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Agência de Niterói lança jornal na Flórida

A agência Goldoni, com sede em Niterói, lançou na Flórida, Estados Unidos, o jornal Imprensa News. As versões impressa e online, em português, são dirigidas à comunidade brasileira que vive na região. Além de notícias locais, o conteúdo é composto por colunas de especialistas sobre imigração, turismo, política internacional, contabilidade, tecnologia e mercado imobiliário. Os 15 mil exemplares da primeira edição impressa começaram a ser distribuídos gratuitamente na semana passada (23/7), em pontos de grande circulação da Flórida. O site entra na rede em agosto. Tem fanpage no facebook. Kelly Goldoni, diretora da agência e editora do jornal, comenta o empreendimento: “A ideia surgiu depois de uma visita a Orlando. Eu observei que os jornais locais eram muito comerciais e pouco informativos. Decidi, então, que ofereceria aos brasileiros que moram lá um jornal de verdade, ético, isento e feito por jornalistas. A ideia logo foi bem recebida por empresas locais, que se tornaram nossos anunciantes”. Escrevem para o Imprensa News as jornalistas Patrícia Vivas, Hellen Couto, Fernanda Pereira, Fernanda Thomaz, Iris Marini e Iara Pinheiro. Os colunistas são Cláudia Cataldi (política internacional), Paulo Paternes (variedades), Dênio Abreu (mercado imobiliário), Carol Larson (contabilidade), Renata Castro (direito), Mac Corr (tecnologia), e Luís Sombra (turismo). Com diagramação de Bruna Falcão, tem edição de Lene Costa.  

