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sexta-feira, abril 24, 2026

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Meu primeiro chefe no jornalismo

* Por Luís Nassif

No dia 1º, minha filha Mariana me lembrou que completava 45 anos de jornalismo. Tinha me esquecido. A data me levou e lembrar os primeiros dias de jornalismo. Meu primeiro emprego formal foi de estagiário da revista Veja. Terminei o colegial, prestei vestibular, passei na Escola de Comunicações e Artes da USP.

Chegando a São Paulo, o grande Luiz Fernando Mercadante – então dirigindo a revista Realidade – me convidou para um almoço. Nem precisava de convite. Era na casa de tia Zélia, que se casara com ele muito moça. Tiveram dois filhos, separaram-se, dali para frente Luiz Fernando teve muitos amores mas sempre manteve a ligação umbilical com tia Zélia, seu porto seguro.

Luiz Fernando entrara para o jornalismo por meio do vô Issa, que o apresentou a Carlos Lacerda. Muito jovem tornou-se repórter político prestigiado na Tribuna da Imprensa, morando um tempo na casa do pai de Luiz Garcia. Garcia era redator-chefe e o melhor e mais discreto jornalista da Veja daqueles tempos. Luiz Fernando tentou, primeiro, o Jornal da Tarde, com o Laerte Fernandes. Mas, no primeiro semestre, não consegui me matricular no turno da manhã na ECA e não tive como estagiar no JT.

A segunda oportunidade foi na Veja, em um almoço na casa da tia para o qual Fernando levou o Luiz Garcia e o Talvani [Guedes da Fonseca]. Já tinha conseguido a mudança para a parte da manhã e ficara com as tardes liberadas. E aí chego no Talvani, meu primeiro chefe e um tipo curiosíssimo, do qual tenho ótimas recordações.

Veja foi criada em 1967, com uma redação inchada. Nos anos seguintes a redação foi se adequando ao tamanho da revista, enquanto procurava o equilíbrio financeiro. Entrei em 1º de setembro, na primeira abertura de estágio da revista, junto com os queridos Dailor Varella e Ângela Ziroldo.

Depois de três meses de estágio, recebi o honroso convite para substituir Tárik  de Souza, que tirara férias da editoria de Música. O editor de Artes e Espetáculo era Carmo Chagas. A estrutura de redação da Veja era meio estranha, provavelmente copiando a Time. Havia as editorias-mãe. Por exemplo, Artes e Espetáculos. Debaixo delas, as subeditoriais. No caso, Música, Teatro, Artes Plásticas e Comportamento e Gente. Depois, uma reportagem Geral subordinada a um chefe de Reportagem, mas atendendo às pautas dos editores.

Acho que o modelo visava, através dos repórteres generalistas, suprir a visão mais técnica e fechadas das editorias especializadas. Creio ter-me saído bem na Música. Cometi alguns atrevimentos, com críticas dos recém-lançados Ivan Lins e Tim Maia, outra crítica de um show do Chico Buarque na Boate Dobrão. Uma reportagem sobre o grande violonista José Lanzac, o maior do País nos anos 1920, mas que morrera esquecido em São João da Boa Vista.

Já tinha um bom conhecimento de estrutura de composição, noções básicas de harmonia e assimilei rapidamente o estilo ferino da editoria, cujo modelo máximo era José Ramos Tinhorão como redator da seção Gente. No final do mês Talvani me aborda no corredor.

– Nassif, amanhã quero falar com você, mas na condição de amigo.

No dia seguinte, mal cheguei à redação ele me chamou para uma reunião em uma das salas fechadas.

– Quem está falando com você não é seu chefe, mas seu amigo. Amanhã vou te fazer uma proposta de salário de Cr$ 500. É o dobro do que você está ganhando, mas não é justo. Não aceite nada abaixo de Cr$ 1.500,00.

Não entendi nada, mas segui as recomendações. Talvani era do Rio Grande do Norte. Eram três irmãos jornalistas, que brigavam como o diabo entre si. Cuidávamos de nunca tomar partido. No dia seguinte ele me chama de novo:

– Nassif, tenho aqui uma proposta para te efetivar, de Cr$ 500.

