Onze jornalistas, sendo o um subeditor, um produtor, seis redatores júnior e três repórteres júnior, além de empregados do departamento comercial e do setor de telemarketing foram demitidos esta semana do jornal O Tempo, de Belo Horizonte. A informação é do Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais, que emitiu nota de repúdio. Em maio o jornal dispensou funcionários das editorias de Cidades, Política e Esportes, bem como funcionários de outros setores. “Com as novas dispensas, a Sempre Editora mostra que não se trata somente de ‘readequação de pessoal’ e para o Sindicato a medida configura demissão em massa. Os jornalistas demitidos devem procurar a entidade que irá defender seus direitos. O Sindicato manifesta preocupação com os cortes ocorridos em O Tempo e está analisando o caso, para tomar as medidas jurídicas cabíveis, diz a nota do sindicato mineiro. Crise também em Diários Associados Detentor de Estado de Minas e TV Alterosa, os Diários Associados também estão em falta com seus funcionários, diz o sindicato. Esta semana, inclusive, a entidade se reuniu em assembleia com trabalhadores para votação do acordo de pagamento de FGTS, férias, seguro de vida, banco de horas, entre outros direitos que não teriam sido cumpridos pela empresa.
Brasil Econômico mantém versão online
O portal iG comunicou que, após o encerramento da versão impressa do Brasil Econômico, este continua a ser editado online, como parte do portal. O iG tem mais de 31 milhões de visitantes únicos por mês, conforme o relatório ComScore / Multiplaforma (desktop e mobile) para janeiro deste ano. A equipe do Brasil Econômico Online será composta pela editora executiva Paula Pacheco, a editora assistente Maíra Teixeira, o repórter especial Vitor Sorano, o repórter Luís Philipe Souza e a estagiária Milena Carvalho. Além dessa equipe interna, contará também com matérias e coberturas da equipe de Economia de O Dia. O antigo time do impresso reuniu-se em 17/7 para um almoço de despedida no restaurante Enchendo Linguiça, no Rio. PH de Noronha, ex-editor de Brasil, fez um mosaico com as fotos desse dia.
Justiça impede a Folha de publicar reportagem sobre menores da Fundação Casa
Após um certo período de trégua, a Justiça novamente entrou em ação para censurar uma reportagem. A vítima foi a Folha de S.Paulo, proibida de publicar no domingo, 19/7, reportagem sobre relatórios psicossociais feitos por profissionais da Fundação Casa, que avaliam a situação dos adolescentes internados na instituição.
A decisão foi proferida pela juíza Luciana Antunes Ribeiro do Deij – Departamento de Execuções da Infância e da Juventude, sob a alegação de que o repórter Reynaldo Turollo Jr. teve acesso a informações sigilosas, cuja divulgação pode ser contrária ao ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente.
Na sentença, a juíza determina que “qualquer divulgação do conteúdo dos relatórios obtidos ilegalmente, a que título for, ensejará incidência em infração administrativa”, cuja pena pode ir de multa até a apreensão da publicação.
A ação foi proposta pela própria Fundação Casa, do Governo do Estado de São Paulo, após um pedido de informação feito pelo repórter para que a instituição comentasse como são elaborados os relatórios. Até o fechamento dessa edição, não havia ainda decisão anunciada sobre as medidas que o jornal pretende tomar.
Blue Chip, com Ângela Klink, está de volta ao Valor Econômico
A coluna Blue Chip, criada por Angela Klinke e publicada por dez anos no Valor Econômico, está de volta sob a liderança dela própria, mas agora no site do jornal e no formato de blog. O ValorBlueChip tem atualização de 2ª a 6ª.feira, com cinco posts diários sobre tendências de consumo, estilo de vida e mercado de luxo. As versões de facebook, twitter e instagram já estão operacionais. Paralelamente, Angela continua como titular da coluna de tendências de consumo a cada quinze dias, sempre as 4as.feiras, publicada na editoria de Eu & Estilo. O blog já conta com o patrocínio da Volvo.