MVL agora é Attitude RP e Grupo prepara lançamento de rede social

Marca tradicional do mercado de relações públicas, com 24 anos de vida e desde o começo de 2012 integrando o Grupo Attitude, ao lado da MZ, a MVL passa a se chamar Attitude RP, concluindo processo de transição iniciado em maio, com a saída de seu fundador Mauro Lopes para se dedicar a um novo projeto pessoal ao lado da esposa. “Essa mudança significará a implantação de uma nova mentalidade em nossas atividades, reforçando atributos que nos definiram bem ao longo de quase 25 anos de mercado”, explica Eduardo Cordeiro, que divide com Bia Fovitzky (ex-CDN) a direção da agência. “Passaremos a trabalhar sobre três eixos: propósito, relacionamento e engajamento, deixando de ser apenas uma agência de relações públicas para ser uma empresa focada em relações com as pessoas”. Com as mudanças, site e e-mails dos profissionais da agência passarão a ser direcionados para o domínio @attituderp.com. Aposta em nova plataforma social Outra novidade que está sendo anunciada esta semana pelo Grupo Attitude é o Engage-x, plataforma que funcionará como uma rede social focada nos stakeholders e que deverá ganhar versão comercial até 2016. Na prática, como explica Rodolfo Zabisky, CEO do Grupo Attitude, ela será semelhante ao facebook em alguns pontos, mas permitirá às marcas diferentes possibilidades de relacionamento com clientes, investidores, funcionários, imprensa etc.: “E como o próprio nome da plataforma diz, ela servirá para engajar os públicos de interesse, contribuindo para a construção de uma imagem forte e de uma reputação sólida”. Os testes iniciais serão realizados até novembro por três empresas com três diferentes públicos predefinidos: investidores, funcionários e imprensa. “É muito comum ver companhias reagindo às situações. Acreditamos que com essa nova ferramenta elas ficarão mais por dentro do que acontece com seus públicos, podendo antecipar suas ações”, diz Rodolfo. Ele explica que a ideia do novo serviço surgiu a partir da análise dos resultados do The 2015 Brazil Reputation Dividend Report, pesquisa desenvolvida pelo instituto britânico Reputation Dividend, que calcula o valor da reputação de empresas de capital aberto nos Estados Unidos e no Reino Unido, e que pela primeira vez está sendo feito no Brasil. A divulgação do resultado será nesta 5ª.feira (30/7), durante o Seminário Aberje de Reputação. Mais informações sobre a pesquisa e uma entrevista exclusiva com Simon Cole, CEO e fundador do instituto, podem ser conferidas a seguir. O valor da reputação O estudo detalha o valor da reputação no balanço financeiro, levando em consideração aspectos como tendências de mercado, histórico da companhia, comparações com concorrentes, perfil de risco da área em que atua e valores estratégicos. Das 61 empresas com capital aberto na BM&FBovespa, apenas 34 conseguiram cumprir as exigências necessárias para participar do levantamento. O resultado, que será divulgado durante o Seminário Aberje de Reputação, trará as 20 companhias com reputação mais valiosa no Brasil. Número ainda pequeno se comparado aos de Reino Unido, que divulga o resultado em 200 empresas, e Estados Unidos, que chega a 350. As 20 companhias brasileiras que mais se destacaram nesta primeira edição da pesquisa, em ordem alfabética, foram: Ambev, Bradesco, BB Seguridade, BRF, CCR, Cielo, CPFL Energia, Embraer, Fibria, Itaú Unibanco, Klabin, Lojas Americanas, Lojas Renner, Multiplan, Natura, Smiles, Souza Cruz, Telefonica Vivo, Tractebel Energia e Ultrapar. Juntas elas somam US$ 130 bilhões de faturamento. Vale lembrar que a ordem das companhias com maior destaque não obedece ao valor total em dólares de sua reputação, mas sim o quanto esta representa de fato no valor de mercado das companhias. Conversamos com Simon Cole, fundador e CEO do Reputation Dividend, que está no Brasil para apresentar os resultados da pesquisa. Ex-diretor da Interbrand, agência que desenvolve um trabalho parecido, porém analisando o valor das marcas, Simon falou a este Jornalistas&Cia sobre pontos de destaque de seu estudo, a reputação das empresas daqui e a diferença entre os mercados britânico e norte-americano e o brasileiro. Portal dos Jornalistas – Qual a diferença entre esse levantamento e o que é promovido pela Interbrand? Simon Cole – A Interbrand analisa basicamente quanto vale a marca das empresas, enquanto nós estudamos o valor de sua reputação. Enquanto marca é um atributo que está muito mais ligado ao sucesso do produto, a reputação está totalmente ligada à imagem que a empresa apresenta para seus diferentes stakeholders. Temos muitos casos inclusive em que empresas com marcas valiosas sofrem com baixíssimo valor de reputação. Um caso bastante claro e atual no Brasil é o da Petrobras, empresa que apesar de um grande valor de marca vem sofrendo com constantes denúncias de corrupção, rebaixando assim seu valor de reputação. Portal dos Jornalistas – Das 61 empresas brasileiras com ações em bolsa, apenas 34 mostraram-se aptas a participar do estudo. Não é um número baixo? Simon – Também encontramos esse tipo de problema no Reino Unido e nos Estados Unidos, porém em menor escala. Mas o fundamental é que aquelas que sabemos que de fato têm alto valor de reputação foram analisadas. Tanto que essas 34 empresas respondem juntas por quase 90% do total que é negociado pela Ibovespa. Portal dos Jornalistas – Pelos levantamentos de 2015, as empresas com maior valor de reputação no Reino Unido e EUA atingiram, respectivamente, 49,7% (Unilever) e 49,5% (Apple) na comparação do valor da reputação com o de mercado da empresa. Como é essa realidade no Brasil? Simon – A média das 34 empresas analisadas foi de ums contribuição de 32% do valor de reputação no ativo total das companhias. Se por um lado o número não é tão alto assim, por outro é possível perceber que ainda há muito espaço para essas empresas evoluírem e crescerem nesse sentido.

Paredes inspiradoras na Gazeta do Povo

Os corredores do edifício-sede da Gazeta do Povo, em Curitiba, têm novas cores. Na Redação, ilustrações representam o jornal multiplataforma na visão dos ilustradores. Já em outro prédio do GRPCOM, na praça Carlos Gomes, as paredes levam os visitantes a uma viagem no tempo, desde a era Gutenberg até a evolução tecnológica atual.