Conforme o combinado, recusei e exigi Cr$ 1.500. E ele:

– Bom, lamento muito. Vou tentar encontrar um emprego para você na Folha ou no Estado.

Não entendi nada. Mas como tinha acabado de chegar do interior, não quis discutir. No interior aprendemos a não discutir com loucos. Fui até a mesa do Carmo e me despedi. Ele:

– Mas por que está indo embora?

Contei a conversa com o Talvani.

– Tire esta semana e vá para Santos namorar. Segunda o Tárik volta e iremos conversar com o Sérgio Pompeu.

Sérgio era um dos redatores-chefe, ao lado do Luiz Garcia, e o ponto de equilíbrio emocional de Mino [Carta] na redação. Na 2ª voltei, fui com o Carmo e o Tárik na sala do Sérgio e rapidamente fechou questão em torno dos Cr$ 1.500. Saí aliviado da reunião e topei com Talvani no corredor. Nem tive oportunidade de lhe agradecer a dica.

– Nassif, veio nos visitar?

– Não, vim trabalhar. O Sérgio aceitou minha proposta.

Talvani ficou indignado. Foi até a sala do Sérgio, bateu boca dizendo-se desautorizado. Mas na 3ª.feira não teve remédio. Passei a trabalhar como efetivo, sob a chefia dele. Até então estava alocado para Música e Comportamento. Ele me avisou que a moleza acabara. Dali por diante, seria só pedreira. No meio das pedreiras, surgiu uma pauta agradável da Economia. Os editores eram Paulo Henrique Amorim e Emilio Matsumoto. Uma pauta sobre o circo Orlando Orfei. Era um personagem fantástico. Aliás, morto há algumas semanas.

Talvani me passou a pauta e me ordenou que não pedisse fotógrafo para o chefe dos fotógrafos. Ele mesmo queria fotografar. Esqueci e pedi fotógrafo, não por birra mas porque sempre fui meio esquecido de detalhes. Fui à tarde para entrevistar Orfei, à noite no circo e na manhã seguinte na redação, para redigir a matéria. Ainda não me havia acostumado com o burburinho da redação, por isso me escondia na baia de Artes e Espetáculos para escrever. Estava imerso entre leões, tigres, bailarinas e domadores quando ouço o grito de Talvani:

– Nassif, venha aqui!

Fui, atravessei a baia central e parei de pé em frente sua mesa.

– Quem você pensa que é para ficar na baia de Artes e Espetáculos? Você é um foca, ouviu?, um foca!

Voltei para a baia e tentei prosseguir com a matéria, mas não dava. As teclas embaralhavam-se na minha frente, não conseguia enxergar nada. Levantei, saí da baia, entrei de novo na baia da Geral, como um autômato, chutei uma cadeira que estava na minha frente e parei em frente o Talvani, ele sentado, eu de pé:

– Olha aqui, vá gritar com as suas negas! Quem tem chefe é índio! Nunca mais grite comigo!

E voltei bufando. Ainda nem me acalmara, quando Talvani entrou na baia da editoria.

– Vim aqui para pedir desculpas.

E eu, ainda com o sangue fervendo:

– Não aceito!

– Como, não aceita?

– Não aceito. Você me ofendeu em público e vem pedir desculpas em particular?

Talvani levantou-se, meio sem graça, e voltou para a sua baia. Aí caiu a minha ficha. Besta, precisando do emprego e faço essa besteira de não aceitar desculpas de chefe. Não se passaram cinco minutos e Talvani me chamou de novo. Lá fui eu, esperando a demissão. Cheguei na sua mesa, ele tinha convocado todos os repórteres presentes. E, na frente deles, me pediu desculpas. Dali em diante, foi o melhor chefe de Reportagem que encontrei, sempre entusiasmado com o trabalho, os furos, sem entrar no jogo de panelinha dos repórteres mais antigos.

Seu único defeito foi o entusiasmo com minhas musiquinhas, o que o levou até a montar um lobby junto a Caetano Velloso, levando uma fita que gravamos em seu apartamento. Caetano deve ter pensando o mesmo que eu, depois da conversa de amigo com Talvani:

– Esses jornalistas são todos meio loucos.

