IBERO AMERICANO ECOPET EDITORA GLOBO EMBRAPA EMBRATEL ENGENHO ESSO ESTÁCIO DE SÁ ESTADÃO ETHOS DE JORNALISMO EVERY HUMAN HAS RIGHTS MEDIA AWARDS FAPEAM DE JORNALISMO CIENTÍFICO FENABRAVE-SC FIESC FIRJAN FOLHA FRATERNO VIEIRA FUNDAÇÃO FEAC GABRIEL GARCIA MARQUEZ (ANTIGO FNPI) IBEROAMERICANO REI DA ESPANHA IBGC ITAÚ IMPRENSA IGE IMPRENSA DE EDUCAÇÃO AO INVESTIDOR ITAÚ DE FINANÇAS SUSTENTÁVEIS JABUTI JOÃO VALIANTE JORNALISTAS&CIA / HSBC DE IMPRENSA E SUSTENTABILIDADE JOSÉ HAMILTON RIBEIRO JOSÉ REIS DE JORNALISMO CIENTÍFICO LATINOAMERICANO EM SAÚDE VASCULAR LATINOAMERICANO DE JORNALISMO INVESTIGATIVO LÍBERO BADARÓ LORENZO NATALI MARIA MOORS CABOT MASSEY FERGUSON MEDTRONIC MICROCAMP MOBILIDADE URBANA (FETRANSPOR) MOBILIDADE URBANA SUSTENTÁVEL (ITDP) MONGERAL IMPRENSA MULHER IMPRENSA NEW HOLLAND DE FOTOJORNALISMO OAB-GO OCTÁVIO BRANDÃO DE JORNALISMO AMBIENTAL ONIP PECUÁRIA SUSTENTÁVEL PERSONALIDADE DA COMUNICAÇÃO PRESS RBS ROCHE DE JORNALISMO EM SAÚDE SAE BRASIL SANGUE BOM NO JORNALISMO PARANAENSE SANTOS DUMONT SBD/SOCIEDADE BRASILEIRA DE DIABETES SBIM SEBRAE SEFIN SENAI SETCERGS DE JORNALISMO SIP TELESP TIM LOPES TOP ETANOL TRANSPARÊNCIA UNISYS VLADIMIR HERZOG VOLVO WASH MEDIA AWARDS ZERO HORA
Dimmi Amora, da Folha de S.Paulo, é o mais premiado jornalista brasileiro de 2014
Domingos Peixoto, de O Globo, e Cristiane Segatto, de Época, ficaram respectivamente em 2º e 3º lugares
O repórter da Folha de S.Paulo no Distrito Federal Dimmi Amora é o mais premiado jornalista brasileiro de 2014. Com oito prêmios conquistados, que juntos lhe renderam 205 pontos, ele terminou o levantamento deste ano com 35 pontos de vantagem para o segundo colocado, o repórter fotográfico Domingos Peixoto (O Globo), e 55 para Cristiane Segatto (Época), terceira colocada, com 150 pontos.
Três reportagens de impacto garantiram a Dimmi essa primeira posição, que pela primeira vez desde a criação do ranking é ocupada por um profissional do Centro-Oeste. Foram elas a reportagem Fora dos trilhos: As revelações do cartel ferroviário no Brasil, vencedora em 2014 dos prêmios Folha de Jornalismo (categoria Reportagem) e SIP (Cobertura Noticiosa); o caderno Entupiu, mas pode melhorar, vencedor do Grande Prêmio CNT; e o especial A batalha de Belo Monte, série que levou dez meses para ser produzida, envolveu 19 profissionais e foi a reportagem mais premiada do Brasil neste ano, com as conquistas dos Grandes Prêmios Folha, Líbero Badaró e CNI, e de iniciativas internacionais como a da SIP (Cobertura Multimídia) e Wash Media Awards (Água e Energia).
O especial rendeu 130 pontos a cada um dos envolvidos, garantindo a todos uma posição entre os 10 mais premiados de 2014. Grata surpresa no topo da edição 2014 do ranking foi a presença, pela primeira vez, de um repórter fotográfico.
Com a triste sequência intitulada Crime à liberdade de imprensa, que registrou o momento em que o cinegrafista Santiago Andrade foi atingido por um rojão durante manifestações no Rio de Janeiro e que culminou com sua morte, Domingos Peixoto termina o ano na segunda posição após conquistar os prêmios Esso e CNT de Fotografia e o Grande Prêmio Barbosa Lima Sobrinho, do Embratel/Claro.
Completando o pódio, a repórter de Época Cristiane Segatto mostrou como a medicina privada pode prolongar a vida de um paciente, e ao mesmo tempo decretar a morte financeira de famílias abandonadas pelos planos de saúde. A reportagem O lado oculto das contas de hospital foi vencedora dos prêmios Allianz, Embratel/Claro (Revista) e Esso de Informação Científica, Tecnológica e Ambiental.
Na 4ª posição, com 145 pontos, vem Leonêncio Nossa (Estadão), que venceu o Esso de Jornalismo. Além de faturar a categoria principal do mais tradicional prêmio de jornalismo brasileiro, com a reportagem Sangue Político, ele conquistou este ano o Vladimir Herzog, na categoria Jornal.
Em 5º, mais um repórter fotográfico. Com os 130 pontos garantidos por integrar a equipe de Belo Monte e outros dez pelo ensaio fotográfico Infância às margens do São Francisco, publicada pela revista Crescer e que lhe rendeu o Editora Globo de Jornalismo na categoria Fotografia Original, Lalo de Almeida terminou o ano com 140 pontos.
Apenas cinco pontos atrás, na 6ª posição, Miriam Leitão conquistou exatamente os 135 pontos que faltavam para alcançar José Hamilton Ribeiro na liderança entre os mais premiados jornalistas de todos os tempos. Quatro prêmios lhe garantiram essa pontuação, sendo dois Comunique-se (Jornalista de Economia/Mídia Impressa e Jornalista de Economia/Mídia Eletrônica), um Troféu Mulher Imprensa (Comentarista/Colunista de Televisão) e um Personalidade da Comunicação, pelo conjunto da obra.
Na 7ª posição, empatados, estão os outros 17 profissionais que participaram da produção do especial A batalha de Belo Monte. Além de Dimmi e Lalo, foram enviados ao Pará os repórteres Marcelo Leite, Morris Kachani e Rodrigo Machado; e para finalização do trabalho multimídia a reportagem envolveu outros 14 profissionais: Demetrius Daffara, Douglas Lambert, Eduardo Knapp, Fábio Marra, Giuliana Miranda, Lucas Zimmermann, Marcelo Soares, Mario Kanno, Melina Cardoso, Michel Keep, Pilker, Rony Maltz, Rubens Alencar e Simon Ducroquet.