Marcos Tavares, editor executivo de Imagem, disse em nota que a partir de uma pesquisa tentou retratar a evolução do meio jornal utilizando imagens: “Começamos com a prensa dos tipos móveis de Gutenberg, a imagem de um mapa mundi com tipos de chumbo, passamos pela prensa carimbo que permitia a troca de letras, até a chegada da linotipo”.

A iniciativa de valorizar os talentos internos e dar vida a algumas paredes da empresa com as intervenções gráficas foi da conselheira do Grupo Elsa Lemanski. As paredes têm textos de José Carlos Fernandes e imagens de Paixão, Benett, Felipe Lima e Tiago Recchia.

Últimos dias para se inscrever no Prêmio Vladimir Herzog

Encerram-se nesta 6ª.feira (31/7) as inscrições para o 37º Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos, que reconhece trabalhos que valorizam a Democracia, a Cidadania e os Direitos Humanos em oito categorias: Artes (ilustrações, charges, cartuns, caricaturas e quadrinhos), Fotografia, Documentário de TV, Reportagem de TV, Rádio, Jornal, Revista e Internet. A escolha dos vencedores será em duas etapas. A fase final, na Sala Oscar Pedroso Horta da Câmara Municipal de São Paulo, em 30/9, será transmitida ao vivo pela internet.

Sai do ar o programa Câmera Aberta Sindical

Após 11 anos no ar, acabou o Câmera Aberta Sindical, único programa de tevê brasileiro sobre sindicalismo. Nesse período, ele foi exibido, ininterruptamente, na TV Comunitária da Cidade de São Paulo (NET 9; Vivo TV 186), todas as 4as.feiras, ao vivo, com produção da Agência Sindical e apresentação de João Franzin, jornalista coordenador da agência. Em nota, Franzin afirmou: “O programa cumpriu seu objetivo de dar voz a todas as correntes do movimento sindical. Do presidente Lula a uma humilde trabalhadora que varre ruas no Centro de São Paulo, todos puderam expor suas opiniões ou revelar seu trabalho”. E completou: “Nunca houve qualquer precondição para participações, a não ser a condição sindical ou a ligação do convidado com o mundo do trabalho. As sucessivas direções da emissora sempre respeitaram a autonomia editorial do Câmera Aberta Sindical”.

Defesa Social publica pauta do Hoje em Dia e jornal considera agressão

No último dia 23/7, a repórter Alessandra Mendes, do Hoje em Dia, enviou à Secretaria de Estado de Defesa Social de Minas Gerais uma solicitação de entrevista “para fazer matéria sobre a situação da Polícia Civil e os reflexos de problemas na corporação para a segurança pública como um todo”. Mas, em vez de responder, o secretário Bernardo Santana publicou a íntegra da pauta no site da secretaria, afirmando que estava sendo perseguido pelo veículo: “Desde que fui anunciado como secretário, o Hoje em Dia vem apregoando a minha saída, o que denota uma aspiração, algo estranho à apuração de cunho jornalístico, ainda mais por estar a contrapelo dos fatos”. O jornal manifestou-se por meio de um editorial no dia 25: “Em lugar de uma resposta às perguntas que foram feitas pela nossa reportagem, fomos surpreendidos com a exposição pública da pauta, em uma clara agressão ao jornal, à repórter que apurava o assunto e ao direito constitucional que todo cidadão tem de questionar o Poder Executivo sobre aspectos que são de evidente interesse público”. Procurado pelo Portal dos Jornalistas, Bernardino Furtado, assessor de imprensa do secretário de Defesa Social, afirmou que a nota “é um direito que a fonte tem de divulgar sua resposta pelos canais de comunicação que têm disponíveis. A nota que publicamos é autoexplicativa. Não fizemos nada de novo ao tornar pública uma campanha que o jornal fez contra Santana sem ter minimamente elementos factuais contra ele”. Conversamos também com Luiz Fernando Rocha, diretor de Jornalismo do Hoje em Dia: “Mandamos para a assessoria da Secretaria de Defesa Social um e-mail com alguns questionamentos e esse e-mail se tornou público, porque a assessoria da SEDS resolveu responder como uma carta aberta ao Hoje em Dia para toda a mídia nacional, expondo o nome do jornal, da repórter e uma pauta que até então era de cunho exclusivo do veículo. Não é a primeira vez que temos problemas com a assessoria da SEDS. Há uma predisposição muito ruim em relação ao jornal. Mas, vamos continuar trabalhando do mesmo jeito que fizemos até hoje para impor respeito quanto à opção do jornal de ser independente em relação ao governo”. O Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais e a Associação Nacional dos Jornais divulgaram nota de repúdio, considerando antiética a atitude do órgão estadual.