 

* Luís Nassif é diretor da Agência Dinheiro Vivo e do Jornal GGN.

+Admirados Região Sul ? Um saxofonista na liderança

Luís Fernando Veríssimo, o 39º colocado entre os Cem + Admirados Jornalistas Brasileiros, foi o campeão de indicações da região Sul, com 8.215 pontos. Escritor de sucesso (com 5,6 milhões de livros vendidos, só perde para Paulo Coelho entre os autores brasileiros), é também um jornalista querido e de grande influência, graças à coluna que mantém há anos em jornais como Estadão, O Globo e Zero Hora. Em 2º na região ficou Dulcinéia Novaes Felizardo Vieira, repórter de rede da RPC/Globo, de Curitiba, com 3.960 pontos. Entre os “dez mais” da região, mais dois são do Paraná: o apresentador Fernando Parracho, colega de Dulcinéia na RPC, que ficou em 9º lugar, com 1.840 pontos, e o repórter investigativo Mauri König, em 5º, com 3.240 pontos, que até agosto passado atuou na Gazeta do Povo; os demais são do Rio Grande do Sul, três deles repórteres na RBS: Giovani Grizotti, 3º colocado, com 3.475 pontos; Rosane Marchetti, 4ª, com 3.270; e Jonas Campos, 10º, com 1.815. Completam o time Ruy Carlos Ostermann, comentarista da Rádio Gaúcha, 6º colocado, com 2.315 pontos; Letícia Duarte, repórter especial de Zero Hora, 7ª, com 2.225; e Eugênio Esber, diretor de Redação da revista Amanhã, 8º, com 2.210. Luís Fernando Veríssimo Filho do escritor Érico Veríssimo (1905-1975) – autor de O tempo e o vento, Clarissa e Olhai os lírios do campo, entre outros clássicos da Literatura Brasileira –, Luis Fernando Verissimo nasceu e fez seus estudos em Porto Alegre. Mas passou parte da juventude nos Estados Unidos, para onde a família se mudou em função do trabalho de Érico como professor universitário. Lá se apaixonou pelo jazz e aprendeu a tocar saxofone. Começou no Jornalismo como copidesque em Zero Hora, onde foi editor de Nacional e Internacional e passou a assinar uma coluna. Mudou para a Folha da Manhã, também em Porto Alegre, onde ampliou o leque de sua coluna escrevendo sobre Cinema, Literatura, Música, Gastronomia, Política e Comportamento. De volta a Zero Hora, passou a publicar a coluna também no Jornal do Brasil. Tinha 37 anos quando estreou como escritor, lançando uma coletânea de crônicas com o título O popular. O sucesso viria logo depois, com o livro A grande mulher nua. A partir daí, tornou-se um escritor prolífico, com dezenas de livros de contos e crônicas, quatro romances, três livros infantojuvenis, sem contar inúmeras participações em coletâneas. Seus livros foram publicados em mais de uma dúzia de países. Avesso a mídias digitais – mantém e-mail por necessidade profissional –, não participa de nenhuma rede social e não usa celular. Extremamente tímido e caseiro, foge de eventos sociais e detesta se expor. Diz que prefere tomar injeção a dar entrevista. Mostra-se mais desinibido apenas quando toca saxofone porque “se esconde atrás do instrumento”.  

