Os jornais Diário Catarinense, O Estado de S. Paulo, Gazeta do Povo, O Globo e Zero Hora realizaram uma apuração conjunta sobre a gestão das universidades públicas brasileiras, a reportagem Universidades S.A.. Resultado de quatro meses de apuração, o trabalho revelou negócios privados, contratos obscuros e intermediações feitas por fundações envolvidas em irregularidades nas instituições. Mais de 20 jornalistas foram mobilizados. Eles ouviram 105 pessoas e pesquisaram mais de 3,2 mil páginas de documentos, entre acórdãos, contratos, convênios, inquéritos, notas fiscais, ofícios, pareceres, planilhas de pagamento e relatórios de auditoria. A reportagem especial apresentou uma radiografia das instituições consideradas berçários do conhecimento e da pesquisa do País e constatou que, em muitos casos, as relações entre universidades e empresas sofrem com falta de transparência.
Livro de Felipe Ost Scherer traz Jobs, Zuckerberg e outros gigantes da inovação
Responsável pelo blog Inovação na Prática do Portal da Revista Exame, Felipe Ost Scherer lança O time dos sonhos da inovação – Lições dos maiores inovadores da atualidade (Alta Books), em que mostra trajetórias, formas de pensar e de trabalhar e principais características de alguns dos mais importantes inovadores das últimas cinco décadas: Steve Jobs (Apple), Mark Zuckerberg (Facebook), Jeff Bezos (Amazon), Sergey Brin e Larry Page (Google). O autor analisa cada um, identificando pontos-chave que fazem deles grandes inovadores. “As histórias desses inovadores são inspiradoras para novos empreendedores, executivos ou qualquer pessoa que acredite que a inovação é algo que não acontece por acaso, mas sim fruto de uma abordagem estruturada que demanda visão e comportamentos específicos”, diz Felipe.
Vaivém das Redações!
Veja o resumo das mudanças que movimentaram nos últimos dias redações de São Paulo e Minas Gerais: São Paulo Bel Moherdaui foi promovida a redatora-chefe de Claudia, em substituição a Dagmar Serpa, que passa a coordenar a área de projetos especiais da unidade de negócios Mulher e Celebridades. Formada em Jornalismo pela USP, Bel ([email protected]) trabalhou em Vogue, Veja, Folha de S.Paulo e Nova antes de assumir como editora na Claudia, em abril de 2014. Colunista do Estadão há 14 anos, Arnaldo Jabor não terá mais seus textos publicados pelo jornal. O anúncio foi feito em micronota no Caderno 2 do diário desta 3ª.feira (14/4). Cineasta carioca, Jabor começou no colunismo em O Globo – no qual permanece – em 1995. Também segue como comentarista de rádio CBN e TV Globo. Editor do site Carpress e colunista de Jornalistas&Cia Imprensa Automotiva, Luís Perez fechou com a Editora Todas as Culturas, do publisher Claudio Mello, para cuidar das redes sociais da revista Top Carros. Lançada em 2014 sob o comando de Fernando Calmon, a publicação já vinha contando com a colaboração de Luís na reportagem. A partir de agora ele produzirá diariamente textos sobre os mais descolados veículos e curiosidades do segmento pelo instagram e facebook. Em Época Negócios, o editor-executivo Carlos Rydlewski ([email protected]) foi promovido a editor-chefe da publicação, respondendo diretamente ao diretor de Redação Darcio Oliveira, que assumiu em janeiro, com a saída de David CohenCeará Minas Gerais Após três meses de estudo, e a produção de uma edição número zero, o jornal WebSeminovos chegou às ruas de Belo Horizonte no começo do mês. A publicação é dirigida por Carlos Eduardo Silva (31-3031-5729, 9404-6814 ou [email protected]), que no final de 2014 deixou a edição do jornal Balcão, também de BH. “Em um momento em que a situação do impresso está difícil, resolvemos apostar justamente por acreditar nessa plataforma e nesse modelo de negócio”, explica Carlos. “Um dos principais problemas atuais para um jornal é justamente a distribuição, por isso resolvemos investir em um sistema de entrega gratuita por promotoras em semáforos, um nicho que ainda não é muito explorado aqui em Minas Gerais”. Com periodicidade semanal e tiragem de 20 mil exemplares, a publicação chega às ruas com 24 páginas, trazendo notícias de lançamentos e serviços, além dos tradicionais classificados, que também são veiculados pelo www.webseminovos.com.br.