Dorrit Harazim ganha Prêmio Gabriel García Márquez
Dorrit Harazim foi agraciada na categoria Reconhecimento à excelência profissional do Prêmio Gabriel García Márquez de Jornalismo, que destaca as melhores reportagens publicadas nos países das Américas e na Península Ibérica. O anúncio do resultado foi feito em 22/7, em São Paulo, no espaço Itaú Cultural, por Jaime Abello Banfi, diretor-geral da Fundación Gabriel García Márquez para el Nuevo Periodismo Iberoamericano (FNPI), instituição criadora da iniciativa. Nascida na Croácia, repórter internacional e documentarista, Dorrit Harazim é uma das fundadoras da revista piauí e colunista de O Globo. Começou carreira profissional como pesquisadora da revista semanal L´Express, em Paris. Teve passagens por Veja e no Jornal do Brasil. Os vencedores das demais categorias serão anunciados ente 20/9 e 1º/10. Mais informações no site da fundação.
Marcelo Laguna integra equipe da Record News na cobertura do Pan 2015 de Toronto
Marcelo Laguna tem reforçado a equipe da Record News na cobertura dos Jogos Pan-Americanos de Toronto desde seu início, em 10 de julho. Freelancer especializado em esportes olímpicos, ele faz entradas ao vivo diariamente, comentando as competições da grade de programação do evento. Laguna já entrevistou mais de 1.000 atletas, colaborou com ESPN, Sport TV, Band News, CBN e Rádio Globo, além de ter sido foi repórter, chefe de reportagem e editor, atuando, entre outros, em revista Placar, Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva, Lance e no portal iG. Os destaques das competições estão também em seu blog.
Simone Magno deixa a CBN
Simone Magno deixa o Sistema Globo de Rádio depois de 12 anos na casa. Produtora e editora de cultura, fez o boletim sobre livros no CBN Noite Total, cobertura de eventos literários e produção de CBN Total e CBN Madrugada. Antes, editou publicações na agência Cajá e atuou nas revistas femininas de Ediouro e Bloch Editores
Bete Junqueira e Jorge Luiz de Souza lançam site para avós e netos
Estreia será à zero hora do domingo, 26 de julho, Dia dos Avós
Os avós de todo o Brasil, e em especial os avós jornalistas, vão ganhar, neste domingo, 26/7 – Dia dos Avós –, um site exclusivo sobre temas e experiências da chamada avosidade.
O projeto é uma iniciativa da publicitária Elisabete Junqueira, diretora da CDN Comunicação, e de seu marido, o coavô Jorge Luiz de Souza (juntos, têm quatro netos), e conta com a participação de uma rede de colaboradores, em sua maioria jornalistas.
Será atualizado semanalmente e conterá somente material inédito e exclusivo. “A ideia surgiu com a alegria de ter-me tornado avó, mas também porque percebi que dispomos de centenas de meios que tratam das relações entre pais e filhos, mas praticamente nada sobre avós e netos”, explica Elisabete. “Mas não é só curtição, porque estamos criando um ambiente também para tratar dos dilemas que surgem com essa nova relação. Será um espaço para compartilhar conhecimento e para proporcionar acesso à informação de qualidade, embora em linguagem acessível, sobre o tema dos avós e netos, com os seus desdobramentos práticos, afetivos e psicológicos”.
Jorge acrescenta que “os conflitos de gerações podem não ter mudado muito, mas as relações de parentesco que saltam uma geração nunca tiveram tantos problemas como atualmente. Temos hoje muitos avós pra poucos netos. A queda da natalidade, o aumento da longevidade e a explosão do número de famílias formadas por recasamentos inverteu a relação que antes havia de pouquíssimos avós e muitos netos. Outro drama da atualidade é que a nova geração de avós estimulou os filhos a estudar no exterior e muitos acabam por morar fora do País e deixam no Brasil uma legião de avós de skype, que só veem os netos pelo computador ou tablet”.
O site terá textos, fotos, vídeos e interatividade. Trará semanalmente entrevistas, artigos e crônicas, e também haverá editorias (canais) de variedades, com divertimentos e brincadeiras de avôs e netos, canções infantis e histórias pessoais, além de áreas de posts dos leitores.
“Os entrevistados, autores e personagens serão tanto avós e avôs quanto netos de todas as idades. Afinal, poucos têm o privilégio de serem avós, mas todo mundo é neto”, diz Elisabete.