+Admirados Região Sudeste ? Maioria está também entre os +Admirados nacionais

Seis dos +Admirados nacionais estão também entre os “dez mais” do Sudeste, embora dois em posições diferentes. Mantiveram os postos na indicação regional Ricardo Boechat (1º, com 12.635 pontos), Caco Barcellos (2º – 9.570), Eliane Brum (3ª – 6.020) e Elio Gaspari (5º – 5.120); já Miriam Leitão, 6ª na votação nacional, ficou em 7º na regional, com 4.830 pontos; e Sandra Annenberg, 7ª na primeira, é 10ª nesta, com 4.215 pontos. Em 4º está Ancelmo Gois, com 5.215 pontos (foi 19º na indicação nacional); em 6º, Chico Pinheiro, com 4.830 pontos (14º nacional); em 8º, Heródoto Barbeiro, com 4.480 pontos (20º nacional); e em 9º, Carlos Alberto Sardenberg, com 4.270 pontos (17º nacional). Ricardo Boechat Ricardo Boechat, líder dos +Admirados nacionais e da Região Sudeste, é o típico profissional multimídia, atuando como âncora do Jornal da Band (TV), âncora das manhãs jornalísticas da Band News FM (rádio) e colunista da revista IstoÉ. Filho de um diplomata brasileiro, nasceu em Buenos Aires, na Argentina. O início de carreira foi em 1970, no extinto Diário de Notícias, no Rio de Janeiro. Desde então, seja como colunista, repórter, executivo ou âncora, tornou-se um dos mais influentes jornalistas contemporâneos da imprensa brasileira, conquistando inúmeros prêmios, como Esso, White Martins e Comunique-se, o que o levou a ocupar, em 2014, o 11º lugar entre os mais premiados jornalistas brasileiros de todos os tempos, no Ranking de Jornalistas&Cia.  

+Admirados Região Norte ? Pará tem metade dos dez mais

Na Região Norte, Daniela Assayag, gerente de Jornalismo da TV A Crítica/Record, de Manaus, e apresentadora do telejornal Manhã no ar, lidera com 5.800 pontos. Ela ficou à frente de Lúcio Flávio Pinto, do Jornal Pessoal, de Belém, um dos mais renomados profissionais do País, detentor de quatro prêmios Esso e único brasileiro incluído na lista de cem “heróis da informação” pela ONG Repórteres sem Fronteiras; ele obteve 4.860 pontos. Do Diário do Pará, também de Belém, são quatro dos dez +Admirados: o editor do Auto Destaque Victor Pinto, 3º colocado, com 2.925 pontos; o editor do Tudo de Bom Carlos Eduardo Vilaça, 7º, com 1.710; o editor executivo Clayton Matos, 8º, com 1.610; e a repórter Camila Barreto, 10ª, com 1.595. Os outros quatro mais votados na região foram Úrsula Vidal, apresentadora do Etc e tal no SBT de Belém, em 4º lugar, com 1.920 pontos; Paula Bittencourt, coordenadora de Jornalismo da Revista Mulheres Online, em 5º (1.830); Maríndia Moura, repórter da TV Globo em Rondônia (6º – 1.720); e Gérson Severo Dantas, editor no jornal A Crítica, de Manaus (9º – 1.605). Daniela Assayag Nascida em Manaus, Daniela Assayag começou em 1995 na Rede Amazônica (Globo), de onde seguiu para A Crítica/Record no final de 2014, assumindo um posto de direção depois de quase 20 anos como repórter. Passou também a apresentadora em março deste ano, quando a emissora estreou o Manhã no ar. Casada com um engenheiro e mãe de duas filhas, tem como hobby colecionar sinos; são 140, de diferentes lugares do mundo.  

+Admirados Região Nordeste ? Imprensa automotiva tem quatro entre os dez mais

Francisco José, repórter especial da TV Globo em Recife, lidera os +Admirados na Região Nordeste, com 8.225 pontos. Dois outros colegas da emissora lhe fazem companhia entre os dez primeiros colocados: os repórteres Bianka Carvalho, também de Recife, na 4ª colocação, com 3.080 pontos, e José Raimundo Carneiro, de Salvador, na 5ª, com 3.030 pontos. Um fato que chama a atenção entre os “dez mais” da região é que quatro integram o segmento da imprensa automotiva: André Marinho, do Diário do Nordeste (CE), em 2º lugar, com 3.945 pontos; Tarcísio Dias, do portal Mecânica Online (PE), em 3º, com 3.575; Jorge Moraes, do Diário de Pernambuco, em 8º, com 2.750; e Paulo Roberto Nunes, de A Tarde (BA), em 10º, com 2.625. Completam os dez primeiros Demitri Túlio, de O Povo (CE), em 6º, com 2.990; Vandeck Santiago, do Diário de Pernambuco, em 7º, com 2.985; e Graça Araújo, da Rádio Jornal FM (PE), em 9º, com 2.700. Francisco José Cearense do Crato, Francisco José de Brito formou-se em Direito na Universidade Católica de Pernambuco e especializou-se em Marketing na Fundação Getúlio Vargas e na University of Michigan (EUA). Começou a carreira aos 22 anos como repórter de Esportes no jornal Diário da Noite (PE) e logo passou para o Jornal do Commercio (PE). Em 1970, já repórter especial da TV Globo, foi pautado para fazer o seu primeiro trabalho fora do País: guerrilheiros do M-19 invadiram a Embaixada da República Dominicana em Bogotá, na Colômbia, e prenderam 12 embaixadores, inclusive o do Brasil. Depois disso, cobriu seis Copas do Mundo de Futebol e duas Olimpíadas, atuou como enviado especial da Globo na Guerra das Malvinas e participou em matérias especiais realizadas em várias partes do mundo, inclusive os pólos Norte e Sul. Destacou-se também no Projeto Pernambucanidade, que envolve quatro comunidades educacionais da capital e do interior do Estado, por ter sido considerado um pernambucano de coração. Desde 2006, apresenta o programa Nordeste, viver e preservar, ao lado de Beatriz Castro, com quem é casado.