Fabiana Moraes fala sobre relação repórter-fonte no Congresso Abraji
A repórter do Jornal do Commercio (PE) Fabiana Moraes participará do painel A delicada relação repórter-fonte no 10º Congresso da Abraji, em São Paulo, no dia 4/7, às 9horas. Na palestra, ela abordará a solidariedade e o conflito intrínsecos na relação do repórter com a fonte, questões da ética, objetividade e subjetividade, e a necessidade de o jornalista dialogar com outras áreas do conhecimento que podem contribuir com a relação entre repórter e personagem e na escrita do próprio jornalismo. Fabiana aproveitará o Congresso para lançar, em 3/7, às 15h30, seu novo livro, inspirado na série O nascimento de Joicy, que mostrou como o agricultor João Batista transformou-se na cabeleireira e transexual Joicy, após mudar de sexo num procedimento cirúrgico pago pelo Sistema Único de Saúde. Mestre em Comunicação e doutora em Sociologia (todos pela Universidade Federal de Pernambuco), ganhou três Prêmios Esso: de Jornalismo, por Os sertões, em 2009; Regional Nordeste, por A vida de mambembe, em 2007; e de Reportagem, pela série O nascimento de Joicy, em 2011. O Congresso da Abraji conta com apoio de divulgação deste Portal dos Jornalistas e do informativo Jornalistas&Cia.
Autor de Felicidade S.A., Alexandre Teixeira apresenta novo livro
Alexandre Teixeira lança De dentro para fora – Como uma geração de ativistas está injetando propósito nos negócios e reinventando o capitalismo, em que cita exemplos como John Mackey, da Whole Foods, e Hugo Bethlem, ex-vice-presidente do Grupo Pão de Açúcar, que lutam para conciliar lucro e justiça social, competição e espiritualidade, eficiência e bem-estar, procuram um caminho mais sustentável e um sentido mais profundo sem deixarem de seguir a lógica do mercado.
Além de retratar empreendedores que visam a alinhar ganhos individuais e coletivos, em De dentro para fora Alexandre busca promover uma reflexão sobre as bases intelectuais do capitalismo, a distribuição de riqueza, as estratégias das empresas de vanguarda, as reinvenções da Era Social e o papel dos negócios na sociedade contemporânea. Nascido em 1971, em São Paulo, o autor é formado pela Faculdade Cásper Líbero, teve passagens como repórter do Jornal da Tarde e do Valor Econômico e editor das revistas IstoÉ Dinheiro e Época Negócios.
Produtor da RPCTV é ameaçado de morte
James Alberti, produtor da RPCTV (afiliada da TV Globo no Paraná) e diretor da Abraji, foi ameaçado de morte, em reação a reportagens sobre corrupção na Receita Estadual em Londrina. Uma pessoa não identificada, que se dizia envolvida no esquema de irregularidades, ligou para a emissora e contou haver planos para assassinar Alberti. Como medida de proteção, o produtor foi para um local seguro fora do Paraná, com apoio da RPCTV, que remanejou a equipe para manter a cobertura jornalística do caso. Em nota, a Abraji exigiu “que o governo paranaense apure com celeridade a procedência da ameaça e puna vigorosamente os responsáveis. É inadmissível, em um país democrático, que um jornalista seja obrigado a sair de seu local de residência e atuação profissional para não ser morto, por fazer seu trabalho e cumprir com a missão de informar a sociedade. Ameaçar qualquer jornalista de morte coloca em risco um dos direitos fundamentais de todos os cidadãos: a liberdade de expressão”. Em 7/4, a Abraji publicou nota denunciando que há dois anos a Polícia do Paraná vem tentando identificar as fontes de pelo menos cinco jornalistas que cobrem segurança pública no Estado. O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná, Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Norte do Paraná, Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Federación de Periodistas de América Latina y el Caribe (FEPALC) e a Federação Internacional dos Jornalistas (FIJ) também se pronunciaram contra as ameaças. A entidade paranaense realizará reunião ampliada contra ameaças aos jornalistas paranaenses nesta 4ª.feira (22/4), às 19h, na sede do Sindijor (rua José Loureiro, 211).