Miguel Arcanjo Prado lança site de jornalismo cultural

Após deixar no início do mês o portal R7, cuja equipe de cria­ção integrou e onde estava há seis anos, Miguel Arcanjo Prado lançou em 24/7 um site que leva seu nome, de cobertura teatral e jornalismo cultural. “Vamos ter espaço para entrevis­tas, reportagens, críticas e galerias de imagens. Quero que o site seja um pequeno panorama do que rola de interessante não só no mundo teatral, como também na cultura como um todo”, informa Miguel. O portal, desenvolvido pelo we­bmaster Guilherme Euler, conta com a colaboração do fotógrafo Bob Sousa, especializado em fotografia teatral, que terá uma coluna. No R7, Prado foi repórter es­pecial, editor de Cultura, editor de Famosos e TV, colunista, comentarista de celebridades em programas da Record e editor e apresentador do Agenda Cultural da Record News. Teve passagens por O Pasquim, Grupo Folha, Con­tigo, TV Globo Minas e pelos veí­culos de comunicação da UFMG, entre eles a TV UFMG, onde foi repórter, editor e apresentador.

Gianfranco Beting deixa a Azul e muda-se até o final do ano para Miami

Co-fundador e funcionário nº 1 da Azul, ele passará a atuar como consultor da companhia e da TAP

Gianfranco Beting, o Panda, está deixando a carreira de executivo para iniciar a de consultor. E na mesma Azul que ajudou a fundar em fevereiro de 2008 e em que atuou nesses pouco mais de sete anos como diretor de Comunicação e Marketing.

“Na época, eu tinha minha própria agência, a Jetgroup, e vários clientes do setor de aviação. Quando fui chamado para conversar com o David Neeleman, imaginava aumentar nosso portfólio, mas acabei virando funcionário e acionista da companhia, a ponto de ceder uma sala de minha casa para ser a sede da empresa nos primeiros três meses. Foi um período em que comemos muitos ovos fritos”, diz, bem-humorado.

Ele fica oficialmente até esta 6ª.feira (31/7) e, após um período sabático em que aproveitará para concluir seu novo livro – A história da Transbrasil –, muda-se com a família para Miami, na Flórida, onde vai estruturar sua empresa de consultoria que já tem garantidos dois clientes: a própria Azul e a sua nova controlada, a TAP. Seu sucessor deverá ser anunciado em agosto.

Amadurecida há mais de um ano, a decisão é também fruto do desejo de apoiar e apostar no projeto empresarial da esposa, um comércio multimarcas de lojas de praia: “Como a empresa não queria a minha saída, a alternativa que encontramos, boa para os dois lados, foi a de tornar-me consultor. Tudo conspirou a favor, sobretudo porque a Azul também está presente com um escritório em Miami, o que permitirá que continue participando dos projetos e dos processos. De todo modo, sei que vou entrar, a partir de 2016, num período quase de ponte aérea entre Miami, São Paulo e Lisboa”.

Filho mais velho de Joelmir Beting e irmão do comentarista esportivo Mauro Beting, Panda ganhou esse apelido de um antigo chefe, pois, bom gourmet que sempre foi, ao sair de um almoço com alguns colegas ouviu a brincadeira: “Olha aí, comeu tão bem e está tão satisfeito que parece um panda. Todo mundo achou engraçado e o apelido pegou, inclusive em casa”.