+Admirados Região Centro-Oeste ? TV Globo domina indicações

A Região Centro-Oeste é, depois da Sudeste, a que mais concentra profissionais relacionados entre os Cem +Admirados, 12, liderados por Alexandre Garcia, que foi o 11º colocado no ranking nacional. Na votação regional, ele ficou com 9.565 pontos, contra 6.765 da 2ª colocada, Zileide Silva, sua companheira de TV Globo (24ª entre os Cem+). Aliás, até o 10º colocado na região, Giuliana Morrone, apenas dois, o 8º, Dora Kramer (49ª no nacional), e o 9º, Ricardo Noblat (75º), não integram o Grupo Globo, embora este último seja colunista do jornal da empresa. Os demais são Heraldo Pereira (3º no Centro-Oeste e 69º no nacional), Cristiana Lôbo (4ª e 43ª, respectivamente), Gerson Camarotti (5º e 25º), Eliane Cantanhêde (6ª e 27ª) e Marcelo Canellas (7º e 51º). Alexandre Garcia Gaúcho de Cachoeira do Sul, Alexandre Eggers Garcia, o líder da região, aos sete anos já atuava como ator infantil na rádio em que seu pai, Oscar Chaves Garcia, era radialista. Com 15 anos, foi locutor da pequena rádio Independente de Lajeado. Estudou Comunicação Social na PUC/RS e seu primeiro emprego no Jornalismo foi como estagiário na sucursal do Jornal do Brasil em Porto Alegre. Foi correspondente do jornal em Montevidéu e em Buenos Aires, depois ficou dez anos em Brasília. Na gestão do último do presidente militar, João Baptista Figueiredo, assumiu a Secretaria de Imprensa do governo. Seguiu depois para a TV Manchete, onde foi correspondente internacional e cobriu as guerras de Líbano, Malvinas, Angola e Namíbia. No final da década de 1980, aceitou convite do então diretor de telejornais da TV Globo Alberico de Souza Cruz e transferiu-se para a redação da emissora em Brasília, onde está até hoje.  

PR Newswire e Aberje apresentam pesquisa sobre Comunicação Corporativa na AL

PR Newswire e Aberje apresentam na próxima 3ª.feira (15/9) o resultado da pesquisa Cenário da Comunicação Corporativa na América Latina 2015. O trabalho foi realizado pela PR Newswire junto a uma base de aproximadamente 40 mil jornalistas no Brasil e no mercado latino-americano, com foco no entendimento da utilização das ferramentas de comunicação para disseminação de informações, análise de novas tendências e na influência das redes sociais na produção e divulgação de conteúdo. O evento será das 9h30 às 11h30, na Aberje – Espaço Sumaré (rua Amália de Noronha, 151– 6°, Auditório 2). Interessados em acompanhar a apresentação devem entrar em contato pelo [email protected] ou 11-3662-3990, com Bianca Gonçalves. 