VII Prêmio CBN de Jornalismo Universitário terá Tolerância como tema
Mais tolerância, menos conflitos é o tema da sétima edição do Prêmio CBN de Jornalismo Universitário, cujas inscrições abrem nesta 4ª.feira (15/4) e vão até 31 de julho. O primeiro colocado (ou primeiros colocados, no caso de reportagem em grupo) terá direito a troféu, iPad, visita supervisionada para acompanhar o funcionamento da CBN em São Paulo, com as despesas de passagem e hospedagem pagas; veiculação do conteúdo na programação da rádio; e certificado de participação. Segundo e terceiro colocados receberão menções honrosas, também terão o material veiculado na rádio e receberão certificados. Os vencedores serão divulgados em 1º de outubro.
Claudio Carsughi e os bastidores da saída da Jovem Pan
Pegou mal e foi motivo de duras críticas por parte da imprensa esportiva e automotiva, além de atletas, pilotos e ouvintes, a notícia da saída de Claudio Carsughi da rádio Jovem Pan divulgada na última 2ª.feira (13/4). Após 58 anos na casa, e 82 de idade, o comentarista esportivo foi desligado da emissora ao lado de outros profissionais de tradição, como o chefe de Reportagem Anchieta Filho e o locutor Roberto Muller.
O anúncio de sua dispensa, sem nenhuma espécie de “aviso prévio”, aconteceu logo após sua participação dos programas esportivos da hora do almoço. A justificativa da emissora seria a necessidade de diminuir sua folha salarial, mas o que se ventila nos bastidores é que, de fato, sem ter o mesmo interesse por esportes e jornalismo que seu pai – Antônio Augusto Amaral de Carvalho, o Tuta –, Tutinha, comandante da rádio, estaria aos poucos cortando essas duas áreas da grade da emissora.
Desde 2013 ela já não mais transmitia, por exemplo, a temporada regular da Formula 1, que também tinha Carsughi como comentarista. No dia seguinte, ainda com a pressão um pouco elevada conforme informou sua filha, a também jornalista Claudia Carsughi, mas com a mesma expressão serena de sempre, Claudio participou do evento de lançamento do JAC T6. Bastante disposto, esbanjou simpatia e humildade com todos que, ainda sensibilizados, queriam saber mais detalhes de sua saída da emissora.
“Estamos muito impressionados com a quantidade de mensagens e telefonemas de pessoas solidarizadas com a notícia”, comentou Claudia. “Só no twitter, foram mais de três mil pessoas que passaram a seguir a conta do meu pai desde ontem”.
Durante o evento, o editor Fernando Soares teve a oportunidade de acompanhar a avaliação do novo SUV da fabricante chinesa ao lado de Claudio, em um trajeto entre as cidades de São Paulo e Itu, às margens do Rio Tietê. Em pouco mais de quatro horas, entre o trecho de ida, o almoço no interior paulista e o retorno à capital, muita conversa, que por diversas vezes foi interrompida por outros jornalistas em busca de entrevistas, ou por vários amigos, solidários com o colega de profissão.
Confira a seguir o resultado desse bate-papo:
Portal dos Jornalistas – Como você recebeu a notícia de seu desligamento?
Claudio Carsughi – Claro que fiquei surpreso, mas acho que isso é uma coisa normal, principalmente na nossa profissão. A rádio decidiu dar um enfoque diferente em sua programação e é normal que mudanças aconteçam por conta disso.
Portal dos Jornalistas – Logo após o anúncio de sua saída, você chegou a emitir algumas críticas quanto à postura política da emissora, que estaria se tornando muito de direita. Existe alguma relação entre a sua opinião e a decisão de seu desligamento?
Claudio – De forma alguma. São coisas totalmente diferentes. Fiz essa crítica apenas como uma forma de analisar o atual momento da rádio, mas jamais me coloquei contra as decisões de quem a comandava. Foi apenas um comentário, uma opinião minha.
Portal dos Jornalistas – Como você tem acompanhado e como tem sido o contato de fãs e colegas do setor desde que a notícia veio a público?