Até seu e-mail corporativo usa a alcunha: [email protected]. Escritor, são dele as seguintes obras: JET (2005), que descreve a linha de produtos de grandes fabricantes de aeronaves (português e inglês); Asas brasileiras / Brazilian Wings (2005), narrando a história de 77 companhias aéreas de bandeira nacional (português e inglês); Blackbox (2007), que descreve 28 dos maiores acidentes aéreos, por meio de transcrições das gravações das caixas pretas, com explicações para pilotos e também para quem não é da área; Varig, 432 aeronaves da eterna pioneira (2008), com fotografias de 432 das 440 aeronaves que voaram pela companhia; Varig, eterna pioneira (2009), com a história da empresa; e Azul acima de tudo, em que narra os anos de formação da companhia – todos lançados pela Beting Books.

Kátia Guimarães Vaz e Nicolas Tamasauskas seguem para a EBC

Em substituição a Olímpio Cruz, que deixou o posto de secretário de Imprensa na Secom-PR e foi assessorar o presidente do Banco do Brasil, Alexandre Abreu, retorna ao cargo o presidente da EBC Nelson Breve, que se apresentou à Presidência da República nesta 3ª feira (28/7). Ele esteve reunido com jornalistas, ministros e a própria presidente Dilma em evento realizado pela NBr no Palácio do Planalto. Mas, segundo informações da Secom, só será oficializado no cargo quando da publicação no Diário Oficial da União, o que deverá ocorrer ainda esta semana. Nelson está no comando da EBC desde o final de 2012. Kátia Guimarães Vaz e Nicolas Tamasauskas, os dois secretários adjuntos de Imprensa da Secom, estão fazendo o caminho inverso, indo para a EBC. Katia vai ocupar a Diretoria de Serviços, responsável pela TV NBr e Voz do Brasil. Antes da Secom, ela foi coordenadora de Comunicação da liderança do governo e do PT no Senado por 11 anos, e antes ainda teve passagens por veículos de comunicação em Brasília, cobrindo política e economia. Adriano Fernandes, jornalista da EBC que fazia a interlocução com o Palácio do Planalto, passa a atuar na diretoria de Kátia. Nicolas será gerente executivo de Conteúdo na Diretoria de Serviços, respondendo a Katia na coordenação do jornalismo da TV NBr e Voz do Brasil. Antes da Secom, ele passou Prefeitura de São Paulo, campanha do prefeito Fernando Haddad, redações (Folha de S.Paulo, Diário do Grande ABC e Notícias Populares) e consultoria de comunicação na capital paulista. Segundo a assessoria da EBC – que, aliás, tem agora Beth Rosa na Gerência de Comunicação, em substituição a Simone Garcia –, ainda não há confirmação sobre quem assumirá a Presidência da empresa, embora seja dado como certo o nome do diretor geral Américo Martins.