Os independentes vão em frente: a crítica de música está na web

Luiz Antonio Mello, o LAM, um dos fundadores da Fluminense FM, volta ao rádio, agora na webradio Cult FM, em dois programas: o Cafofo do LAM e o Expresso da Madrugada. A “maldita”, como era conhecida a Fluminense, lançou bandas como Paralamas do Sucesso, Biquini Cavadão, Blitz e Titãs, e muitas outras. A Radio Cult é hoje um reduto do que o jornalismo do Rio produziu de melhor em termos de crítica de música contemporânea. Jamari França tem o seu programa Jam Session nos domingos, às 22h, há um ano. Dos novos programas, o Cafofo do LAM é mais jornalístico, com bate-papos, entrevistas, discos raros, lançamentos na área do rock e do blues. Vai ao ar aos domingos às 23h, com duas horas de duração. Já o Expresso da Madrugada é diário, da meia-noite às 6h, principalmente com soft rock e instrumental, destinado ao público adulto contemporâneo. Aparecem álbuns inteiros, gravações piratas, muito progressivo brasileiro, alemão e italiano. Um programa que procura valorizar a ousadia e o experimentalismo, mas de forma suave. Mello está também na colunadolam.blogspot.com.br, e tem, entre os leitores, direito a comentário da especialista Chris Fucaldo.

Em busca de alternativas para a falta de emprego formal

Profissionais que deixaram as redações nos últimos meses no Rio criaram no facebook o grupo Juntos somos melhores, com o objetivo específico de abrir um jornal multiplataforma. Eles têm pressa de agir e não se acanham em expor o motivo da pressa: as contas para pagar. Em 3/9, fizeram uma reunião no Sindicato dos Jornalistas do Município, que cedeu o espaço e deu apoio à iniciativa. Flávia Oliveira não esteve lá, mas enviou sugestões, entre elas a criação de um espaço de trabalho bem equipado para os colegas que passarem a viver de frilas e não tenham em casa uma estrutura bem montada. A presidente Paula Máiran postou depois esse e outros resultados do encontro, entre eles a formação de cooperativas de jornalistas. E convocou uma assembleia para a noite desta 3ª.feira (8/9), tendo na pauta as formas jurídicas e políticas de resistência às demissões. Muito a propósito, a série Repórter, realizada no Itaú Cultural, em São Paulo, com curadoria de Eliane Brum, trouxe em 2/9 o painel Narrativas de transição, em que os convidados discutiram o jornalismo independente. Lá estavam Bruno Paes Manso, do coletivo Ponte; Laura Capriglione, do Jornalistas Livres; Bruno Torturra, ex-Midia Ninja, há dois anos no Fluxo; Katia Brasil, do Amazônia Real; e Renê Silva, do jornal Voz da Comunidade, no conjunto de favelas do Alemão – repórteres que se dedicam a dar voz a setores da sociedade normalmente ignorados por parte da imprensa. O debate, que não podia deixar de lado as alternativas para a atual fase de demissões e fechamento de publicações. Entre as conclusões, estavam a necessidade de conquistar o público, mostrar aos leitores que podem confiar no que está escrito – e convencê-lo a pagar por isso. Mônica (Kika) Santos fez uma pesquisa sobre as saídas encontradas por jornalistas de outros países para situações semelhantes. Apareceram cooperativas no México, na Alemanha e no Canadá. E o ProPublica, com sede em Nova York, cuja receita vem de empresas e anônimos doadores, mas também de patrocinadores. E a cooperativa formada em Atenas, há dois anos, pelos profissionais que faziam o jornal Eleftherotypia, o segundo mais vendido da Grécia, quando este encerrou as atividades. Todos esperamos que um caso brasileiro bem-sucedido esteja entre as próximas citações.

Estagiárias da Abril participaram do Future News, na Escócia

As estagiárias da Abril Isabela Frugis Yu (Elle) e Larissa Teixeira (Gestão Escolar) participaram no início do mês do Future News, em Edimburgo, na Escócia. Conhecido por reunir centenas de jovens, vindos de mais de 20 países, o evento consiste em uma série de aulas práticas sobre técnicas de redação, pesquisas e uso de tecnologias digitais e mídias sociais, além de promover diversas palestras orientadas para discutir os rumos do jornalismo. Durante os três dias do Future News, Isabela e Larissa compartilharam experiências com diversos profissionais e estudantes, além de terem a chance de aprimorar técnicas de redação e edição multimídia.

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