Claudio – Estou até agora muito sensibilizado e emocionado com toda essa resposta. Eu sabia que tinha muitos amigos no setor, mas não fazia ideia de que eram tantos assim. Desde ontem meu telefone não para de tocar e já perdi as contas de quantas mensagens recebi. Até a minha biografia tem vendido mais nesses dias (risos).
Portal dos Jornalistas – Como começou sua carreira na Jovem Pan?
Claudio – Eu vinha trabalhando havia algum tempo em uma emissora do interior quando surgiu a oportunidade de ir para a então Rádio Panamericana. Naquela época, a emissora era só a 14ª em audiência, e o Wilson Fittipaldi, o Barão, dirigia a área Comercial. Com muito esforço conseguimos montar uma estrutura boa e ganhar relevância, principalmente na época em que o Tuta assumiu o comando da rádio. Com ele tudo era mais fácil e a gente resolvia o que tinha para ser resolvido sem perder tempo.
Portal dos Jornalistas – Ao longo dos anos, recebeu muitos convites para trabalhar em outras emissoras?
Claudio – Muitos. Principalmente da Rádio Bandeirantes, mas eu sempre negava porque achava lá muito longe da minha casa (risos). Eu moro a apenas duas quadras da Jovem Pan. Recentemente até tivemos uma conversa mais séria, mas que acabou não evoluindo porque as duas emissoras decidiram fazer uma espécie de acordo para que nenhuma tirasse profissional da outra às vésperas da Copa do Mundo.
Portal dos Jornalistas – Como fica seu sentimento em relação à Jovem Pan?
Claudio – Sinceramente, eu voto para que eles tenham sucesso nessa nova fase, até para que não precisem mandar mais ninguém embora.
Portal dos Jornalistas – E agora, quais são seus planos?
Claudio – Minha ideia é voltar para alguma emissora, mas no momento estou realmente focado no lançamento do meu novo site, o www.carsughi.com.br, que coincidentemente ficou pronto nesta semana e deixa a plataforma da Jovem Pan para ser hospedado no UOL. A página trará notícias e análises sobre futebol e Formula 1.
Portal dos Jornalistas – Dentre os dois temas, qual é o seu favorito?
Claudio – Sem dúvida o automobilismo. Sou daqueles que, quando ia cobrir uma corrida, deixava o piloto em segundo plano para conversar com o engenheiro. Uma vez, em 1966, cheguei a discutir com um editor que queria aproveitar minha presença na Itália para acompanhar um jogo da Internazionale pela Copa dos Campeões. Eu falei para ele que não iria de jeito nenhum porque naquele dia eu acompanharia desde cedo os treinos para o GP de Monza. Sou realmente muito apaixonado por automobilismo, herdei essa paixão do meu pai, que me levava todo ano às corridas. Só não vou até hoje para Monza de bandeirinha da Ferrari na mão porque acho ridículo (risos).
Memórias da Redação ? O amigo
A história desta semana é de Magda Almeida ([email protected]), que já participou deste espaço com Vida e morte de um jornalista chamado Anselmo. Carioca, Magda teve passagens por Jornal do Brasil (repórter especial e editora), Jornal da Tarde e O Estado de S. Paulo (repórter especial) e O Dia, onde foi ombudsman e criou e administrou o Instituto Ary Carvalho, braço social, cultural e de educação do grupo O Dia. Diz ela que nessa história, que publicou no facebook, o protagonista é Luarlindo Ernesto, “um querido com muitas histórias em seu vasto currículo. Como quase todas, nelas o trágico e o cômico se misturam e provam: vida de jornalista no Brasil dá livro, filme, peça de teatro e, às vezes, espetáculo circense. Vamos lá!”