A primeira edição traz entrevistas cheias de emoção, com dois vovôs bem conhecidos: Elifas Andreato e Maria Adelaide Amaral, e com Laura Artigas, neta do arquiteto Vilanova Artigas; além dos depoimentos de três jornalistas: Eduardo Ribeiro, diretor deste Portal dos Jornalistas, falando como avô, Nair Keiko Suzuki, ex-Estadão, como avó, e Caco de Paula, da Abril, como neto.
Elisabete, antes da CDN, foi gerente nacional de publicidade dos jornais Valor Econômico e Gazeta Mercantil, gerente comercial das sucursais da Gazeta Mercantil em Buenos Aires e Salvador e da revista IstoÉ na região Nordeste. Começou a carreira no Departamento de Marketing do Banco Econômico, na capital baiana.
Jorge, atualmente freelancer, foi diretor das sucursais do Estadão em Brasília, da Gazeta Mercantil em Salvador e da revista IstoÉ em Brasília, diretor de Redação de A Gazeta em Vitória, editor da revista Exame e da TV Globo, editor e correspondente internacional da Gazeta Mercantil, editor-assistente da Veja, repórter especial da Época e assessor de imprensa do Banco Central e do Banco do Brasil.
O endereço é www.avosidade.com.br e poderá ser acessado a partir da zero hora de domingo.
Professor Marques de Melo é anistiado e recebe pedido de desculpas do Estado brasileiro
“Declaro formalmente o Sr José Marques de Melo anistiado político brasileiro, por decisão unânime desta Comissão de Anistia. Neste momento, o Estado Brasileiro formaliza o pedido de desculpas pelas perseguições, pela prisão, pelo tempo em que esteve afastado do seu emprego e por todos os reflexos causados também à sua família”. Com essa declaração, feita em 13/7 por Paulo Abrahão, presidente da Comissão Nacional de Anistia, representando no ato o Estado Brasileiro e o Ministério da Justiça, chegou ao fim a saga de perseguido político de um dos mais importantes cientistas e pensadores do Jornalismo brasileiro, José Marques de Melo, cofundador de ECA-USP, Intercom e Orbicom, primeiro doutor em Jornalismo do Brasil e titular, há 20 anos, da Cátedra Unesco de Comunicação na Universidade Metodista de São Paulo. Na sessão, a que não pôde comparecer por problemas de saúde, ele foi representado pelo filho Marcelo Briseno Marques de Melo e pela nora Priscila Zerbinato Marques de Melo. Os autos do processo de anistia serão agora encaminhados, por recomendação do relator Manuel Severino Moraes de Almeida, para a Comissão da Verdade na USP, com a finalidade de “contribuir para o desenvolvimento dos trabalhos e acesso ao direito à memória e à verdade da mesma instituição”. José Marques de Melo: retrospectiva e homenagens ao mestre de várias gerações Retrospecto – Marques de Melo iniciou sua trajetória intelectual como jornalista no começo dos anos 1960, engajando-se no movimento estudantil no Recife. Integrou a delegação pernambucana que participou do histórico Congresso da UNE no Hotel Quitandinha (Petrópolis). Foi protagonista de episódios como a mobilização da imprensa para cobrir as visitas de Célia Guevara e Joffre Dmazedier ao Nordeste. Integrou a equipe do Governo Miguel Arraes, atuando nas áreas de educação e cultura. Preso e processado pelos golpistas de 1964, migrou para São Paulo, contratado como professor da Faculdade de Jornalismo Cásper Líbero. Ainda na capital paulista passou no concurso da USP para integrar o corpo docente fundador da Escola de Comunicações Culturais. Em ambas as instituições, enfrentou resistências e sofreu perseguições, encabeçando a lista dos perseguidos pela ditadura. Antecipando-se à decisão histórica da Comissão Nacional de Anistia do Ministério da Justiça, a Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação – Intercom acolheu proposta no sentido de homenagear o fundador da entidade publicando a coleção Fortuna Crítica de José Marques de Melo (São Paulo, Intercom), que reúne textos exegéticos da sua obra acadêmica, escritos por mais de uma centena de colegas e discípulos, em quatro volumes: 1 – Jornalismo e Midiologia; 2 – Teoria e Pesquisa da Comunicação; 3 – Comunicação, Universidade e Sociedade; e 4 – Liderança e Vanguardismo. A organização coube a Osvando J. de Morais, Sonia Jaconi, Eduardo Amaral Gurgel, Iury Parente Aragão e Clarissa Josgrilberg Pereira. A coleção está sendo doada a bibliotecas e centros de pesquisa em comunicação de todo o País, simbolizando o espírito de luta do Guerreiro Midiático (como foi caracterizado o professor Marques de Melo por seu biógrafo Sergio Mattos). Homenagens – No próximo dia 20/8, Marques de Melo receberá o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Estadual de Alagoas. Ainda não foi agendada a solenidade em que a Universidade Federal do Piauí outorgará a ele semelhante comenda. Em 5/9, às 19 horas, durante o 38º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, no Rio de Janeiro, ele receberá das mãos de Francisco Sierra, diretor do Ciespal, a Medalha de Ouro, que representa o reconhecimento da comunidade acadêmica aos mais importantes pensadores da comunicação na América Latina. Ao seu lado estarão também o boliviano Luis Ramiro Beltrán e o colombiano Jesus Martin Barbero.