O Globo faz festa por 90 anos da 1ª edição

Por Cristina Vaz de Carvalho, editora de J&Cia no Rio de Janeiro O jornal O Globo celebra seus 90 anos nesta 4ª.feira (29/7) e faz a festa que chamou de “rumo ao centenário”. Além das retrospectivas que cada suplemento já vem apresentando, a comemoração editorial chega agora ao corpo principal do jornal. Neste dia do aniversário, um caderno especial conta a história da publicação e discute temas relevantes do Jornalismo. Também nesse dia é lançado o e-book 90 anos, 90 reportagens, com matérias que causaram impacto. O site Acervo O Globo, com o conteúdo de todas as edições desde 1925, em formato digital, ficará aberto para não assinantes durante dois meses, para servir, principalmente, de fonte de pesquisa para os estudantes. A agenda prossegue, em agosto, com a edição do livro Primeiras páginas, contendo as principais capas do jornal. Mais de 150 imagens emblemáticas vão compor a exposição de fotojornalismo no Museu de Arte do Rio (MAR), na Praça Mauá. Em 27/8 haverá um debate com profissionais do jornal sobre os desafios do Jornalismo. No primeiro semestre, a série 90 anos, 90 personagens escolheu leitores para contarem fatos marcantes de sua relação com o jornal, em depoimentos em vídeo. E os leitores terão, até o final do ano, promoções para todos os gostos: concerto do Projeto Aquarius no Teatro Municipal; bate-papo com jogadores e um giro no Maracanã; visitas à redação e ao parque gráfico; ciclo de debates, até outubro, na Casa do Saber, sobre liberdade de expressão e a função do Jornalismo. O jornal tem história Irineu Marinho fundou o jornal em 1925 e morreu um mês depois. Seu filho mais velho, Roberto Marinho, deixou os estudos para tocar o negócio e sustentar a família. Frederic Kachar, atual diretor-geral da Infoglobo, ressalta: “O Globo é a origem do nosso grupo, onde tudo começou. É a semente que rendeu como fruto um dos maiores grupos de comunicação do mundo”. Conforme a tradição, o aniversário teve celebração com missa para os funcionários na capela Nossa Senhora da Vitória, no centro histórico do Rio de Janeiro, neste mesmo dia 29. Mea culpa ou autocrítica, dependendo do ponto de vista No lançamento do site do Acervo, com o projeto Memória, o jornal reconheceu o erro de ter apoiado o Golpe de 64. Afirma o editorial disponível no site: “À luz da História, contudo, não há por que não reconhecer, hoje, explicitamente, que o apoio foi um erro, assim como equivocadas foram outras decisões editoriais do período que decorreram desse desacerto original. A democracia é um valor absoluto”. Em compensação, devem-se a O Globo reportagens como a série Guerrilha do Araguaia (1996), provando que militantes do PCdoB desaparecidos tinham sido mortos sob custódia do Exército e enterrados em cemitérios clandestinos; no mesmo ano, a publicação do laudo sobre a morte de Carlos Lamarca; Na mira dos EUA (2013), ao revelar que na última década pessoas e empresas no Brasil foram alvos de espionagem da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA); e Farra de aditivos na refinaria Abreu e Lima (2014), sobre superfaturamento em obra da Petrobras em Pernambuco.   Mais prêmios Este ano, para serem acrescentados às comemorações, vieram novos prêmios internacionais. Dorrit Harazim venceu a 3ª edição do Prêmio Gabriel García Marquez de Jornalismo, na categoria Excelência, pelo conjunto da obra, em decisão unânime do Conselho Reitor. O prêmio, concedido pela Fundação Gabriel García Marquez para o Novo Jornalismo Ibero-Americano, será entregue em setembro, em Medellín, na Colômbia. Dorrit tem 72 anos e 50 de Jornalismo. Nascida na Croácia, começou a trabalhar na França, na revista L’Express; já no Brasil, participou da equipe de fundação da Veja e, mais tarde, da revista piauí. Chefiou o escritório da Editora Abril em Nova York, depois de passagem pelo Jornal do Brasil. Detém quatro prêmios Esso e um Abraji. Mantém uma carreira paralela como documentarista. Em O Globo, tem coluna semanal na página de Opinião. Sebastião Salgado recebeu o prêmio de Fotografia da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP). A reportagem premiada, sobre uma festa fúnebre dos ianomâmis, realizada na fronteira entre Roraima e Amazonas, em companhia de Arnaldo Bloch, foi considerada “de enorme valor antropológico e sociológico”. A entrega do prêmio será em outubro, na Carolina do Sul, nos Estados Unidos. O Globo em números – 65 colunistas em editorias e suplementos – 30 articulistas que se revezam nas páginas de Opinião – 64 premiações em 59 edições do Esso – 58 prêmios da Society for News Design nos últimos 20 anos – 10 e-books com mais de 22 mil downloads – circulação de 320 mil exemplares, entre impresso (~ 200 mil) e digital (~ 120 mil) – 320 mil assinantes, conforme o IVC – líder de vendas em banca aos domingos, com mais de 60 mil exemplares – 10 mil novas assinaturas após a adoção do paywall no site – mais de 600 mil edições do jornal baixadas por mês, sendo 27% a partir de smartphones – 20 milhões de visitantes únicos nos sites (web e mobi) – 90 milhões de pageviews, sendo quase 38% de celulares – 6 milhões de seguidores no Twitter, liderança entre os cinco principais jornais do País  

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