. O amigo Quis o destino que Luardino Ernesto – o nosso Lua – tivesse sido criado tendo como um de seus melhores amigos um rapaz chamado Lúcio Flávio Vilar Lirio. Cresceram juntos nos subúrbios cariocas. Adultos, cada um seguiu seu rumo: Luarlindo estudou e virou um dos mais atuantes e respeitados jornalistas brasileiros. Lucio Flávio, homem bonito, olhos claros, cheio de charme, classe média, não estudou e virou um temido assaltante, especializado em roubo de carros. Também gostava de assaltar bancos. Vivia nas páginas policiais e na fantasia de muitas socialites (não era o único). Quando assaltava e havia mulheres por perto, jogava para elas todo o seu poder de sedução, que não era pouco. Diz a lenda urbana que, às mais nervosas diante do arsenal apontado por sua quadrilha no momento do assalto, oferecia água e palavras de consolo. Em uma madrugada no inicio dos anos 1970, quando era repórter da Folha de São Paulo e da lendária revista Manchete, Lua levou a namorada para jantar no também lendário restaurante Fiorentina, que dividia com a praia do Leme a preferência da intelectualidade carioca. O amor estava no ar e o repórter ocupava uma das mesas perto da varanda. De repente, descem de um carro vários homens armados. Aos gritos, anunciam o assalto. O salão principal estava lotado. À frente do grupo, um homem meio alourado, olhos claros, dava as ordens: todos deveriam se levantar, ficar de braços para uma parede branca, braços pra cima – “de preferência”, sem olhar para trás. Luarlindo, que já se sentia incomodado naquele alongamento forçado, arrisca-se e dá uma espiada no chefe do bando. Olham-se e se reconhecem. Segundos de surpresa, espanto, grita o Lúcio Flávio: – Ô cara, o que tu tá fazendo aqui???? – Parecia feliz com o inesperado reencontro. – No momento – disse-lhe Lua, meio irônico, sem saber se ria ou chorava – estou sendo assaltado. Diante da inusitada cena e a uma ordem de Lúcio Flávio, um dos comparsas tira a pistola da testa de Lua. O assaltante-chefe, livra-o da incômoda posição e, cheio de mesuras, o acompanha até a mesa onde ele estava quando o bando chegara. Luarlindo sentou, terminou de comer e esperou que o assalto chegasse ao seu final. Antes de sair, Lúcio Flávio se despede com um “tchau” ao companheiro de infância, não sem antes pagar as despesas da mesa 8. Inclusive o vinho. O que Luarlindo tanto temia, aconteceu. Mal a quadrilha saiu, adentrou no restaurante o então comissário de polícia, o polêmico (vamos deixar assim) Helio Vígio. Assim que entrou, o Fiorentina em pesou apontou para Lua e gritou para o comissário: “Pega ele…” Foi difícil para o já veterano repórter explicar na delegacia os laços antigos que o uniam ao bandido mais procurado pela polícia carioca. Mas a polícia também conhecia Luarlindo, profissional respeitado (até hoje, o danado) como repórter e ser humano raro.
A anatomia de um fracasso jornalístico
Nemércio Nogueira, diretor-executivo do Instituto Vladimir Herzog, que há muitos anos atua em consultoria de imagem e reputação, publicou em seu blog Empresa, Comunidade e Opinião Pública o case da edição online da revista Rolling Stone dos Estados Unidos, que no último dia 5/4 retratou-se totalmente pela reportagem Um estupro no campus, publicada cinco meses antes pela versão impressa. Grotescos erros de reportagem e editoriais levaram a revista a cometer uma “barriga” ao divulgar uma matéria falsa, sobre um estupro que jamais acontecera. Diz Nemércio: “Ao procurar remediar esse desastre, porém, Rolling Stone acabou por transformá-lo em uma verdadeira aula magna, proporcionada pela Escola de Jornalismo da Universidade de Columbia. Trata-se de um documento de grande interesse para quem pratica ou estuda a atividade jornalística, comunicação social, relações públicas, direito, gestão de crise e gestão acadêmica – especialmente nesta época em que episódios de violência sexual e de outros tipos têm assolado as universidades brasileiras –, enfim, para todos os cidadãos que gostariam de conhecer melhor como funciona e como deve funcionar a mídia profissional”. A história desse vexame e a análise de como e por que ocorreu estão minuciosamente retratados no texto publicado há duas semanas pela revista e que ele resolveu traduzir. Vale a pena conferir! Leia mais + Edições impressas de Veja Brasília e Veja BH deixam de circular + Agência Pública abre inscrições para novo concurso de microbolsas para reportagens + IstoÉ Dinheiro divulga ranking das Marcas Mais Valiosas do Brasil