Folha vai processar ex-repórter por acróstico ?chupa Folha?
Se era apenas uma brincadeira, para ser compartilhada com amigos íntimos, o acróstico “chupa Folha”, utilizado pelo ex-repórter Pedro Ivo Tomé no seu texto de despedida do jornal, virou coisa séria e poderá custar-lhe inúmeras dores de cabeça. O necrológio da assistente social Therezinha Ferraz Salles, de 87 anos, com os parágrafos iniciados com as iniciais “chupa Folha”, ganhou as redes sociais, comentários de todo tipo e até a coluna inteira da ombudsman Vera Guimarães Martins, no último domingo, 19 de julho. E mais, agora deve ganhar um processo na justiça movido pela própria Folha de S.Paulo, que, em comunicado, afirmou condenar veementemente a atitude de seu ex-repórter: “Ao usar uma reportagem para nela esconder uma mensagem ofensiva, ele foi irresponsável e antiético. Além disso, desrespeitou os leitores da Folha e os familiares da pessoa falecida que era personagem do texto. O jornal estuda ações legais que tomará contra o ex-funcionário”. Em sua coluna, Vera diz ter procurado Pedro por várias vezes, sem sucesso, e que dele só obteve o lamento por seu texto ter sido interpretado como ofensivo e que optou por sair do jornal – “onde aprendi muito, tive excelentes editores e fiz grandes amigos” – para buscar novos desafios. Pedro trabalhava na Folha desde 2012 na editoria de Cotidiano, que tem como titular Eduardo Scolese. Entrou ali pelo programa de trainées e havia assumido a seção do obituário apenas dois meses atrás. Há cerca de duas semanas, saiu para retomar a carreira de advogado (é formado na São Francisco) na área de compliance de um banco, onde havia trabalhado anteriormente. Deixou alguns obituários prontos, o último com o acróstico, que passou despercebido e foi publicado. “Nada mais natural”, assinala a ombudsman Vera, enumerando: “1) o repórter contava com a confiança de seus editores e, portanto, da empresa; 2) sua saída foi amistosa, sem nenhuma insatisfação ou frustração aparentes; e 3) quem procuraria pegadinhas em jornal se não soubesse de antemão que alguém as colocou ali?”. “Dois dias depois da publicação – prossegue –, a revelação da duvidosa façanha se espalhou pela internet, não se sabe se vazada pelo próprio autor ou por algum amigo. Fez a festa em blogs voltados para jornalistas, que descreveram a atitude como ‘brincadeirinha’, ‘saída em grande estilo’, ‘criativa’, ‘original’, ‘inusitada’… O mais surpreendente (ao menos para mim) é que, nas primeiras horas, a atitude só ganhou elogios e curtidas. Nenhuma menção à falta de ética jornalística, ao desrespeito aos leitores e à personagem, à quebra de confiança profissional.” Foram vários também os comentários nas redes sociais criticando veementemente a Folha de S.Paulo, dizendo que de certo modo ela provou de seu próprio veneno, por sua postura intransigente contra a obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo, daí ter entre seus jornalistas profissionais de outras áreas, como Pedro Tomé. O questionamento básico é: “Como exigir ética de quem não tem compromisso com a profissão?”







